História Beautiful Lies - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Taegi, Taekook, Twin!tae, Vkook
Visualizações 7
Palavras 1.913
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lírica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olala, então, eu ia postar essa fic hoje? Não hehe, mas como eu estou animadíssima com essa fanfic, sim eu resolvi postá-la hoje.

Essa fanfic... como posso explicar? Ela é muito, muito importante, tem mensagens com extrema importância nela, como coisas que vemos no nosso cotidianos mas fingimos que não vemos. Como assim autora? Vocês vão entender. Risos risos
Espero que gostem e boa leitura, vejo vocês nas notas finais!

obs: eu não revisei, irei revisar mais tarde então peço que por favor, relevem os erros.
Outra coisinha antes que eu me esqueça hihihi, eu sei, todos devem estar se perguntando, que capa é essa desse capítulo @ deus? Essa que está é temporária até eu fazer a definitiva~ kissus

Capítulo 1 - I


Fanfic / Fanfiction Beautiful Lies - Capítulo 1 - I

[...]

O que eu quero ser? Hmm, isso é uma boa pergunta, eu gostaria de ser professor de artes.

O que eu mais gosto na escola? Acho que, os professores, eles são muito atenciosos e gentis.

Acabou a entrevista? Oh, obrigado pela oportunidade, voltarei mais tarde para entregar meus documentos que faltam! Aliás, uma boa tarde.

 

Uma semana atrás

- Ei, Bogummie, chegamos com seu presente de aniversário. – Choi, um dos garotos que me segurava pelos braços disse a Bogum, que parecia espantado com a cena.

- Sim, Bogummie, trouxemos especialmente para você! – Hyuk, outro garoto na qual segurava meu braço com força, se pronunciou.

- O que é isso? – Bogum fez uma careta enquanto me analisava da cabeça aos pés.

- Seu bolo e presente de aniversário, tadan! O que acha de fazermos o bolo juntos? – Ambos disseram uníssono.

- Claro, eu adoraria. – Bogum disse com um sorriso sarcástico nos lábios.

 

Em poucos minutos eu já estava cheio de farinha na cabeça, que caia por todo meu uniforme, ovos, leite, manteiga, fermento, tudo era despejado em cima de mim sem dó alguma. Lágrimas já rolavam pelo meu rosto e eu me perguntava o porquê de aquilo acontecer comigo.

 

Bogum alternava em ficar sério e soltar um sorriso, cada coisa que jogavam em mim ele parecia mais incrédulo –e se divertindo cada vez mais-, por um minuto, um pingo de esperança cresceu em mim e pensei que ele pediria para parar, porém a única coisa que ele fez foi perguntar onde estava a cobertura do bolo.

 

- A cozinheira não quis nos dar calda de chocolate, então pegamos a gordura que havia sobrado nas panelas, se você não se importar, podemos usar como cobertura, Bogummie. – Hyuk falou um pouco desapontado.

- Por mim tudo bem. – O desgraçado respondeu sorrindo.

 

Fechei os olhos com força, rezando para que aquilo não passasse de apenas um pesadelo muito, mas muito ruim. Mas não era. Eu realmente estava ali, cheio de sujeira e sendo humilhado mais uma vez por Bogum e seus amigos, que derrubavam gordura em mim.

Estava quente e fedia, comecei a soluçar e chorar o mais alto que eu pude, queria que alguém me escutasse, que alguém me salvasse, que dissesse que aquilo era apenas fruto da minha imaginação perturbada e que estava tudo bem.

 

Por favor, me escute, alguém me escute. Tire-me daqui Deus, por favor.

 

Eu nunca fui um fiel a igreja, na verdade eu estava bem longe disso, mas ultimamente Deus era a única coisa que poderia me ajudar, porque eu não tinha ninguém, nem a mim mesmo.

 

- Você é tão patético, é o pior bolo de aniversário que eu já tive. – Bogum segurou meu queixo enquanto olhava em meus olhos. Ouvimos o sinal bater e ele foi se afastando conforme as lágrimas iam tomando conta de meus olhos.

 

Daquele dia em diante eu nunca mais fui a escola.

 

Três horas depois no mesmo dia

 

*Mensagem de número desconhecido*

‘’Taehyung-ssi, soube que você está interessado na vaga, por favor encontre-me neste endereço *****/**/***’’

 

Coloquei minha melhor roupa e fui até o endereço enviado, achei que tivesse me perdido, já que o local era um ferro-velho abandonado.

 

Assustei-me ao ver uma silhueta masculina –que vivia em meus pesadelos- aparecer.

 

Bogum.

 

Olhei para os lados, procurando uma saída, eu precisava correr, eu tinha que correr, porém eu não conseguia, minhas pernas ficaram moles e meu corpo não me obedecia.

 

O medo tinha tomado conta de mim.

 

- Taehyung, achou mesmo que iam aceitar sua proposta? Você é patético. – Riu sarcástico. – Vejamos bem, você é órfão, pobre, e quer ser professor de artes, que futuro você tem? Hein? – Bogum se aproximava de mim, e a cada passo, eu ia cada vez mais para trás. – Ah, e esqueci, você é gay. – Encostei-me na grade que circundava todo o local, não tinha para onde correr.

- Você não vai ser nada na vida, porque pessoas como você sempre terão essa vidinha, sabe o que você sempre vai ser Taehyung? – Bogum se aproximava do meu ouvido, enquanto eu tentava recuar. – Um nada. Você vai sempre ficar naquela casa do amor com aquelas crianças ridículas que como você, não vão ser adotadas. – Cerrei meus punhos com tamanha raiva. Eu não iria chorar, eu ia ser forte. Eu sou.

- Você... Você faz isso comigo desde que entrei no colégio, o que eu te fiz? – Fui empurrando ele para trás, apontando o dedo para seu rosto. – Eu nunca te fiz nada e você insiste em me humilhar. Você tem senso de inferioridade e por isso precisa fazer mal aos outros? Hm? Sabe o que eu sinto quando olho para você, Park Bogum? – Sorri. Sim, pela primeira vez eu sorri. Dei meu melhor sorriso e mais nojento. – Pena. Eu tenho pena de você, e do ser miserável que você é.

 

Era como se toda a raiva, tristeza, e humilhação que já sofri, fosse tirada de mim, eu finalmente consegui quase colocar tudo para fora, isso fora só a metade, se eu pudesse eu espancaria ele ali, como nas inúmeras vezes que ele já fez comigo. Mas como sou contra violência e ensino isso para meus irmãos, não sou eu quem fará isso.

 

Ele parecia surpreso com minha atitude, mas também com raiva. E toda minha segurança foi embora, de novo. Eu tinha medo do que ele faria a seguir, eu tinha medo por ser indefeso e ser um inútil que precisa de ajuda.

 

- Você deve se achar muito especial para pensar assim não é? – Debochou da minha cara. – Quer saber? Eu vou te mostrar quem é o ser miserável. – Bogum vinha para cima de mim e meu reflexo fez-me pegar uma barra de ferro que se encontrava ao meu lado.

- Não chegue perto de mim! – Esbravejei.

- Vamos, me bata seu covarde! Me bate, gayzinho! – Bogum olhou para qualquer ponto, fitando-o com bastante atenção.

 

Bogum tentou puxar-me pega gola da camisa, porém eu o acertei com a barra de ferro, foi algo instintivo. Eu sequer sabia o que estava fazendo, sai correndo e deixei Bogum ali, com o olho roxo e o supercilio sangrando.

 

Dois dias atrás

Fui à escola ajudar a Professora Sun a arrumar a sala de estúdio para o pequeno show de talentos que o ensino fundamental iria ter. Algo que sinceramente foi contra minha vontade já que eu não estava nada disposto e nem queria mais pisar os pés naquele local. 

 

‘’Senhor Kim favor comparecer a sala do diretor.’’

 

Ouvi a secretaria de o Diretor Lee chamar pelos altos falantes da escola, algo que eu estranhei já que em toda minha carreira escolar eu nunca havia ido à sala do diretor, eu sequer sabia onde era essa sala. Por falar nisso, eu estava a mais de quinze minutos procurando ela.

 

Quando finalmente achei a sala do diretor me assustei ao ver Bogum com o olho roxo e outros nove homens –homens extremamente velhos, precisamente falando- sentados ao redor de uma mesa enorme de reuniões.

 

- Com licença, me chamaram? – Perguntei cabisbaixo.

- Sim, chamos sim, senhor Kim. – Ouvi uma mulher falar com amargura. – Peça desculpas ao meu filho! Eu exijo desculpas! – A mulher parecia irritada, e principalmente ofendida. Mas quem o mais ofendido ali sem dúvidas era eu.

- Senhora Park, por favor, se acalme ou terá de se retirar. – Um homem na qual eu tenho quase certeza que é o diretor falou calmo. – Senhor Kim, sabe por que está aqui? – Neguei com a cabeça.

- Ele está mentindo! – A mulher voltou a levantar e apontar o dedo para mim.

- Senhora Park, por favor! – O homem se alterou. – Sente-se senhor Kim. – Sentei-me como foi pedido. O diretor parecia cansado e frustrado com tudo aquilo. E eu não estava entendendo bulhufas. – Estamos aqui para falar de um vídeo, imagens de uma câmera de segurança que gravam o senhor agredido o senhor Park. Está de acordo?

- Como?! – Perguntei incrédulo.

Um vídeo onde eu e Bogum estávamos no ferro velho foi passado no telão da sala do diretor. Em um momento preciso do vídeo, Bogum olhava para a câmera atentamente. Flashes se passaram na minha cabeça neste exato momento.

 

‘’Vamos, me bata seu covarde! Me bate, gayzinho’’

 

- O senhor confirma esse ocorrido? – O diretor olhava para mim, parecia confuso, e eu também estava. Pisquei os olhos inúmeras vezes tentando entender tudo o que havia acontecido.

 

Ele armou para mim.

 

- Eu não fiz nada de errado. – Me pronunciei em alto e bom tom.

- Senhor diretor a prova está ai na sua frente! Ou o senhor faz algo com esse delinquente ou tirarei meu filho dessa escola e abrirei um processo judicial! – A mãe de Bogum dizia num tom ameaçador. – Ele sequer paga essa escola, eu exijo que o penalize!

- Senhor Bogum, o senhor afirma ter sofrido uma agressão vinda do aluno Kim? – O diretor perguntou para Bogum, que estava cabisbaixo. – Senhor Bogum?

- S-Sim. Confirmo. – Bogum me olhou e meu mundo caiu, como ele pode ser tão cretino? Depois de todas as humilhações, tudo. Ele é um ser deplorável.

- Peço para que todos saiam de sala e aguardem, Senhora Park, peço que aguarde eu entrar em contato com a senhora. – A mulher assentiu e antes de sair e fechar a porta, vi um sorriso peçonhento formar em seus lábios.

 

Um silencio se instalou pela sala e eu continuei na mesma posição desde que havia colocado os pés ali. Eu sentia que o pior estava por vir, na verdade, eu já sabia disso.

 

- Senhor Kim, sei que deve ter motivos para ter tido tal ato, mas não posso tolerar esse tipo de coisa na minha escola... O senhor tem algo a falar sobre o senhor Park? – Ele me fitou com preocupação e neguei com a cabeça.

 

Na verdade, sim, eu tinha. Deveria dizer o quanto ele me humilhou pelos quatro cantos do colégio, o quanto me bateram e o quanto fui feito de trapo, mas eu não conseguia dizer, por mais que eu tentasse minha boca não se mexia a voz não saia. Na verdade, eu sentia vergonha.

 

Passar por todas essas coisas, todos esses anos, sempre aguentando sozinho, eu nunca pensei que perguntariam para mim como eu me sentia. E foi agora que eu percebi que esses anos todos querendo que alguém me perguntasse sobre, eu não conseguiria falar, porque eu me sinto fraco. E essa é a maior vergonha que alguém pode sentir.

 

- Senhor Kim, eu lamento por isso, o senhor sempre foi um aluno excepcional e nunca tivemos reclamações do senhor. Sempre ajudou com projetos na escola e com as reformas quando ninguém se candidatou. Porém... – Ele parecia pensativo. – O senhor terá de pedir uma transferência. Estamos o convidando a se retirar desta instituição de ensino. – O diretor concluiu sua fala e engoli seco. Sequer tinha coragem de enfrentá-lo, eu era um ninguém ali.

Antes de ir ouvi o diretor falando o quanto era doloroso para ele perder um aluno tão bom quanto eu, porém regras eram regras, e se ele não cumprisse tais, ele seria o punido. Concordei com tudo o que ele disse, mesmo que eu saiba que estou sendo expulso apenas por um capricho de uma mulher na qual o marido é um dos patrocinadores da escola. 

Talvez não seja tão ruim, quer dizer, eu terei de achar um emprego e estudar em outro lugar, mas talvez, só talvez, minha vida possa melhorar.   

E eu nunca mais terei de lidar com esse fardo.


Notas Finais


Olha eu de novo aqui rs, bom eu vim fazer aquela perguntinha, gostaram? Eu espero que sim '^' se gostarem deixem o favorito que eu vou ficar muito feliz

Sobre a atualização de Beautiful Lies, é provável que ela demore um pouco, POIS estou em semana de provas, logo irei entrar de férias, então preciso me dedicar bastante. Prometo tentar postar o quanto antes. beijos


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