História Beautiful Stranger - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Lexa, The100
Exibições 180
Palavras 8.777
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Lemon, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá galerinha!!

Primeiro quero pedir mil desculpas pela demora para postar o capítulo, por três motivos:
1) Eu estava enrolando um pouquinho para não acabar de vez a fic.
2) Eu não consegui terminar antes de viajar esse final de semana, por isso tive que parar para preparar a viagem e só terminei de escrever aqui na casa dos meus pais.
e 3) Esse capítulo saiu grande, por isso demorou bastante para escrever.

Agradeço a você que me acompanhou nessa loucura que foi adaptar essa história! Obrigada aos favoritos e comentários que mandaram. Estou feliz e triste pelo término da fic e vocês foram incriveis!! Obrigada por tudo!! S2 <3 <3

Para esse capítulo, devem tomar uma insulina antes, pois terá altos níveis da famosa "água com açúcar" kkkkkk Outra coisa, vamos fingir que a foto da mídia é o bebê clexa, eu imagino um filho delas assim!!
P.S.: Como acabei de escrever, não fiz a revisão, portanto deve ter um monte de erros aí, depois eu corrijo, é só ignorar! ;) ;)
Aproveitem a leitura!!

Capítulo 21 - Capítulo - 20 Bônus final


Fanfic / Fanfiction Beautiful Stranger - Capítulo 21 - Capítulo - 20 Bônus final

 

 

Capítulo Vinte – Bônus Final

 

2 anos depois

 

Ouvi a porta do elevador do apartamento se abrindo e sons de passos pela sala. Presumi que Lexa havia acabado de chegar em casa. 

- Estou na cozinha, amor. Pode vir aqui um instante? – A chamei rapidamente, não queria que ela entrasse no nosso quarto, ainda.

- Hoje você chegou mais cedo, sempre chega um pouco mais tarde que eu. Aconteceu alguma coisa, Flor? – Lexa perguntou enquanto se inclinava para frente para capturar meus lábios em um beijo casto.

- Não. Só que saí mais cedo hoje para preparar uma surpresa para você. – Disse enquanto envolvia meus braços entorno da sua cintura e escondia meu rosto na curva de seu pescoço, inalando seu perfume.

- Uma surpresa para mim? O que eu fiz para merecer uma surpresa? – perguntou dando um beijo no topo da minha cabeça.

- Bom, é uma surpresa e novidade ao mesmo tempo. Vem, vamos para o quarto que lá te explico melhor. – Falei já puxando seu braço em direção ao nosso quarto.

Atravessamos o corredor e parei de frente para a porta do quarto que estava fechada. Abri e ele estava cheio de balões vermelhos, e espalhados pelo chão e cama. Lexa me olhou com uma expressão curiosa e divertida, mas entrou no quarto e aguardou uma explicação minha.

- Certo. Em alguns desses balões, mais especificamente cinco deles, tem uma palavra que formará uma frase e essa frase dirá qual é a surpresa. Eles estão enumerados de um a cinco. Você tem que procurar pela sequência correta e descobrir qual é a frase. – Expliquei para ela o que tinha que fazer.

- Isso vai ser divertido. Estou bastante curiosa para saber do que se trata. – Lexa abriu um sorriso e começou a procurar os balões enumerados. – Acha que é mais fácil eu procurar todos eles e depois estourá-los?

- Eu acho que sim, amor. E bem mais rápido também. – Falei. Estava muito ansiosa para ver sua reação quando descobrisse. Lexa primeiro procurou pelos balões em cima da cama e os que não tinham número ela ia jogando no canto. Deixou a cama livre de balões para ir colocando os que tivessem número.

- Você não quer me ajudar um pouquinho não, amor? – Ele pediu depois de vários minutos procurando.

- Ai não teria graça, meu bem. E além do mais eu sei onde estão, deixe de preguiça e procure direito. – Nesse momento ela soltou um grito de comemoração por ter encontrado o primeiro. Mostrou para mim que era o de número 4 e me entregou, já que eu estava sentada no meio da cama com as pernas cruzadas em forma de índio a observando. Me encarreguei de segurá-los para que não se misturassem novamente.

O segundo foi bem mais rápido que o primeiro. E como na primeira vez, ele comemorou e eu achei aquilo muito adorável de se assistir. Me entregou o de número 2. O terceiro balão demorou pouco menos que cinco minutos para ela achá-lo, o de numero 3.

- Faltam só mais dois, amor. – Eu a encorajei a continuar a procura quando ela deu uma pausa para esticar a coluna, já que estava curvada procurando os balões. De vez em quando ela estourava algum só para fazer graça ou diminuir a quantidade envolta dela.

Rapidamente encontrou o quarto balão com a numeração 5. O ultimo, como prevíamos, foi o mais demorado para ela encontrar. Tanto que em certo ponto ela começou a estourar vários deles de uma vez. Quando ela o encontrou, ele estava quase inteiro debaixo da cama.

- Achei o desgraçado! – Comemorou pulando na cama para ficar de frente para mim com o balão número 1. Nesse momento eu já estava suando de ansiedade e meu estômago dando voltas. – Bom, agora vamos ver o que está escrito dentro deles.

Antes que ela começasse a estourá-los me abaixei para pegar uma caixa embrulhada para presente que estava embaixo da cama e a deixei ao meu lado.

- Esse aqui é por último. Estoura logo que eu estou ansiosa para ver sua reação.

Ela pegou o primeiro balão e estourou. Pegou o pedaço de papel e o abriu, leu em silêncio e franziu o cenho. Levantou o olhar para mim como se me interrogasse sem palavras, apenas dei de ombro. Ela colocou de lado o papel que tinha a palavra “PARABÉNS,” escrita com tinta preta.

Passou para o segundo balão e o estourou revelando, assim, o segundo pedaço de papel. Olhou para mim novamente e sorriu ainda com uma expressão confusa e curiosa. O colocou ao lado do primeiro, esse tinha a palavra “VOCÊ” escrita.

O terceiro balão foi o mesmo processo, estourou, leu, sorriu e o depositou ao lado dos outros dois. Podíamos ler “VAI” no terceiro pedaço de papel. O quarto balão foi a mesma coisa, mas depois de ler a palavra “SER” ela já me olhou desconfiada e abrindo um sorriso bem maior que os outros.

- É o que estou pensando que é? – perguntou segurando o balão com o número 5.

- Não sei, estoura o último e descobre. – falei como se não fosse nada, mas prendendo um sorriso de felicidade entre os lábios.

Então ela estourou. O papelzinho caiu um pouco mais longe e quando ela o abriu, pude ver que seus olhos se encheram de lágrimas. Colocou-o junto aos outros com a palavra “MAMÃE!” escrita. Assim, a frase formada foi: PARABÉNS, VOCÊ VAI SER MAMÃE! Assim que ela olhou para mim percebeu que eu lhe estendia a caixa embrulhada em sua direção. A pegou e com muita delicadeza desatou o laço e a abriu. Dessa vez não conseguiu conter as lágrimas que caíram livremente pelo rosto.

Dentro da caixa havia um par de sapatinhos minúsculos brancos e um cartão que continha os dizeres: Estou chegando mamães!.

- Isso é sério? – perguntou com o rosto banhado em lágrimas e um enorme sorriso nos lábios que ofuscaria o brilho do Sol se possível.

- Sim – respondi com a voz embargada, também estava com o rosto vermelho e molhado de lágrimas. Os hormônios durante a gravidez sempre deixavam o humor das mulheres instáveis. Portanto, meu humor, ultimamente, estava bastante oscilante.

- Oh meu Deus, eu vou ser mãe! – Lexa gritou e se atirou em meus braços espalhando beijos pelo meu rosto sem se importar com as lágrimas que caíam, proferindo palavras como “obrigada” e “estou tão feliz” entre os beijos.

- Vem, vamos nos arrumar. Eu fiz reserva em um restaurante par comemorarmos! – falei me desviando dos seus braços. – Mas vamos separadas, por que eu sei que se entrarmos juntas no banheiro, não vamos sair de lá tão cedo. Eu te conheço muito bem, senhora Griffin -Woods! – Falei sorrindo enquanto ela tentava protestar.

- Tudo bem, senhora Griffin-Woods. Mas depois do jantar você não me escapa! – Disse enquanto se despia na minha frente. Se inclinou e deixou um beijo em meus lábios.

- E quem disse que eu quero escapar? – Dei um sorriso malicioso enquanto meus olhos analisavam cada detalhe do seu corpo nu à minha frente. Mordi o lábio inferior para cortar um gemido quando senti uma pontada de excitação em meu ventre.

- Tem certeza que não quer entrar comigo? – Lexa sabia que estava me provocando e que eu estava me segurando para não me jogar em seu corpo nu.

- Vai logo! – Joguei um travesseiro em sua direção e ela gargalhou da minha frustração desviando elegantemente do travesseiro entrando no banheiro. Caí de costas na cama tratando de pensar em outras coisas que não fosse a água escorrendo pelo maravilhoso e escultural corpo de minha esposa dentro daquele boxe.

 

***

 

 No dia seguinte acordei de súbito e disparei para o banheiro, quase não consigo alcançar o sanitário e colocar todo o jantar para fora. Senti Lexa à minhas costas segurando meu cabelo com uma mão e com a outra segurava minha testa para que eu não batesse com ela na borda do sanitário por causa do solavanco que meu corpo dava.

Quase coloco meu estômago para fora, mas respirei aliviada quando o enjoo cessou. Lexa continuava ao meu lado passando a mão nas minhas costas. Me ajudou a levantar e eu fui para a pia tentar tirar o gosto horrível que estava na minha boca.

- Está se sentindo melhor? – Perguntou preocupada e eu assenti com a cabeça. – Vou na cozinha preparar alguma coisa para você comer.  Não pode ficar com o estômago vazio. – Saiu do banheiro me deixando escovando. Decidi tomar um banho também.

Quando saí do banheiro ela já estava lá com uma bandeja na cama. Tinha suco, frutas e torradas. Optei por um copo de suco de laranja e uma banana. Os médicos disseram que era bom para enjoos matinais. Mas quando dei por mim, já tinha comido tudo o que estava na bandeja, pois a fome que eu senti depois do enjoo foi descomunal. Lexa me observada divertida.

- O que? – perguntou depois de tomar o resto do suco que estava no copo.

- Nada. É que gosto de observar você. – respondeu dando de ombros e prendendo o riso. – Ainda não caiu a ficha que vou ser mãe.

Ela retirou a bandeja da minha frente e se aproximou mais de mim. Colocou uma mão sobre minha barriga e fez algumas caricias. Deu um selinho em meus lábios perguntou:

- Será que vai ser um menininho ou uma menininha?

- Não sei. – Disse, enquanto me aconchegava em seus braços, de modo que eu com as costas coladas em seu peito e ela me abraçava com as mãos em minha barriga. – Prefiro que seja uma menininha. Aliás, acho que vai ser uma garotinha com os seus olhos.

- Prefiro que sejam os seus olhos. Mas sendo um garotinho ou uma garotinha vou amar do mesmo jeito. – Meu sorriso se iluminou e virei minha cabeça para capturar seus lábios com os meus. – Você não quer ficar em casa hoje e descansar não?

- Não é necessário, já estou bem melhor. Foi não um enjoo matinal, é normal no início da gravidez.

- Quando vai ser a próxima consulta? Quero acompanhar tudo ao seu lado, não quero perder nada.

- Daqui a duas semanas tenho a primeira consulta com o obstetra. Vamos poder tirar todas as dúvidas com ele. Bom, agora vamos nos trocar para trabalhar. – Disse quando saía de seus braços em direção ao closet.

O resto do dia foi tranquilo. Contei para meus pais a novidade e eles ficaram muito felizes e emocionados. Lexa me contou que sua mãe e irmão também comemoraram muito.

 

***

 

Primeiro mês

 

 

As duas semanas passaram rápidas para meu governo. E Lexa e eu já estávamos a caminho da clínica onde eu ia fazer os exames para saber como estava o crescimento do nosso pequeno filhote. Lexa estava todo tempo ao meu lado, se certificando que estava tudo bem comigo ou com nosso bebê. Descemos do carro e ela imediatamente se colocou ao meu lado entrelaçando nossas mãos para entrarmos no consultório.

Ficamos na sala de espera enquanto não chamavam nossos nomes. Tinham alguns casais, e algumas mulheres sozinhas também. Tinham mulheres no mesmo estágio da gravidez que eu e tinha outras que já tinham um barrigão. Lexa não soltou minha mão por nada, acho que ela estava mais nervosa que eu.

- Senhora Griffin-Woods? – Uma moça apareceu no corredor e nos chamou. Nos levantamos e a seguimos até uma porta que estava aberta. Lá dentro uma mulher morena dos olhos verdes e de jaleco nos aguardava.

- Prazer senhoras Griffin-Woods! Dra. Jauregui. (n/a: juro que tentei outro nome, mas meu coração camren shipp bateu mais forte, então vai ela mesmo J) – A mulher bastante linda se apresentou e nos indicou as cadeiras à sua frente para que nos sentássemos. – É a primeira consulta de você?

- Sim. – Respondi.

- Bom, vou pedir alguns exames de praxe para você me trazer na próxima consulta. Serão alguns exames para saber se não há nada que vai prejudicar o crescimento do bebê. – Ela sorriu animada enquanto prescrevia os exames. – Bom, Clarke, vou pedir para você ir até a maca e se deitar, depois levante sua blusa até a altura dos seios, tudo bem?

Levantei-me da cadeira com Lexa atrás de mim e caminhei até a maca que ela indicou e me deitei. Levantei a blusa deixando todo o meu abdômen à mostra.

- Vamos ver como estar o andamento do crescimento do bebê. Vai sentir um pouco gelado, mas depois se acostuma. – Dra. Jauregui espalhou o gel por toda minha barriga e como ela havia avisado, era gelado. Ela começou a passar o transdutor pelo local e apontou para um monitor ao lado da minha cabeça. – Aqui nos poderemos ver as imagens do seu útero. Conseguem ver um pontinho preto aqui? – Perguntou apontando para um pontinho bem pequeno. – Esse é o embrião. Ainda está em formação, pois ainda estamos no início da gravidez, mas com o tempo ele vai crescendo até formar todos os membros do bebê.

- Quando poderemos saber o sexo? – Lexa, que estava do meu outro lado e de frente para o monitor perguntou.

- Bom, no modo convencional dá para saber quando completar os quatro meses de gestação, mas há métodos mais recentes, como a ultrassonografia em 3D que você consegue saber no segundo mês de gestação. – Dra. Jauregui respondeu enquanto limpava o gel da minha barriga. – Mas esse método não é muito confiável, aconselho a vocês esperarem até completar os quatro meses. Se desejarem posso salvar as imagens de hoje, aceitam?

- Vamos aceitar sim, obrigada Dra. – Respondi me levantando.

- Certo. Aqui estão as indicações para sua alimentação e contraindicações para vocês seguirem durante a gravidez. Quero ressaltar que seguir essas prescrições é muito importante para o crescimento saudável. Na próxima consulta, tragam os exames que solicitei. Nos vemos daqui um mês. Vocês podem passar na recepção e já marcar a data da próxima consulta.

- Muito abrigada, Dra. Jauregui e nos vemos na próxima consulta. – Respondi.

- Até a próxima, e não se preocupe que irei fazer com que Clarke cumpra todas as prescrições direitinho. – Lexa declarou já saindo da sala. Revirei os olhos, mas sorri ao sair da sala acompanhada de Lexa.

O resto do dia passou sem imprevistos. Mas à noite tive que fazer a Lexa ir atrás de uma torta de limão, pois o desejo que eu senti não podia ser normal.

As semanas foram passando e com elas vieram os enjoos e desejos um cada vez mais esquisito que o outro. Minha fome duplicou, e a cada refeição que eu fazia, comia por duas. Lexa se divertia observando eu me empanturrar de comida. Ela se prontificou de seguir todas as indicações da Dra. Lauren, mudei minha alimentação e estava começando a fazer alguns exercícios, optei por fazer caminhadas pelo Central Park. Meu humor sempre oscilava, uma hora estava chorando, outra hora estava irritada por alguma coisa besta. Esses dias Lexa nem chegava perto, se não eu era capaz de jogar o que tivesse em mão na sua cara.

Outro dia acordei no meio da madrugada, umas três da manhã pra ser mais especifica, com um forte desejo de comer uma pizza de banana e carde seca desfiada.

- Lexa, amorzinho. – Disse em tom manhoso tentando acordá-la. – Amorzinho, acorda. Estou com um desejo de comer pizza. – A sacudi um pouco mais forte. Ela soltou algumas palavras desconexas e levantou a cabeça.

- O que foi? Está sentindo alguma coisa? – Pareceu despertar do sono.

- Não. Está tudo bem. Só acordei com desejo de comer pizza de banana com carne seca desfiada. – disse no tom mais manhoso e chantagista que consegui. Ela suspirou fortemente.

- Tudo bem. Vou ver se encontro uma pizzaria que ainda esteja aberta às... – Olhou para o relógio que tinha na mesinha ao lado da cama. – Três e vinte da madrugada. – Levantou e rapidamente trocou de roupa e saiu do quarto. E eu fiquei na cama sentindo uma culpa enorme por ter pedido pra ela sair naquele horário e ainda mais no frio que estava fazendo.

Lexa demorou mais de uma hora para voltar para casa, e eu já estava começando a ficar nervosa e preocupada com ela quando ouvi a porta do elevador se abrir e ela sair por ele carregando uma caixa de pizza na mão.

- Eu já estava ficando preocupada com sua demora. – Disse aliviada.

- Bom, eu tive que praticamente atravessar a cidade pra encontrar uma pizzaria aberta, mas aqui está o que você queria. – Ela ia dizendo enquanto ia em direção à cozinha e eu a seguia. Depositou a embalagem da pizza no balcão e abriu a tampa.

Meu estômago roncou e minha boca salivou com o cheiro da pizza. Sem cerimônias tratei de pegar uma fatia e devorar em poucos minutos. Se Lexa não tivesse retirado dois pedaços para ela, era capaz de eu ter comido a pizza inteira. Ela comia e me olhava divertida, sempre achando graça no meu desespero para matar a fome.

Além dos enjoos e desejos, também passei a ter mais sono. Chegava em casa depois do trabalho e praticamente me jogava na cama cansada e morta de sono. Mas tinha dias que meus hormônios estavam à flor da pele e eu tentava de tudo para que Lexa avançasse as preliminares, mas para minha decepção, ela ficava só nas carícias. Parecia que tinha medo de me machucar durante o sexo.

- Lexa, eu não vou quebrar enquanto estivermos transando. – Eu disse quando ela, mais uma vez se deteve nas carícias. Sua desejo era visível através da sua ereção.

- E se eu machucar o bebê na hora que estiver metendo em você? Não, não vou correr esse risco.

- Pelo amor de Deus, Lexa. Seu pau não vai bater no meu ovário quando você enfiar esse troço em mim. – Disse já visivelmente alterada.

- Prefiro não me arriscar. – Lexa se virou para o outro lado. E mais uma vez fui dormir frustrada.

O primeiro mês passou voando e logo a consulta estava próxima. Lexa estava meio nervosa com os resultados dos meus exames, temendo que alguma coisa pudesse afetar o bebê. Mas eu sempre a tranquilizava dizendo que sempre fui cuidadosa com minha saúde e que não tinha o porquê de sentir esse nervosismo todo.

O dia da consulta chegou e Lexa fez questão de tirar o dia de folga para estar ao meu lado. Também pedi um dia de folga e se dependesse de Octavia e Lexa eu já teria parado de trabalhar mo dia que descobri a gravidez. Mas não tinha planos de ficar em casa o dia inteiro, eu gostava de trabalhar e ocupar minha cabeça com outras coisas.

Lexa parou o carro no estacionamento já conhecido por nós. Saiu e entrelaçou sua mão na minha e entramos. Do mesmo modo que na primeira vez que estivemos lá, tinha algumas grávidas às espera e em alguns minutos depois que chegamos fomos chamadas para o consultório da Dra. Jauregui.

- Pelo visto, seus exames estão tudo em ordem, não há perigo para o bebê. Está seguindo as indicações que eu dei? – perguntou com a sua voz rouca e o sorriso sempre no rosto.

- Lexa faz questão de que eu não me esqueça de nada, Dra. – respondi com um sorriso.

- Muito bem, lembre-se que é para o bem do bebê. Mas, agora vamos ver como está a formação do nosso pequeno. – Ela se levantou sorrindo e nos guiou até a maca para que eu me deitasse nela. Passou o mesmo gel e, assim que colocou o transdutor pela minha barriga, as imagens apareceram no monitor. – Aqui podemos ver como está a sua formação. E pelos meus cálculos, está indo muito bem. Aparentemente nada de errado com o bebê. – Sorriu para mim. Depois desviou o olhar para Lexa e perguntou: - Vocês querem ouvir o coraçãozinho dele?

- Já é possível ouvir Dra. Lauren? – Lexa perguntou entusiasmada.

- Sim, a partir da quinta semana já podemos ouvir os batimentos. – Ela respondeu. Mexeu em alguns comandos do aparelho e um som bem abafado, semelhante a batidas em um tambor, começou a se espalhar pelo local.

Olhei para Lexa e seus olhos já estavam cheios d’água, em comparação com os meus que já estavam encharcados, esse se tornou o meu som favorito em todo o mundo.

- Sei que nem deveria perguntar isso, mas vocês querem que eu grave o som? – Dra. perguntou com  um enorme sorriso. Talvez nossa alegria era contagiante. Ela inseriu um CD no compartimento e depois de alguns minutos mexendo no aparelho retirou o CD o colocando em uma capa protetora. Limpou minha barriga e me liberou.

- Dra. eu tenho uma dúvida, na verdade, Lexa tem. – disse quando já estávamos de volta à sua mesa. Olhei para Lexa que me devolveu um olhar confuso.

- Estou aqui para ajudar, o que precisam saber?

- Bom, você sabe que os hormônios da mulher ficam alterados, certo? – Ela assentiu me dando chances de continuar. – Tem dias que eu sinto desejos por minha mulher, e tento ter relações com ela. Mas parece que Lexa tem certo receio de, digamos que machucar o bebê durante o ato. Então, por favor, explique para ela que não há problema algum e que pode “mandar ver”, pois eu já estou subindo pelas paredes de frustração a cada rejeição dela. – Lexa lançou um olhar envergonhado para a Dra que apenas sorriu pela confusão.

- Entendo. É bastante comum eu ouvir que os parceiros e parceiras das grávidas tem esse receio na hora da relação. Você não é a única Lexa. E, Clarke está certa, é normal ter relações durante a gravidez sim, inclusive aconselho ter relações. Só não aconselho ter aquela transa selvagem, pode ser uma relação bem mais calma, não exagerar. E pode ficar tranquila, Lexa, na hora da penetração não haverá possibilidades de você machucar o bebê, ele está bastante seguro onde está. – A Dra. Jauregui esclareceu as dúvidas de Lexa. Estendeu o CD à nossa frente e fez mais algumas recomendações. – Nos vemos na próxima consulta, ok? – Disse se despedindo de nós duas.

Não demoramos muito para chegar em casa. Mal entramos no apartamento e Lexa já me puxou para um beijo bastante intenso. Daqueles que me deixa de pernas moles. Me prensou entre a porta e seu corpo, suas mãos passeavam por meu corpo. E eu só podia aproveitar e me deixar levar por sua paixão.

Ela separou seu corpo do meu e me puxou em direção ao quarto. Ainda bem que pedimos o dia de folga, pois tenho certeza absoluta que não iremos sair do quarto tão cedo. Ao entrarmos no quarto, Lexa já me puxava pra junto dela, fechou a porta com o pé e começou a devorar minha boca novamente, eu não iria reclamar. Já tinha mais de mês que ficávamos só nas preliminares.

Durante o beijo, ela puxou minha blusa pela minha cabeça e jogou a peça longe, fez o mesmo com a sua. Pouco depois só estávamos de roupas íntimas. Empurrei Lexa na direção da cama e a fiz deitar de costas, retirei o top que ela usava e puxei sua cueca pelas penas a deixando nua em cima da cama.

Montei em seu colo e me inclinei para beijá-la enquanto com uma mão desci até o seu membro semiereto e comecei a masturbá-la lentamente. Tratei de chupar seus lábios e língua. Suguei seu lábio inferior e prendi entre os dentes, o soltando depois. Eu continuava com os movimentos da mão em seu pau e de vez em quando o grosava em meu sexo por cima da calcinha.

Parei os movimentos para retirar meu sutiã e deixar meus seios livres e retornei aos movimentos que eu fazia. Deitei meu corpo completamente em cima do dela, e enquanto rebolava sobre seu pau, roçando minha boceta no mesmo, eu a beijava lentamente. Fui descendo meus beijos, sem cessar os movimentos com o quadril, até seu pescoço e comecei a maltratar aquela região. Minha calcinha já estava destruída à essa altura do campeonato. Chupava e mordiscava seu ponto de pulso, e às vezes soltava um gemido mais forte quando sentia seu pau tocar meu clitóris. Ela também não estava diferente, gemia constantemente em meu pescoço.

Lexa desceu suas mãos até minha bunda e a apertou, cravando suas unhas na minha carne. Forçava os movimentos do meu quadril, enquanto o seu ia de encontro ao me, chocando nossos sexos em um atrito prazeroso. Eu não deixava de beijá-la e chupá-la. Deixando um caminho de mordidas e chupões do seu pescoço até os seios, onde dediquei toda minha atenção em cada um deles. Primeiro, com a ponta da língua, circulei seu mamilo lentamente, depois prendi a ponta com os dentes o chupando. Lexa gemeu de prazer e eu fui junto, pois o movimento que ela fez com o quadril que me deixou mole. Fiz o mesmo processo com o outro.

Levantei meu corpo e comecei a rebolar sobre seu pau que já estava pulsante sob mim, eu movimentava meu quadril pra frente e para trás, grosando minha boceta ainda coberta pela calcinha em seu membro. Lexa, em um movimento, nos virou acabando por ficar por cima de mim. E se posicionou entre minhas pernas que já estavam abertas para recebê-la. Voltou a me beija e começou a fazer movimentos como se estivesse me penetrando, porém seu pau só roçava em minha boceta por cima do tecido da calcinha.

Desceu seus beijos por meu pescoço, repetindo os meus movimentos. Depois foi a vez dos meus seios. Ela os chupava com vontade, que eu podia ouvir os sons de sucção quando ela os engolia. Meus dedos se embaralhavam em seus cabelos, e eu arqueava minha coluna cada chupada que ela dava, deu total atenção a cada um deles. Logo em seguida desceu mais seus beijos, passando pela minha barriga até chegar ao meu ponto de prazer. Deu beijos no meu clitóris ainda coberto com a calcinha, me fazendo gemer um pouco mais.

Com os dentes, ela puxou a calcinha e a deslizou por minhas pernas, terminando de retirá-la com as mãos. Segurou minhas pernas bem abertas e colocou a boca onde eu mais desejava. Lexa começou a beijar meu clitóris. E com a língua, deu várias lambidas desde a minha entrada até o clitóris, onde fazia de chupar bem gostoso aquela região. Ela maltratava meu ponto de prazer com a boca, chupava, prendia entre os dentes e chupava novamente. Com dois dedos começou a me penetrar lentamente. Acho que ela estava levando a sério o que a doutora disse e estava fazendo as coisas com calma.

Ela retirou os dedos de dentro de mim e parou com as chupadas, ela levantou o tronco e guiou seu pau até a minha entrada e começou a investir. Lentamente, mas prazerosamente. Estremeci com o contato do seu membro no meu interior. Minhas paredes internas mastigando-o dolorosamente. Lexa deitou seu corpo por cima do meu, ainda mantendo os movimentos lentos, e me beijou.

- Mais rápido, amor. Eu estou quase lá. – pedi entre gemidos.

- Não vou machucar o bebê, certo? – perguntou ainda receosa. Naquele momento eu não tinha capacidade de pronunciar uma palavra, então só assenti.

Ela aumentou a velocidade dos movimentos, mas ainda sim sendo cautelosa. Não demorou muito para que eu atingisse o orgasmo, sendo bastante intenso. Esses hormônios vão me acabar a qualquer hora dessas. E poucos segundos depois, ela se derramou dentro de mim, soltando seus jatos de sêmen. Jogou seu corpo para o lado e repirou fundo.

- Vou te dar alguns minutos de descanso. Não pense que acabou, pois você vai compensar todas as vezes que me deixou frustrada em cima dessa cama. – Eu disse enquanto dava um beijo em seus lábios. E como eu disse, repetimos o ato várias vezes naquele dia, só paramos por que eu senti fome.

O segundo mês de gestação não foi diferente do primeiro, tirando o fato de que agora tenho transado várias vezes com a Lexa, parece que meus hormônios ativaram sua libido e então, praticamente fazemos a hora que dá vontade. Outro dia transamos dentro do provador de uma loja, eu estava escolhendo roupas mais confortáveis para usar durante a gravidez e do nada ataquei a Lexa, meio clichê, eu sei. Mas para quem já transou em uma boate lotada de pessoas, o que é um provador, não é mesmo?

Minha fome continuava grande, e tinha muita sonolência, às vezes saía do trabalho na hora do almoço só para voltar para casa e dormir a tarde inteira, despertando com a chegada de Lexa. Meus enjoos ainda continuaram, mas pelo menos diminuíram a intensidade. Lexa teve que jogar um frasco de seu perfume caríssimo fora por que eu quando eu sentia o cheiro saia correndo para o banheiro. Eu estava um pouco mais cansada que o habitual.

No terceiro mês, continuou o mesmo ritmo, já podia sentir uma leve elevação em meu ventre. Felizmente os enjoos acabaram, não aguentava mais colocar meu intestino para fora. Meus seios ficaram mais sensíveis e quando Lexa descobriu isso achou o Maximo, pois durante nosso sexo ficava mais prazeroso os estímulos que ela fazia. Fomos mais uma vez ao consultório da Dra. Jauregui e ela nos garantiu que o bebê estava em ótimo crescimento, já podíamos diferenciar os bracinhos e perninhas dele claramente. Sorri que nem uma besta quando eu vi as mãozinhas dele. Saímos de lá bastante empolgadas, pois segundo a doutora, já poderíamos saber o sexo do nosso bebê.

Lexa decidiu começar a conversar com o bebê, às vezes quando acordava, me dava um beijo de bom dia e depois se dirigia até minha barriga para deixar um beijo e um bom dia pra ele. Eu achava a coisa mais fofa e adorável. Outro dia a peguei contando uma história para minha barriga, vê se pode? Então o primeiro trimestre de gestação havia se passado.

 

***

 

Quarto mês

 

 

No dia da consulta, eu acordei muito ansiosa e animada para saber o sexo do meu bebê. Lexa também estava se segurando para não sair gritando aos quatro ventos que iria descobrir o sexo do nosso filho.

- Bom dia, amor! – Ela me acordou com um beijo nos lábios. Depois desceu o rosto até minha barriga, depositou um beijo ali e falou: - Bom dia, meu amorzinho. Estou muito ansiosa para saber se você é uma menininha ou um menininho. – Acariciou minha barriga.

- Será que vamos saber hoje? Por que a Lauren disse que vai depender da posição que ela estiver hoje. – Falei enquanto acariciava seu rosto com a ponta dos dedos.

- Eu espero que sim. Que horas vai ser a consulta? – Ela falou.

- Às duas da tarde. Vai dar para a gente passar na empresa pela manhã e sair no almoço.

- Ainda acho que você deveria parar de trabalhar. Você não precisa, e pode ficar aqui no apartamento segura. Não posso nem imaginar se alguma coisa acontecer com vocês enquanto está no trabalho ou no caminho. – Ela disse visivelmente preocupada.

- Já conversamos sobre isso, Lexa. No tempo certo eu interrompo o trabalho, por enquanto eu posso fazer meu trabalho sem preocupação nenhuma. – A acalmei.

- Certo. Mas tenha cuidado, o motorista vai te buscar na hora do almoço, por favor, só saia de lá quando ele chegar. – Ela disse me dando um beijo e se levantando indo em direção ao banheiro.

A manhã passou rápida, e quando dei por mim, já estava aguardando minha vez junto com a Lexa.

Já na sala da doutora, ela nos cumprimenta animadamente.

- Boa tarde! Como estão as mamães? Estão preparadas para saber o sexo do bebê? Isso se ele quiser se revelar – Ela perguntou tranquila. – Vamos, Clarke, você já sabe o caminho.

Ela indicou a maca para que eu pudesse me deitar e me preparar para a ultrassonografia. Passou o gel e depois nos olhamos para o monitor em expectativa. Lexa segurava minha mão, com uma força desnecessária, provavelmente mais nervosa que eu, o que me fez rir. Olhei para ela e vi seu sorriso nervoso nos lábios, e no mesmo instante me olhou nos olhos, nos duas abrimos um sorriso abobalhado.

- O bebê está em uma posição favorável, querem saber? – Ela fez uma pausa dramática.

- Dra. Jauregui diga logo, não aguentamos mais esperar. – Lexa respondeu visivelmente nervosa.

- Ok. Nosso bebê na verdade será uma menininha! – Disse apontando para o sexo do bebê que está visível no monitor e senti Lexa levar minha mão até sua boca e beijá-la. Elevei meu olhar até o seu e ela tinha um dos sorrisos mais lindo que eu já vi na vida.

- Ela é linda! – Disse com as lágrimas nos olhos e se abaixando para dar um beijo na minha testa. – Vai ser igualzinha a você.

- Já pensaram nos nomes? – Lauren perguntou limpando minha barriga.  

- Ainda não. Estávamos esperando descobrir o sexo primeiro, para poder pensar em possíveis nomes para ela. – Eu respondi enquanto me levantava da maca e ajeitava minha blusa.

- Certo. Bom, vimos que está indo tudo perfeitamente bem com a garotinha. – Dra. Jauregui falou. – Continuem com os cuidados na alimentação, exercícios moderadamente e sem muitos esforços. E, parabéns, vocês vão ser mamães de uma garotinha. Nos vemos na próxima consulta. – Se despediu com um aperto de mãos e um sorriso sincero nos lábios.

Alguns dias depois, em um domingo, eu estava deitada no sofá com a cabeça no colo da Lexa e ela lia um livro com a mão acariciando minha barriga. Ultimamente ela criou esse hábito de sempre colocar a mão em minha barriga quando estávamos juntas. Então do nada, sinto um leve toque em minha barriga. Lexa para o que estava fazendo e desvia seus olhos até os meus com uma expressão surpresa.

- Eu acabei de senti-la chutar? Me diz que você sentiu também? – Ela perguntou voltando a fazer carinhos em minha barriga.

- Definitivamente senti alguma coisa na minha barriga. – Digo também colocando minha envolta de minha barriga.

E, como se quisesse confirmar o que dizíamos, a bebê chutou novamente minha barriga, e dessa mais forte. Abri um largo sorriso e olhei para Lexa que também tinha um sorriso de orelha a orelha.

- Oi, minha princesa. – Se dirigiu à minha barriga, e a bebê chutou novamente como se estivesse respondendo-a. – Oh, ela respondeu. – Minha esposa celebrou eufórica.

Eu não sabia o que era mais adorável naquela cena, Lexa parecendo uma criança que acabou de ganhar seu presente de natal, ou a bebê chutando minha barriga.

- Qual nome vamos dar a ela? – perguntei fechando meus olhos, para apreciar os carinhos da Lexa fazia em minha barriga e cabelos.

- Não sei, eu estava pensando em Eliza.

- Eliza é um nome muito bonito. Me veio em mente o nome Valentina. – Disse, ronronando sob seus carinhos.

- Val... Tá aí, gostei de Valentina. Vamos chamá-la de Valentina, então. – Ela disse com um sorriso bobo no rosto. – Ouviu, princesinha? Você se chamará de Valentina. – Se inclinou para beijar minha barriga e por incrível que pareça, Valentina chutou mais uma vez arrancando mais sorrisos abobalhados nossos.

O restante do quarto mês e o quinto passou sem mais imprevistos. Minha barriga cresceu consideravelmente. Valentina passou a se mexer com mais frequência, às vezes me causando desconfortos na hora de dormir. Lexa era a única que conseguia fazê-la se acalmar, em algumas ocasiões eu ficava com ciúmes das duas por não me darem atenção. Outro dia, Valentina estava tão agitada que me causava dores nas costas e eu precisava muito dormir, estava bastante cansada.

- O que foi, amor? Ela está dando trabalho hoje? – Lexa retirou seus olhos do computador que estava em seu colo e olhou para mim depois de mais um resmungo meu, estava procurando uma posição mais confortável e Valentina não parava de se mexer.

- Ela está se mexendo muito, Lexa, e estou bastante cansada hoje. – Eu disse manhosa.

Lexa colocou o computador na mesa da cabeceira e se ajeitou para que sua cabeça ficasse na altura da minha barriga e começou a passar a mão carinhosamente.

- Oi, minha princesinha. Sua mamãe acha que você não escuta quando eu converso com ela, ela acha que sou maluca. – Falou em um sussurro. – Mas que tal eu contar uma historinha para você se acalmar e deixar a mamãe dormir, ela está cansada hoje. – Deu um beijo e começou a contar uma historinha qualquer. E em poucos minutos Val se aquietou. Lexa se ajeitou na cama, desligou o abajur e me puxou para que eu apoiasse minha cabeça em seu ombro, não demorou muito para que eu pegasse no sono. A partir desse dia ela só se aquietava na hora de dormir depois que Lexa contasse uma história para ela.

Havíamos diminuído a frequência em que fazíamos sexo. Mas mesmo assim, quando fazíamos, Lexa sempre era atenciosa e bastante carinhosa na hora do ato. Meu humor oscilava bastante. Tinha dias que eu acordava bastante deprimida e me achando uma gorda e só queria o colo de minha mulher, outros dias acordava tão irritada que até a respiração dela me incomodava. Nesses dias, Lexa travava de me paparicar bastante, e sempre funcionava.

O sexto mês veio e foi embora em um flash. E para a felicidade de Lexa e de nossas mães junto com Octavia tirei minha licença do trabalho. Val não estava me deixando dormir direito à noite e isso estava afetando meu desempenho no trabalho. Minhas pernas e pés começaram a doer frequentemente, e passar muito tempo em pé e de salto não era uma confortável.

 

***

 

Sétimo mês

 

 

Decidimos que seria mais espaçoso e confortável para nossa família morarmos em uma casa maior que o apartamento em que morávamos. Então, tinha alguns dias que Lexa estava em contato com uma imobiliária a procura de uma casa que atendesse nossas necessidades. 

- Amor, a moça da imobiliária acabou de me ligar e encontrou uma casa que tem os requisitos que nós solicitamos. Eu marquei para a gente ir lá no final do dia. Tudo bem para você? – Lexa me informava pelo telefone.

- Para mim tudo bem, amor.

- Ok, eu vou sair mais cedo da empresa e passo aí para te pegar e depois vamos ao local indicado. Te amo! – Desligou depois de se despedir.

No horário marcado, o motorista já estava na porta do apartamento me esperando. Seguimos até um bairro de aspecto tranquilo. Paramos em frente a uma grande casa, com um jardim na frente e bastante cuidado. Avistei uma mulher parada na frente da casa. Descemos do carro e nos cumprimentamos e ela começou a nos mostrar a casa.

A casa era composta de três quartos e uma suíte, dois banheiros sociais, uma cozinha espaçosa, sala de estar e de TV, sala de jogos, piscina no quintal com uma grande área social, além de uma varanda bem arejada na parte da frente que contém um balanço. Eu achei perfeita.

- Gostou, amor? – Lexa me pediu a opinião. – Eu achei perfeita para nossa família. Um dos quartos transformamos no quarto da Val e os outros dois são para os hóspedes, ou para quando seus pais ou minha mãe vier nos visitar. Tem um espaço no quintal bem grande para nossa pequena brincar.

- Eu gostei, Lexa. É essa, pode fechar o negócio. – Respondi.

Lexa combinou todos os detalhes e fechou o a compra com a mulher da imobiliária. Quando retornamos ao apartamento, discutimos quando seria a mudança e todos os detalhes possíveis. Decidimos nos mudar só depois que o quarto da Val estivesse pronto, pois Lexa colocou na cabeça que toda a agitação dos trabalhadores no quarto da nossa pequena poderia me fazer mal, então eu tinha que ficar no apartamento. 

 

***

 

Oitavo mês

 

 

No início do mês fizemos a mudança para nossa casa. O quarto de Val estava pronto, e ficou lindo. Meus pais vieram passar alguns dias com a gente e aproveitaram para nos ajudar com a mudança e organização das coisas na nova casa. Eles passaram duas semanas e prometeram voltar quando estivesse perto do nascimento da Val.

Minha barriga já estava enorme e meus pés inchados, meus seios bastante sensíveis. Em um desses dias que eu acordava com dores nas costas, Lexa preparou um banho na banheira para mim.

- Vem, amor. Preparei um banho e uma massagem relaxantes para você. – Ela me guiou até o banheiro, onde a banheira já estava cheia. Retirou minhas roupas com cuidado e em seguida as dela. Fez um coque frouxo em meus cabelos e nos dela. Entrou na banheira e estendeu sua mão para me auxiliar na entrada da mesma.

Ela se sentou e eu me aconcheguei entre suas pernas. Lexa começou a fazer uma massagem bem lenta nas minhas costas, deslizando suas mãos por toda a extensão da mesma, passando por meus braços e pernas. Estava um clima bastante gostoso dentro daquela banheira.

Depois que eu disse que estava satisfeita com a massagem, ela me abraçou e pousou as mãos na minha enorme barriga e ficou fazendo carinhos ali. Começou a espalhar beijos por meu pescoço e ombros e eu senti a sensação conhecida subir pelas minhas pernas. Tombei minha cabeça para trás, até seu ombro, e guiei sua mão até o meu centro. Por causa do estado avançado da gravidez, havíamos interrompido o sexo, mas isso não quer dizer que paramos de dar prazer uma à outra.

Ela começou com os movimentos circulares em meu clitóris, me masturbando. Fechei meus olhos e gemia baixinho no seu ouvido. Levei minha mão até sua ereção que já estava visível e fiz movimentos lentos de vai e vem, circulando toda a sua extensão. Lexa me penetrou com o dedo médio e com o polegar continuou a estimular meu clitóris. Eu seguia seus movimentos, se ela aumentasse a velocidade das estocadas eu aumentava a velocidade da minha mão em seu pau. Se ela estocasse lento eu diminuía a velocidade. Ela espalhava beijos pelo meu pescoço e com a outra mão acariciava levemente meus seios que estavam sensíveis.

Fiz um movimento para que ficasse de frente para ela, com minhas pernas por cima da sua e envolvendo seu quadril. Pincelei a cabeça do seu pau pelas minhas dobras e isso arrancou um gemido de ambas. Lexa voltou a me penetrar com o dedo e eu a masturbá-la. Capturou meus lábios e depois de alguns minutos assim, chegamos ao ápice. Me deixando sonolenta e mais relaxada.

- Obrigada, amor. Agora estou mais relaxada. – Agradeci enquanto ela nos enxugava e preparava um moletom para que eu vestisse.

- Só quero o melhor para as duas mulheres da minha vida. – Disse beijando meus lábios. – Agora, deite-se e tire uma soneca. Sei que está precisando e sua carinha não nega que está quase dormindo em pé. – Me puxou até a cama, onde eu prontamente me deitei. Depois ela me cobriu com as cobertas e beijou minha testa. – Descanse, vou fazer algo para você comer assim que acordar. – E saiu do quarto. Não demorei muito e cai no sono amando ainda mais essa mulher.

Tínhamos que ir à última consulta antes do nascimento da nossa filha. A doutora Lauren nos disse que estava tudo bem com nossa pequena, que ela já estava na posição desejada para o parto. E que só precisávamos aguardar completarem para o seu nascimento. Aconselhou-nos a manter bastante repouso nessa etapa da gravidez por ser a mais delicada. Qualquer imprevisto poderia causa um parto prematuro. Por isso Lexa dobrou os cuidados que tinha comigo, até pediu licença do trabalho para ficar esse ultimo mês comigo em casa. 

 

***

 

Nono mês

 

 

O último mês veio e com ele meu nervosismo antes da hora. Lexa estava sentada na cama com as costas apoiadas na cabeceira da cama e eu estava deitada na cama com a cabeça em seu colo. Ela lia um livro enquanto fazia cafuné na minha cabeça, com os dedos enterrados no meu cabelo.

- Amor, estou ansiosa e nervosa ao mesmo tempo. Como será que ela vai ser? Estou torcendo para ela ter os seus olhos.

Ela deixou o livro de lado e bicou meus lábios.

- Eu também estou ansiosa para conhecê-la. – Pousou a mão em minha barriga. – Não demore muito, meu amor, estamos muito ansiosas para te conhecer. – Lexa falou como se conversasse com ela e a pequena acabou chutando como se entendesse o que dizíamos.

- Acho que ela gosta mais da sua voz do que a minha. – Falei fazendo um bico que Lexa prontamente o desfez selando nossos lábios. – Ela raramente se manifesta quando eu tento conversar com ela.

- Você está com ciúmes de mim ou dela? – Lexa tinha um sorriso divertido nos lábios.

- Das duas! – resmunguei.

Duas semanas depois meus pais chegaram junto com minha sogra para ajudar nos preparativos do nascimento de Valentina. Nesse período eu mal caminhava, as dores aumentaram consideravelmente. E tinha muito sono durante o dia.

O parto estava marcado para daqui duas semanas, mas a doutora nos disse que a Val poderia ser apressadinha e vir antes da hora ou atrasar também. E eu ficava mais nervosa a cada dia que se passava. Minhas amigas também passaram a frequentar nossa casa com bastante frequência. Lexa e eu concordamos em chamar Octavia e Lincoln para serem os padrinhos da Val, e Octavia amou isso, acho até que ela está mais nervosa que eu com esse nascimento.

Val foi apressadinha e escolheu dois dias antes do marcado para nascer e no meio da madrugada, dá pra acreditar? Acordei em um súbito com uma dor forte. Retirei as cobertas do meu corpo e vi que a cama estava molhada e senti novamente uma pontada forte no meu ventre. Imediatamente soube que estava na hora.

- Lexa, amor, acorda. A Valentina vai nascer! – Praticamente gritei essa última parte por conta de uma nova contração.

Lexa acordou em um rompante e desorientada.

- Oi, o que aconteceu? Está sentindo alguma coisa? – Perguntou já colocando uma mão na minha barriga.

- A Val vai nascer!

- Mas ainda não é a hora!

- Pois, aparentemente ela decidiu que é hoje! – Falei entre dentes sentindo mais uma contração. – Me leva para o hospital agora mesmo.

- Certo. A bolsa dela já está pronta, vou acordar nossos pais. – Ela dizia fazendo círculos no meio do quarto, bastante nervosa e perdida. – Certo, você precisa se acalmar... Certo. Oh meu Deus, ela vai nascer!

- Você quem precisa se acalmar, já que vai dirigir e eu estou calma. Mas se você não se apressar nossa filha vai nascer aqui mesmo! – Gritei com mais uma contração vindo.

Lexa me ajudou a levantar e trocar a roupa, trocou a sua também e saiu da quarto para acordar nossos pais. Depois retornou ao nosso quarto, pegou a bolsa da Valentina e me ajudou a descer as escadas e me colocou no carro. Minha mãe estava comigo no banco de trás sofrendo comigo a cada contração, já que eu apertava sua mão com a intensidade da dor. Lexa estava dirigindo e meu pai no banco do carona.

- Sim, ela acordou com dores... Só um minuto... – Virou para mim e perguntou: - As contrações estão vindo com que frequência?

- Menos de cinco minutos, não sei te dizer de certeza. – Respondi com uma careta de dor.

- Está menos de cinco minutos... Certo, estamos a caminho já... Nos vemos lá, até logo. – Ela se despediu da Dra. – Lauren já está indo para o hospital preparar a sala de parto pra nos receber. Aguenta só mais um pouco, meu amor. Estamos quase chegando.

Só consegui assentir com a cabeça. E poucos minutos depois estávamos parando na entrada do hospital sem se importar se estava no lugar certo ou não. Lexa e meu pai entraram no hospital e pediram ajuda a alguns enfermeiros, e logo eles aparecerem com uma cadeira de rodas. Me colocaram nela e seguimos entrando no prédio. Lexa não soltava minha mão de jeito algum.

Um dos enfermeiros nos parou e perguntou quem iria assistir ao parto e Lexa logo disse que seria ela. Os preparativos para o parto foram rápidos e eficientes. A Dra. Jauregui já estava na sala pronta para iniciar o parto. E Lexa chegou já vestida nas roupas hospitalares e se colocou ao meu lado segurando minha mão.

- Já temos deslocamento suficiente, Clarke. Vamos iniciar o parto. – Lauren, que estava posicionada entre minhas pernas, declarou. – Agora você precisa fazer bastante força para empurrar a pequena Valentina.

Fiz como ela pediu, forcei bastante. Sentia o suor descer pelas minhas costas e rosto. Lexa estava ao meu lado hora beijando minha mão, hora acariciando meus cabelos e dizendo palavras de incentivo. A doutora auxiliava empurrando minha barriga em sua direção.

- Força, Clarke. Estamos quase lá. Já estou vendo a cabecinha dela. – Em um fôlego forcei mais uma vez quase esmagando a mão da Lexa com a força que senti. – Só mais um pouco, Clarke. A cabeça dela já passou. Faz um último esforço. – E com uma força que eu não sabia de onde tirei, empurrei com tudo, soltando um grito bem alto.

Assim que escutei um chorinho de bebê, meus olhos se encheram de lágrimas e não as segurei quando vi o olhar apaixonado que Lexa dirigia à uma coisinha minúscula que estava nas mãos da doutora. Ela a entregou às enfermeiras que trataram de limpá-la e envolvê-la em uma manta. Depois entregou a Val nas mãos da Lexa que se aproximou e se abaixou para que eu pudesse olhar para seu rostinho perfeito. Só lembro-me de ter dado um beijo em suas bochechas rosadinhas e depois apaguei.

Acordei minutos depois em um quarto. Lexa, meus pais e Indra estavam lá.

- Oi, meu amor. – Lexa se aproximou e deu um beijo na minha testa. – Como você está?

- Estou bem. – Disse me ajeitando nos travesseiros. – E a Val? Quero vê-la.

- As enfermeiras a levaram para limpá-la e fazerem exames. Daqui a pouco vão trazê-la para você alimentá-la.  Ela é tão linda e perfeitinha. Nasceu com os seus cabelos, mas não me deixou ver a cor dos seus olhos, amor. – Lexa falou fingindo indignação.

- Com quem ela se parece? – Perguntei curiosa.

- Não sei, acho que é uma mistura de nós duas. – E nesse momento uma enfermeira entrou com um bolo de panos em suas mãos.

- Hora da pequenina se alimentar, mamãe. – Me entregou Valentina e a segurei pela primeira vez. Ela era tão pequena, mas tão linda. Dei um beijo no topo da sua cabeça.

- Ela é tão linda. – Disse em meio às lágrimas. A enfermeira e minha mão me ajudaram com a primeira amamentação. A principio senti um desconforto, mas logo depois me apaixonei pela imagem dela amamentando.

- Ela tem olhos verdes! – Lexa falou toda bobona na hora que Valentina abriu os olhos.

Horas depois recebi as visitas de Octavia e Lincoln e Raven e Anya. Os quatro estavam animados com a nova integrante da família. Octavia e Raven brigaram para ver quem ia segurar a Valentina primeiro e eu só observava as duas com uma felicidade sem tamanho. Pouco tempo depois uma enfermeira entrou dizendo que tinha que levar minha filha para o berçário e expulsou todos do quarto alegando que eu tinha que descansar. Lexa ficou para dormir comigo.

No outro dia a Dra. Jauregui mo visitou e conferir se estava tudo bem comigo.

- Bom, Clarke, sua recuperação está fantástica. Então vou pedir que passe mais essa noite aqui no hospital e amanhã bem cedo você está liberada. A nossa pequenina também está com a saúde perfeita. E mais uma vez, parabéns às mais novas mamães. – se despediu de nós duas.

Acordei no dia seguinte animadíssima por que iríamos levar nossa pequena para casa. Eu já tinha trocado de roupa e só aguardávamos a enfermeira trazer a pequena Val para que pudéssemos sair. Meus pais e amigos já aguardavam lá em casa para uma pequena comemoração da chegada da nossa filha.

Lexa parou o carro na entrada da garagem. Eu desci e logo fui abrindo a porta do banco de trás para retirar a Val da cadeirinha dela. Ela estava acordada observando o ambiente atentamente.

A festa não demorou muito, pois a dona da festa adormeceu cedo e eu estava um pouco cansada. Mas os convidados conseguiram paparicar a Val pelo menos um pouco cada um. E naquele momento eu estava realizada. Estava feliz com minha nova família. Lexa e Valentina eram tudo o que eu sempre desejei para meu futuro. Quem sabe mais para frente não damos um irmão ou irmã para ela. Mas por enquanto só a Val está bom para mim.

 

 

Fim.

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Então é isso! Espero que vocês tenham gostado, deu um pouco de trabalho escrever esse capítulo. Espero que eu tenha atingido a expectativa de vocês e se não, me perdoem, não sou uma escritora e fiz o meu melhor para agradá-las..
Foi um prazer estar aqui e quem sabe não retorne com uma nova fic. E você que escreve fic clexa, bem provável que eu deva acompanhar a sua kkkkkk
Tem uma fic no meu perfil que tem varias indicações de outras clexas, e se a sua não estiver lá ou alguma que você não leia é só comentar nos comentários que eu adiciono.

Bjss e até a próxima!! ;) ;)


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