História Beautiful Stranger - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Lexa, The100
Exibições 314
Palavras 3.402
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Lemon, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá galera!
Queria me desculpar pela demora nas postagens! É que eu viagem pra um congresso do meu curso da faculdade e achava que eu teria tempo de escrever lá. Mas pelo visto não deu, né?
Bom aproveitem o capítulo e eu volto com o próximo amanha ou na quinta e depois seguimos com as postagens normais, beleza?!!
Qualquer erro só apontar e me digam o que acharam do capítulo!! ;* ;*

Capítulo 7 - Capítulo - 6


 

Capítulo Seis

 

 

Quando eu era jovem e ingênua, Demitri Gerard foi o segundo cliente que eu assumi. Até então, ele tinha um negócio de antiguidades pequeno, mas lucrativo ao norte de Londres. No papel, a empresa de Demitri não tinha nada de especial: ele pagava suas contas em dia, tinha uma lista estável de clientes, e ganhava mais dinheiro por ano do que gastava. Mas o que era realmente excepcional sobre Demitri era a sua incrível capacidade para rastrear artefatos raros que poucas pessoas sabiam que existiam. Peças que, nas mãos certas, seriam vendidas por pequenas fortunas para colecionadores ao redor do mundo.

Ele precisava de capital para expandir e, como mais tarde descobri, para cobrir uma longa lista de informantes que o mantinham a par sobre o que era para ser encontrado e onde. Informantes que fizeram dele um homem muito, muito rico. Legalmente, é claro.

Na verdade, Demitri Gerard havia se tornado tão bem sucedido que ele atualmente era proprietário de doze armazéns só em Nova York, o maior deles estava situado no cruzamento da Onze com a Kent.

Puxando o papel do meu bolso, eu entrei com código que Demitri me informou no telefone esta manhã. O alarme soou duas vezes antes da porta emitir um zumbido, a tranca se abriu com um estrondoso clique metálico. Me despedi do meu motorista com um rápido gesto de mão e ouvi o carro se afastar do meio-fio, enquanto eu abria a pesada porta de chumbo e entrava.

Subi em um elevador de carga até o quinto andar e tirei meu casaco, enquanto eu olhava em volta. Um lugar limpo, com paredes e pisos de cimento e luzes fluorescentes suspensas pelo teto coberto de vigas.

Demitri usava esses edifícios para as coleções que mais tarde seriam vendidas em leilão ou destinadas para várias concessionárias. Por sorte essa coleção ainda não havia sido vendida.

A luz do sol entrava através das janelas sujas e rachadas que cobriam duas paredes do armazém, e o lugar estava ocupado por filas após filas de espelhos cobertos. Atravessei a sala, levantando pequenas nuvens de poeira com os meus passos, e erguendo a cobertura plástica do único móvel em todo o armazém: um sofá de veludo vermelho que eu tinha mandado entregar mais cedo naquele dia. Eu sorri, passando minhas mãos ao longo das costas curvadas, e imaginando o quão linda Clarke ficaria mais tarde, nua e implorando por mim em cima dela.

Perfeito.

Passei a hora seguinte descobrindo cuidadosamente cada espelho e os coloquei em circulo, ao redor do sofá que eu tinha colocado no centro. Alguns eram ornamentados, com amplas molduras douradas e vidro que se tornaram manchados e nebulosos em torno das bordas com o tempo. Outros eram mais delicados, madeira polida ou de ricas filigramas.

O sol se escondeu atrás dos envolventes edifícios na hora que eu tinha terminado, mas ainda havia luz o suficiente para que eu não precisasse ligar as lâmpadas fluorescentes do teto. Uma luz suave se filtrava através do espelho deformado, e olhei o relógio, observando que Clarke estaria aqui qualquer momento.

Pela primeira vez desde que eu tinha bolado este plano, eu considerei a possibilidade de que ela não comparecesse e como decepcionante seria para mim. O que era estranho. A maioria das mulheres era fácil de ler, quase sempre me queriam pelo meu dinheiro ou pela fama que acompanhava por estar sendo vista nos meus braços. Mas não Clarke.

Eu nunca tive que me esforçar tanto para conseguir a atenção de uma mulher, e eu não tinha certeza de como eu me sentia sobre isso. Eu havia me transformado em um estereótipo clichê? Só querer o que eu não poderia ter? Eu me tranquilizei pensando que ambas éramos adultas, e conseguíamos o que queríamos, e que cada uma seguiria seu caminho em breve. Não havia nada de mal.

Simples.

O fato era que Clarke tinha uma áurea impressionante que, tampouco, não havia mal.

Meu celular vibrou do outro lado da sala, e com um último olhar ao redor, entrei no elevador e fiz uma curta viagem até o átrio vazio.

Sua cabeça se levantou ao ouvir o som da porta, e meu pau ficou duro ao vê-la de pé em expectativa e insegura.

Calma, amigo. Vamos deixá-la entrar antes de lançar-nos sobre ela.

- Olá, - eu disse, inclinando-se para beijar sua bochecha. - Você está linda. - O cheiro dela já era familiar, algo como o verão e citros. Eu saí do pátio paguei o motorista, voltei-me a ela enquanto ele ia embora.

- Isso foi muito presunçoso de sua parte -, ela disse, levantando uma sobrancelha. Seu cabelo era liso com uma levíssima onda esta noite, a frente presa com uma pequena fivela de prata. Eu imaginei o aspecto que teria mais tarde, um pequeno emaranhado, confuso e selvagem depois que eu a fodesse. - Especialmente considerando que eu já tinha pagado o taxi.

Olhei para trás na direção do taxi e logo balancei a cabeça com um sorriso.

- Digamos que falta de confiança nunca foi meu forte.

- Qual é o seu forte, então? -, perguntou.

- Creio que na realidade não tenho nenhum. E acho que é por que você gosta de mim.

- Gostar é uma palavra muito forte -, disse ela com canto da boca curvando-se em um sorriso.

- Touché, menina má. - Sorri quando eu abri a porta, indicando a ela o caminho.

Ficamos em silêncio enquanto caminhávamos até o elevador e pelo curto trajeto, mas uma nova e densa sensação de antecipação parecia vibrar em nós.

O elevador abriu diretamente para o armazém, mas em vez de mover-se para dentro, Clarke se virou para mim.

- Antes de entrar lá -, disse ela, sinalizando com a cabeça para a sala - Eu preciso que você me diga que não haverá correntes ou, algo, semelhante lá dentro.

Eu ri, e me deu conta do quão ruim isso parecia, quanta confiança que ela estava colocando em mim por vir aqui. Prometi a mim mesma que eu tinha que fazer isso valer a pena.

- Nada de algemas ou chicotes, eu prometo. - Eu me inclinei para beijar sua orelha. - Poderá haver apenas pequenas palmadas, mas primeiro vejamos como vai ser a noite, ok? – Dei-lhe algumas palmadinas em seu traseiro, antes de passar por ela para nos levar para dentro.

- Uau -, disse, e uma sombra de rubor se distribuiu por seu rosto enquanto ela cruzava o umbral.

Tantas contradições.

Me permiti observá-la enquanto contemplava a sala girando lentamente. Com um vestido Borgonha colado, as pernas bem definidas e lindíssimas e altíssimos saltos pretos.

- Uau, - ela repetiu.

- Estou feliz que você tenha gostado.

Ela correu um dedo ao longo da superfície de um grande espelho de prata, com os olhos me fitando pelo reflexo.

- Estou percebendo um tema aqui.

- Se esse tema que você quer dizer que quero olhar-te enquanto te dou prazer, então sim. - Sentei me em uma das grande janelas, esticando as pernas na minha frente. - Eu adoro ver como você goza para mim. Mas, o que mais adoro é a maneira que você age por ser observada.

Seus olhos se arregalaram, como se o que eu disse fosse de alguma forma chocante. Permaneci calada. E se eu a tivesse interpretado mal?

Para mim, estava bastante claro que era um pouco exibicionista, e que a entusiasmava a probabilidade de ser pega em flagrante.

- Você sabe que eu gosto de olhar para suas fotos nuas. Eu sei que você gosta de sexo em público. Que mal tem o que estamos fazendo aqui?

- É só que ouvi-la em voz alta me surpreendeu. - Afastando-se, ela caminhou ao redor da sala, olhando para cada espelho que passava. - Eu acho que sempre admiti que outras pessoas gostavam deste tipo de coisa, não eu. Acabo de perceber que isso soa ridículo.

- Só porque o que você tinha antes era diferente não significa que é o que você gosta.

- Creio que nem eu compreendo perfeitamente o que eu gosto -, ela disse, virando o rosto para mim.  - Pelo menos, eu não creio que tenha provado da vida o suficiente pra realmente saber.

- Bem, aqui você está em um armazém, sem nada mais que um sofá de veludo no meio da sala e espelhos em toda a volta. Estou feliz em ajudá-la a tentar descobrir isso.

Ela riu, caminhando de volta para mim.

- Este armazém não é seu.

- Tens investigado mais sobre mim, eu vejo.

Ela colocou a bolsa contra a parede e sentou-se no sofá, cruzando as pernas.

- Eu precisava saber de algo que não fosse das colunas de fofocas. Ter certeza de que não estaria recriando uma cena de BDSM.

Eu balancei minha cabeça, rindo, surpresa com o quão eu estava aliviada que ela não tinha acabado de apresentar-se cegamente.

- Sim, pertence a um cliente meu.

- Um cliente com um fetiche por espelhos?

- Eu não sei o quanto você encontrou na sua investigação, - disse. - Mas eu tenho dois sócios, e cada um de nós tem sua própria área de especialização: Anya Cotter especializada em biotecnologia, Bellamy Black em tecnologia. Concentro-me mais sobre as artes: galerias e...

- Antiguidades? -, ela disse, apontando ao nosso redor.

- Sim.

- O que nos traz de novo à razão de estarmos aqui -, disse ela.

- Terminamos com o interrogatório?

- Por enquanto.

- Satisfeita?

- Hmmm, ainda não.

Atravessei a sala, abaixando e me ajoelhei em frente a ela.

- Você está bem com isso?

- Com você me trazendo para um armazém cheio de espelhos?

Ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e deu de ombros, num gesto dos mais inocentes. - Surpreendentemente, sim.

Coloquei uma mão em sua nuca.

- Eu estive pensando sobre isso o dia todo. Como você se pareceria sentada aqui.

Sua pele era tão macia, eu deixei os meus dedos arrastam-se ao por sua garganta, ao longo de sua clavícula. Eu dei um beijo sobre seu ponto de pulso, sentindo a batida dele contra a minha língua. Ela sussurrou meu nome, abrindo suas pernas para deixar que eu me acomodasse mais a ela.

- Eu quero você nua -, eu disse sem perder tempo, puxando para baixo a frente de seu vestido. - Eu quero você nua, molhada e implorando para eu te foder. - Eu me lancei para o peito, sugando, antes de morder o mamilo através do bordado delicado do sutiã. - Eu quero que você goze tão alto que as pessoas da parada de ônibus do outro lado da rua saberão o meu nome.

Ela suspirou e estendeu a mão para a minha gravata do terninho que usava, afrouxando e puxando-a do meu pescoço.

- Eu poderia amarrá-la com isso -, eu disse. - Espancá-la. Chupar sua buceta até que você me suplicasse para parar. - Eu vi como ela se atrapalhou com os botões da minha camisa, o olhar faminto em seus olhos quando ela a empurrou para baixo dos meus ombros revelando o meu sutiã.

- Ou eu poderia amordaçá-la -, brincou ela com um sorriso.

- Promessas, promessas, - eu sussurrei, antes de sugar seu lábio inferior em minha boca. Eu beijei-lhe seu queixo, chupando-lhe seu pescoço.

Clarke me acariciou por cima de minhas calças e apertou meu pau, que já estava duro em sua mão.

Desabotoei-lhe seu vestido e o abri, puxando-o pelos braços livres e jogando-o para o lado.

- Diga-me o que você quer, Clarke.

Ela hesitou, olhando para mim, antes de sussurrar:

- Toque-me.

- Onde? - Eu perguntei arrastando um dedo por sua coxa. - Aqui?

Sua pele era branca leitosa e contrastava contra o veludo vermelho do sofá (uma imagem muito melhor que qualquer outra que eu já tenha imaginado), mordisquei o osso do seu quadril enquanto deslizava para o laço o pequeno pedaço renda que lhe cobria o sexo. Mergulhei um dedo dentro dela e puxei o ar com força ao notar o quão molhada ela já estava. Eu circulei meu polegar sobre seu clitóris enquanto olhávamos para onde eu a tocava. Eu assisti os músculos de seu abdômen enrijecerem, ouvi os sons suaves que emitia quando eu acariciava sua pele molhada.

Me pus de pé, desabotoando minhas calças e jogando um preservativo no sofá antes de baixá-las pelos meus quadris e depois retirando meu sutiã. Clarke não perdeu tempo. Sentando-se, rodeou minha ereção com sua mão antes de deslizar a língua ao longo da cabeça do meu pau. Observei seus lábios quentes e úmidos enquanto chupava a ponta.

Levantei a vista e vi nosso reflexo em toda a sala. Ela segurou meus quadris, seu lindo cabelo cor de ouro se emaranhava em torno de meus dedos, a cabeça balançando para frente e para trás enquanto ela se movia sobre mim. Eu me forcei a não olhar para baixo, sabendo que seus longos e escuros cílios inclinavam-se contra suas bochechas rosadas.

Ou melhor, seus olhos escurecidos pela luxuria abertos enquanto ela olhava para cima.

Senti o ponto onde cada um de seus dedos me apertavam, senti a escovação macia do cabelo dela contra o meu abdômen, o calor de sua boca e a vibração de cada encorajador gemido. Era bom pra caralho. Muito bom.

- Ainda não -, eu disse com um suspiro, e de alguma forma conseguindo me afastar. Corri meus dedos ao longo de seus lábios. Era tão tentador apenas vê-la me chupar, fechando-me em sua garganta. Mas eu tinha outros planos. - Vire-se. Eu quero você de joelhos.

Ela fez o que eu pedi, olhando por cima do ombro enquanto eu ficava atrás dela.

Aquele olhar quase me fez gozar e eu tive que me forçar a pensar em planilhas ou até mesmo Anya com suas piadas ruins enquanto eu pegava o preservativo, rasgando para abrir, e deslizando-o sobre o meu comprimento. Arranquei-lhe sua calcinha e segurei seu quadril com uma mão e com a outra guiando-me na entrada de sua vagina, onde esfreguei a ponta do meu pau contra seu clitóris durante uns instantes antes de voltar a empurrar.

Sua cabeça caiu para frente, escondendo o rosto da minha visão. Não podia ser assim.

Eu estendi o braço, enterrando os dedos em seu cabelo e a puxei para trás para levantar sua cabeça de novo.

Ela prendeu a respiração, os olhos arregalados de surpresa e fome.

- Aí está você, - eu disse, enquanto me retirava um pouco e voltava e investir nela.  - Bem aqui. - Eu acenei com a cabeça para o espelho à nossa frente. - Eu quero que você olhe aí, sim?

Ela lambeu os lábios, balançando a cabeça o melhor que podia.

- Você gosta disso? - Eu perguntei, agarrando-a com mais força.

Ela gaguejou um:

- S-sim.

Movi-me mais rápido, olhando para ela com admiração.

Estava claro que ela estava deixando-me tomar as rédeas esta à noite, fazendo o que eu desejava. As engrenagens giraram na minha cabeça, já tentando descobrir do que ela gostava, algo que acenderia seu desejo como ela acendia o meu estando perto de mim.

- Percebe que é muito melhor assim? - Eu perguntei, seguindo cada movimento nosso no espelho enquanto eu continuava a empurrar dentro e fora de seu corpo apertado. - Vê quão perfeito que é isso? - Eu movimentei meus quadris em círculos, acelerei minhas investidas. – Olhe ali. - Inclinei a cabeça para à direita, para outro espelho que nos refletia de lado. - Foda-se. Olhe para a forma como os seus seios se movem enquanto eu te fodo. A curva das costas. Sua bunda perfeita. Merda.

Eu trouxe as minhas mãos de seu cabelo até seus ombros, agarrando-os, usando-os como impulso. Massageei-lhe o músculo enquanto acariciava a curva de sua coluna vertebral com os polegares. Sua pele estava lisa com suor, o cabelo começava a grudar na sua testa. Eu flexionei meus joelhos para mudar o ângulo e ela arqueou sob as minhas mãos, seu corpo balançando contra meu.

Clarke se apoiou em seus cotovelos, enterrando seus dedos no tecido do sofá e me suplicou entre gemidos e gritos para meter mais forte. Segurei seus quadris em cada lado e a fodi com mais força, puxando-a para trás em cada investida.

- Oh Lexa... Isso!! Mete mais forte, vai. - ela gemeu antes de apoiar a bochecha na almofada. Ela parecia tão descontrolada, tão sobrecarregada, alheia a tudo que não fosse meu corpo entrando no seu.

Senti calor em minhas pernas e a vibração do prazer que espalhava por minha coluna. Comecei a sentir que a pressão se acumulava em meu ventre, assim que me inclinei para frente, envolvendo meus braços em volta da cintura para mudar nossa posição. Clarke levou uma das mãos, segurando meu quadril, me puxando para ela.

- Isso! Assim! Você é tão gostosa! -, disse através de respirações ofegantes, cada vez mais perto. Sentindo o meu clímax começar a apertar em volta de mim, minhas súplicas abafadas contra seu ombro. – Está vindo?

- Tão perto -, disse ela, antes de fechar as pálpebras e morder o lábio inferior. Quando baixei a mão para cariciar seu clitóris, descobri que seus dedos já lá. O sofá rangeu debaixo de nós e eu temi que ele pudesse se romper. - Lexa, mais rápido.

Olhei a nossa volta e nos vi refletidas em diferentes espelhos e de diferentes ângulos. Os dedos de ambas acariciando sua boceta enquanto nós nos movíamos, eu soube que jamais havia visto nada nem remotamente parecido com isto. Eu sabia que isso era um jogo, mas foda-se, não queria parar de jogá-lo.

Voltei a concentrar-me nela quando ela começou a dizer meu nome uma e outra vez. Ergueu a cabeça para trás contra meu ombro enquanto vinha e me apertava com seus músculos internos. Tudo parecia quente e elétrico, o meu coração bateu com força dentro do meu peito.

- Não feche seus olhos, caramba, não feche os olhos. Estou prestes a vir. – Um momento depois meu corpo estremeceu com o orgasmo enchendo o preservativo. Caí para frente, e lhe apertei sua cintura com os dedos enquanto sentia o rubor de sangue bombear nas minhas veias.

- Santo Deus... -, Ela suspirou, olhando para mim com um pequeno sorriso.

- Eu que o diga. - Consegui me levantar e descartar o preservativo para poder nos acomodar no sofá. Clarke estava relaxada, maleável, e sorriu sonolenta, enquanto ela deitava na almofada com um pequeno suspiro.

- Eu não tenho certeza se eu posso andar -, disse ela, antes de levar a mão para retirar o cabelo suado de sua testa.

- Não há de quê.

Me olhou com ar surpreso.

- Sempre tão arrogante.

Eu sorri, fechando meus olhos enquanto eu tentava controlar minha respiração. Pelo menos até que eu pudesse sentir minhas pernas novamente.

Ficamos em silêncio por um tempo. Buzinas de carros soavam nas ruas abaixo, um helicóptero soou em algum lugar distante. O quarto já tinha escurecido quando senti os movimentos no sofá, e eu olhei para cima. Clarke havia se levantado e começado a recolher sua roupa.

- Que planos você tem para o resto da noite? -, eu perguntei enquanto me colocava de lado para observá-la deslizando seu vestido pelo corpo.

- Estou indo para casa.

- Temos que comer algo. - Eu estendi o braço e deslizei minha mão ao longo da pele suave de sua coxa. - Certamente que nos esforçamos tanto que abriu o apetite.

Ela gentilmente me afastou, ajoelhando-se no chão para encontrar seu outro sapato. Eu nem sequer me lembro de retirá-los.

- Isso não funciona assim.

Franzi o cenho. Acho que eu deveria ter sentido algum tipo de alívio por saber que ela não gostaria de acrescentar um toque sentimental ao assunto. Mas Clarke se tornou um mistério para mim. Era evidente que não tinha experiência, que era bastante ingênua. Sem duvidas, havia confiado em mim e havia comparecido a um compromisso bastante imprudente.

Por quê?, me perguntei.

Todo mundo joga um jogo. Qual é o dela?

Ela colocou seus sapatos, endireitou-se, puxou uma escova de sua bolsa para ajeitar os fios rebeldes de seu cabelo. Seus olhos estavam brilhantes, com o rosto um pouco mais corado que o habitual, mas por demais tinha um aspecto perfeitamente apresentável.

Eu teria que me esforçar mais da próxima vez.

 

 


Notas Finais


Qualquer coisa, pergunta/duvida/spoiller comentem ou me procurem no twitter @samaraRibeiroR

* Postagens fixas às quartas e domingos

Beijos e até a próxima : * ; *


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