História Beauty and the Beast - Capítulo 7


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Categorias Ed Sheeran
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais
Tags A Fera, Bela, Conto De Fadas
Exibições 19
Palavras 965
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Rose


Fanfic / Fanfiction Beauty and the Beast - Capítulo 7 - Rose

– Aonde vai afinal? – Murray perguntou emburrado enquanto me seguia. – Tem que se preparar pra voltar pro ônibus.

– Eu vou estar lá em tempo, não tem que se preocupar! – revirei os olhos. – É sério, Murray. – o moreno ergueu uma sobrancelha, me encarando com os olhos tão azuis quanto os do primo. Aquilo me deixava puta.

Desde a fatídica tarde em que formos interrompidos antes do beijo, eu me sentia diferente perto de Edward.

De medo passei pra segurança, e então virou aquela coisa idiota de cabeça pra baixo. Quase uma necessidade.

E então havíamos discutido naquela manhã por algo bobo e eu estava chateada.

Sentei-me no jardim do hotel em Los Angeles e sorri ao ver uma roseira. Rosas vermelhas, como as que eu cultivava na França.

Passeei os dedos pelas pétalas de uma flor, arranquei-a gentilmente, quando me virei Edward me encarava e aquilo me irritou de alguma forma.

– O que você...?

– Desculpa por te provocar. Você sabe, sobre o sotaque... – ele falou como se acordasse de um transe. Dei de ombros, como se dissesse que não me importava.

– Gosta de rosas?

– Não. – ele respondeu rapidamente. Franzi o cenho, seus olhos ainda estavam nas flores como se o representassem um tipo de ameaça.

– Fala sério, quem não gosta de rosas vermelhas? – Edward fechou os olhos, como se eu tivesse dito algo doloroso. – E-Ed...?

– Esqueça isso... – saiu andando, o acompanhei, segurei seu braço.

– Eu... Falei algo de errado? – estava confusa, o olhar que ele me lançou não ajudou de nada.

– Esqueça, Bella.

– Ed...

– ESQUEÇA! – me encolhi naquela hora enquanto me afastava, tamanho foi o susto deixei cair a flor que segurava na minha mão.

– Desculpa... – engoli em seco. – Não vai acontecer novamente. – respondi de maneira fria.

Estava quase estirada da bipolaridade do ruivo, e o deixaria só se ele não tivesse me segurado gentilmente.

– O nome da minha ex era Rose. – ele disse rapidamente. – Eu... Eu a perdi. Eu a perdi pra sempre porque fui um idiota.

Era uma cena de tirar a respiração. Os olhos de Edward deixavam as lágrimas cair enquanto ele falava aquelas duas frases.

– E-Ed...

– Eu a chamava de "red Rose", ela era ruiva como eu, sabe? Eu... Eu era bem diferente quando estava com ela, mas... Mas nada é a mesma coisa depois que ela se foi, e tudo porque fui um... – o interrompi com um abraço.

– Eu não me importo com lá aconteceu... Ela não...

– Ela está morta, Bella. Por minha culpa. – ele repetia enquanto apertava o abraço.

O puxei gentilmente para a escadaria, lá sentei-me mas deixei-só como estava. Parecia botar tudo pra fora ao mesmo tempo, como uma erupção vulcânica.

– Não é culpa sua.

– Eu não queria, acredite... Eu não queria. – suspirei e passei a mão por sua barba.

– Ela era feliz? – ele parou por um tempo.

Acho que entrou em um mundo próprio de reflexão, já que não respondeu nada depois disso, só deu-me um beijo na bochecha e saiu.

...

Algo em mim mudou em relação à Edward depois de saber sobre Rose.

Eu tentava colocar em minha mente a dor que devia ser, perder o amor de sua vida... Mas era impossível levando em consideração o fato de eu nunca ter amado alguém. Então pensei o que faria se perdesse meu pai, e acho que a dor que Edward sentia era como aquela.

Eu não queria perguntar o porquê de ele se culpar, não o fiz.

Encarei-me no espelho e suspiros com o resultado. Eu estava linda.

Meus cachos estavam hidratados é bem menos volumosos, meu corpo parecia ter sido feito para caber naquele vestido e a maquiagem não era nada exagerada.

Saí do camarim então, Murray tirou brincadeirinhas sobre eu estar "comível".

Meu coração bateu mais rápido ao ver Edward.

Ele estava bonito. Mais que isso. Ed usava uma blusa social branca dobrada nos cotovelos, o que me permitia ver suas tatuagens, um colete preto por cima dela.

Eu sorri ao vê-lo, ele retribuiu o gesto.

E enquanto dançávamos, eu o encarava com toda a intensidade possível. Pensava em todas as coisas ruins que ele já havia me dito, todas as merdas que havia feito, todo o terror psicológico que me fez...

E da forma mais contraditória possível, eu havia me apaixonado por ele. Por aquele idiota, mesquinho e nojento!

Estava desesperada e sufocada com aquilo. O que faria?! Ele certamente me esnobaria se eu o falasse! Talvez até voltasse a ser a fera que era antes comigo...

Quando as gravações acabaram eu fui correndo trocar a roupa e pegar o primeiro táxi que passasse, em pouco tempo já estava no hotel e rezava pra que aquele dia simplesmente acabasse...

Depois do que pareceram horas eu ouvi batidas na porta.

Uma sensação estranha me invadiu. Eu sentia que era ele. Eu tinha absoluta certeza. Só aquele pensamento desencadeou reações no meu corpo como se eu fosse uma menina de 11 anos com o primeiro namorado.

Quando abri a porta ele estava lá, um suéter no lugar da camisa social, seus cabelos molhados como se ele tivesse acabado de tomar banho.

– Por que foi embora tão rápido? Íamos fazer uma comemoração...

– Não tô muito afim de comemorar hoje... – confidenciei. Em menos de 5 dias eu iria embora, era ridículo olhar pra Edward.

Era ridículo pensar que sentia mesmo alho por ele. Minha vida era presa em uma cidade no interior, a dele era livre como um pássaro...

– Eu... Posso te deixar só, se... – ele suspirou, sentia seu olhar sobre meu rosto. – Bella, eu...

– Você...? – Ed segurou minha nuca e naquele momento qualquer raciocínio foi para o inferno.

Acho que era algo que eu não fazia muito: viver o momento.

Edward encarava de meus olhos para meus lábios, como se pedisse a permissão.

Então fui em quem me aproximei até que meus lábios tocassem os dele.


Notas Finais


Se estiverem interessadas, a história da Rose está publicada aqui: http://my.w.tt/UiNb/5BQZs7hzCy


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