História Beauty and the Beast - Capítulo 8


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Categorias Ed Sheeran
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais
Tags A Fera, Bela, Conto De Fadas
Exibições 18
Palavras 994
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Relacionamento


Fanfic / Fanfiction Beauty and the Beast - Capítulo 8 - Relacionamento

– Você está bem? – ele perguntou o que pareceram ser horas depois. Suas mãos passeavam pelo lado esquerdo do meu corpo, em uma espécie de carícia. – Quer dizer... Se arrepende? Droga, devia ter me parado! Eu...

– Eu estou bem, juro. – suspirei.

– Quantos anos você tem, Bel? – fiz uma careta. Eu realmente não queria conversar.

– Dezoito.

– Porra... Desculpa, eu...

– Não é como se tivesse sido contra a minha vontade. – virei-me pra ele com o cenho franzido.

– Mas devia ser especial, sabe? Com um cara legal, e... – encostei meus lábios nos dele pelo que pareceu ser a milionésima vez naquela noite.

– Eu acho você legal. – ele sorriu irônico.

– Deve estar com febre.

– Eu gosto de você, Ed. – suspirei, me aninhei em seu peito. Sheeran não disse nada, pareceu absorto. – Mesmo que se esforce pra que aconteça o contrário, essa é a verdade. Eu não me arrependo.

– Isso é bom... Porque eu também não.

 

Eu sorria pra Edward de forma cúmplice enquanto todos comemoravam o sucesso que o vídeo estava fazendo, Murray falava em levar a comemoração pra um pub.

Eu não quis concordar a princípio, pegaria um avião pra França no outro dia cedo pra dar até o último centavo que tinha para Hansel e então voltar com a rotina de cuidar do meu pai e do trabalho entediante, esperava que Edward continuasse a mandar-me mensagens.

Era bobo, mas eu estava inegavelmente apaixonada por ele. Não deveria, mas foi inevitável. Realmente esperava que ele não apenas esquecesse nossos momentos no quarto de hotel e seguisse em frente, eu não conseguiria.

Era um sentimento novo e bom, a pesar de tudo.

Murray já puxava a mim e a Fifi para o carro quando Edward prendeu sua mão à minha e meu mundo parou por aquele toque. Meu coração acelerou, subi o olhar para o rosto do ruivo e sorri boba.

– Não vamos pra lá, por favor. – ele sussurrou no meu ouvido. Eu assenti sem nem pensar duas vezes. Era o poder de Edward agindo sobre mim.

– Murray, eu realmente não estou afim de ir... Pelo que aconteceu da outra vez... – o moreno me assentiu.

– Claro, mon chéri. – deixou um beijo na palma da minha mão. – Bon nuit.

Olhei pra Ed que apontou para o elevador com a cabeça, me puxou pela mão até lá. Subimos para o meu quarto, ele começou a me beijar quase que automaticamente quando chegamos.

Aquilo era bom, eu gostava de tudo sobre o beijo de Edward.

Tive de interrompe-lo, no entanto.

– O que vamos fazer? – deixei que minha insegurança saíssem em formato de palavras.

– Huh?

– Você sabe... Eu tenho um avião pra pegar amanhã e não vou mais voltar. – engoli em seco me segurando pra não acrescentar "se não quiser que eu volte".

Ed ficou calado então, como se fosse a primeira vez que tinha pensado sobre aquilo.

Então me soltou e andou até a própria cama, sentou-se nela e passou os dedos pelos próprios cabelos. Parecia em agonia...

– Eu sabia que não era uma boa ideia... – bufou fechando os olhos.

– Mas... A gente pode tentar, quer dizer, eu posso...

– Tentar? Tentar o que, Bella? Não temos o que tentar! – ele falou quase como se tivesse raiva sobre eu ter dito algo.

– Eu... Eu posso tentar me mudar pra Londres, lá poderíamos nos ver mais, e...

– Esqueça isso. – ele se levantou. – Esqueça tudo. – andou em direção à porta.

– Hey, Ed! – segurei seu braço. – Eu não sei o que aconteceu em seus outros relacionamentos, mas eu não...!

– Outros relacionamentos? – ele riu irônico. Aquilo foi como um tapa na cara.

Ele era a fera novamente naquela hora.

– Eu...

– Acha que estamos em um relacionamento porque eu te levei pra cama algumas vezes? Não seja ridícula, Camp. – fechei os olhos enquanto as lágrimas ameaçavam molhar meu rosto. – Eu não te devo porra nenhuma.

– Você tem razão. Não deve. – falei reabrindo os olhos e vendo os dele em fúria, sem se importar de ter quebrado meu coração em mil pedaços. – Vai embora!

 

A dívida havia sido paga, eu havia arranjado um jeito de ensinar ballet na academia local, meu pai estava melhorando e as rosas no jardim nunca estiveram tão bonitas naquela primavera.

Eu não conseguia parar de pensar em Edward, no entanto.

Havia o bloqueado de todas as maneiras possíveis, mas Murray já havia me dito que o ruivo queria falar comigo.

Eu não conseguia entender! Eu confiava nele, eu mostrei de todas as maneiras possíveis que estava lá pra ele, por que não foi o suficiente? Por que ele não podia simplesmente parar de ser a fera e ser um cara legal que ele era? Era frustrante!

– Bella! – ouvi a voz de meu pai me chamando no quarto dele desesperadamente.

Foi quando tudo começou a cair, novamente.

Ele agonizava, em um novo surto.

O levei para o hospital, fiquei acordada por dois dias a base de café e ansiedade.

– Bella. – ouvi a voz irritante de Francisco Gaston me chamar, bufei.

– Eu não tenho tempo pra você, Gas...!

– Calma, calma! – ele tinha um sorriso triunfante nos lábios, o que só me irritava mais. – Eu tenho uma proposta pra você, que beneficiará a todos nós e pode salvar seu pai.

Engoli em seco.

– Diga.

– Eu posso pagar o tratamento que ele precisa. Eu posso bancar todos os remédios dele pra sempre e ele sempre vai ter os melhores médicos. – Gaston tirou uma mecha do meu cabelo que caía em meu rosto e o pôs atrás da orelha, algo dentro de mim doeu ao lembrar de Edward fazendo aquilo. – Se casar-se comigo.

– Não. – disse duramente. – Ele vai ficar bem sem você.

– Tente! Eu posso salvá-lo hoje, mas se ele viver... Terá de aceitar.

Olhei para o rosto de meu pai de pura agonia e assento enquanto as algumas caíam pela milionésima vez naquele dia.

E no fim do dia, ele havia sobrevivido depois de muitos esforços dos médicos.

Gaston já marcava a data do casamento e eu só queria me trancar em meu quarto e chorar pra sempre.



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