História Beauty and the Beast - Capítulo 9


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Categorias Ed Sheeran
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais
Tags A Fera, Bela, Conto De Fadas
Exibições 18
Palavras 977
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Amo


Fanfic / Fanfiction Beauty and the Beast - Capítulo 9 - Amo

– Bella... – meu pai apertou minha mão docemente, virei meus olhos que estavam marejados pra ele.

Parecia bem melhor, melhor que estava mesmo antes de eu viajar. Mais vivido, saudável, corado.

Eu só poderia agradecer à Gaston sobre isso.

E aquele era o dia, o "grande" dia. Eu estava parada em frente à pequena igreja no fim da cidade, ela ficava perto de um penhasco e eu lembro que meu pai costumava a brigar comigo sempre que eu resolvia brincar por lá.

Enquanto eu esperava uns caras que foram contratados por meu noivo colocarem meu pai numa cadeira de rodas, as lágrimas desciam. A triste realidade finalmente me atingia na frente daquela igreja.

Eu teria de me deitar com Gaston, teria de aturar suas mãos em meu corpo e seus abusos, sobre como eu era sua mulher e não poderia dançar em frente à outros, sobre como tinha de ficar em casa e se preocupar em cuidar dos filhos e ficar bonita pra ele. Aquilo me deixava enjoada!

– Eu vou ficar bem. – garanti para meu pai antes de deixar um beijo em sua testa.

– Bella... – ele apertou minha bochecha, era uma das únicas palavras que ainda sabia falar.

– O senhor sempre disse que queria me levar pro altar, não foi? Vai realizar seu sonho. – acariciei sua bochecha e me posicionei atrás de sua cadeira de rodas antes de começar a empurra-lo pra dentro daquela igreja.

O nó na minha garganta se apertava a cada passo que eu dava em direção à Francisco Gaston, ele ostentava um sorriso presunçoso.

Quando cheguei até aonde ele estava, uma das enfermeiras assumiu o controle da cadeira de rodas e a empurrou para um quarto separado da igreja, estava prestes a protestar quando a firme mão de Gaston segurou meu braço com força, de uma maneira que chegou a machucar e eu não pude evitar de apertar os olhos e permiti que mais lágrimas caíssem, ele puxou-me para o altar e paramos em frente ao padre que tinha um pouco de pena em seus olhos.

– Estamos aqui reunidos essa noite para celebrar o amor entre Francisco Gaston e Bellatrix...

– Parem! – uma voz que eu conhecia bem gritou em inglês. Meu coração começou a bater em um ritmo mais acelerado naquela hora. – Parem esse casamento agora! – virei-me para Edward, Gaston tinha uma esperança de plena fúria.

– O que significa isso?! – apertou mais a mão em mim enquanto rugia em inglês com um sotaque puxado.

– Ele mentiu pra você, Bella! – o ruivo só parou quando estava perto de nós, em uma distância que não seria segura se meu noivo viesse a ter um ataque de fúria. – Catarina, sua vizinha, viu tudo! Ele entrou na sua casa, ele envenenou seu pai! Ele não pagou por nenhum tratamento diferenciado, ele só o seu um antídoto para que...

– Cale a boca! – ele finalmente soltou-me para empurrar Edward com força pra trás, mas o ruivo quase não recuou um centímetro. Os capangas estavam de pé, esperando por qualquer ordem de Gaston.

– É verdade, Bella! – tio Stuart entrava na igreja, acompanhado de Murray.

– Não faça essa merda, ele armou tudo!

– Você sabe que não vai ser feliz com ele. – foi a vez de Edward voltar a falar, me encarava com urgência e respirava fundo, ignorando o fato do homem de face vermelha ao meu lado. – Eu posso.

– Basta! – Gaston virou a atenção para os capangas. – São esses os ingleses que querem construir a hidrelétrica! – ele mentiu, em francês dessa vez.

– Ed, corre! – disse rapidamente, o empurrando.

– Eu não vou te deixar aqui, eu...

– Eles que querem tirar nossa terra, matar nossas crianças afogadas. – Francisco continuou.

– Você não entende, vocês três estão em perigo!

– Vão permitir isso?! – todos os homens ali presentes gritaram. Um grito de guerra.

Em menos de segundos, todos iam para cima de tio Stuart e Murray, Ed pegou minha mão e puxou-me em direção à uma saída lateral.

– Puta merda, puta merda!

– Você está louco?! – ele não respondeu, sua voz foi interrompida por um barulho de tiros.

E uma dor latejante em meu braço me fez soltar um grito de dor.

– Merda, Bella! – ele parou automaticamente, me fazendo sentar do lado de fora, mais tiros puderam ser ouvidos. – Olha, me desculpa! Eu... Eu não podia te deixar casar com ele, não depois de tudo que me disse sobre ele... Ele ia te fazer miserável, você não podia abdicar de sua vida por seu pai desse jeito!

– Você é maluco! – concluí enquanto o choro se intensificava. – Só pode!

– Eu... – Edward suspirou. – Eu estou chamando uma ambulância. Fica calma...

– Meu pai! E Murray, e tio Stuart! – tentava o lembrar. Ed respirou fundo.

– Não saia daqui.

– Você!

– Eu te amo! – ele disse rapidamente antes de entrar novamente na igreja.

Eu fiquei estática. Tudo havia acontecido rápido demais, e aquelas três palavras não ajudaram em nada.

O que merda ele estaria fazendo?!

Minhas perguntas tiveram respostas quando o vi trocar murros com Gaston perto do desfiladeiro minutos depois.

– ED, ELE TEM UMA FACA! – foi tarde demais. Gaston já o golpeava.

Logo antes de cair pelo desfiladeiro.

Eu não sabia se era o choque ou a dor que me impediram de me mexer, mas eu logo corri até onde estava o ruivo não dando a mínima se meu braço queimava.

– Bella, olhe pra mim... – ele sussurrou quando o tomei em meu braço bom, as lágrimas já não conseguiam ser paradas.

– Não fala isso, aguenta firme! Você já chamou uma ambulância, só...

– Desculpe por tudo de mal que já te fiz. Desculpe por ter agido como um idiota naquela noite, eu só... Não sou bom o suficiente pra você, queria te ver feliz longe de alguém como eu.

– Eu também te amo, seu idiota! – falei como se fosse a coisa mais óbvia do planeta, suas mãos passearam por meu cabelo.

– Olhe pra mim. – eu o obedeci relutante.

Ed me beijou pela última vez.



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