História Beauty and the Beast - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Romeo Conbolt, Sting Eucliffe
Tags Beauty And The Beast, Gale, Gruvia, Jerza, Nalu
Visualizações 90
Palavras 2.339
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


amores amores
cheguei (cheguei chegando bagunçando a zorra toda...)
aqui está o quarto cap, esse cap ficou mais tranquilo e tals, no próximo começa umas tretinhas :)
sem mais delongas

aproveitem o cap

Capítulo 4 - The cousin of the king


              O castelo estava agitado, eram empregados para lá, empregados para lá. Tudo tinha que estar limpo, Jellal e o resto do pessoal da cozinha, faziam um banquete magnifico. Todos estavam meio nervosos, a visita que vinha era, nada mais nada menos, que o primo do Rei e governante do Reino ao lado, Crocus. Ele vinha todo ano e ficava por um bom tempo, era conhecido por ser bem critico e mais insensível que Natsu.

            Levy, em especial, estava mais nervosa que qualquer outro. Sempre que ele vinha, ela ficava desse jeito, mas esse ano o nervosismo da garota tinha aumentado, devido a um acontecimento do ano passado, ninguém sabia o porque e a azulada não pretendia contar a ninguém ou deixar qualquer um saber tão cedo. Estava na sala de jantar, andando de um lado para o outro, aproveitando que estava sozinha para colocar sua angústia para fora.

 

- É mais um ano e ele tá vindo… Se acalma, Levy! – parou na frente do espelho que lá tinha. – Ele nem lembra… - suspirou e saiu da sala de jantar, mantendo a pose.

 

            Lucy, que olhava para Levy de longe, achava aquilo muito estranho. Normalmente, todos são tão calmos, principalmente a azulada e agora estavam tão nervosos, afinal ninguém podia ser pior que Natsu Dragneel, ele com certeza era o pior. Por um momento o salão ficou em silêncio e ela pode ver o rosado subir no seu trono, com a mesma cara fria. Os grandes corredores foram tomados por uma risadinha que vinha da ponta dele e rapidamente, a cara fria de Natsu desapareceu, formando no rosto dele um sorriso convencido.

 

- Você gosta de esnobar essa porra de trono, hein! – Gajeel Redfox, um homem alto, com cabelos pretos longos, olhos rubis e vários metais estranhos no rosto, disse subindo as escadas que davam ao trono e empurrando o rosado de lá, se sentando em seguida.

 

- Sai do meu trono seu merda. – o rosado puxou-o. – É meu! – se jogou novamente no trono.

 

- Então eu vou sentar nesse, já que você não acha nenhuma mulher que te queira. – Gajeel se jogou no trono em que ficaria a Rainha.

 

- Cuidado com ele seu otário! – revirou os olhos. – Estou com fome, vão pegar alguma coisa para eu comer! – Levy saiu em direção da sala de jantar e voltou com um carrinho cheio de comida. – Obrigado, Levy! – ele disse a garota sorriu, olhando discretamente para Gajeel que também encarava ela.

 

- Não a de que! – Levy sussurrou, ainda sorrindo fraco e voltando para o lado de Juvia. Lucy, já de saco cheio de ficar lá junto com os empregados, se levantou e dirigiu-se para a porta principal.

 

- Onde pensa que vai? – Natsu perguntou, levantando uma sobrancelha.

 

- No jardim… - ela soltou a maçaneta e o encarou. – …não sou sua empregada para ficar aqui te olhando e esperando você “nos liberar”! – finalmente abriu a porta e saiu do castelo. Todos olhavam para Natsu, surpresos. Menos Gajeel, que ria da cara do primo.

 

- Nunca pensei que fosse ouvir alguém falar assim com você! – gargalhou o moreno, e continuou rindo ao ver o primo levantar irritado e sair da sala do trono. – Baixinha! – Gajeel exclamou ainda se recuperando do ataque de riso, esta que o olhou meio assustada. Uma coisa era certa, e apenas Juvia tinha percebido isso: Levy só não reclamava quando Gajeel a chamava assim, e olha que até com Natsu a garota reclamava. – Leve minhas malas para o meu quarto e coloque as coisas nos armários.

 

- Sim, Senhor! – suspirou e foi até as malas dele estavam, eram várias malas, cheias e pesadas. Começou a puxar elas, com muita, mas muita dificuldade. Ninguém tinha coragem o suficiente para ir ajuda-la, a azulada dava um passo e caia uma mala. Levy era fraquinha e todas as malas juntas davam a pequena estatura da garota.

 

- Eu te ajudo! – Rogue Cheney, um dos homens que acompanhava Gajeel, de cabelos negros curtos, olhos vermelhos e feição séria, disse e pegou a mala mais pesada e mais algumas outras.

 

- Obrigada! – sussurrou, sorrindo e agora sim conseguia subir as grandes escadas, acompanhada de Rogue e do olhar frio de Gajeel.

 

            Os dois chegaram no quarto que Gajeel sempre ficava quando vinha, e colocaram todas as malas na cama. Levy suspirou mais uma vez e começou a abri-las, teria que começar por algum lugar e começaria pelas roupas.

 

- Quer ajuda? – Rogue perguntou, terminando de abrir a última mala.

 

- Não, obrigada! Isso eu consigo fazer sozinha. – riu levemente.

 

- Tem certeza?

 

- Sim… - começou a tirar as roupas de Gajeel da mala e percebeu que algumas delas estavam bagunçadas e nada dobradas. Levy riu negando com a cabeça, já imaginando que foi ele que fez a própria mala. – Tinha que ser ele para fazer essa bagunça. – sussurrou para si mesma.

 

- Disse alguma coisa? – Rogue perguntou, na porta do quarto.

 

- Ah, não, não! – sorriu para ele.

 

- Tudo bem… - sorriu fraco, também e saiu do quarto, deixando Levy sozinha com as roupas do moreno.

 

--x--

 

            Lucy estava no grande jardim, olhava todas as flores e brincava com os pequenos animais que ali ficavam às vezes. Ela se sentia bem naquele lugar, na verdade era o único lugar que a loira realmente se sentia confortável, não que não gostasse da companhia de Erza, Juvia e Levy, mas às vezes gostava de ficar sozinha, com os cabelos soltos, uma roupa leve, no meio da grama apenas ouvindo o som que os passarinhos vaziam. Ela sentia falta de casa, de seu pai e de sua rotina monótona, gostava de sempre ir buscar pão com os irmãos Strauss, de ir a sua biblioteca, de vez em quando sentia até falta de dar os foras em Sting, mas ai lembrava que ela não passava de um idiota e então seu desdém por ele voltava. Livros, essa era uma coisa que ela sentia demasiada falta, aquilo era praticamente a vida dela. Já tinha ouvido Levy falar sobre a biblioteca do palácio, mas não sabia onde ficava e tinha um medo extremo de ir explorar e acabar indo para lugares onde ela não é bem-vinda. Por um momento, enquanto estava sentada na grama e olhando o nada, se pegou pensando em Natsu, por que ele era tão frio? Tão convencido? Por que tinha que ser tão mal com ela? Pensava naqueles cabelos, extremamente exóticos, róseos, e também pensava se ele era macio ou não. Pensava naqueles olhos ônix, que eram profundos e pareciam falar alguma coisa, toda vez que Natsu encarava ela, gostava da cor deles, achava que caiara muito bem no homem.

            Da sacada da suíte do Rei, Natsu observava a loira de longe, óbvio que sem ela perceber. Suspirou e passou a mão pelo cabelo, os bagunçando mais ainda, não entendia como aquela menina conseguia ser tão irritante, ele queria mata-la, mas às vezes queria protege-la e se odiava amargamente por isso. Nesse tempo que andou pensando nela, chegou na conclusão que gostava mais do cabelo solto do que preso naquele rabo de cavalo. Ficava fascinado em como aqueles fios dourados balançavam com facilidade, gostava da cor dos olhos dela e adorava aquele sorriso que pouco aparecia nos lábios dela quando ele estava presente. Mas ele tinha que manter a pose, era a marca registrada dos Dragneel, ser frio e insensível e por mais tivesse puxado mais sua mãe e o lado fofo dela, tinha mostrar este lado ruim e fingir que tinha puxado mais seu pai. Perguntava-se quando ela ia embora para poder tirar aquela garota da sua cabeça, mas a cada dia que passava ela parecia mais amiga de suas empregadas, sabia que uma hora ou outra o pai dela aparecia e ai sim ela teria que, finalmente, ir embora. E quando isso acontecesse, ele nunca mais veria aqueles olhos cor de chocolate, e então aceitaria o seu destino ao lado daquela mulher que tanto odeia.

 

--x--

 

            Já era noite no grande castelo e no resto do Reino, Jellal, mais uma vez tinha preparado um banquete para Natsu, Gajeel e dessa vez, Lucy. A loira recusou-se a não comer na mesma que mesa que os dois, fora barrada por Levy, depois por Juvia e finalmente por Erza. Mas nenhuma das três conseguiram para a garota. Incrivelmente, Natsu aceitou que a garota comesse junto com eles, junto com Gajeel, que não se importava nenhum pouco. Só se perguntava quem era aquela garota e por que a garota continuava ali. Essa era uma boa pergunta, que rondava a cabeça de todos ali presentes, inclusive na da loira, que não tinha a menor ideia da resposta. Por que ela continuava ali mesmo? Mas, estes pensamentos saíram voando quando Gray, com toda aquela animação, começou a apresentar o jantar.

 

- Sua animação me irrita, Gray! – Gajeel disse, revirando os olhos.

 

- Vocês são sérios de mais… Gajeel, você acha que eu sou melhor amigo do Natsu, por que? – abraçou o rosado de lado, que apenas encarou ele de lado.

 

- Porque ele é merda, que nem você! Amigo de merda, merdinha é. – deu sua famosa risadinha, arrancando uma risada fraca de Lucy ao mudar o ditado popular.

 

- Como é que é? – Natsu se levantou irritado, e todos os empregados, mais Gray, sabiam que iria começar. – Você quer brigar?

 

- Pode vir, rosinha! – Gajeel se levantou também, bruscamente, assustando Lucy.

 

- Fique tranquila, Lucy! – Gray parou do lado dela, revirando os olhos. – Eles nunca chegaram a se bater de verdade, só uma vez… Mas logo pararam! Isso é só cena… - a loira suspirou aliviada, não queria ver uma briga ali na sua frente.

 

- É sério que os dois estão brigando? – Erza apareceu na porta da sala de jantar, com uma cara nada boa. – É assim que vocês se comportam quando temos visita? – direcionou seu olhar a Lucy.

 

- Ele que pediu! – Natsu virou o rosto, emburrado.

 

- A culpa não é minha que você é um bosta! – Gajeel disse emburrado também.

 

- Quantas vezes eu já disse para os dois? – Erza foi se aproximando com um tom ameaçador. – Sem briga na mesa quando temos visita. E Gajeel, sem palavrões!

 

- Desculpa, Erza! – os dois disseram juntos e quando o moreno foi sentar novamente na cadeira, a puxou com força para trás, fazendo ela bater em algo, ou melhor, alguém.

 

- Aí! – Levy solta um grito pequeno de dor, ao sentir seu corpo contra o chão gelado. Gajeel olha para trás e encara nos olhos da garota.

 

- Ah, desculpa Baixinha! – esticou a mão para ela se apoiar e levantar, e foi exatamente o que a azulada vez, depois de ficar alguns segundos olhando a mão dele, raciocinando.

 

- T-Tudo bem… - Levy murmurou, abaixando a cabeça e andando rapidamente para perto de Juvia que perguntou se ela estava bem, recebendo como resposta apenas uma assentida com a cabeça.

 

            Achando que ninguém iria perceber já que estavam todos conversando, mas não passando despercebido por Natsu, Lucy se levantou com cuidado e foi andando para fora da sala de jantar. Passando pela sala do trono e chegando até o salão principal, onde tinha a escadaria a loira finalmente se deu contra de que nunca tinha ido para o lado oeste que a escada dava. Ela foi subindo lentamente as escadas, enquanto observa cada detalhe, parecia que cada parte daquele castelo tinha sido esculpido a mão, era tudo muito lindo. Subiu, mais lentamente ainda, a parte que dava para a ala oeste do castelo, até chegar na frente de uma porta. Ela hesitou durante alguns segundos, se entrava ou não, mas como não tinha ouvido nenhum aviso sobre aquele lado do castelo, ela entrou.

            Aquela porta, pela qual a loira entrou, dava em uma sala gigantesca, com vários objetos de ouro e muito valioso. Ela começou a andar pela grande sala, olhava tudo e agora sabia de onde o reino tirava tanto dinheiro. Lucy foi adentrando ainda mais a sala, notou que esta tinha um ar gélido, sua sapatilha não fazia nenhum barulho quando ela andava, já que o chão era revestido com um carpete azul escuro. A loira parou na frente de uma grande parede, onde tinha, como se fosse, uma coleção de quadros, todos com um homem sério e uma mulher; chegou perto do primeiro quadro e leu uma plaquinha que estava do lado.

“Kaito e Sonya Dragneel – 476 d.c”

            A garota se impressionou com a idade daquele quadro, ela observou melhor a pintura e notou que Kaito se parecia muito com Natsu, só que tinha cabelos mais puxados para ruivo e Sonya era uma linda mulher, de cabelos louros. Estranhamente, Sonya lembrava Lucy, mas a garota apenas ignorou essa semelhança. Voltou a passar os olhos pelos quadros, e agora focava mais nas plaquinhas de cada um. Todos tinham o sobrenome Dragneel. Chegou no último quadro:

“Igneel e Grandeeney Dragneel – 1843 d.c”

            Constando que eles estavam no ano de 1875 e também por ser o último quadro daquela parede, Lucy especulou ser os pais de Natsu. Mas por que o rosado não estava nos quadros?

 

- O que está fazendo aqui? – Lucy virou para a porta e viu Natsu, escoado nela.

 

- E-Eu… Ahm… Desculpa! – abaixou a cabeça, gaguejando.

 

- Tudo bem, aqui não tem nada de interessante, a não ser o dinheiro. – suspirou se aproximando da loira, que ficou meio tensa. – Está olhando esses quadros velhos? – riu sem humor, olhando para a pintura de seus pais.

 

- Ah, sim! – riu também. – São seus pais?

 

- Sim… - encarou ela, sorrindo de lado.

 

- Por que não tem um quadro seu? – perguntou meio receosa.

 

- Porque eu ainda não casei! Quando eu casar, ai sim vai ter uma pintura minha. – suspirou mais uma vez, Lucy apenas murmurou um “hm”.

 

E pela primeira vez, em alguns dias que Lucy estava lá, ela e Natsu tiveram cinco minutos de conversa pacifica, mas não só isso, Lucy percebeu também, que na verdade, os olhos de Natsu não eram ônix e frios, e sim verde musgo e calorosos.


Notas Finais


gostaram? gostaram? espero que sim :)
desculpa qualquer erro
até o próximo viiiiu <3333


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