História Because with me? - Capítulo 1


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Palavras 1.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - As vezes era preciso ter dito...


Fanfic / Fanfiction Because with me? - Capítulo 1 - As vezes era preciso ter dito...

“Eu me levantei e fiquei admirando a porta da varanda que estava a minha frente, era 8h da manhã, os raios de sol invadiam meu quarto...”

 

-Porra Ammy! Acordar cedo em pleno domingo! -Eu pensei comigo mesma enquanto ia até a varanda.

 

“O dia estava calmo, o sol brilhava e quase nem sinal do vento...”

 

-Ammy! -Ouvi batidas na porta de meu quarto.

-O que foi? -Eu me direcionei, ainda na varanda, para aporta.

-Aonde eles foram? -Uma voz doce ecoou pela brecha da porta que ele acabará de abrir.

-Eles quem Simon? -Eu voltei para meu quarto.

-Aqueles homens.... Altos e sem rosto ... -Ele disse olhando pela brecha da porta.

-Pesadelos de novo Simon? -Eu abri a porta, e vi ele, com os olhos cheios de lagrimas.

-Eles levaram a mamãe e o papai... Eu sei que levaram! -Ele entrou em meu quarto e deitou na cama, tampando o rosto com os lençóis.

-Simon... -Eu fui até ele -A mamãe e o papai devem estar lá em baixo tomando café...

-Mas... E os homens? -Ele me olhou

-Eles estão na sua imaginação, não são de verdade -Eu me sentei ao lado dele -Não se preocupe, eles não vão te fazer nenhum mal...

-Eu estou com medo... -Ele me abraçou.

-Eu estou aqui -Eu retribui o abraço.

-Obrigado Ammy! -Ele saiu de meus braços e correu para fora do quarto.

-Você cuida bem dele ...-Meu pai disse se escorando na porta.

-Eu dou o meu melhor -Eu disse enquanto me deitava na cama.

-Vai voltar a dormir? -Ele disse, agora de braços cruzados na porta de meu quarto.

-Não, eu vou escrever -Eu peguei o notebook e o coloquei em meu colo -Daqui a pouco eu vou tomar café...

-Tudo bem... -Meu pai fechou a porta do quarto e saiu.

 

“O barulho da porta talvez tenha me assustado, eu coloquei a mão em meu coração e ele estava acelerado...”

 

-Eu me assusto muito fácil -Eu disse ligando o notebook

 

“Assim que o notebook ligou, meu papel de parede apareceu, era uma foto do mar, céu e o sorriso dela, as três coisas que mais me acalmam no mundo... Eu apenas fiquei olhando e lembrando do dia que eu tirei aquela foto... Estávamos na praia, eu e minha melhor amiga, que agora nem olha mais para mim... “Eu te odeio” foram as últimas palavras que ela me disse antes de dar um tapa em meu rosto... Eu sei que devia ter contado para ela, mas eu não sabia o que dizer! Era difícil olhar nos olhos dela e dizer “Eu sou bixessual e, eu gosto de você”... Ela descobriu por conta própria, não sei se foi raiva por eu não ter contado antes, mas ela simplesmente me bateu, e disse que não queria mais olhar na minha cara...”

 

-Que droga! -Eu joguei o notebook para outro lado da cama e me virei -Eu não quero pensar nisso!

 

“Peguei o notebook, e entrei na minha pasta ‘Alguns textos, NÃO ABRA!’... Esse é o pior jeito de manter alguém longe das suas coisas, mas eu não tinha mais ideias... A pasta era cheia de texto e imagens, das quais eu não vou entrar em detalhes... Eu apenas abri um novo arquivo e comecei a escrever:

“O vento sempre me disse que eu deveria parar de tentar... Que uma hora eu ia quebrar a cara...”

 

-AH! -Eu apaguei o texto e fechei o notebook com força.

 

“Eu sei que não devia, mas não me contive... Fui até meu guarda roupa e abri uma de suas portas, na qual escondia um frigobar, cheio de bebidas... Peguei uma de minhas garrafas de vodka e me joguei na cama...”

 

-Ammy? -Era a voz da minha mãe.

-Sim? -Eu me levantei e fui até a porta.

-Eu já estou indo embora e... -Ela virou a maçaneta da porta -Porque está trancada?

-É que... -Eu olhei para garrafa que estava em cima de minha cama -Eu estou indo para banho!

-Se vista, eu já estou indo embora, quero te dar um abraço -Ela tentou abrir a porta de novo.

-Só um minuto! -Eu corri para minha cama, joguei o cobertor em cima da garrafa e abri a porta.

-Eu queria te dizer que... -Ela parou de falar e olhou para o meu guarda roupa -Isso é um...

-Não é nada! -Eu corri e fechei a porta.

-Ammy, sai da minha frente... -Ela me olhou nos olhos.

-Mãe, não tem nada aqui... -Eu me encostei na porta.

-Ammy! -Ela me jogou na cama e abriu a porta.

 -O que está acontecendo aqui?! -Meu pai apareceu na porta.

-A sua filha... -Minha mãe pegou minhas garrafas do frigobar -Tem bebidas no guarda roupa, você sabia disso?!

-Ammy! -Meu pai me olhou espantado -Onde arrumou dinheiro para isso?!

-Dinheiro?! Isso é sério John! Sua filha tem bebidas alcoólicas escondidas no guarda roupa! -Ela mostrou as garrafas para ele.

 -São... São as minhas garrafas?! -Ele as pegou da mão dela.

-Não! Não são! Eu comprei elas! -Eu me levantei e puxei as garrafas da mão dele.

-Aonde você arrumou dinheiro?! -Meu pai

-Eu dei um jeito! -Eu as coloquei de volta no frigobar

-O que é isso?! -Minha mãe disse com o meu notebook na mão.

-Não mexe nisso! -Eu tentei correr e pegar o notebook na mão dela, mas meu pai me segurou.

-Eu não acredito! -Ela me olhou quase chorando -Lésbica?! Ammy, você é lésbica?!

 -Não mãe.. Larga isso! -Eu me debatia a espera que meu pai me soltasse.

-Mamãe... O que é lésbica? -Simon apareceu na porta com um olhar triste.

-Não é nada! -Minha mãe jogou meu notebook na cama.

-A Ammy é isso? -Simon apontou para a tela do notebook.

-Simon sai daqui! -Minha mãe fechou a porta -Você viu o que acabou de fazer?!

 

“Eu parei de me debater e aceitei que teria que ouvir sermões e mais sermões...”

 

-Fala alguma coisa! -Minha mãe gritou.

-Ammy... -Meu pai soltou meus braços e eu, sem reação cai no chão.

-Na hora de fazer o que eu vi no seu notebook você parecia bem animada! FALA COMIGO AMMY! -Ela se ajoelhou na minha frente e deu um tapa em meu rosto.

-Melissa! -Meu pai segurou ela pela cintura

-Me solta! -Ela empurrou ele pra trás e começou a me bater.

 

“Vadia!”

“Eu não criei filha pra isso!”

“Você não merece os pais que tem!”

-Eu te odeio! -Essas foram as últimas palavras que ela disse antes de meu pai conseguir tirar ela do quarto...

 

“Eu me levantei do chão com dificuldade, tranquei a porta, me joguei na cama e me cobri inteira...”



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