História Before And After - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Anya, Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Echo, Indra, Jasper Jordan, John Murphy, Lexa, Lincoln, Marcus Kane, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Lexa, The 100
Visualizações 137
Palavras 2.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hi Babes!
Não tenho muito a dizer sobre o capítulo de hoje, apenas sentir KKKKK
Boa leitura! 😘😘

Capítulo 11 - Alexandria Woods


Lexa havia cancelado todos os pacientes do dia, mesmo que seu compromisso fosse só à tarde ela preferiu tirar folga o dia todo e pediu que um colega a substituisse.

-Lexa, vou almoçar com a Emilly, você vem?

-Emilly?

-Sim, minha amiga da faculdade. - Costia diz se deitando na cama ao lado de Lexa - No que está pensando?

-An? Nada, eu só estou preocupada com um paciente.

-Você deixou nas mãos do Lincoln, né? Ele é um ótimo médico. - Costia diz e Lexa assente - Vai no almoço?

-Claro, só me dê alguns minutos.

Costia sai do quarto e Lexa entra no banheiro, tira suas roupas e liga o chuveiro. Ela havia acordado de manhã e apenas saído da cama para escovar os dentes e tomar café da manhã, coisa que não fazia há muito tempo fora do hospital. Depois do banho e roupas simples, Lexa desce as escadas e encontra Costia sentada no sofá foleando uma revista.

-Odeio essa revista. - ela murmura - É a coisa mais hipócrita que eu vou ler hoje.

-E por que tá lendo?

-Você tá tão linda. - Costia diz encarando Lexa que revira os olhos e sorri - Posso te beijar?

-Não precisa pedir permissão.

[...]

As duas chegam ao local marcado para o almoço e Emilly já está lá. As três conversam sobre coisas leves e comem, Lexa apesar de rir e mostrar expressões faciais em alguns momentos, parece estar em outro mundo.

-Eu sei que ela tem 17, mas não é 18! Sei lá, me sinto culpada toda vez que fico excitada com ela, quando a gente se beija. - Emilly diz para as duas.

-Vocês já transaram? - Costia pergunta abaixando o tom de voz.

-Não! Claro que não!

-Ué, Lexa já teve uma namorada menor de idade. Né, Lexa? - Costia diz cutucando a mulher ao lado - Lexa?

-Sim? - ela finalmente responde - Ah... Eram só cinco anos de diferença. Eu tinha 20 e ela 15.

Emilly continua falando de seus medos e experiências com uma tal garota menor de idade e Lexa continua distraída, sempre olhando para algum ponto fixo no copo ou nas pernas de alguém. Costia percebeu aquilo e fez uma nota mental de se lembrar de perguntar o que tanto se passa pela cabeça dela.

E assim se passaram algumas horas e as mulheres se despediram, Lexa e Costia entraram no carro e botaram o cinto de segurança, Costia atrás do volante e Lexa no banco de passageiro. O ambiente dentro do carro é quieto, se ouve apenas alguns ruídos do veículo, até que o celular de Lexa toca.

-Hey, Octávia! - Lexa atende e bota no viva voz a pedido de Costia.

-Seus internos chegaram, estão todos ansiosos pra te conhecer.

-Estão? Mas sou uma cirurgiã como qualquer outra. - Lexa diz sorrindo.

-Aposta que a Octávia disse que você cura pessoas usando apenas o poder da mente. Do jeito que é puxa saco. - Costia se intromete.

-Hey, Costia! Que tal me pagar aquela transa que tá me devendo?

-Rebola na minha cara, O!

-Hey, é com minha esposa que você tá falando! - Lexa diz com falsa indignação - Costia, se controle, você é uma mulher casada.

-Se resolvam aí, queridas, que eu vou trabalhar. - Octávia diz sorrindo - Alguém tem que botar ordem nesse hospital quando a chefe não está.

-Nós no momento precisamos botar ordem em dois karatecas de sete anos. - Lexa diz.

-Boa sorte. - Octávia diz e desliga.

Costia estaciona o carro em uma das poucas vagas ali e agradece ter chegado a tempo de não precisar procurar um estacionamento. O teatro parecia bastante grande e as duas mulheres descem do carro, entram no lugar e Aden e Adria já estão se preparando quando um colega quebra uma tábua de madeira com o punho.

-Você não acha que eles vão machucar a mão? - Costia sussurra assim que as duas encontram um lugar pra sentar.

-Relaxa, é só uma tábua fina. - Lexa diz acenando para Aden que acena de volta.

Três crianças depois é a vez de Adria, ela se posiciona em frente à tábua e o professor que a segurava, curvou um pouco o tronco antes de tomar a posição base e desferir um golpe e quebrar a madeira. Todos batem palmas e só Lexa e Costia levantam de seu lugares. Duas crianças depois é a vez de Aden que faz os mesmos movimentos que a irmã e recebe a mesma comemoração das mães.

[...]

-Mamãe, você me viu? Eu estava demais! - Adria diz animada colocando seu boné de beisebol e arrumando o rabo de cavalo.

-Claro que vi, meu amor. - Lexa diz segurando a pequena pela mão - Você foi maravilhosa.

-Mamãe, podemos tomar sorvete? - é a vez de Aden dizer tentando correr, mas Lexa o segura pela mão.

-Por que tudo é a mamãe? Olha a Costia lá, peçam pra ela. - Lexa diz e os gêmeos imediatamente correm em direção a Costia que está alguns passos à frente procurando onde estacionou o carro.

Costia se assusta com a chegada repentina das crianças e Lexa vê o quanto ela parece atordoada olhando de um para o outro.

-Mãe, esse é o seu carro. - Adria diz encontrando o que Costia havia procurado por longos minutos.

Lexa revira os olhos e sorri, Costia e sempre perdia o carro, em qualquer estacionamento que fosse. Ela ajeita as crianças no banco de trás antes de sentar no banco do passageiro, ao lado de Costia.

-Será que podemos passar em Polis? - Adria diz do banco de trás assim que Costia começa a dirigir - Quero mostrar pra tia O a minha faixa amarela!

-Mostra amanhã! - Aden diz do outro lado - Eu quero tomar sorvete!

-Mamãe, o Aden não tá me respeitando! - a pequena diz indignada e as duas mulheres na frente respiram fundo.

-Vamos fazer assim, a gente passa no hospital e depois tomamos sorvete. - Lexa propõe - Eu tenho alguns papéis pra organizar no escritório.

-Amor, você disse que não ia trabalhar hoje. - Costia reclama do banco ao lado.

-Eu juro que é rápido. - Lexa diz saído do carro com as duas crianças depois de dar um selinho em Costia.

Os três entram no local e como sempre, Aden e Adria já chegam cumprimentando todos os médicos, os pequenos se sentiam em casa, todos os conheciam desde bem menores e serem filhos de duas médicas tão renomadas ajudava bastante.

-Mamãe, posso ver a Tia O? - Adria pergunta animada.

-Tia O deve estar ocupada, meu anjo. Vamos fazer assim, eu vou no escritório bem rápido e vocês ficam aqui até eu voltar, okay? - Lexa explica e os dá algumas moedas - Usem em alguma máquina de salgadinho ou refrigerantes, tá bom?

-Tudo bem, mamãe. - os dois dizem ao mesmo tempo e se sentam nas cadeiras da sala de espera.

Lexa dá um beijo na testa de cada um e se afasta para pegar o elevador. Ela se sente segura com os filhos ali, além de estarem cercados de pessoas conhecidas, quem iria mexer com dois baixinhos vestidos com um quimono?

-Pra onde você vai? - Aden pergunta quando Adria levanta da cadeira.

-Pegar refrigerante. - a menina responde.

-A máquina fica pra o outro lado. - o garoto diz e Adria revira os olhos - Eu vou contar pra a mamãe.

A menina ignora e continua andando na mesma direção, achava seu irmão bem chato e às vezes queria ser filha única. Mas em quem ela ia pôr a culpa quando fizesse algo errado? Talvez seja bom ter um irmão chato.

[...]

Lexa usa seu crachá para entrar no escritório e começa a mexer na quantidade enorme de papéis em sua mesa, admissões, demissões, entrada e saída de verba e coisas assim. Finalmente encontra os papéis que procurava e os assina.

-Pensei que não viria trabalhar hoje. - diz uma voz feminina vindo da porta.

-Echo! Não tem nenhum trauma lá embaixo? - Lexa diz ainda lendo algumas linhas do papel em suas mãos.

-Nossa, estou sendo expulsa? - a mulher diz se apoiando na mesa de Lexa.

-Claro que não. - Lexa sorri - E eu não vim trabalhar, só precisava conferir alguns papéis.

-Pode me conferir também, chefe?

Echo se aproxima e senta no colo de Lexa, a fazendo soltar a caneta e os papéis que haviam em sua mão. Ao mesmo tempo que as línguas das duas dançavam dentro de suas bocas, Echo mexia seu quadril, fazendo Lexa sentir aquela fricção.

-Okay. - Lexa diz separando o beijo e deixando Echo sentada em sua cadeira - Agora eu não posso, de verdade. Prometo que te compenso depois, mas agora não dá. - Echo revira os olhos fazendo charme e Lexa para na porta - Okay, é rapidinho.

Lexa tranca a porta e volta a beijar a mulher que agora está sentada em sua mesa, as duas jogam no chão todos os papéis em cima dela e Lexa por um momento se lembra de como será complicado arruma-los, porém no outro minuto seus dedos estão no meio das pernas de Echo que tenta conter os gemidos.

[...]

-Demoraram. - Costia diz quando Lexa volta com as duas crianças - Está com cheiro de Echo.

Nada mais é dito dentro do veículo, as duas mulheres ficam caladas enquanto os dois no banco de trás conversam algo sobre karatê, ou sobre música quem sabe, talvez sobre como Lexa vai morrer de 10 maneiras diferentes quando chegarem casa.

Elas dão uma parada na sorveteria e cada um pede seu sabor predileto, os pequenos conversam sobre as aulas e coisas que consideram divertidas para as mães que escutam com toda a atenção e carinho.

Eles finalmente chegam em casa e as crianças, claro, são as primeiras a entrar, se esgueirando pelas pernas das mães. Assim que as outras duas entram na casa, se assustam ao ver alguém na sala, mas logo a surpresa passa e Lexa corre para abraçar a irmã.

-Tia, Anya! Olha minha faixa! - Adria diz animada, pulando com o intuito de ser notada.

-Tia, Anya, eu também tenho uma! - Aden diz competindo com a irmã.

Anya se separa do abraço de Lexa e abaixa para ficar do mesmo tamanho das crianças e as abraça apertado. Os dois a arrastam para cima das escadas dizendo que haviam algo a mostrar e Costia aproveita pra lançar seu olhar matador para Lexa.

-Okay, me desculpa. - ela se adianta.

-"Me desculpa"!? "Me desculpa"?! - da segunda vez que fala, Costia atinge um tapa no braço da outra - É isso que você tem a dizer sobre ter comido a Echo enquanto seus filhos estavam sei lá onde?

-Eles estavam na sala de espera, estavam bem!

-Ah, é? Eles estavam esperando você e você estava comendo a Echo! - cada palavra de Costia era um tapa que Lexa recebia no braço - Largou os seus filhos na sala de espera pra comer a Echo!

-Hey, calma! - Lexa diz se afastando - Eu já pedi desculpas, okay?

-Você pelo menos lavou a droga das mãos antes de pegar nos meus filhos? - Costia diz com raiva, porém se segurando para não gritar.

-São meus filhos também, tá? - Lexa diz endireitando a postura.

-E só por isso você tem o direito de pegar neles com mão de buceta de Echo? - Costia continua a bater em Lexa que cai no chão, protegendo o rosto.

-Costia, não fale assim. - Lexa diz ainda no chão.

-Como quer ser mãe se você não tem o mínimo de responsabilidade, Lexa? - a mulher pega sua bolsa e abre a porta - Como eu vou confiar a você as duas pessoas que eu mais amo na minha vida?

Lexa olha pra o lado e vê Anya descendo as escadas com seus filhos, ela sente o clima pesado entre as duas mulheres.

-É... Lexa, que tal você ir em um lugar comigo? - a mulher mais velha diz.

[...]

-Olha, eu não sei o que está acontecendo entre você e Costia, mas sei que não é bom para as crianças. - Anya diz enquanto dá voltas com Lexa no parque.

-Eu acho que não sou responsável o suficiente pra ser mãe, Costia diz que eu vivo fazendo besteira, que eu sou imatura e irresponsável.

-Olha, irmã, às vezes eu olho pra você e parece ter a idade dos seus filhos. Teimosa, birrenta, dorme com um pijama de guaxinim. - as duas riem - Mas isso não é um defeito, eu sei que você nunca botaria a vida dos seus filhos em risco porque eu sei o quanto os ama, Lexa. Eu sei exatamente como se sente, porque eu já fui mãe. E eu tive muito medo, eu tive medo de que você não fosse a pessoa maravilhosa que é hoje, eu tive medo de você parar de respirar durante a noite, eu tive medo de que você caísse e se machucasse e toda vez que isso acontecia eu entrava em pânico. Algumas vezes eu me discuidei, tipo da vez que eu te deixei brincar do lado de fora e você fugiu, pegou um ônibus e foi parar do outro lado da cidade, depois disso eu nunca mais te deixei brincar lá fora. A gente erra em ser mãe às vezes, mas na maioria a gente acerta, vai por mim.

-Eu te amo, Anya. - Lexa diz com lágrimas nos olhos.

-Também te amo, Guaxinim. - Anya diz e as duas compartilham um abraço.

[...]

Lexa sai do banheiro secando o cabelo e encontra Costia lendo algo na cama, Lexa se deita ao lado e espera alguma palavra da outra, mas Costia continua focada em seu livro.

-As crianças dormiram? - Lexa pergunta e Costia apenas assente - Vai ficar com raiva de mim pra sempre? Desculpa, okay? - sem resposta, o celular de Lexa toca e ela vê o nome de Lincoln na tela - Oi, Lincoln... Tudo bem, já estou indo. - Lexa desliga o aparelho e levanta rápido da cama - Os pulmões do Johnny estão cheios de líquido de novo, preciso ir. - Costia finalmente desvia o olhar do livro, Lexa sorri e lhe dá um selinho antes de sair do cômodo.

O trânsito aquele horário era calmo, mesmo assim não tanto quanto Lexa queria que fosse, cada um de seus pacientes eram como um filho e Lexa não queria perder um deles. Ela finalmente chega ao estacionamento do hospital e vê o carro de Wells saindo, com Clarke no banco do carona. Ela observa alguns minutos até eles se afastarem e finalmente sai do seu carro.



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