História Before And After - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Anya, Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Echo, Indra, Jasper Jordan, John Murphy, Lexa, Lincoln, Marcus Kane, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Lexa, The 100
Visualizações 250
Palavras 3.394
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hi Babes!
Desculpa não ter postado ontem, dias de segunda e quarta são complicados pra eu postar, mas vou tentar postar todo dia a partir de hoje. Espero que gostem o capítulo.
Boa leitura! 😘😘

Capítulo 12 - After 01


-Quanta dor estava sentindo, de 0 a 10? - Lexa pergunta ao garoto deitado na cama.

-Acho que 7. - Johnny responde entediado - Eu quero parar o tratamento.

-O quê? Por quê? - Lexa diz parando de escrever na ficha do paciente.

-Meus pais estão sofrendo com isso, eu estou sofrendo com isso. Qual o sentido de manter vivo alguém que está esperando a morte?

-Johnny, você tem todo o direito de não querer continuar o tratamento, mas saiba que eu torço pra que você viva ainda muitos anos. - Lexa se senta na ponta da cama - E tenho certeza que os seus pais esperam que a qualquer momento um milagre aconteça e o filho deles não precise mais de todas essas máquinas, tratamentos, enfim. Manter você vivo é o meu trabalho e o desejo dos seus pais, quero que seja o seu também.

Lexa sai da sala e encontra Lincoln no corredor, ela agradece a ajuda no dia anterior e os dois conversam sobre alguns pacientes. Depois de se despediram, Lexa desce um andar e avisa a Ingrid, mãe de Johnny, que já pode visitar o filho.

-Lexa!!!! - Octávia diz animada quando sua amiga encosta no balcão de recepção - Fiquei sabendo que o Johnny voltou, sinto muito. - Lexa sorri fraco e sussurra um "eu também" - Mas olha, o Wells está escravizando os internos, acho que você criou um monstro.

-Também acho, vi ele saindo com a Clarke ontem à noite.

-Sério? O garoto não perde tempo, isso foi eu quem ensinou. - Octávia diz orgulhosa e pisca para a enfermeira na recepção que revira os olhos - Leva isso no laboratório pra mim? - ela diz suspendendo algumas amostras de sangue para Lexa que arquea uma sobrancelha - Que foi? Você é chefe de cirurgia, eles adiantam o resultado se você mandar.

-Você não muda nunca, Octávia. - Lexa diz recusando a proposta e chamando Wells pelo bipe, o garoto chega em poucos minutos - Preciso de um de seus internos.

-Bom, uma acabou de ir pegar café pra mim, eu posso pedir pra ela te procurar quando terminar. - o rapaz diz escondendo as mãos no bolso do jaleco.

-Acho que ela quer uma interna específica. - Octávia diz sorrindo e sai do local.

-Ainda não entendi como posso ajudar a senhora, Dra. Woods.

-Clarke Griffin.

-Oh, ela está na clínica suturando um paciente, acabei de vir de lá.

-Mande ela me ver na minha sala quando terminar, deve ter o número dela, só mande uma mensagem. - Lexa diz e se retira, deixando Wells com um olhar confuso.

A morena pega o elevador e aperta botão do 3° andar onde ficava mais a parte administrativa. Alguns passos saindo do elevador era a sua sala, que estava tão bagunçada quanto ela havia deixado no dia anterior, a noite foi longa e Lexa ao menos teve tempo de arrumar aquilo. Aos poucos ela coloca todos os porta retratos e os papéis sobre a mesa. Lexa está de costas para a porta quando escuta uma voz que lhe arrepia o corpo.

-Então você é a mulher mais poderosa do hospital? Desculpa entrar assim, você parece ocupada, mas é que o Wells disse que... - Clarke está dizendo quando a outra se vira - Oh, meu Deus. Lexa? Ah... Você... clareou o cabelo?

-Só as pontas. - a morena diz estranhando a pergunta e franzendo a testa - Mas enfim, bem vinda ao Polis Hospital. - a loira assente e um silêncio estranho permanece por um tempo na sala - Se sente, por favor. - Lexa aponta a cadeira em sua frente e a loira atende o pedido - Bom, na minha cabeça tinha sido algo muito menos constrangedor. Vamos começar de novo? - a morena estende uma das mãos para Clarke - Eu sou Lexa, membro do conselho, chefe de cirurgia e cirurgiã pediátrica.

-Clarke Griffin, interna, mas você já sabe. - a loira diz - Pelo jeito você quem cuidou da minha admissão também.

-Provavelmente. - Lexa diz estreitando os olhos e dando seu sorriso fechado - Bom, Clarke Griffin, eu preciso te fazer uma pergunta. Qual sua relação com Wells Jaha?

-Como assim? Quer dizer, ele é só filho de um amigo da minha mãe, a gente nem tinha contato até ontem. - Lexa sorri e sussurra: "E bota contato nisso" - Desculpe?

-Nada, eu estava falando sozinha. Eu entendo que o nosso hospital seja repleto de pessoas bonitas, inteligentes, assim como eu, mas... temos uma regra, que o Wells inclusive conhece, que é não transar com seus superiores ou vice e versa. Acredite, já tivemos bastante problema quanto a isso. - Lexa diz encarando a loira nos olhos, Clarke continua com a expressão neutra - Wells tem uma DST bastante grave.

-O quê?! - Clarke diz se levantando da cadeira.

-Brincadeira. - Lexa diz sorrindo largo - Mas agora eu tenho certeza que você transou com ele, e sem camisinha, que feio, Clarke.

-A senhora mandou me chamar? - um rapaz em pé na porta diz ao chegar.

-Você não pode brincar com essas coisas! - Clarke ignora o rapaz e continua indignada.

-Mandei sim. - Lexa diz levantando da cadeira e se sentando na mesa - Clarke Griffin, esse é Jasper Jordan, um dos meus mais bem sucedidos pupilos, ele vai ser seu novo residente.

-Por quê? - a loira diz franzindo a testa.

-Porque eu quero que ele seja. - Lexa sussurra encarando fundo os olhos de Clarke.

-Ótimo. - a loira sussurra de volta, enrijece o maxilar e sai da sala.

-Está dispensado, Jasper. Guie sua nova interna.

O rapaz assente e sai do escritório, Lexa se vê novamente sozinha naquele mar de papéis e burocracia. Quando chega a hora do almoço, como sempre, a mesa é ocupada por Wells, Octávia, Lexa, Niylah e agora Clarke.

-Pelo jeito não posso deixar internas com você, Wells. - Lexa diz provocando o rapaz.

-Culpado. - ele diz e todos na mesa riem, menos Clarke - Mas olha, aquela Ontari passou o dia todo atrás de mim, de verdade.

-Então todo mundo quer a piroca de ouro? - Octávia diz revirando os olhos e Wells assente e levanta para buscar mais alguma coisa na cantina - O que achou, Clarke? - ela sussurra depressa assim que o garoto sai.

-Como assim? - a loira se finge desentendimento - Do quê?

-Todo mundo viu vocês saindo ontem à noite, garota. - Niylah diz - Aproveita que ele saiu e fala logo.

-Pode falar, Clarke, o que é dito na mesa, morre na mesa. - Lexa encoraja sorrindo.

-De verdade? - todas na mesa assentem - Eu diria que é grande, bonita, porém decepcionante. Eu contei cinco minutos até ele cair morto do meu lado.

-Sério? - Niylah diz surpresa.

-Bom, eu não sei se deveria estar falando sobre isso. - a loira diz coçando a nuca.

-Isso o quê? - Wells volta com dois frascos de pudim, um deles ele oferece a Clarke.

-Ela não gosta de pudim. - Lexa diz encarando a loira com o seu famoso sorriso de lado.

-Não gosto, foi mal. - Clarke diz dando de ombros.

Todos olham de Clarke para Lexa como se as duas escondessem o maior segredo do mundo e as duas se encaravam como se quisessem roubar os segredos uma da outra.

-Opa, cheguei na hora certa! - alguém chega puxando uma cadeira e quebrando o clima estranho ali - Parece que temos sangue novo. - diz olhando para Clarke.

-Que surpresa você aqui hoje, Anya. - Wells diz oferecendo a ela o pudim.

-Que cavalheiro, mas você sabe que eu prefiro mulher, né? - Anya diz e todos na mesa riem - Mas estou aqui para cobrar da minha preciosa irmã os papéis do caso Washington.

-Droga, eu esqueci completamente. - Lexa diz fazendo uma careta - Juro que vão estar nas suas mãos antes que o sol se ponha!

-Sem problemas, ainda temos tempo. - a mais velha diz e se vira para Clarke - E essa, quem é?

-Clarke Griffin, uma de minhas internas. - Wells diz orgulhoso - Quer dizer, agora ela é interna do Jasper, O Esquisitão! - diz num tom dramático.

-Que preguiça da sua briga besta com o Jasper. - Octávia diz bufando.

-Espera, Clarke Griffin, a ex de Lexa? - Anya diz sorrindo - A que fez minha irmã tremer de medo toda vez que via uma viatura?

-Não enche, Anya. - Lexa diz e joga uma batata frita na irmã.

-Ex de Lexa? - Wells franze a testa.

-Faz muito tempo. - Clarke se explica - Mas é bom finalmente ligar o nome à pessoa, Anya.

-Bom, agora eu tenho uma cirurgia. - Niylah diz se levantando - Gostaria de assistir, Clarke? Quer dizer, se não tiver ocupada.

Clarke não pensa duas vezes antes de se levantar com a maior animação do mundo, como se estivesse prestes a ver algo raro e precioso.

-Bom, acho que a Costia acabou de ganhar mais uma concorrente. - Anya diz quando as duas saem, fazendo todos rirem e Lexa revirar os olhos.

-Precisam de mim na emergência. - Lexa diz conferindo o pager.

-E de mim também. - Octávia diz terminando sua salada e seguindo para a emergência com Lexa.

Aos poucos a mesa se esvazia até sobrar apenas Anya que sobe alguns andares até o escritório de Lexa, remexe alguns papéis e acha o que procura (e o que não procura também).

-Lexa sabe que você está mexendo nas coisas dela? - ao reconhecer a voz, Anya revira os olhos.

-Lexa sabe que você está me vigiando?

-Calma, não tô aqui pra brigar. - Echo diz entrando no escritório e se sentando na mesa - Quero saber quem é aquela interna loirinha e por que está todo mundo falando que Lexa está caidinha por ela?

-Echo, eu sei que você é muito empenhada em conquistar a minha irmã, mas será que ainda não percebeu que não consegue? - Anya suspira - Olha, eu não me lembro de sequer uma vez Lexa ter se entregue a alguém exclusivamente e até quando tentou, com Clarke, ela a traiu.

-Lexa só não percebeu ainda, mas eu sou a mulher de sua vida. - Echo diz encarando algo em sua frente - Costia foi idiota de aceitar esse tipo de coisa, mas eu sei como segurar uma mulher.

-Boa sorte, Echo. Se você conseguir que Lexa tenha um relacionamento fechado com você, eu te dou o meu cu. - Anya diz e sai do cômodo sorrindo.

[...]

Clarke está vigiando há horas uma criança que engoliu uma bola de gude, isso nem seria ruim se ela não tivesse que mexer nas fezes do paciente a procura do objeto. Depois de quatro horas finalmente o corpo estranho é expelido e a loira pela primeira vez acredita que Deus existe.

Após tomar um banho e fazer mais algumas anotações, Clarke está andando pelos corredores quando avista Lexa conversando com alguém na recepção, pelas roupas da morena e a expressão do senhor em sua frente, alguém havia morrido. A loira espera Lexa se afastar e ir para o elevador.

-Hey, preciso falar com você. - Clarke diz segurando a porta do elevador.

-Já? Pensei que ia demorar mais um pouco. - Lexa diz com um sorriso lascivo e a loira vira os olhos, entrando na caixa de metal.

-É só que... eu preciso que aceite uma amiga minha aqui.

Assim que Clarke termina de falar a morena cai na gargalhada, elas eram as únicas no elevador, mas parecia que 20 pessoas estavam rindo ao mesmo tempo. Depois de um tempo Lexa respira fundo e fala:

-Quer que eu faça uma admissão em seu nome? Você é uma interna.

-Eu sei, mas é a Raven, você lembra dela, né? - Clarke espera uma confirmação, mas a morena está ocupada, colocando seu jaleco, tirando sua touca e arrumando os cabelos nos ombros - Ela está no programa do Arkadia e quer vir pra cá.

-Okay. - Lexa diz e aperta o botão que para o elevador fazendo soar um alto alarme - Digamos que eu possa admitir sua amiga num programa de internato. O que eu ganho com isso?

-Mais um interno empenhado que trará uma boa imagem para o hospital(?)

-Eu estava pensando em algo mais do que isso. - Lexa diz encurralando a loira no canto do elevador e avaliando seu corpo.

-Achei que era proibido relações íntimas com superiores. - Clarke diz mesmo que os olhos verdes da outra a tivessem a intimidando.

-E quem disse que eu falava de sexo? - a morena se afasta, volta a apertar o botão que libera o elevador e pega um pirulito no bolso de seu jaleco (que há um guaxinim muito fofo bordado), desembala e põe na boca - Vou pensar no seu caso. - ela pisca e sai do elevador.

Clarke permanece parada observando Lexa se afastar, quando a porta do elevador volta a se fechar ela se estapeia e amaldiçoa o poder que aquela mulher tem sobre ela, como sua proximidade lhe deixa nervosa e seus olhos a hipnotizam, como seu sorriso lhe dá vontade de sorrir e todos os seus movimentos a provocam.

A loira desce do elevador no andar dos dormitórios e seu celular começa a tocar, na tela aparece: "Mãe". Depois de alguns toques Clarke atende e escuta sua mãe avisando que estava no aeroporto e que já estava com saudades, fez todas aquelas perguntas de mãe sobre alimentação e tomar água na hora certa e desligou.

-Quem era? - alguém pergunta do beliche de cima e assusta a loira - Não queria te assustar.

-Oh, desculpe. Não sabia que tinha alguém aqui. - Clarke diz passando ao se recuperar do susto.

-Tudo bem, eu já ia ver um paciente mesmo. - a mulher se senta e só agora Clarke percebe que se trata de Niylah - A não ser que você vá ficar, é claro. - a loira a encara confusa - Brincadeira, eu já tô saindo.

Clarke ainda fica confusa com a situação, mas se permite tirar um cochilo sabendo que há alguns minutos ia ser solicitada para suturar ou cuidar da dor de barriga de alguém.

[...]

-Lexa, você está ouvindo? - a morena para de brincar com sua caneta e encara o homem - Não adianta se eu falar e você não escutar.

-Eu não posso levar a sério as pessoas que querem tirar verba da minha ala. Pra vocês pediatria é menos importante do que qualquer outra área?

-Não foi o que dissemos, só queremos que você adie um pouco algumas de suas cirurgias. - uma mulher do outro lado da mesa diz.

-Eu trabalho há anos aqui, eu sou cirurgiã e parte do conselho, eu dei a minha vida aqui e não vão ser seis idiotas que acham que sabem o que acontece aqui dentro que vão me dizer o que fazer com os meus pacientes, crianças de 0 a 17 anos que vão morrer se vocês simplesmente cortarem a verba! - Lexa se levanta exaltada - Eu sei o que acontece lá embaixo, eu vejo pessoas morrerem todos os dias e faço de tudo pra que não sejam as minhas crianças e vocês não vão me obrigar a dar esse tipo de notícia a meia centena de pais. - todos ficam calados e encaram a mulher - Ah, e essa garota tem que entrar para o programa, ela é muito boa. - diz jogando os papéis de Raven em cima da mesa e saindo da sala - Você me deve uma, Clarke. - fala pra si mesma.

[...]

Clarke não consegue pegar no sono e isso é até algo bom, ela se junta a alguns internos e eles trocam informações sobre pacientes e técnicas que viram ser utilizadas no hospital. Após alguns minutos trocando experiências, os internos vêem a chefe de cirurgia se aproximando. Com as duas mãos nos bolsos do jaleco ela sorri e diz:

-Não tive a chance de me apresentar formalmente a vocês, sou a Dra. Woods. - todos assentem - Onde está o residente de vocês?

-Numa cirurgia. - um dos internos responde.

-Okay, quando ele voltar digam a ele que eu estou com a Clarke Griffin. - a morena diz virando as costas, depois de três passos ela percebe que Clarke não está a seguindo e olha pra trás com as sobrancelhas arqueadas, aí sim a loira segue os passos de Lexa.

-O que você quer comigo? - Clarke diz.

-Eu não sei que tipo de problema você tem comigo, mas eu continuo sendo sua chefe, e chefe do seu chefe, então eu agradeceria se lembrasse mais disso e menos de quando a gente namorou. - Lexa diz e entra em uma das salas do corredor - Oi, Richard, como está se sentindo hoje?

-Do mesmo jeito que sempre me sinto. - o garoto diz sem ânimo.

-Essa é a Dra. Griffin. - a morena diz num sussurro - Ela é linda, não é? A gente já foi namorada, mas não conta pra ninguém.

-Oi, Dra. Griffin, cuidado com ela, vai te pedir em namoro e depois sair com metade do hospital. - a criança diz e Clarke sorri.

-Richard tem 12 anos e é um garoto trans, chegou aqui aos nove e faz tratamento com nossa psicóloga, porém há algum tempo ele caiu de skate e nos fez o favor de quebrar a tíbia em três lugares. - Lexa explica e o garoto dá de ombros - Tratamos isso, e mais tarde descobrimos um tumor no fígado. Hoje eu vou dar um jeito nesse tumor atrevido.

-Ou seja, eu sou o garoto dos problemas. Vai me ver aqui quase toda semana. - o garoto diz sorridente - Mas eu estou bem apesar de minha mãe achar que o maior dos problemas é eu ser um menino.

-Meu pai também odiava que eu namore mulheres, minha mãe odeia que eu não arrumo meu guarda-roupa. - Clarke diz com um sorriso - Não podemos agradar todo mundo, né?

Richard sorri para a loira e Lexa faz o mesmo, a encarando como se tivesse o maior orgulho do mundo. E ela tinha, a impressionava o jeito que Clarke cresceu, o jeito que ela amadureceu, o jeito que ela ficou linda.

[...]

-Quero você na sala de cirurgia comigo. - Lexa diz para Clarke enquanto as duas andam pelo corredor - Quer um café?

Clarke aceita e as duas entram no elevador que para um andar antes e uma mulher que Clarke nunca havia visto entra, porém ela e Lexa trocam sorrisos. A mulher tem o cabelo escuro até os ombros e uma postura invejável.

-Então você é a Clarke? - a mulher pergunta com um sorriso bonito e seus olhos castanhos avaliando a loira - Eu sou Costia.

Clarke tenta absorver aquilo o mais rápido possível imaginando que a sua cara ao ouvir não foi as das mais amigáveis. Costia passa de Clarke para Lexa com os olhos e arquea uma das sobrancelhas.

-É bom ligar um rosto ao nome, Clarke, mas agora precisam de mim na emergência. - a mulher diz e sai do elevador desfilando, pelo menos é assim que Clarke a vê.

-Você tá bem, leãozinho? - Lexa pergunta quando o elevador volta a se fechar - Olha, a Costia é uma boa pessoa, vocês vão se dar bem.

-Quer dizer, a sua ex namorada e a mulher com quem você a traiu? Me poupe. - Clarke finalmente consegue dizer algo e um clima estranho se instala no elevador.

Todo o caminho as duas não se falam e olham fixamente para frente, somente quando chegam ao balcão do refeitório Lexa consegue dizer algo:

-Desculpa ter feito aquilo, eu deveria ter ficado pela gente. - a morena diz travando o maxilar - Mas eu não sei se me arrependo, de ter te traído? Claro, mas de ter dado uma chance pra Costia? Acho que não.

Clarke só escuta e a cada palavra percebe o quanto aquele acontecimento havia mexido com ela, mas por outro lado, a tornou a mulher incrível que é hoje.

-Sabe do que eu me arrependo? - a loira diz mexendo na máquina de café - De adorar que você me chame de leãozinho.

Clarke sai andando com seu café e deixa Lexa confusa. A morena só faz um café pra si e olha ao redor antes de tomar, Anya não podia sonhar que ela está tomando café.

[...]

Na sala de cirurgia estavam Clarke, Lexa e Lincoln, Clarke sempre estava aprendendo sobre algo quando Lexa a chamava para ver algo ou fazer algo bem simples.

-Lincoln, pode terminar isso pra mim? - Lexa diz se segurando na mesa.

-Por quê? Está tudo bem?

Antes que Lexa pudesse responder, ela cai desmaiada no chão e o caos se instala na sala, os enfermeiros saem em busca de uma maca e Clarke confere o pulso Lexa enquanto Lincoln termina o procedimento com o paciente na mesa.



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