História Before And After - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Anya, Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Echo, Indra, Jasper Jordan, John Murphy, Lexa, Lincoln, Marcus Kane, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Lexa, The 100
Visualizações 111
Palavras 2.799
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hi Babes!
Voltay. Sorry não postar mais cedo, mas é que a internet não ajudou.
Boa leitura! 😘😘

Capítulo 14 - After 03


Mais um dia como qualquer outro em Polis e Clarke está almoçando com Anya, já que o resto de sua panelinha está em cirurgia ou algo assim.

-Então, você está sempre aqui no hospital? Quer dizer, você só é advogada, não achei que precisasse ficar tanto tempo aqui. - Clarke inicia uma conversa.

-Normalmente não fico, mas cá entre nós, minha guaxinim já custou três processos ao hospital. - Anya diz num tom de voz baixo e Clarke arregala os olhos - Claro que tô cuidando disso por debaixo dos panos iria ser um escândalo pra o hospital, ainda mais que Costia levantou isso aqui e Lexa é família.

-Família tipo... elas são casadas? - Clarke pergunta - Desculpa perguntar, mas pelo que eu ouço por aqui a Lexa sai com metade do hospital.

-Minha irmã tem problemas com relacionamentos. - a mais velha diz e passa a mão nos cabelos - Ela e Costia sempre namoraram abertamente, foram morar juntas depois de um tempo, um relacionamento muito saudável, sabe? Mas nada de exclusividade. - Clarke assente e continua em silêncio - Você ainda gosta dela?

-Eu não sei, seu guaxinim pode ser bastante tentador às vezes. - a mais nova sorri fraco.

-Você sabe o porquê desse apelido? - Anya questiona e Clarke nega com a cabeça - Quando Lexa era bebê eu vivia escutando Os Beatles e tinha uma música em específico que ela adorava, sempre que ela estava chorando eu colocava Rocky Raccon pra ela escutar e ela parava de chorar. - Anya sorri saudosa - Quando eles morreram ela se trancou no quarto durante uma semana, sem comer, apenas escutando Rocky Raccon 24 horas por dia, acho que pra fugir um pouco da sua realidade, eu nem sabia se ela dormia. Comecei a a chamar ela de Raccon (Guaxinim em inglês) e pegou.

-Vocês são bem próximas, né? - Clarke pergunta e a outra assente.

-Você deveria visitar ela hoje ou sei lá, segunda ela já volta ao trabalho. Ela vai gostar de te ver, leãozinho. - Anya pisca e levanta da mesa, deixando Clarke com seus pensamentos.

[...]

É domingo e Lexa está em casa com os filhos, Costia está no hospital e Anya atendendo algum cliente em algum lugar. Aden e Adria adoram passar o dia com a mãe, porque o café da manhã é hambúrguer, o almoço é hambúrguer com batatas fritas e o jantar é pizza, claro que Adria faz questão de pedir seu sanduíche e pizza vegetariano. Sem contar que eles passam o dia inteiro fazendo o que querem, jogam basquete na varanda, beisebol num parque ali perto e sujar a casa inteira de tinta. Costia sempre pirava, mas entendia que Lexa é a mãe que mima e tem a mesma idade mental que os filhos.

-Mamãe, vamos lutar de bichinho? - Adria diz animada e Aden incentiva.

Lexa concorda e todos vão se trocar. A mais velha veste o seu pijama de guaxinim, Adria o seu pijama de panda e Aden o seu de unicórnio.

Há tempos atrás Lexa havia ensinado seus filhos alguns golpes de Taekwondo, por mais que ela também não soubesse muita coisa. Os pequenos adoravam e com o tempo isso se tornou quase indispensável nos finais de semana. Por mais que os golpes não pertencessem a nenhuma arte marcial e pra quem vê de fora parece mais alguém com dores intestinais, eles adoravam a "luta de bichinho".

-Mamãe, o Aden tá fazendo errado! - a garota de cabelos castanhos diz irritada.

-Que tal vocês me mostrarem o que aprenderam no karatê, hein? - Lexa propõe e os irmãos se animam com a ideia.

Aden e Adria se posicionam um ao lado do outro de frente para Lexa que senta no chão com as pernas cruzadas em borboleta. Ao mesmo tempo os dois começam a fazer movimentos sincronizados e gritar coisas que a mais velha não entende. Mas sinceramente? Ela não se importa, seus bebês estavam tão lindos, grandes, felizes e isso enchia seu coração.

Alguém toca a campainha e Adria corre para atender mesmo que Lexa a tenha proibido de o fazer.

-Eu já disse pra não fazer isso, Adria. Pode ser qualquer pessoa. - a morena adverte, mas a garota ignora e se atira nos braços da pessoa do outro lado da porta.

-Tia Clarke! - a pequena diz animada.

Lexa pensa ter ouvido errado, mas a loira entra na casa com Adria puxando sua mão e fecha a porta atrás de si.

-Clarke! - é a vez de Lexa dizer - Que surpresa.

-Anya disse que seria uma boa ideia. Como você tá? - Clarke pergunta e segura o riso - Parece muito confortável nessa roupa. Um guaxinim, muito criativo.

A morena sorri e faz uma pose expondo sua roupa de guaxinim, os menores sorriem e batem palmas com a atitude da mãe.

-Esses são Aden e Adria. - Lexa diz apontando para os pequenos que agora não prestavam mais atenção nas adultas - Mas parece que a Adria você já conhece. Não me surpreende, ela é bastante sociável, igual a mãe.

-Costia?

-Costia.

Clarke assente com a cabeça, abaixa o olhar para o chão e morde os lábios. Lexa observa aquelas ações e se lembra de cada uma delas, como Clarke sempre mordia os lábios, estalava os dedos e desviava o olhar.

-Quer chá? Água? Café? Suco? - a morena oferece e Clarke nega com a cabeça. Lexa se senta no sofá e dá batidinhas ao seu lado, a loira entende o gesto e se senta - Gostei que lembrou de mim.

-Queria saber se você se recuperou bem. - a loira diz brincando com os dedos.

-Claro que queria. - Lexa diz assentindo com a cabeça - Crianças, não acham que está na hora de dormir?

Assim que a mais velha termina a frase, se inicia dentro da casa um fundúncio de vozes infantis, eram apenas duas, mas pareciam 200 crianças tentando convencer a mãe a deixar que eles jogassem mais um pouco de vídeo game ou brincar mais cinco minutos. Lexa, por mais difícil que seja, nega todos os pedidos e acompanha os dois para o quarto, pedindo licença à loira.

Clarke observa a interação de Lexa com os filhos e pensa como cinco anos de diferença de idade parecia tanto, seja porque uma delas é menor de idade ou porque uma delas tem dois filhos. A morena some de sua vista com as crianças e Clarke observa os porta retratos nas prateleiras, os brinquedos espalhados pelo chão e sorri ao pensar que um dia poderia ser ela a ter alguns pestinhas, mesmo que nunca tenha realmente pensado em ter filhos.

-Demorei? - Lexa diz entrando novamente na sala com o sorriso que sempre está em seu rosto.

-Não, foi rápido até. - Clarke responde se ajeitando no sofá e secando as mãos na calça jeans. Droga, suas mãos estavam suando? - Seus filhos são lindos. Por que não me falou deles?

-Você nunca perguntou. Mas alguém do hospital deve ter te dito, você já sabia. - a morena diz se sentando ao lado da outra no sofá - Nem parece que faz 10 anos que eu te vi. Sei lá, você me parece igualzinha. - ela diz baixo - Até o jeito que abaixa o olhar e morde os lábios que nem agora. - Lexa sorri - E como cora toda vez que eu digo isso.

-Você também não mudou. Com esse sorriso cínico todo o tempo. - Clarke diz e a morena faz falsa surpresa.

-Que audácia vir até a minha casa pra me chamar de sonsa. - as duas riem e depois se calam, deixando algo no ar, que não sabem ao certo o que é.

Clarke encara os dedos enquanto Lexa observa cada movimento que ela faz, talvez tenha sido desse jeito que ela conheceu tanto a loira, sempre foi muito observadora quando se tratava de Clarke.

-Sua casa é legal. Casa de mãe. - a loira quebra o silêncio.

-É, eu e Costia investimos bastante aqui. - Lexa diz passando os olhos pela casa - E você, me deve uma história sobre como veio parar em Seattle.

-Não tenho uma história. - Clarke sorri - Minha mãe foi morar na África há alguns anos e eu não queria ficar em Portland sozinha, então vim pra Seattle, me matriculei numa faculdade e aqui estou, trabalhando no seu hospital.

-Sabe? Quando eu vi seu nome nos papéis de admissão fiquei bem nervosa. Na verdade eu estava torcendo pra não ser você e pra ser você ao mesmo tempo. - Lexa suspira.

-Pra eu ser mais uma das suas peguetes do hospital? - Clarke diz mais rude do que queria.

-Eu não sou assim. - a morena diz séria - É só que eu já dormi com Octávia, tenho dois filhos com Anya, e sei lá, já devo ter ficado com mais umas três pessoas do hospital, e agora você. A culpa não é minha se as pessoas que se relacionam comigo acabam de um jeito ou de outro no Arkadia. - ela dá de ombros - As pessoas aumentam as coisas, eu só sou vítima de um grande rebuceteio.

-Então não transou com metade do hospital? - Clarke arquea as sobrancelhas.

-Eu não disse isso. - Lexa sorri largo e é impossível para a loira não retribuir - Vamos lá fora.

A morena levanta do sofá indo em direção à porta e Clarke a acompanha, as duas se sentam no meio fio e Clarke põe as mãos no bolso do casaco, é uma noite relativamente fria e as ruas estão desertas. A loira observa com mais atenção a frente da casa de Lexa e percebe um balanço e uma tabela de basquete, era uma típica casa de mãe.

Depois de um tempo de silêncio Lexa encosta sua cabeça no ombro da loira que estranha o ato, porém não reclama, até porque é nostálgico ter a morena daquele jeito. Sem dizer nada, Lexa aproxima seu nariz do pescoço de Clarke que congela ao sentir a respiração em seu pescoço.

-Você me acharia louca se eu disser que passei 10 anos querendo sentir teu cheiro? Ele me acalma.

-Lexa, eu... - Clarke tenta completar a frase mas é interrompida.

-Tudo bem, não precisa dizer nada. - a morena conserta a postura e encara a outra - A não ser que vá dizer que adora meu cheiro também.

-Eu nunca sei se você está falando sério ou brincando por causa dessa droga desse sorriso maravilhoso que você sempre tem nos lábios. - Clarke diz encarando a boca da outra. Lexa só mantém o sorriso e desvia o olhar - Sério? Você diz que sentiu falta do meu cheiro e depois me ignora? Cínica.

-Não ignorei, só não sei o que dizer. Tenho medo de pedir um beijo e você entrar em pânico, sair correndo, ou...

Lexa não consegue terminar seu raciocínio pois seus lábios são calados pelos de Clarke, no início a morena se assusta com a situação, porém depois retribui o beijo, sente a língua de Clarke invadir sua boca e suas línguas se acariciam como há muito tempo atrás já fizeram. Ao fim do beijo Lexa permanece de olhos fechados enquanto a loira a encara com um sorriso.

-Você não me conhece tanto assim. - Clarke diz levantando e seguindo pelas ruas escuras e desertas de Seattle.

[...]

Lexa acorda com quatro perninhas pulando em cima de si e palavras de ordem para levantar, como já é de costume quando ela dorme em casa. A morena levanta ainda meio grogue e faz sua higiene matinal, assim como os pequenos. Enquanto Lexa está preparando o café da manhã, os dois descem correndo as escadas.

-Hey, nada de correr na escada, eu já disse. - ela repreende.

-Mamãe, olha só! - Aden vai em sua direção lhe mostrando a câmera fotográfica. Lexa olha o visor e vê uma foto sua dormindo, imagina que tenha sido tirada essa manhã enquanto dormia. Sua expressão é serena, a claridade que entra da janela dá um tom perfeito ao capuz de seu pijama e os lençóis claros.

-Que linda, filho. - Lexa acaricia os cabelos do filho e beija sua testa.

Desde menor o garoto adora tirar fotos, aos cinco anos ganhou sua primeira câmera fotográfica e Lexa adorava as suas fotos, principalmente quando ele as tirava de baixo pra cima por conta da sua altura. Dava sempre um ar fofo às fotos e ela sentia como se visse o mundo igual a ele.

-Mamãe, vamos nos atrasar pra a aula. - Adria reclama já parada em frente à porta.

Depois de conferir se não haviam esquecido nada, os três saem da casa e Lexa percebe um senhor que aparentava pouco mais de 50 anos sentado no seu gramado. Ela pede que os menores esperem no carro e vai andando com cautela em direção ao estranho.

-Posso ajudar o senhor? - a morena pergunta se aproximando e ele abre um sorriso tímido.

-Me desculpe, eu devo ter errado de endereço. - ele se levanta com certa dificuldade, ficando frente a frente a Lexa - Você por acaso conhece Costia?

-Depende de quem seja o senhor. - Lexa diz e logo depois pragueja por ter parecido rude.

-Oh, desculpe a indelicadeza. - o mais velho estende a mão - Eu sou Joshua Williams.

Lexa encara o senhor por alguns momentos e só depois de se recuperar do susto aceita a mão do idoso. Como ela não pôde perceber? Ele tinha os mesmos traços de Costia, até a marca de nascença no ombro esquerdo.

-Eu sou Alexandria. - a morena diz tentando esconder o quanto estava surpresa - O senhor está no endereço certo, mas Costia não está. Ah... desculpe, ela não está.

-Você pode me dizer onde encontrá-la? - o mais velho pergunta esperançoso.

-Mamãe! Mamãe! Vamos nos atrasar! - Lexa escuta os filhos gritarem do carro e apertarem a buzina incansavelmente.

-Me desculpe, eu preciso ir. - a morena sorri fraco e se afasta o mais rápido possível.

Ela entra no carro e coloca o cinto de segurança e diz aos filhos para fazer o mesmo. A ponto que o veículo se afasta o homem que havia ficado para trás some no retrovisor e Lexa suspira aliviada. Costia já havia falado de sua família, eles não aceitavam muito sua sexualidade e por isso ela quase nunca estava com eles, principalmente com seu pai que foi extremamente violento quando descobriu a relação de Costia com mulheres.

Lexa deixa os filhos na escola e quando chega ao hospital é recebida com abraços apertados. Ela chama Costia pelo paiger e não demora muito até a morena aparecer com um sorriso no rosto.

-Hey, o que aconteceu? Você está pálida. - Costia pergunta.

-Seu pai estava na nossa varanda hoje de manhã. - o sorriso de Costia morre e dá lugar a uma expressão assustada - Joshua Williams. Disse que estava procurando por você, me perguntou onde poderia te encontrar, mas eu consegui sair antes de falar alguma coisa. - silêncio - Fale alguma coisa, Costia!

-Você acertou um golpe de Muay Thai nele? - é tudo o que ela diz.

-Claro que não, ele deve ter uns 60 anos(?) - Lexa diz incrédula.

-Tudo bem, ele vai desistir. Deve estar precisando de dinheiro ou está morrendo. - Costia diz se afastando e sendo acompanhada por Lexa - É isso que os pais fazem, né? Te abandonam e voltam quando precisam de dinheiro ou quando estão morrendo.

-Você não acha que devia pelo menos falar com ele? Sei lá, é seu pai.

-Só ignore, Lexa.

Costia apressa os passos e Lexa decide não a acompanhar dessa vez. De qualquer maneira, aquilo não lhe dizia respeito, não era seu pai que estava sentado no gramado.

-Bem vinda de volta! - Octávia diz atrás de Lexa se sobressalta - Tá assustada?

-Não, só pensativa. Então, o que tem pra mim hoje?

-Trabalho! - Octávia diz segurando a outra pelos ombros - E uma certa loira que já me perguntou quinhentas vezes se você já tinha chegado.

-Clarke? - Lexa franze a testa.

-Quem mais seria?

A amiga se afasta e Lexa caminha pelos corredores cumprimentando os colegas de trabalho e torcendo para que de algum jeito encontre Clarke, mas nada da linda loira de olhos azuis, pelo menos não até abrir o elevador. Assim que a porta de metal se abre e aqueles olhos lhe fitam, um sorriso se abre em seu rosto e ela entra.

Assim que a porta do elevador de fecha as duas se encaram, Lexa abre um sorriso tímido e aperta os olhos, Clarke morde os lábios e se aproxima, num gesto brusco empurra a morena em uma das parede do lugar e ataca seus lábios, a urgência que elas têm uma da outra é perceptível, no início o corpo de Lexa não sabe exatamente o que fazer, mas assim que ela consegue pensar no que está acontecendo suas mãos agarram a cintura de Clarke, trazendo ela pra mais perto de si.

Quando o elevador para no terceiro andar, suas respirações estão pesadas e seus cabelos bagunçados. Cada uma segue pra um lado como se nada tivesse acontecido. Lexa entra na sua sala, fecha a porta e se encosta nela respirando fundo.



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