História Before The Beast Is Released - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Lu Han, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Exo, Hunhan, Luhan, Sehun, Sobrenatural
Exibições 228
Palavras 4.734
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Saga, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


LEIAM ANTES DE COMEÇAR O CAPÍTULO

Essa história veio da minha outra fanfic que tem como couple principal SeSoo. Isso se passa antes do Sehun conhecer o Kyungsoo. As fanfics são independentes, você não precisa ler uma pra entender a outra, porém ao final dessa fic, Sehun conhecerá o Soo e ela continua. Colocarei o link nas notas finais para quem se interessar.

Essa fic não contém spoilers da fanfic SeSoo que se chama Let Out The Beast.

Capítulo 1 - Luhan sempre será meu primeiro


Fanfic / Fanfiction Before The Beast Is Released - Capítulo 1 - Luhan sempre será meu primeiro

“Se sabe explicar o que sente, não ama. O amor foge de todas as explicações possíveis.

Carlos Drummond de Andrade”

 

Para mim parecia um dia normal, apenas cumprindo a rotina de observar os humanos. Servir o céu não é uma maravilha como todos pensam, temos patentes diferentes, dos anjos mais fortes para os mais fracos, e eu? Nem anjo era. Tinha algumas regalias que os mesmos, mas ainda assim, devia respeito a todos. A sorte que eu tinha, era ter um amigo chamado Xiumin, que era um anjo das patentes mais altas.

O dia se arrastava lentamente, até que eu o vi. Lá estava um camponês bem simples, mas com a beleza de um anjo. Ele era pequeno, loiro com os olhos escuros, me interessei em particular por aquele menino ao ver que ele estava rodeado de lobos. Sim, lobos selvagens, não filhotes de cachorro ou coisa parecida. O homem os alimentava e brincava com todos, os repreendia quando faziam algo errado, tratava-os como família, era fascinante de se ver. Tal fascínio me fez acompanhá-lo dia após dia, minha rotina que uma vez era tão entediante, se tornou maravilhosa ao observar o menino que cuidava dos lobos.

Meu trabalho era procurar humanos que planejavam alguma destruição ao mundo e avisar aos meus superiores, como isso quase nunca acontecia, eu era esquecido. Por esse motivo resolvi conhecer o menino que tirava meu sossego.

- Bom dia senhor Suho, tenho permissão para entrar?

- Claro, Sehun – Suho era um anjo, no caso, era meu superior, e ele que autorizava as visitas a Terra – No que posso lhe ajudar?

- Nas últimas semanas tenho observado um homem, creio que ele fará coisas ruins a cidade que mora, tenho permissão para investigar lá da Terra?

- Mas é claro Sehun, avise Xiumin que está indo, como ele é seu amigo, você pode chamá-lo se algo der errado.

- Ok senhor, muito obrigado – Eu queria sorrir, mas não podia, as criaturas do céu normalmente não demonstravam emoções.

Como Suho pediu, fui conversar com o Min. Ele era meu amigo de muitos anos, e eu dividia tudo com ele, inclusive meu interesse no homem.

- Min Min!

- Fala Sehun.

- Adivinha!

- O loiro é lindo e perfeito?

- Não! Quer dizer, ele é mas vou a Terra conhecê-lo – Pra mim pareceu uma ideia fantástica, mas ele me olhou com os olhos arregalados.

- Sehun! Suho deixou?

- Sim Min.

- Sehun, você sabe que se te pegarem, vai ser o seu fim. Sabe disso, correto?

- Eu sei Min, mas veja bem, aqui em cima eu já não tenho nada, não podem me tirar algo que não tenho. E eu só quero conhecê-lo, vai ser muito interessante.

- Ai Sehun, eu não quero entrar nessa, vou fingir não saber de nada, senão eu posso me ferrar.

- Não tem problema, eu só te contei porque Suho pediu para que se algo desse errado, eu chame seu nome para voltar ao céu, apenas para você abrir a porta pra mim – Este era um dos trabalhos de Xiumin, ele dava permissão a alguém entrar no céu ou não e se algo desse errado, poderia me buscar já que tinha asas enormes, como eu ia a Terra, precisaria de alguém que me deixasse voltar.

- Isso eu faço sem problema, qualquer apuro, sussurre meu nome que lhe estenderei a mão.

Dito isso, me retirei dos aposentos do loiro e fui aos meus próprios, aguardando o dia que viria a nascer apenas para conhecer o homem dos lobos.

Não preguei os olhos, vi o amanhecer chegar e assim que os portões do céu se abriram, eu desci.

Cheguei a Terra, procurei vestes semelhantes ao que o pequeno usava e fui diretamente ao seu encontro. Fiquei observando ele por um tempo, o loiro brincava com os lobos, e assim que um homem chegou para incomodá-lo os lobos reagiram em sua defesa, dessa forma, descobri como poderia impressioná-lo. Por eu ser uma figura divina, os animais tinham grande respeito por mim, e com seus lobos não seria diferente. Me aproximei devagar, e ele me dirigiu a atenção.

- Bom dia senhor, como posso ajudá-lo?

- Bom dia, estou procurando um lugar para me hospedar, minha casa é bem longe daqui, por acaso saberia de um lugar que me aceite? – Eu já sabia a resposta dessa pergunta, afinal o loiro alugava quartos.

- Veja só que sorte a sua, minha casa está vazia, e eu alugarei um quarto para o senhor.

- Ó, fico muito agradecido, porém tenho pouco a lhe oferecer... – Fui me aproximando e ele me interrompeu.

- Não não senhor, cuidado, os lobos atacam – Porém continuei indo em sua direção, e para a surpresa do pequeno seus lobos se curvaram a mim, então sentei no chão e os recebi para acariciá-los – C-como?

- Eu sempre cuidei de animais, acho que eles reconhecem uma pessoa do bem quando veem uma.

- Ó senhor, disse agora pouco que dinheiro tinha pouco, que tal me ajudar a cuidar dos meus pequenos então? Não me deveria nenhum centavo.

- Vou aceitar – Eu disse me levantando e estendendo a mão – Prazer, meu nome é Sehun.

- O prazer é meu senhor Sehun, sou o Luhan.

- Por favor, me chame apenas de Sehun, afinal parece ter minha idade.

- Quantos anos tem Sehun? – Tive que pensar rápido, senhor do céu não contam exatamente sua idade, tenho milhares de anos.

- Tenho 22 anos, e você?

- Ahá, sou seu hyung, tenho 23 anos.

- Hyung?

- Isso, é como se chama algum homem mais velho que você.

- O chamarei de Luhan hyung então.

- Venha Sehun, vou lhe mostrar seu quarto.

Passei o dia conversando com o pequeno, depois me retirei para dormir, e alguns de seus lobos até me acompanharam.

Acordei com a luz do dia, e fui procurar Luhan parar cumprir meu acordo.

- Bom dia hyung, estou aqui para lhe ajudar, como combinado.

- Não precisava ter acordado tão cedo.

- A luz do dia me tirou o sono, me contaria como conseguiu os lobos?

- Ah claro, certo dia andava pelo bosque, e a mãe dos pequenos estava sendo caçada, assim como seus lobinhos. Os caçadores acertaram a mãe, mas os filhotes fugiram e eu os encontrei. Como eram muito pequenos, precisavam de alguém para cuidar deles, então com bastante carne fiz eles me seguirem, e desde então pensam que eu sou sua mãe.

- Que ato maravilhoso o seu Luhan, os pequeninos podiam ter sido mortos.

- Eu fiz o que achei certo, e hoje eles me protegem de qualquer mal. Estão crescendo tão rápido.

- Qual é o nome deste maior? Ele, em particular, parece mais apegado a você.

- Este é Djalma, seu nome significa “aquele que protege”.

- Ele me parece desempenhar bem a função, visto que te segue o dia todo – Disse e fiz carinho no lobo cinzento.

- Djalma é meu maior companheiro, nunca ficarei sozinho se depender dele, é o que tem minha total confiança - Após alimentarmos os lobos, fomos tomar café da manhã.

~

Os dias se passavam, e eu tentava não adquirir sentimentos por aquele homem, afinal criaturas divinas não se apaixonam jamais, mas a cada segundo do seu lado, eu percebia que estava perdido. Ele não perguntou quando eu teria que ir embora, parecia que gostava da minha presença. Quanto mais tempo passávamos juntos, mais ele contava sobre si.

Seus pais faleceram e ele precisa alugar parte da casa para sobreviver, mesmo assim ele planta muitas frutas e legumes pra se alimentar e vender. Ele gosta de homens e já teve um namorado anteriormente, que o deixou para ficar com outro que era rico. Luhan gostava de ficar com seus lobos, não sentia falta da presença humana, mas jamais me dispensava ao seu lado, mesmo que sobre nós só restava o silêncio em algumas ocasiões.

As coisas começaram a mudar entre nós no dia da lagoa. Perto da residência do pequeno tinha uma lagoa enorme, que usávamos para nos banhar, inclusive lá tinha uma casa simplesinha que o pai do pequeno tinha construído para ele quando se casasse.

Ao chegar lá, pude ver Luhan totalmente nu, tomando seu banho. Eu tentei me esconder atrás de uma árvore e a dar umas espiadas. Ele tinha um corpo branquinho, sem marcas e tão lindo. Quando eu estava indo embora, ouvi sua voz.

- Vai ficar aí escondido? Não ia vir se banhar também? Eu estou acabando.

- Não queria te atrapalhar, na verdade nem sabia que estava aqui.

- Hm, então não estava me observando a pouco?

- Ah.... É que eu cheguei.... E-

- Não se preocupe, se junte a mim.

Fiz o que ele disse, me despi e fui ao seu encontro, acho que nunca vi aquele homem tão lindo quanto estava naquele momento. Para chegar onde ele estava eu dei um mergulho, deixando meus cabelos também loiros molhados iguais ao do pequeno. Quando fiquei frente a frente com Luhan, ele me olhava de modo diferente do que qualquer outra vez e veio se aproximando devagar.

- Sehun, você já foi beijado?

- Nunca.

- Gostaria de saber como é?

- S-sim hyung.

Luhan colocou suas duas mãos em meu rosto, e chegava cada vez mais perto, seu olhar passava da minha boca para meus olhos. Quando senti sua respiração se misturando com a minha, fechei os olhos e entreabri os lábios. Senti os lábios gelados do pequeno tocando nos meus, e me limitei a imitar seus movimentos. Suas mãos saíram do meu rosto, uma fazia carinho nos meus fios loiros e a outra colava nossos corpos, então eu acariciava o rosto dele e passava de levinhos meus dedos pelo seu braço.

Senti a língua no pequeno passar por meus lábios, então abri a boca um pouco mais para aprofundar nosso beijo, o toque daquele músculo quente no meu me fazia sentir um calor nunca sentido antes, apenas nos separamos quando o ar se fez necessário. Ele me olhava com um carinho jamais visto num olhar, e passava a mão bem de leve no meu rosto, seus toques eram sempre muito cuidadosos, como se eu fosse de porcelana.

- Vou deixar você tomar seu banho em paz – Ele disse me dando um beijo no rosto e saindo da água.

~

Após esse dia, tudo mudou pra nós, passávamos o tempo todo juntos, trocávamos algumas carícias quando podíamos, mas nada demais, estar um ao lado do outro era o que importava a nós dois.

Uma tarde Xiumin me chamou e eu fui a um lugar mais isolado para poder conversar com ele, afinal eu apenas escutaria sua voz em minha cabeça e teria que falar em voz alta para que ele entendesse.

- Sehun, quase não ouço notícias de ti, a não ser seus relatórios, provavelmente falsos, a Suho.

- Meu irmão, você jamais vai acreditar, eu encontrei a perfeição na Terra. Luhan é o nome dele.

- Sehun, não brinque com isso, você sabe que não pode! Teu corpo é puro, não se deixe levar ao desejo, é errado.

- O que algo errado em amar, meu irmão? Ora Xiumin, seja meu amigo, me entenda, é impossível não se apaixonar pelo pequeno.

- Tenho observado a ti de longe quando possível, estou apenas preocupado entende?

- Não se preocupe meu querido, está tudo bem por aqui, vou tentar não me estender, afinal não posso ficar pra sempre na Terra.

- Veja bem o que faz meu irmão. Até outra hora.

- Até.

Essa conversa com o Min me deixou de certa forma preocupado, mas quando voltei a simples casa do pequeno toda a preocupação virou pó, sua beleza me deixava abismado, sua simplicidade me fazia acreditar que existem pessoas boas, e sua paixão pelos animais, me fazia colocá-lo ao patamar de um anjo. Se eu pudesse fazer uma prece em seu nome, eu faria.

Fiquei quase dois meses morando com Luhan e certa tarde eu não o encontrava em lugar algum, quando finalmente entrei em seu quarto, ele estava sentado na cama, vestindo apenas um roupão cor de pele.

- Estava te procurando.

- Estava esperando por você – Ele me estendeu a mão e eu a peguei – Sente-se aqui comigo.

Após eu me sentar ao seu lado, Luhan começou a me beijar, com a paciência que sempre tinha, mas dessa vez ele foi deitando meu corpo e se colocando por cima de mim. Meu pequeno retirou minha camisa e distribuía beijos ao longo da pele exposta, depois ele tirou minha calça, me deixando apenas de cueca, e eu o interrompi.

- Meu amor, para que vamos submeter nossos corpos a algo impuro?

- Impuro? Não há nada mais puro que o amor de duas pessoas Sehun, não é errado ama. Amar meu corpo não te tornará um pecador, independente do que os homens escrevam por aí. Não temos nenhuma malícia aqui meu anjo, só amor.

- O prazer carnal não nos torna pecadores, meu pequeno?

- Não estamos em busca do prazer Hunnie, e sim do amor pleno. Não vamos transar como suas pessoas repletas de desejo, vamos fazer amor, juntar nossos corpos como um, entende?

Eu fiz que sim com a cabeça, não estava muito crente de que aquilo seria correto, a vida toda me disseram o contrário mas desamarrei aquele roupão que ele usava e deixei o cair no chão, assim Luhan tirou minha última veste e começou a me acariciar da forma mais íntima que poderia ser acariciado. Sentia uma sensação tão boa, nunca nada foi igual.

Se achei bom ele tocando no meu falo, eu não consigo colocar em palavras a sensação dele o lambendo e chupando, apenas fechei os olhos e permitia que os sons nunca feitos por mim deixassem minha boca, assim que ele parou eu abri os olhos novamente.

- Hun? Chupa esses três dedos pra mim? – Ele veio com seus dedos em minha direção, e eu fiz o que ele pediu, me perguntando o que ele faria em seguida – Já está bom, eu vou me preparar dessa vez, como você não sabe, pode aprender.

Então ele se deitou na cama e introduziu um dedo em seu buraquinho, me senti tão envergonhado de ver aquela cena, e ao mesmo tempo mais excitado. Ao introduzir mais dedos e movê-los, Luhan gemia, eu estava tão perdido naqueles sons e movimentos, pelo menos até ele me tirar do transe.

- Hun, vem cá, entra bem devagar e espera.

Novamente eu fiz o que ele pediu, coloquei meu pênis em posição e ia penetrando o menor bem devagar, era diferente de qualquer coisa no mundo, ele era quente e me apertava. Quando já estava completamente dentro, ele me puxou pra alguns beijos e carinhos e após alguns minutos pediu para que eu me movesse.

- Devagar Hun, isso, é muito bom, não é?

- Hmm Lu.... – Eu nem conseguia falar pra ele quão prazeroso era, Luhan entrelaçou os dedos de nossas mãos, e eu ia acelerando de leve os movimentos.

- Mais forte Hunnie... Hmm...

Me levantei e segurei suas coxas para estocá-lo com mais força, como ele pediu. Não ia nem tão rápido nem tão devagar, nós achamos um ritmo que era bom para os dois.

- Deixa eu sentar em você Hunnie..

Me retirei de dentro dele e sentei na cama, ele colocou cada perna de um lado, pegou meu falo e sentou nele bem rápido, eu apenas joguei a cabeça pra trás, e ele soltou um gemido mais alto.

- A-acerta aí Hun.... Aaah.... Assim amor – Ele colocou minha mão em seu falo e eu comecei a fazer movimentos ritmados iguais aos da penetração, ele rebolava no meu colo e ainda subia e descia, às vezes me beijava de forma tão calma, contrária a tudo o que fazíamos – Hunnie, eu estou aaaah perto, não para por favor.

Parar era a última coisa que eu pensava, apenas segurei a cintura dele e ajudava-o a se mover, assim que senti seu corpo contrair, Luhan chamou meu nome e se desfez, pouco depois eu chamava seu nome e gozava dentro dele. Após isso ele apenas me abraçou, e permanecemos naquela posição por alguns minutos, assim que ele se retirou de mim eu me senti meio vazio, era como se nossos corpos tivessem sido feitos para estar juntos.

Luhan se deitou e me puxou para o seu lado.

- Se sente corrompido ou sujo por ter feito amor comigo?

- Não, me sinto o homem mais feliz desse mundo – Como poderiam falar que aquele ato era um pecado? Sentir-se bem é um pecado? Amar é pecado? Tantas dúvidas, tantas afirmações sem sentido.

 Ele me abraçou e fomos nos banhar na lagoa, onde fizemos amor novamente.

~

Não amei o corpo de Luhan apenas aquele dia, amei muitas outras vezes, e a cada dia que passava, eu me sentia mal por mentir de onde eu vinha.

Resolvi falar com Xiumin, chamei meu amigo e contei tudo que tínhamos feito, incluindo sexo e quão bom aquilo era. Perguntei se deveria parar de esconder do meu pequenino minha verdadeira identidade.

- Sehun, você não pode contar a um humano qualquer que é uma criatura do céu!

- Ele não é um humano qualquer, é o amor da minha vida.

- Mesmo assim meu irmão, não acho prudente, o que o céu faria se soubesse sobre vocês?

- Não sei meu amigo, não me importo com consequências que venham a mim, só não quero que nada de ruim aconteça ao pequeno.

- Então não deixe ninguém nunca saber! Venho com péssimas notícias a ti, Suho quer te ver, tens que partir em breve.

- Temia que esse dia viria a chegar, mas acho que consigo voltar novamente.

- Espero que sim, quando estiver preparado, chame meu nome que eu lhe concederei passagem.

Quando voltei pra casa, vi Luhan tão feliz cuidando de seus lobos que, estes se ficassem de pé, eram maiores que seu dono. Assim que ele me viu, deixou seus animais e veio ao meu encontro.

- O que te aflige?

- Tenho que partir, tentarei voltar o mais breve possível, mas terei que partir por ora.

- Ah não meu amor, tem certeza que tens que me deixar?

- Não quero te deixar meu anjo, mas a partida é necessária, tenho alguns assuntos pendentes, tentarei voltar o mais rápido possível.

- Quando você vai? – Ele me perguntou enxugando algumas lágrimas então eu juntei meu corpo ao seu e tentei afastá-las.

- Amanhã, infelizmente. Não chore, eu vou voltar para você. Luhan nunca duvide de meu amor por si, ele é eterno e inabalável, você é o primeiro e único em meu coração.

Ele me abraçou e aproveitamos essa última noite juntos, mal dormimos, apenas aproveitávamos o corpo um do outro, os toques, beijos, carinhos, juras de amor. Quando a luz do sol se tornou presente eu me despedi, foi a coisa mais triste que tive que fazer, ele chorava tanto e eu não estava muito melhor. Luhan se agarrou aos seus lobos que apenas ficam quietos e deixavam o pequeno derramar suas lágrimas.

Assim que estava longe o suficiente chamei por Xiumin, mas não obtive resposta. Chamei aos céus e outro anjo me respondeu.

- Quem está aí?

- Sou o Sehun, serviçal do senhor Suho.

- O que deseja senhor Sehun?

- O anjo Xiumin deveria abrir as portas para o meu retorno, mas ele parece não me ouvir.

- O senhor Xiumin está na Terra resolvendo um conflito, pode deixar que eu, Tao, te trarei de volta.

- Obrigado senhor.

Assim que voltei ao céu, fui direto ao encontro de Suho.

- Com licença senhor.

- Ó Sehun, como está?

- Bem, o senhor queria me ver?

- Não, está tudo certo por aqui.

- Ó, que estranho, o anjo Xiumin disse que o senhor tinha algo a tratar comigo.

- Xiumin trabalha tanto que deve ter confundido as pessoas, não se preocupe, está tudo certo. Se não resolveu seus afazeres na Terra, amanhã te mando de volta, por enquanto, descanse.

Me retirei e fui em busca de Min, mas então me lembrei que ele estava numa missão, achei bem estranho porque ele normalmente não ia para lá, mas me dirigi ao meu quartinho e fiquei pensando em Luhan.

No dia seguinte tentei retornar o mais cedo possível a Terra, porém só me permitiram fazê-lo quase no final da tarde, e eu não tinha entendido o porquê, mas na pressa de ver meu amor nem me importei.

Ao pisar lá, ouvi Suho me chamando.

- Sehun, veio ao meu conhecimento que você está envolvido com um humano, por isso perderá todas as regalias de ser um servo do céu e uma maldição cairá sobre si e sobre o anjo Xiumin.

Imediatamente pensei que Xiumin tinha tentado me acobertar, e ele deve me odiar agora, já que perderá seu cargo e suas asas.

- Q-que maldição senhor?

- Você se transformará em lobo várias vezes por uma semana, sentirá todas as dores assim que virar animal, nunca morrerá, a não ser que ame alguém novamente. Agora vá, nunca mais pisará no céu.

Eu nem pisquei, fui de encontro ao Luhan, como eu já o amava, me tornaria mortal novamente, poderia ficar ao seu lado. Essa maldição veio a mim como uma benção, pelo menos foi o que eu pensei.

- Luhan meu amor, eu voltei, onde você está? – Ouvi um ganido, achei que algum lobo tinha se ferido, e meu pequeno cuidava dele, porém, ao seguir o som, encontrei um corpo gelado no chão com marcas de dentes em sua garganta, sangue por todo lado e todos os lobos deitados perto de si – Djalma, o que você fez? – O lobo chorava com seu rosto próximo ao do meu loiro, meus olhos começaram a arder por causa das lágrimas.

Agarrei o corpo de Luhan, e chorava, chorava muito. Algo estava errado, Djalma jamais faria isso com Luhan, o lobo o amava demais para isso, então ouvi a voz de Suho novamente em minha cabeça.

- Achou mesmo que trairia o céu e permitiríamos que vivesse com seu humano? Nenhum lobo atacaria Luhan, e qualquer um que tentasse, Djalma mataria, então fizemos o próprio atacá-lo. Você se transformará em lobo, para sempre se lembrar do homem que te fez largar o céu, e nunca morrerá para sentir a culpa dessa vida ter sido tirada.

Eu chorava tanto, não consegui nem responder meu ex superior. Antes a maldição que parecia um presente, realmente deu as caras. A vida do pequeno tinha sido tirada por culpa minha. Apenas quis amá-lo e fiz meu amor perder o direito de respirar, amar, viver.

Depois de me acalmar, eu enterrei o amor da minha vida, após isso, Djalma se deitou sobre a cova já fechada e não saia de lá por nada nesse mundo, fazia chuva, fazia sol e ele permanecia lá. Tentei alimentá-lo, mas ele não aceitava, a cada dia parecia mais magro.

Na primeira vez que me transformei em lobo pensei que fosse morrer, era uma dor absurda, parecia que meus ossos se quebravam, e assim que me tornei animal, sentia uma raiva e uma fome descontrolada. Sai de casa e fui caçar, matei um homem que passava por lá sem nem pensar e me alimentei de sua carne. Todo o comportamento agressivo passava depois de um tempinho, mas ainda sim permanecia na pele de lobo. Quando estava mais calmo, a primeira coisa que fiz, foi conversar com Djalma.

- Djalma – Chamei o lobo que ainda deitava sobre o lugar que Luhan estava – Sabe quem sou?

- Sim senhor, é o Sehun, amante de meu dono.

- Djalma, me ouça. Você sabia que eu era um servo do céu, e eles descobriram sobre o amor que eu e Luhan dividíamos, então se vingaram. Não foi você que matou Luhan, o céu te obrigou a fazer isso.

- Não me importa se fui obrigado senhor Sehun, meus dentes que estavam no pescoço daquele que confiou em mim, nunca vou me perdoar.

- Djalma, por favor, não quero perder você.

- Sinto muito senhor, eu amo e respeito o senhor, mas não quero viver se o senhor Luhan não está aqui para ser meu dono.

Não falei mais nada, verifiquei se os outros lobos estavam bem, todos se curvaram a minha chegada e me deitei com eles até que eu voltasse a ser humano. Senti a dor atingindo meu corpo, e lentamente voltei a minha forma original, curioso que voltei sem roupa alguma, então teria que tomar cuidado onde me transformaria.

Na manhã seguinte a minha primeira transformação pude perceber que comida não me satisfazia mais, eu até poderia comer, mas minha fome vinha da carne humana. A princípio eu rejeitei matar humanos, porém quando eu perdia o controle, matava 5 ao invés de 2, então passei a me alimentar regularmente.

~

Vivi com os lobos até todos partirem pro céu, porque lógico que os animais são acolhidos lá. Djalma foi o primeiro, sem comer e sem se hidratar não demorou muito a falecer, tentei convencer o lobo a viver comigo, mas não adiantou. Perder cada lobo foi como perder membros da família, tive bons anos com os outros lobos, e quando me vi sozinho no mundo, fui procurar Xiumin.

Não foi difícil encontrá-lo, difícil foi a reação dele ao me ver. Xiumin se transformou em lobo instantaneamente e avançou, reagi e virei lobo.

- Por que está fazendo isso meu irmão?

- Irmão? Eu perdi tudo por sua causa, no céu era um anjo totalmente respeitado, com as maiores e mais belas asas, aqui na Terra não sou nada, e ainda me chamas de irmão?

- Xiumin, eu perdi o amor da minha vida, era a única coisa que eu tinha, e porque tu perdeste um cargo, deseja minha morte?

- O cargo era a minha vida, então desejo.

Min e eu nos atacamos de novo, eram mordidas e arranhões para todos os lados, porém ouvimos caçadores então tivemos que fugir. Nesse dia eu descobri que lamber os ferimentos, fazia com que estes fechassem, o céu realmente quer que jamais percamos a vida.

Toda vez que Xiumin e eu nos esbarrávamos, dava briga, contudo após alguns anos, comecei a ser caçado e isso perdurou por séculos. Aquela praga se tornou assessor de Reis, chefe da polícia, só cargos que ele poderia usar alguns meios para localizar pessoas, ou seja, eu estava sempre fugindo. Infelizmente, muitos anos depois ele conseguiu me capturar. Tinha voltado pra Coréia do Sul e pensei que ele estava na Espanha, porém quando cheguei, fui encurralado no aeroporto.

Xiumin me prendeu por 5 anos. Fui torturado tantas vezes, e o pior: eu não podia morrer. Tentei bastante, mas simplesmente meus ferimentos fechavam, meu organismo cuspia qualquer veneno. Nessa metade de uma década eu pude sentir na pele o que é uma tortura psicológica. Aquele rato maldito me fazia pensar como a vida de Luhan teria sido se eu não tivesse descido para conhecê-lo, se ele teria sido feliz sem mim, que a morte dele foi minha culpa. Não sei como não enlouqueci.

Se tentei fugir? Inúmeras vezes, mas o puto do Xiumin tinha um guarda que ficava na minha porta que era imenso, sim eu sou mais forte que ele SE bem alimentado, e vocês acham o que? Que eu recebia 3 refeições ao dia? Lógico que não, eu mal comia, então estava fraco demais pra lutar com aquele palhaço. Mas sim, teve um dia que consegui fugir, aparentemente Min era fã de dar/comer (não sei e não quero saber) aquele idiota do Kris, num desses dias eu fingi desmaiar, o guarda então foi atrás de sua rapidinha e eu escapei.

Comi rapidamente uma mulher trouxa que passava, já estava de noite então foi bem fácil esconder o corpo dela, quando estava passando por um hospital ouvi um rapaz pensando sobre como a vida dele é difícil e desejava a morte, tinha sido despejado de casa, traído pelo namorado, rejeitado pelos pais e queria morrer. Resolvi dar um susto nesse menino. O que era pra ser apenas uma brincadeira se tornou num problema enorme, descobri coisas do meu passado que antes eu não podia nem imaginar, como a traição absurda que Xiumin fez comigo enquanto eu chamava esse filho duma puta de "irmão".

E foi assim que eu conheci Do Kyungsoo.

 

Fim.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, essa fic não tem um final feliz mas a de SeSoo provavelmente terá (eu acho). Para quem quiser ler aqui está o link: https://spiritfanfics.com/historia/let-out-the-beast-6621485

Se gostou da fic comente ou favorite, eu fico super feliz de receber os dois ❤
Qualquer coisa vocês podem me achar no twitter: @pcyjdae


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