História Behind Blue Eyes - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Grand Chase
Personagens Lass
Exibições 33
Palavras 908
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E eu fiz o capitulo..... E eu nao sei se ficou bom.
De qualquer forma, espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 13 - 12


Behind Blue Eyes

 

Não suporto mais perder pessoas.

- Lupus Wild.

 

Essa ferida é tão profunda quanto o oceano. Esse pecado ensanguentado é tão incolor quanto a morte.

- Elesis Sieghart.

 

Baixou o olhar para as próprias mãos enquanto ouvia a enfermeira tagarelar algo sobre flores e amigos; sequer dignou-se a olhar para a mulher, entretanto sabia que a mesma sorria pela forma como sua voz soava. Era repugnante ouvir aquelas coisas, ver aquele exalar alegre e divertido como se não houvessem problemas no mundo; como se ele, Lass, não houvesse acordado de um coma a poucos dias. Tornou a erguer a cabeça, as orbes azuis céu fitavam mudamente a janela entreaberta de onde uma brisa fria adentrava no cômodo.

Em silencio fitou o exterior esperando, rezando, para que o tempo passasse mais rápido para que assim – como a mulher que agora saía do quarto dissera – recebesse sua alta e pudesse ir para casa terminar de vez com aquela agonia e, desta vez, fazendo o trabalho que o bendito acidente não havia conseguido assim o fazer.

Suspirou diante do silencio que prevalecera. Ouvira a porta se abrir e fechar, mas quem quer que tenha adentrado no quarto manteve-se em silencio o observando, analisando. E então os passos semi-audiveis tornaram-se próximos, houve um movimentar próximo e quando o albino voltara-se para identificar o indesejado visitando fora apenas para deparar-se com seu irmão lhe visitando, assim como dissera que faria no dia anterior.

Ambos se mantiveram em silencio enquanto se observavam, não haviam trocado uma palavra sequer desde que o Isolet havia esperto, e isso devia-se ao fato de que Lass não via necessidade – ou tinha vontade – de conversar com o irmão, mas mesmo que tivesse algo a dizer a Lupus o albino provavelmente não saberia como assim o fazer, há muito haviam deixado de ser irmãos a seu ver; já Lupus desejava loucamente poder conversar com seu irmão mais novo, pedir perdão, imploraria se fosse necessário, entretanto as palavras entalavam-se em sua garganta quando olhava para os desesperados e solitários olhos do mais novo.

Sentia-se nervoso ali, sozinho com o albino, queria dizer tantas coisas a ele, queria poder ser mais uma vez o irmão de Lass, queria trazer aquele que um dia tanto amara e divertira-se de volta; mas aqueles olhos azuis distantes e familiares lhe destruíam impiedosamente.

No peito o coração pulsava cruelmente, mas, ao menos naquele momento, o fazia diante do nervosismo que se apossara de si. O loiro sabia que não poderia continuar daquela forma, Lass não merecia isso, não mais; e com movimento hesitante o loiro alcançou uma das mãos do irmão, segurando-a entre os dedos longos e magros; o albino não recuara e talvez aquele foi o primeiro passo de muitos para que pudessem se reaproximar mais uma vez, tornarem-se irmão novamente.

O albino baixou o olhar para as mãos entrelaçadas, a pouca esperança que surgira se afogara novamente no vazio escuro da sua mente, entretanto a curiosidade mínima ainda mostrara-se quando vira as ataduras surgirem por debaixo da manga da jaqueta que o irmão trajava. Em silencio afastou o tecido podendo, assim, avistar o curativo que cobria as marcas ainda cicatrizantes; desfez as voltas da atadura para então deparar-se com feridas tão idênticas as que possuía em ambos os pulsos. As linhas branco/avermelhadas destacavam-se na pele clara do Wild e o albino não pode deixar de traça-las com a ponta dos dedos na sutil curiosidade do por que daquilo.

Tornou a erguer o olhar para a figura loira que lhe fitava silenciosamente, e então Lupus viu o sutil puxar dos lábios finos do irmão mais novo. Era um sorriso pequeno e triste, com uma pitada de solidão e uma felicidade indetectável, mas ainda sim presente.

- Por quê? – a indagação fora simples e baixa, e o loiro compreendera imediatamente sobre o que o irmão estava falando.

- Por você. – e a resposta fora tão simples quanto à pergunta inicial, não era preciso mais nada para que o Isolet compreendesse que, naquele momento, o irmão buscava alguma rendição, queria compreende-lo e estar ao seu lado para o que der e vier. – Você é importante para mim, irmão. – o sussurro preenchera o silencio que havia se instalado mais uma vez, o loiro apertara a mãos frágil de seu irmão antes de continuar com as palavras que a meses desejava pronunciar ao mesmo. – Eu não quero te perder Lass, eu... Não suportaria isso. – e com isso as lágrimas enfim escorreram pela face cansada do Wild, surpreendendo o mais novo.

- Sinto muito. – fora tudo o que o albino pudera dizer em resposta antes do silencio mais uma vez fazer-se presente.

Entretanto o que os irmão não sabiam era da presença curiosa que os ouvia por detrás da porta, esta sentindo-se feliz pelo albino ter despertado, entretanto, ainda triste pelo erro irreparável do passado e pelas consequências que o mesmo tiveram sobre alguém que, talvez não inocente, entretanto tão culpado quanto todos os outros presentes.

Elesis já havia se cansado de tudo aquilo, não suportava mais carregar a culpa em silencio, e não haveriam desculpas nesse mundo que pudessem mudar o passado e suas consequências.

Só havia uma coisa que poderia fazer realmente a diferença para si naquele momento, sanar a culpa e destruir a cruz que carregava sobre os ombros. E com a mente feita a ruiva desapareceu pelos corredores fantasmagóricos do hospital, despedindo-se silenciosamente de todos que estiveram ao seu lado ate aquele momento.


Notas Finais


E então...?
Ficou algo que valha a pena comentar?
Bye, Lady.
Ps: quem quiser me chamar pelo chat ou pm não se envergonhem, podem chamar, hehe.


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