História Behind The Camera - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Suga, Yoongi
Exibições 90
Palavras 1.898
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem qualquer erro. 🤗

Capítulo 2 - Are you alright?


Fanfic / Fanfiction Behind The Camera - Capítulo 2 - Are you alright?

    As duas últimas semanas passaram muito rápido, descobri que ficarei em Seul, meu vôo saí às 8hrs da noite. Aproveitei ao máximo cada minuto que tive com Daniel e minha mãe, mas acho que isso piorou tudo cada vez mais, como vou me acostumar com a ausência deles se estive praticamente grudada neles? Isso não é bom.
   De manhã logo cedo já estava acordada, conferi a mala, minhas câmeras, as roupas, meus documentos e estava muito ansiosa, porém com vontade de levar eles comigo. Já estava quase na hora de ir para o aeroporto e decidi ir para a sala junto com as minhas coisas. Desci até a sala e me deparei com o Daniel me esperando, conversando com a minha mãe, aparentemente com um sorriso forçado.

– Não precisa fingir que está feliz, — Desci a escada com a mala e olhei para os dois. — porque eu também não estou.

– Ainda da tempo de te convencer a ficar?

– Não, Daniel, tenho duas horas para chegar no aeroporto, não vou desistir agora. — Deixei a mala perto da porta, fui em sua direção e o abracei. — Só não esquece de mim.

– Ei — Me afastou para olhar em meus olhos. — Nunca faria isso, é apenas um ano, vai passar rápido e você vai estar aqui comigo de novo... E com a sua mãe também! — Disse sorrindo.

– Vou sentir tanta falta de vocês. — Senti minha voz falhar.

– Ei, deixa pra chorar no aeroporto, agora não é hora. — Disse me soltando e indo em direção a porta. — O aeroporto nos espera.

   Sei que ele está triste, mas também está se esforçando para não demonstrar na minha frente. Entrei em seu carro, fui no banco de trás já que minha mãe estava no da frente. Passei o caminho todo olhando as ruas pela janela, queria memorizar cada detalhe da minha cidade, seria mais fácil se fosse em fotos, mas acho que não seria necessário.
  
   Cheguei no aeroporto faltando uma hora para o meu vôo, não queria que nada desse errado, então fiz questão de chegar cedo. Depois de algum tempo achei que só teria que me despedir da minha mãe e do Daniel, mas começaram a chegar parentes me desejando boa sorte e alguns colegas da escola que acreditam que eu consiga fazer o que eu sempre quis.
   Segurei o choro, porque não quero lembranças tristes quando estiver na Coreia. Anunciaram meu vôo.

– Filha estão chamando seu vôo.

– Eu ouvi mãe. — Fui ao seu encontro a abraçando. — Quando eu chegar lá eu ligo.

– É bom mesmo, por favor tome cuidado lá fora, e ligue pra mim todos os dias. — Disse enquanto saia do abraço e olhava para mim.

– Prometo, mãe.

– Minha vez. — Daniel disse atrás de mim.

– Vou sentir sua falta. — O abraçei, tentando não aparecer triste.

– Eu sei. — Tomei distância para olhar seu rosto, parecia estar se divertindo com a minha reação. — Vou sentir sua falta, mas acho que também já saiba. — Saiu do abraço, segurando meus ombros com as duas mãos e depositou um beijo em minha testa.

   Anunciaram o meu vôo novamente, já não podia ficar lá, a partir daquele momento eu estaria entrando naquele avião indo em direção a uma nova vida durante um ano. Me despedi dando um ultimo aceno e virando de costas.
   Seriam um total de 12 horas toda a viagem, mas que seria dividido em dois vôos de 6 horas. A primeira parada seria em Los Angeles e de lá já estaria indo direto para Coréia do Sul.
  
   Entrei no avião, estavam todos que também iam viajar ajeitando suas coisas e procurando seus assentos, já o meu não ficava perto da janela, mas não é nada demais, por sorte no próximo vôo posso ficar ao lado da janela.
   O vôo estava insuportavelmente chato, já não aguentava as aeromoças me acordando, perguntando se eu queria barrinha de cereal ou amendoim e sim eu estava com sono porque nem dormi esperando por hoje.
  
   Quando cheguei em Los Angeles teve um atraso de uma hora antes do vôo para a Coréia. Finalmente, quando o avião estava pronto, entramos e eu busquei meu assento, que como eu queria era ao lado da janela. O que eu não esperava era um garotinho chato me chutando por trás, estava quase o xingando em coreano só pra entrar no clima da Coréia, mas decidi não fazer isso, já que é só uma criança.
  
   Assim que cheguei na Coréia, ainda do lado de fora do aeroporto, liguei para minha mãe como prometido, lá já era de manhã, aqui já são 21hrs da noite, confusa? Talvez, nem tanto.
   O aeroporto era incrivelmente grande, extremamente limpo e com uma aparência impecável, não é atoa que ganhou o título de melhor aeroporto por dez anos seguidos.

   Eu estava completamente distraída, tentando gravar cada detalhe daquele lugar, já que não pretendia tirar minha câmera da bagunça que é a minha mala antes de chegar no dormitório, e com toda essa distração um jovem carrega a minha mala para cima de um caminhão, era o que me faltava para o primeiro dia na Coréia.

   Minha câmera estava lá dentro e era só o que me importava, ele podia levar o que quisesse, menos a minha câmera. Corri atrás do garoto, que deixou minha mala no ponto mais alto do caminhão e de lá pulou para fora.

– O que está fazendo? Devolva a minha mala!

– Vai pegar então, já tenho o que preciso! — Após dizer pulou do caminhão que estava parado por sinal. O que ele quis dizer com "já tenho o que preciso?"

   Todos dizem que é quase impossível ter algum assalto por aqui, qual a necessidade de me dar todo esse trabalho? Será que eu fiz algo na minha vida passada e estou pagando agora?

– Que belo primeiro dia. — Resmungo enquanto subo aquele... Caminhão... Que mais parece um trailer.

   Subo finalmente no primeiro piso do caminhão (ou trailer) com um pouco de dificuldade, tenho que admitir, nunca fui de me exercitar. Quando ia subir a pequena escada que levava a parte de cima onde se encontrava minha mala, reparei que na janela da porta do caminhão, tinha alguém sentado e amarrado na cadeira, um garoto muito pálido de cabelos loiros, ele estava tentando sair.

   O caminhão começou a se movimentar, eu poderia pegar a minha mala e arriscar pular ou poderia tentar ajudar o garoto e sabe-se lá o que aconteceria depois. Pensei no que fazer, mas com a minha demora o caminhão já estava rápido o bastante para me fazer desistir da primeira opção.
   O que me restava agora é tentar ajudar, se é que eu possa fazer algo útil, não sabia nem o que estava acontecendo comigo, não tenho essa coragem toda. Abri a porta devagar para não fazer barulho, o que era difícil já que o próprio caminhão na estrada fazia barulho o suficiente.

   Ele estava ainda se debatendo tentando sair, seu estado era difícil de decifrar, quem faria algo tão horrível? Depois eu me toquei no que estava acontecendo, que tudo era real, então entrei em desespero.  

– Oh meu Deus! Você está bem?! — Disse tentando me aproximar sem cair com a velocidade e o balanço do caminhão.

   Posso ver um pequeno sorriso saindo no canto de sua boca, logo em seguida o garoto se arrasta junto a cadeira para perto de um móvel que tinha dentro daquele lugar, o chutando com toda sua força, fazendo uma faca cair no chão, onde também cai com a cadeira para pega-la com a boca. Não o que eu teria feito, nem mesmo prestei atenção no que ele fez, mas quando dei conta ele já estava solto.
  
   Por fim, ele acabou cortando o que prendia a sua mão a cadeira. Se eu estivesse em seu lugar agora, ainda estaria amarrada, gritando por socorro. Ele estava tão calmo depois que se soltou, parecia já estar acostumado com esse tipo de situação.
   Ele foi em direção a janela do caminhão a abrindo e colocou a cabeça para fora.

– O que aconteceu aqui? — Eu realmente queria saber o que fez chegar ao ponto de querer tentar ajudar alguém, sabendo que eu não posso fazer nada. —Para onde esse caminhão está indo? Ele vai voltar para o...

– Será que pode parar de fazer tanta pergunta? — Disse cortando minha fala.

– Por favor me responde, eu só quero sair daqui. — Estava quase entrando em desespero.

– O caminhão está indo para Gangnam, agora fica calma, não vai demorar muito. — Ele estava calmo, parecia saber exatamente o que fazer. Passou por mim, indo em direção a porta logo em seguida.

– Eu preciso chegar em uma universidade! — Comecei a seguir o garoto para fora preocupada, ele poderia dizer qualquer coisa, mas Gangnam não é alí na esquina, além de ser o bairro mais rico de Seul.

– A essa hora? Seria mais fácil você ficar em um hotel e tentar amanhã, pelo menos eu farei isso, não perco a cabeça com besteiras. — Revirou os olhos percorrendo cada detalhe do caminhão, sua expressão não tinha um significado direto, ele apenas estava neutro. Hotel? Em Gangnam? Sem chance... E sem dinheiro pra isso também.

– A cinco minutos atrás você estava amarrado em uma cadeira, sendo levado por um caminhão, como pode estar tão calmo? – Eu já estava desesperada, não sabia o que ia fazer quando chegasse em Gangnam, não sabia como voltar e chegar na universidade, não sabia como contar porque não cheguei no dormitório com os outros e a calma do garoto estava começando a me irritar.

– Não é a primeira vez. — Ele não fazia questão de olhar pra mim enquanto falava comigo.

– Você é algum tipo de criminoso? Fugitivo? Delinquente?

– Nossa, você fala demais. — Disse irritado voltando para dentro, eu é claro, não fiquei do lado de fora sozinha. — Fui sequestrado, parece que eu sou o criminoso?

– Não se sequestra qualquer pessoa. — Eu estava suando, aquele lugar não tinha um cheiro muito agradável e cada vez que eu abria a boca sentia que um inseto poderia entrar a qualquer momento.

– Bom argumento, mas tem certeza? — Disse observando as ruas pela janela. — Parece que chegamos, boa sorte.

   Ele disse indo em direção a porta, não estava acreditando, ele ia realmente me deixar sozinha em lugar que não conheço? Eu fui segui-lo, mas não o encontrava a qualquer lado que olhava.
  
   A minha mala caiu bem na minha frente, me causando um susto tão grande que quase cai para trás.

– Agora você pode ir. — Disse acima de mim, onde estava a minha mala antes.

– Você vai ficar aqui? — Ele só podia estar brincando.

– E você? Vai mesmo ficar aqui? — Assim que ele disse, o caminhão parou, minha única alternativa seria sair dalí correndo e tentar achar um hotel que não custe o olho da cara, afinal o que eu soube de Gangnam, é que não é qualquer pessoa que vive por aqui.


Notas Finais


Tenho alguns capítulos prontos, então pretendo postar com frequência.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...