História Behind The Camera - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Suga, Yoongi
Exibições 82
Palavras 2.137
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem qualquer erro. 🤗

Capítulo 3 - Min Yoongi


Fanfic / Fanfiction Behind The Camera - Capítulo 3 - Min Yoongi

   Com a mala na mão, verifiquei se com o incidente inicial não teriam levado minha câmera, mas ela estava lá em ótimo estado e tendo certeza disso desci do caminhão apressada para que a pessoa que estivesse envolvida no sequestro do garoto não me encontrasse por lá.
  
   Talvez tenha sido ruim da minha parte deixar ele sozinho, mas eu não poderia ter feito nada, estava muito assustada e ele que preferiu ficar, teve sua chance de se livrar, seja lá o que ele pretende fazer sozinho com a tal pessoa que o sequestrou, não é da minha conta.

   Comecei a dar passos rápidos, estava quase correndo, tudo para chegar ao hotel mais próximo e por lá mesmo ficar. O único problema é que eu não sabia onde estava, havia carros velhos e quebrados, caminhões em péssimo estado, lixo, vidros e madeiras, tudo espalhado em um único lugar, aquilo não era Gangnam, será que o garoto mentiu pra mim?

    Saí do local imundo em que me encontrava, estava atrás de um galpão provavelmente abandonado e depois de tanto andar logo estava em frente a uma pista movimentada, as luz forte dos carros encontraram os meus olhos a ponto de me cegar, olhei para os dois lados sem saber para que caminho tomar, até que decidir pegar a direita onde a maioria dos carros estavam entrando.

   No estado em que eu estava, sem dormir à horas, sem comer, completamente exausta, conclui que não conseguiria achar nenhum hotel andando. Peguei o primeiro táxi vazio que me apareceu depois de muito procurar, entrando no carro tive que perguntar ao motorista onde eu estava.

– Estamos quase em Gangnam, fica apenas a alguns quilômetros daqui. — Afinal o garoto não estava completamente errado. — Deseja ir para lá ou pretende ir a outro lugar?

   Eu iria lhe dizer que queria ir para Universidade Nacional de Seul, mas pela distância que tinha daqui, me custaria muito dinheiro e já estava tarde, resolvi ficar com a ideia inicial e ficar em um hotel daqui mesmo.

– Ficarei em Gangnam mesmo, poderia me deixar em frente a algum hotel que o senhor julgue barato?

– Posso, não fica muito longe.

   Ótimo, eu estava realmente querendo chegar logo, para poder descansar e descobrir o que vou fazer para explicar pra faculdade porque não cheguei na data solicitada, espero que não dê nada errado, pelo menos não mais do já está.

   Cheguei no local que solicitei até que bem rápido, realmente não era longe, exatamente como o motorista tinha dito. Ele me deu o valor que estava devendo com o caminho percorrido, não foi caro como achei que seria, ainda bem.

   Quando o carro saiu atrás de mim, corri meus olhos observando todo o local em que o senhor havia me deixado, acho que ele não lembrou do detalhe que tinha lhe dito, hotel mais barato. O local era incrível por fora, então entrei no hotel, que era maravilhoso por dentro como esperava também.
  
   Achei que pudesse realmente ficar lá, até me fui apresentada ao preço de um quarto por apenas uma noite, saí de lá decepcionada, mas no fundo sabia que eu não ficaria lá, o lugar perfeito digno de estar em um local como a Coreia do Sul.

   Assim que passei pela porta do hotel, uma gota de chuva se posicionou em meu nariz, me fazendo olhar para cima, mas para minha grande sorte, ia chover. Não demorou muito para começar a chover de verdade, então peguei minha grande mala e corri passando direto de vários hotéis que achei caro apenas por olhar de fora.

   Não muito longe, porém já estando encharcada, achei um hotel que parecia ser "menos caro", já do lado de dentro, molhando tudo por onde passava, atraindo também olhares de quem aguardava algo no saguão. Perguntei o preço, era praticamente a metade do outro hotel, sem dúvidas era lá onde eu iria ficar, era o que o meu dinheiro iria aguentar.

   Aluguei o quarto, não acredito que finalmente vou descansar depois do dia corrido de hoje. Um homem jovem me acompanhou carregando minha mala até o meu quarto que ficava no primeiro andar mesmo, chegando na porta ele me devolveu a mala e me desejou uma ótima hospedagem.

   Entrei no quarto e meus olhos não conseguiam acreditar que dormiria naquele quarto pelo preço que paguei, tinha algo estranho nisso, mas decidi aproveitar a sorte que veio até mim. Ao posicionar a mala para perto da cama, acabei dando um espirro, sinal de que precisava tirar aquela roupa molhada, tomar um banho quente, usar uma roupa seca e ir dormir, o dia seria cheio amanhã, então separei minhas roupas e fui em direção ao banheiro.

   O banheiro conseguia ser maior do que o meu quarto no Brasil, estava tudo bem organizado e limpo, a banheira era grande, abri a torneira de água quente da mesma enquanto tirava aquela roupa molhada, antes que meu resfriado piorasse. Já tinha tirado boa parte da roupa molhada, ficando apenas com peças íntimas quando escuto a porta do banheiro abrir.

– Mas o que... — Não podia ser, mas era o garoto do caminhão. Tentei pegar a toalha para esconder o meu corpo desesperadamente, podia sentir meu rosto queimar.

– Desculpe, estou saindo. — Disse o garoto virando e fechando a porta.

   O que ele está fazendo neste hotel? E no meu quarto? Ele me viu dessa maneira, espero não encontra-lo nunca mais, quem ele pensa que é pra seguir as pessoas? Pensei que ele ainda estivesse lá encrencado com não sei quem.

   Quando a banheira já estava cheia, entrei e tentei relaxar, mas na minha cabeça só vinha o garoto que apareceu do nada na porta do meu banheiro em um estado nem um pouco apresentável. Que vergonha!
Assim que terminei o banho, me troquei no banheiro mesmo e fui para quarto em seguida, abri a mala e comecei a arrumar as coisas de dentro já que com a correria de hoje ficou um pouco desarrumada.

– Você realmente não se importa com o que eu vi minutos atrás? — Era ele. De novo.

   Eu não tinha percebido, mas ele ainda estava no quarto, sentado em uma poltrona que ficava ao lado da entrada do quarto.

– E você? Não se importa de seguir as pessoas? — Estava com um pouco de medo dele, afinal não o conhecia diretamente, apenas fiquei presa em um caminhão com ele, mas tentei não demonstrar.

– Você já pode sair do meu quarto. — Disse se levantando da poltrona vindo em minha direção.

– Não se aproxime... Tarado! — Pensei demais pra falar alguma coisa e saiu isso.

   Ele logo parou de andar, deu um riso abafado olhando pro chão e logo voltando o olhar para mim.

– Eu? Não era eu que estava quase nua na frente de um cara cheio de hormônios. — Ele deu meia volta pegando uma bolsa preta que parecia não estar muito cheia, virando depois para mim. — Mesmo sendo tentador, pode sair do meu quarto.

– Seu quarto? Esse é meu quarto! Paguei por ele e vou ficar aqui, quem tem que sair é você. — Cruzei os braços e o olhei determinada a não me mexer.

– Eu juro pra você que estou usando toda a minha educação para pedir que se retire do meu quarto. — Ele disse pondo sua bolsa na cama onde se encontrava também a minha mala, cruzando os braços em seguida.

– Quanto você pagou por esse quarto?

– Metade do preço de muito hotel por aqui apesar de ser estranho, agora vamos logo com isso, também estava na chuva e não sou muito fã de resfriados. — Disse tirando o casaco.

– Qual o número do seu quarto? Pode ter se enganado. — Peguei a chave do meu quarto para olhar se estava no certo, mas percebi que ele estava errado mesmo.

– Eu não me engano, mas se insiste. — Ele jogou sua chave pra mim. — Até porque, se eu estivesse enganado, a porta não teria aberto com essa chave.

   Droga, fazia todo sentido, mas estava tendo um erro de qualquer forma alí, alugaram um quarto para duas pessoas. Eu preciso resolver isso, eu só queria descansar e me vem esse problema, é o que dá criar expectativas demais pra uma viagem, devo ter exagerado mesmo.

– Você está no quarto certo...

– Viu? Eu não me engano.

– Eu também não, temos a mesma chave, isso é problema do hotel. — Joguei a chave de volta para ele.

– Outro problema pra resolver? Eu só quero dormir, é pedir demais? — Ele saiu em direção a porta do quarto.

– Para onde vai? — Dei alguns passos para frente, mas não ia segui-lo, seja lá pra onde ele está indo provavelmente será para resolver toda essa confusão.

   Estava bom demais para acreditar que finalmente ia ter um descanso, pensei em tudo que passei hoje e decidi que não ia contar a minha mãe, pelo menos não agora, ela faria de tudo para eu voltar.

   Estava sentada em cima da cama esperando o problema voltar, quando ele finalmente entra com o gerente. Me levantei e fui em direção aos dois.

– A funcionaria que atendeu os dois disse que eram um casal, mas por algum motivo de vocês, decidiram pagar metade cada. — A mulher só podia estar louca. — Por favor, se houve um engano pode me informar, colocarei os dois em quartos separados e vocês pagaram o valor inteiro.

– Valor inteiro? — O que eu paguei era apenas a metade do valor do quarto, acho que vou dormir debaixo da ponte.

– Não houve engano algum, minha namorada apenas estava com uma dúvida, certo amor? — Ele pos o braço em minha volta me puxando para mais perto.

– Ótimo, que bom que não houve nenhum problema, aproveitem a hospedagem. — Saiu fechando a porta e nos deixando a sós.

Me desvencilhando de seu braço, fiquei a sua frente cruzando os braços. 

– Amor?

– Não se apaixone, foi tudo para pagar a metade do preço. — Ele saiu da minha frente indo em direção a sua bolsa que estava em cima da cama.

– Me apaixonar? Cara, sai daqui. — Disse apontando para porta.

– Vai pagar esse quarto sozinha?

– Você não vai dormir no mesmo quarto que eu, não te conheço, não tenho intimidade com você e nem o seu nome eu sei.

– Não seja por isso. — Ele veio em minha direção. — Prazer, Min Yoongi.

– Desculpe, não posso dizer o mesmo. — Passei direto por ele e fui direto para cama para fechar a mala e ir dormir.

– Tem toalha no banheiro?

– Claro que tem. — O olhei e voltei a arrumar a mala.

– Volto já. — Disse entrando no banheiro.

   Eu não acredito que vou ter que passar a noite com um completo estranho, estava pensando seriamente em ir dormir debaixo da ponte mesmo. Se o Daniel estivesse aqui seria diferente.

   Quando ele saiu do banheiro estava apenas com uma calça moletom preta, com os cabelos molhados e uma toalha em volta de seu pescoço. Eu não percebi, mas estava encarando seu abdômen não muito definido e ele acabou percebendo.

– Gosta do que vê? — Tira a toalha dos ombros começando a enxugar o cabelo com ela.

– Não! — Talvez, mas pude sentir meu rosto queimar com a situação e acabei colocando o cobertor no rosto. — Você vai dormir no sofá!

   Continuo não o conhecendo e ele pode ser bonito, mas não confio em pessoas assim tão rápido, até porque seria loucura. Eu só quero dormir, descansar para ir embora desse lugar e resolver meu problema na universidade.

– Tudo bem, em nenhum momento passou pela minha cabeça dormir com uma estranha. — Ele não tinha nenhuma expressão em seu rosto e logo depois de arrumar sua bolsa foi em direção ao sofá e por lá ficou.

   Ele realmente iria dormir no sofá sem reclamar, acabei estranhando por um momento, minutos se passaram e eu não conseguia dormir com medo dele tentar algo, mas ao olhar para o meu lado esquerdo onde o sofá se encontrava o garoto estava em um sono que parecia ser profundo já que seu rosto enquanto dormia me fez ter a impressão de que ele estava em paz descascando, eu deveria estar fazendo o mesmo e não me preocupando com alguém que estava no terceiro sono, talvez o tenha julgado mal, mas não é hora de pensar nisso já que amanhã tenho algo mais sério a resolver: explicar a minha falta para a diretora.


Notas Finais


Críticas construtivas são bem vindas 🙂


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