História Behind the Line - Capítulo 14


Escrita por: ~ e ~Emiey_

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Bts, Drama, Jimin, Jungkook, Mistério, Originais, Romance, Sobrenatural
Exibições 13
Palavras 6.268
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oieeeee, quanto tempo, né? Então... O capítulo hoje ficou um pouquinho grande demais. Então, me digam nos comentários se vocês curtem ou não, aí podemos dividir os capítulos, ok?
Temos personagem novo >~<
Enfim... Boa leitura, amores.

Capítulo 14 - Desejos indiferentes


Fanfic / Fanfiction Behind the Line - Capítulo 14 - Desejos indiferentes

[Sexta]

O calor que emanava dos corpos,  não eram suficientes para aquecê-los. O inverno estava ao fim, mas insistia em deixar seus resquícios no início daquele mês.

A chuva aos poucos passava de um grande temporal para uma garoa agradável, porém, sem os cuidados necessários,  a chuva agradável poderia vir a ser inoportuna, ocasionando uma pneumonia ou uma simples gripe, ou apenas conjuntos de preocupações. Havia variáveis. Nem sempre "coisas" têm que acontecer.

Mas, para o garoto embaixo daquele lugar desconfortável, úmido e com cheiro de grama molhada, tudo que acontecia teria de acontecer,  cedo ou mais tarde, mesmo que em algum momento ele retardasse o acontecimento.

Ele se sentia assim em relação aos acontecimentos à sua volta.

Havia Jimin, o seu amigo; Min Hee, sua irmã, e Melissa, sua incógnita.

Sabia que em algum momento se afeiçoaria a alguém,  é  natural de um ser humano. Ele se afeiçoou a Jimin, e até mesmo a sua irmã quando ela nasceu e ocupou o seu lugar. São fases naturais de um ser humano. Tinha aprendido como funcionava o processo evolutivo dos seres e apenas o aceitou.

E teria continuado com seu processo de aceitação, se Melissa não estivesse aparecido. Como aceitaria que alguém pudesse chegar desse jeito e o bagunçar da cabeça aos pés?

Em sua cabeça,  tudo parecia inusitado demais. Não era apaixonado pela garota, mas sim atraído. Lembrava-se da chegada da garota e de cada momento que os fizeram estar  ali, e então tudo aconteceu. Sim, aconteceu.  Jungkook acreditava que cedo ou tarde, coisas aconteceriam. Não sabia o porquê, mas podia o sentir.

 

- Jungkook, às vezes você se sente deslocado? - A garota permanecia com a cabeça em seu ombro largo, agora úmido. Mantinha seus olhos fechados, provavelmente aproveitando as inúmeras melodias que passavam por seu ouvido a fazendo pensar, o que não era tão diferente do garoto.

Ele também estava pensando. Nela, mas a garota não sabia.

- Acho que todos sentem isso. - Olhava para o cenário chuvoso, enquanto dizia suas palavras calmamente.

Ficaram em silêncio durante alguns segundos.

- Eu perguntei sobre você,  Jungkook. - Explicou. - Às vezes,  você é tão vago. Eu quero saber o que você sente,  não as pessoas.

- Ah... - Não sabia o que dizer contra aquilo. - Todos os dias quando acordo. - Soltou as palavras,  como um desabafo.

- Eu já viajei para muitos lugares,  sabe... Eu precisava. Então, eu agia como um camaleão. Precisava me adequar às pessoas. Mas, agora me sinto tão deslocada. - Disse baixinho.

Ela estava contando sobre si.

- Algum conselho? - Permanecia de olhos fechados. Talvez,  aquela conversa não trazia boas lembranças para si.

- Melissa, eu não sei dar conselho. - Se sentiu inútil por não poder ajudar.

- Eu já esperava isso. - Deu de ombros.

- E mesmo assim perguntou. - Retrucou contrariado.

- Eu poderia me surpreender.  – A garota justificou sua fala, arqueando as sobrancelhas.

- Sinto muito por não ser surpreendente.  - Debochou.

- Realmente,  você me decepcionou, Jeon Jungkook. - Agora,  já se encontrava com o corpo ereto e com os olhos bem abertos, aproveitando a imagem do maior indignado.

- Melissa. - Estreitou os olhos.

- Jungkook. - Franziu o cenho.

Estenderam as mãos e fingiram um aperto de mão.

Jungkook deu um falso impulso, indicando que iria levantar, soltou um "adeus" e Melissa começou a rir.

- Dramático. - Puxava o maior pela calça, devido ao alcance de suas mãos. - Senta logo. - Fingiu impaciência.

E o maior sentou.

- Porque está aqui, Mel? – Perguntou. A menor voltou a deitar a cabeça em seu ombro.

- Tá chovendo, e eu não quero me molhar. – Riu soprado.

- Engraçadinha. – Tocou seu nariz. – Por que veio pra cá?

- Intercâmbio.

- E sabe quando termina?

- Já quer se livrar de mim, Jungkook?

- Não, claro que não. – E não queria realmente. Para lhe ser sincero, Jungkook esperava que o programa de intercâmbio durasse bastante tempo.

- Não depende só disso. – Suspirou mantendo o corpo ereto. – Eu tenho que fazer umas coisas aqui antes.

- E o que seriam? – Perguntou curioso. Afinal, o programa de intercâmbio exigia atividades extras assim?

- Ah, Jungkook, com tanto assunto e vamos falar logo do intercâmbio? Podemos falar disso depois, tá? – Virou-se para o jovem.

- Por quê? – Perguntou inocente.

- Jungkook... – Recebeu um olhar reprovado da garota.

- Ok, ok. Desculpe. – Levantou as mãos. – Só achei que seria um bom assunto pra começar a te conhecer, já que eu não sei nada sobre você.

- Eu também não sei muita coisa sobre você. – Justificou-se. – Seu nome é Jungkook, você tem... – Parou para pensar. – 18 anos? – Falou pausadamente, esperando a confirmação do garoto.

- 17. – A corrigiu.

- 17, isso. Exatamente o que eu ia dizer. – Sorriu. – Seu melhor amigo é o Jimin, e você não entende de vermelhos. – Riu novamente. – Viu? Não sei muita coisa.

- Eu nem mesmo sei sua idade! – Fingiu estar indignado. – O que sei é que seu nome é Melissa, que faz intercâmbio, e prefere livros à festas.

- Esquece esse dia, seu chato. – Bateu em seu ombro. – Não tem muita coisa pra saber de mim. – Disse depois de um tempo.

- Não tem ou você não quer falar?

- Como você é insistente, hein? – Suspirou. – Eu morava com minha tia. Ela disse que seria uma boa ideia eu fazer um intercâmbio. Eu achei que seria legal viajar e conhecer outro lugar, então tô aqui. Satisfeito?

- Não, mas já é um começo. Mas... Como era sua vida lá? Digo, no lugar onde você nasceu.

- Era boa. Suficiente, eu diria. Não durou muito.

- Não durou?

- Eu tive que me mudar. Um lugar muito distante, por sinal. – Percebeu uma expressão decepcionada no rosto da menor. – Mas, com o tempo eu superei.

- Gostava muito de lá, não é?

- Eu me sentia viva lá. Não é como aqui, sabe? Digo, aqui tem toda a rotina, as pessoas diferentes... Agora você. – Olhou para o garoto e sorriu. – E isso faz com que não seja um saco total. Mas, não é a mesma coisa.

Gostou de ouvir aquilo. Gostou de saber que de certa forma, nem que fosse com uma pequena porcentagem, fazia Melissa se sentir feliz ali.

- Sei... Quer dizer, eu nunca me mudei pra saber exatamente como é, mas imagino que deve ser muito ruim.

- Isso pode mudar em breve.

- O quê? – Intrigou-se. Ainda não havia se acostumado com o fato de Melissa, às vezes, soltar respostas que para si pareciam sem sentido e sem nenhum nexo.

- Você vai se formar, não vai? Pode ter que se mudar para fazer a faculdade em outro lugar.

- Ah... É, vou sim. Mas, acho que vou fazer aqui pela cidade mesmo... – Foi interrompido pelo seu celular. O que atraiu a atenção de Melissa.

“Min Hee” – Avistou no visor.

- De novo, Min? – Sussurrou para si. – Só um minutinho. – Disse à Melissa. – Min?

- Kook, onde você está?

- No colégio, por quê?

- Cheguei em casa e você não estava, e ainda não respondeu minha mensagem. Fiquei preocupada. Você já está vindo?

- Sim... – Suspirou olhando para Melissa. Não queria ir embora agora, pois não seria todo dia que teria momentos como esse com a garota. – Já tô indo Min, não precisa se preocupar, ok? Te vejo em casa. – Encerrou a chamada quando sua irmã também se despediu.

- Sua mãe? – Perguntou.

- Irmã. – Guardou o aparelho novamente. – Desculpe, mas tenho que ir. A gente se fala amanhã, tá?

Melissa o acompanhou até a saída do colégio. Jungkook a forçou a sair de debaixo das arquibancadas para que não ficasse sozinha.

A garota agradeceu a conversa e voltou a dizer que Jungkook tinha um bom gosto musical. Despediram-se e o jovem partiu para casa, desejando que sua irmã o tivesse ligado em outra hora.

 

(...)

 

- Até que enfim. Onde estava? Você tá todo molhado. – Min levantou-se do sofá indo em direção ao irmão.

- No colégio. – Respondeu enquanto seguia até seu quarto.

- Até agora? – Cruzou os braços, o que para Jungkook ficou parecendo com a atitude de sua mãe quando lhe dava uma bronca.

- Estava esperando a chuva diminuir. Não deu muito certo. – Apontou para si e suas roupas molhadas. – Agora se você me permite, mamãe – Afagou os fios alheios. – Vou tomar um banho. – Beijou sua testa.

 

[Sábado]

Ouvia o barulho do atrito entre os pratos e a mesa, e ao longe a conversa dos outros três membros da família. Aproximou-se passando as mãos nos cabelos molhados por causa do banho recente.

- Obrigado por me acordarem. – Resmungou apoiando-se no balcão da cozinha.

- Bom dia pra você também, Jungkook. – Sua irmã passou carregando dois copos para colocar sobre a mesa.

- Bom dia, filho. Deixe de reclamar e ajude a arrumar a mesa, hm? – Sua mãe afagou seus fios.

O garoto adentrou a cozinha pegando as coisas que restavam. Nos sábados, e principalmente nas manhãs, seu pai fazia questão de que todos estivem presentes para o café. Queria manter conceito de família reunida dentro de sua casa.

- Vocês ainda vão jogar? – Seu pai perguntou quando já estavam todos se preparando para sentar.

- Espero que sim. A gente...  – Fez uma pausa. – Eles não jogam há um tempo e aquela chuva decepcionou todo mundo e... – Foi interrompido pelo toque do telefone que ecoou pela casa.

- Eu atendo. – Disse Min Hee.

 - Os técnicos estão marcando uma nova data... – Ouviu seu irmão completar.

- Alô? – Atendeu.

- Min? Oi, é o Jimin. – Ouviu a voz do outro lado da linha, e sua garganta secou. Lembrou-se do último encontro dos dois, onde a mesma o evitou de certa forma, e do que Park lhe disse sobre sua mudança.

- O-oi, Jimin. Vou chamar o Jungkook. – Disse rapidamente, já fazendo menção de andar.

- Não, espera! – Permaneceu onde estava. – Ainda tá me ignorando?

- Eu não tô ignorando você Jimin. – Mentiu.

- Ah, não? Porque pra mim, você só tá querendo desligar o telefone na minha cara. – E de certa forma queria. Não para evitar o garoto em si, e sim evitar que os pensamentos sobre sua mudança viessem à tona, e consequentemente a levasse a pensar em seu irmão, que não sabia de nada.

- Eu tô falando com você, não tô? Só falei do Kook, porque você não ligaria pra cá pra falar comigo e sim com ele, então...

- Min, quem é?! – Seu irmão perguntou da cozinha, interrompendo sua fala.

- É o Jimin. Ele quer falar com você. – Tratou de encerrar o assunto ali. Mas, antes de que seu irmão chegasse, ainda pode ouvir Jimin dizer que foi bom ter falado com si nem que por pouco tempo.

- Oi, Jimin! – Seu irmão atendeu. – Aqui tá tudo bem, e seu pai? Ele tá melhor? – Ainda no caminho de volta à mesa, a jovem pôde ouvir parte da conversa do irmão, ficando curiosa em saber o que houve com o pai de Jimin.

Voltou à mesa, começando a comer, e esquecendo todos esses pensamentos novamente. Por mais que se preocupasse com seu irmão, não deixaria que essas coisas lhe cansassem a mente, como no dia que ficou sabendo.

- Nós não chegamos a jogar. Choveu muito no dia e o jogo teve que ser adiado. – Atualizou o amigo com os fatos recentes. – Mas, e seu pai, cara? Ele tá bem mesmo? O que ele tem?

- Ah, ele tá melhor sim. – Mentiu receoso. Não gostava de mentir, e ainda mais para seu amigo. – Só precisa descasar um pouco mais, depois vai estar novinho em folha.

- Que bom. Espero que fique bom logo, e que você volte logo pro colégio, não tô afim de suportar aquilo sozinho.

- Ué, mas e a menina? Vocês não conversaram mais? Pensei que tinha te ensinado alguma coisa Jeon Jungkook.

- Conversamos sim, mas não é a mesma coisa. Mas se você quiser ser substituído por ela, por mim tudo bem. – Brincou.

- Nem ouse.

- Não foi você quem disse  que se pode quebrar as regras dos manos, mas só se for por uma garota?

- Não quando o mano for eu, Jungkook. – Sorriu. – Preciso ir. Te ligo depois, se der. Que bom que está bem.

- Ok. Melhoras pra seu pai. – Desligou o telefone e se pôs a sentar-se à mesa junto de sua família.

- O que aconteceu com o pai do Jimin? – Perguntou curiosa, repassando o café para o seu pai.

- Ele tá doente. Jimin disse que teve de ir lá, por conta disso. – Explicou.

- Ah... – Suspeitou do que acabara de ouvir. – Espero que ele esteja melhor... – Sabia que quando se tratava de Jimin, já poderia esperar mentiras em relação à sua família. Mas, não iria comentar nada com o mais velho. Por ora, só iria esquecer mais uma vez e se dar o luxo de aproveitar o café da manhã ao lado de sua família.

- Sim, espero. – Falou de boca cheia, ouvindo reclamações de sua mãe.

 

(...)

 

Aquela não era uma manhã de sábado comum. Pelo menos, não para Park Jimin, que em dias como esse costumava acordar um pouco mais tarde que o de costume, e passar o restante do dia procurando por alguma festa que lhe interessasse ou esperando até que lhe convidassem para uma, o que - definitivamente - não era difícil de acontecer. Mas hoje, ele teria que deixar seus pensamentos sobre festas e garotas de lado, para que pudesse se concentrar no que realmente importava naquele momento.

- Vamos, Jimin! Largue esse celular. Não quero que chegue atrasado. - Seu pai o chamou já fora de casa, abrindo a porta do carro.

- Tô indo. - Guardou o aparelho no bolso e pôs a pequena mochila sobre o ombro. - Por favor, Park Jimin. - Parou na porta, fechando os olhos e dizendo para si mesmo. - Seja aprovado nessa prova. Você consegue. - Tentou animar-se para deixar o nervosismo de lado.

- Está nervoso? - Seu pai lhe perguntou quando já estavam à caminho do local.

- Não. - Voltou sua atenção ao mais velho, já que até aquele momento estava encarando a janela.

- Tem certeza? - Riu soprado, observando a perna do menor que não parava de mexer em movimentos curtos e rápidos. - Ainda não consegue disfarçar, não é? - Percebeu a expressão de dúvida do filho, com a cabeça levemente inclinada para o lado e o cenho franzido como se perguntasse ”o quê?”. - Quando fica nervoso, começa a tremer a perna sem parar. Quando pequeno, você também começava a roer as unhas, mas pelo visto, isso já parou.

- Talvez, eu esteja um pouco. É uma prova importante e... - Olhou para baixo, escolhendo as palavras. - Não quero decepcionar vocês. - Voltou à atenção para o pai.

Passou a olhar a janela novamente, mas não antes de espiar sua própria perna que continuava a tremer. Seus lábios se curvavam num sorriso discreto ao se dar conta que seu pai lembrava-se de um de seus hábitos. A simplicidade do ato lhe deixou feliz. Pelo menos, feliz o suficiente naquele momento, por perceber que seu pai - mesmo com as situações presentes - prestava atenção em si.

- Hoje terá uma festa da empresa. - Virou o volante para estacionar em um lugar seguro para Jimin descer. - Se conseguir sair no horário, pode ir comigo. Mas, não use isso como desculpa para fazer essa prova rápido. - Parou completamente o carro, e olhou para o garoto. - Se concentre e eu sei que vai fazer um bom exame. - Tocou seu ombro.

 O garoto saiu do carro logo depois de agradecer ao pai com um menear de cabeça.

- Ei, Jimin! - O mais velho lhe chamou do carro. Olhou para trás para saber o que era. - Boa sorte. – Sorriu, recebendo um sorriso como resposta.

Apesar da responsabilidade que sentia ao ir fazer a prova, Jimin ficava contente com o apoio do pai. Querendo ou não, e mesmo com as circunstâncias, ele o estava apoiando.

 

(...)

 

O local estava cheio, mas não tanto quanto Jimin imaginava que estaria; já que aquela instituição era consideravelmente bem concorrida na cidade.

Antes de adentrarem na sala, os jovens tiveram que esperar no pátio até que os portões fossem abertos, e cada um pudesse se dirigir às suas respectivas salas, de acordo com os papéis que tinham pego quando se inscreveram. No caso de Jimin, o papel que seus pais lhe deram.

O jovem se manteve de pé apenas observando o espaço e as pessoas, até que percebeu que aquilo demoraria um pouco mais e resolveu sentar-se. Havia uma pequena mesa de pedra redonda um pouco mais adiante, rodeada por uns três branquinhos, que ele constatou serem fixos no chão. Estava ocupada por um garoto, que não parecia muito interessado na movimentação ao redor, já que não parava de mexer no celular.

- Bom dia. - Sentou-se, e cumprimentou o garoto, sendo educado.

- Bom dia. - Lhe deu uma olhada rápida, mas logo voltou à atenção ao aparelho. 

Voltou a observar o espaço e a pensar que seria ali que estudaria, e passaria boa parte do seu dia, caso fosse aprovado nessa prova.

"QUANDO eu for aprovado", resolveu pensar positivo.

- Vai fazer a prova, também? - O garoto lhe olhou. Novamente, de forma rápida. - Ah, é claro que vai. Senão, por que estaria aqui, não é?  - Completou sem lhe dar tempo de responder. - Eu sou Kim. - Estendeu a mão, deixando de lado o celular, e dando a Jimin a chance de ver seu rosto de forma nítida pela primeira vez.

- Jimin. - Limitou-se a dizer, e apertou a mão alheia.

- E está nervoso com a prova, Jimin? - Continuou lhe olhando. - Claro que deve estar. Todos aqui estão. - Não deu-lhe tempo de resposta, novamente. - Afinal, é um prova super importante e blá blá blá. - Voltou a mexer no celular, apoiando os cotovelos na mesa.

 

- Hmm... - Pensou no que dizer ainda surpreso com o modo de falar do outro garoto, que auto respondia suas perguntas. - Um pouco nervoso, eu acho. Já você não parece tanto.

- É que pra mim essa prova não tem tanta importância assim; diferente de meus pais. Você sabe... - O olhou por cima do aparelho. - Coisas de pais.

- E porque não? - Se surpreendeu com a falta de interesse do garoto. - Seus pais te obrigaram, também?

- Também? - Arqueou as sobrancelhas, ignorando a pergunta. - Seus pais te obrigaram a vir?

- Não. - Omitiu. Não abriria sua vida para um recém-conhecido. Mas, o próprio parando para pensar, não estava lá obrigado, afinal, ele teve a escolha de ir ou não, certo? - Alguns aqui podem ter sido obrigados pelos pais. - Levantou os ombros. – Mas, porque não acha isso importante?

- Sabe os "podem ter sido obrigados pelos pais"? - Repetiu o que Jimin disse fazendo aspas. - Eu sou um deles, logo, eu não gostaria de estar aqui.

- E porque não?

- Isso é um projeto de meus pais, não meu. Eu nunca quis fazer essa prova. Só tô fazendo, porque meus pais querem que eu ajude meu irmão mais velho na gerência da empresa. Eles dizem que assim eu não vou estar despreparado.

Jimin se surpreendeu com a rebeldia do garoto - se é que aquilo podia ser chamado de rebeldia - afinal, ele estava lá sendo forçado pelos pais e mesmo com um objetivo importante, que era a gerência da empresa, ele estava desinteressado, totalmente desinteressado.

- E você, porque está aqui?

Pensou em responder que estava lá para fazer um prova, mas uma "piada" nessa hora não era boa ideia, então, se limitou em dizer que achava ser uma boa oportunidade para seu futuro.

 

Reparou o movimento dos outros jovens em direção ao portão e deduziu que estava na hora. Conferiu mais uma vez o número de sua sala e se levantou, mais uma vez sentindo o nervosismo que sentira dentro do carro. O que dissera para Kim não era mentira. Passar naquela prova seria uma ótima oportunidade para seu futuro, mas seu outro objetivo, senão o principal, era não decepcionar os pais; principalmente sua mãe.

- Minha sala é pra lá. - Falou à Kim quando cruzaram o portão. - Prazer em conhecer, e boa sorte. - Acenou.

- Pra você também, Jimin. – Respondeu.

 

(...)

 

Após o término das provas, optou por ir á festa. Não esperava muito de festas corporativas, mas ao passar por aquela entrada ao lado de seu pai e mãe, encontrou rostos relativamente bonitos. Todos aparentavam ter saído de uma revista de empresários. Inclusive seus pais os quais ele não fazia ideia de que apareciam em eventos como aquele.

- Jimin? – Um rapaz lhe lançava um sorriso de longe. – Park Jimin? – Já próximo, o senhor boa pinta apertava a mão do pai de Jimin, o cumprimentando.

- Não seja grosso, ele é meu chefe. – O seu genitor ditava brincalhão.

- Ele não vai lembrar de um velho como eu. - O senhor sorria nostálgico. – Eu te vi quando pequeno, e agora você é um rapaz tão charmoso. – Alisou os fios do mais novo, vendo suas reações envergonhadas.

- Espero que você se sinta à vontade no meio desses velhos, hm? – Cutucou o corpo e recebeu um riso sincero. – Eu pedi que os rapazes trouxessem seus filhos, por que você não procura por eles?

Antes de Jimin o responder, o garoto fora cortado de forma repentina.

- O senhor mandou me chamar? – A garota aparecia de trás do corpo alheio, completamente séria, esboçando o quanto estava  contrariada de estar naquele local.

- Ah, Eunjin... Esse é o meu amigo de trabalho, se apresente. – Puxou a garota pelo braço, a pondo no meio da roda de conversa.

- Prazer, meu nome é Eunjin. Espero que vocês estejam sendo bem recebidos. – Fingiu um sorriso, o qual Jimin pôde perceber.

- Prazer Eunjin, esta é a minha mulher e filho. – O senhor Park apresentou sua família, um por um. Jimin e sua mãe se limitaram a um aceno de mão, enquanto a garota voltava ao seu canto.

- Lembra do Jimin? – Questionou o mais velho, esperançoso. – Você era uma menina quando o Jimin foi morar com o irmão. – Jimin, pela primeira vez a olhou, deixando de lado o comentário de seu pai. Ele não havia ido embora, eles tinham o abandonado. Mas, resolveu esquecer o que tinha ouvido e voltou sua atenção para à garota na sua frente, que possuía um vestido branco rente ao corpo, marcando sua silhueta não muito vantajosa. Seu cabelo era curto, e nem mesmo chegava aos ombros, o que lhe deixava mais madura. Certamente, uma imagem de mulher.

Avistou a garota negar.

- Eu tenho que recepcionar o restante. Park, você pode me acompanhar, por favor? Temos assuntos a tratar. – Direcionou o olhar à sua filha. – Eunjin, acompanhe Jimin, ele está de visita na cidade.  Por que você não o mostra tudo por aqui?

A garota sem dizer uma palavra sequer, sorriu. Seus olhos queimaram ao vira-se e caminhar ao lado do menino .Em um ímpeto, rodeou os braços aos de Jimin e o levou para longe dali.  O garoto olhou para o rosto da menor, que antes exibia um rosto amigável, e percebeu o olhar de desdém. Ela, por acaso, sofria de algum tipo de transtorno de bipolaridade?

Ao chegarem à um local mais afastado das pessoas, Eunjin largou o braço de Jimin de forma rude e voltou-se para si.

- Eu preciso sair daqui, Jimin. - A garota dizia desmanchando sua pose inabalável de boneca perfeita. - Eu não sei você, mas eu tô caindo fora. Só... Fica longe do meu pai. - Explicou exausta, não esperando uma resposta, e apenas saiu.

Jimin não entendera o que tinha acabado de acontecer ali. Então, apenas a seguiu sem dizer uma palavra.

Via a silhueta feminina caminhar por um corredor extenso cheios de quadros e esculturas. Uma vez ou outra, esbarrava-se em um garçom, o qual o ofereceu bebida.

E nesse contratempo, perdeu a garota do campo de vista, assim, apressando seus passos.

Jimin passou direto pela porta dourada e a procurou, não encontrando nada além de mato; era um jardim incrivelmente luxuoso e iluminado. Havia tudo o que um jardim precisava, mas não a garota que procurava.

- Eu disse que precisava sair. - Falou, assustando ao rapaz que, até então não havia notado sua presença. - Não que você deveria vir atrás de mim. – Caminhou até seu lado.

- Eu trouxe para você. - Estendeu a taça; a mesma de mais cedo. - Você parece... Entediada.

- Cansada, seria o mais correto, mas vou aceitar a sua bebida. - Tomou o recipiente das mãos alheias e continuou seu percurso.

- Sabe, eu entendi que você não me quer aqui, mas eu também não quero voltar para lá. - Disse, esperando a outra se pronunciar. - Então, temos um impasse.

A garota parou.

- É, temos um impasse... - Sussurrou, ainda de costas, dando um belo gole na bebida que, descia arranhando sua fina garganta. - Sabe, Park Jimin, eu tô cansada e preciso de umas cem dessas pra sobreviver essa noite. - Retirava os seus saltos, o jogando no gramado. - Então, se você pudesse parar de me seguir, seria ótimo. Resumindo, não existe um impasse.

- Eu não vou voltar pra lá. - Viu a garota revirar os olhos e acabar com sua bebida. - Então...

Fora interrompido.

- Ah... - Suspirou, levando as mãos finas e gélidas aos fios arrumados, o bagunçando. O rapaz estava sendo extremamente irritante. - Cala a boca. - Gritou, não dando tempo para o maior reagir. Andou até onde o outro se encontrava e, o puxou pela nuca, assim, juntando seus lábios aos alheios, exterminando qualquer resquício de sua fala irritante. - Já que vai ficar aqui que, pelo menos, me seja útil.

Chocaram os lábios novamente, sentindo a necessidade durar menos que segundos no intervalo de cada selar. O beijo se desenrolava de acordo a menor, que ditava o ritmo, Jimin apenas a acompanhava do jeito que queria.

- Sério, eu preciso de mais umas cem para esquecer isso. – Se lamentou, findando o beijo.

- Me sinto ofendido. – Brincou, mas no fundo sentia o seu orgulho masculino ofendido. Mas, para ele, tudo era melhor do que aquela festa.

- Deveria se sentir privilegiado por eu sequer olhar para sua cara. - Disse sem ânimo. O olhou a contragosto e se praguejou.

 "Droga, eu vou me arrepender."

- Vem. - Buscou pelo garoto, agarrando os seus fios. - Jimin, né? - O viu assenti.  - Preciso que me traga mais dessas. - Balançou a taça.

Jimin sorriu, e o fez. Não seria tão ruim trocar bebidas por uma noite de sexo em uma festa de velhos. Iria se deitar com a filha do chefe de seu pai. Estava, relativamente, feliz. Pena que, não poderia compartilhar tal informação com mais ninguém.

 

(...)

 

As línguas se intensificavam por entre as bocas. Ambos sentindo o gosto do outro. As mãos de Jimin já se prendiam nos fios curtos de Eunjin,  mantendo um contato.

As lembranças estavam embaçadas, e não sabiam dizer como chegaram até o quarto; não sabiam se eram as bebidas ou o incrível desejo de ter o corpo um contra o outro o quanto antes, assim, turvando até mesmo os sentidos.

Eunjin se permanecia em frente aquela cama espaçosa,  livrando-se de seu vestido,  enquanto os olhos de Jimin acompanhavam a queda do tecido até o chão; o seu olhar sustentava desejo carnal. Agora, seus olhos cultuavam aquele corpo magro que não possuía mais nenhuma peça adornando o mesmo.

À passos lentos, a garota engatinhou da borda da cama até Jimin, onde se encontrava deitado com o dorso desnudo,  mantendo alguns botões de sua camisa abertos, exibindo seu peitoral.

Não tardou para que suas mãos retirassem peça por peça do maior, o deixando da mesma forma que si. Ambos contemplaram a nudez alheia, e então começaram a se tocar. Eunjin foi a primeira a atacar os lábios de Jimin o quanto pôde, ao mesmo tempo em que suas mãos escorregaram para o membro ainda não desperto, o massageando; sentindo Jimin em suas mãos.

Em resposta, o garoto movimentou o quadril em direção as mãos macias que o dedilhavam. Um jato de ar quente saía por seus lábios a cada investida da menina, que não parava com as carícias no seu falo, já rijo após a fricção das palmas da mão.

Sem pudor algum, Eunjin sugava sua língua para fora da boca,  encharcando a língua do maior com a sua própria.

Após muito aguentar, Jimin se viu impaciente, recebendo as carícias da menor. Então, após desferi uma mordida em seu lábio inferior, para que com isso acabasse com o beijo, - o que funcionou - ele desceu com a sua boca até os mamilos da menor, onde lambeu uma, duas, três, observando a reação excitada e gemidos que saíam daquela à sua frente. Dessa vez, já sugava os mamilos lentamente, aproveitando para apertá-los por entres os dentes.  A auréola também não foi abandonada, já que Jimin circundava a mesma com sua língua uma ora ou outra, vendo a menor se remexer inquieta em seus braços.

 

Eunjin sentindo a língua de Jimin a tocar de tal maneira; se viu mole. Talvez, fosse a bebida que tanto havia consumido, ou apenas a necessidade de suprir o sexo que há tempos não tinha. Não saberia responder; não tinha como, não ali no colo de Jimin,  onde se remexia, querendo mais atrito entres as peles.

Suas unhas fincaram nos fios logo abaixo de si, observando a cena atentamente,  apesar de querer prender a cabeça para trás e soltar um gemido arrastado.

A sucção continuou até suas regiões mais baixas, onde alcançou sua intimidade, já descoberta. Sem pedir permissão,  o moreno iniciou a sucção na sua vagina, onde a umidade já havia atingido. Os estalos se intensificaram, tornando o recinto mais erótico.

- Eu não preciso dessa merda, Jimin. - Ofegou. Não queria se prolongar ali, mesmo gostando em ter o maior em meio à sua intimidade, trazendo uma rajada de prazer.

Não disse mais nada. Apenas puxou os fios do garoto com força, vendo o outro gemer. Sua expressão facial era pecaminosa, desejosa, sem o mínimo de pudor. Então, levou seus dedos ao ponto de partida, o membro de Jimin,  que muito diferente de antes,  estava úmido por conta do pré-gozo. Empurrou o corpo maior e sem pestanejar, encaixou seu falo na entrada rósea. Sem cerimônia, o corpo subia e descia, apoiando suas mãos nas coxas de Jimin.

O moreno não quis parar com suas carícias, apesar das queixas da menor. Sua língua passeava pelo pescoço comprido, a fazendo soltar alguns gemidos; suas mãos se prenderam à cintura,  tentando acompanhar o ritmo das investidas dada pela garota. Seus seios avantajados subiam e desciam juntamente ao seu corpo, trazendo à masculinidade e excitação de Jimin,  uma satisfação.

O suor já caía por entre os corpos e ainda não era suficiente,  queriam mais. Por mais que Eunjin enterrasse o membro do maior em si, não era o suficiente.  Queria mais daquilo; queria esquecer-se de tudo; queria se entorpecer de malícia; queria satisfazer seu desejo. Queria cessar o temporal que estava contido em si, não aguentaria mais daquele jeito.

- Jimin... - Sem retirar o moreno de si, virou-se ficando de costas para o maior, o qual havia compreendido o que tanto a mais nova queria.

As estocadas eram firmes e fortes, já estavam perto do ápice. O quadril de Jimin, já não possuía mais controle, explorava toda a região interna da garota a qual o recebia de bom agrado. Pois, diferente de mais cedo, não controlava os gemidos e muito menos o bumbum que ia de encontro ao quadril de Jimin, fazendo um barulho alto de atrito entre os corpos.

Jimin aproveitou a posição favorável a si, juntando os corpos cada vez mais, sentindo o suor grudar a pele morena aos da garota de pele como neve. O mesmo suor que transitava por entre os corpos, respingava de sua testa. Naquele estágio, ambos não controlavam mais nada, só queriam chegar ao ápice.

Os movimentos se tornaram mais rápido e fundo, fazendo Eunjin gemer de um jeito escandaloso, o que não combinava com si. Seus mamilos que até a pouco estavam abandonados, já eram maltratados por Jimin, que os juntavam, beliscavam e os esticava. No meio à tanta excitação,  calor e o desejo de querer mais,  as bocas se grudaram em um beijo afoito, onde as línguas não se mantinham nas bocas. Os gemidos ecoavam pelo quarto.  Jimin gemia alto próximo ao ouvido de Eunjin que excitou-se ainda mais ao ter o maior gemendo daquele jeito próximo à si.

Desprendendo um gemido alto, Jimin deixou seu jato preencher a garota, que o contraiu com suas regiões internas. O moreno se deixou cair, afundando a cama, entretanto Eunjin, permaneceu em seu colo, repondo suas energias e acalmando sua respiração. 

Preocupada, levou à mão até os fios, os desgrudando da testa. Ao se passarem alguns segundos, Eunjin se levantou e se pôs a ficar de pé, indo em direção à uma estante.  Lá, tinha um engradado de bebidas, que supostamente eram de seu pai.

Após garantir que a bebida queimasse da sua boca até o estômago, se permitiu pensar no que tinha feito. Permaneceu quieta.

Jimin estava deitado feito um morto.

Eunjin não poderia deixá-lo dormir. Logo, aproximou-se da cama e sentiu o colchão afundar; sua bebida ainda em mãos.

Permaneceram algum tempo em silêncio, apenas observando o teto. Afinal, o que mais fariam? Não se conheciam o suficiente para puxarem assunto e muito menos eram um casal para trocarem carinhos e carícias.

- Isso não vai dar certo. - A garota subitamente quebrou o silêncio, levando sua bebida aos lábios.

- O quê? – Sentou-se na cama, somente para olhar a menor.

- A gente né, gênio. - Disse como se fosse óbvio.

- Ah... - Voltou a encarar o teto. - É, acho que não. Quer dizer, a gente nem se conhece e olha aonde viemos parar. - Sorriu soprado.

- E por isso, vamos parar por aqui. – Disse séria.

- Vamos? - Perguntou sem desviar o olhar do teto sobre si.

- Eu não gosto de você, Jimin. - Falou diretamente , não medindo suas palavras. O jovem a observou, mas não parecia surpreso com o que foi dito. - Não... Romanticamente falando. Quer dizer, a gente apenas transou.  E eu não quero ser a garota má que usou um menino só pra ter liberdade.

- Você não me usou. - Virou seu corpo e colocou-se de bruços, apoiando-se com os cotovelos sobre o colchão.

Eunjin lhe lançou um olhar debochado.

- É... Me usou um pouco. – Admitiu.

- Mas, foi por um bom motivo. - Se justificou. - Eu acho... - Completou em um baixo tom de voz.

- Olha, não tem que se preocupar com isso, não tenho 12 anos e não vou ficar magoado.  Você não me forçou a nada e até que foi bom ter sido usado um pouquinho.  Sabe... Não é como se eu nunca tivesse feito isso antes. - Abriu um sorriso mais uma vez. A garota mordeu o lábio inferior tentando conter o riso, mas foi sem sucesso.

- Então, ótimo... - Levantou-se. - Que bom que entendeu, mas agora precisamos ir. Não quero que o velho sinta minha falta na festa e comece a me procurar.

- Mas, você tá na sua casa. - Disse se questionando o porquê da preocupação do pai em relação a onde a garota poderia estar, já que eles se encontravam na própria casa.

- Na minha casa, onde está acontecendo uma festa da empresa de meu pai, por sinal. - Levantou-se pegando seu vestido que estava na cabeceira da cama. - E como meu pai quer que eu esteja presente em tudo relacionado à empresa, não vou ficar aqui para ver o que pode acontecer. – Suspirou, virando-se para o garoto, fazendo sinais com o dedo para que ele levantasse e ela pudesse ter a sua ajuda.

- Mas... - Tentou dizer, mas se calou ao perceber o olhar repreensível da garota. Então, levantou-se. - Você não fica feliz com a ideia de ter tudo isso um dia? Digo, muita gente ficaria.

- Feliz não é bem a palavra, mas também não fico triste. É só um destino que infelizmente não tenho como fugir, mas ainda queria poder escolher meu próprio futuro e poder viver normalmente, sem ter que ser a filha responsável, recatada e séria o tempo todo. – Explicou, enquanto se arrumava aos poucos, pondo os brincos, os saltos e o restante de seus pertences.

- Seu pai sabe disso? Que você não quer comandar a empresa? – A olhou através do espelho que refletia o corpo que acabara de ser tocado por si. Ainda a pedido da garota, levou seus dedos até o zíper o levando até a ponta do vestido.

- Claro que não! Não estaria aqui se ele soubesse. Como eu disse, eu só aceito. Não tem muita coisa que eu possa fazer. – Deixou morrer a sua fala.

Depois de um tempo se arrumando e esperando o maior repetir seus passos, ambos saíram daquele quarto querendo esquecer as preocupações, os problemas que tanto os afligiam, deixando para trás um cômodo cheio de segredos, revelações e cheiro de sexo às escondidas. 


Notas Finais


Então, e aí? Gente, eu quero dizer que ainda tô abalada com esse comeback de BTS, olha... Meu Deus... Só eu que tô tipo: "Jungkook lindo, você cresceu pra cacete?"
Enfim... Nois quer saber o que vocês acham, se a gente deveria melhorar, e tudo mais. Fazemos pra vocês, então se vocês não gostam, não tem nenhum sentido. Nos ajudem, viu? Obrigado a você que lê a nossa historinha ♡
Beijos da Mami~
Se sintam a vontade para sempre nos chamar ♡


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