História Behind the Masks - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~Aka-Hime

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Konan, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shion, Shisui Uchiha, Shizune, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko
Tags Gaaino, Meu Romeu, Minha Julieta, Naruhina, Narusaku, Nejiten, Sakuino, Sasusaku, Shikatema, Suikarin, Teatro, Tentemari, Tentemarishika
Visualizações 60
Palavras 4.857
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa noite pessoas lindas ♡
Hoje é dia de mais um capítulo de BTM.
O capítulo é compridinho hahaha senhorita Heloísa é extremamente detalhista, e eu amo isso nela :3

Só pra deixar claro uma coisa: Temos alguns casais bem controversos no futuro da fic, inclusive Yuri/Orange. Então já é melhor avisar para quem não gostar desse tipo de fic, né?

Espero que gostem do capítulo de hoje tanto quanto nós <3

Capítulo 3 - Chapter two, The result


Fanfic / Fanfiction Behind the Masks - Capítulo 3 - Chapter two, The result

Todos ficaram chocados por alguns segundos, para depois se explodirem em palmas animadas. Estavam surpreendidos pela nossa apresentação, em modéstia parte.

Shizune nos encara por alguns segundos com a boca em um "O", quase derrubando os papéis em sua mão, parecendo um bastante surpresa com nosso trabalho em dupla. Ino parece se deliciar com as palmas, e acaba rindo das expressões martirizadas dos nossos "concorrentes", aquilo estava sendo um deleite para ela, com absoluta certeza. A instrutora acaba saindo do transe e caminha até nós. Com a ajuda da loira, me ergo do chão, ficando ao lado dela, aguardando o ultimato da bela morena de cabelos curtos.

- Meninas, vocês foram muito bem, muito mesmo. Não vou tortura-las esperando o resultado. As duas passaram, estão dentro da turma de Tsunade esse ano. - Falou com um sorriso simpático, pendendo a cabeça levemente para o lado direito.

Eu simplesmente não acreditei de primeira, eu estava sendo aceita na minha primeira tentativa? Só depois de alguns segundos que realmente caiu a minha ficha.

Resisto a vontade de dar pulinhos de alegria em cima com a notícia inesperada. Eu realmente passei? Eu consegui? A ficha demorou a cair, e sinto meu rosto ficar estático em uma expressão de incredulidade e espanto. Percebi que fui arrastada por Ino até as cadeiras à frente do palco, e a mesma belisca meu braço para me chamar atenção.

- Acorda, Sakura! - Me despertou, com um sorriso de lado em seu rosto. Era óbvio que a mesma estava muito animada com o sucesso da apresentação.

- Pronto. - Falei uma só palavra, saindo do meu transe. Quase dei tapinhas em meu rosto, quase.

- Olha, é a vez dos dois gatinhos se apresentarem. - Apontou a Yamanaka com um sorriso malicioso para Naruto, o loiro que eu havia conversando antes e Sasuke, aquele moreno misterioso.

Admito que estava curiosa para ver a apresentação dos dois. O que fariam? A personalidade de ambos eram muito diferentes, Naruto é totalmente extrovertido e falante, já Sasuke era fechado e parecia ter uma irritação constante.

Como seria a apresentação deles? Mordia meu lábio em excitação.

Ambos se aproximaram de Shizune a passos largos. Todos escutam Sasuke bufar em irritação ao encarar Naruto a sua frente. Shizune parecia conversar com os dois em um volume baixo, onde não escutávamos nada. O Uzumaki apenas maneava a cabeça em concordância, bem profissional e sério com uma mão em seu queixo. Enquanto seu companheiro de dupla apertava o punho com força até as pontas dos seus dedos perderem a cor, os olhos irritadiços. O que será que estavam conversando?

Não sabia o que era, mas claramente estava irritando o moreno, mais do que o habitual.

A instrutora lança um olhar entediado para o moreno, revirando os olhos, falando algo diretamente à ele enquanto gesticulava um "corte" no pescoço. Escuto algo que parece "Três strikes e você está fora, entendeu?" E se retira do palco, esperando os dois começarem sua apresentação. Shizune estava com um semblante quase irritado, bem diferente de como agira comigo e Ino.

O Uchiha respira fundo várias vezes, fecha os olhos por alguns segundos, se preparando para o que viria a seguir. Ao abrir novamente as pálpebras mostrando seus frios olhos negros, parece totalmente concentrado. Ele realmente entra na cena de cabeça, parecendo estar até em outro corpo, realmente impressionante.

Naruto franziu suas sobrancelhas e então a sua frente, toma o primeiro movimento, fingindo acertar o próprio rosto em um sinal de luta, o loiro parecia ter se atingido de verdade, pela sua grande atuação. A mente dos dois parecem se interligar, e o Uchiha imita o mesmo movimento, exatamente igual ao do Uzumaki. As cabeças dos dois se inclinam para o lado, e ambos correm para frente, tirando a distância dos dois, acertando o punho um no outro.

A cena a nossa frente me enche de adrenalina, ao ver os dois rapazes dançarem sincronizados no que parecia ser uma luta ensaiada a dias. O outro braço livre dos dois se ergue em direção ao rosto do outro, as mãos em punho encenando um segundo soco. A expressão dos dois era austera e extasiante pra mim, parecia muito bem uma cena de ação a nossa frente, com diferença que os dois rapazes se movimentavam da mesma forma, ao mesmo tempo. Um perfeito espelho, era incrível.

Se fosse para analisar com cuidado, havia uma história mais profunda ali. Seria uma pessoa com suas lutas e conflitos internos, pois ambos agiam da mesma forma. Algo muito bem preparado, não era só uma simples atuação, mas sim a realidade de muitos ali.

Se eles não passassem com aquela apresentação, sinceramente eu não sei mais quem passaria. Aquilo era totalmente impactante, acertava cada um ali em cheio em suas consciências, eu podia observar pelo rosto de cada um desse lugar.

Vários levaram um susto ao ver os dois desmoronarem em conjunto. Possuíam a aparência de ambos atingidos, como em um nocaute de uma só vez. Estavam caídos no chão, e ficaram desse jeito por alguns segundos, completamente imóveis. Então assim se levantam no mesmo momento levemente, como se uma força gravitacional os tivesse puxando para cima. De cabeça baixa e movimentos lentos, se aproximam e juntam as palmas das mãos, na altura do peito. Com um movimento sutil, erguem a cabeça para se encarem com serenidade, como se agora estivessem em completa paz. Assim finalizando a apresentação.

Todos pareciam vidrados na cena dos dois, logo saindo de seus próprios pensamentos quando a morena invade novamente o palco. O barulho do salto alto de Shizune ecoando alto por todo o Teatro.

Ao ver a figura feminina se aproximando o semblante dos dois muda, ambos extremamente nervosos. Essa apresentação era a grande chance deles, e não pretendiam ir embora dali. A instrutora solta um pigarro com uma postura ereta, seguido por um silêncio de instantes que deixa todos ali ainda mais nervosos. Shizune era realmente uma sádica.

- Foi razoável. - ela diz para nossa surpresa, me fazendo arregalar os olhos. Razoável? Os dois foram inacreditáveis. - Vocês também passaram.

Naruto parece festejar baixinho, erguendo o punho em felicitação discretamente, e fico feliz pelos dois rapazes. Meus futuros colegas, dou um mínimo sorriso.

Sasuke parece chocado por um momento, e desce com pressa do palco, se dirigindo as cadeiras mais afastadas. Acompanho seus movimentos de longe com meu olhos estreitos, percebendo o pequeno sorriso de canto do moreno. Sorrio para mim mesma. Afinal, depois da preocupação de antes com seu irmão, ele conseguiu passar. Sinto um desejo de parabeniza-lo, mas a primeira impressão que tive dele me diz que o garoto não gostaria desse tipo de contato, então apenas me viro para frente, para assistir as demais apresentações. Terei outra oportunidade para conversar com ele no futuro.

O tempo passa corrido, e várias pessoas incríveis são cortadas para a minha surpresa, não sabia que Shizune era tão rigorosa desse jeito, sinto um leve medo e satisfação por já ter sido aceita. Já outras duplas excepcionais passam junto conosco. Me impressiono com a qualidade de todos, e mais ainda por estar incluída nisso. Sorrio empolgada a ver a imagem de Shizune encarar a todos que ficaram ali com bastante seriedade, os aprovados com êxito na turma desse ano.

- Em nome de Tsunade Senju, agradeço a presença de todos nessa manhã. As apresentações realmente impressionaram, o nível desse ano é realmente muito grande. Se vocês estão aqui, é porque são os melhores dos melhores. - Ela nos encara seriamente, dando ênfase nos "melhores".

Suspirei de alívio, eu havia mesmo conseguido.

- Não se esqueçam disso quando se encontrarem com sua nova professora. Boa sorte, vocês vão precisar. - Shizune sorri com malícia, parecendo achar graça de alguma piada interna.

Tsunade era tão difícil assim de se lidar? Eu espero sinceramente que não.

Todos se encaminham em direção as grandes portas, se amontoando ao mesmo tempo e impedindo minha passagem. Decido então esperar todos passarem, sem querer me meter no meio daquele pessoal talentoso e barulhento, não paravam de conversar e soltar gritinhos de felicidade. Então sinto alguém me cutucar no ombro, virando de costas e encontro minha companheira de cena, Ino. Dou um sorriso amigável e fico novamente admirada com sua beleza, e ela solta um sorriso estonteante para mim.

- Não posso deixar de te agradecer, Sakura. Fomos muito bem, e fico feliz que tenhamos conseguido. Pra onde você vai agora? - Perguntou curiosa, começando a andar ao meu lado.

- Vou para o hotel que meus pais reservaram para mim. As minhas malas foram despachadas direto para lá, nem tive tempo de nada. Vim direto para o teste. E você? - Respondi com sinceridade, eu ainda não tinha um lugar fixo para ficar. Ainda estava a procura, e esperava encontrar o mais rápido possível.

- Vou para meu apartamento, fica próximo a Academia, porque claro, eu já sabia que iria estudar lá. - Ela diz em meio de risinhos enquanto fitava as unhas perfeitamente pintadas de vermelho-sangue, jogando os cabelos perfeitos para o lado. Me surpreendia pela a Yamanaka confiar totalmente em si mesma. Isso era raro hoje em dia.

- Que bom! Eu por enquanto estou procurando um lugar fixo. - Admito sentindo minhas bochechas corarem.

Ela me fita com uma sobrancelha arqueada.

- Mas espere aí, como assim você está em um hotel? Não tem onde ficar, Sakura? Não acredito! - Me olha com os olhos azuis arregalados.

Dou um sorriso sem graça, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.

- Ah, sim. Eu não conheço ninguém por aqui, então só me restou o hotel mesmo. Mas ainda vou sair para procurar um lugar para ficar, afinal as aulas começam quando? Essa semana? - Respondo para ela, enquanto caminhamos juntas pelo corredor agora vazio.

Então ela deu um sorriso animado e pulou imediatamente na minha frente. Só faltava ela dizer "Eureka!".

- Você não vai precisar procurar, porque você já achou. - Ino sorri maliciosa, os olhos azuis brilhando de divertimento. - Você vai ficar comigo, Sakura. Tenho um quarto sobrando, eu iria colocar um anúncio no jornal para não ter que pagar tudo sozinha mesmo.

Arregalei os olhos, Ino era louca de alugar quartos assim para quem nem conhece direito.

- Não precisa, Ino. Eu posso arranjar um lugar para ficar... - Falo acanhada, olhando disfarçadamente para os meus pés.

A loira revirou os olhos, impaciente.

- Para com isso, eu sei que você quer aceitar. Uma mão lava a outra, rosada. Você precisa de um lugar para ficar e eu preciso de alguém para rachar as contas. Perfeito! - Falou isso como se estivesse solucionando um caso seríssimo.

Mordi o lábio inferior enquanto eu pensava.

- Tudo bem, você venceu. Vamos morar juntas. - Dou um suspiro totalmente vencida.

Ino dá pulinhos animados e me abraça. Ino realmente parecia ser uma patricinha nata.

- Até me sinto mais segura por ser você, é uma pessoa legal. Vamos nos divertir, certo? - Disse se soltando do abraçado enquanto pisca com um olho.

Dou um sorriso, realmente não seria ruim dividir um apartamento com a loira.

- Bem, quando eu posso ir? - Perguntei.

- Hoje mesmo, se quiser. Você que sabe. - Ela dá um sorriso de mostrar os dentes. Ela ficara bem feliz por morarmos juntas daqui em diante.

- Então, pode ser amanhã. Ficarei no hotel por hoje já que está pago, aí amanhã eu me mudo e levo minhas malas. - Digo sorrindo, pendendo a cabeça para um lado.

Ino assentiu apressadamente, concordando com a minha resposta.

- Certo. A partir de amanhã dividiremos o mesmo teto, que legal! - Falou erguendo a mão, para dar um toque.

Correspondo o toque e rimos juntas. Ino era divertida, eu já estava gostando mesmo da loira.

Trocamos nossos números de telefone antes de nos despedirmos dando beijinhos no rosto, e ela promete me enviar o endereço de seu apartamento para eu passar pro taxista amanhã, já que não conseguiria encontrar o local sozinha nem se eu quisesse, mal sabia andar por New Jersey, imagina em New York.

Ino segue apressada até uma BMW estacionada no outro lado da rua, enquanto eu fico na calçada acenando freneticamente para os táxis amarelos que se recusavam a parar para mim.

É quase como se eu fosse invisível para aqueles motoristas emburrados que passavam às pressas na rua principal em frente ao Teatro. Dou um grunhido de frustração, quando o quinto carro passa sem parar para mim. Eu devo ter jogado pedra na cruz em outra vida, acredito eu.

Porém, basta um pequeno assobio alto atrás de mim para fazer o motorista dar a ré e voltar bem a minha frente.

Viro para trás prestes a xingar a pessoa que estava prestes a roubar minha carona para o Hotel, mas o xingamento fica trancado em minha garganta ao ver o rapaz de cabelos compridos a minha frente, um sorriso debochado brigando nos lábios do loiro de beleza incomum. E por incrível que pareça, ele tinha certas semelhanças com Ino. Quase bufo de frustração ao reparar que o cabelo dele era mais bonito que o meu.

Então ele me olha com seus olhos azuis claros, com um sorriso de lado. Ele com quase certeza era um rapaz boêmio, estava estampado em sua face.

- Relaxa, o táxi é para você mesmo. Eu moro a duas quadras daqui, mas não pude deixar de fazer minha boa ação do dia, ainda mais para uma garota linda dessas. - Ele pisca para mim galanteador, e uma risada escapa de seus lábios ao ver minha expressão sem graça.

- Obrigada, então... – Agradeço levemente corada, esperando o mesmo dizer seu nome.

- Deidara, mas pode me chamar de Dei. Qual é o seu nome? - Perguntou com um sorriso malicioso enquanto beijava a minha mão.

- Me chamo Sakura. Então, já vou indo. – Falo sem jeito ao observar o semblante impaciente do taxista.

- Seu nome é tão lindo quanto a você, Sakura. Nos vemos por aí. – Ele pisca para mim novamente, se despedindo.

Então eu logo entro no táxi, se eu demorasse um pouco mais, era capaz de o perder.

Ao entrar no carro, passo o endereço anotado do Hotel Wellington, "871 7th Ave, New York, NY 10019, EUA" com a caligrafia de minha amada mãe. O motorista apenas maneou a cabeça em concordância e dirigiu pelo pequeno trânsito da manhã em um agradável silêncio, que me permitia pensar nos últimos acontecimentos e absorver o fato que eu havia realmente dado o primeiro passo rumo ao meu sonho. Tudo estava dando tão certo que estava até amedrontada. Eu estava perdendo todo esse universo até agora? Era simplesmente surreal.

Passar no teste, me tornar uma grande atriz nos palcos da Broadway com a ajuda de Tsunade Senju, esse era o caminho certo de felicidade que eu almejava. E como se não fosse bom o suficiente, já havia achado um lugar para ficar, podendo tirar isso da minha lista de preocupações. Estava tudo dando estranhamente certo, e eu estava adorando tudo isso.

O taxista de meia idade estaciona em frente ao grande prédio. Era um hotel normal, nada de muito luxuoso. As paredes eram brancas e possuía pequenas tendas vermelhas em suas janelas, era um local de esquina, e com comércios ao redor. Um lugar perfeito para quem gostava de locais movimentados.

Pago o valor exato da corrida e desço do carro, indo em direção à porta giratória do hotel que meus pais escolheram para mim. Ao entrar nele, não consigo deixar de ficar admirada com a linda decoração de bom gosto que havia ali dentro, enquanto a moça da recepção aguardava que eu me aproximasse.

- Oi, sou Sakura Haruno, e reservei um quarto aqui. – Digo timidamente, me aproximando mais do balcão de mármore.

A morena com batom cor vinho para de digitar algo no celular e me olha.

- Seus dados, por favor. – Pediu a moça, me fitando de cima a baixo com seus olhos acastanhados.

Pego meus documentos em minha bolsa cor creme e os entrego. A mesma os pega com as grandes unhas pintadas de rosa clássico.

Olha meus documentos com atenção enquanto digita algo no computador rapidamente.

- Aqui está. Seu quarto é o 305, suas malas já se encontram em seu quarto. Se tiver alguma dúvida ou quiser pedir algo para comer, é só ligar para a recepção, ficaremos felizes em lhe atender. – A recepcionista simpática me alcança a pequena chave, e eu a agradeço com um sorriso.

É claro que eu iria querer, depois de tomar um bom banho, estava me sentindo extremamente exausta. Só queria descansar um pouco em meu quarto hoje, para amanhã poder me mudar para o quarto junto de Ino e conhecer a cidade dos sonhos, antes de nossas aulas começarem. Entro no elevador, apertando o número do terceiro andar, onde ficava meu quarto.

O abro e respiro fundo. Aquele quarto possuía um agradável cheiro de lavanda, a roupa de cama era branca e perfeitamente limpa. Havia um pequeno frigobar no canto do quarto e uma televisão na parede. Adentrei ao quarto e observei a porta de tom lilás, que seria o banheiro.

As minhas malas já estavam ali, conforme a recepcionista havia dito. Estavam devidamente organizadas no pé da cama. Dou um sorriso empolgado e corro para pegá-las e jogar sob a cama. Queria ver novamente as minhas coisas, principalmente meu Kindle, meu melhor-amigo, podia-se dizer. Era nele que eu passava horas e horas lendo meus livros favoritos.

Separo minhas roupas de baixo e um conjunto de roupa confortável e as deixo estendidas na cama. Vou até o banheiro de tom azul pastel e lá eu encontro toalhas brancas felpudas guardadas no armário do banheiro, juntamente com sabonetes fechados, também um shampoo e um condicionador.

Retiro minhas roupas apressadamente e entro no box, deixando a água morna percorrer meu corpo. Era uma sensação relaxante e extremamente prazerosa. Dou um sorriso ao perceber que minha vida estava finalmente entrando nos eixos. Havia saído debaixo das cômodas asas dos meus pais, passado pelo maior teste da minha vida, e já tinha um lugar fixo para me instalar em New York. Estava tudo na mais perfeita ordem, o que me deixava imensamente satisfeita.

Lavo meus cabelos bem calmamente, eu adorava banhos longos. Me lembrava de minha apresentação junto com Ino, tínhamos nos dado tão bem, não poderia querer mais, no momento eu só conseguia sentir orgulho em meu peito.

Desligo o chuveiro assim que percebo que meus dedos já estavam enrugados pelo excesso de água.

Enrolo-me na toalha e vou para o quarto, vestindo minhas roupas debaixo verde-musgo e logo depois visto uma calça jeans de lavagem escura e uma camiseta bordô.

Após me vestir, pego o controle em cima do bidê ao lado da cama e ligo a TV em um canal qualquer de música para passar o tempo e me jogo sobre os lençóis brancos, o colchão tão confortável amaciando minhas costas, parecia que eu estava deitada em uma nuvem. Fico assistindo e cantando as músicas que eu tanto conhecia por um tempo, até meu estômago rugir de fome.

Então eu ligo para recepção, pelo número que estava acoplado juntamente da chave do quarto, pedindo meu almoço. A moça me informa que posso escolher o que quiser, e opto por um prato de nhoque de bolonhesa com um suco de melancia. Algo que eu sempre comia no meu aniversário, onde mamãe costumava cozinhar meu prato favorito. Hoje não era meu aniversário, mas queria nhoque para Sakura mesmo assim. A liberdade é doce demais, e as possibilidades são muitas.

Após quatro clipes de música, ouço uma batida firme na porta, e vou até lá para buscar meu tão esperado almoço.

O rapaz entra em meu quarto com uma pequena mesa rolante, se retirando com a promessa de vir buscar tudo assim que eu terminasse minha refeição. O agradeço e dou atenção para o grande prato delicioso a minha frente, e até nostálgico de uma certa forma.

Sentando na ponta da cama e arrastando a mesa comigo. Começo a me deliciar com a refeição, quando ouço o meu celular vibrar. Duas mensagens não lidas. Uma de minha mãe, com diversas perguntas, me xingando por ainda não ter mandado notícias, quase reviro os olhos em divertimento. Envio uma resposta para ela com um enorme sorriso em minha face, lhe dando a maravilhosa notícia, e também contando rapidamente sobre dividir um apartamento com uma colega de sala.

E a outra mensagem era de Ino, ela era rápida. Observo a foto da garota, então eu leio rapidamente a mensagem.

"Oi Sakura, o endereço do apartamento é na Terceira Avenida, número 348, apartamento 05. Te espero amanhã, viu! Estou animada com o fato de morar com uma colega de curso, vamos nos divertir muito ;)"

Dou um sorriso empolgado para a tela do celular antes de responder a Yamanaka.

“Muito obrigada, Ino. Amanhã já estarei aí, vai ter que me aturar por bastante tempo, viu? Beijos :*”

Ino Yamanka era como um anjo que caiu do céu. Era como uma ajuda de ouro, que tirou um enorme peso em minhas costas. Com a ajuda de Ino, eu não precisaria me matar procurando por um lugar para ficar, sendo que mal conheço New York, pagando muito mais do que se eu fosse dividir o apartamento com a loira. Dividir o apartamento com uma garota que estudaria na Academia também tinha saído muito melhor do que encomenda.

Depois de terminar meu almoço, liguei para que viessem retirar o prato. O trabalho do hotel era rápido e eficiente, excelente. Logo após isso, arrumei minha cama e tirei à tarde para cochilar.

Acordei coçando os olhos e passando os dedos pelos meus rosados cabelos. Peguei meu celular demorando para me acostumar com a claridade repentina, então vi com mais mensagens de meus pais, dessa vez me parabenizando e avisando que já haviam depositado uma outra quantia que seria o suficiente para pagar minha parte do aluguel para Ino. Eu podia sentir que meus pais estavam orgulhosos da minha caminhada até agora, eu estava me virando muito bem para quem mal saía de casa.

Não desfiz minhas malas, afinal, teria que arrumá-las novamente amanhã de manhã para ir embora. Opto por passar o tempo lendo um dos meus livros favoritos, pedindo novamente mais tarde um lanche leve e natural, que foi trazido pelo mesmo rapaz simpático, e como eu estava radiante por tudo, acabei dando uma boa gorjeta para ele.

O mais legal sobre ler livros era imaginar eles como um filme, e sempre me imaginei retratando as histórias ali escritas, mais um dos motivos para eu querer tanto ser atriz, para tornar isso uma realidade, e quem sabe retratar um de meus preciosos livros que eu tanto amo. Era como um sonho que eu sempre tive, e eu teria que conquista-lo a todo custo.

Não quis sair do quarto nesse primeiro dia. Afinal, não saberia andar sozinha nessa cidade tumultuada e poderia me perder no caminho. Com toda a certeza me perderia, e queria evitar problemas por enquanto.

Por volta das nove horas, depois de já vestir minha leve camisola de seda rosa, acabo pegando no sono por cima do meu exemplar de Romeu e Julieta, que eu estava ensaiando em minha mente pela milésima vez.

Acordo no outro dia muito cedo, e muito bem disposta, após ter dormido demais. Pelo menos consegui descansar meu corpo após a viagem e tirar a tensão que ainda me consumia após o teste. Não fora fácil, logo após viajar, tive que ir direto para o teste e me dedicar inteiramente nele, isso não era para qualquer um. Com certeza não.

Mando uma mensagem animada para Ino, avisando que logo estaria lá. Eram exatamente seis horas da manhã, e a última visualização da loira tinha sido às duas horas da madrugada. Poderia estar sendo chata? Até poderia. Mas eu não conseguia conter a minha animação, como se meu coração estivesse prestes a sair pela minha boca.

Porém, a ansiedade de conhecer minha nova casa era grande, então solto o celular na cama e vou me lavar, escovo os dentes, jogo uma água no rosto, penteio meus fios rosados e caminho até minha mala, escolhendo um short e uma regata branca simples para vestir essa manhã.

Organizo todas minhas coisas soltas pelo quarto de volta na mala, enquanto pego o telefone e ligo para recepção querendo avisar que não ficaria mais hoje. Um rapaz me atende e faz o encerramento da minha hospedagem sem muita demora, admirava um trabalho rápido.

Após sair do quarto, o fecho e vou até a recepção. Então eu encontro um rapaz sorridente de cabelos ruivos com o rosto salpicados de sardas.

- Olá. Já liguei fechando a minha reserva, aqui está a chave do quarto. Por favor, poderia chamar um táxi para mim? – Pergunto para o ruivo, enquanto eu entrego a chave.

O garoto assentiu, ainda mantendo o enorme sorriso na face. Ele chama o táxi e me pede para esperar um pouco, que logo o carro chegaria. Vejo um outro rapaz com minhas malas na mão, ele as seguraria para mim até que o táxi chegasse.

Vejo o táxi se aproximar bem na frente do hotel em menos de dez minutos. O rapaz me acompanha e deposita minhas malas no banco de trás, o agradeço.

- Aonde quer ir, senhorita? – Perguntou a motorista, uma mulher bonita que aparentava ter mais ou menos uns trinta anos.

Sorrio para ela e procuro o endereço de Ino nas mensagens que a loira havia me enviado. Mostro para a motorista e ela assente em concordância. Então acabamos engatando em uma longa conversa devido a demora do percurso e me surpreendo ao ver que ela também era de New Jersey, ela parecia ainda mais animada ao descobrir que éramos “parceiras”, como a própria diz.

Terminamos falando das praias de nossa cidade Natal, quando ela estaciona em frente do apartamento da Yamanaka.

- Chegamos ao seu destino, Sakura. Qualquer coisa, pode contar comigo. – Falou simpática, anotando seu número em um pequeno pedaço de papel e o entregando para mim logo em seguida.

- Muito obrigada, Mary. Nos vemos por aí! – Dou um sorriso ao mesmo que acerto a corrida do carro.

Mary me ajuda a recolher minhas malas no banco traseiro e então a vejo partir com o carro. Dou um sorriso ansioso, estava na hora de conhecer minha nova casa.

O prédio em si era lindo, com os tijolos alaranjados e alguns detalhes em vidro, mas não me contento em ficar olhando apenas por fora. Entro no estabelecimento e chamo a atenção do jovem porteiro que estava lendo um livro qualquer sobre insetos, sentado atrás do grande balcão. Ele vem me ajudar com as malas para dentro imediatamente.

- É moradora nova? Qual seu nome? – Perguntou o porteiro, com óculos escuros de armação redonda.

- Praticamente moradora, meu nome é Sakura Haruno. Quero ir para o apartamento número 05, de Ino Yamanaka. – Informo com um sorriso maroto enquanto o via indo atrás do balcão e consultar em um pequeno caderninho azul. Fito atentamente o crachá do rapaz, vi que se chamava Shino Aburame.

- Ah, sim. Senhorita Haruno. A moça já deixou autorizada sua entrada. Pode subir. Quer ajuda com as malas até o elevador? - Diz, fechando o caderninho com cuidado. Assenti com a cabeça pra Shino, incapaz de falar algo enquanto carregava a mala mais pesada até o elevador.

Ele me ajuda a colocar as bagagens dentro do elevador e acena timidamente enquanto a porta automática se fecha, o agradeço rapidamente. Aperto o botão correspondente ao andar de Ino e espero paciente ouvindo a clichê musiquinha de elevadores.

O elevador não tarda em chegar ao andar de meu novo apartamento, e as mãos soam de ansiedade. Espero que a loira não se incomode muito com minha chegada a essa horário, será que ela estava dormindo ainda? Eu realmente não queria a irritar logo no meu primeiro dia aqui.

Com muita dificuldade tiro as três malas pesadas do elevador de modo atrapalhado, quase me atropelando. Sou literalmente um desastre em pessoa. Vejo um dos inquilinos do lugar me olhando curioso, com a sobrancelha arqueada.

- Deixe-me ajudar. – Diz o rapaz com profundos olhos verdes vindo em minha direção, me auxiliando com as malas.

- Muito obrigada. – Dou um sorriso de canto. Observei que meu novo vizinho era bem bonito.

Indico para ele levar as malas até a porta número cinco, e ele as deixa lá. Porém antes de se retirar, me manda uma piscadela, me fazendo corar.

A porta com o número cinco gravada ficava no início do corredor. Vou até a porta de minha futura colega, respiro fundo e dou umas duas batidinhas.

Não ouço nenhum movimento dentro do cômodo, e se passam uns vinte segundos até eu bater novamente, com mais força. Será mesmo que Ino ainda estava dormindo? Será que cheguei muito cedo? Mordi meu lábio inferior em nervosismo.

Eu estava prestes a mandar uma mensagem para Ino, ou talvez ligar para a mesma, quando a porta se abre em um rompante.

Fico pasma com a imagem que eu vejo quando a porta é aberta, achando que até desmaiaria. Pois não era a loira magnífica que eu havia visto ontem no Teatro, e sim um homem alto, musculoso, com a pele bronzeada e com uma protuberância enorme entre as pernas. O cara estava pelado. Nu, totalmente sem roupa na minha frente. Só consigo abrir a boca em um “O” e arregalar os olhos. Que tipo de recepção era aquela?


Notas Finais


Socorro! Que final foi esse minha gente? SOS. Já estamos escrevendo o próximo, viu? :3 ♡


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