História Behind The Secrets - Season Finale - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Exibições 140
Palavras 4.019
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Doubts and stuff


- Eu estou falado que eu achei a maior idiotice do mundo o que você falou, porque em momento algum entramos num acordo sobre essa situação. Você simplesmente marcou essa consulta como se eu realmente estivesse de acordo a entender a vasectomia. Eu não sou a favor. - Eu não fiz nada! Esse homem é pirado.

- Quer saber, tá ok. - Eu o deixo falando sozinho para evitar uma discussão ainda mais desnecessária. 

Ele chegou em casa depois das 2h. Tudo bem. Estou sentada no sofá esperando enquanto converso com as meninas da faculdade sobre as próximas provas e também fico olhando as fotos antigas das crianças, o quanto eles cresceram rápido. A propósito, Vallery e Brandon passaram a tarde toda num parque com vários monitores e outros amigos do colégio. Chegaram exaustos em casa.

Justin entra pela porta principal, deixa as chaves no chaveiro e então vai até a cozinha, toma água e passa por mim. Ele me encara conforme tira a camisa polo rosa e boceja cansado. Está com aquele olhar bêbado, mas ao mesmo tempo tem um pingo de sobriedade, o suficiente para lembrar que não quer fazer as pazes.

- Oi. - sussurro.

- Me deixa. - Eu não vou me estressar. Estou com sono demais para isso. 

- Por favor, tome um banho antes de deitar. - ele bufa feito criança. Posso dizer que está 50%. Eu apago todas as luzes do primeiro andar e subo atrás dele até o quarto, aproveitando assim para empurrá-lo até o banheiro. Coloco uma toalha branca no box e passo meu hidratante facial enquanto ele toma banho ao lado, quietinho.

- Sabe o que eu estava pensando... - ele diz conforme seca seu corpo e eu já estou sentada na cama, programando meu despertador para às 8h20. - Opere você que eu acho outra. - arregalo os olhos. Ele não disse isso. Meus olhos marejam de imediato e não escondo a surpresa. Que grosseiro. Quando eu pensei que ele estava agindo de maneira imatura, ele me vem com uma frase dessas... Ele conclui ao dar os ombros e sabe muito bem o que está dizendo. Por que ele disse isso? Do nada? Engulo seco e ele parece confuso com a minha reação. Que ódio dele agindo dessa maneira. Passo as mãos no rosto querendo murmurar de raiva, mas me contenho. Deixo o quarto e acendo a luz do corredor. Enquanto tento colocar na cabeça que ele simplesmente não sabe o que diz, meu emocional toma conta da situação e desabo a chorar. Argh, tpm. Por que ele teve que falar isso do nada? Ele nem está tão bêbado assim. Duvido que lembre amanhã. Eu vou. Sempre. Foi a pior coisa que ele já me disse. Só por conta da possibilidade de uma vasectomia e quando eu disse que poderíamos partir para a inseminação, caso algum dia eu quisesse engravidar de novo. Foi só um comentário, uma mínima possibilidade. Nunca tínhamos conversado direito sobre isso. Passo as mãos no rosto novamente e estou sentada na poltrona, ao lado de Luna. Não consigo parar de chorar. Que frase desnecessária em plena madrugada a uma mulher que já está com o emocional no último. Eu sequer entrei nesse assunto com ele agora. Eu me sinto tão... Triste... E culpada. Eu disse sim coisas desnecessárias a ele hoje. Não deveria ter marcado sem conversarmos antes, mas não imaginei que ele reagia com tanta repulsa e imaturidade. Quanta imaturidade. Mesmo depois de tantos anos juntos eu não esperava essa atitude dele. É tão verdade quando as pessoas dizem que só conhecemos nossos maridos após o casamento. Poxa vida. Não consigo mesmo parar de chorar... Só espero não acordar minha filha. Ela não merece ouvir nada disso até porque demorou demais a dormir. Lavo meu rosto e está um pouco vermelho, já. Eu só queria parar de chorar e dormir... Pensar que ele nem sabe o que disse porque está bêbado. No entanto, o que foi dito bêbado, foi pensado sóbrio, como ele sempre fez.

Consigo cochilar um pouco e, quando acordo, já está claro. Estou na poltrona. Eu passei a noite aqui? Coco os olhos e ouço um barulho. Deve ser Justin. Oh. Sim. Que horas são, será? Olho para o berço e minha filha continua dormindo. Não acordou durante a madrugada... nem eu.

- Mellanie. - ouço a voz dele no corredor e então suspiro fundo. Por que eu fui acordar agora? - Mellanie. - Ele me olha assustado e está com a cueca preta que vestiu após o banho de madrugada. Finjo ainda estar dormindo. A cara de quem dormiu bem. O rosto meio molhado. - Você dormiu aqui? - ele me encara e eu simplesmente ignoro. Levanto e vou ao banheiro de Luna. Passo uma água no rosto para despertar e então prendo meu cabelo num coque. Eu me sinto péssima por ter causado tudo isso. Vejo no relógio do corredor que ainda são 7h10. Ela deve acordar em breve. Justin está parado ao lado do berço, me esperando. - Eu... Lembro do que eu disse. - arqueio as sobrancelhas. - Eu não sei de onde tirei aquilo. Independente de termos discutido, você sabe que nunca passou pela minha cabeça. Nunca. Eu só cheguei ainda um pouco irritado. - Apenas assinto e ele suspira fundo, então se aproxima. Continuo olhando para Luna. - Eu...

- Engraçado você me dizer algo que nunca passou pela sua cabeça.... Enquanto estava bêbado? Você sempre é sincero quando está bêbado e eu sei mais do ninguém. - ele assente chateado. - eu sei que causei tudo isso e brigamos feio por algo que não deveríamos. Eu sei que você não gostou da minha sugestão a respeito da vasectomia, mas eu nunca pensei que você revidaria desse jeito. Eu não iria tocar nesse assunto quando você chegou. Eu só queria saber se você estava bem o suficiente para tomar um banho e simplesmente dormir. - meus olhos lacrimejam. Droga. Ele está com um olhar preocupado, talvez de culpa. - Eu estou tão chateada com você. - falo já chorando. - Você poderia ter ficado na sua e ter ido dormir quietinho. Foi tão imaturo e grosseiro. - eu tento passar por ele, mas Justin me segura pelos ombros com as mãos leves. - Eu ainda estou de tpm. Obrigada por piorar o meu estado.

- Eu não sei o que me deu na cabeça. - ele fala chateado. - Não chora. Por favor. - ele tenta me abraçar, mas eu hesito. - Mellanie, por favor. Me desculpa pelo que eu disse. Independente de toda nossa discussão de ontem, eu não deveria ter dito isso. Eu lembro muito bem... Eu não sei como foi quando eu cheguei em casa, mas eu lembro do que eu disse. Eu realmente não sou a favor dessa consulta nem nada, mas eu exagerei, fui imaturo. - passo as mãos no rosto e ele tenta me abraçar de novo. - Eu não aguento te ver chorando. - ele sussurra e eu dou os ombros.

- Então me deixa passar. Você vai acabar acordando nossa filha. - ele assim faz e eu corro para o nosso quarto. Vou ao banheiro para chorar sozinha e então faço minhas higienes. Tranco a porta e ele bate algumas vezes, não respondo. Penteio meu cabelo e prendo num rabo de cavalo. Tomo um banho de água morna e assim fico mais calma. Calço meu chinelo e tiro meu celular do carregador: 7h18. Ainda está tão cedo. Por que acordamos na mesma hora? Visto um shorts jeans branco e uma regata cheia de flores. Justin entra no quarto com uma garrafa d'água nas mãos e deve estar morrendo de dor de cabeça. Eu simplesmente não consigo segurar. Estou tão triste, com dor no corpo. Dormi toda torta. - Você pode me ouvir?

- Sim.

- Eu errei ao te dizer aquelas coisas ontem, me desculpa. Nós exageramos na situação. - ele assente e eu sento na cama. Ele senta ao meu lado. - Eu não queria ter te magoado. - ele assente e fecha os olhos por um bom tempo. Eu quero chorar, de novo. - Não vou mais fazer isso... Se você pensa diferente... Eu... Eu opero, sei lá. Eu fico no outro quarto.

- Não fale coisas sem sentido.

- Ei. Não. Não. - ele vira de frente para mim. - eu não consigo conversar com você chorando.

- Então tchau. - ele me abraça bem forte e eu choro livremente, agora, nos braços dele. Eu só estou chateada. Não esperava ouvir isso dele bêbado. - Me solta. - sussurro e ele me aperta contra seu peito ainda mais forte. Estou na minha pior semana emocionalmente.

- Eu agi de maneira imatura. Eu não sei de onde tirei aquilo. Eu me sinto tão mal por ter te magoado desse jeito. Você é a minha vida.

- Sua vida que você vai e arruma outra. - ele se afasta. 

- Me perdoa. - ele segura minhas mãos e beija minha aliança. - Às vezes eu sinto como se a minha única função fosse te engravidar. É idiotice, eu sei, mas isso passa pela minha cabeça. Se eu operasse, qual seria a sua motivação? Não teríamos mais filhos, não iríamos nunca mais pensar em filhos, nem na questão familiar. Não faz sentido. Eu sei. Eu só... Fiquei tão incomodado que não quis passar por isso e te disse o que jamais deveria.

- Eu sou casada com um homem, não com os espermatozoides dele. Nós não transamos só para ter filhos. - Justin parece querer rir. - Porra. É óbvio que você não serve só para fazer filhos. Você também é dono de uma empresa enorme. - ele ri. - Eu só fiquei muito chateada porque nunca esperei ouvir isso de você... Com essas palavras. Talvez algo diferente. A ideia de você me deixar simplesmente porque eu teria operado para não ter filhos me deixa tão triste, porque eu nunca faria isso com você.

- Eu amo você além da vida, Mellanie. Você sabe muito bem disso.

- Tá. Eu não quero mais falar sobre isso agora. Preciso acordar Luna daqui a pouco e as crianças. Bom trabalho.

- Eu... Não vou pra lá agora. - eu vou entrar um pouco mais tarde, esperar até que Lindsay chegue. Ele não tem curso hoje. 

- Você disse que iria.

- Estou me sentido numa ressaca.... Eu queria que você me desculpasse.

- Eu te desculpo, mas o que você disse fica pra sempre aqui. - aponto para a minha cabeça. - igual as outra milhões de coisas que já dissemos um ao outro.

- Ahhh... Eu não quis dizer aquilo.

- Eu também não quis te dizer algumas coisas, mas disse. Eu vou desmarcar o seu médico e assim o assunto está encerrado. - ele não responde e então ouço Brandon me chamar.

- MAMÃE. BOM DIA. - Ele grita e eu rio antes mesmo de chegar até ele, que aparece no corredor com o rosto todo amassado.

- Eu amo você. - ele fala baixinho conforme me olha nos olhos e acaricia meu cabelo. - Me desculpa, porque eu já te desculpei. - assinto em concordância. Ele já me desculpou? Pelo quê? Por marcar uma consulta para tirar dúvidas? Apenas reviro os olhos.

- BOM DIA MEU AMOR. - Eu abro os braços e ele me abraça bem forte, então dou-lhe um beijo no rosto e o sigo até o quarto para que escove os dentes.

- Eu sei o que você sente por mim. Legal você ter me desculpado por ter simplesmente agendado uma consulta para tirar dúvidas. Vai trabalhar. Eu estou cheia de afazeres.

- Você não vai me dar remédio?

- Eu não sou sua mãe. - ele mareja. - pegue você. Ele simplesmente abre a dispensa, mas não acha o remédio. Pega suas chaves na bancada e sai de casa batendo a porta. Ouço sua moto sair em instantes.

Aperto sua mão e ele não solta, apenas ignora.

- Eu não sei por que somos assim às vezes. - ele continua assistindo teve e eu acaricio sua mão direita com a minha esquerda. Descanso a mão direita em sua barriga e ele suspira fundo, inquieto.

- Eu não quis ter te magoado. - ele me olha de lado. - Você vai chorar? Porque eu não consigo conversar com você chorando.

- Eu não sei. Por quê?

- Você sabe porque. Eu não consigo te ver chorar. Você me desculpou?

- Eu te falei que sim.

- Eu te juro que não penso nisso. Nunca pensei. - assinto e continuo acariciando sua mão. Ele se ajeita para ficar de frente pra mim. - Você é a única mãe que eu tenho por perto. Então você também tem que cuidar de mim. - ele fala baixo e eu me derreto.

- Eu sempre vou cuidar de você. Pesou minha consciência quando você saiu sem o remédio.

- Eu estou com dor de cabeça até agora.

- E você não pegou o remédio?

- Eu não achei!! Eu não sei onde você esconde. Tomei café o dia todo.

- Eu não escondo. Vou pegar pra você. - levanto da cama e vou até a cozinha. Pego o comprimido, um copo com água gelada e subo as escadas. Lindsay está passando a noite aqui hoje. Está no quarto com os gêmeos. Luna dormiu no colo de Justin tem 10 minutos. - Aqui está. - entrego a ele, que toma e coloca o copo ao lado.

- Muito obrigado. Eu não bebi tanto ontem... Mas estou me sentindo como se fosse 10 shots de tequila. - rio e sento ao seu lado. - Você é a minha companheira e me deu três filhos. Nunca na vida eu pensei que seria tão feliz assim. - sorrio novamente. - Foi por isso que eu me senti um idiota com o que te disse. Na hora eu não me toquei muito... Mas eu acordei com a cabeça latejando e foi a primeira coisa que me veio à cabeça.

- Eu imagino. - ele acaricia minhas costas. - Ontem foi um dia... Complicado. - ele assente e beija minha aliança. - Eu estou tão cansada.

- Você passou a noite na poltrona?

- Sim. Luna nem acordou.

- Sério? Ela dormiu direto?

- Sim. Vai ver era só porque eu estava lá. - Ele termina com a água e deixa no criado mudo.

- E você não está com dor nas costas?

- Sim.

- Você precisa dormir... Ainda bem que Lindsay está com os dois.

- É. Estou cansada. - ele levanta e apaga a luz. Deito de bruços e Justin começa a massagear minhas costas com a mão esquerda. Relaxo e murmuro baixinho. - obrigada. Até amanhã.

- Boa noite, Mel. - ele beija meu cabelo e continua massageando minhas costas. Não demora muito até que eu pego no sono. Acordo com o choro de Luna e levanto às 3h30. Justin está dormindo. Fico com ela no quarto e dou de mamar. Ela está com cólica. Depois de muito custo, consegue dormir, e eu fico com ela no colo por um bom tempo. Eu a coloco novamente no berço e volto para o nosso quarto. Faço xixi e deito na cama. Justin está todo esticado conforme deito ao seu lado.

- Ela chorou?

- Sim. Já está dormindo. - ele me abraça bem forte, de modo que fico de costas para ele e encolho meu corpo. Justin me abraça na barriga e da um beijo em meu ombro esquerdo.

- Você é uma mãe incrível. - ele sussurra e voltamos a dormir.

...

Apesar dele não querer ir ao médico, eu mandei uma mensagem e disse que iria sozinha. Justin me ligou de imediato.

- Você está indo agora?

- Sim. Entrando no carro. Eu vou só tirar algumas dúvidas e entender como funciona. Se você não quer ir, tudo bem. Mas eu vou.

- Mellanie, eu achei que você tinha desmarcado. - Coloco no viva-voz e começo a dar ré. - Mel.

- Oi. Eu vou rápido.

- Eu vou com você. Estou descendo. Espere aí.

Ele desliga. Fomos atendidos no horário previsto, às 10h e então tirei todas as minhas dúvidas sobre como funciona o processo de vasectomia. Justin sequer abriu a boca. Eu me senti numa consulta com Brandon, que espera a mãe dizer tudo. 

- E a vasectomia é reversível? - Foi a única pergunta dele. Bem previsível, na verdade. 

- A vasectomia é reversível sim, porém, a taxa de sucesso da cirurgia de reversão pode variar muito. - O doutor responde numa boa e isso é algo que eu não sabia. - Se você quiser reverter a cirurgia, o quanto antes é melhor. Há complicações. - Justin assente.

- Entendi, eu pensei que fosse irreversível. - Justin conclui e então descansa a mão esquerda na minha coxa.

- O fato é que não podemos fazer uma vasectomia pensando em revertê-la num futuro próximo. Por isso é um procedimento bastante procurado por casais que já têm, pelo menos, dois filhos.

- É, nós temos três. - Falo ao dar os ombros e ele assente. A consulta terminou e voltamos para a JKC sem tocar muito no assunto. A verdade é que Justin percebeu que a possibilidade de vasectomia não é um bicho de sete cabeças, mas sim apenas uma futura possibilidade. 

Justin chega da JKC e então está todo tagarela. Mal tínhamos conversado desde a consulta e ele buscou as crianças no colégio, cheguei da faculdade à noite e ele esteve com os dois até umas 21h, pelo que eu entendi, no escritório. Tive um dia produtivo e bastante cansativo. Luna chorou boa parte da tarde e eu descobri que os dentes dela estão incomodando. Assim ela fica irritada, com dor e coceira.

Deito para dormir e ele vem até mim.

- Como foi seu dia hoje? - Bocejo e então sento na cama.

- Calmo. - ele fala sonolento. - E aqui?

- Um pouco cansativo, mas produtivo.

- E a faculdade?

- Foi legal, até. - dou os ombros e ele deita a cabeça no meu travesseiro. - Não estou com muito sono hoje...

- Você acabou de bocejar. Eu estou, um pouco .- Ele encosta os lábios no meu pescoço. - Você é tão cheirosa. - ele beija meu pescoço uma única vez. - Estamos bem? - ele pergunta num fio de voz e eu dou um selinho nele.

- Depois de você ter ido comigo ao médico? Muito bem. - Justin segura meu rosto e então me dá um beijo de língua tão calmo. Eu seguro seu cabelo com os dedos firmes e então acaricio seu couro cabeludo. - Você me deixou tão feliz quando decidiu ir na consulta comigo. - Ele sorri e me dá um selinho.

- Foi meio sem pensar... eu não queria que você fosse sozinha. - Assinto em concordância. - Não é uma coisa absurda, mas... eu não quero. - Concordo.

- Tudo bem. Não precisamos mais falar sobre isso. - Acaricio seu couro cabeludo e então sua nuca. Trocamos um único selinho e Justin me abraça de lado. Ele deita em cima de mim imediatamente e da vários selinhos. Gosto de beijos calmos, gosto da pegada dele. Gosto do fato de que após dois dias... Estamos bem. Justin me beija com gosto e me dá mais um selinho, eu o acaricio cada vez mais calma na nuca e ele suspira fundo. Eu o abraço nas costas e ele solta o corpo em cima de mim, agora com o rosto escondido no travesseiro, os lábios em meu pescoço. - Eu vou cuidar de você sempre.

- Eu também sempre vou cuidar de você. - ele morde meu pescoço e eu acaricio suas costas. Beijo sua testa meio de lado e volto a mexer em seu cabelo.

- Sabe que... Independente de estarmos juntos há 7 anos. Falamos coisas sem pensar e nos arrependemos. Tudo faz parte do relacionamento. - ele assente. - Isso não quer dizer que eu necessariamente saberia reagir bem a algo que você me diz e vice versa. - ele concorda novamente e me aperta com força, agora deitando um pouco mais para baixo, o rosto entre meus seios, em cima da camisola. - No final o que importa é nos reconciliamos até 72 horas depois.

- Tudo isso?

- Sim. - Justin ergue o corpo e me dá mais dois selinhos. Eu acaricio suas costelas e ele beija meu queixo, logo meu pescoço e trocamos outro beijo de língua. - Mas às vezes seremos um pouco imaturos. É inevitável.

- Eu pulei na piscina do nada. - ele me faz rir. - Eu estava tão irritado que queria sumir, mas mesmo debaixo d'água eu te ouvia.

- Você foi um pouco impulsivo.

- Sim. Quase estragou a chave da moto. - Ele fala todo gracioso e apenas desvio o olhar.

- Espero que não faça mais isso.

- Não farei. - ele ri.

- Eu te neguei ajuda pra tomar remédio de ressaca.

- É. Você estava certa, na verdade. Só o comentário que foi desnecessário.

- É. Mesmo assim... Eu poderia simplesmente te dar o remédio. 

- Eu passei o dia tomando café. - ele fala baixinho e eu o abraço nas costas. Acaricio seu cabelo. - Sabe que... foi bom termos ido lá. Assim encerramos esse assunto.

- Você encerrou?

- Sim. Eu não penso em operar hoje em dia, mas agradeço a ideia. - Dou um tapa em seu braço após tanto cinismo. - Podemos falar sobre isso mais pra frente?

- Sim, podemos.

- É que realmente a ideia de inseminação me fez sentir um inútil.

- Você não é inútil.

- Mas eu me senti... Sei lá. Eu sou complicado, você também. - assinto e ele beija entre meus seios. - Eu realmente me arrependi do que te disse. - "Opere você que eu acho outra".

- Ei, já falamos sobre isso ontem... 

- Eu deveria apenas ter chego e dormido. - Com certeza ele deveria.

- Jay. - Já encerramos essa situação ontem mesmo.

- Me desculpa. - ele fala feito criança e eu sorrio. Beijo seu cabelo. - De verdade. - ele me olha nos olhos e eu assinto.

- Eu te desculpei. Ontem. - acaricio seu couro cabeludo e ele beija meu pulso direito. Ele me dá um selinho e então um abraço bem forte. - Eu amo você.

- Eu amo você demais. - ele sussurra. - Eu não suporto te ver triste e chorando por algo que eu disse.

- Assunto encerrado. - Ele concorda com a cabeça e meu celular vibra. Pego rapidamente e é uma mensagem de minha mãe. Fotos de Daisy com Alice e com Paul. Ela está enorme. 

...

- Olha. Vamos... Com calma, tá legal? - nego com a cabeça.

- Calma? Onde? Nada dá certo. Eu não consigo ficar calma e você acha que consegue, mas também não está.

- Do que você está falando? Mel, calma.

- EU NÃO VOU FICAR CALMA. LUNA ESTÁ FICANDO NUMA ESCOLA O DIA TODO E... Isso é difícil. Tem muita coisa acontecendo agora. - ele assente e coloca meu cabelo para trás. - Ela anda irritada porque os dentes estão nascendo e não temos tempo com ela em casa para ajudá-la a andar sozinha. Eu não quero que ela aprenda tudo na escola. Eu quero que ela aprenda conosco, Justin.

- Ei. - eu o encaro conforme ele toca meu queixo. - Está tudo bem. Eu sei que as coisas nem sempre são como planejamos, mas somos bons pais e vamos dar um jeito nessa rotina. Você não precisa ficar estressada. 
 

SPOILER

- Eu estou muito preocupado. Ele nunca foi parar no hospital por uma coisa séria. Será que ele está em coma?

- Shhh... - acaricio seu cabelo e faço cafuné nele. - Ele vai ficar bem.

- Como você sabe?

- Porque eu sei. - acaricio seu lóbulo esquerdo e então Luna deixa o copinho de lado.


Notas Finais


Boa noite meninas!!!!
Muito feliz que vocês decidiram comentar e eu nunca tinha visto algumas pessoas que apareceram. Obrigada a todos que tiram um tempinho pra acompanhar essa fic. Significa muito pra mim.
Aceito críticas e sugestões.
Beijosss


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