História Behind The Secrets - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Ryan Butler
Visualizações 11.422
Palavras 2.451
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Who?!


- Quem é você afinal? - Questionei assustada, dando passos para trás, tentando ficar o mais longe possível dele.

- Quem você acha que eu sou? - Arqueou uma das sobrancelhas com um leve sorriso no rosto, o que me deixou ainda mais confusa e assustada com a situação. - Melhor ainda, quem você quer que eu seja? - Tornou a sorrir, um tanto duvidoso e apoiou com o braço esquerdo no capô do carro, esperando a minha resposta.

                                      2 semanas atrás 

01 de Agosto de 2013 

 

“Nunca pensei que estaria aqui, em uma hora como essas. mas é o único lugar dessa casa em que eu me sinto segura quando estou desanimada demais. Meu pai sempre me trazia para cá e dizia que quando eu estivesse triste ou chateada com algo, esse era o lugar certo para que ninguém visse.

Procuro não transparecer meus sentimentos, apesar de não ser uma pessoa fria. Só não gosto que as pessoas tentem me enxergar como uma garota meiga, tímida e que tem medo do mundo, ou das pessoas.

Se tem algo que não tenho medo, é das pessoas. Gosto de desafios e sinto que posso envolver os outros apenas com a minha lábia. Talvez tenha aprendido com o meu pai. Minha mãe sempre dizia que ele era ótimo para enrolar as pessoas, ou mudar sua cabeça apenas com uma conversa. Se isso é bom? Até o momento não me prejudicou em nada.

Desde que ele foi embora, tento entender o que pode ter acontecido. Minha mãe ficou muito triste durante um ano, mas parece que depois ela foi se conformando e hoje está bem com o namorado dela, o Paul. Até que ele é legal, mas não tem como substituir e tomar o cargo de pai.

Passei as férias inteiras em clubes noturnos e festas com a minha prima, e as vezes com o Luy. Apesar que, ele não gosta muito dessas coisas. Tem uma maneira tradicional de levar nosso relacionando a diante. Ele prefere me levar para jantar e ir ao cinema. O que nao é muito a minha praia, mas eu levo numa boa. O tanto que ele já me aguentou, merece o meu melhor. É uma pena que, presumo que esse namoro não durará mais que um ano, o que falta pouco para se completar.

- Colégio Mellanie - Ela sabe que eu já estou acordada, por que tem que gritar?

-Estou indo. - Ergui a cabeça e ao dizer no mesmo tom que ela.

Saí do meu pequeno esconderijo, um mini quartinho entre as roupas do guarda-roupa, feito pelo meu pai, como naqueles filmes de investigação, em que os caras perigosos sempre tem um lugar para guardar seus materiais de uso. Bem, esse é o meu lugar. Passei as mãos no rosto para tirar a cara de choro e peguei minha bolsa.

- O que aconteceu filha? - Passei pela sala com uma expressão séria.

- Estava apenas pensando em algumas coisas mãe, nada demais. - Caminhei até a porta, procurando a chave do meu carro com os olhos.

- Ainda sente muita falta do seu pai, não é? - Acariciou meu cabelo e parou para me olhar.

- É inevitável, mas foi melhor assim. - Assenti, sem saber o que responder e sorri forçado.

Saí de casa antes que ela dissesse algo. Fui para o meu carro e coloquei os fones de ouvido para me distrair.

As vezes eu penso, o quanto minha vida é monótona. Quase nunca tenho algo divertido, quero dizer, por um bom tempo. O Luy é um completo culto perto de mim, e minha mãe costuma tentar me proibir de fazer coisas erradas, como passar noites fora por aí. Preciso mudar isso algum dia''.

Jason P.O.V

Senti-me completamente perdido entre várias garotas e garotos conversando. Essa cidade é nova pra mim. Meu pai teimou para que nos mudássemos para cá o mais rápido possível e matriculou-me aqui. E mesmo que ele diga, sei que não tem nada a ver com o seu, ou melhor, com o nosso trabalho. Ele está mais em Moscou, do que aqui. O Nolan e o Greg ficaram no Canadá, e viemos sozinhos para esse lugar. Exceto o Greg e o Ryan, que trabalham com o meu pai e são uns dos meus amigos mais proximos. O senhor McCann disse que passaria uma semana por aqui, até que eu me estabilizasse na nova casa, e conseguisse me organizar nos horários de trabalho. Sim, eu trabalho com o meu pai, e não é nada fácil, ou simples. Requer muito sigilo e concentração. Sentei-me no primeiro banco que vi, e fiquei observado as garotas que passavam por mim. Muitas acompanhadas pelas amigas, e uma ou outra com namorado. Algumas não eram tão bonitas, mas em compensação tinham um corpo, que meu deus. É o meu tipo de garota. Em seguida passou outra, que além de ser bonita de rosto, tinha um corpo ideal, do meu gosto. Faltou um segundo para que eu perguntasse seu nome. Seus cabelos castanhos bem claros na altura pouco abaixo do busto, e sua pele clara com os olhos cor de mel chamaram-me completamente a atenção. Ela aparentava um olhar amargurado, mesmo tendo olhado-a por míseros segundos. Não tenho culpa se consigo analisar as pessoas em tão pouco tempo e ter uma ficha completa de seu físico. 

Meus olhos seguiram-a, até um garoto alto, de olhos claros e jeito de nerd. Deve ser um amigo dela. Ah não... Ela beijou-o nos lábios e ficaram conversando enquanto ela estava com os braços enganchados em seu pescoço.

Seria interessante descobrir o nome dessa garota. Ninguém me conhece aqui mesmo, não tenho nada a perder.

Assim que bateu o sinal, fui chamado pelo diretor.

- Acompanhe-me Jason, vou te levar para a sua sala de aula. - Segui-o até a segunda sala do enorme corredor.

- É aqui. - Apontou para a penúltima porta.

- Obrigado.- Sorri de lado tentando ser simpático.

Bati na porta, esperando que alguém do outro lado me autorizasse a entrar.

- Você deve ser o aluno novo, sente-se. - Assenti e fui para o único lugar vazio.

Não gosto de deixar minha verdadeira impressão logo de cara para quem ainda não me conhece. Optei por não abrir a boca nos três primeiros tempos.

Assim que voltamos do primeiro recreio, a garota que me chamou a atenção entrou na sala antes de todos, enquanto mexia em seus cabelos longos. Não sou nada clássico, e muito menos penso antes de dizer quando se trata de uma garota.

- Qual seu nome? - Segui-a, até seu lugar apoiando com a palma das mãos em sua carteira.

- Mellanie. Por que? - Respondeu-me enquanto mexia no celular, discartando qualquer interesse em pelo menos saber quem era.

Não me importo se fui indelicado de perguntar como ela se chama, sem ao menor dizer bom dia ou perguntar se ela estava bem. Eu só estava interessado em saber quem era ela.

- É muito bonita. - Tentei ser amigável, e fiz com que ela finalmente me olhasse nos olhos.

- Obrigada. - Notei um leve sorriso formar-se em seu rosto. - Você deve ser o Jason, não? - Arqueei as sobrancelhas, tentando entender como ela sabe meu ''nome''.  

Pelo que me recordo, até agora não conversei com ninguém, a ponto de me apresentar como Jason. Ela deve ser bem observadora. Gosto disso.

- Prefiro Jay. - Silabei as palavras, ainda mais próximo dela, voltando seu olhar a mim.

Apesar que, até agora ela mal me olhou nos olhos. Parecia completamente desinteressada na minha conversa. Confesso que é a primeira, que não se interessa logo de cara. Modéstia parte, claro.

Isso só me fez querer entender o que se passa por trás dessa garota quieta, desinteressada em tudo. Vai ver, é excesso de fidelidade ao namorado nerd.

Mellanie P.O.V

''Quando entrei no colégio, ouvi umas garotas comentando sobre o tal garoto novo, Jason que estaria em nossa sala. Como não estava nos meus melhores dias, mal olhei para as pessoas pelas quais passei. Segui o corredor dos armários com os olhos, procurando pelo Luy.

- O que houve amor? - Deu-me um selinho e acariciou meu rosto, ao desfazer o sorriso. Desviei o olhar, na esperança de parecer mais tranquila.

- Nada, só não estou nos meus melhores dias. - Dei a volta com os braços por seu pescoço, apoiando-os em seus ombros.

- Se der tempo, ainda hoje passo na sua casa para te animar. - Sorriu, segurando minha mão e deu-me um beijo no rosto.

- Se puder. - Falei pausadamente, ao contornar seus lábios com o polegar. Ele beijou-me calmamente, e nos afastamos pelo toque do sinal.

- Sendo com você, eu posso tudo. - Afastou-se aos poucos, indo em direção a sua sala.

As únicas pessoas que salvam essa sala, são a Adriele, Jenni e o Logan. Sempre fui mais fácil de me amigar com os garotos, eles são mais o meu estilo quando se trata de conversa, não tem medo do futuro e muitas vezes esquecem da consequência. Mas confesso que, gosto de partir para a atração. Praticamente todos os meus amigos são muito bonitos. Pelo menos no meu ponto de vista, claro. 

O tal garoto novo entrou na sala pisando forte no chão. Aparentava o tipo de pegador, e despreocupado com a vida. Bem, nada mal. Seu físico era bem definido, mesmo que por cima de uma camisa preta e uma jaqueta de couro escura, com calças skinny combinando com a camisa. 

Após os três primeiros tempos, fui a primeira a voltar do intervalo, já que o Luy foi jogar com os amigos. Sentei-me e fiquei mexendo no celular. Notei alguém se aproximar, mas preferi não perder tempo me importando com quem estaria ali.

- Qual seu nome? - Pelo canto dos olhos, notei que ele apoiou com as mãos na minha carteira. Era o tal garoto novo, todo vestido de preto.

- Mellanie, por quê? - Continuei mexendo no celular. Não queria demonstrar interesse por um garoto que eu nunca vi na vida. 

- É muito bonita - Fui pega de surpresa pelo elogio, que fez com que eu o olhasse olhos. Lábios fartos, pele macia e uma estrutura definitivamente digna de um garoto malhado.

-Obrigada. - Sorri simpática, ainda olhando pra ele. - Você deve ser o Jason, não? - Questionei enquanto pegava meu caderno de biologia na bolsa.

- Prefiro Jay. - Arqueou uma das sobrancelhas pensativo, tentando chamar-me a atenção.

Jay soou um tanto gay, mas guardei meu comentário para mim mesma. Confesso que mesmo ele sendo bonito, meu interesse em continuar aquela conversa era zero.

Desviei minha atenção para a sala, parando no Jason, que estava com o olhar parado em minha direção, como se estivesse olhando-me, porém pensando no nada, como se eu fosse um ponto fixo para os seus pensamentos.

Dei sorte que a minha sala foi liberada antes de todas as outras. Fui até meu armário e recolhi meu material, que pra falar bem a verdade, eu quase não uso. Os professores preferem a teoria apenas da explicação, o que quase não facilita.

Coloquei meus fones de ouvido e passei pela saída às pressas.

- Espera. - Fui interrompida antes de chegar no carro, ao ser puxada pelo braço.

- Me solta garoto. - Sacudi o braço esquerdo, soltando-me e franzi a testa. 

- Calma. Se eu fosse você, não falaria assim comigo. - Ele olhou-me ao colocar seus óculos escuros. Era o tal do Jason. Mas que diabos ele pensa que é para me puxar pelo braço desse jeito? Encolhi os ombros assustada e ao mesmo tempo surpresa com sua resposta.

- Tenho a impressão de que você não aparenta quem realmente é. - Deixei-o sozinho, e fui para o meu carro.

Não o conheço, e ele acha que pode me tocar com essa autoridade.

- Que coincidência. Penso o mesmo de você. - Mordi o canto da boca ao desviar o olhar e entrei no meu carro, sem responder.

Confesso que mesmo tentando ignorar o que acabara de acontecer, me surpreendi com esse garoto. Quem ele pensa que é, para me segurar desse jeito? Ele só sabe o meu nome, e mais nada. 

Espero que o Luy não sabia da existência dele tão cedo, quero ficar longe de problemas. Mas pensando bem, não seria nada mal dar um tempo a tudo isso.

Perdi-me nos pensamentos, ao ouvir o toque alto do meu celular. Era a Alice, como eu já previa:

"Tem como você vir em casa agora?'' - Alice

''20 minutos e estarei ai'' - Mellanie

Pois é, a Alice teimou que aquele bairro era o melhor para ela morar com a minha tia, que por sinal quase não fica em casa. Ela mora praticamente do outro lado da cidade.

Dentro do horário previsto, cheguei na casa dela. Estacionei na garagem, que estava vazia e ao descer do carro, coloquei meus óculos de sol e tirei a jaqueta.

Subi os 3 pequenos degraus, que davam para a porta e logo abri-a. Coloquei minha chave no bolso e chamei pela Alice.

- Finalmente você chegou. Preciso te mostrar uma coisa. - Ela puxou-me pelo braço, após um abraço forte e subiu as escadas correndo, ainda guiando-me até o quarto da minha tia. 

A cama estava arrumada, aparentava estar vago.

- Cadê a sua mãe? - Procurei-a com os olhos, e não encontrei. Alice mal me ouviu, correu para a janela e dobrou os dedos, chamando-me. -

- Ela viajou a trabalho. Vem ver isso.- Fui até ela, que olhava uma casa próxima, aliás, era quase uma mansão. O portão era coberto por um muro alto, um jardim grande e dois andares bem divididos.

- Que casa linda. Quem está morando ai? - Ela parecia animada, esperando que alguém aparecesse.

- Um garoto novo se mudou há uns dias aqui, ele está morando sozinho. Você precisa conhecê-lo. - Falou fitando a casa dele, provavelmente o esperando aparecer.

- Como ele é? Bonito? Já sabe o nome? - Fiquei na ponta dos pés para tentar enxergar algo, mas a casa parecia vazia. - Ele não está aí? 

- Tire os olhos, porque você tem namorado. Acho que ainda não chegou, mas vamos esperar aqui. Você precisa vê-lo. - Ri da sua resposta, e continuamos paradas esperando.

Em questão de 5 minutos, uma Lamborghini branca foi estacionada em frente à casa. Um garoto de topete, óculos escuros e jaqueta de couro desceu do carro.

- É o Jason? - Indaguei tentando enxergar seu rosto, apesar de ter plena certeza de ser ele. Nenhum outro garoto teria o mesmo jeito que ele, de usar essas roupas escuras em uma tarde como essa.



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