História Behind The Secrets - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Ryan Butler
Visualizações 3.919
Palavras 3.819
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - I did it?


Eu tenho certeza absoluta de que a ideia de se importar comigo é apenas mais uma jogada dele, para que eu não fique brava. Nunca mais quero me envolver com ele. Repito, nunca. 

 

           Jason P.O.V

Tudo foi terrível. A minha ideia de levar a Mellanie para aquela praia distante, foi que eu queria conversar formalmente com ela, não precisamente algo sério, mas uma boa conversa. Eu queria dizer que realmente estou gostando dela. Não sei se isso é algo forte... mas eu gosto dela. A sua companhia me faz tão bem. Tudo estava indo incrivelmente bem, quando ela atendeu o meu celular. Por que ela o pegou sem que eu visse? Ela não poderia ter descoberto logo hoje. Pude ver a frustração em seus olhos quando eu disse que meu nome é Justin Bieber. Eu queria que ela entendesse que eu iria contar a verdade, mas daqui uns dias. Eu queria ter a certeza de que ela não falaria para ninguém, mas eu não podia. Prometi ao meu pai e ao George que não falaria a ninguém desse país, ninguém mesmo. Mas desde que começamos a nos envolver, eu percebi que não teria problema em ser eu mesmo perto dela. Pelo menos, conseguimos manter a nossa conversa sem gritarias ou algo do tipo. No momento em que ela falou com o Greg, a minha vontade foi de asfixiá-lo para que calasse a boca. Aquele viado de merda não pensou que outra pessoa poderia atender? Era só ele me chamar de McCann. Já me acostumei com as pessoas me chamando assim mesmo. Eu estava triste por vê-lá chorar e não saber o que fazer. Eu não sou delicado, e muito menos tão atencioso. Mas quando eu a vi chorado por algo que eatasu fiz, minha única vontade foi de abraçá-la forte e dizer que tudo ficaria bem. Mas o que ficaria bem? Nós? Não existe nós. Eu não sei exatamente o que foi isso, mas eu agi como se estivéssemos juntos. Tem momentos em que eu penso nela sem querer, na maior parte do meu dia, para falar a verdade, de como ela é implicante com o meu jeito, quando está reclamando de algo ou pagando de boa em tudo. Eu nunca tive a intenção de mentir assim para ela, mas eu não tive escolha. Não poderia chegar e me apresentar como Justin Bieber logo aqui na Califórnia. No começo, eu fui contra a idea do meu pai e o Brad, mas com o tempo eu me acostumei com essa nova identidade. Tive que mudar completamente. Não foi fácil, mas me adaptei um pouco. Já faz mais de um mês mesmo. 

Eu queria que ela entendesse que eu não posso me apresentar como um Bieber para qualquer pessoa. Meu pai disse que, ninguém, em hipótese alguma pode saber disso. Particularmente eu achei um exagero e tanto, mas ele sabe o que faz. A única coisa que eu preciso que ela entenda, é que uma hora eu iria contar. Depois que a deixei em casa, fiquei um tempo sentado na guia em frente a minha moto, pensando em tudo. Eu não estava com cabeça para dirigir. Estava me sentido incomodado. Não sei exatamente que sentimento é esse, mas não consigo ficar tranquilo ou esquecer isso.

Minutos depois que ela leu minha mensagem e não respondeu, decidi ir embora. Preciso esfriar a cabeça de algum jeito... é um porre não ter quase nenhum amigo para ir à algum clube, aprontar por aí. Se eu falar com o Greg agora, acabo com ele.

 

- Tá a fim de ir em um restaurante noturno cara? 

- Com certeza. Deve ter muitos monumentos lá. E a Mellanie?

- Oh se tem. O que tem ela?

- Ela sabe que você vai?

- Não precisa saber. Ela descobriu que eu sou um Bieber... 

- Já entendi. Vamos para Las Vegas. 

- Ótimo. Meu cassino preferido.

 

Eu não queria continuar me preocupando com ela, mas era impossível pensar em outra coisa. O único jeito foi tentar me distrair saindo com outras garotas por ai. Como ela disse, não temos nada mesmo, e agora muito menos... isso não é nem um pouco bom. Preciso afastar os meus pensamentos sobre a Mellanie. Tenho anseio de que isso possa se tornar algo fixo, com relação a pensar nela a todo momento. 

Acho que irei de óculos escuros, porque assim posso estar sem essas lentes horríveis. Preciso beber para esquecer o que aconteceu hoje.

 

           Mellanie P.O.V

Passei mais de duas horas trancada no closet pensando no que aconteceu. Eu não chorava, mas continuava frustrada. Saí de lá quando já estava anoitecendo, e tomei um banho para relaxar. Quando minha mãe chegou em casa, preferi ficar no meu quarto, para evitar discussões. Eu já estava mal-humorada e de tpm, se ela viesse me perguntar o que aconteceu eu acabaria me irritando ainda mais. Fiquei estudando para Frânces e ouvindo músicas calmas, o que só piorou a minha situação. Eu não sabia o que estava sentindo, mas, de alguma maneira, eu queria entender o que acontece por trás de tudo isso. Ele disse que logo eu saberei de tudo. O que mais tem além de sua identidade falsa? Por que eu não posso saber agora? Por que ele é tão estranho assim? E a pergunta principal que faço a mim mesma... por que eu me importo tanto com isso? Preciso parar de falar com ele. Estou começando a ter certeza de que a pior coisa que fiz, foi magoar o Luy para ficar com o Jason, ou Justin. Nem sei mais como chamá-lo. Esperei minha mãe terminar o jantar, e como estava morta de fome, fui até a cozinha e jantei sozinha na mesa. Nenhuma novidade. Acho que o Paul deve estar aqui... Porque se ele não estivesse, ela teria me chamado por alguma razão.

Enquanto apagava todas as luzes, meu celular tocou distante. Corri até a bancada da cozinha e era o Jason... Justin. Pensei seriamente em atender, e não tinha nada a perder mesmo. Coisa boa não deveria ser.

 

- Melllllllll

- ....

- Eu gosto de você, sabia?

- Você está bem?

- Não. Eu gosto de você Mel.

- Jason?! Você está bêbado?

- Eu sou o Justin. Vem aqui comigo Mel. 

- Onde você está Justin?

- Não sei. Só... só sei que eu gosto de-de-de você Mel. 

 

A voz dele estava mais rouca que o normal, e pela barulheira de onde ele estava, gritava no celular ao dizer que gostava de mim. Era mais do que o óbvio que ele estava bêbado. Mas por que ele me ligou para dizer uma bobagem dessas? Se ele está bêbado, é obvio que estava brincando comigo, mais uma vez. 

Mesmo não tendo acreditado em sequer uma palavra que ele disse, eu queria saber o que o levou a me ligar para dizer isso. 

 

“O Jay me ligou bêbado, e disse que gosta de mim. O que você acha sobre isso?" - Mellanie.

''O que foi dito bêbado, foi pensado sóbrio. Pensa prima"- Alice

“Ele te ligou bêbado? Wow. Você já ouviu falar que, se ele sair e lembrar de você, mesmo não estando sóbrio, ele é seu? Tá, isso foi bem estranho, mas ele se importa com você''. - Adriele

 

Eu realmente detesto quando a Adriele consegue me entender, ou entender o assunto mesmo sem saber da metade. Como ela deduziu tudo isso, sendo que ela não sabe que nós brigamos, e não faz ideia do que aconteceu?! As vezes isso me assusta. 

Confesso que fiquei ainda mais curiosa, para saber onde ele estava, com quem e desde quando. Provavelmente, ele está em alguma boate, o que não é novidade, e acompanhado de uma qualquer.

Mas se ele deve estar com outras garotas, por que teria me ligado? A cada dia ele me parece mais estranho. Preciso parar de falar com ele. Não sei se devo olhá-lo como Jason ou Justin. 

Voltei para o meu quarto e fiquei sentada na cama, pensando na ligação dele, e da maneira como ele disse, soou tão irônico, mas ao mesmo tempo tão natural em sua voz, o que me deixou ainda mais confusa.Talvez a Adriele e a Alice estejam certas... eu só queria entender o porquê de toda essa mentira, do mistério, do jeito dele de ser. 

               ...

 

        Justin P.O.V

Minha cabeça latejava como se eu a tivesse socado na parede em um momento de raiva. Como não me lembro de nada, é possível que eu tenha feito isso. Abri os olhos com dificuldade, e a claridade invadia todo o quarto. Que lugar é esse? Olhei em volta e não havia absolutamente ninguém. Passei uma água no rosto e fiz o topete no meu cabelo. Coloquei meus óculos escuros e vesti minha camisa que estava jogada no chão. Eu tenho certeza absoluta de que nunca vim aqui antes. 

Abri a porta do quarto devagar, e Ryan estava parado pegando uma morena.

- Cara, onde nós estamos? - Falei ao coçar minha nuca, tentando me lembrar de como chegamos aqui.

- Na casa da Sofi. - Apotou para a garota, que sorriu safada. - Você não se lembra cara?

- Não. - Falei ao tirar meu celular do bolso. Não estava tão tarde. Preciso comer algo e ir para casa. - Vamos embora Ryan. - Movi a cabeça para o lado, para que ele entendesse que eu queria dizer algo. - Estamos em San Diego? - Falei baixo, para que a fartos não nos ouvisse.

- Las Vegas Jason. - Falou risonho. - Vai indo para o carro, qe eu me despeço das meninas. - Deu a chave na minha mão e desci as escadas el direção a porta que dava para ora. Eu estava completamente perdido. Não me lembro se ter chego aqui ba noite de ontem. Eu não me lembro de nada. Fui até o meu carro e assim que entrei, troquei a camisa, colocando uma branca, que escondia apenas as minhas tatuagens dos bíceps. Logo o Ryan entrou no carro e saímos de lá. 

- O que aconteceu ontem? Como viemos parar aqui? - Falei enquanto corria com o carro, tentando achar onde estávamos, para ir à alguma padaria, ou no starbucks mesmo. 

- Cara, como você não se lembra? Nós viemos para Las Vegas ontem a noite, certo? - Assenti processando o que ele dizia. - Fomos no cassino que você escolheu, e lá conversamos com uma três ou quatro garotas. Até ai você lembra? - Quando ele teminou a frase, foi como se um flash da minha discussão com a Mellanie, e a música alta do clube estivessem passando em minha cabeça ao mesmo tempo. 

- Ah eu lembro. Eu peguei as duas. - Falei vitorioso.

- Não pegou não. - gargalhou. - Eu peguei. Você só falava da Mellanie. Bebeu tanto assim que não se lembra? 

- Você só pode estar zoando comigo.

- Isso é épico. Eu não estou. Você realmente bebeu demais e ligou para a Mellanie. - Falou ainda rindo, provavelmente pensando na bobeira que eu fiz. Sério que eu liguei para ela? Eu não consigo me lembrar exatamente de tudo.

- Eu lembro que eu comentei ter brigado com a Mellanie, mas eu não liguei para ela.

- Cala a boca e olha Justin. - Ele tirou o celular do bolso e abriu um vídeo. Estacionei na minha cafeteria preferida e ele deu o celular na minha mão. Era um vídeo, o volume estava alto e era uma barulheira só. Uma garota morena estava tomando um drink ao meu lado, enquanto eu gritava todo bobo alegre falando com alguém no telefone. ''Eu só... só sei que eu gosto de-de-de você Mel''. Idiota.

- Eu não acredito de deixei de comer duas garotas porque fiquei pensando na Mellanie.

- Isso se chama ser um merda. É o que você é.

- Não, eu não sou. 

- Justin, você negou - soletrou a palavra- negou duas garotas. Você tem noção disso? Elas são muito gatas. - Falou gesticulando, enquanto olhava o cardápio.

- Estou confuso. Preciso falar com a Mel para resolver isso logo e acabar com tudo de uma vez.

- Desde quando você apelida alguma garota?

- Você está piorando as coisas Ryan.

Eu não conseguia entender o que me deu na cabeça para ligá-la, enquanto eu estava, ou melhor, deveria estar me divertindo com diversas garotas naquele lugar. O problema não foi que eu liguei para ela, mas foi que eu dispensei as garotas por ela. Por que eu fiz isso?

Pedi um lanche e um cappuccino, enquanto o Ryan fez praticamente o mesmo pedido.

- Você tem falado com o meu pai? Há dias não faço nada da investigação. - Falei enquanto fuçava minhas fotos do celular

- Isso é com ele. Não tenho muito o que fazer até o fim do mês. - Falou autoritário. Apenas assenti. - Ah, o Greg está na sua casa.

- O que? Ele não é doente de fazer isso. - Bati com as mãos na mesa com força, o que chamou a atenção das poucas pessoas que estavam ao redor.

- Ele não sabe que você está com ódio dele.

- Ódio? Eu quero matar o Gregório. - Falei ainda irritado. Depois do fora que ele deu, tem a audácia de ir à minha casa sem a minha permissão? Espero que a incompetente da minha empregada não o tenha autorizado entrar. O segurança que vigia toda a casa deve estar ciente disso também. Saímos da cafeteira e decidimos voltar para San Francisco. Não sei bem o que era, mas eu estava me sentindo estranho. Eu me lembrei completamente do que aconteceu ontem, tanto com a Mellanie, quanto com aquelas garotas. Eu nunca evitei garotas gostosas como aquelas. Eu sempre dava o fora depois de pegar. Mas antes, nunca. 

- Será que a sua garota lá contou para alguém que você é o Justin? - Falou ao aumentar o volume da música, que tocava na rádio.

- Não cara. Ela viu o quanto esse assunto é sério e... acho que não faria isso. - Falei tranquilo.

- Certeza? Ela não pode saber de absolutamente nada. Entendeu Bieber?! Nada. 

- Eu sei o que eu faço Butler. 

- Depois de dispensar aquelas duas garotas, estou desconfiando se você sabe mesmo.

- Cale a boca. Eu sou Justin Bieber.

- Grande merda. Ninguém aqui te conhece por essa identidade. - Ele estava certo. É estranho que, para os outros eu sou o Jason, e para poucos eu sou o Justin. Ainda acho isso extremamente desnecessário mas... ordens são ordens. 

- Isso não muda que eu sou um Bieber.

- Até quando você vai ficar dividido? Se você é um MacCann agora, esquece o Bieber. 

- Não. Eu sou o Justin. 

Assim que chegamos em San Francisco, fui direto para a minha casa. Estava precisando dormir para essa merda de ressaca passar logo. Detesto tomar remédios para isso.

Como o esperado, o carro do Greg estava do lado de fora, e eu estacionei o meu na garagem interna. Assim que descemos do carro, tirei os óculos e guardei-os no bolso. Ryan passou por mim e foi direto para o quintal. Entrei pela porta da cozinha, e a empregada estava tirando o almoço do fogo.

- Bom dia. - Falei seco, só para não perder o costume de tentar parecer simpático. 

- Bom dia senhor McCann. O almoço já será servido. - Falou toda sorridente.

- Ok.

Assim que pisei na sala, Greg estava esperramado na minha poltrona predileta.

- O que você está fazendo aqui? Vá embora. - Olhei-o autoritário e parei no primeiro degrau da escada.

- Qual o problema se eu ficar aqui? - Deu os ombros e aumentou o volume da tevê.

- Eu não quero você na minha casa. Já basta a merda que você fez.

- Se você está falando da sua namoradinha ter descoberto o seu nome, eu não tenho culpa se você a deu liberdade para mexer no seu celular e suas coisas.

- Ela não é minha namorada. A questão é que você não deveria ter falado iso sem ter certeza de quem estava com o meu celular.

- Você nunca deixa ninguém mexer nele. Como eu iria imaginar?

- Porque é óbvio.

- Você está de ressaca cara, vai dormir. - Falou apontando para a escada, como se quisesse que eu parasse de falar.

- Vai embora. Não quero te ver por aqui hoje.

Subi as escadas impaciente e fui para o meu quarto. Quem ele pensa que é para falar assim comigo? Meu pai é o chefe dele, e eu sou como se fosse. Ele não tem autoridade para invadir minha casa e ficar jogado por aí. Só espero que ele não comente com o senhor McCann sobre a Mellanie.

Liguei meu iPad e conectei com as caixas de som. Gosto de música bem alta. Entrei para o banho ouvindo músicas aleatórias. Para começar, Start From The Bottom do Drake. Às vezes, eu acho que seria um bom rapper.

Minha cabeça continuava latejando fundo, o que me fazia fechar os olhos com força para que essa dor terrível passasse.

Vesti um shorts branco e uma regata azul escura. Deixei meu cabelo todo baguncado, e como não iria sair de casa agora, não coloquei aquelas lentes horríveis. 

Pensei em descer para almoçar, mas eu estava quase dormindo em pé, e em um completo mau-humor. O que me resta é dormir.

- Eu não consegui.

- Você o que? Não tem como você não conseguir.

- Eu olhava para elas e você me vinha a cabeça. Foi algo estranho.

- A consciência pesou, foi?

- Eu gosto de você Mel. 

- Grande coisa. 

Balancei a cabeça com força, e em instantes despertei. Peguei meu celular e ainda eram 14h30. Foi apenas uma cena que fantasiei durante meu cochilo. É claro que eu não falaria isso para ela, e ela provavelmente não daria a mínima mesmo. 

Fiquei mais alguns minutos fitando o teto, e pensado no que deveria fazer ainda hoje. Eu queria ir à casa da Mellanie e tentar conversar com ela, mas acho que não é a hora certa. Ela não deve estar entendendo nada, e eu não posso fazer muito para que ela entenda.

 

"O Greg está aqui?" - Pai

"Espero que não. Por que?" - Justin

"Ele tinha que estar aqui em Moscou desde cedo". - Pai

"Liga pra ele. Eu estou saindo de casa". - Justin

 

Fiz minhas higienes e um topete no meu cabelo. Coloquei as lentes de contato e uma blusa preta. Não iria perguntar para a Mellanie se ela estava em casa, ou se havia alguém lá. Seria apenas mais um motivo para ela tentar me evitar, ou não responder.

Peguei uma garrafa d'água e saí de casa sem falar com ninguém. Ao passar pelo centro, pensei seriamente em ir à casa dela, como era o meu plano de antes, mas ela ainda deve estar muito irritada, e com raiva de mim. Sinceramente, eu não queria que sua impressão mudasse sobre o que temos até o momento, ou tínhamos.

Apesar de tudo, não consigo entender como fui capaz de ignorar garotas gostosas e bonitas como aquelas, por estar com peso na consciência. Nunca, em toda a minha vida eu fiz algo parecido com isso... pelo menos eu não me lembro de ter tido uma atitude como aquela. Tento me arrepender, mas algo mais forte do que isso me impede de uma maneira absurda. 

Para me distrair, decidi ir à casa de um amigo do meu pai, que sempre está por aqui, e me ajuda com o trabalho quando o senhor McCann não tem tempo. Sei que sou experiente no que faço e não preciso de ajuda, mas se não fizer algo bom ainda hoje, acaberei indo para a casa da Mel, o que não pode acontecer agora. 

                                              ...

Sobrevivi um único dia sem falar com a Mellanie ou vê-la. Confesso que foi mais difícil do que eu maginava, porque além do que aconteceu, meu peso na consciência parecia cada vez maior. Eu precisava que ela entendesse tudo, mas ela não pode, não tão cedo.

Senti uma tremenda vergonha quando me lembrei de que liguei bêbado para ela, dizendo que gostava dela, o que realmente é verdade, mas eu jamais deveria ter falado, ainda mais horas depois do que eu deixei acontecer. Como sempre, sou um besta quando se trata desses assuntos, que envolve mulheres. Não digo no sentido de experiência, mas no sentido emocional. Preciso melhorar nisso.

Resolvi ir à casa dela pouco após o almoço, porque pelo que ela me diz, a mãe dela nunca está lá neste horário, o que é bom, porque assim poderemos conversar com calma, se ela estiver lá, claro.

Achei melhor não colocar óculos, porque eu já estava com as lentes, e queria conversar sério com ela. Eu não sabia se deveria mesmo dizer que estou realmente sentindo algo por ela, porque apesar de ter essa dúvida, eu não sei definir o que é. Eu apenas não quero que a Mel continue brava comigo. 

Dobrei a esquina de sua rua, e não havia nenhum carro na garagem. Só falta ela não estar aqui. Não posso perder a viagem por isso.

Desci do carro com o celular e as chaves nas mãos. Caminhei lentamente até a porta e toquei a campainha. Estava me sentindo um completo tolo, por vir aqui apenas para me desculpar com uma garota. 

- O que você quer? - Ela abriu a porta e estava enrolando os fios de seu cabelo com os dedos. Ela estava com um olhar desviado do meu.

- Quero saber como você está. Podemos conversar? - Falei ao esconder as mãos nos bolsos. 

- Não temos nada para conversar. Se você quer saber, eu não vou dizer a ninguém que você é um mentiroso e tem duas identidades. - Deu os ombros e apoiou com a mão na maçaneta impaciente, pronta para fechar a porta na minha cara.

Ela cita minhas duas identidades como se fosse a coisa mais fácil do mundo de se esconder, ou acostumar. 

- Eu sabia que poderia confiar em você. - Tentei amolecer seu humor, o que não ajudou em nada.

- Se soubesse não teria mentido. Fala logo o que você quer.

- Você me odeia tanto assim? - Falei sem pensar. Foi a única coisa que me veio a cabeça. 

 

     SPOILER

- Pelo menos eu não sou bipolar igual você. - Retruquei.

- Pelo menos eu penso no que falo, e depois não me arrependo. - Retrucou o que eu disse.

- Mentira.

- Não é mentira.

- É sim. - Murmurei ao cruzar as pernas no banco. - Aposto que se arrependeu de tudo o que me disse desde que estávamos na sua casa.

- Huh. - Resmungou como se não soubesse o que dizer. - Por que eu me arrependeria?


Notas Finais


Espero que estejam gostando!


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