História Behind The Secrets - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Ryan Butler
Visualizações 3.953
Palavras 3.827
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura meninas!

Capítulo 15 - I like you


- Eu sabia que poderia confiar em você.

- Se soubesse não teria mentido. Fala logo o que você quer.

- Você me odeia tanto assim? - Falei sem pensar. Foi a única coisa que me veio a cabeça. 

- Eu não odeio você... eu... não odeio. - Ela se atropelou nas palavras, como se não soubesse o que dizer. Talvez, isso seja bom, apesar de ter soado como uma ironia na voz dela.

 

      Mellanie P.O.V

Eu estava surpresa com a vista dele de última hora aqui. Realmente imaginei que ele não me procuraria mais, e vice versa. Apesar da ligação de ontem dele, eu sei que ele deve ter dormido com várias garotas, e tentou me fazer de boba, de novo.

- Eu não odeio você... eu... não odeio. - Zilhões de palavras e sentimentos me vieram a cabeça, e a única coisa que consegui dizer, foi que eu não o odeio. 

- Mesmo? - Falou ao inclinar pouco sua cabeça. Assenti fraca sem saber o que dizer. 

- Fala logo o que você veio fazer aqui. - Desviei o olhar do dele, tentando permanecer séria. 

- Vem comigo. 

- Não. - Respondi rápido. 

- Não vamos demorar. Preciso te mostrar uma coisa na minha casa. - Pegou na minha mão, e soltei-me instantaneamente. 

- Eu não vou na sua casa. Já falei que não quero mais falar com você. - Falei olhando para ele, que lambeu os lábios e permaneceu sem expressão alguma. 

- Você não precisa falar comigo. Só irei te mostrar algo importante. - Pegou nas minhas mãos, tentando me puxar para fora de casa. Mesmo que eu quisesse, eu não podia. Além de estar sem o meu carro, estou de castigo. 

- Eu não posso. Estou de castigo. - Falei olhando para baixo.

- Qual o motivo?

- Minha mãe ficou inconformada do que eu fiz com o Luy, e não me deixa sair de casa, até segunda ordem. - Ele sorriu de lado, como se estivesse se sentindo importante por ser o motivo da minha discussão com a minha mãe.

- Para nenhum lugar?

- Só para a casa da Alice. - Ele rapidamente sorriu e olhou-me nos olhos.

- Vamos para lá então. Eu prometo que não iremos demorar.

- Quem me garante que você não está mentindo? - Dei passos para trás, entrando novamente em casa.

- Não estou. Vem Mel. - Moveu sua cabeça para o lado, para que eu o seguisse. Eu estava irritada e decepcionada com ele, mas o que ele tem que me mostrar que é tão importante? Mais uma mentira? Em segundos, minha cabeça estava repleta de dúvidas.

- Sobre o que é? - Falei ainda duvidosa. 

- Por favor. Vamos. - Tornou a pedir a mesma coisa.

- Eu não quero ir.

- Mellanie. Eu já disse que é importante. Se eu demorar mais do que 20 minutos, você pode reclamar o quanto quiser. - Sorriu de lado, esperando minha resposta. 

Fui até o sofá e peguei meu celular. Ele continuou parado na porta, me observando sem dizer nada. Eu estava completamente decepcionada com ele, triste com o que aconteceu, mas eu estava ainda mais curiosa para saber do que se tratava. Passei as mãos no rosto, ainda pensando se deveria ir ou não. A verdade é que eu já estava indo com ele. 

Entrei em seu carro e ele olhou-me antes de dar a partida. Olhei para a janela, e pelo canto dos olhos percebi que que ele ainda me olhava. Não trocamos sequer uma palavra. Ao chegar em sua casa, ele estacionou na rua mesmo e desceu do carro.

- Você tem 20 minutos. - Falei séria e segui-o até a porta. Ele sorriu e continuei seguindo-o. A empregada olhou-me curiosa e não disse nada. Ele subiu as escadas e eu parei na metade.

- Fale aqui. Eu não vou para o seu quarto. - Cruzei os braços, olhando-o de longe.

- Você também não colabora... - Desceu até onde eu estava e puxou-me com força pelos braços. Parei perto da porta e ele olhou ao redor, procurando algo.

Finalmente, pude ver como realmente é seu quarto, já que naquela noite estava tudo tão escuro. Sua cama de casal era decorada por um conjunto de cama azul bem escuro, uma televisão enorme, seu closet era maior do que o banheiro, uma cômoda ao lado da varanda e uma escrivaninha, do qual estava seu macbook e outros objetos. 

- O que você tem para me mostrar de tão importante? - Apoiei com a cabeça na parede olhado para ele, que foi até o banheiro e deixou a porta aberta.

- Venha aqui. - Fui até lá. E ele estava se olhado no espelho. Pegou duas pequenas tampinhas, de lentes de contato e abriu-a. - Olhe. - Ele lavou as mãos e colocou a ponta dos dedos nos olhos, tirando a lente. Não era qualquer lente. A lente o deixava com olhos escuros, mas na verdade, os olhos ser eram cor de mel, próximo ao esverdeado. Arregalei os olhos olhando-o através do espelho, que tirou as duas.

- Não suporto usar isso. - Olhou-me nos olhos, e a cor natural era muito mais bonita. O deixava com um ar mais vivo, como se aquela lente escondesse o verdadeiro olhar dele. Eu não sabia o que dizer. Se ele mentiu sua identidade, não deve ser à toa que usa lentes.

- Por que você escolheu de outra cor? Seus olhos são tão bonitos. - Falei sem perceber, e ele sorriu ainda olhando-me bem próximo.

- Eu não preciso de óculos. Isso apenas faz parte do Jason. - Ele falou como se o Jason fosse outra pessoa. Eu estava confusa. - Ah, e... o meu cabelo, não é desta cor. - Ele passou as mãos nos fios para que eu olhasse. - É louro escuro, quase um castanho. Mas eu tive que pintar para ficar dessa cor. 

- Tem alguma foto? - Falei com a voz baixa, tentando entender o que o fez me dizer essas coisas. Ele tirou o celular do bolso e abriu uma foto. Entregou na minha mão, e ele estava com um moletom vermelho, seu cabelo tão claro quanto seus olhos, o que era quase um louro escuro, como ele disse, e ele sorria na foto, olhando para o nada, ao lado do Ryan. O sorriso dele é mais do que encantador. Automaticamente sorri junto com a foto, e ele também.

- Quem você prefere? - Falou sorridente e guardou o celular no bolso novamente. 

- Eu não sei... continuo confusa. - Passei as mãos no cabelo, tentando processar tudo isso de uma vez só. - Não sei como te chamar.

- Para os outros, eu sou o Jason. Para você, eu sou o Justin. - Ele disse como se fosse algo ímtimo entre nós, mas... eu continuava pensativa sobre o que nós tivemos. Não foi um desentendimento qualquer, que uma palavra carinhosa pode apagar. Ele mentiu sua identidade, completamente. Seus olhos, a cor de seu cabelo e... Isso é demais.

- Por que tudo isso? Você por acaso é fugitivo da polícia? - Falei duvidosa e ele riu.

- Claro que não.- Suspirou e apagou a luz do banheiro. - Um dia você entende.

 - Agora você pode me levar para casa? - Falei triste. Eu entendo que a inteção dele de ser sincero foi boa, mas tudo está ficando ainda mais confuso e difícil de entender. Não há lógica em tudo isso. Ele não me explica o que o fez mentir sobre tudo isso.

- Ainda tenho 10 minutos. - Olhou no relógio do pulso e abriu um enorme sorriso. - Não sei exatamente como te dizer isso... - Eu não fazia ideia do que ele estava se referindo, então dei os ombros para que ele prosseguisse. - Naquela noite, antes de ontem, eu fui para Las Vegas com o Ryan e.... - Interrompi-o impaciente.

- Você pegou várias garotas e me ligou bêbado para zoar. Eu já sei.

- Não. - Falou rápido. - Detesto admitir para mim mesmo, e principalmente para você, mas eu não fiquei com ninguém lá. Eu... eu pensei muito em você Mel. Muito. - Ele parou de falar e lambeu os lábios, olhando-me nos olhos. Eu não sabia o que dizer. Embaralhada seria a palavra certa para definir minha mente neste exato momento. Surpresa também seria a palavra certa para um momento como esse. Eu realmente não sabia se ele estava sendo mesmo tão sincero.

- Você está...

- Sim. Eu estou sendo sincero. Olha. Eu sei que tenho meu jeito todo estranho, mas com o tempo você vai me entender mais, e iremos nos tornar ainda mais amigos. Só queria te pedir, para que não desistisse de tudo isso... - Gesticulou com as mãos. - De nós. - Deu ênfase na última palavra, e veio ainda mais a frente, quase me tocando. Ele disse nós? Foi isso mesmo que eu ouvi? Não pode ser. Não existe nós.

- Preciso me acostumar com a ideia de que você não é quem eu pensava, e que o Jason não existe. - Falei fria, para que ele percebesse o quanto eu ainda estava chateada.

- Você vai se acostumar... é só você não se afastar. - Ele desceu suas mãos e pegou na minha direita, acariciando suas costas com o polegar bem devagar. - Eu sei que pareço ter duas personalidades, mas isso é confuso até para mim. Estou sendo sincero com você.

- Não sei se devo acreditar. Desculpa. - Falei olhando para ele, que apertou minha cintura com os dedos e tocou seu nariz no meu. Sua respiração estava leve, ele parecia tranquilo.

- Não Justin...- Foi a primeira vez que o chamei assim, e ainda foi sem querer. - O que você pretende com tudo isso?

- Conquistar você Mellanie. - Disse bem devagar, ainda tão próximo que pude sentir sua respiração arrepiar meu pescoço. Ele estava tão diferente, tão mais sincero e sossegado. Chega a ser estranho. Fechei os olhos lentamente, pensando no que ele disse, e ele puxou meu lábio debaixo com os dentes, devagar, até que meus lábios se encontrassem com os dele. Ele me pegou em um momento de extrema fraqueza, e envolveu uma das suas mãos por entre meus cabelos, tocando minha nuca com sua mão quente. Justin conseguiu me fascinar como nunca. Ele acariciava meu rosto enquanto nos beijávamos, e parecia completamente envolvido. Afastei-me minutos depois, e ele deu-me um selinho, logo abrindo os olhos.

- Eu não estou te entendendo. - Falei baixo.

- Eu também não me entendo. - Ele disse ao quase tocar nossos lábios novamente. Foi um momento inesperado, que me fez sentir ainda melhor com ele. Foi como se nada tivesse acontecido, e estivéssemos juntos. Antes que pudesse pensar em algo para dizer, ele ameaçou tocar nossos lábios novamente, e soltei um suspiro de alívio. Arranhei seu couro cabeludo com as unhas, e automaticamente me lembrei da foto que ele me mostrou. A cor natural de seu cabelo. Parece algo tão suspeito.

Justin tornou a selar nossos lábios, e passou a língua entre os mesmos, insistindo em mais um beijo. Ele me inclinou, apoiando com a outra mão na minha cintura, para que eu não caísse.

- Você falou sério, quando disse que não ficou com nenhuma garota naquela noite? - Olhei-o duvidosa, que assentiu e sorriu.

- Sim. Isso é algo chocante. - Disse ainda com a voz baixa, para que mantêssemos o mesmo tom.

Ele beijou o canto da minha boca bem devagar, sem que fizesse qualquer barulho, e fez o mesmo em meu pescoço.

- Me desculpa por tudo isso. Eu errei ao mentir para você, e não havia me desculpado... assim. - Essa foi a gota d'água para que eu tivesse a certeza de que esse garoto que está na minha frente não é o Jason. O que está acontecendo com ele?

- Você muda de personalidade de uma hora para a outra. - Afastei-me dele, que deu os ombros como se não soubesse o que dizer.

- Com o tempo você irá me entender. - Sorriu novamente e colocou parte do meu cabelo para trás, tendo uma visão compelta do meu rosto. Eu tentava dizer algo, ou mudar de assunto, mas eu estava sem reação alguma. 

- O que você realmente quer de mim? - Falei olhando para ele, que foi até sua cama e sentou-se todo torto, ficando de frente para mim.

- Antes eu queria apenas uma diversão, mas agora eu quero mudar as coisas. - Ele batia freneticamente com um dos pés no chão, demonstrando impaciência e ansiedade.

- Mudar?

- Sim. Podemos tentar? - Ergueu a cabeça, olhando-me.

- Mas eu... eu nem sei quem é você. - Parei quase em frente da cama, e ele juntou as mãos, estalando os dedos.

- Você sabe. Eu sou o Justin. - Voltou a falar em seu tom normal de voz. Assenti e mordi o próprio lábio.

- Tenho que pensar sobre isso. - Ele consentiu devagar e ficou olhando-me de cima a baixo, ainda sentado. 

- Você sabe que os 20 minutos já passaram, não sabe? - Falou risonho, o que me fez rir. 

- É, eu sei. Agora você precisa me deixar em casa. - Desviei o olhar dele, que sorriu e pediu para que eu fosse até ele. 

Andei devagar até ele, que pegou nas minhas mãos e permaneceu quieto.

- Você acredita que eu estou sendo sincero? - Passou as mãos em minha cintura, por debaixo da blusa. 

- Isso é complicado... mas acho que sim. - Sorri e ele continuou subindo a mesma devagar. Passei a mexer em seus fios curtos do cabelo, e a notar que a raiz era bem mais clara. Ele voltou seu olhar ao meu, e eu estava olhando-o sem piscar. Os olhos dele tinham um brilho quando me olhava. Talvez, por conta da lente, eu não tenha percebido tanto. Justin me abraçou forte, dando a volta em seus braços na minha barriga. 

Ele estava muito carinhoso para quem não é. Isso deve ser carência acumulada. 

Justin levantou-se e passou por mim, indo até a porta. Segui-o, que desceu as escadas rapidamente.

- Ela é a sua empregada? - Cochichei olhado para a única pessoa que vi aqui. Ela era jovem, mas nem tanto.

- Sim. - Falou seco e saímos da casa dele. Entrei no carro e coloquei os cintos, enquanto ele deu a partida e também colocou os cintos.

- Essa sua mania de correr muito com o carro me irrita. - Falei sem pensar, já que ele disparava com o carro pelas ruas, como se estivesse com tremenda pressa.

- Essa sua mania de falar sem pensar também me irrita. - Falou ainda olhando para a frente, e permaneceu sério.

- Pelo menos eu não sou bipolar igual você. - Retruquei.

- Pelo menos eu penso no que falo, e depois não me arrependo. - Retrucou o que eu disse.

- Mentira.

- Não é mentira.

- É sim. - Murmurei ao cruzar as pernas no banco. - Aposto que se arrependeu de tudo o que me disse desde que estávamos na sua casa.

- Huh. - Resmungou como se não soubesse o que dizer. - Por que eu me arrependeria?

- Não sei. - Dei os ombros. - Isso é você que tem que saber.

- Isso também me irrita. - Olhei-o tentando entender do que estava falando, que apoiou como braço esquerdo na janela. - Você retrucar tudo o que eu falo.

- Você também faz isso. - Falei rápido.

- Mas eu posso. - Olhou-me - Você não.

- Isso também me irrita. - Revirei os olhos e voltei a olhar para a frente. - Você pensa que o mundo gira ao seu redor.

- Quem vê você pensa muito diferente mesmo. - Olhou-me por um segundo e voltou a correr com o carro. 

- Completamente. - Falei ao colocar um fim no assunto. Ele estacionou em frente à minha casa e esperou que eu abrisse a porta.

- Qual o nome da sua mãe?

- Anne. Por que? - Abri a porta do carro e olhei-o curiosa.

- Diga a ela que eu sou melhor que o Luy. - Falou gabando-se, o que me fez rir.

- Você não faz ideia do que diz. - Dei um selinho nele, que me puxou para um beijo e hesitei. Desci do carro e entrei em casa, enquanto ele foi embora. 

Eu estava ainda mais pensativa do que ontem, mas menos brava do que deveria estar. Apesar do que aconteceu, ele foi tão sincero, se desculpou e ainda disse que está realmente gostando de mim. Eu queria entender o que ele quis dizer com gostar, mas percebi que nem ele saberia me explicar. Talvez ele só esteja a fim de mim, e possa estar confundindo as coisas. Por isso, preferi não acreditar logo de cara no que ele disse. Confesso que me surpreendi demais com a maneira como ele disse tudo isso. Ele estava diferente. Parecia que ele queria que eu mudasse minha impressão sobre ele, o que tem sido difícil. Pelo menos, ele se desculpou e disse que podemos tentar de novo. Eu acho que... não seria nada mal tentar, mas eu quero testá-lo. Quero saber se ele está sendo completamente sincero, se gosta de mim, ou... não sei. Tudo tem acontecido tão de repente.

Eu preferi não falar com nenhum dos meus amigos, nem com a Alice ontem e hoje, porque só me deixaria aflita para contar isso a alguém. 

Eu queria sair com ele, aproveitar para saber até onde ele vai. Mas essa merda de castigo não facilita minha vida.

“Podemos sair hoje? Tem uma boate que inaugurou ontem perto daqui, e disseram que é a melhor". - Justin

“Eu sei que você está de castigo. Mas queria que fôssemos hoje.” - Justin

“É... Eu vou resolver aqui e depois te falo”. - Mellanie

Fiz um lanche e enquanto tomava meu suco, pensei em ligar para a minha mãe, mas o orgulho foi mais forte e decidi deixar um bilhete. 

 

“Já que não posso sair daqui para nada até sei lá quando, eu vou dormir na casa da Alice hoje de novo. Se estiver duvidando, pode ligar para ela ou para mim. Beijos, Mellanie”.

 

A única coisa que ela poderá fazer, será ligar para a Lice perguntando sobre. Mandei uma mensagem para o Jay, dizendo que eu iria com ele, que disse que passaria aqui por volta das 20h. Ótimo! Pouco antes da minha mãe chegar. 

Fui para o banho quando já era noite, e sequei o cabelo, fazendo uma rápida escova.

Vesti uma camisa preta, da qual era transparece e deixava meu top da mesma cor em destaque e uma saia de cós alto colada no corpo. Meu salto era tamanho 12, o que provavelmente me deixaria quase do tamanho do Jay. Passei lápis preto para marcar os olhos, delineador da mesma cor e uma sombra escura, com sombreado branco. Meu batom era vermelho, para variar. Peguei uma bolsa bem pequena, da qual deixei minha chaves de casa, o batom, uma escova de dentes, meu delaquilante e um conjunto de lingerie de renda, para tomar banho na casa da Alice de manhã. 

 

- Mellanie. Você vai sair hoje?

- Na verdade... sim, por que Li?

- Queria que fosse na nova boate daqui hoje comigo.

- Perto da sua casa?

- Sim. Como sabe?

- Eu vou com o J...Jason. Você também vai?

- Acho que sim. Se você quiser dormir aqui depois, tranquilo. Porque eu sei que está de castigo. 

- Ótimo. Vai sim! O Jay já deve estar passando aqui, e nos encontramos lá.

- Vou pensar. Beijo

 

Nem precisei dizer que, qualquer coisa, era só ela dizer a minha mãe que eu estava lá. Ela já sabe disso. 

Estava terminando de ajeitar meu cabelo, quando meu celular vibrou. Ele deve ter chego. Desci as escadas correndo e apaguei todas as luzes. Tranquei a casa e ele estava com sua Ferrari branca estacionada em frente ao portão. Abri a porta e ele sorriu ao olhar-me.

- Uau. - Passou seus olhos por todo o meu corpo e deu-me um selinho. - Você está linda. - Olhou diretamente para a minha blusa preta transparente, tentando entender que roupa era essa. Ele vestia uma jaqueta preta de couro, todo de preto e com um topete muito bem feito, com óculos escuros de um modelo circular. 

- Obrigada Jay... - Falei pensando no que disse. - Posso te chamar assim por enquanto?

- É o meu nome. - Deu os ombros sem se importar muito. - Você sabe que... vai passar a noite fora, não?

- Você diz... - Olhei-o enquanto retocava meu batom, olhando na tela do celular.

- Na minha casa. 

- Não. - Franzi a testa.

Ele não respondeu, e riu ao estacionar quase em frente à boate. Chama-se La Fiesta. As luzes eram azuis e roxas, iluminando toda a rua. Desci do carro e ele guardou as chaves no bolso, e me esperou. Pegou na minha mão esquerda com a sua direita e assim entramos. Haviam mais de 40 pessoas se localizando no mezanino, perto dos banheiros, no balcão e nos sofás luxuosos. A pista estava começando a encher. Ele foi até o balcão, ainda me segurando pela mão e pediu uma garrafa de Wodka.

- Você quer? - Dei os ombros em resposta, e ele pegou uma garrafa. Eu não iria beber muito. Só queria me divertir um pouco. Tomei um gole da dele, que resmungou por estar marcado com batom.

- Já falei para você parar de passar isso. - Falou olhando-me sério, e lambeu os lábios.

- Para de reclamar e vamos dançar, vem. - Puxei-o pelo colarinho da jaqueta, que me seguiu até a pista. Entramos no meio de todos, e um remix de Skrillex estava tocando. Enquanto ele tomava sua bebida, passei a dançar em sua frente, rebolando mais do que as outras garotas. Ele fitava o meu corpo sem dizer nada, e ía no ritmo da música, tentando me acompanhar. Estávamos cercados por desconhecidos, e ele ficava cada vez mais próximo de mim. Inclinou sua cabeça e ameaçou beijar-me nos lábios. Cedi e envolvi as mãos em sua nuca, arranhando-o, que estava com uma das mãos entre meus cabelos, e segurando a garrafa com a outra. 

- Mellanie? Não sabia que vocês estavam oficialmente juntos. 

 

      SPOILER

- Essa mania que você tem de ficar me carregando. - Dei um leve tapa em seu rosto, que riu e tentou morder meu dedo. 

- Tenho outras manias sobre você Mel. - Falou roçando nossos lábios, provocando um enorme desejo de beijá-lo. 

- Quais? - Silabei a palavra, beijando o canto de sua boca, que fechou os olhos lentamente e mordeu meu lóbulo bem devagar, o que me deixou completamente arrepiada.


Notas Finais


Aw cara, estou amando as opiniões de vocês sobre a fic. Obrigada mesmo!


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