História Behind The Secrets - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Ryan Butler
Visualizações 3.512
Palavras 3.786
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura meninas!

Capítulo 25 - I really care


- Você acha que consegue manter um relacionamento sério, comigo? - Falou do nada, o que me surpreendeu e sentei-me quase de frente para ela. Eu me fiz essa pergunta durante tantos dias, que não sei exatamente o que dizer, mas eu sei o que eu penso.
- Não sei como te responder isso. - Falei tentando ser o mais sincero possível.
- Então, por que você me pediu em namoro? - Ela não deve ter entendido, o que eu quis dizer com isso. Minha voz continuava falhada, e eu estava procurando falar baixo, por ainda estar sem forças.
- Você não entendeu o que eu quis dizer. - Falei olhando para ela.
- Não entendi mesmo. - Respondeu sem muita espera. - Não te entendo.
- Nem eu me entendo. - Falei ao dar os ombros. - Sinto algo realmente forte por você, e como eu já disse, sei que dará certo.
- Isso não é nada. - Falou esnobe, e virou o rosto. Ela não consegue entender, ao menos que eu não sou tão fácil assim para dizer um 'eu te amo?'. Não é fácil para mim, como dizer um olá, ou uma palavra simpática.
- Amor não é nada? Tudo o que eu te disse hoje não foi nada? - Falei encarando-a, esperando que me olhasse.
- Como eu vou saber? Você nunca diz nada. - Falou já impaciente.
- Eu me declarei para você há algumas horas Mellanie. - Falei olhando para ela, enquanto gesticulava. - Você sabe o quanto eu te amo, mas eu não sou acostumado a falar isso a todo momento. - Falei sem pensar, e voltei a me deitar na cama. Eu realmente estou cansado.
- Eu sei disso... mas - Parou no meio da frase, e deslizou sua mão esquerda sob meu rosto, acariciando-me. - Vamos deixar esse assunto de lado.
- Desde que você não duvide mais de mim, tudo bem. - Não queria acabar em uma discussão tola, apenas para que ela entendesse que eu a amo, e com o tempo será tudo mais explícito. Ela se deitou com a barriga para baixo, e beijei seu ombro direito, ficando mais próximo, enquanto acariciava suas costas. Ela parecia estar relaxando, e deitei com a cabeça quase colada na dela. Sem querer, desci minha mão esquerda até sua bunda, e apertei-a para provocá-la, aproveitando-me da situação. Era notável que ela sorriu, e apalpei-a novamente, que resmungou e virou seu rosto de frente para o meu. Ela tem uma pele tão macia, seus olhos profundamente apaixonantes e com um brilho natural. Olhei atenciosamente para seus lábios rosados, que pareciam estar me chamando como um pedido de socorro. Lambi meu próprio lábio, pensando que poderia beijá-la agora. Toquei os seus levemente, esperando que ela correspondesse. Dei-lhe um selinho demorado, que apoiou com a mão direita em meu rosto, acariciando-me com o polegar, o que me deixou apto para beijá-la com completa intensidade. Puxei suas costas, para que ela ficasse ainda mais perto, e ela sorriu tão naturalmente entre o beijo, que parei por um instante, apenas para sentí-la tão perto de mim. Não sei como ela consegue, mas faz com que eu não pense apenas em sexo, mas sim, nela em si.

...

- Acorda Jay. - Cochichou próxima ao meu ouvido, o que me fez despertar, ainda todo perdido.


Mellanie P.O.V

Meu corpo estava pesado, como se eu tivesse me esforçado muito mais que o normal, provavelmente por ontem. Dormi menos que o normal, e já estava exausta. Agora, estou apenas cansada. Acordei com o barulho do despertador, e fui fazer minhas higienes. Aproveitei para passar uma água no rosto, para tirsr essa cara terrível de quem não dormiu muito à noite. Coloquei minha camisola, sem qualquer peca da lingerie por baixo, apenas para não ficar nua.
Tenho que confessar, foi realmente incrível. Ele me pareceu ter chegado ao seu limite. Sendo assim, posso me considerar excelente, como já sabia.
Abri a porta do meu quarto devagar, e atravessei o corretor, procurando pela minha mãe. Por sorte, ela não passou a noite em casa. Voltei para o quarto e deixei a porta entreaberta. Sentei-me na beira da cama e passei as unhas em suas costas, por cima das tatuagens.
- Acorda, Jay. - Falei baixo, para que ele acordasse aos poucos. Moveu-se bem lentamente, apenas para mostrar que estava acordado. Dei um beijo em seu rosto, e levantei-me.
Peguei um shorts não muito curto e uma blusa amarela, e um top preto para combinar com a calça. Deixei tudo na bancada do banheiro, e fechei a porta.
Tomei um banho rápido, e assim que desliguei o chuveiro, ele abriu a porta e ficou me encarando. Ainda estava com um olhar cansado, como de quem não dormiu tanto quanto deveria. Eu não estava envergonhada por ele me ver assim, mas fiquei um tanto surpresa, por ele ter entrado sem ao menos avisar ou bater na porta.
Prendi o cabelo em um coque, e vesti minha lingerie, enquanto ele ficava parado, olhando-me.
- Bom dia?! - Falei para que soasse como uma pergunta.
- Ótimo dia. - Sorriu e desbloqueou seu celular. Eu estava levemente excitada, só de vê-lo por completo, nu, sem qualquer escuridão que me escondesse essa visão. Minha vontade foi de revirar os olhos seguido por um suspiro de desejo, o que eu me segurei e apenas dei-lhe um selinho. Olhei-o através do espelho, que sorriu para mim com um olhar de criança. Sai do banheiro e terminei de vestir minha roupa. Passei um perfume doce e deixei meu material na beira da escada, para não esquecê-lo. Desci ate a sala, e coloquei todo o café da manhã na mesa, ligando a tevê no jornal, para ao menos ouvir as notícias da manhã. Ainda temos um bom tempo até ir para o colégio, ainda mais porque é bem perto daqui.
Eu estava em um humor tão ótimo, que não me importei de arrumar tudo sozinha, e aproveitei para abrir todas as janelas, para refrescar a casa, até a hora de sair.
Deixei meu celular em cima da mesa, e subi as escadas até o meu quarto. Abri a porta, e o Justin estava no banheiro com a porta aberta. Provavelmente, deve estar colocando as lentes. Fui até ele, e parei na porta, olhando-o colocar o dedo dentro dos olhos, para aquela lente desnecessária, na minha opinião. Aquilo deixa o olhar dele sem qualquer brilho, ou melhor, completamente apagado. Destesto conversar com ele quando está com isso nos olhos, ou de óculos. Continuei olhando-o, que sorriu para mim e lambeu os lábios e passou por mim, e guardou a caixinha da lente dentro da mochila, pegando os óculos escuros.Ele vestia uma calça jeans escura, e uma camisa de manga normal preta. Veio até mim, e deu-me um selinho, apoiando com as costas do outro lado da porta, ficando em minha frente. Eu queria dizer algo bom para ele sobre ontem, hoje e sobre estarmos namorando, mas eu não fazia ideia do que dizer. Apenas o abracei forte, que correspondeu. Para falar a verdade, eu realmente queria que ele soubesse o quanto se tornou importante para mim. Ainda não sei tudo sobre ele, mas o suficiente para o agora. Nos afastamos, e ele observou minha roupa, logo passando os dedos em meu queixo, levando meu rosto próximo ao dele, para que nossos lábios tocassem um no outro. Eu realmente estava precisando dizer algo a ele, mas eu não conseguia chegar a nenhuma conclusão. Estava impaciente por não conseguir me expressar de maneira alguma, o que é péssimo.
- Vamos tomar café, porque não podemos nos atrasar. - Falei indo até a porta, e ele me seguiu.
- Mas ainda é tão cedo. - Falou todo sonolento, e passou as mãos por entre os fios de seu cabelo, ajeitando-o.
- Eu sei, mas é melhor assim. - Desci as escadas, e ele parou ao meu lado, acompanhando-me.
Joguei minha bolsa no sofá, e ele tirou os óculos.
- Você arrumou tudo sozinha? Por que não me chamou? Eu teria te ajudado. - Ok, de onde surgiu toda essa gentileza dele? Melhor não me acostumar tão cedo com isso.
- Justin, é você? - Ri e passei as mãos no rosto dele, que riu todo bobo.
- Engraçadona. - Falou sarcástico, e nos sentamos um ao lado do outro na mesa, de frente para a bancada. - Antes que eu esqueça, tenho duas condições para nós. - Arqueou uma das sobrancelhas, como se fosse autoritário o bastante para me dar ordens.
- Prossiga. - Mordi um pedaço do meu pão, esperando ele começar a reclamar.
- Primeiro, eu não quero você, de maneira alguma, nem perto daquele nerd babaca. - Desviou o olhar demonstrando irritação, só de mencioná-lo. - E segundo, não quero namorar escondido. Se estamos juntos, você não tem motivos para ficar omitindo a nossa relação. - Sua voz soou tão séria que fiquei admirada com tamanha formalidade.
- Mas ele ainda é meu amigo. - Falei sem olhá-lo. - Não tenho porquê esconder nada. Só espero que você leve isso a sério. - Disse sem pensar, e logo fiquei quieta, para que ele não entendesse errado.
- Eu não gosto dele, e não quero você falando com ele. Fim. - Atropelou as palavras, de tão rápido que falou e suspirou. - Eu levo muito a sério.
- Como pode afirmar? Nunca namorou sério. - Encarei-o.
- Namorei sim. - Revidou como se tivesse algum argumento. - Só não durou.
- Se você quer que dure, prove que sabe como manter um relacionamento. - Falei séria, para que ele não pensasse que estou brincando.
- Se você souber manter, está feito. - Sorriu falso. - Acho que levo mais a sério do que você.
- Por que acha isso?
- Porque você parece não gostar de mim, o quanto eu gosto de você. - Começou a frase confiante, e seu olhar parecia discretamente marejado. Sério que ele pensa isso? Impossível.
- Você não sabe o que está dizendo. - Falei meio perdida.
- Sim, eu sei. - Falou devagar. - É mais do que óbvio, Mel.
- Por que você está falando essas coisas? - Queria saber de onde ele tirou isso.
- Só estou comentando o óbvio. - Falou tranquilo, e terminou de tomar seu suco.
- Para Justin. - Comecei a sentir-me mal por ouvir isso dele, sendo que é mentira. Ele optou por não responder, e terminou seu café.
Depois de tudo o que aconteceu ontem, ele teve a coragem de dizer na minha cara que eu não o amo? Ocultamente, ele disse isso. Eu fiquei chateada demais.
- Você reclama que eu não demonstro nada, mas você não percebe que você é pior. - Continuou. Ele quer gerar uma discussão logo agora?
- Você quer discutir, é isso? - Falei já impaciente e levantei-me, levando os copos e talheres até a pia. - Porra Justin. Sério que você quer ficar me chateando logo agora com isso? - Levei o resto para a dispensa, e ele tirou a toalha da mesa, dobrando-a.
- Eu só fiz um comentario, e você está toda irritada. - Falou como se não quisesse nada. - Isso significa que eu estou certo.
- PARA. - Sibalei a palavra, quase gritando, e ele logo ficou quieto. É óbvio que ele me abalou com isso. Subi as escadas rápido, e ele veio atras de mim, na mesma pressa que eu. Peguei meu batom e o lápis de olho, deixando-os ao lado do espelho. Ele ficou parado ao me lado, e fui até o banheiro. Tranquei a porta e fiz minhas higienes. Passei mais um pouco de perfume, novamente e abri a porta. Ele estava parado, de pé, na mesma posição de antes. Passei longe dele e penteei o cabelo. Passei o lápis e ele evitou meu braço direito, quase me fazendo borrá-lo.
- Desculpa Babe. - Falou com a voz calma. - Eu não falei por mal. Só fiz um comentário que me incomoda. - Então, o fato de que eu não demonstro muito, o deixa incomodado?
Se for assim, posso dizer o mesmo sobre ele.
Ignorei-o, e passei o batom rosado nos lábios, apenas para não ficar sem cor. Ouvi meu celular tocar e tirei-o do bolso e atendi-o.

- Oi mãe.
- Bom dia Mel. Como passou a noite ai?
- Muito bem, e você?
- Também. Depois do almoço já estarei em casa, tá?
- Serio? Finalmente.
- Sim. Preciso dormir um pouco, e depois volto para casa.
- Tudo bem mãe. Agora eu vou para o colégio. Beijo.
- Beijos. Juízo.

Continuei sem respondê-lo, que cruzou os braços esperando uma resposta.
- Mellanie. - Resmungou meu nome, irritado. - Depois você reclama que eu sou chato, faço isso e faço aquilo.
- Eu fiquei chateada com o seu comentário. - Falei olhando para ele. - Eu penso o mesmo de você, mas nem por isso fico falando.
- Na verdade, você fala a todo momento. É chatiante ouvir que você não se contenta com a atenção que eu te dou. - Falou sério. - Você acha que eu ficaria tanto tempo assim com você, se não me importasse? - Falei ao piscar lentamente. - Pense um pouco. Você sempre foi todo estanho na frente dos outros, mas mesmo assim eu me aproximei de você. Não me diz nada sobre a sua vida, mas mesmo assim eu fico com você. Não demonstra qualquer amor ou interesse por mim, mas eu sinto isso por você. - Falei sem parar, para que ele não tivesse a chance de me interromper. - Eu sei que ontem foi diferente, mas eu não estou mais cobrando isso de você. Não quero forçá-lo a demonstrar um sentimento inexistente.
- Você fala como se o que eu te disse ontem, não tivesse valido de nada. - Aumentou o tom de voz. - Realmente, não deve ter mudado nada na sua vida. - Falou seco, e saiu do meu quarto andando rápido.
- Para de falar assim. - Segui-o até a porta, que já estava quase saindo da minha casa. - Eu me importo muito com você.
- Não parece. - Bateu a porta, e perdi-o de vista. Seéio que ele vai para a escola agora, sem ao menos me esperar?
Peguei minhas coisas e tranquei toda a cada. Assim que fui para o meu carro, ele disparou com a sua bmw pela minha rua, voando para o lado oposto. Fingi não dar a mínima e entrei no carro. Coloquei meus óculos d sol, já que além de estar bem cedo, o sol estava forte.
Ao chegar no colégio, desci do carro com a bolsa pendurada nos ombros, e passei pelo pessoal das outras turmas.
Todos falavam ao mesmo tempo, enquanto uma garotas gritavam eufóricas enquanto conversavam com suas amigas, os garotos rindo de algo - obviamente besta e os inspetores de olho em todos.
Guardei alguns cadernos no meu armário, e entrei na sala para esperar o sinal bater. Adriele estava sentada conversando com o John, e parou assim que me viu.
- O que foi isso? - Falou curiosa, e fez um sinal para que eu falasse baixo.
- Isso o que? - Falei sem entender.
- O Jason entrou aqui furioso, deixou a bolsa e saiu. Vocês brigaram? - Paramos de falar pelo terrível e escandaloso barulho do sinal.
- Na verdade, ontem ele me pediu em namoro. Foi tão fofo, que eu fiquei impressionada. Ai ele dormiu em casa, e discutimos hoje cedo. - Resumo bem a história, para que ela ao menos soubesse o que aconteceu.
- Mentira? Finalmente! Eu estava rezando para que vocês começassem a namorar logo. - Falou findo. - Depois você me conta tudo? - Rapidamente assenti e ele entrou na sala com os outros garotos, e em seguida o professor.
Sentei-me no meu lugar, e ele estava pouco atrás de mim, falando com um garoto ao lado. Aproveitei para prestar atenção na aula, e fizemos um teste bônus, para variar. Detesto quando o professor faz isso de surpresa, porque além de ninguém ter estudado, eu odeio testes.
Todos estão tão animados para a viagem, que é nítido quem irá e quem não vai.
- Já que vocês não param de falar sobre a viagem, quem aqui vai? - O professor apoiou no quadro, esperando alguém se manifestar. Mais de 10 pessoas ergueram a mão, inclusive eu. - Como assim só 12 pessoas? Como os quartos ficarão divididos? - Não havia pensado nisso. Eu lembro que a professora Thaísa disse que são quatro pessoas em cada quarto. Seria eu, a Adriele, Lissy e... acho que a Amy. Pelo menos, ai terá mais duas meninas, e os outros são garotos. Bem que poderiam misturar os quartos, não? Somos maduros o bastante para não ficar transando com um ou outro por aí.
Logo bateu o sinal e fomos para o intervalo. Quase todos se levantaram, inclusive o Justin e o John. Eles saíram da sala e eu fiquei com a Adriele, e outras garotas do outro lado.
- Vai, me conta. - Falou animada, e pegou seu celular que estava no bolso, colocando-o em cima da mesa.
- Ele me ligou ontem e disse que precisava me levar a um lugar urgente. - Falei lembrando de como tudo aconteceu. - Aí ele passou em casa de moto, e me levou para o Golden Gate. Descemos lá, e ele se declarou para mim. Mas assim, você não está entendendo Adriele, foi realmente uma declaração, e ele é o Jason! - Falei para que ela entendesse que foi algo realmente anormal.
- Meu deus. Mas ele disse que te ama, ou o que? Porque ele é todo fechado quando se trata disso... não? - Falou empolgada, e começamos a conversar quase cochichando, para que mais ninguém pudesse nos ouvir.
- Ele disse que o que sente por mim é realmente amor, e ele não queria assumir para si mesmo, e queria oficializar isso, porque eu faço um bem enorme a ele e essas coisas. Eu sei que eu fiquei sem palavras. Aí ele me pediu em namoro, e ficamos lá por mais um tempinho. - Suspirei. - Depois, fomos para uma rua deserta que era sem saída, perto de lá mesmo e ficamos namorando um pouco, nada demais assim, sabe? - Falei risonha, e ela assentiu rindo. - Ele queria que eu fosse para a casa dele, e passasse a noite lá, mas você sabe, a dona Anne não gosta muito dessas coisas, então eu tive a ideia de levá-lo para casa. - Para variar, ela me interrompeu.
- Como assim Mellanie? Vocês transaram lá? - Escandalosa como sempre, tapei a boca dela e ri.
- Ai eu liguei para a minha mãe, e, por sorte, ela estava no plantão do Hospital com o Paul, aí passamos na casa dele, ele pegou o carro e fomos para a minha casa. - Ri e parei para repirar um pouco. - Você quer detalhes? - Falei risonha, e ela rapidamente assentiu. Que pergunta, ela sempre gosta de saber tudo. - Tá... Aí eu fui para o banho e ele também. Depois ficamos deitados, e como ele estava na minha casa, eu disse que seria tudo do meu jeito, e por um milagre, ele não reclamou. Fiz com que ele fechasse os olhos, e fiquei me divertindo um pouco. Ele quase morreu sem poder se mexer, mas depois tivemos uma noite incrível. - Falei sorridente, lembrando de como tudo aconteceu.
- E os detalhes? - Falou esperando.
- Não tenho como dizer esses detalhes. Você já imagina... - Arregalei os olhos para que ela entendesse o que eu queria dizer, que riu.
- É claro que sim. Bem... Estou feliz em saber que vocês finalmente se acertaram, e estão juntos.
- Na verdade, nós brigamos hoje cedo, antes de sair de casa. Por isso ele está todo irritado.
- Mas o que aconteceu? - Levantou-se, e arrumou o comprimento da blusa na cintura.
- Ele disse que eu não me importo com ele, do jeito que eu deveria, e eu falei que ele também faz isso, aí discutimos e ele saiu irritado.
- É porque começou ontem. Com o tempo piora. - Ela riu e dei um tapa em seu braço, que resmungou ainda rindo. - Mas é verdade.
- Eu sei, mas você tem que me incentivar, e não piorar a situação.
- Mas quem piorou foi você. Eu acho que, se ele se declarou, e fez todas essas coisas, você deveria retribuir, para que ele não tenha dúvidas de que você é louca por ele.
- Eu já pensei nisso. Mas o que eu posso fazer? Não consigo demonstrar nada, porque eu não tenho reação. - Falei ao ir até a porta, e ela me seguiu.
- Como assim, você é a Mellanie? Até onde eu sei, você sempre deixou claro quando ama um garoto. - Falou se exaltando, e fomos até o pátio.
- Sim, por isso que eu não sei o que fazer. Ele mexe demais comigo, e eu não sei como dizer isso a ele. - Continuamos andando, e acabei pensando em falar com ele sobre isso.
- ''Jason, eu sou louca por você''. - Fez aspas com as mãos, e falou tentando imitar minha voz. - Isso já basta.
- Não é tão fácil assim. Eu quero que ele perceba que o que eu sinto por ele, é real e indescritível.
- Então isso não é comigo. - Colocou as mãos para trás em defesa, e parou para falar com um garoto da nossa sala. - Vai lá falar com ele. - Levantou seu olhar para o outro lado do colégio, e ele estava me olhando de longe. Assenti e caminhei até ele, antes que o sinal batesse.
Parei em sua frente, e ele estava conversando com vários garotos, provavelmente falando sobre bobeiras. Peguei sua mão sem dizer nada, e puxei-o para que desse alguns passos a frente.
- Sério que você ainda está irritado? - Falei olhando para ele.
- Não estou irritado. - Falou seco.
- Sim, você está. - Insisti.
- Não. - Falou rápido e olhou para o lado, ainda com aqueles óculos escuros.
- Me desculpa... Eu ainda não sei como te mostrar, mas eu realmente te amo, e quero que você sinta isso. - Apertei sua mão forte, e um sorriso discreto formou-se no canto esquerdo de sua boca. - Eu posso não conseguir demonstrar isso agora, assim como você, mas eu posso tentar. Porque eu nunca fui assim. Quero dizer, eu sempre deixei claro quando amo alguém, mas com você está sendo diferente.

Notas Finais


Amo quando vocês dizem que estão gostando da fic <33 N sei o que aconteceu, mas não consegui negritar nada aqui e nem deixar em itálico af.


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