História Behind The Secrets - Capítulo 37


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Ryan Butler
Visualizações 2.776
Palavras 4.014
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura #enjoy!

Capítulo 37 - Can I tell you something?


- Ju...Jason.

Por pouco não falei Justin. Preciso parar com esse costume de pensar nele a todo momento e me confundir nos nomes.

- Você está estranha.

- Não tem como eu não estar. Ele está lá sozinho, provavelmente bebendo depois de ter pego algumas garotas, e eu aqui. - Falei me lamentando e entramos no nosso quarto. Ela trancou a porta e a Brandy estava deitada no sofá vendo tevê.

- Cadê a Lissy? - Adriele falou ao colocar seu salto perto da porta do quarto.

- Está dormindo há um tempo já. - Suspirei aliviada, ao concluir que ela não ficou com o Justin hoje.

Entrei no nosso quarto e tirei todos os acessórios, e liguei a tevê.

- Não vou conseguir dormir agora. - Falei ao ir até o banheiro e peguei meu demaquilante. 

- Por que não? - Falou distante.

- Eu queria saber o porquê ele estava lá.

- Se você se importa tanto assim, vai falar com ele. - Disse de uma vez. 

- Não! - Respondi rápida. - Eu não vou. 

Decidi tomar um banho para relaxar e esquecer um pouco isso, o que não adiantou em absolutamente nada. Mil hipóteses me vieram à cabeça, sobre se ele estaria conversando à sós com seu pai ao celular, se estava apenas pensativo, triste, bêbado, esperando alguma garota ou até mesmo fazendo nada.  

Fiz minhas higienes, sequei meu cabelo e vesti um pijama qualquer. Brandy já estava dormindo no quarto, enquanto a Adriele não parava de mexer no celular. Deve estar conversando com o tal garoto. Só espero que ela esteja ciente de que foi algo realmente momentâneo, porque além deles morarem um pouco longe, iremos embora amanhã. Achei melhor não dizer nada, e deitei-me para dormir.

Fitei o teto por um bom tempo enquanto pensava no que ele deve estar fazendo agora, lembrando de como foi toda essa semana turbulenta e, apesar de termos terminado, nos divertimos muito juntos no decorrer dos dias. É uma pena que, ele não tenha sido verdadeiro comigo desse o inicio, para que tudo não acontecesse dessa maneira. 

...

Tivemos que acordar um pouco cedo, e já terminamos de arrumar nossas malas. A minha sorte foi que eu deixei um grande espaço na mala vermelha para colocar as coisas que eu comprei. Aproveitei também para customizar a blusa da nossa turma e deixei-a mais curta. 

Após o almoço, levamos nossas malas até a recepção e elas foram automaticamente levadas para o aeroporto, enquanto o Jeffer nos esperava para o ônibus. Já a professora Hillary, nos deu dez minutos para nos despedirmos de alguém ou ir a algum lugar daqui pela última vez. Antes disso, tivemos que pagar nossa conta de tudo o que consumimos e deixamos a pulseira lá.

Como o esperado, o Daniel e o mesmo garoto que ficou com a Dri ontem se aproximaram para conversar com a gente.

- Ainda bem que vocês apareceram. - Falei ao abraçá-lo forte, que me apertou logo me soltando.

- Eu disse que viríamos. - Falou empolgado e cumprimentou a Dri. - Uma pena que vocês já estejam indo embora.

- Sim, mas, espero que possamos nos ver novamente algum dia. - Pisquei para ele, que rapidamente assentiu.

- Nós vamos. - Disse confiante, e me abraçou novamente. - Eu gostei muito, muito mesmo de ter te conhecido.

- Eu também. - Falei olhando para ele, e logo me afastei, ajeitando os óculos para que não caíssem. 

- O tempo acabou, pessoal. Vamos logo! - A professora passou por nós e continuou dando o mesmo aviso para todos.

- Até algum dia. - Percebi que ele tentou me beijar, mas achei melhor hesitar, para não acabar ficando com isso na cabeça durante toda a viagem. Eu gostei muito de ter ficado com ele, mas eu não sinto absolutamente nada, além de uma nova amizade. - Boa viagem.

Foi aí que eu parei para pensar e percebi que não vejo o Justin desde ontem à noite. Conseguimos nos desencontrar por acaso. Foi bem estranho.

Paramos todos em frente ao ônibus para uma foto de turma, e tiramos com os nossos celulares e com as câmeras profissionais do pessoal do resort, provavelmente para ir para o site deles. O Justin parou quase ao meu lado para a foto, um pouco mais para trás junto com os outros garotos. Ouvir a voz dele todo risonho me fez sorrir automaticamente. Eu estava fraca com relação a ele, ou seja, estava a ponto de chegar e dizer que estou arrependida de ter acabado com tudo. Mas, eu não posso ficar me culpando por um erro dele, que fez com que eu terminasse tudo o que construímos. 

Fomos com o ônibus até o aeroporto, e me despedi daquele resort maravilhoso com um olhar triste de saudades. Posso dizer que foi uma das melhores viagens do mundo, mas não a melhor pelo fato de ter terminado com o Justin bem no meio dos oito dias... Isso acabou comigo.

- Vocês ficarão no mesmo lugar de quando vieram, e não adianta tentar trocar, porque nós anotamos os assentos. - Bufei impaciente e subi as escadas para entrar no avião. Como eu e o Justin voltaremos juntos, um ao lado do outro? Tanto eu quanto ele estamos chateados um com o outro, e sem qualquer chance de ter uma conversa civilizada.

Sentei-me na janela, colocando minha bolsa no alto e logo apertei os cintos, cruzando uma das pernas no banco. Não demorou muito para que ele aparecesse, e logo sentou-se ao meu lado, colocando seu boné para trás na cabeça.

- Iremos começar com a chamada, mas por ordem dos assentos. Mellanie Schnaider e Jason McCann. - Falou tentando nos enxergar.

- Aqui. - Falamos ao mesmo tempo ao erguer a mão direita, e tentamos não olhar um para o outro. 

- Adriele Runnachi e Logan Kingdom. - Falou tentando enxergá-los ainda na ponta dos pés. Assim que terminou a chamada, colocamos nossos fones para o aviso do piloto e decolamos. Confesso que eu estava muito desconfortada em estar ao lado dele, sem ao menos dizer uma palavra ou trocar um olhar durante cinco longas horas.

Liguei no canal de um filme para tentar me distrair, o que só piorou a situação, porque estava passando uma cena de romance, em que a garota se declara para o amor da vida dela. Nada pior em uma hora como essa. Fechei os olhos em direção à janela e percebi que ele estalava os dedos inquieto. Queria tanto que pudéssemos nos acertar, mas a culpa foi dele, logo não posso fazer muito pelo mínimo que ainda resta de "nós".

As aeromoças passaram por nós, e acabei pegando um suco de larajna, junto com algumas bolachinhas para tirar o meu tédio. Ele pegou um copo d'água junto com cookies de chocolate e começamos a comer em silêncio. Ele parecia estar ouvindo uma música calma, e provavelmete bem pensativo. Eu estava me roendo para não falar com ele até que possamos desembarcar em São Francisco, mas ainda restam cinco horas de voo sem parar. Não posso aguentar isso. 

Após terminar de comer, joguei no lixinho em frente ao nosso banco e peguei um chicletes de menta que estava no meu bolso, que eu comprei pouco antes de irmos embora. Peguei meu celular e procurei algo para fazer, mas não tinha o que fazer. A verdade é que eu estava tomando coragem para tentar falar com ele, mesmo sem saber o que dizer.

- É, eu... - Falei olhando aos poucos para ele, que rapidamente tirou seus fones de ouvido e olhou-me.

- Disse algo? - Falou com a voz séria, e quase me derreti por completo. 

- Eu... É, nada demais. - Falei sem jeito e voltei a olhar para a janela.

- Posso te falar uma coisa? - Disse com a voz doce e logo assenti. - Olhe para mim. - Olhei-o súbita, apoiando com a cabeça ainda na janela. O que ele teria para me dizer? - Tá. - Disse com a voz completamente baixa. - Meu nome é Justin Drew Bieber. Eu nasci no dia 1º de março de 1994. - Falou olhando-me nos olhos.

- Por que você está me dizendo isso? - Falei sem entender onde ele quer chegar.

- Shh. - Colocou o dedo indicador no próprio lábio, para que eu ficasse quieta. - Sendo assim, tenho 19 anos. Além disso, eu "perdi" a minha mãe, Patrícia, quando tinha lá meus cinco anos. Até hoje é um mistério se ela realmente faleceu ou não sei... Eu só sei que, infelizmente, a perdi. - Engoliu seco ao piscar lento. - Como eu fiquei muito abalado, meu pai, mais conhecido como Senhor X ou Senhor McCann, ficou comigo e decidimos viver sozinhos, já que ele não se envolveu com mais ninguém. Apesar disso, eu tenho meus avós maternos, e dois tios ainda da minha parte materna, em que eles tem uma filha da sua idade, e ela é a minha única prima próxima, fora a irmãzinha dela, a Ester. Mas, todos eles moram no Canadá, então eu continuei ainda sozinho com o meu pai. Devido o nosso trabalho, eu tive que me mudar para São Francisco para fazer algo bem importante, que até agora eu não tive o sucesso esperado, mas logo eu termino tudo. Eu chamei o Ryan e o Greg para virem comigo porque além de trabalharmos juntos, eles são meus únicos amigos desde sempre e que eu confio. Antes de me mudar, eu estava morando em Moscou desde os meus 9 anos. Eu tive uma terrível época da minha vida aos meus 16 anos, se não me engano, ainda pior do que essa, em que eu bebia pelos cantos e usava maconha, e meu pai nunca gostou disso, então ele meio que me obrigou a entrar para a empresa e assim eu fui largando. Hoje eu não faço mais isso, antes que você tire suas próprias conclusões. Quando resolvemos isso, eu tive que pintar o meu cabelo assim que me formei no colégio, o que faz quase dois anos, e desde então tenho mantido essa cor mais escura, para combinar com as lentes, que eu coloquei há pouco tempo. Como se já não bastasse ter que fazer tudo isso, eu tive que arrumar uma nova identidade, assim como os outros que trabalham comigo e tem o dever de fazer o mesmo que eu. Pedi ideias para o meu pai e ele disse que Jason era um nome forte para um disfarce, e como ele usa o sobrenome McCann, não haveria dúvidas de que esse é o meu nome "real". Fora que o apelido seria o mesmo, Jay. No começo eu não gostei muito, mas tive que me adaptar de qualquer jeito, e enquanto os documentos não ficavam prontos, fiz alguns testes para ir me acostumando com esse novo eu. Sem contar que, tive que fingir ter 17 anos, como eu faço hoje em dia, e entrar neste colégio. Eu me formei em 2011 em um colégio de Moscou mesmo, junto com o Ryan e o Greg. Mesmo assim, eu precisei ir para este colégio e estou fazendo tudo de novo. Mas, se você perceber, eu não me preocupo muito com as aulas, porque de fato eu não preciso mais disso. - Suspirou para voltar a falar. - E quando resolvemos o colégio e essas coisas, eu decidi me mudar para um bairro distante, para que as pessoas não soubessem onde eu moro. Meu pai passou uns dias comigo para que eu fosse me adaptando, e comprei um carro por lá mesmo, a minha moto e os outros automóveis. Trouxe meus pertences para o quarto do Justin e as coisas nescessárias do Jason. Como eu teria que ficar usando essas lentes até segunda ordem, achei melhor não ficar mostrando muito as tatuagens, porque devem pensar que eu sou muito novo para ter várias figuras por todo o corpo, sendo que ainda não sou maior de idade para alguns. Antes das aulas começarem, eu prometi para todos da empresa que não diria absolutamente nada sobre o verdadeiro eu a alguém, mas eu contei para você. Quando eu te vi pela primeira vez naquele lugar, você passou por mim com um olhar baixo e foi até o seu ex-namorado, ou melhor, o ex sou eu... - Parou de falar e abaixou a cabeça, aparentemente pensando no que dizer. - Enfim, você se abraçou com aquele nerd ridículo e o beijou. Depois eu te perdi de vista e fui para a minha nova sala. Te vi novamente e observei-a de longe. Parecia uma garota triste no início, e bem na sua, mas não era bem assim. Eu fui cara de pau o suficiente para ir até você e perguntar o seu nome, porque eu queria muito que você me notasse assim como eu notei você, mas como você estava namorando, era meio impossível você parar para conversar com um garoto completamente vestido de preto, sem ao menos um ar de gentiliza ou carisma. Mesmo assim, eu tentei. No começo eu estava louco para ficar com você e partir para a outra, como eu sempre fiz. Mas o que dificultou tudo era o seu namoro. Como eu já tinha praticamente me amigado com o Logan, ele me chamou para a tal festa, e eu sabia que seria a chance certa de tentar me enturmar e pegar algumas garotas que eram novas para mim. Quando eu cheguei lá, comecei a dançar com a Adriele porque ela veio conversar comigo, mas me pareceu não ter gostado muito do meu jeito mais quietão. Só que eu não sou e nunca fui assim. Eu só estava tentando me acostumar com a personalidade que o Jason tem que passar para os outros, mas até hoje isso não deu muito certo. Bom, quando eu te vi sozinha, obviamente fui falar com você, porque era a minha chance de pegar uma garota gostosa e linda como você, ainda mais sem ninguém estar nos observando, porque é assim que as coisas funcionam. No começo você foi bem durona comigo, como de manhã, mas foi aí que eu percebi que seria ainda mais divertido ficar com uma garota difícil como você. Eu não me importei de você estar namorando, porque se você realmente amasse aquele cara, não teria ficado comigo, mesmo não estando tão sóbria assim. Quando eu te levei para fora, estava me roendo para ficar com você naquele instante, mas você ainda tentou hesitar, o que não deu certo, e acabei me satisfazendo. Infelizmente, sua prima chegou na melhor parte e te levou embora. Depois disso, eu não estava mais nem lembrando do que havia acontecido. Eu não tinha motivos para falar com você, sendo que o que aconteceu foi momentâneo, e você obviamente não gostaria que aquele babaca soubesse. Adiantando um pouco os dias, eu pedi para que tentássemos nos conhecer melhor, porque algo me dizia que era o certo a fazer. Eu não sabia se era exatamente uma tentação me puxando cada vez mais para você ou se era apenas o fogo de termos ficado naquela noite na boate. Eu só sei que quando saímos aquele dia, eu tive que dizer o quanto eu já te achava explêndida, só pelo seu jeito de ser. Eu não lembro se disse exatamente isso, mas eu pensei em dizer. A maneira como você me aceitou do meu jeito, sem muito me questionar, a não ser as perguntas óbvias, fez com que eu fosse me apegando ao seu gênero a cada dia. Quando você passou a tarde em casa e fomos para a praia, eu senti como se algo mais forte do que o comum estivesse acontecendo. Não sei explicar exatamente o que eu senti, mas foi algo forte que me deu uma enorme vontade de ficar mais perto de você e te abraçar, beijar e fazer companhia. Mas, o maior problema era que tudo isso estava sendo estranho para mim, afinal, nunca fui nada carinhoso a esse ponto, de ficar abraçando uma garota por tempos, beijar de uma maneira mais doce e envolvente, porque eu nunca me envolvia de verdade com elas, apenas com você. Eu percebi que eu estava completamente apaixonado horas depois, quando eu caí na real. Foi como se mesmo que eu me esforçasse, a sua imagem não saía da minha cabeça nem mesmo por um único segundo. Foi mais forte do que eu poderia imaginar. Eu pensava no quanto eu queria te ver em apenas um dia, no que eu deveria te dizer a cada conversa, se você deveira mesmo saber que o Jason é apenas uma figura e essas outras coisas. Como o meu pai me proibiu de me envolver com alguém, e eu obviamente concordei, porque todos sabiam que eu nunca fui de me apegar às pessoas, ele não poderia, e ainda não pode, fazer ideia de que eu me apaixonei tão perdidamente por você. Quando eu comentei com o Ryan, ele logo me apoiou e disse que já estava mais do que na hora. Já o Greg, não gostou muito da ideia. Quando você descobriu a minha identidade, eu fiquei completamente sem saber o que dizer, porque eu tinha te levado para aquela praia justamente para me declarar, ou ao menos tentar dizer o quanto você significa para mim. Eu ensaiei mais de mil vezes as mesmas frases e exatamente o que eu iria dizer, mas aquilo aconteceu e você passou a me odiar em um piscar de olhos. Eu me senti o maior mentiroso do mundo, pelo fato de que você enlouqueceu apenas com a minha identidade, sem saber sobre as lentes, a cor do cabelo, que eu tenho um pai, que eu perdi a minha mãe, que eu não me apego a ninguém, que eu tenho quase meus vinte anos e principalmente que, eu nunca tinha amado alguém como eu amo você. Tudo isso faria com que o que você estava começando a sentir por mim fosse diminuindo, e eu não queria que isso acontecesse, porque a essa altura eu já estava completamente entregue ao que eu sinto por você, e fazia questão de que o mundo soubesse. Porque eu estava orgulhoso de mim, por finalmente assumir um sentimento tão verdadeiro e inacabável o quanto eu sinto por você, por nós. Eu tentei conversar com o meu pai sobre isso, mas ele logo discartou o assunto e disse que eu não vou me envolver com absolutamente ninguém, a não ser por diversão. Desde então, eu passei a pensar diariamente se deveria te contar toda a verdade, mas você foi descobrindo aos poucos e se chateando cada vez mais comigo, até chegar o que eu mais temia. Você pode dizer que sabe, mas não faz ideia do quanto eu te amo, e do quanto eu sinto sua falta de ficar minutos longe de você. Isso é algo bem meloso para uma pessoa como eu estar dizendo, mas é a mais pura e dolorosa verdade. Eu sinto como se você fosse a melhor parte de mim, porque você fez com que eu parasse de ser um completo idiota e voltasse aos conformes bem aos poucos, o que eu já considerava uma mudança impossível. Quando eu conheci a sua mãe, eu estava absurdamente nervoso, pelo simples fato de que ela teria que gostar de mim, porque querendo ou não, eu te amo e quero te fazer feliz. Eu fiz questão de dizer isso a ela e ao seu padrasto, milhões de vezes. Eu pedi para que eles não te falassem nada, mas eu dizia "eu amo a sua filha" ou "Eu amo muito a Mel" a cada cinco minutos, para que eles percebessem que eu estava sendo sincero. Quando eu te pedi em namoro, eu quase morri de tanta aflição, porque eu queria que você se impressionasse comigo, mas temia que você não sentisse exatamente o mesmo que eu. E eu penso que, se duas pessoas se amam por igual, não importa se estão namorando, noivos, casados ou até mesmo sem relação alguma.... Sempre haverá algo para juntá-los novamente, ou não separá-los por nada. Porque não adianta você terminar com alguém que ama, mas não querer esquecer essa pessoa por nada nesse mundo. Para ser ainda mais sincero com você, eu nunca na minha vida havia chorado por uma garota, até porque, para mim isso sempre foi algo gay e besta. Mas, quando eu ouvi da sua boca "acaba aqui", foi como se eu não tivesse conseguido me conter e quase desabei de tanto chorar. Eu tentei me segurar o máximo que pude, e a cada palavra que você me disse era um indício para que as lágrimas começassem a cair. Eu sempre me senti um inútil para os outros e um babaca, e você ainda confirmou que eu sou o maior mentiroso que você já conheceu na sua vida, e logo levei um tapa fortíssimo no rosto. Não digo que foi forte pela intensidade que você bateu, mas sim forte de sentimento, porque ali estava todo o ódio que você sentiu por mim, e eu senti como se fosse odiado novamente. Como se já não bastasse, eu te pedi um último beijo, porque eu estava mesmo precisando sentir você ao menos perto de mim, nem que fosse por uma última vez, mas eu precisava mais do que qualquer outra coisa, e ainda preciso. Tentei me conformar com o que aconteceu, apesar de tudo ter acontecido por minha culpa, mas quando eu vi que você estava aos beijos com aquele cara mais velho, que por sinal é parecido comigo, eu fiquei completamente chocado. Eu não imaginei mesmo que você teria coragem de ficar com outro garoto ainda naquela viagem. Agi por completo ciúmes e separei vocês dois. Foi mais uma das minhas atitudes infantis e ridículas, mas eu sou assim. E quando eu disse que você é minha, eu fui honesto e você sabe disso. Porque querendo ou não, você é e sempre será a minha garota, porque eu te quero como minha. Eu fiquei com raiva do que você fez comigo, e pensei em fazer o mesmo, mas seria pior ainda se eu revidasse e te fizesse sentir o mesmo. Eu acabei bebendo mais do que deveria e peguei uma garota que eu nunca tinha visto antes. Não lembro nem o nome dela e não fiz questão de perguntar. Só sei que ela fazia parte do grupo da faculdade, e deve ser amiga daqueles caras. Ela deve ter a minha idade. É só isso que eu sei. E quando a minha consciência bateu, eu percebi que o que estávamos fazendo um com o outro já havia passado de uma simples vingança recíproca, mas estava se tornando ainda mais doloroso para ambos. Como se já não fosse o suficiente te ver com ele naquela noite, no dia seguinte vocês passaram todo o tempo do mundo juntos, e ainda passearam pela praia de madrugada. Eu estava lá sentado, pensando no que deveria fazer, quando ouvi sua risada de longe, e você rodopiava perto do mar toda alegre, olhando para os seus amigos. Senti um aperto no peito, como se eu continuasse sendo um inútil que acabou com todo o amor que você sentia por mim em apenas dois dias. Eu não fazia ideia se isso era possível, porque eu nunca tinha sentido antes, então, para mim foram experiências novas e jamais imagináveis. Eu sei que falei demais e você já deve estar farta de ouvir a minha voz, mas eu fiz questão de te dizer tudo, apenas para você não dizer que não sabe nada sobre mim, e que não acredita no amor que eu sinto por você.

 

SPOILER

 

Eu odeio o fato de nunca conseguir explicar para a Mellanie o quanto eu a amo. Nem eu mesmo sei como consegui dizer tudo aquilo a ela de uma única vez, sem ao menos gaguejar ou pensar se iria levar outro tapa na cara. Eu só sei que ela precisava saber tudo o que vivia me perguntando o mais rápido possível.

- Não existe algo parecido ou igual no mundo.


Notas Finais


Tcharaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaam. Espero que tenham gostado, amando os comentários, e n se irritem com a Mellanie pq são coisas da vida lol. Beijos


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