História Behind The Secrets - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Ryan Butler
Visualizações 2.994
Palavras 4.174
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura p vocêssss

Capítulo 38 - I still love you


Eu sei que falei demais e você já deve estar farta de ouvir a minha voz, mas eu fiz questão de te dizer tudo, apenas para você não dizer que não sabe nada sobre mim, e que não acredita no amor que eu sinto por você. Me perdoe por todos os erros que eu cometi com você, por todas as mentiras, todas as minhas reclamações desnecessárias, meu ciúmes exagerado e a minha vontade louca de te ter por perto a todo instante. Tudo isso é apenas a minha maneira de demonstrar o quão grande é o meu amor por você, babe. - Respirou fundo e permaneceu com seus olhos fechados ao molhar os lábios. O tempo em que ele falou tudo isso, deve ter durado quase uns vinte minutos. Eu estava completamente perplexa com tudo o que ele havia dito. Ele fez questão de explicar sua vida desde o início, o que sentiu quando me viu pela primeira vez, como se apaixonou e como se sentiu quando nós terminamos. Se eu tinha que dizer algo agora, eu preferia permanecer calada, para que ele entendesse como uma resposta, e interpretasse de sua própria maneira. Meus olhos estavam cheios de lágrimas, e eu senti uma vontade incontrolável de chorar. 

- Eu sei que você não deve saber o que dizer agora, e eu não vou cobrar uma resposta sua. Eu só te disse tudo isso porque eu estava precisando que você soubesse o que se passava na minha cabeça, mesmo depois de tudo o que aconteceu. Eu estou morrendo por dentro de cobiça para sentir seu beijo novamente, mas eu vou esperar uma resposta sua, ao mesmo tempo para saber se você continua me odiando, ou não. - Voltou a virar-se para frente e representou como se nada tivesse acontecido, de tão aliviado que ele estava. Já havia tirado o boné e o celular do bolso. Clicou em sua tela e a foto de fundo era uma das que tiramos na praia do resort. Olhávamos para a câmera, e ele me abraçava na cintura com um olhar apaixonado. É uma das nossas fotos que eu mais gosto. Continuei pensando no que deveria dizer a ele, mas eu não fazia ideia do que dizer. Apesar de tudo, eu ainda precisava pensar sobre e processar tudo o que ele me disse, desde o início. Poderia ter escrito um livro de tanto que falou, e ele não gaguejou ao menos uma vez. Nunca o vi tão confiante enquanto dizia algo como agora. Ele falava com a voz baixa, para que ninguém pudesse ouvir o que ele dizia, e a única reação que tive foi de fechar os olhos para pensar em tudo o que ele disse. Eu sei que mesmo ele dizendo que eu posso pensar para responder, ele está esperando uma resposta. Passei a pensar em cada palavra que ele disse e tentar entender sua história. Eu nunca cobrei dele exatamente de onde veio e o que faz aqui. Eu só queria a sinceridade dele, que foi tudo o que ele disse agora. É extremamente tentador e chatiante ficar horas ao lado dele, sem ao menos tocá-lo e dizer o quanto eu me arrependo do que disse a ele. Tenho esse terrível defeito de não pensar muito antes de dizer algo quando estou alterada e acabo falando tudo o que vier na cabeça. É óbvio que eu o magoei demais, mas mesmo assim ele se desculpou e explicou tudo o que aconteceu e como aconteceu. Não sei o que fazer ou o que dizer a ele. Continuei pensando sobre, e percebi que já estávamos voando há quase duas horas. Ainda temos tempo até que eu diga algo a ele. Eram poucas as vozes baixas de pessoas conversando, e nos estávamos em um completo e estranho silêncio. 

- Você disse tudo tão confiante. - Falei olhando para ele, que deu os ombros em resposta.

- Eu estava sendo sincero. - Falou devolvendo o olhar para mim.

- É bom saber que você foi sincero e me disse tudo o que estava nos atrapalhando. Eu acho que, não tem problema algum você guardar algo para você, quero dizer, você tem o direito de guardar algo pra si sem que eu precise saber. Eu só não entendia o porquê de tudo isso, mas agora eu já estou entendendo e não faço questão de que você continue se expondo ao me dizer isso. Desde que tudo isso aconteceu, eu tentei reverter a nossa situação me distraindo mas eu não conseguia. Foi difícil pensar que estávamos em um lugar maravilhoso e não passamos sequer uma noite inteira juntos. Mesmo assim, continuamos nos acostumando com um ao outro e... Você sabe que independente de tudo o que deixamos acontecer, eu continuo te amando. Isso não mudou nada sobre o que eu sinto por você. Esse seu jeito de mudar de humor sempre, ser um ciumento possessivo e surpreendente é uma das melhores coisas sobre você, porque te torna único e meu. - Falei olhando para ele, que parecia sem reação alguma. - Acho que depois do que aprendemos um com o outro, podemos tentar esquecer essas coisas que interferiram no nosso relacionamento. Confesso que eu me arrependi até o último por ter terminado com você daquela maneira. Mas eu fiquei brava e com tanta raiva que não pude me conter. Me desculpe por ter exagerado nas palavras. - Falei olhando torto para ele, com um pingo de orgulho dentro de mim. Fui o mais sincera que pude, e voltei a olhar para a janela, esperando que ele dissesse algo ou permanecesse quieto. Mas, como eu já o conheço o suficiente, sei que ele não falaria nada agora. Suspirei mais aliviada e virei-me apenas para pegar um copo d'água. Ele permaneceu imóvel olhando para o nada, sem ouvir qualquer música ou estar cochilando. Ele estava literalmente pensando, provavelmente em outro mundo.

Passei a bater com a ponta das unhas na janela para me distrair, e voltei a ouvir música. Ele logo tirou meu fone e colocou as mãos na minha cintura para que encostássemos um no outro. Senti meus músculos relaxarem por estar tensa há dois minutos, e deitei com a cabeça em seu ombro, ainda olhando para o lado oposto. Passou a acariciar meu braço com a mão esquerda, e ainda em um completo silêncio, dobrei as pernas no banco, fechando os olhos aos poucos. Posso considerar a atitude dele como uma resposta, então achei melhor não dizer nada, por enquanto. Ficamos alguns minutos ainda em silêncio esperando a hora passar, e coloquei novamente meus fones de ouvido. Liguei uma música calma e fui ficando com mais sono ainda, por quase não ter dormido durante a noite. Olhei discretamente para cima e ele também estava ouvindo música, já acariciando meu cabelo bem de leve. Eu estava me sentindo bem e tranquila assim com ele, até porque eu percebi que ele também estava. Mas percebi que não sabíamos muito bem o que dizer um ao outro, o que me pareceu estranho.

Se aquela hora ele disse que estava morrendo de vontade de me beijar, por que ele não beijou?! Permaneci apoiada nele, que continuava me acariciando nos cabelos, cada vez mais leve, mesmo com seu toque forte. Eu não sei se a intenção dele era com que eu acabasse tomando a iniciativa, já que aconteceram tantas coisas e acabamos nos desculpando um com o outro, ou se ele não deve estar muito no clima, mas eu não parei para pensar muito nisso, porque se não, acabaria desistindo antes de agir.

Levantei a cabeça olhando para ele, que assim que voltou seu olhar ao meu, beijei-o nos lábios com repleto desejo, fazendo-o deslizar sua mão esquerda por toda as minhas costas, e com a outra segurando meu cabelo, prendendo-o entre sua mão e a minha nuca. Estávamos lentos, mas ao mesmo tempo era algo intenso e desejado. Mesmo que tenhamos ficado apenas um ou dois dias distantes, foi como se tivesse passado mais de uma semana, ou até mesmo um mês. Posso estar exagerando na maneira de pensar, mas foi como se o tempo tivesse passado voando e ao mesmo tempo devagar desde que nos separamos. Apoiei com as pernas entre as dele, ficando quase de lado, mas não completamente por conta do cinto, e continuamos nos beijando ainda devagar. Sentia meu coração acelerar de uma hora para a outra, e ele sorriu involuntário, assim parei o beijo.

- Eu prometo pela minha vida que não irei mais errar com você. - Falou ao segurar meu rosto com as duas mãos. - Ou eu não me chamo Justin Bieber. - Sussurrou risonho em meu ouvido.

- Quem me garante que o seu nome é mesmo esse? - Falei tentando parecer séria, mas era óbvio que eu estava brincando.

- Tonta. - Soltou-me e dei um selinho nele, que retribuiu risonho. 

- Sabe, olhando para você agora, não me parece que tem 19 anos. - Falei olhando para ele, ao apoiar novamente com as costas no banco.

- Shhh. - Gesticulou para que eu falasse ainda mais baixo. - Você não vivia dizendo que eu parecia ser mais velho? Como mudou sua opinião? - Falou confuso.

- É, mas, eu não sei. - Falei ao arquear a sobrancelha, tentando achar uma resposta mais certa para que ele entendesse meu ponto de vista. - Eu acho que... quem te vê pensa que você é mais velho, mas como eu já te conheço o suficiente, creio eu, posso dizer que você engana bem com 17 anos. - Falei enquanto ele assentia, processando tudo o que eu disse.

- Faz sentido. Mas, então você quer dizer que eu não penso como um homem de 19 anos, ou eu não sei agir como um adolescente? - Deitou com a cabeça olhando para cima.

- Um pouco dos dois. Você não tem digamos que, uma maneira certa de agir para quem tem quase 20 anos. E você tem um jeito mais adulto de analisar as coisas para um adolescente de 17 anos. Entende?

- Não. - riu. - Eu entendi, mas não concordo.

- Por que não? - Falei sorridente.

- Porque eu tenho um jeito bem maduro de reagir às coisas. Só que, quando se trata de nós, eu não tenho tanta certeza disso. - Olhou-me pelo canto dos olhos, com um mero sorriso no canto de sua boca.

- Você acha? - Aumentei o tom de voz sem querer e parei. - Por que você sempre diz que tudo é diferente quando se trata de nós? Você já me disse algo parecido com isso, e várias outras coisas que deram a entender que, você não pensa direito em mim, digo, para tomar decisões. - Eu estava tranquila que estávamos conseguindo manter uma boa conversa sobre nós, o que ele e eu pensamos, e nada muito exagerado. Apenas uma boa conversa entre, namorados?! Já nem sei mais se voltamos como antes.

- Isso é complicado, até para mim. Eu não sei como te explicar. - Falou olhando para o corredor, procurando por alguém que não estivesse sentado. - Eu percebi que quando se trata de você, eu não tenho muito como pensar... Espere, eu estou me expressando completamente errado. - Parou no meio da frase e apoiou com a mão no queixo, e o braço no encosto, logo segurando minha mão direita com a sua esquerda. - É isso que você faz comigo. - Falou olhando-me, que não entendi. - É bem complexo de entender.

- Continuo sem entender nada. - Falei olhando de canto para ele, que sorriu.

- Apesar de você saber o quanto eu te amo, você nunca vai sentir o mesmo que eu, do mesmo jeito que eu nunca vou saber ao certo o quanto você me ama, entende? São sentimentos iguais, porém diferentes. Não existe algo parecido ou igual no mundo. O que eu quero dizer é que como eu te amo muito, eu não sei explicar para você mesma o quanto eu te amo. - Começou a enrolar nas palavras e riu.

 

                                    Jason P.O.V

Eu odeio o fato de nunca conseguir explicar para a Mellanie o quanto eu a amo. Nem eu mesmo sei como consegui dizer tudo aquilo a ela de uma única vez, sem ao menos gaguejar ou pensar se iria levar outro tapa na cara. Eu só sei que ela precisava saber tudo o que vivia me perguntando o mais rápido possível. Felizmente, acho que entramos em um acordo, e não estamos mais brigados, pelo menos é o que eu penso. Só que, isso é tudo o que ela precisa saber, até que meu pai me diga o que eu estou fazendo aqui.

- Não existe algo parecido ou igual no mundo. O que eu quero dizer é que como eu te amo tanto, eu não sei explicar para você mesma o quanto eu te amo. - Enrolei nas palavras e ri. - Porque você vai entender de uma maneira diferente do que realmente é. Entende?

- Uau. - assentiu. - Isso foi bem estranho, mas eu acho que entendo. Até que faz sentido.

- Faz todo sentido. - Falei convincente, e peguei em sua mão, deixando meu braço solto perto ao dela. Dei um beijo na palma de sua mão direita e ficamos novamente em silêncio. Ergui um dos braços procurando por uma aeromoça, e em instantes ela apareceu me perguntando o que eu queria, com a bandeja cheia de biscoitos, doces e com um sorriso no rosto.

- Quer alguma coisa, Mel? - Falei olhando para ela, que assentiu e pegou dois pacotes minúsculos de biscoitos, enquanto eu peguei cookie, balas de goma e pedi dois sucos de laranja.

Cinco horas nunca demoraram tanto para passar, como está demorando agora. Mesmo que eu esteja aqui com ela, eu quero chegar em casa logo para descansar, porque depois dessa semana incrível e terrível ao mesmo tempo, o que eu mais preciso fazer é colocar a cabeça no lugar e descansar, antes que o meu pai comece a me encher perguntando sobre as garotas de lá. Preciso falar sobre a Mellanie para ele o mais rápido possível. Não quero nem ver quando ele começar com um sermão de que eu não poderia me envolver com ninguém, e estou aqui à trabalho. Mas que trabalho? Ele sempre fala que eu tenho que fazer algo, mas nunca me diz o que é. Sendo assim, posso aproveitar para ficar o tempo todo com a Mel, até que ele comece a me dar ordens.

- Babe. - falei olhando para ela ao pegar meu último cookie. - Quantas vezes você ficou com aquele cara? - Eu estava sério. A única coisa que me fez perguntá-la sobre isso foi que eu continuava com um enorme peso na consciência, porque apesar de tudo, se eu tivesse sido sincero desde o início isso tudo não teria acontecido. Apesar que, nem eu mesmo sei tudo sobre mim. Meu pai sempre diz que há algo de errado na minha certidão, mas não explica exatamente o que é, e, hoje eu já não faço mais tanta questão de entender.

- Ah Jay. - falou ao desviar o olhar. - Por que você quer saber? - disse desinteressada no assunto. Isso é ótimo.

- Porque eu quero. - falei como se fosse óbvio e franzi a testa esperando sua resposta.

- Não sei. - disse baixo. - Foram dois dias. - Deu os ombros e voltou a comer seus biscoitos.

- Huh. - Resmunguei em resposta e voltei a olhar para a minha pequena tevê. É claro que eu detestei a resposta dela, porque eu imaginei que ela diria duas ou três vezes, não dois dias.

- Não me venha com huh, porque eu só respondi o que você perguntou. - falou invocada e fingi não ouvir. Continuei pensando nisso e acabamos nos distraindo. Coloquei os fones novamente e deixei em um canal de notícias sobre a Califórnia. Quase nunca sei dessas coisas mesmo, e é sempre bom ficar atento com tudo. 

"Aterrizaremos em no Aeroporto Internacional de São Francisco. Como previsto, está de aproximadamente 23ºC, em céu aberto, como vocês podem ver", o piloto parou de falar e voltei a assistir o noticiário. Já estava começando a anoitecer quando aterrizamos e a Mellanie pegou sua bolsa, colocando-a no ombro direito. Segurei sua mão e assim que nos levantamos, percebi que quase todos estavam acordando só agora. Aproveitei para passar rápido pelo corredor e fomos os primeiros a sair.

- Espero que tenham aproveitado a viagem! - Hillary falou ao ficar de pé na saída.

- Acho que a minha mãe já está aqui. - Falou ao tirar seu celular do bolso, que estava tocando. Não respondi, já que ela atendeu a ligação e fomos pegar nossas malas. Ela afastou-se um pouco para falar com a mãe, então eu peguei todas as malas e coloquei em dois carrinhos, dividindo-as para não ficar extremamente pesado. - Ela disse que já está nos esperando, e o Paul não veio para nos ajudar com as malas.

- Eu sou forte o bastante para levar todas. - Falei convecido e ela revirou os olhos, empurrando seu carrinho até encontrar a Anne, que logo ergueu os braços sorridente para que pudéssemos vê-la. Ela vestia uma roupa formal, digamos que acabara de deixar seu trabalho, e veio nos buscar, já que meu carro ficou na casa dela.

- MÃE!!!! - Mellanie gritou ainda distante e correu até sua mãe, abraçando-a forte. Foi aí que eu senti novamente aquele sentimento terrível de pensar que eu nunca mais poderei abraçar a minha mãe, ou ao menos vê-la uma única vez, a saudade. Engoli seco e continuei andando com os dois carrinhos até elas, que conversavam super animadas.

- Jason! Senti sua falta. - Falou carinhosa e me abraçou forte. Sabe que, às vezes, ela me parece a Mellanie daqui uns anos. Tanto fisicamente quanto no gênero. Mas o que muda é que a Mellanie é mais irritada. - É bom ver que vocês estão bem novamente. - Falou olhado pra mim, como se ela já soubesse que chegamos a terminar por uns dias. Só espero que ela não faça ideia dos motivos. Apenas sorri sem argumentos e a Mellanie prendeu o cabelo com o mesmo enquanto astávamos em direção a saída. Sequer nos despedimos dos professores, que só falaram com a gente pouco antes do piloto nos avisar. Eu preciso ir para casa descansar. Estou exausto de tudo isso.

- Vamos logo, porque eu imagino o quanto vocês devem estar cansados. - Falou passando em nossa frente e fomos até o carro dela. Coloquei todas as malas no porta-malas e entrei no banco de trás, apoiando com a cabeça na janela. - Não vai atrás com o Jason, filha? - Falou olhando para ela, que apenas deu os ombros ao entrar no banco da frente.

- Não. Logo estaremos em casa e ele está quase dormindo sentado. - Olhou-me ao colocar seu cinto e piscou lenta.

- Sono? Eu estou exausto. - Falei devagar e fechei os olhos aos poucos. 

- Imagino! Vocês tiraram muitas fotos? - Falou ao ligar o carro e notei que a Mel assentiu.

- Não muitas. - Falei ainda sonolento.

- Eu tirei bastante. Depois eu te mostro. - Disse ao ligar o rádio.

- Tudo bem. E as festas? Foram boas? - Disse em um tom curioso.

- Demais. - Falamos ao mesmo tempo e ela riu. 

- Uau, como vocês estão animados para me contar sobre essa viagem. - Falou sarcástica e Mellanie sorriu olhando-me pelo canto dos olhos. Apenas sorri de volta e voltei a fechar os olhos. Eu realmente preciso voltar para a minha casa e descansar bastante, e principalmente, pensar em tudo o que aconteceu. Mesmo que eu tenha me desculpado com ela, não sinto que seja o bastante. E só de pensar que eu mandei o Logan sumir com aquelas alianças, eu sinto vontade de me matar por ter perdido essa incrível oportunidade, de fazer a minha surpresa. Agora não tem mais sentido, até porque nos separamos e meio que voltamos agora, então a data é outra. Isso de namorar sério me parece ainda mais complicado a cada dia. É terrível se sentir um novato em algo que você já é completamente graduado.

Chegamos na casa dela, e fui o primeiro a descer do carro. Tirei todas as malas do porta-malas, enquanto as duas entraram em casa, e Mellanie voltou com a minha chave nas mãos.

- Eu levo as minhas. - Falou pegando-as pela alça.

- Não. Eu levo. - Insisti e ela preferiu não opinar. Guardei minha chaves no bolso junto com o meu celular e entrei na casa dela, caminhando até a escada.

- O jantar está pronto para vocês. - Falou nos olhando e entrei no quarto dela.

- Obrigado Anne, mas eu já vou para casa. Realmente preciso descansar. - Falei ao aparecer na porta.

- Mas se você for para casa agora, ficará lá sozinho. - Pelo jeito ela deve saber que eu fico o tempo todo sozinho. - Eu te libero depois do jantar. - riu. 

- Tudo bem. - Dei os ombros e voltei para o quarto dela, que estava no banheiro e logo apareceu com o cabelo novamente solto. 

- Você está quieto. - Falou ao abrir as portas de seu guarda-roupa. 

- Estou muito cansado. - Já falei isso tantas vezes, que está me parecendo uma desculpa esfarrapada, mas não é. Ela deve ter percebido que eu preciso de uma boa noite de sono. - Estava com a consciência tão pesada que mal dormi durante as noites. - Falei ao tirar os óculos e passei as mãos no rosto ao bocejar. Caí para trás em sua cama e ela voltou a desfazer suas malas. Abriu as duas e ficou quase de joelhos para separar as coisas. Ela vestia uma blusa bem curta com um shorts escuro e colado em seu corpo. Ela estava maravilhosa, como sempre. Levantei-me e passei quase ao seu lado, entrando no banheiro. Aproveitei para lavar o rosto e tirei as lentes por míseros segundos, apenas para piscar mais forte e esperar para colocá-las novamente. Desfiz todo o meu topete e deixei meu cabelo pouco caído. Assim que voltei a colocar as lentes, meu celular tocou. Só pode ser o meu pai a essa hora. Atendi-o ao abrir a porta, e ela estava sentada no chão, logo levantou seu olhar para mim.

 

- Fala pai.

- Já chegou de viagem?

- Sim. Estou indo para casa.

- Quem foi te buscar?

- Huh, a mãe de uma amiga minha.

- Amiga? Desde quando você tem amigas ai?

- Por que você me ligou mesmo?

- Estou indo para São Francisco amanhã cedo. Preciso conversar sério com você.

- Até quando você fica aqui?

- Não sei. Estou muito ocupado esses dias, porque o imbecil do Brad me deixou na mão até o fim do mês.

- Bem feito. Amanhã conversamos então.

 

Não perguntei o que ele queria comigo, porque ele obviamente diria que "são coisas do trabalho". Acho provável que ele me conte finalmente o que eu tenho que fazer nesta cidade e até quando. Só espero que eu possa passar mais um tempo com a Mel, até a formatura. Um dia ele precisará saber que eu a amo e não vou deixar essa cidade sem ela.

- Quando você vai contar para o seu pai sobre nós? - Falou me tirando dos pensamentos e balancei a cabeça para prestar atenção no que ela disse.

- Não sei. - Falei perdido e ela se levantou, vindo em minha direção, que estava novamente sentado em sua cama. - É difícil falar com ele sobre isso.

- Você já tentou? - Parou em minha frente e acariciou meu cabelo, fazendo-me abraçá-la em volta da cintura. 

- Já... Mas faz muito tempo. - Olhei-a nos olhos e dei-lhe um selinho. Era estranho porque, mesmo que eu já tenha me desculpado e ela tenha aceitado, não estamos tão juntos como antes. Eu me sinto desconfortável ao perceber que ela ainda está chateada comigo, mas me desculpou mesmo assim.

 

SPOILER

- Eu estou aqui para conversar com você sobre a empresa. Desde que você se mudou para cá, eu falei que iria te passar as orientações mas acabei me atrapalhando todo e achei melhor vir aqui.

- Sobre o que eu tenho que fazer? - Falei desinteressado.

- Sim. - Respondeu rápido. - É o seguinte. O Greg irá voltar de vez para Moscou comigo, e só o Ryan ficará aqui para te ajudar. Eu já percebi que a presença do Gregório será desnecessária, e vocês vivem se desentendendo, feito crianças. - Ele adora mencionar a palavra criança quando se refere à mim, e isso me irrita.

- Dispenso comentários à parte. - Falei já impaciente e ele fingiu não me ouvir.

- Você lembra que eu comentei com você que viríamos aqui para achar uma pessoa? Quase da sua idade... Lembra?


Notas Finais


aeeeeeeeeeeeeeeeeee hahaha! Quero opiniões. Amando os comentários <3 bjss


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