História Behind The Secrets - Capítulo 41


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Ryan Butler
Visualizações 2.992
Palavras 4.250
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura meninass

Capítulo 41 - I just wanna hug you


- De novo? - disse rindo e joguei um dos travesseiros nele, que voltou a rir. 

Levantei-me rápida e fui até o banheiro. Fiz minhas higienes e decidi tomar um banho rápido para me refrescar. Ele pareceu ficar quieto enquanto eu tomava banho, e assim que sequei o cabelo, enrolei a toalha no corpo e abri a porta. Ele estava sentado na minha cama apenas com uma calça preta e tênis, sem qualquer camisa. Ajeitava seu cabelo, que parecia ainda estar molhado, em um topete como de costume e colocou o relógio no braço. 

- Por que você me acordou tão cedo? - Falei ao ir para o meu guarda-roupa e escolhi um conjunto de lingerie roxo. 

- Porque eu estou animado hoje e quero que você se anime também. - Disse como se fosse óbvio. 

Vesti minha lingerie e ele ficou me observando sem dizer nada.

- Minha mãe já deve estar chegando. Ela vai ficar louca quando souber que passamos a noite aqui, sozinhos. - Olhei para ele ao pegar um shorts jeans bem escuro e uma camisa clara cheia de enfeites delicados. Passei meu perfume e deixei meu cabelo solto mesmo. 

- Não vai não. Eu a avisei ontem que viria aqui e não queria que você soubesse. Ai ela disse que iria dormir na casa do Paul. - Deu os ombros.  

- Está falando sério? - Olhei-o surpresa. - Então é por isso que ela decidiu dormir lá do nada... 

- Ela ficou feliz quando eu disse que queria te fazer uma surpresa. - Levantou-se e veio a até mim. Deu-me um selinho e um lento beijo.

- Eu também fiquei. - sorri para ele. - Ainda temos uma hora até sair de casa... Não acredito que você me acordou tão cedo.

- Pare de reclamar. - disse sério. - Antes cedo do que tarde. 

- O certo não é antes tarde do que nunca? - Arqueei uma das sobrancelhas olhando para ele.

- Pra mim não existe essa de antes tarde do que nunca. Eu prefiro antes cedo do que tarde. - Disse invocado.

- Mas isso não existe. - saí do quarto e desci as escadas.

- Por isso que eu acabei de inventar. - Veio atrás de mim e fomos até a cozinha. 

- Tá Justin, tá. - Dei um basta nesse assunto e ele estendeu a toalha na mesa. Fui pegando tudo da dispensa e da geladeira e coloquei em cima da mesma, enquanto ele tomou um copo d'água. - Seu pai ainda está aqui?

- Eu acho que não. Ele deve ter ido embora há alguns minutos. - Nos sentamos na mesa e coloquei meu celular ao lado do dele. 

- Por que vocês não são unidos? - falei um tanto sem jeito. - Você mal fala sobre ele.

- Não sei... Sempre fomos muito unidos, mas agora eu estou aqui e ele lá, e só porque ele é meu chefe pensa que pode me dar ordens a todo momento. Isso não é legal. - Disse descontraído.

- Quando você vai me falar com o que você trabalha? É algo ilegal? - Falei tentando entender o que ele faz da vida.

- Quando você se formar eu falo. Não é ilegal, mas é muito sigiloso. - Serviu o suco nos copos e deu um na minha mão. - Ninguém fora nós sabe sobre o que se trata, porque o meu pai é dono dessa empresa, então ele manda em tudo. 

- Mas ainda falta muito para a formatura... Ele é dono da empresa que vocês trabalham, é isso? - Falei confusa com o que ele disse.

- Sim. - assentiu. - E a sede principal da empresa é em Moscou, e tem mais duas. Uma é em Toronto e a outra em Los Angeles. - Disse desinteressado.

- Então, o que você faz aqui? - ele riu. - Não entendo. - a cada coisa que ele fala sobre esse tal trabalho eu fico mais confusa.

- Ele disse que assim que eu me mudasse para cá, diria o que eu tenho que fazer... Mas até agora eu não sei direito. Por isso ele veio ontem aqui. Disse mais ou menos o que eu tenho que fazer, e me deu o prazo até o fim do ano. - Mordeu um pedaço do seu lanche e voltou a me olhar nos olhos.

- E quando você terminar, irá voltar para Moscou?... - Falei com a voz triste e ele logo assentiu. Suspirei sem saber o que dizer e ele também preferiu não dar continuidade ao assunto. Pelo menos falou mais do que o esperado. 

- Eu não quero falar sobre isso agora. - disse com a voz doce. - Eu já disse que, quando eu for você irá comigo.

- Não é tão fácil assim. - olhei para ele. - Nós nos conhecemos há praticamente dois meses, e eu não tenho como deixar tudo para ir à um lugar que eu sequer sei onde é.

- O curto tempo que nós estamos juntos não importa. O que importa é que nos amamos e ficaremos juntos. - disse em um tom determinado. - Por isso eu não quero falar sobre tudo isso agora... Podemos deixar para outro dia? - afirmei com a cabeça e ele sorriu.

- Tudo bem. - Pisquei cautelosa e terminamos o nosso café com calma, já que ainda temos tempo de sobra para nos arrumarmos.

Tirei as coisas da mesa e fui guardando aos poucos, enquanto ele levou os pratos e copos para a pia. Liguei a tevê no jornal matinal para ir ouvindo as notícias mais importantes. Justin sentou-se no sofá e apoiou com a cabeça na almofada, ficando deitado. Parecia estar com sono, então não conversamos por um tempo. Deixei-o à vontade enquanto fui ao meu quarto, fiz minhas higienes e troquei a blusa, vestindo uma regata branca já que está bem quente hoje e penteei novamente os cabelos. Passei um rímel transparente e um gloss rosa para dar um brilho, e logo coloquei os brincos que ele me deu, para combinar com o colar. Olhei despercebida para a minha aliança e tirei-a para ver o nome dele escrito ali. Passei a lembrar de tudo o que conversamos ontem, e da noite maravilhosa que tivemos. Ele estava tão romântico e aberto comigo, que me senti pela primeira vez em um momento sincero nosso... Isso é tão bom.

Peguei minha bolsa e saí do quarto com a mesma pendurada nos ombros. Desci as escadas olhando para ele, que ainda estava tão distante deitado no sofá. Coloquei minha bolsa ao seu lado e arranhei de leve suas costas com as unhas.

- Ainda temos quanto tempo? - Falou sem ao menos abrir os olhos.

- 20 minutos. - Falei ao olhar na tela do meu celular. - Está com sono?

- Demais. - disse ao sorrir. - Dormi muito pouco essa noite.

- Então, por que acordou tão cedo? - Falei ao olhar para a tevê, e fiquei quase deitada de frente para ele. 

- Não sei. - Pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos, olhando a minha aliança. - Eu dormi quase uma hora depois de você.

- Sério? E o que você ficou fazendo?

- Me sinto ainda mais idiota a cada dia. - Falou ao sentar-se e passou as mãos no cabelo.

- Não entendi.

- Eu fiquei te observando dormir. - Desviou o olhar e sorri para ele.

- Não acredito. - Falei surpresa e olhei novamente para ele, que parecia envergonhado.

- Nem eu. - dobrou os lábios para baixo.  - A cada dia me sinto ainda mais um idiota.

- Você não é um idiota.

- Você sempre diz que eu sou. 

- Mas você é. - ri. - Mas não nesse sentido, entende? Eu gosto de ver que você esta mudando cada vez mais. Ou ao menos tentando.

- Eu não tento mudar de propósito com relação ao que eu sinto por você. Eu só estou deixando acontecer, sabe? - olhou-me nos olhos. - Eu acho que não é certo eu tentar esconder isso ou forçar algo que não existe. 

- Eu acho que entendo. Gosto disso em você. - sorri pra ele e abracei-o forte em volta do pescoço, que pegou novamente em minha mão, dando um beijo na mesma. - Você está tão mais calmo e sincero desde ontem.

- Me sinto mais leve de conversar com você depois de tudo o que aconteceu, porque você sabe que não há mais mentiras. Você é a única que sabe mais sobre mim do que eu mesmo. - Acariciou minha mão e dei um selinho nele.

- Eu me sinto mais tranquila também. É como tirar um enorme peso da consciência ao pensar que a cada conversa nossa poderia haver uma mentira.

- Não tem. - Sorriu e abriu os braços para que eu o abraçasse novamente. Assim fiz e acabei me deitando em seu colo, esticando as pernas no sofá. 

- Sabe o que eu estava pensando...

- Huh.

- Eu acho muito arriscado continuarmos transando sem camisinha. Já pensou se eu acabo engravidando? 

- Qual o problema? - Olhou-me.

- O problema é que eu sou menor de idade e nos estamos juntos há pouco tempo. Não quero engravidar agora.

- Eu já pensei sobre isso. Não suporto usar camisinha. - riu. - Mas é realmente preocupante. Não sei o que dizer.

- Você já entendeu o que eu quero dizer. - Falei olhando para ele, que olhou-me completamente surpreso e suspirou.

- O que? - elevou o tom de voz. - Espere...

- Eu não estou grávida, seu tonto. - ri.

- Ah, então eu entendi. - riu e suspirou novamente. - Você fala sobre duas coisas ao mesmo tempo e ainda quer que eu não me confunda? Você quase me matou de susto.

- É exatamente o mesmo assunto. - Falei ao franzir a testa e sentei-me.

- Não brinque com isso.

- Mas eu falei sério. - olhei-o como se fosse óbvio. - Vá vestir uma blusa, porque já precisamos ir.

- Qual o problema se eu for assim? - Falou ao se levantar e olhou-me. Apenas franzi a testa encarando-o, que subiu as escadas risonho e aproveitei para desligar a tevê. Mandei uma mensagem para a minha mãe, avisando que está tudo bem e ela não respondeu. Pelo jeito ainda deve estar dormindo...

Estou me sentindo tão bem depois que eu e o Justin nos acertamos de vez. Sinto como se tudo entre nós estivesse se tornando ainda mais sério e comprometedor. Eu percebi que ele está mesmo aprendendo a como levar um relacionamento sério a diante, e isso é o que eu precisava para concluir que ele está se saindo bem em tudo. Foi tão romântico e carinhoso entre ontem e hoje, digo, mais do que ele tenta ser. Porque quando ele força é mais do que nítido, então eu procuro prestar muita atenção nas atitudes mal pensadas dele.

- Como você é lerdo. - falei ao abrir a porta da sala e levei minha bolsa até o carro. Peguei meus óculos de sol e passei um gloss mais escuro, apenas para marcar os lábios. Ele logo passou por mim vestindo sua jaqueta e tirou as chaves do carro do bolso. 

- Vamos com o meu carro ou nos encontramos lá? - Falou ao entrar no dele.

- Nos encontramos lá. - Sorri para ele, que para a minha surpresa concordou sem ao menos opinar ou reclamar. Ele me mandou um beijo e saiu com o carro, enquanto eu fechei a porta da casa. Saí da garagem com o meu carro e fui para o colégio. Já o havia perdido de vista, de tanto que ele corre com o carro, mesmo ainda estando tão cedo. Assim que estacionei do outro lado da rua, ouvi o sinal bater. Desci tranquila ao tirar os óculos e passei pela entrada segurando minha bolsa e o celular com a outra mão. Avistei o Justin entrando na sala e consegui alcançá-lo. Ele apertou minha mão e sentou-se atrás de mim. Quase todos nos olharam ao mesmo tempo, e voltaram a conversar.

- Finalmente vocês voltaram. - Adriele disse nos olhando e ri. - Já estava mais do que na hora de pararem com as brigas.

- Awwwww, vocês estão usando aliança. - Brandy pegou nossas mãos para compará-las e parecia alegre. Já a Lissy, ficou apenas nos olhando sem ao menos dizer uma palavra.

- Agora nós não iremos mais brigar tanto quanto antes. - Falei ao apoiar com o braço na mesa dele, virada de frente para a Adriele e o John, que sorriu sem graça.

- Bom dia, amigos. - Logan disse me um tom sarcástico e sentou-se em minha frente. - Vocês voltaram?

- Sim, cara. - Justin disse ainda segurando minha mão.

- Foi no avião, não foi? Porque nós vimos vocês saindo juntos... - Brandy disse curiosa e eu assenti.

- Mais ou menos. - Não quero que eles saibam de exatamente tudo, além de que nos acertamos e estamos bem. Não acho legal ficarmos esfregando na cara dos outros por estarmos bem, sendo que iremos discutir logo, pelo que eu bem conheço o nosso relacionamento que sofre um grande distúrbio de concordância de humor.

O professor de Literatura entrou na sala e pediu para que pegássemos a nossa apostila e passou a ler um texto. Pediu para que o Justin continuasse, e com muito pouco caso ele leu, ainda segurando minha mão por baixo da carteira. Bati com as unhas na mesa com a outra mão, esperando o sinal bater.  

- Muito bem classe. Agora eu quero que escrevam uma dissertação sobre o texto que acabamos de ler. Irei recolhê-los em 15 minutos. - Falou ao sentar em seu lugar, que ficava no canto esquerdo da lousa, longe o suficiente para não ver que eu estava fazendo nada.

Peguei meu caderno e comecei a escrever, enquanto o Justin acariciava minha nuca com o polegar bem de leve.

- Você não vai fazer? - Falei enquanto pensava no que escrever.

- Não preciso disso. - Sussurou e mordeu de leve minha orelha, deixando-me toda arrepiada.

- Para. - falei segurando a risada e ele esticou a mão direita até a minha carteira, acariciando a minha mão direita, impedindo-me de escrever. 

- Você já passou de ano em Literatura que eu sei. - Disse baixo e apenas assenti.

- Já tinha me esquecido disso.  

- O que acha de passar a tarde em casa hoje? Podemos ficar na piscina. - Disse tentando me olhar, que logo dobrei uma das pernas olhando-o.

- Pode ser. Vamos direto daqui?

- Sim. - Sorriu. 

- Você não está com calor com essa jaqueta?

- Não. - negou com a cabeça e apenas dei os ombros, virando-me novamente para a frente.  

Decidi fazer o texto nos últimos minutos e entreguei ao professor assim que bateu o sinal. Fomos para o intervalo após duas longas aulas e o Justin foi para o outro lado do pátio com os garotos. Sentei-me no banco de frente para o sol como eu e a Adriele sempre fazemos, e ficamos conversando.

- Ele te pediu desculpas pelo que fez?

- Sim. - falei rápida. - Ele me disse tantas coisas, que eu realmente me surpreendi. Agora nós estamos bem.

- Mesmo? Bom saber disso, porque ele te ama muito. - Olhou-me com dificuldade por conta do forte sol.

- Sim. Mas e ai, você tem falado com aquele garoto que você ficou lá? 

- Muito pouco... Não quero muita conversa, sabe? Eu me apeguei a ele e preciso desapegar.

- Isso é difícil. - Escondi os lábios pensando no que ela disse e logo o sinal bateu novamente. Justin veio até mim e me abraçou forte por trás, dando um beijo em minha mão direita após segurá-la. 

- Estou te estranhado tanto hoje. - Falei ao sentar-me na minha carteira, e ele ficou quase de joelhos em mija frente. 

- Eu também. - sorriu e deu-me um selinho. - Não se acostume tanto.

- Não vou.

- Quero ir embora daqui. - Revirou os olhos.

- Ainda temos mais três aulas amor, relaxa. - falei sarcástica e ele desviou o olhar para a porta. 

- Que merda. - Bufou e sentou-se novamente em seu lugar. 

- Falou com o seu pai hoje? - falei o mais baixo que consegui e ele assentiu.

- Ele me ligou agora no intervalo e disse que já está em Moscou. Pelo jeito saiu daqui de madrugada.

- Que pena... Eu queria tanto conhecê-lo.

- Logo eu te apresento a ele, babe. - A professora de biologia entrou na sala e passou uma matéria completamente chata. 

Assim que as aulas terminaram, saímos da escola rapidamente. Não aguentava mais ficar naquele lugar. Fomos para a casa do Justin com carros separados e ele chegou primeiro. Estacionei ao lado de sua bmw na garagem e desci do carro apenas com o celular em mãos.

- Aquela empregada está ai? - Falei ao passar por ele, que abriu a porta e nos deparamos com ela terminando de passar o pano os eletrônicos da sala.

- É, sim. - Olhou para ela que sorriu. - Boa tarde. 

- Boa tarde senhor McCann e... Mellanie. - Disse com uma ponta de dúvida sobre se esse seria mesmo o meu nome.

- Olá. - Sentei-me no sofá e ele subiu as escadas.

- Iremos almoçar em 20 minutos. - entrou em seu quarto. - Venha aqui Mel. - Levantei-me toda preguiçosa e fui atrás dele. Entrei em seu quarto, que estava apenas com a regata preta e um shorts azul. Tirou as correntes e o relógio, colocando um boné na cabeça. 

- Acabei de lembrar que não tenho nenhum biquíni aqui. - Falei ao me sentar em sua cama e ele sentou-se ao meu lado.

- Que pena. Pode entrar nua. É até melhor para mim. - Riu e deu-me um selinho.

- Engracadão. Eu estou falando sério. - Empurrei seu braço que continuou se aproximando cada vez mais. 

- Deve ter alguma coisa no meu guarda-roupa que sirva para você. Veja lá. - Desviou o olhar para o mesmo e assim que tentei me levantar, ele segurou minhas mãos.

- Tipo uma cueca? - ele riu. - Não achei graça.

- Daqui a pouco você vê. - Falou quase tocando nossos lábios e deu-me um beijo lento e intenso. Ficamos alguns minutos aos beijos e ele desviava seus lábios dos meus, beijando o canto de minha boca vez ou outra. Cruzei as mãos em seu pescoço, subindo até seu couro cabeludo com as unhas, e ele foi curvando-se aos poucos. - Não sei o que está acontecendo, mas sinto uma vontade louca de passar o dia todo assim com você, aqui, sem mais ninguém. - Falou baixo e beijei-o novamente.

- Isso é amor. - respondi. - Eu sempre sinto isso. - confessei no mesmo tom de voz que ele.

- Sério? - Afastou-se, olhando-me fixamente nos olhos. Apenas assenti e ele sorriu, voltando a me beijar bem vagaroso. Estávamos calmos, quase não nos mexíamos e eu me sentia completamente bem com ele, sem conseguir desviá-lo dos meus pensamentos. Toquei seu rosto no meu, e ele beijou meu pescoço tão fraco, que mesmo assim me arrepiei. - Vamos almoçar. - Deu-me um selinho e levantou-se.

- Que horas você tirou as lentes que eu não vi? - Arqueei a sobrancelha olhando para ele, que deu os ombros sorridente.

- Assim que entrei em casa, corri tirar aquela merda dos olhos. - Parou ao meu lado e desceu as escadas com rapidez, indo até a cozinha. Fiquei mais para trás e perdi-o de vista na cozinha. Fui até ele, que estava secando as mãos e olhando o quintal pela janela. - Já está tudo pronto. Só preciso pegar os sucos e o refrigerante. 

Levei os talheres até a mesa e sentei-me de costas para a sala de estar. Ele logo apareceu com uma garrafa de coca e uma jarra de suco nas mãos e colocou-as na mesa. Sentou-se em minha frente e nos servimos em silêncio. 

- Você morava sozinho em Moscou? - Falei assim que isso me veio a cabeça. 

- Não. - resmungou - Eu ficava com os meus avós é com o meu pai. Mas como são meus avós maternos, eles decidiram voltar para o Canadá e ficar com os meus tios... Ai eu fui ficando mais com o meu pai. 

- Entendi. - falei pensando se deveria prosseguir nesse assunto.

- E você morou sempre com a sua mãe? - Disse curioso.

- Eu morava com os meus pais, ai... Quando ele nos abandonou eu fiquei só com a minha mãe mesmo. Nossa família se desfez muito. - Falei chateada e ele pareceu me entender.

- Isso é bem triste. - parecia sentido. - Eu sei como é. Seu pai abandonou vocês? Ou aconteceu alguma coisa com ele? - falou um tanto sem jeito.

- Praticamente os dois. Ele foi embora quando eu ainda era pequena, e até hoje eu não sei o que aconteceu ao certo. - Estávamos definitivamente tendo uma conversa aberta, e expondo nossos sentimentos um ao outro, coisas que eu não digo nem mesmo para a minha mãe.

- Minha mãe também se afastou quando eu era pequeno... Eu tinha uns 7 anos. Não tão pequeno assim. - Falou provavelmente pensando sobre e desviou o olhar. 

- Você sente muita falta dela... - Falei olhado para ele e terminei meu almoço. 

- Sim. Como você sabe? - Falou ao tomar sua coca.

- Dá para perceber pela maneira como você fala. - Ele parecia triste ao tocar nesse assunto, mas ao mesmo tempo aliviado por comentar isso com alguém que confia, assim como eu também me sinto. 

- Você é a única que percebe isso. Nem meu pai pensa sobre... Ele acha desnecessário pensar sobre como seriam as coisas se ela estivesse aqui, porque é impossível de acontecer e só nos deixa mais triste. 

- Ele não presta atenção no quanto você fica chateado, é isso. É inevitável você não pensar nela pelo menos uma vez ao dia.

- Isso também acontece com você?

- A todo momento. Mas tem uma diferença... Se eu tivesse a chance de encontrar o meu pai de novo, eu ficaria brava por ele ter me deixado da noite para dia, então, às vezes eu penso que é melhor como está agora

- Eu sei que você fala isso da boca para fora. - Levantou-se e levou os pratos para a pia. Abriu a dispensa e pegou dois tabletes de chocolate, dando um na minha mão e pegou uma garrafa d'água.

- Vou avisar a minha mãe que eu estou aqui, antes que ela se preocupe à toa. - Voltei para a sala e ele continuou lá, provavelmente procurando a empregada para dar alguma ordem. 

 

- Mãe?

- Oi Mel. Onde você está?

- Na casa do Jay. Vou passar a tarde aqui, tá?

- Tá. O paul está aqui em casa comigo. Até o jantar você estará aqui?

- Sim. Só vou passar a tarde aqui.

- Então tudo bem. Juízo dona Mellanie.

- Você também dona Anne. Beijos

 

- Vamos um pouco para o quarto de jogos e mais tarde para a piscina. - Passou por mim e fomos para a última porta antes do quintal. Ele abriu a mesma e havia um sofá enorme no qual dava para deitar, de frente para uma tevê de cinema e os video-games que ele provavelmente iria jogar. Só lado da parede estava um simulador de skate e do outro lado um simulador de carro.

- Nossa, eu nunca tinha entrado aqui. - Falei olhando ao redor.

- Não? Bem... Bem-vinda à minha sala de jogos. - Deu a volta no mesmo lugar e ligou o Nintendo wi. 

- O que você vai jogar?

- NBA. Quer jogar comigo?

- Eu não sei jogar isso. Vou tentar esse negócio de skate. - Apontei para o simulador e liguei-o.

- Tome cuidado, porque se você cair pode se machucar. - Falou ao pegar os controles e colocou o jogo.

- Não é para tanto. - Falei ao revirar os olhos e tirei minhas sandálias, subindo em cima do stake. Apoiei com as mãos na barra de ferro metalizada para não cair e o jogo começou. Era snowboard, e não skate normal. Não faço ideia de como se joga isso. Cliquei na tela para que o jogo começasse e eu tinha que descer uma enorme ladeira e desviar das bolas de neve. Coloquei os óculos 3D e comecei o jogo. Era tão surreal que eu comecei a me perder nos movimentos, e quando estava prestes a passar a face desequilibrei com os pés e caí quase em cima do simulador, que automaticamente pausou o jogo.

- MELLANIE.

 

SPOILER

- Por que você está me perguntando isso agora?

- Porque você entrou nesse assunto. Custa me responder?

- Custa.

- Ótimo, já entendi.

- Não, você não entendeu.

- Então fala. - insisti olhando para a tela do celular, e ele deixou o seu de lado.

- Falar o quê?

- Como você é irritante.

- Agora eu sou irritante? Ah, chega. - Reclamou e deitou-se de costas para mim, procurando uma posição confortável.

- Se você não tivesse reclamado, não estaríamos discutindo.

- Quem aqui está discutindo?


Notas Finais


Estou chateada porque tá td mundo lendo e vocês estão parando de comentar. Isso me deixa triste, mas td bem. Espero que estejam gostando... Esse cap foi meio zzz porque o que está para acontecer irá chocar vocês lol então, preparem-se para a 2º season.


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