História Behind The Secrets - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Ryan Butler
Visualizações 4.541
Palavras 3.924
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Hi, Im Jason


- Por que? - Ele disse devagar, ao lamber os lábios e soltou um dos braços. A música terminou, e os que estavam sentados nos aplaudiram. - Você não quer? - Afastou-se, ao dizer com uma voz tentadora. 

Desci os degraus sem responder, e fui para o meu lugar. Ele me seguiu e sentou-se na mesma poltrona de antes, sem mais perguntas. 

- Amiga, isso foi um beijo? - Adriele sussurrou ao lado do Logan, para que só nós pudéssemos ouvir.

- Não! - Rapidamente neguei com a cabeça, para deixar claro que não aconteceu nada ali. 

- Todo mundo viu. - Logan disse no mesmo tom que a Dri.

- Parem! Eu evitei. Não houve beijo algum. - Falei impaciente, e a Adriele logo ergueu as mãos em defesa, risonha.

- Se você diz... - Sorriu e ficou quieta.

Com certeza, ele não pensou que todos da nossa sala estavam nos observando, apesar de ter mais de 5 casais naquela hora, ele realmente não pensou nisso. Então, eu praticamente o evitei por nada, já que todos acham que realmente nos beijamos. Eu não gosto da companhia dele, por ser muito grosseiro, mas é incrível como algo nesse garoto me atrai tão fácil. 

Assim que a aula terminou, saímos do auditório caminhando até a sala de aula. Fui uma das últimas a deixar o local, e Jason parou ao meu lado.

- Você não é tão rápida quanto pensa. - Sussurrou em meu ouvido, causando-me um mero arrepio, quase imperceptível.

- Por que? - Virei-me para ele, que sorriu como se a resposta fosse óbvia.

- Oh Mellanie. - Ele disse quase colando seus lábios nos meus, enquanto tirou completamente a minha concentração em voltar para a sala. Jason tocou nossos lábios em um rápido beijo, do qual eu inconscientemente cedi, e assim que passou sua mão esquerda em meu pescoço, parei-o rapidamente.

- Por que você fez isso? - Caminhamos às pressas até a sala, e por sorte, conseguimos alcançar os outros.

- Desejo. - Ele foi para o seu lugar e eu fiz o mesmo. Suspirei confusa e escondi o rosto com os cabelos. Por que ele tem que fazer isso? Logo agora que eu já havia esquecido do dia em que nos divertimos. Qual a intenção dele de me beijar assim, do nada? Se foi me deixar confusa, ele conseguiu. Não consigo tirar seu beijo dos pensamentos. Foi como se a cena em que nos beijamos estivesse reprisando automaticamente em minha mente, a cada segundo. Passei as mãos no rosto para afastar o pensamento, e tentei ser discreta. 

Por sorte, as últimas aulas passaram voando. Já estava mais tranquila, e me concentrando nas explicações. Deixei a sala rapidamente e fui até o meu armário. Luy conversava com a Lissy e mais três garotos. Com certeza, aquela fofoqueira deve estar falando que eu e o Jason quase nos beijamos na aula hoje. Peguei minha bolsa e saí do colégio sozinha. Eu ainda estava pensativa sobre o que aconteceu. Foi tão inesperado e intenso. Seu carro estava estacionado em frente ao meu, e ainda estava vazio.

- Mellanie. Espera. - Antes que pudesse dar a partida, ouvi sua voz de longe, que veio até o meu carro e apoiou com os braços na janela. - Tudo bem se eu passar na sua casa hoje? - Tirou os óculos, para que eu pudesse finalmente olhá-lo nos olhos, bem de perto.

- O que vai fazer lá? - Falei seca, tentado disfarçar minha enorme curiosidade em querer saber porque ele quer ir à minha casa. 

- Porque sim. Depois eu passo lá. - Desencostou do carro e assenti em resposta, que foi para a sua Ferrari preta. Mas o que ele quer fazer na minha casa hoje? Nós mal nos conhecemos, e ele não sabe nada sobre mim, além do meu endereço. Assim como eu. 

Fui o caminho todo pensando no motivo de sua visita, mas nada lógico me vinha a cabeça. Estacionei na garagem como sempre, e entrei em casa. Como estava sozinha, tive que arrumar a sala e a cozinha, já que minha mãe não está aqui para me ajudar. Fiz um lanche e tomei um suco de morango. Trouxe o meu notebook para a sala, já que me sinto ainda mais solitária sozinha no quarto, e fiquei ouvindo músicas. Não havia nada de interessante passando na tevê, e a cada 10 minutos olhava no relógio, esperando o Jason aparecer. Com certeza, ele deve estar me enrolando, porque imaginou que eu ficaria na expectativa, mas não apareceu. É, eu já imaginava. 

Prendi o cabelo em um coque com um lápis, e fui até a dispensa. Peguei duas balas no pote de doces, e assim que o guardei, a campainha tocou. Será que é ele?

Peguei rapidamente uma garrafa d'água na geladeira e fui até a porta enquanto tomava. Abri-a, e sim, era ele. Continuava todo de preto, mas sem um gorro, boné ou capuz na cabeça. Seus cabelos eram tão escuros, que poderia dizer que não era natural, já que suas sobrancelhas são escuras, mas nem tanto. 

- Não nos apresentamos direito. Sou Jason McCann, e tenho 17 anos. - Abriu os braços para me abraçar, e assim fiz.

- Tem certeza? - Olhei-o curiosa, que sorriu tentando permanecer sério.

- Eu... tenho, por que? - Arqueou as sobrancelhas, deixando sua testa franzida.

- Você não me parece ter 17 anos. - Falei ao olhá-lo, um tanto simpática.

- É... Já me disseram isso. Mas e você? - Deu um passo para trás, ainda na porta, colocando as mãos no bolso. 

- Mellanie Rose. Também tenho 17 anos, mas... isso você já sabe. - Falei sorridente, o que tornou nossa conversa mais agradável. Eu estava pensativa sobre se deveria convidá-lo para entrar, porque mal nos conhecemos, e creio que seria bem desnecessário. Se ele veio até aqui, foi para me dizer algo.

- É eu sei. - Respirou pelo nariz, descontraído e ajeitou sua jaqueta. - Antes que você pergunte, eu vim aqui apenas para me apresentar mesmo... Já que, no primeiro dia eu fui um pouco precipitado. - Mesmo com os óculos, percebi que ele tentava desviar seu olhar do meu, enquanto falava.

- É, foi um pouco. - Falei com a voz baixa, e sorri.

- Agora eu preciso ir... Nos vemos amanhã? - Falou ainda parado em minha frente, esperando minha resposta. Assenti e ele deu-me um lento beijo no rosto.

- Espera... - Toquei em sua jaqueta, antes que ele fosse até o carro, que parou onde estava e virou-se de frente para mim novamente. - Por que você me beijou hoje? - Fui indelicada, mas pouco importa. Se ele fez aquilo, algum motivo ele teve. Ele parecia tranquilo com a minha pergunta, como se já estivesse com a resposta na ponta da língua.

- Por desejo, eu já disse. - Virou-se novamente de costas para mim e foi até seu carro. Fechei a porta devagar, vendo-o ir embora em velocidade alta. 

Não sei se foi uma boa ideia ele ter vindo aqui. É vergonhoso confessar para mim mesma, mas eu tinha certeza absoluta de que ele iria tentar algo a mais do que uma simples conversa. Nem que fosse apenas um beijo, talvez, mas novamente, eu estava errada. Mesmo que ele tenha um jeito estranho e misterioso, parece que tudo o que ele faz é planejado, ou apenas bem pensado antes, como vir até aqui para se apresentar, e ir embora sem muita cerimônia. Se ele quer que eu tenha outra imagem dele, está completamente errado, porque a única impressão que tenho, é que ele não passa de um homem que mal se importa com as mulheres, e vive sozinho no mundo. Ele é apenas um jovem, adolescente, então por que parece ser tão maduro assim?

Passei a tarde mexendo no notebook, e vendo tevê. Queria sair para algum lugar divertido, mas não tenho companhia, muito menos um bom lugar para ir, em plena quinta-feira.

E se... se ele me usou para tentar me deixar caída por ele, e na verdade está com outra garota? Até mesmo aquela loira que eu vi com ele semana passada. Talvez ele seja apenas um adolescente como qualquer outro, tentando se inturmar da pior maneira possível, ou ele se sente solitário, ou até mesmo está procurando por alguém... Uma garota para ajudá-lo a não ser tão estranho assim. É claro que tudo não pass de teorias da minha cabeça. Se qualquer coisa que eu pensei fosse verdade, eu já teria entendido o tipo de pessoa que ele é. Que em um dia beija e no outro desconhece. De uma hora para a outra está simpático e depois finge que sou uma inimiga. Será que todos os homens são assim, e eu nunca percebi?

- Mellanie querida, está me ouvindo? - Balancei a cabeça afastando os pensamentos, e percebi que minha mãe estava em minha frente com o Paul, tentando me chamar a atenção.

- Oi mãe, Paul. Desculpa, eu estava apenas pensando em algumas coisas. - Levantei-me e abracei os dois com força, que corresponderam. - Que bom que chegaram mais cedo hoje. - Segui-os até a escada''.

                   Jason P.O.V

Não é só porque eu não posso me envolver sério com alguém, que eu vou ficar com o meu amigo guardado neste quarto, sendo que eu poderia estar rodeado por monumentos úteis, se é que me entende. Na semana passada, depois que a Mellanie negou sair comigo, me diverti com 5 garotas em apenas um final de semana nesta mansão. Estou adorando morar aqui, sozinho.

Desculpe a minha ignorância, mas eu poderia ganhar um prêmio de melhor conquistador de todos. Não importa quantos 'não' eu leve, eu sempre consigo o que quero. Foi tão fácil com a Mellanie, porque quando ela teve o intuito de me evitar na aula, eu a peguei minutos depois, e a envolvi apenas com a minha voz mais suave. Esse é o Jason que o mundo conhece. Mas não é só porque eu consegui o que queria, que não estou interessado nela. Não sei o que me deu na cabeça, mas fui até sua casa, apenas para me apresentar como Jason, dando-lhe a confiança de que eu sei ser legal. Com certeza ela pensou que eu iria chegar lá, beijá-la e convidá-lá para sair. Tudo bem que, eu me segurei para não fazer isso aquela hora, então preferi ir embora, antes que quebrasse o combinando de ser apenas simpático. Agora ela deve estar pensando no quão amigável eu fui. Não estamos em desvantagem um do outro, já que eu pensei o dia todo em diferentes maneiras, lugares e momentos para beijá-la novamente nos lábios. Não consigo negar que ela é boa demais, não é páreo para mim, mas quem sabe, com o tempo eu descubro até onde ela pode me levar. 

Agora, o próximo passo é a conquistação pela lábia. Disso eu tenho certeza que ela não é tão boa. Pelo menos, até agora ela não me convenceu disso. Não me pergunte por quê estou fazendo isso, mas foi a maneira mais clássica que encontrei de conhecê-la melhor bem aos poucos. Ou pode-se concluir de que me sinto atraído por ela. 

É tão bom estar sozinho aqui, e vestir um shorts claro e uma regata branca, sem muitas peças escuras. Sinto-me bem mais confortável com as roupas que gosto de usar, mas se o meu pai estivesse aqui, iria dizer que eu tenho que tomar cuidado porque ninguém pode me ver assim e o mesmo assunto de sempre.

Enquanto mexia no celular, pensei em mandar uma mensagem à Mellanie, só para atiçá-la, e matar minha vontade de dizer algo para chamá-la completamente a atenção. Mas o que eu poderia mandar? Não quero parecer muito sutil, mas também não muito amigável o quanto ela pensa que eu sou. Depois de tanto pensar no que mandar, acabei sentindo-me um idiota por me importar com algo tão mesquinho, como apenas uma mensagem. Liguei para a minha prima e para os meus avós, por distração, já que estou sozinho neste país, e eles sempre estavam comigo. 

                                 ...            

                     Mellanie P.O.V 

Acordei 20 minutos mais cedo que o normal, claro, por culpa do Logan, que teve a necessidade de me mandar uma mensagem de bom dia, tão cedo. Enrolei mais um pouco na cama, até criar coragem para me levantar. A única coisa boa de hoje, é que é sexta-feira, dia de sair com as amigas.

Decidi chegar mais cedo hoje, porque queria falar com a Adriele antes que os outros chegassem. Estava pensando se deveria comentar sobre ontem com ela, já que não aconteceu nada demais.

Pode parecer estranho, mas quando cheguei no colégio, fui parada pelo Jason e ele foi todo simpático, como se fôssemos amigos.

- Você tem algum tipo de distúrbio bipolar? - Falei enquanto guardava meu fichário no armário.

- Talvez, eu tenha. - Disse sério, mas era notável que ele estava brincando. Ainda faltava 15 minutos para bater o sinal. Fui para a parte mais vazia do colégio enquanto ouvia músicas calmas no fone de ouvido, e vi que ele me seguiu, até a parte de trás do pátio. Sentei-me no banco de costas para ele, que sentou-se ao meu lado, ainda sem dizer nada. Por que ele está me seguindo na cara dura?

- Por que está me seguindo? - Falei olhando para ele, balancado a cabeça devagar, no ritmo da música.

- Não posso? - Virou-se de lado ainda no banco, ficando de frente para mim. Dei os ombros como resposta, para que ele entendesse como quisesse. 

Fechei os olhos ainda pensando na música, e deitei-me com a cabeça no encosto, com os olhos ainda fechados direcionados ao céu. Senti seu toque bruto em meu braço esquerdo, tirando-o de seu caminho, e ele ficou ainda mais próximo.

- Por que você insiste nisso? - Falei descontraída, com a voz sonolenta.

- Nisso? - Disse com a voz próxima ao meu ouvido, tirando um dos meus fones e deu-me um beijo no rosto. - Não acha que podemos curtir um ao outro? - Abri os olhos, olhando-o curiosa em sua pergunta.

- Por que acha isso? - Coloquei meus óculos de sol e esperei sua resposta.

- Podemos? - Tornou a fazer a mesma pergunta, com o braço direito apoiado no banco, e com o outro, próximo a minha perna esquerda. Eu estava confusa com essa pergunta, e não fazia ideia do que respondê-lo. Se eu dissesse que sim, poderia fazer uma burrada, mas se eu negasse... Por que eu negaria? Só se eu fosse mesmo uma tola. Sem resposta, assenti, que sorriu em concordância.

- Quem sabe. - Falei sem dar muita importância, e ele tornou a dar-me um beijo suave no canto da boca, pedindo para que eu me virasse de frente para ele. Permaneci parada e ele deu-me um selinho.

- Você se faz de difícil garota. - Falou ao tentar me beijar nos lábios.

- Eu sou assim. - Falei olhando para ele, que sorriu e logo beijou-me nos lábios. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas tem algo nele que me tira do sério. É como se já fôssemos muito próximos um do outro, a ponto de entrar em concordância rápido. Eu estava gostando do beijo dele, era uma sensação prazerosa, tentadora e diferente de qualquer outra. Foi como se estivéssemos nos beijando pela primeira vez, já que passamos bons dias sem falar um com o outro. O sinal bateu, e assim nos afastamos, bem devagar. Eu estava calma, e tranquila. Ele parecia mais alegre, mesmo não demonstrando. Levantei-me e ele fez o mesmo.

- Não pense que será tão fácil quanto você pensa. - Caminhanos juntos até a sala. Guardei meus fones e o celular no bolso.

- Não esqueça que não é você que manda. - Falou indo para o seu lugar, em um fio de voz, tentando parecer sério.

- Isso é o que nós vamos ver. - Falei quase soletrando, e pisquei para ele ao sentar-me no meu lugar.

Eu não quero que ele pense que será tudo como ele quiser. Muito pelo contrário. Agora ele verá que eu não sou tola o quanto ele pensa. Só não entendi o que o levou a tentar algo comigo. Claro que, até o momento, não temos nenhum tipo de envolvimento, eu acho, mas podemos nos conhecer melhor, como ele disse. A última coisa quero quero logo agora, é me relacionar com alguém, do mesmo jeito que ele também não quer, então estamos na mesma situação. 

- Mellanie, abaixa aqui. - Adriele apontou para o chão, sussurrando.

- O que foi Dri? - Abaixei a cabeça e cochichei para que o professor não ouvisse. 

- O que está acontecendo? Você e o Jason... - Falou curiosa, como se já imaginasse o que eu iria falar.

- Não estou com ele. - Ri baixo do olhar de decepção dela, que voltou a se ajeitar na carteira e não disse mais nada.

As duas últimas aulas seria um filme de literatura, que por sinal, era muito chato. Fomos para a sala com o projetor e o Jason sentou-se ao meu lado. Logan e Adriele do outro lado, e a Cassie ficou duas carteiras para o lado. Eu e o Jason estávamos praticamente sem ninguém ao nosso lado. 

Não temos nenhum tipo de intimidade um com o outro, mas estávamos sentados lado a lado, sem ao menos nos tocar. 

Ficamos em uma das últimas fileiras, e a professora estava na primeira, assim, quase ninguém estava nos vendo. Aquela escuridão me deu um sono, e enquanto assistia ao filme, virei a cabeça para o lado, relaxando um pouco. Notei que Jason estava sem os óculos e o boné, estalando os dedos ao meu lado. Ele parecia impaciente dentro desta sala, em um completo silêncio, exceto pelas vozes dos atores no filme. Poderíamos estar ao menos mais próximos, ou de mãos dadas, mas eu não quero que ele pense que, eu terei as iniciativas de uma relação que não existe. Se ele teve a ideia isso, ele que faça o que tiver vontade. Não deu um minuto, e ele colocou sua mão direita mais próxima a minha, e quando pensei que pegaria na minha mão, ele segurou minha cintura, fazendo com que eu o olhasse surpresa, e me beijou nos lábios. Estávamos com a coluna toda torta, para que ninguém nos visse, e tentamos fazer o mínimo barulho possível, enquanto trocávamos beijos demorados e molhados. 

Por incrível que pareça, eu estava ainda calma, mas com o coração um tanto acelerado. Apoiei com as mãos em seu tórax, e percebi que ele estava um pouco mais tenso do que eu. Por mim, poderíamos continuar nos beijando até que o filme acabasse, mas eu tinha que, no mínimo, ter a consciência de que eu estava fazendo isso em uma hora errada. Parei-o no meio do beijo, que parecia curioso e deu-me um selinho. Ele estava inquieto. Batia com os pés no chão em um ritmo rápido, como se estivesse contando cada segundo para sair desta sala. Voltei a me ajeitar na cadeira, e ele fez o mesmo. Por sorte, a professora não olhou nenhuma vez para trás, e o pessoal que estava ao nosso lado, sequer comentou sobre o que viu, ou eles estavam tão concertados no filme, que não prestaram atenção, o que eu não acho nada provável. 

- Não quero que ninguém nos veja em um momento como este. - Sussurrei olhando para ele pelo canto dos olhos.

- Por que não? - Deu-me um selinho, e continuou a bater com os pés no chão sem fazer barulho, ainda impaciente.

- Porque eu não quero. - Dei os ombros despreocupada e ele suspirou baixo, perto do meu ouvido.

- Não quer que saibam que você está comigo? - Questionou enquanto olhava para os meus lábios, ainda próximo. 

- Eu não estou com você. - Sorri sarcástica da maneira como ele disse, que desfez o sorriso sem saber o que responder.

- Você sabe que está. - Ele disse ainda com a voz mais baixa possível, esperando que eu não tivesse resposta.

- Você não tem como provar. - Sorri forçado para ele, que sorriu de volta e colocou o boné na cabeça.

- Você acha? - Antes que pudesse responder, ele interferiu. - Huh, deixe-me ver. Você terminou com aquele nerd por mim. - Olhei-o surpresa, e percebi que, sem querer ele estava certo.

- Não fale assim dele. Está começando a sentir-se útil, é? Não pense assim não. - Desviei o olhar dele, pensando no que disse. É claro que ele estava certo, porque conseguiu terminar o meu namoro com o Luy, mas eu não daria o braço a torcer.

- Sou muito mais do que você imagina. - Sorriu pelo nariz e zoei rindo baixo. A professora nos olhos e rapidamente fiquei quieta. - Sou muito melhor do que ele. - Eu mal o conhecia para tirar uma conclusão como essa, então o que me restou foi descordar.

- Coitado. Você não chega aos pés do que o Luy fazia. - Falei olhando para ele, que franziu a testa surpreso com a minha resposta.

- Você não sabe o que está dizendo. - Lambeu os lábios e bateu o sinal para que fôssemos embora. - Aquele virgem estudioso nunca será melhor do que eu, não? - Ri da bobagem que ele disse, e assim que saímos da sala, fui até o meu armário.

- Você não vai conseguir nada tentando me induzir a dizer coisas pessoais com essas teorias. - Coloquei a bolsa no ombro direito e tirei meu celular do bolso.

- Onde você quer ir hoje? - Disse ao colocar os óculos escuros e ajeitar sua jaqueta.

- Tem algum lugar bom para ir? - Falei pensando em todos os pontos turísticos da cidade.

- Olha, tem um que você iria gostar, mas como ainda é muito nova, não iria aceitar logo de cara. - Disse sorridente, em um ato de mistério. Eu sabia do que ele estava falando, mas não entendi porque disse que sou muito nova. Temos a mesma idade.

- Não vou para a sua casa. Muito nova? Temos a mesma idade. - Ele sorriu sem graça, como se investe falado alguma burrada.

- É, você é esperta. - Levou seu material até o carro.

- Sou boa também. - Falei ao ir atrás dele.

- Quem disse? - Falou ao pegar na minha cintura, ficando mais próximo de mim.

- Você. - Sorri e fui até o meu carro sem dizer nada.

Ele realmente deve te esquecido do que me disse, mas de maneira alguma eu poderia esquecer. Ainda continuo curiosa a respeito de saber o que o levou a me dizer aquilo. Foi idiota da parte dele pensar que o Luy é virgem, sendo que namoramos por quase um ano, e vivíamos um na casa do outro. Tudo bem que, isso ele não sabe, mas é meio obvio, não?

Entrei em meu carro e ele me seguiu sem dizer nada.

- Meu convite ainda está de pé. - Falou ao dar-me um rápido beijo, curvando-se no carro.

- Eu não vou na sua casa. - Falei ao ligar o carro e colocar os cintos.

- Não acha que somos jovens e, temos que aproveitar? - Arqueou uma da sobrancelhas me deixando com uma enorme dúvida no que deveria responder. Apenas assenti. - Não faremos nada que fuja da lei. Apenas um pouco de diversão. Topa? 


Notas Finais


Queria saber o que vocês estão achando da fic <3


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