História Behind The Secrets - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Ryan Butler
Visualizações 4.099
Palavras 3.678
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 7 - Calm down


- Eu não vou na sua casa. - Falei ao ligar o carro e colocar o cinto. 

- Não acha que somos jovens e, temos que aproveitar? - Arqueou uma da sobrancelhas me deixando com uma enorme dúvida no que deveria responder. Apenas assenti. - Não faremos nada que fuja da lei. Apenas um pouco de diversão. Topa? - Desencostou do carro, ainda esperando minha resposta. Dei os ombros e sorri.

- Eu apareço por lá mais tarde. - Dei a partida e fui embora sem mais conversa. Quem ele pensa que eu sou para me chamar para ir à sua casa tão breve assim? Quero dizer, eu não sou do tipo que passa noites fora e muito menos com qualquer um. Bem que eu gostaria de me divertir com vários garotos todas as noites, mas infelizmente, não é assim que funciona. Há uma semana não saio com ninguém, porque continuava abalada pelo término com o Luy. O que tem de mal ir à casa dele, para me divertir? Posso falar para a minha mãe que irei dormir na casa da Alice, já que amanhã é sábado, e ela deixaria numa boa. Mas... Não vou passar a noite na casa dele. Irei apenas passar um tempo lá, e voltarei para dormir na casa da Lice. Não sou tão sem juízo assim. Pelo menos nunca fui a esse ponto, eu acho.

Eu estava mais sossegada por ter alguém com quem eu possa me divertir, ao invés de ficar sozinha em casas noturnas, enquanto poderia estar com algum homem bom para mim. O Jason é um homem muito bom de papo, é lindo e tem um charme que me atraiu tão rápido... Só queria saber como ele realmente é, já que no colégio se esconde de todos.

Enquanto almoçava, pensei em qual seria o melhor horário para ir até lá. Antes de falar com a minha prima, mandei uma mensagem para a minha mãe, avisando que passaria a noite na casa da Alice.

“Mãe, vou dormir na casa da Lice hoje, tá? Qualquer coisa é só me ligar”. - Mellanie

''Tudo bem querida. Juízo''. - Mãe

Não importa onde eu vou, mas ela sempre diz 'juízo' no fim de cada conversa, como se eu fosse uma descontrolada que só faz merda. Pensei seriamente em deixá-lo esperando, e não aparecer por lá, porque se eu fizesse isso, o daria a certeza de que não sou fácil como ele deve pensar. Mas é claro que, eu não faria isso logo hoje, que é dia de sair.

Enquanto ouvia música alta no meu quarto, peguei uma bolsa de tamanho médio, da qual coloquei uma troca de roupa, meu minúsculo estojo de maguiagem, meus óculos de sol e poucos acessórios. Qualquer coisa eu pego da Alice. Antes que eu acabasse esquecendo, mandei um sms para ela, avisando que eu provavelmente passaria a noite em sua casa.

''Prima, posso dormir aí hoje?'' - Mellanie

''Claro senhorita Mellanie. Que horas você vem?'' - Alice

''Huh, vou mais tarde. Eu te ligo''. - Mellanie

Assim que terminei de fazer minha bolsa, tomei um banho demorado e vesti um shorts jeans escuro, bem curto e um pouco rasgado. Uma blusa caída nos ombros rosa bem claro e um top para aparecer, por conta da blusa. Sequei o cabelo e fiz uma trança, puxando todo o cabelo para o lado esquerdo. Guardei meu notebook em cima da cama no meu quarto, e ouvi meu celular tocar com o volume abafado. Passei a procurá-lo pelo quarto todo, e estava caído no chão, quase embaixo da cama.

- Mellanie? Que horas você vem?

- Já estou indo.

- Ótimo. 

- Onde você mora mesmo?

- Você sabe. 

Desliguei e saí do quarto com o celular nas mãos. É claro que eu sei onde ele mora, mas ele cisma que eu sempre passo em frente à casa dele, o que não é verdade, porque sempre que eu estou lá,  o meu intuito é passar na casa da Alice, e não da dele. 

Saí de casa quando estava perto de anoitecer, e fui até a casa dele. Por que os dois tem que morar do outro lado da cidade? Seria tão mais simples morar aqui perto. Assim que dobrei a esquina para a casa dele, senti minha pernas amolecerem constantamente, o que me fez reduzir completamente a velocidade, ao estacionar em frente a enorme garagem. Suspirei fundo, e desci do carro sem a bolsa, nem nada.  Eu estava apreensiva sobre como seria entrar na casa dele, e não saber o que fazer, exatamente. Mesmo que já tenha saído com ele, não estou tão segura se vir aqui foi realmente uma boa ideia.

Fui até o enorme jardim e toquei a campainha. Ele abriu a porta bem devagar, e me surpreendi com o que vi. Ele não estava com as mesmas roupas de sempre, quero dizer, ele não vestia apenas roupas pretas. Estava com uma calça jeans escura, regata preta e boné da mesma cor. Suas diversas tatuagens, que eu nem imaginava que ele tinha, estavam à mostra no braço esquerdo, em que havia um tigre em seus bíceps, seguido por um olho um tanto assustador, repleto de nuvens e varias outras figuras curiosas. Seu outro braço era quase imperceptível, uma única tatuagem, que parecia um símbolo desconhecido. Pude analisá-lo por completo, durante míseros segundos, que puxou minha mão para que eu entrasse. Quando eu disse à Alice que ele morava em uma mansão, foi literalmente verdade, porque este lugar é imenso. A sala era enorme, com lareira, escadas dos dois lados, que se encontravam no corredor do seguro andar, uma decoração forte, que deixava a casa com um ar de riqueza. Eu estava perplexa com tamanha decoração. Era uma casa de luxo, com certeza. O sofá era imenso, cabendo mais de 10 pessoas, do qual se poderia deitar tranquilamente. Duas poltronas vermelhas, uma em cada ponta, um quadro na parede que dava para a cozinha e uma televisão de, com certeza, mais do que 52 polegadas embutida na parede. 

- Não foi você que escolheu a decoração, foi? - Olhei-o ainda surpresa, que logo negou com a cabeça e sorriu ao esconder as mãos no bolso da calça.

- Não totalmente. Gostou? - Ficou parado quase em minha frente, perto do sofá.

- Muito. - Olhei-o, que sorriu e colocou suas correntes de prata para fora da regata. Eu estava me sentido bem perdida, porque não sabia se tinha que dizer algo, ou sentar, ou até mesmo ficar aqui, parada.

Jason passou por mim e sentou-se no maior sofá, batendo com a mão direita para que eu me sentasse ali com ele. Cruzou os pés no sofá, encostando com a cabeça na almofada, deixando-o quase deitado.

Fui até ele e sentei-me ao seu lado, no sofá, um tanto sem jeito.

- Fique tranquila. Ninguém irá entrar aqui e nos ver. - Falou ao olhar-me, pelo canto dos olhos.

- Como tem certeza disso? - Falei ainda olhando para ele, e desfiz toda a minha trança, o que deixou meu cabelo pouco ondulado. 

- Eu moro sozinho. - Tirou seu celular do bolso, deixando-o de lado. - Não sou daqui. - Surpreendeu-me com o que disse, e ligou a tevê, deixando em um volume baixo. 

- De onde você é? - Olhei para ele, ao cruzar as pernas no sofá, deixando os pés para fora.

- Sou canadense babe. - Falou em um tom amigável, seguido por um sorriso. Ele deveria sorrir mais. Tem um sorriso tão lindo. Seus lábios fartos me chamavam a atenção de uma maneira anormal. Ficamos em silêncio, um de frente para o outro e antes que pudesse controlar o meu desejo, envolvi minha mão direta em seu cabelo, deixado seu boné cair para trás, enquanto ele puxou meu lábio inferior, para um beijo intenso. Jason colocou as mãos em minha cintura, deixando-me direcionada a ele, para que eu não me afastasse tão rápido. Não posso dizer que era um beijo apaixonado, porque tanto eu quanto ele, não sentimos nada além de desejo, um pelo outro. Mas era um beijo tentador, daqueles que você mal para na tentativa de recuperar o fôlego e antes de se recuperar por completo, volta no que estava fazendo. Ele apertava minha cintura com tamanha força, que me fazia estremecer todo o corpo, encolhendo-me no sofá. Os estalos de quando nossas línguas se tocavam era quase inaudível, mas deixava tudo ainda mais tentador. Sua respiração próxima do meu ouvido, me arrepiava devagar. Ele foi me deitando no sofá, enquanto ainda nos beijávamos nos lábios e ele ficou quase ao meu lado.

- Não sei como te perguntar isso. - Falou ao dar-me um selinho.

- Pergunte. - Sorri olhando em seus olhos escuros, com um ar misterioso.

- Você é virgem? - Ri da pergunta dele, que pareceu estar confuso com a minha reação imediata.

- O que você acha? - Acariciei seu rosto com as unhas, que piscou devagar e respirou fundo.

- Sei que não é. - Beijou-me nos lábios com ainda mais desejo, apoiando com as mãos no sofá.

- Então, por que a pergunta? - Falei ao quase tocar nossos lábios, que abaixou sua cabeça sem resposta. Jason beijou meu pescoço pausadamente, soltando sua respiração a cada toque, perto dos meus lábios. Inclinei a cabeça com os olhos fechados, direcionado ao teto. Eu sentia um enorme prazer a cada vez que ele me beijava, e agora que estamos indo mais além, a vontade só aumenta. Mas eu sei exatamente o que estou fazendo, e tenho plena consciência de quando devo parar. 

- Você quer comer ou tomar algo? - Perguntou ao dar-me dois selinhos. - Não, obrigada. - Sorri para ele, que levantou-se e perdi-o de vista. Provavelmente foi até a cozinha. 

- Alguma coisa você tem que querer. Água? Suco? Wodka? Refrigerante? - Disse risonho, a apareceu apenas com o rosto para que eu pudesse vê-lo.

- Pode ser água. - Em instantes, ele voltou com duas garrafas d'água nas mãos e deu-me uma. Tomei alguns goles e ele sentou-se novamente em minha frente. 

- Você é daqui mesmo? - Falou enquanto colocava novamente o boné na cabeça.

- Da Califórnia? - Ele assentiu vagarosamente. - Sou. - Sorri para ele, que deu-me um selinho. - E essas tatuagens.... Tem algum significado? - Falei ao passar os dedos em seu braço esquerdo, em cima da tatuagem de um olho, aparentemente feminino.

- Todas tem. Essa é em homenagem à minha mãe... Que ela sempre estará olhando por mim. - Apontou para a tatuagem. - Essa é que eu sempre devo acreditar no que faço. - Apontou para a debaixo.

- Para a sua mãe? - Falei um pouco sem jeito, por já imaginar a resposta dele.

- Sim. Eu sou, órfão... Praticamente. - Falou com o olhar triste, como se estivesse pensando em algo.

- Me... Desculpe. Eu não sabia. - Falei ao pegar na mão dele, para de alguma maneira, tentar confortá-lo.

- Está tudo bem. - 

É claro que não estava tudo bem. Acabamos totalmente com o clima de minutos atrás. 

Pensei em dizê-lo que também sou praticamente orfã, mas a verdade é que eu não sei se sou ou não. Talvez ele esteja vivo por ai, o que eu espero que seja, ou não mais... Confesso que até eu fiquei um pouco abalada ao entrar nesse assunto com ele.

- Não sei o que dizer. - Desviei o olhar dele, que apoiou com o braço direito no encosto, e lambeu os lábios. 

- Não diga nada. - Inclinei minha cabeça, pronta para beijá-lo, que sorriu e deixou cair a garrafa d'água, já vazia no chão. Colocou suas mãos em meu rosto, enquanto beijou-me nos lábios. 

Queria perguntar a ele se o desejo que sente por mim, é maior do que eu sinto por ele, mas não quero ser tão indelicada, de como devo perguntá-lo. Achei melhor esperar um pouco, para finalmente tirar minha dúvida. Ele passou um bom tempo beijando-me apenas no pescoço, com os olhos vidrados no meu top, que quase não aparecia por conta da blusa. Ele deslizou suas mãos sob meus ombros, deixando minha blusa caída na altura dos meus seios. Parei suas mãos, que soltou um suspiro e ajeitou-se quase deitado, de frente para mim. Finalmente abri os olhos, e ele continuava com os mesmos fechados, enquanto me enchia de beijos no rosto, e tornava a apertar minha cintura com as mãos. 

- O que você está sentindo? - Foi a maneira mais sutil que encontrei de perguntá-lo o que queria de mim.

- Muito, muito desejo. - Falou com sua voz suavemente rouca, enquanto olhava-me nos olhos.

- Só? - Mordi o próprio lábio, ainda olhando para ele, que deu um sorriso de lado.

- Tesão. Vontade de ter você para mim. - Falou a última frase com a voz baixa, como se tivesse pensado alto.

- Huh, bom saber. - Dei um selinho nele, que rapidamente piscou várias vezes, como se tivesse notado que acabara de me confessar o que queria de mim, provavelmente, sem querer dizer. 

Ele parecia um tanto confuso, ou devo dizer, pensativo. O tempo passou tão rápido, que pude ver no relógio da parede, que estamos aqui há quase uma hora, sem ao menos nos mexer.

- Você me acha boa? - Levantei sua cabeça, para que seu olhar se fixasse ao meu.

- Por que essas perguntas agora? -Disse com a voz firme.

- Por que você não respondeu? - Falei com a voz desafiadora.

Ele desceu suas mãos em minhas coxas, e passou a apertá-las com os dedos.

- Não posso deduzir algo que ainda não provei por completo. - Fechou seus olhos devagar, voltando a beijar-me nos lábios. Eu não sabia o que estava acontecendo aqui, entre nós. Eu estava me sentindo bem com ele, e pelo que percebi, ele também. Foi como se neste momento, não quiséssemos nada um do outro, além de beijos e carícias. Sentei-me novamente, ainda beijando-o nos lábios, que puxou minhas pernas e me carregou, para que eu ficasse sentada em seu colo, de frente para ele, como naquela noite na boate. Deixei minhas pernas para trás, e com uma das mãos acariciava seu cabelo, arranhando-o de leve, para deixá-lo arrepiado. Eu queria deixá-lo com ainda mais desejo, apenas para ver o que e como ele saciaria isso. Suas mãos estavam envolvidas em meu rosto, por dentro dos meus cabelos, enquanto que com a ponta dos dedos, ele acariciava minha nuca, causando-me um arrepio intenso. Ele estava com a respiração cada vez mais acelerada, o que tornava tudo ainda mais rápido. Por alguns segundos, senti seu membro roçar em minha perna, de tão ereto que estava. Ele nem deve ter percebido, então fingi que também não percebi nada e continuei a beijá-lo nos lábios. Eu estava conseguindo o que queria. Esse garoto é muito mole. Não tiramos sequer uma peça e roupa e ele já está entregue. Sorri enquanto ainda o beijava, que desceu suas mãos modelando todo o meu corpo, e passou a acariciar minha perna.

Como tudo que é bom acaba, alguém tinha que nos atrapalhar. Meu celular começou a tocar no bolso, em um volume alto e, aproveitando a situação, ele colocou a mão dentro do meu bolso e puxou-o.

Atendeu e deixou no viva-voz.

- Mellanie? Cadê você?

- Não é a Mellanie.

- Quem está falando?

- O Jason. 

- Hã? Cadê a minha prima?

- Está aqui. - interferi. - Estou aqui Li.

- Que horas você vem em casa? Precisamos conversar, e já está ficando tarde.

- Verdade. 5 minutos e estarei ai. 

- Você vai dormir na casa dela? E por que não dorme aqui? - Shhh. Beijo prima.

 

- Precisava falar isso enquanto eu estava no celular com ela? - Falei ao sair do colo dele, que tentou me puxar de volta.

- Por que você não dorme aqui? - Disse com a voz séria, mudando seu humor por completo.

- Porque não. - Levantei-me e arrumei minha blusa, colocando-a novamente na altura dos ombros.

Ele pegou na minha cintura e fitou todo o meu corpo.

- Vai deixar o serviço pela metade? - Falou em tom de sarcasmo, para me fazer rir.

- Você deve ter o número de várias vadias. Ligue para elas e peça para terminarem o serviço, porque eu não sou especialista em dar. - Eu menti, é claro que eu ficaria aqui com ele numa boa, mas primeiro temos que ter mais intimidade um com o outro, o que ainda vai levar alguns dias. Percebi que ele riu surpreso do que eu disse, e não sabia o que dizer.

- Você é engraçada. Gosto disso. - Sorri para ele, e fui até a porta sozinha. - Mas você já vai? Sua prima mora aqui do lado. Literalmente. - Falou ao segurar a maçaneta, para que eu não abrisse a mesma.

- Nos falamos depois Jay. - Dei um selinho nele, que tentou me beijar e logo me afastei. 

- Você gosta de parar tudo pela metade, não? - Falou parado ainda na porta, olhando-me ir até o meu carro.

- Depende do que for. - Dei os ombros sorridente e fui até a casa da Alice. Toquei a campainha e ela rapidamente abriu a porta, puxando-me pelos dois braços.

- Mellanie onde você estava? - Falou alto, quase gritando, como se estivesse inconformada de saber que eu estava na casa do Jason.

- Na casa do Jason, huh, aqui do lado. - Falei como se fosse óbvio, e joguei minha bolsa no sofá. - Qual o problema? -

- Como assim, qual o problema? Mellanie, vocês mal se conhecem. Desde quando vocês estão indo um na casa do outro? - Alice parecia aflita, e irritada ao mesmo tempo.

- Não estamos tão íntimos assim. Eu só dei uma passada na casa dele Alice, calma. - Parei na frente dela, segurando seus ombros. - Eu sei o que estou fazendo. - Tirei minha blusa e vesti a mesma do pijama, assim como fiz com a calça.   

- Argh. Eu sei, mas você tem que tomar cuidado. Além dele ser todo estranho, vocês não tem nada um com o outro. - Resmungou enquanto abría a geladeira.

- Fica tranquila Alice. Eu estou apenas curtindo um pouco. - Segui-a até a cozinha, que pegou uma jarra de suco, dois pratos e talheres.

- Quer jantar agora? - Falou ainda de costas para mim, enquanto fazia seu sanduíche. 

- Sim. Não como desde tarde. - Peguei um dos pratos e fiz meu sanduíche. - Você acredita que, o Jason me perguntou na cara dura se eu sou virgem? - Gargalhei para ela, que riu ae divertindo com a situação.

- Uau. E o que você disse? - 

- O que você acha? Foi isso que eu disse. Ele já imaginava que eu não sou. - Dei os ombros e mordi meu lanche. 

- Mesmo assim. Que pergunta indelicada. - Fomos até a bancada, nos sentando na cadeira alta giratória. - Mas e ai... Ele beija bem? - 

- O que? - Comecei a rir envergonhada, sem saber o que dizer. - Ele é incrível. - Soltei as palavras rapidamente, antes que me arrependesse do que disse. - Tem um toque tão... Bruto. Você sabia que ele tem mais de 15 tatuagens? - Sorri forçado para descontrair o que falei, esperando que ela me respondesse.

- Ele parece ser bem na dele. Sério? Como você viu? Em Mellanie. - Murmurou risonha.

- Ele estava de regata. - Revirei os olhos. - Você acha mesmo que eu passaria do ponto com ele? - Ri pelo nariz. - Não mesmo -.

Terminamos de comer nosso lanche, e levei minha bolsa até o quarto. Fiz minhas higienes, enquanto a Alice escolhia um filme para assistirmos no netflix. 

Meu celular tocou, e era o Jason. Fechei a porta do banheiro para que a Lice não pudesse ouvir, e atendi.

 

- Boa noite babe.

- Boa noite Jason.

- Ainda está na casa da sua prima?

- Sim, por que?

- Você poderia dormir aqui. Não acha?

- Não. Você tem uma impressão muito errada sobre mim.

- Eu que a diga. Estou falando sério. Passe a noite aqui. Já disse que não faremos nada que fuja da lei.

- Engraçado você. Eu não vou passar a noite ai.

- Mas algum dia você terá que vir.

- Você não sabe.

- Sim, eu sei. 

- Quem sabe, um dia.

- Não entendo por que você continua se fazendo de difícil. Já estamos juntos.

- Juntos? Nós não temos nada.

- Alguma coisa nós temos. Tudo bem. Sou atraído por garotas mais difíceis, como você. Me aguarde Mellanie. 

- Você pensa no que diz?

- Mais do que você imagina. Mas já que você não vai passar a noite aqui, seguirei seu conselho, de chamar alguma mulher para passar a noite comigo.

- Faça bom proveito. 

 

Desliguei o celular e Alice estava olhando-me curiosa.

- Coitado. Acha que eu me importo com ele. - Ri e pulei na cama, ficando sentada. 

- E você não se importa? - Falou ao deitar na cama dela, ainda escolhendo o filme.

- É, não. Eu sei que ele também não se importa. - Dei os ombros e fiquei mexendo no celular. - É assim que funciona -.

Não menti ao dizer que eu não me importava com ele, mas eu também não estou pouco me importando com ele. Só acho que se importar não é o verbo certo para definir o que eu penso dele. Ainda é muito cedo para tirar qualquer conclusão de qualquer coisa que envolva ele.

É tão estranho que... Ele mora sozinho, e ainda é menor de idade. Talvez ele faça 18 ainda esse ano, mas mesmo assim, ele continua sendo muito novo para morar sozinho. As vezes eu penso que tem algo de errado nisso. Não digo que ele possa estar mentindo, mas tem que ter alguma coisa no meio de tudo isso.



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