História Behind Those Eyes - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 2.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


A maior lerda de todas (eu mesma) já tinha postado esse capítulo 3 dias atrás mas eu fui editar e apaguei sem querer e como sou meio muito flopadinha eu n repostei. Enfim, acrescentei mais uma cena então quem já leu, leia o final é importante. Um beijo ♡

Capítulo 3 - Ninguém irá me machucar aqui.


Fanfic / Fanfiction Behind Those Eyes - Capítulo 3 - Ninguém irá me machucar aqui.

"Possivelmente, esse é o exato rumo que a história toma. Você sempre sorri, mas em seus olhos aparecem suas tristezas. Sim elas aparecem, eu posso vê-las."

Gradativamente, permito que minha musculatura leve das pálpebras exaustas se abram, embora ainda no breu do quarto frio. Sinto minimamente alguns fios mais compridos causarem uma leve sensação de cócegas em meu rosto. Um pouco confuso e sendo preenchido por um doce aroma floral, movo meu braço esquerdo agilmente, acendendo o abajur ao lado da cômoda escura e pequena. 

– Selena? – pergunto atônito e ela apenas transparece a curva dócil entre suas bochechas arredondadas. 

– Você tem algum remédio para fazer dormir? – ela pergunta baixo, já que se mantém tão próxima a mim, contudo um pouco tímida.

– Oi? – aumento o tom de voz um pouco assustado e afasto  em um gesto bruto meu corpo que por algum motivo que não me recordo, esteja tão próximo ao dela. 

– Não consigo dormir. – ela diz um pouco mais baixo e me encara profundamente. – Por que se espantou? 

– Nada. Desculpe. – respiro fundo, xingando minha própria paranoia de trazer o trabalho para a vida pessoal. – Eu não tenho nenhum remédio por aqui. – profiro já contido e a seguir, encaro o relógio digital ao meu lado. – Quatro horas da manhã. – penso em voz alta. – Não dormiu nem por um minuto? 

Sem resposta alguma a seguir, a morena apenas balança a cabeça em um gesto negativo. 

Muitos problemas para um dia, vivendo sozinha em Londres e toda essa atmosfera que está ao redor dela. Colocando-me um pouco no seu lugar, nem respirar direito eu conseguiria. 

– Você quer conversar? Ou não conversar? – indago enquanto me escoro na cabeceira macia. 

– Você está com sono? – ela questiona-me calmamente, enquanto abraça seus joelhos.

Sim, bastante, demais, eu ao menos conseguiria ficar de pé.

– Nem um pouco. – respondo rápido, observando-a sorrir. – Quantos anos você tem? 

– Dezenove. – ela responde enquanto me encara do mesmo jeito que fizera algumas horas atrás. 

Uou! Você é nova. – comento e passo sorrateiramente minha língua sobre meu lábio inferior. 

– E você? – ignorando minha estranheza ela questiona.

– Vinte e dois. 

Uou! Três anos mais velho, devo me referir a você como: Senhor Justin? – sua voz acampa um tom de ironia enquanto ela rola suas íris escuras pelo pouco espaço de suas escleróticas. 

Libero uma risada fraca durante o curto tempo em que assisto-a fazer o mesmo. 

– Não nesse sentido. – comento ainda sentindo a sensação boa que o riso me proporcionara. – Mas do lugar que você veio, nem para beber você tem permissão.

– E quem se importa com isso? – ela dá de ombros. – Vai me dizer que você só começou a ingerir álcool ano passado? 

– Não. – nego ainda sorrindo. – Mas sempre soube maneirar e pelo que eu vi, você não. 

– É... As pessoas dizem isso para mim, mas algo do tipo só acontece quando eu estou frustrada com algo. – ela profere em um tom baixo e logo mais, o silêncio parece preencher qualquer átomo denso do cômodo presente. 

– Sabe... – respiro fundo, a última vez que aconselhei alguma garota foi quando uma queria estranhamente engravidar de mim ano passado, quando tudo não deveria ter passado de uma noite de sexo. – Dormir ajuda, seu dia foi exaustivo. – digo encarando seu rosto cansado. – Tem dois ombros do seu lado e as pessoas que ja dormiram aqui, pegaram no sono fácil, fácil. 

– Quantas pessoas já dormiram aí? – Selena arqueia uma de suas sobrancelhas alinhadas ao consertar sua postura sobre o colchão. 

– Apenas duas. – respondo rápido.

– É uma.– a morena balança seus ombros.

– Minha mãe e minha irmã. – sorrio. Talvez não tenha sido tão verdadeiro.

– Ah... Desculpe-me. – ela profere um pouco acanhada. – Eu pensei que você fizesse isso com todas as mulheres que encontra por aí.

Sorrio enquanto sinto seu corpo se aproximar do meu e seus fios escuros como o céu da madrugada entrarem em contato com meu pescoço a medida em que sua cabeça se encaixa perfeitamente em meu ombro. 

– Apague a luz, por favor. – ela pede com a voz vagarosa. – Boa noite Justin.

– Boa noite Selena. – respondo ao esticar meu braço e desligar outra vez o abajur.

E poucos minutos depois, eu chamo por seu nome mas só escuto o eco preso nas paredes. Ela adormeceu e agora eu acho que consigo também. 

 

Sentindo uma péssima dor nas costas, encaro a pouquíssima luminosidade causada pelo tempo duvidoso que invade os vidros da janela até cair na real e procurar por meu celular em cima da cômoda escura: 08: 47 AM 

– Droga! – xingo em tom baixo e levanto-me em um movimento brusco, procurando pela garota e apenas recebendo o barulho da chuva fraca que possivelmente cai lá fora. – Selena? 

Movo minhas pernas em passos ágeis pelo corredor gelado e encontro os cômodos perfeitamente do jeito que se encontravam na noite anterior.

Pego de volta meu aparelho telefônico e disco rapidamente o número dos meus avós. 

Espero apenas mais cinco toques enquanto faço desenhos invisíveis com a ponta dos meus falanges na madeira do balcão até ouvir algum murmúrio do outro lado da linha.

Oi Justin! – dona Diane profere com a simpatia de sempre. 

– Oi vó! Que horas vocês irão trazer a Sav? – pergunto um pouco ansioso, cercado da dúvida entre o deveria e o não deveria ter perguntado sobre.

Mas, nós já a levamos para seu apartamento. – sua voz salta em um tom preocupado e logo sinto meu coração disparar enquanto mordo meus lábios em reflexo do meu nervosismo. – A nova babá nos atendeu. A de lindo cabelos escuros, um pouco mais novinha que o esperado.

Selena.

– Oh! Mas é claro. –  envolvo completamente meu cinismo para respondê-la. – Elas estão no quarto da Sav, eu que acordei um pouco viajado.

Tudo bem, querido. Tenha um bom dia, amo vocês. –  ela profere amorosa do outro lado e eu apenas murmuro algo de volta antes de finalizar a ligação. 

Sem mais delongas, procuro por algum casaco grosso jogado sobre o feixe atrás da madeira clara da porta e pego minhas chaves seguindo em passos ligeiros até o elevador. 

Ocupado. 

–  Droga, Droga outra vez. –  bufo alto e impaciente fechando meus punhos e os empurrando contra a parede. 

Saio do transe instável quando o barulho das portas metálicas avisam que o elevador foi liberado e levanto meu rosto quando escuto risadas conhecidas. 

– Justin! –  a voz de Selena e Savannah soam em uníssono enquanto me encaram sorridentes cobertas pelas capas de chuva transparentes e molhadas.

Libero um suspiro fundo de dentro de mim enquanto uma sensação de alívio se instala aos poucos retirando a pressão presente em todos os meus músculos.

A garotinha pula em meus braços sem se importar em molhar minha camisa e nem eu mesmo me importo, apenas sinto a sensação boa que seus pequenos braços trazem ao me apertarem com tamanha vontade. 

– Que susto você me deu! –  digo ao depositar beijos disparados em sua bochecha. 

– Susto? – ela pergunta alto. 

– É, deixa para lá. –  sorrio ao colocá-la no chão de volta. 

– Justin, a Selena é a melhor babá do mundo! Finalmente me livrei daquela velha chata. – a lourinha diz disparadamente ao correr até a porta de casa e sorri para Selena enquanto se afasta.

– Babá? – pergunto em um tom mais baixo ao pegar as compras que a morena segurava enquanto nos olhava. 

– Sua vó perguntou quem eu era, foi a única coisa que veio na minha mente e a sua irmã é adorável e pediu para eu fazer panquecas, como não tinham tantos ingredientes aqui eu fui no mercado aqui perto. – ela molha seus lábios volumosos e rosados enquanto retira uma mecha atrapalhada de seu cabelo para trás. – Você achou que eu a sequestrei? 

– Desculpe por desconfiar de você. Eu sou meio paranoico com a Savannah as vezes. Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse com ela. – digo enquanto encaro seus olhos serenos.

– Não tem problema. Afinal nunca se pode confiar numa estranha. – ela sorri espontaneamente embora confesso que há algo sarcástico em sua última frase. Eu apenas sorrio de volta.

[...]

Embora o tempo permaneça acinzentado, nossos corpos se encontram exausto enquanto andamos por vários apartamentos das ruas um tanto agitadas de Londres.

– Não há nenhum livre sequer! – reclamo demonstrando mais preocupação que Selena, que carrega consigo uma feição normalizada. 

– Eu acho melhor procurarmos em outro lugar, aqui no centro com certeza não terá nada, sem falar que tudo irá ficar muito caro para mim. – ela comenta baixo e um pouco tímida.

– Tudo bem. – sorrio na intenção de quebrar aquela atmosfera constrangedora. – Onde você sugere? 

 – Hmm... – ela murmura algo enquanto pensa. – Tower Hamlets. 

– Tower Hamlets? – indago um pouco surpreso. – Lá é longe de tudo e perigoso. 

– Não se preocupe, não sou o tipo de garota acostumada com luxo. – ela responde enquanto paralisa seus passos por um instante. – Pegaremos o próximo ônibus.

Concordo em um balançar de cabeça, a ideia não parece ser muito agradável, contudo não quero que ela pense que sou esnobe ou algo do tipo, afinal não chego nem perto disso em meu ponto de vista.

Selena encontra-se perfeitamente animada mesmo após subir três escadas extensas e gastas.

– Desacelere um pouco, Gomez. – profiro um pouco cansado e observo seus cabelos volumosos se balançarem e ela sorrir enquanto move o pescoço para me encarar.

Seu corpo para por um instante e eu acelero meus passos, acompanhando-a outra vez.

– Você acha que tem alguém aí? –sua voz enrouquecida, transparece ansiosa quando paramos em frente ao apartamento 32.

– Provavelmente. – comento e sem mais delongas, bato três vezes consecutivas com o punho fechado na porta de madeira.

A fechadura faz um barulho notável e uma senhora baixinha nos atende.

– Vocês são o casal que pretendem alugar o apartamento? – ela pergunta enquanto abre mais a porta fazendo com que eu e Selena, déssemos mais um passo a dentro do cômodo.

A morena me encara e sorri.

– Não somos um casal. É para mim. – ela profere encarando o lugar empoeirado.

– Ah sim. – a senhora diz, – Desculpe-me. Não é tão grande mas tem todo o necessário.

– Eu adorei! – Selena diz em um tom simpático.

– Que ótimo, fiquem a vontade para olhar. – a senhora de cabelos grisalhos profere enquanto se afasta.

– Você tem certeza? – pergunto um pouco receoso. 

– Tenho! – ela afirma. – Por que? 

– Eu não sei... – engulo a seco. – O bairro é perigoso, é tudo muito distante e você mora sozinha aqui. 

– Não é como se eu não tivesse passado por situações difíceis antes, Justin. Eu agradeço pela sua preocupação e por ter me deixado passar a noite em sua casa, mas eu acho que... – ela me encara serenamente e morde os lábios. – Eu irei ficar bem.

Ela se aproxima um pouco e se inclina colidindo os lábios pouco volumosos em minha bochecha esquerda e sorri, como fizera na primeira vez que me encontrara no café. 

– Obrigada, de verdade. Ninguém nunca foi tão generoso comigo sem pedir algo em troca. – sua fala soa envergonhada, posso perceber suas bochechas arredondadas receberem uma nítida e vagarosa cor de rubi.

– Sem pedir algo em troca? – pergunto ao delicadamente levar o indicador ao seu queixo e fazê-la me encarar.

– Nada. – ela balança um pouco a cabeça voltando a prestar atenção no cômodo pequeno.

Eu deixo-a naquele apartamento nostalgico, mas algo me faz não querer ir embora.

 

Encaro a pequena garotinha presa a cadeira de segurança que cantarola algo alto a medida em que eu acelero o automóvel aquecido.

– Sav, eu preciso conversar com você. – profiro ao olhar seu rosto pelo retrovisor a minha frente enquanto espero ela fazer o mesmo contato visual.

– Pode falar. – ela diz ao balançar uma boneca de cabelos amarelos em sua mão.

– Sobre a Selena...Ela não é sua nova babá. 

– Não... – ela diz ao jogar a cabeça para trás em um gesto dramático. – Então o que ela é? Sua namorada? 

– Não. – sorrio. – Eu a ajudei porque ela não tinha onde dormir, ontem.

– Você salvou uma princesa em perigo! – a garotinha sorri deixando a mostra um dente faltando em seu sorriso.– Mas por que você não chama ela pra ser minha babá? Ela é muito legal, e você poderia namorar com ela também, e daí vocês casavam, e...

– Uou, uou! Vamos com calma. – sorrio de sua imaginação extensa. – Você viaja muito na maionese.

– Antes ela do que a nariz empinado que você namorava. – ela reclama em tom mimado e volta a prestar atenção na boneca em seu colo.

 

– Vamos comigo fazer algo para a gente comer na cozinha, Sav. Deixa esses bobões aí. – Chloe diz ao selar os lábios em Brooklyn que se encontra feito um bobinho apaixonado ao meu lado. 

– Então Ryan, você acha que consegue? – pergunto ao encarar o louro que segura o notebook branco em seu colo. 

– Claro que consigo, cara. Você está falando com o maior corretor de Londres! – meu amigo se vangloria. – Mas você tem certeza que vai pagar? 

– Tenho. – respondo rápido.

– Ela é o seu novo objetivo? – Brooklyn pergunta  com entusiasmo.

– Não. – solto uma risada nasalada. – Eu só estou preocupado, vocês acreditam que ela vive aqui sozinha? E ela só tem dezenove.

– Achei um aqui, cara. É para uma pessoa e é do jeito que você pediu. – Ryan avisa animado.

– Mas pode falar Justin, a gente te conhece. Tem algo além de "Eu só estou preocupado." nessa história. – o louro comenta me entregando o aparelho digital.

– Talvez eu tenha ficado impressionado com a incógnita presente nos olhos dela. – sou sincero ao dizer. – E eu sou um pouco friccionado em mistérios.

Selena Gomez – POV

Deitada morbidamente sobre a cama pequena, encaro o teto de madeira um pouco gasto, deixando meus pensamentos vagos me tirarem um pouco do caos que eu mesma gerei.

Eu estou segura. 

Ninguém irá me machucar aqui. 

Eu prometo, prometo a mim mesma.

Ninguém.

Prometo que irei me cuidar. Eu prometo.
 


Notas Finais


Olá depois de quase dois meses hihi,
Vou explicar esse capítulo confuso até pra mim que o escrevi. Não era pra ter esse pov da Selena mas eu n me segurei, essa é a mente conturbada que ela tem, e esse vai ser um dos únicos povs dela que irão ter.
Não teve muita cena jelena eu sei, vamos com calma que no próximo tem! O Justin é assim mesmo um amor, imaginem-o formal com aquele topete lindo, advinha quem vai se apaixonar primeiro?
Eu pulo muito as coisas acabei de perceber, do nada ja estou em outra cena, mas é porque é proposital, é uma fic de mistério e eu gosto de deixar vcs tirarem conclusões sozinhos(as)!!
Obrigada pelos comentários no cap anterior porque eu já tinha desistido dessa fic e na vdd nao estou muito animada com ela. Espero vê-las por aqui. Obrigada por ler!!! ♡
Ah! As frases do começo são de músicas que eu modifico para se encaixarem no contexto, por isso as deixo entre aspas pois n são totalmente minhas.


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