História Bela Morta - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Belamorta, Eloagaspar, Romance
Visualizações 2
Palavras 1.558
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 2


Nos dias de domingo, Bruno ia a igreja com sua mãe, não eram todos os domingos, mas sempre que tinha tempo ele ia. Desde de pequeno, sua mãe o levava aos cultos e ele gostava de ir, não era muito religioso. Porém, acreditava muito em Deus e tentava sempre pregar o amor, apesar de não ser nenhum pouco envolvido com a igreja.

Naquele domingo, Bruno tinha combinado de ir ao culto com Dona Omara, depois irem almoçar no shopping e aproveitar para comprar algumas coisas que estavam faltando para a casa nova, sua mãe obviamente ficou muito contente com o convite e ele sabia que isso lhe renderia alguns presentes mesmo que ele não quisesse.

O pastor falava algo sobre sonhos, porém Bruno não estava prestando atenção, ele não era de se perder em pensamentos e não dar atenção ao que falavam, mas assim que o sacerdote tocou na palavra sonhos, Bruno viajou para seu mundo particular dos sonhos. Ele estava preocupado com sua apresentação, ele deveria passar o dia inteiro revisando sua apresentação, entretanto, havia decidido ir com sua mãe ao shopping.

Bruno conhecia todas as técnicas de apresentação e provas, sabia bem que se matar de estudar antes do grande dia não ajudava em nada, mas não conseguia evitar de se sentir culpado por não estar totalmente concentrado e compenetrado em realizar seus sonhos.

- Bruno! - Dona Omara chamou a atenção do filho na saída da igreja.

- Sim, mãe? - falou se despedindo do seu mundo particular.

- Você não prestou atenção o culto todo, está com algum problema? - questionou visivelmente preocupada.

- Eu só estou um pouco ansioso pela apresentação de amanhã. - respondeu sabendo que levaria uma bronca.

- Você não pode só pensar no trabalho. E você já quase não vem aos cultos, quando vem fica no mundo da lua. - Dona Omara sempre havia sido um poço de exagero.

- Mãe, como eu quase não venho ao culto? Estava aqui no primeiro domingo, só não vim no passado e eu sempre presto atenção, hoje só não é um bom dia. - se defendeu.

- Tudo bem, não vou brigar com você. - ela já havia brigado. - Mas será que durante nosso passeio no shopping irá me dar atenção? - concluiu dramática.

- Claro que te darei atenção, mãe. - respondeu sorrindo e a acompanhado até o metrô.

 

xxx

 

Ao chegar ao shopping Bruno e sua mãe logo foram até a praça de alimentação em busca de algum restaurante bom e barato, que não estivesse lotado pelos frequentadores de final de semana. Depois de alguns minutos andando, Dona Omara encontrou um restaurante especializado em massas e possível de entrar e se sentar.

- Macarronada? - Bruno questionou sorrindo.

- Você me conhece. - retribuiu o sorriso deixando que o filho chamasse o garçom.

- Amigo, me vê duas macarronadas a bolonhesa e uma garrafa de suco de uva. - realizou o pedido assim que o garçom se aproximou.

- É pra já. - o funcionário respondeu sorrindo simpático antes de se afastar novamente.

- Ainda ansioso com sua apresentação de amanhã? - Dona Omara questionou já sabendo a resposta.

- Você me conhece. - repetiu a fala da mãe com um sorriso desanimado.

- Vai dar tudo certo, meu filho. Tiago e você fizeram um ótimo trabalho e se prepararam pra isso.

- Eu sei, vai dar tudo certo. - falou para si mesmo tentando se convencer.

- Falando em Tiago, por onde anda seu amigo?

- A essa hora ele deve estar na praia dando em cima de alguma pobre coitada.

- Esse menino não toma jeito mesmo. - comentou achando graça. - De vez enquanto você deveria saber se desligar das coisas como ele.

- Pode até ser, mas se não fosse eu ligado em tudo nossa parceria não daria certo.

- E se não fosse ele sabendo a hora de parar e a hora de reagir também não daria certo. - lembrou consciente do valor que Tiago tinha.

- Você está certa, mãe. Agora vamos comer essas torradinhas e tentar não pensar em amanhã, depois do almoço ainda tenho que comprar lençóis e lâmpadas.

- Toalhas também. - lembrou pegando uma torrada.

- Toalhas? Eu tenho toalha.

- Uma, que você levou lá de casa ainda por cima, uma casa precisa de mais de uma toalha. Se alguém for na sua casa e tiver que tomar um banho, vai usar a sua por acaso?

- Pensando bem, vamos comprar toalhas. - concordou se sentindo desconfortável com a ideia de dividir sua toalha.

 

As macarronadas não demoraram muito para chegar e mãe e filho puderam aproveitá-las com satisfação, enquanto falavam sobre a vida deles e da dos outros, focando principalmente em Ruben, pai de Bruno, que não havia dado nenhum sinal que estava incomodado com a mudança de lar do filho. Contudo, a primeira noite de Bruno na casa nova já fora o suficiente para o grande homem sério e grisalho chorar junto a sua esposa, assumindo que sentiria falto do seu menininho.

- Eu ainda não acredito que meu pai realmente chorou. - Bruno comentou incrédulo após pagar a conta e sair com sua mãe do restaurante.

- Pode acreditar, eu também fiquei surpresa, mas eu sabia bem que todo aquele papo de que você já era bem crescido e que realmente deveria ir morar sozinho, era conversinha para boi dormir. Sempre soube que ele também sentiria a sua falta. - Dona Omara respondeu em um tom vitorioso.

- Ainda essa semana eu vou visitá-lo, sei que ele é durão demais para me pedir para ir até lá e eu também sinto saudades de vocês.

- Se sente saudades, não deveria morar em outro lugar. - lançou o comentário com falsa inocência.

- Mãe, já conversamos sobre isso. - respondeu sério com um olhar de repreensão.

- Eu sei, eu sei que essa mudança faz parte da vida, porém você não pode impedir uma mãe de tentar ter seu filhinho sempre por perto. - disse carinhosa.

- Você sabe que eu te amo, Dona Omara. E mesmo morando em outro lugar, sempre farei o possível para estar perto das pessoas a quem eu devo a vida. - respondeu emotivo abraçando a mãe de lado enquanto andava com ela até uma loja de departamentos.

- É sempre bom ouvir isso, mas agora vamos comprar toalhas. - comentou empolgada pela possibilidade de fazer compras.

 

Depois de longas caminhadas por lojas e mais lojas, lençóis, lâmpadas, toalhas, copos, potes e até mesmo um kit para fazer unha foi comprado. Como Bruno já havia imaginado, ele saiu com muito mais sacolas do que pretendia, o bom era que tinha saído do shopping com exatamente tudo o que ele precisava, até mesmo com coisas que ele até então não sabia que precisava.

Devido a Ruben estar em sua tradicional pescaria de domingo, Bruno e Dona Omara não puderam contar com uma bem-vinda carona, mas isso não era um real problema para mãe de Bruno, já que todas as sacolas ficariam com ele. Ainda dentro do metrô mãe e filho se despediram e o rapaz seguiu viagem sozinho, até a próxima estação onde soltaria e andaria até sua casa.

Com certa dificuldade devido ao excesso de sacolas, Bruno finalmente chegou até o seu doce lar, já era final da tarde o céu já estava escuro, o jovem rapaz já se sentia pronto para deixar as sacolas em um canto, tomar um banho, preparar algo para comer e descansar para o tão esperado dia de amanhã.

Bruno fez a primeira parte do planejado, colocou as sacolas em um canto, mas no lugar de ir até o banheiro sentou-se no sofá e olhou por um tempo o tapete da sala, ele tinha um tom esverdeado claro e tinha um aspecto fofinho, Bruno estava ciente que deveria sempre passar um aspirador de pó naquele tapete, com certeza era um acumulador de poeira, porém também podia ser uma boa opção para um cochilo da tarde.

Pensando em cochilos da tarde, Bruno lembrou de sua infância e de como ele e sua prima mais velha cresceram brincando de jogos de palavras e cartas, de como eles passavam horas e horas brincando até caírem de sono no tapete da sala da sua antiga casa. Sua prima mais velha, Nina havia sido a primeira namoradinha de Bruno, mas ela cresceu, bem mais rápido do que ele, se afastaram, se tornaram adultos e hoje Nina era uma mulher casada, com filhos e uma bela vida.

Um pensamento puxa outro, e Bruno já começava a pensar em belas vidas felizes, compostas por famílias comercial de margarina, usando a família de Nina como modelo. Será que a formação de uma nova família demoraria? Bruno se perguntava preocupado com a realização dessa parte do Plano. Ele pretendia casar com uns 23 anos por ai, faria aniversário dali a um mês e teria pouco tempo para completar essa parte do Plano.

Tentando não ser tão doido e sistemático como era, Bruno resolveu se levantar e cumprir o resto do seu planejamento original ao chegar em casa. Foi até o quarto que havia separado para ser seu, pegou a toalha que havia pego da casa de sua mãe e foi tomar banho, para em seguida comer e descansar para o seu grande dia de amanhã.



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