História Believe In The Shield - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias WWE
Personagens Dean Ambrose, Jeff Hardy, Pamela "Bayley" Martinez, Personagens Originais, Roman Reigns, Seth Rollins, Stephanie McMahon, Triple H (Hunter Hearst Helmsley)
Tags Aaron Taylor- Johnson, Bayley, Becky Lynch, Chloe Bennet, Cobie Smulders, Dean Ambrose, Jeff Hardy, Personagens Originais, Roman Reigns, Seth Rollins, Wwe
Visualizações 101
Palavras 4.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Hentai, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey, everyone!

Desculpem-me por não postar ontem, como o prometido para quem comentou, mas eu estava sem Internet.. :/
But, I'm back! E com a continuação!

Aproveitem o capítulo!
Boa leitura!

Bring It!

Capítulo 33 - Why Is She So Confused?


Fanfic / Fanfiction Believe In The Shield - Capítulo 33 - Why Is She So Confused?

Lize POV

Assim que Seth me deixou em frente ao prédio em que moro, segui direto para o meu apartamento e, ao entrar na sala, dei de cara com Becky sentada no sofá. Na mesma hora, ela me olhou preocupada e veio em minha direção, dando-me um forte abraço, que me fez desabar mais uma vez. Senti algumas lágrimas caindo, mas logo sequei-as com as mangas da blusa. 

– Becky, me desculpe por não termos lhe contado toda essa história da Alice, mas é que... – comecei a falar, mas ela logo me interrompeu. 

– Isso não importa agora e você não me deve explicações sobre isso. – ela me puxou para o sofá e nos sentamos uma de frente para a outra. – Mas hoje, quando ela estava no hospital, você podia ter me contado, poxa! Vocês sumiram o dia todo, fiquei preocupada! 

– Eu sei disso. Me desculpe. – suspirei. 

– Certo, vamos esquecer isso. Só não façam mais isso! – assenti com um breve sorriso pela sua compreensão. – Mas, enfim, como a Alice está? Roman me contou sobre a cirurgia, mas quando ele saiu do hospital, ela ainda estava desacordada. 

– Ela parece bem. Mas eu conheço minha irmã. Ela acha que pode tentar convencer a gente, e até a si mesma, de que está bem, mas eu sei que não é tão simples assim. – revirei os olhos e suspirei, me levantando. – Vamos até a casa dela mais tarde. Você devia ir também. 

– Claro. – concordou prontamente. 

– Eu preciso urgente de um banho. Roman está vindo para cá. Peça para ele me esperar no meu quarto. 

– Okay. Vou preparar alguma coisa para você. Parece que não comeu o dia todo. – dei um sorriso de agradecimento, só então reparando em como meu estômago estava vazio. Segui para o meu quarto e, após pegar roupas íntimas, uma calça e uma blusa, entrei no banheiro. 

Fiquei debaixo do chuveiro por longos minutos, sentindo a tensão se esvair do meu corpo, ao toque da água quente que caía. Me sequei e logo vesti as roupas que havia pego. 

Ao sair do banheiro, encontrei Roman sentado em minha cama.

– Oi. – falei, logo me sentando ao seu lado e ele prontamente me abraçou fortemente.

– Você está bem? O que aconteceu depois que eu saí? – expliquei tudo a ele e logo depois Becky nos chamou. Seguimos para a cozinha e comemos os waffles que ela havia preparado.

– Você contou alguma coisa sobre o que está acontecendo ao Dylan? – perguntei de repente, interrompendo o silêncio que se instalara, e a irlandesa deu de ombros.

– Na verdade, eu ainda não o vi desde que soube. Ele está trabalhando. – eu apenas assenti e o silêncio voltou a mesa. Depois de um tempo, resolvemos ir logo à casa de Alice e Dean. Fomos todos no carro de Roman e no caminho, avisei a Seth e Jeff.

Não demorou muito até que estivéssemos todos lá e percebi minha irmã inquieta com o clima de tensão que estava ali naquela sala. Tentávamos conversar normalmente, mas parecia impossível e Alice parecia querer matar alguém por isso. Claro que não demorou muito para que ela falasse sobre isso:

– Sério, gente, qual o problema de vocês? Vocês estão agindo como se fosse o fim do mundo! – ela reclamou, aflita.

– Estamos preocupados, porque você está agindo como se não fosse nada. – rebati e todos olharam para mim. Alice, de maneira indignada. – Olha a gente só quer saber o que você está pensando. – pedi com um tom calmo, mostrando que aceitaria se ela não quisesse falar.

– Vocês querem que eu diga que eu estou com medo? Eu acho que vocês já sabem disso e sabem também que essa é a minha maneira de lidar com as coisas. – falou dando de ombros. – Agora, nós sabemos que você não é assim quieta como está hoje. E está tentando virar a atenção para mim. – okay, ela me pegou de surpresa com essa. Eu devia era ter ficado na minha…

– Eu não tenho nada. – me defendi.

– Tenho que concordar com a Aly. – Seth me olhou desconfiado. – Está está escondendo alguma coisa.

– E eu tenho certeza que você sabe o que é, Roman. – o Samoano olhou para minha irmã. – Você também está muito quieto. Os dois formam um belo de um casal de péssimos mentirosos.

– Brother? – Dean questionou e Roman suspirou, antes de olhar para mim. 

– Conta logo. Eles vão saber de qualquer jeito. – ele deu de ombros e suspirei convencida.

– Certo. Eu decidi sair da WWE. – quando falei isso, Seth engasgou com a água que estava tomando e precisou que Dean (que com certeza adorou isso) desse um belo de um tapão nas suas costas. 

– Por quê?! – Alice perguntou, irritada.

– Porque vai precisar de alguém para cuidar de você agora. E eu tomei a decisão…

– Decisão que você não devia tomar sem falar com a gente! – meu irmão protestou. Eu só não sabia distinguir se ele estava vermelho de raiva ou por ter engasgado há alguns segundos atrás…

– Dessa vez eu concordo com o Bieber. – Dean falou e logo franziu o cenho, quando todos olhavam para ele. – Eu ando falando isso demais… Estranho. Mas ele está certo. – deu de ombros. – Agora vamos conversar com calma.

– Não tem o que conversar com calma. Eu já me decidi, Stephanie já sabe de minha decisão e eu não vou voltar atrás. – meus irmãos me encararam irritados e eu olhei para Jeff e Becky pedindo o apoio deles, mas ambos apenas deram de ombros, como se dissessem que eles não iam se meter na confusão. – Olhem, gostando ou não, essa é minha decisão. Eu sei que fiz errado em não falar com vocês antes, mas só o que eu queria, era evitar uma discussão!

– Claro. E olha como você faz um ótimo trabalho. – minha irmã se levantou irritada e subiu para o segundo andar. Dean fez menção de ai atrás dela, mas eu pedi para que me deixasse resolver isso. 

Quando cheguei ao segundo andar, o primeiro lugar que fui, foi em seu quarto. Ela estava sentada no sofá, com as pernas ‘em forma de índio’ e encarava ao chão.

– Alice, me desculpe. Eu não…

– Pare. – ela me interrompeu. – Não quero que se desculpe. Na verdade, eu não estou brava com você. Só estou chateada com a situação. – me sentei confusa ao seu lado e ela se pôs a explicar, antes que eu a questionasse. – Minha cirurgia ainda nem aconteceu e já estou causando estrago na vida de vocês. Você está desistindo da sua carreira...

– É claro que não! – dessa vez eu que a interrompi. – Eu não estou desistindo da minha carreira. Eu estou fora agora, porque quero cuidar de você. Eu quero isso, entendeu? – ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e suspirou. – Você é mais importante para mim agora. E não pense em se culpar por nada disso!

– Eu ainda acho isso injusto. – ela me encarou.

– Injusto seria se eu não quisesse me afastar. O que não é o caso. – falei e ela me abraçou. 

– Obrigada. – assenti, enquanto fazia carinho em suas costas. Ficamos ali por um tempo, até que Jeff e Becky aparecem na porta.

– Já está tudo certo por aqui? – Jeff perguntou.

– Tudo ótimo. – respondi, sorrindo.

– Ótimo – eles entraram no quarto e se sentaram na cama de Alice e Dean, que ficava em frente ao sofá em que estávamos. –, porque já estava ficando estranho ficar lá embaixo com aqueles três! – ele falou sério e minha irmã e eu trocamos olhares confusos.

– Por quê? Eles estão brigando? – Alice perguntou.

– Não. Eles estão conversando. Normalmente. – Becky falou com uma expressão teatral de pavor e todos nós rimos.

– Isso é uma coisa que eu preciso ver de perto! – Alice falou, antes de se levantar apressada e descer para o andar de baixo, conosco ao seu encalço.

 

Seth POV

Quando Alice, Lize, Becky e Jeff desceram do segundo andar, foi que eu reparei que estava conversando muito "amigavelmente" com o Ambrose e o Reigns. Então logo tratei de disfarçar e dar o fora dali, para poder descansar. 

 

Assim que cheguei em casa, me joguei na cama, afim de dormir até estar descansado, mas eu não consegui tirar um cochilo sequer, porque uma coisa ainda perturbava minha mente. 

Já estava mais tranquilo – por enquanto –  em relação à minha irmã, mas não conseguia esquecer o quê havia rolado mais cedo entre Bayley e eu. 

Olhei no relógio e vi que ainda ia dar sete horas da noite, então me levantei e calcei um tênis esportivo. Saí de casa, entrei no meu carro e segui até o Centro de treinamento da WWE. O local só fechava às oito, então eu teria um tempinho para esvaziar a mente. 

Quando cheguei, só haviam duas pessoas treinando na parte da academia. Os cumprimentei com um aceno de cabeça e segui para o fundo do salão.

Eu me considerava cético sobre coisas acontecerem por destino, mas me peguei pensando, se as coisas realmente acontecem por culpa do destino, ele com certeza adorava me sacanear! Porque assim que pude ter uma visão do ringue de treinamento, vi que ele não estava vazio, como eu imaginava, e quem estava lá, era justamente a Bayley. Valeu, destino! Pensei bufando, irritado.

Ela ainda não havia notado a minha presença e eu pensei seriamente em dar o fora dali logo, mas eu precisava falar com ela. Me desculpar, para que não tivesse o risco de perder sua amizade por algo tão fútil. Suspirei e comecei a andar em sua direção. Ela corria de um lado para o outro, pegando impulso nas cordas, para se aquecer. Provavelmente, ela não estava ali há muito tempo. 

– Precisa de um adversário? – perguntei após dar um pigarro, chamando sua atenção. Ela parou o que fazia e me encarou por um longo minuto, enquanto respirava fundo diversas vezes para recuperar o fôlego.

– Claro. – ela respondeu simplesmente e se virou de costas, andando para o outro lado do ringue. Suspirei meio chateado com sua atitude, já que ela nunca falou comigo daquele jeito e eu tive certeza de que ela não estava contente pelo o que acontecera mais cedo. Entrei no ringue e ela se virou para mim preparada para o ataque. Assenti e ela correu em minha direção. 

Começou a me atacar com socos e chutes e eu só me defendia ou me esquivava de seus golpes, até que uma hora ela conseguiu acertar um chute no meu estômago e eu me curvei um pouco. Ela aproveitou e me puxou pelo braço, e me jogou contra o corner. Consegui evitar de me chocar ali, mas quando virei, ela já via na minha direção novamente. Desviei e ela acertou o corner. Aproveitei e coloquei minhas duas mãos em cima das primeiras cordas – uma de cada lado – com os meus braços bloqueando sua passagem. Aquela era a hora de falar o que era preciso.

– Eu quero pedir desculpas a você sobre o que houve mais cedo. Eu não tinha o direito de beijar você de surpresa como fiz, por isso peço que me desculpe pela primeira e ultima vez que fui egoísta com você. – falei sincero e para a minha surpresa, ela jogou as costas rapidamente contra o corner, pegando impulso nas pernas e me chutou com os dois pés. Rolei para trás e me coloquei de pé tão rápido que nem vi que ela preparava um salto em cima de mim.

Assim que me atingiu, fomos os dois ao chão e ela ficou em cima de mim. Logo descolei meu ombro do chão, para que ela não vencesse assim tão fácil. Ela ficou de joelhos e me encarou.

– Você está me pedindo desculpas, porque realmente sente muito ou porque eu peguei você de surpresa por ter saído de lá? – ela me perguntou séria. 

– Aquilo foi um erro, Bayley. E não vai se repetir. – falei inseguro, afinal eu não considerava um erro. Mas ela, aparentemente, considerava. Ela me olhou meio incrédula e se levantou de repente. 

– Você é um idiota, Seth Rollins. – ela saiu do ringue, enquanto eu ficava encarando o nada com uma perfeita cara de cu. Eu já havia saído com algumas mulheres confusas. Mais da metade, na verdade. Quem eu queria enganar? Todas eram confusas, mas nunca imaginei que Bayley seria confusa também. Claro que eu sempre achei confusa pelo fato de adorar dar abraços em todo mundo, mas isso já outro assunto…

Rolei rapidamente para fora do ringue e comecei a andar rapidamente atrás dela, mas não muito rápido para que ninguém ficasse olhando o que não era da conta deles. Quando cheguei ao estacionamento, corri para impedir que ela entrasse no carro, pois eu precisava entender e terminar aquela conversa ainda hoje ou não teria paz.

A alcancei pouco antes dela entrar no carro e a segurei pelo braço, fazendo-a se virar para mim.

– Bayley, espera! O que eu falei de errado? – perguntei confuso.

– Sério que você está me perguntando isso?! – me respondeu irritada e eu cheguei a dar um passo para trás, surpreso com essa atitude.

– Achei que era isso o que queria ouvir… – tentei me explicar, mas ela me interrompeu.

– Você não perguntou o que eu queria ouvir para “achar” alguma coisa, Seth!

– Então o que você quer?! – dei um passo longo para frente, quase a prensando contra o carro. Eu não queria ter gritado, mas a minha urgência em saber, acabou fazendo o meu tom ser meio rude. Ela ficou me encarando por um longo minuto, como se quisesse que eu lê-se em seus olhos a resposta. Acabei não pensando em nada e somente me perdi em seus olhos e, quando dei por mim, estava a beijando novamente. Dessa vez, de maneira calma e com certa ternura. Eu estava adorando aquilo, mas infelizmente ela interrompeu em poucos segundos.

– Não quero ficar com alguém como você. – ela falou em um sussurro, com os olhos fechados. Não vou negar que aquela palavras me magoaram de um jeito que eu nunca imaginei que ficaria por causa de uma mulher. Me afastei e a encarei, tentando me mostrar cético às suas palavras. – Não é que…

– Para. – ela ia falar mais alguma coisa, mas eu já não queria ouvir nada dela, então a interrompi grosseiramente. – Não preciso ouvir mais nada, Pamela. Eu já entendi. – me afastei dali rapidamente e entrei no meu carro, que estava ali perto. Dei partida no carro e, enquanto eu deixava o estacionamento, vi pelo retrovisor que Bayley me chamava, parecendo arrependida por suas palavras. Ou era apenas pena por eu tê-la beijado outra vez, como um completo idiota, achando que dessa vez ia ser diferente. Isso me fez ficar mais irritado e logo acelerei mais o carro, até não tê-la mais em meu campo de visão. Logo tive que reduzir a velocidade, antes de ganhar uma multa ou, pior, causar um acidente. 

Parei no farol vermelho e um alto barulho ecoando por toda a cidade me fez revirar os olhos, ao perceber que era um trovão e que gotas grossas de chuva começavam a cair em cima do meu carro.

É, destino, valeu por me sacanear mais uma vez!

 

Alice POV

Encontrar Roman, Dean e Seth conversando normalmente, e sem querer se matarem, era uma coisa que eu não esperava ver naquela noite. Mas teria sido mais engraçado se eles não tivessem se calado, assim que perceberam a nossa presença, como se não houvesse acontecido nada. 

Seth foi o primeiro a pigarrear, dizendo que precisava ir para casa, descansar da viagem. O que me fez lembrar que eu precisava perguntar a ele o porquê dele ter ido à Miami só para ver uma luta da Bayley, sendo que podia ver pela WWE Network. Não que eu fosse burra de não saber o motivo, mas sim, porque seria engraçado vê-lo inventar alguma desculpa.

Logo Lize, Roman e Becky foram embora e por último, após combinar de ir à sua casa no dia seguinte ver Beth e Ruby, Jeff saiu também, deixando-me a sós com Dean. 

Subimos para o nosso quarto e depois de escovar meus dentes, deitei na cama, completamente cansada. Dean logo se juntou a mim e me puxou para cima de seu peitoral. Em pouco tempo, adormeci com nossos corpos colados um no outro.

Quando acordei, um fraco resquício de sol já entrava pela janela. Imaginei que ainda era cedo. Soltei um leve bocejo e senti Dean mexendo a cabeça. Olhei para cima e vi que ele já estava acordado.

– Está acordado há quanto tempo? – perguntei me mexendo na cama, para conseguir olhar em seus olhos.

– Há uns vinte minutos. – falou e se virou para ficarmos frente a frente, enquanto passava uma das mãos sobre minha cintura, – Você está bem? – assenti, ainda sonolenta. – Tem certeza? Posso cancelar o meu treino, sem problemas…

– Acho que já conversamos essa parte. – o interrompi séria e ele revirou os olhos. – Eu não vou estar sozinha. Jeff e Beth não vão sair do meu pé. Te garanto. 

– Se sentir alguma coisa, qualquer coisa, você me liga, certo? – falou exigente e eu ri.

– Claro. Vou trocar de roupa. – o beijei, antes de me levantar. Segui para o closet, enquanto Dean ia para o banheiro, e peguei uma calça preta jeans com rasgos na frente ao longo da perna, uma regata cinza, jaqueta de couro preta e um cachecol da mesma cor. 

Assim que Dean saiu do banheiro, me avisou que ia preparar o café e eu fui fazer minha higiene matinal. Quando já estava vestida, calcei uma botinha de salto marrom e coloquei uma touca preta no cabelo, pois o dia estava gélido. Peguei meu celular e desci para a cozinha e fiquei observando Dean fazendo panquecas.

Assim que ele terminou, colocou duas panquecas no prato que estava na minha frente e sorriu.

– Viu? Sem bordas queimadas dessa vez. – comecei a dar risada.

– É, até que aprendeu rápido. – falei, enquanto ele ria e colocava outras duas panquecas em seu prato, se sentando na minha frente. estiquei minha mão e peguei a jarra de suco de morango e coloquei em nossos copos. Logo dei a primeira garfada na panqueca e olhei assustada para ele. – Meu Deus, estão melhores que as minhas!

Até que eu aprendo rápido. – falou dando de ombros e eu sorri, voltando a comer aquela maravilha.

 

Dean me deixou na casa do Jeff, antes de seguir para a casa de minha irmã, para encontrar com ela e Roman, que havia dormido lá. Aqueles dois bem que podiam ir morar juntos de uma vez, já que não saem um da casa do outro…

Toquei a campainha e fiquei esperando, enquanto olhava a enorme escultura do símbolo dos Hardy Boyz – um enorme HB – e logo notei que o carro de Matt estava parado ao lado da casa. A porta foi aberta por Jeff e eu lhe dei um forte abraço.

– Hey, você está bem? – perguntou, quando nos separamos.

– Estou. – coloquei as mãos no bolso da jaqueta, enquanto ele me dava espaço para entrar. – Matt está aqui? Vi o carro dele lá fora.

– É claro que eu estou aqui. – me virei e dei de cara com o moreno. – Bom ver você. – ele me abraçou e eu logo retribui.

– Sério? Sem piadas? – perguntei, já que ele sempre vinha com uma piadinha sobre o meu tamanho. Ele riu.

– Sem piadinhas, baixinha. – revirei os olhos.

– Olha só quem está aqui, Ruby! – Beth descia a escada com Ruby no colo e logo que chegou próxima de onde eu estava, colocou a filha no chão e a mesma veio correndo até mim e abraçou minhas pernas.

– Hey, linda! – sorri e a peguei no colo, enquanto ela ria e gritava palavras desconexas que toda criancinha gritava.

– Ela fica até feliz quando encontra alguém que é quase do tamanho dela. – não preciso nem dizer que era piadinha sem graça do Matt e que Jeff começara a rir igual a um retardado. Quando esses dois estavam juntos, pareciam dois adolescentes.

– Ha, ha. Achei que era sem piadinhas hoje. – falei irônica.

– Foi mal, não aguentei. – ele deu de ombros e eu revirei os olhos.

– Ruby, vamos lá fora brincar um pouquinho com o papai e com o tio Matt? – ela gritou feliz e esticou os bracinhos para o pai, que a pegou no colo e saiu com o irmão, deixando-me a sós com Beth.

– Oi, querida. – ela falou se aproximando com uma fisionomia preocupada e me abraçou fortemente. – Jeff me contou tudo o que houve ontem. Queria ter ido com ele, mas eu não tinha com quem deixar a Ruby…

– Não se preocupe com isso. Eu estou bem agora. – sorri e ela me conduziu até o sofá da sala.

– Quero saber como você está em relação ao garoto. Harry, não? – assenti meio triste.

– Parece que não era para ser. – ela me encarou séria.

– Não me venha com essa. Você ainda pode tentar…

– Para quê? Enquanto eu estiver com câncer, nenhum juiz vai me dar a guarda de uma criança, pense bem! Isso só vai iludí-lo, então, não! Está totalmente fora de cogitação. – ela me olhou com compreensão e compaixão nos olhos e segurou minha mão.

– Só me prometa uma coisa? – assenti para que ela prosseguisse. – Quando você se curar, você vai lutar pela guarda desse menino. Prometa que vai fazer isso.

– Você sabe que é o que eu mais quero, Beth. Nem preciso prometer nada. – ela sorriu e me abraçou novamente. 

– Obrigada por todo apoio que você sempre me dá, Beth. – falei com sinceridade e ela me abraçou mais forte.

– Que isso. Nada de agradecimentos ou coisas emocionantes, porque você sabe que eu sou uma completa manteiga derretida! – ela falou rindo e eu a acompanhei, concordando. – Vamos lá pra fora? – sugeriu se levantando.

– Claro. – me levantei também e saímos, encontrando Jeff e Matt brincando com Ruby no balanço. Começamos a conversar, enquanto brincávamos com ela, até que ela ficasse com sono e Beth a colocasse para dormir. Algumas horas depois, Dean voltou e eu me despedi de todos. Depois, voltamos para casa e eu me arrumei para ir ao Raw com Roman e minha irmã.

 

Roman POV

Desde que chegamos ao ginásio onde seria o Raw daquela noite, Lize estava em uma reunião com Stephenie e o Foley – reunião que estava durando tempo demais –, enquanto Seth estava no ringue lutando com o Owens e eu me preparava para a luta que teria contra o Jericho, no main event do show, pelo United States Championship. Estava em uma das salas em que havia televisão e Alice estava sentada do meu lado, assistindo a luta do irmão. Ela estava bastante concentrada na luta, até mesmo de um jeito estranho…

– Você está bem? – perguntei para tirar minhas dúvidas, quanto ao seu comportamento.

– Uhum. – respondeu sem ao menos tirar os olhos da tela, mas eu continuei a encarando, até que ela me olhasse. Vendo que eu não acreditava em suas palavras, ela suspirou, vencida. – Só estou tentando aproveitar o máximo possível, pois não sei quanto tempo vai demorar para eu ver vocês lutando assim de perto... Vou sentir falta disso. – ela completou num murmúrio e eu não soube bem o que dizer para acalmá-la.

– Alice, eu… não sei nem o que te dizer… – ela riu.

– Não precisa dizer nada, Thor.

– Queria poder te ajudar de alguma forma.

– Você já ajuda se não deixar a Lize enlouquecer nesse tempo, então… – ela falou brincalhona e eu acabei por rir.

– Não vou deixar isso acontecer. – falei tocando o seu ombro e ela sorriu pra mim.

– Eu sei disso. – ela olhou para a televisão novamente, mas logo voltou seu olhar para mim. – Você contou sobre isso para a Jojo? – suspirei com a pergunta, que me pegou meio de surpresa.

– Na verdade, ainda não... Não sei como contar uma coisa dessas para ela. – passei a mão pelos meus cabelos, visto que eu realmente não fazia ideia de como falar isso para ela e, pior, não sabia como ela reagiria.

– Bom, você contará a ela quando for um momento propício, mas não deixe ela descobrir de outra forma, Roman. – ela me pediu com um olhar suplicante. Eu entendia que o seu pedido era pelo fato de que nenhum de nós sabíamos como seria após a cirurgia e eu me sentia mal só de imaginar o pior. Com um suspiro, assenti para confirmar seu pedido e ela me abraçou. Logo retribui e ela ficou ali em meus braços, até que Seth venceu o Owens por pinfall e ela começou a comemorar. Nessa mesma hora, Lize apareceu, dizendo ter acertado tudo com os McMahon, apesar de Vince não ter ficado muito satisfeito.

Fiquei com as duas ali, até que fosse a hora do meu combate. Me despedi delas, as deixando com Seth, que chegou ali minutos antes, e segui para a stage.

The Truth Reigns tocou e eu entrei, logo esperando no ringue por meu oponente, que entrou ao som de Break The Walls Down.

Assim que o referee autorizou, entreguei meu United States Championship para ele e, após a apresentação do título, demos início ao combate. 

 

Não sabia há quanto tempo exatamente o combate já estava durando, mas era eu quem estava dominando ringue agora, apesar de cansado por Jericho mostrar bastante resistência. Me preparei e apliquei um Spear para finalizar com a contagem, e teria conseguido se Kevin Owens não aparecesse dando um soco na minha cara.

O referee cancelou o combate, me dando vitória por interferência, mas o Owens continuou me atacando com socos, chutes e até cabeçadas. Tentei me proteger com as mãos, mas já estava cansado e atordoado demais, que mal conseguia me esquivar de seu ataque.

Logo Jericho se juntou a ele e eles me ergueram, jogando-me contra as cordas e aplicando o seu finisher combinado – uma mistura de Pop-Up Powerbomb e um Codebreaker. Fiquei caído no chão, sentindo tudo rodar à minha volta, somente ouvindo os insultos que os dois idiotas direcionaram para mim, mas que logo foi abafado por gritos de euforia da crowd e por uma Theme Song que eu não reconheci, mas que pareceu deixar o Owens e o Jericho surpresos e perturbados.

Minha reação não foi lá muito diferente ao me virar para o lado e ver o Rollins descendo a rampa e atacando os dois. Rolei para um lado, enquanto um referee vinha até mim, ver se eu estava bem. Mesmo ainda estando atordoado, apenas assenti levemente e vi o meu ex-amigo atacando o Owens com dois Suicide Dive e acertando o Jericho com um Diving High Knee, seguido por um Avada Kedavra. 

Logo ele pegou o Jericho e preparou-o para aplicar um Pedigree, mas o Owens o puxou para fora do ringue e ambos saíram correndo para a Stage. Me levantei com o apoio das cordas e me preparei para me defender, caso o idiota viesse para cima de mim também, mas, para a minha completa surpresa, ele apenas me cumprimentou com um pequeno aceno de cabeça.

O encarei desconfiado, mas ele ficou parado no lugar, sem fazer nenhum movimento brusco. Mesmo incerto, assenti levemente com a cabeça também, em sinal de agradecimento, e ficamos ali parados, apenas nos encarando sem nenhuma rivalidade, enquanto a crowd fazia cânticos de “Yes, Yes, Yes”, até que o Rollins desse as costas e saísse do ringue, deixando-me boquiaberto com sua atitude.


Notas Finais


It's all!
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So long, babies! ;******


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