História Belíssimos - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Palavras 5.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa noite, belas e belos!

Cadê os leitores mais belíssimos do mundo? Ignorem o trocadilho, hahaha. u___________U
Pois então, consegui postar rápido, e um capítulo bem grandão para matar a saudade.
Só recapitulando aqui o episódio 18, no qual a Fera é atacada pelos lobos e a Bela aproveita que ele está apagadasso para tentar fugir. Hoje vamos desenrolar a trama.
Espero que gostem.

Capa: Bela e Príncipe. ♥

BOA LEITURA!

Capítulo 21 - Cativo


Fanfic / Fanfiction Belíssimos - Capítulo 21 - Cativo

O céu estava clareando aos poucos, o vento gelado tornava aquela manhã ainda mais fria. Bela dormia protegida pelos cobertores que a aqueciam até um tilintar alto acordá-la. A jovem mal abriu os olhos e imediatamente levou as mãos nos ouvidos para diminuir aquele ruído a sua frente, era Horloge que estava “despertando”.

- Hora de acordar. – Horloge ajeitava seu próprio ponteiro, ajustando o horário.

A cama estava tão quentinha e confortável que em poucos segundos Bela estava cochilando novamente.

- Depressa! Prometi que a acordaria antes do Mestre levantar.

Bela ergueu o tronco sonolenta. – Estou indo, obrigada por avisar-me.

- Garderobe, acorde Madame, vá preparar o banho da prisioneira. – Horloge cutucou o Guarda-Roupa.

- Aaããh. – Garderobe bocejou. – Já vou.

- Não demorem. – Horloge retirou-se do quarto.

Bela tomou um banho quente e despertou o sono. Garderobe deu-a um vestido novo e uma capa forrada para resistir a neve que caía lá fora. Descendo as escadas, Bela caminhava até a cozinha, do lado de fora já podia ouvir as ordens de Horloge, apressando a todos. Era indelicado ver o quanto o mordomo almejava sua partida.

- Bonjour, mademoiselle. – Lumiere a recebeu.

- Bonjour. – Bela sorriu para todos os demais.

- Sente-se menina, seu café ficará pronto num instante. – Samovar orquestrava os demais utensílios domésticos.

- Já providenciei a comida do cavalo. – Chapeau informou.

- Obrigada. – Bela sentou-se à mesa.

- Quando você vai voltar, Bela? – Zip pulou nas mãos dela.

- Oh, querido eu – Bela foi interrompida.

- Nunca mais. – Horloge disparou. – Está voltando pra casa dela.

- Ah... – Zip lamentou iniciando um silêncio pesado na cozinha. Os criados pensavam a respeito da partida de Bela. Quanto tempo demoraria para outra donzela chegar ao castelo? Ainda havia tempo para tal espera? A rosa teria pétalas o suficiente?

Garderobe decidiu cortar aquele clima angustiante. – Que tal um pouco de música para alegrar a manhã?

- Ora não atrapalhem. – Horloge ordenou. – Zip, dê licença para Bela poder comer, ela tem pressa.

Lumiere interveio. – Pare de ficar chamando a convidada o tempo inteiro, deixe-a à vontade para conversamos um pouco.

- Sem essa de conversar, já nos despedimos dela duas vezes! – Horloge broncou. – Sei o que estão tentando fazer, vão persuadi-la a ficar com suas chantagens emocionais.

- Asseguro que vou apenas terminar aqui e buscarei minha trouxa no quarto. – Bela mastigava o pão rapidamente, sentindo-se pressionada.

- Certamente. – Horloge virou-se. – Verei se o Mestre acordou, qualquer coisa eu o distraio para que saia de uma vez.

Horloge retirava-se e nenhum dos servos tinha o que dizer a Bela, ninguém desautorizaria o criado mais velho do castelo.

- Bela! – Cadenza entrou na cozinha.

- Bonjour, Maestro. – Bela limpava a boca.

- Gostaria de pedir um favor. Será que em Nouvelle você não teria nenhuma jovem a sugerir vir aqui?

Chapeau desgostou. – Outra camponesa? Nosso Mestre precisa de uma Princesa.

- A essa altura qualquer mulher serve. – Cadenza defendeu-se.

Bela ouvia atenta, buscando decifrar aquela conversa. – Desculpe, mas não tenho nenhuma amiga na vila.

- Tranquiliza-te, nós encontraremos. – Garderobe arfou. – Eu espero.

Bela interessou-se. – E o que é necessário para quebrar esse feitiço? O que a tal mulher deve fazer? Digam-me, ficarei feliz em ajuda-los se puder.

- Não precisa preocupar-se com isso. – Samovar desviou o assunto, não era permitido contar sobre a maldição e Bela já sabia pistas demais, logo descobriria por si mesma.

- Sim querida, faça uma boa viagem. – Garderobe lembrou-a.

- Está bem então, é melhor apressar-me. – Bela retirava-se da mesa.

Deixou a cozinha sentindo que todos pousavam os olhares sobre ela. Bela sentia algo esquisito, a curiosidade de entender o que se passava era tanta que a incomodava ir embora sem descobrir a verdade. Estranhamente, não gostava de imaginar outra mulher vivendo em seu lugar no castelo, usufruindo da amizade dos criados e da presença do Príncipe. O que era um absurdo, dado que Bela era prisioneira e não regozijava-se por não ser livre. Seria justamente para vencer pensamentos tão infelizes e tolos que Bela entrou em seu quarto e preparava sua trouxa ligeiramente.

A cesta de mantimentos os criados haviam ajeitado e atrelado em Phillipe, pela janela podia ver que o cavalo já estava a postos, era hora de seguir viagem. Bela caminhava pelo corredor pronta para ir quando pensou na Fera. Olhou para a escada que levava à Ala Oeste e cogitou subir. Aproximando-se do primeiro degrau, ela recuou. Queria despedir-se de longe, dar uma última olhada nele sem ser vista já bastaria. Bela começou a subir as escadas, observando se nenhum servo estava por perto. Sua ansiedade a fazia andar em passos rápidos.

Bela parou imediatamente ao lembrar que Horloge também estaria no quarto, ela não teria a oportunidade de ao menos espiar pela brecha da porta, se o mordomo a visse não sabia qual seria a reação dele. Bela arfou e lentamente começou a retornar o caminho, estava confusa, não entendia os próprios sentimentos. Foi frustrante aquele momento, partiria e última lembrança que esteve com a Fera eles haviam discutido. Ao olhar para trás mais uma vez, avistou um vulto branco virando o corredor. Foi difícil visualizar sua forma, havia sido veloz demais, apenas identificou um longo manto branquíssimo.

- Quem está aí?! – Bela lançou um grito, calando-se em seguida. Não podia correr o risco de acordar a Fera e não conseguir fugir depois.

No entanto a aparição a deixou preocupada. Bela voltava correndo, descendo as escadas saltando alguns degraus, pressurosa. Largou sua trouxa no meio do caminho para conseguir ir mais depressa. Surgiu no salão de entrada eufórica, surpreendendo os criados que estavam no portão.

- Há mais alguém nesse castelo!

- O que disse? – Lumiere questionou.

- Venham todos, vi alguém passando pela Ala Oeste!

Sem precisar saber de mais detalhes, os servos puseram-se a correr junto a ela para os aposentos do Príncipe. Cadenza liderava na frente de todos, a proteção do Amo estava em perigo e sem importar-se com as pernas de madeira entalhadas, o Piano empurrou as portas do quarto de supetão.

- Mas o que significa isso? – Horloge reprovou o barulho.

Bela ultrapassou os demais criados e adentrou o quarto, finalmente acalmando-se por ver que a Fera estava deitado na cama. Bela aproximou-se e observava o Príncipe adormecido. – Horloge, vi alguém no corredor.

- Explique melhor, menina. – Samovar surgiu em cima de uma mesa de rodinhas.

- Não consegui enxergar direito, não pude ver se era homem, mulher ou algum ser diferente. Me apavorei no mesmo instante, e não sou mulher que se assusta com qualquer coisa. – Bela mostrou os pelos do seu braço arrepiados. – Vocês precisam vasculhar esse castelo, há um intruso aqui dentro.

- Será que não é a... ? – Lumiere olhou para Fifi.

- Não, nunca mais a vimos depois daquele dia. – Fifi observou.

- Quem? – Bela quis saber.

- Tolice! – Horloge desdenhou. – Está inventando essa desculpa para não ir embora.

- Jamais faria isso. – Bela respondeu lançando seu olhar para a Fera. – Mas desconfio que algo de errado está acontecendo... já era para ele estar acordado.

- Mon Dieu, outro feitiço? – Lumiere temeu.

- Então vamos logo procurar por cada canto. – Chapeau prontificou-se.

Samovar tomou a frente. – Zip, fique aqui com Bela.

- Aah não, eu quero ir mãe. – Zip choramingou.

- Fique, você será responsável por proteger o Mestre, sim? – Garderobe soube convencê-lo.

- Tenham cuidado. – Bela pediu.

Horloge cruzou os braços e observava os criados amontoando-se na porta, cada um dizendo onde iria primeiro e Bela puxava uma poltrona com Zip, sentando-se ao lado da cama do Príncipe. Muito desgostoso, Horloge saiu do quarto também.

[...]

O ponto de encontro dos criados era o jardim das rosas. Todos estavam reunidos, só faltava Horloge.

- Finalmente chegou mon ami. – Lumiere recebeu o mordomo que vinha cansado.

- Já estou velho para subir tantas escadas. – Horloge recuperava o fôlego.

- Também não encontrou nada, eu suponho. – Garderobe disse.

- Não há nada para procurar, a camponesa encontrou um meio para ficar através dessa mentira. – Horloge foi ríspido.

- O Príncipe está dormindo há muitas horas e Bela diz que viu. Só pode ser a feiticeira. – Fifi apontou. – Apenas não quis confirmar na frente dela.

- A feiticeira nos amaldiçoou e não tornou a aparecer. Durante cinco anos jamais a vimos, e justamente no dia da prisioneira partir, a feiticeira reaparece. Realmente é muito conveniente, não é? – Cadenza zombou.

- Exato. – Chapeau pontuou. – E o Senhor agora tem um corpo de animal, é natural que ela durma durante muito tempo para recuperar-se os ferimentos causados pelos lobos, afinal quase foi morto.

- Quanta ninharia! – Samovar reprovou. – Bela quem decidiu ir embora, ninguém a expulsou. Porque ela iria atrapalhar o próprio plano de fugir?

- Porque arrependeu-se. – Horloge respondeu. – Ora, ela como camponesa sabe muito bem a realidade que a aguarda naquela vila. Acha que o período no qual passou ela não usufruiu do luxo e do conforto? Pensa que Bela não gosta de tomar banho todos os dias? Até os dentes dela já clarearam muito depois que chegou aqui.

- Concordo. – Cadenza reforçou. – E tudo isso por um preço bem pequeno, considerando que o Mestre desistiu de tentar conquista-la, ela não precisa nem sequer salvá-lo para continuar vivendo uma vida de Princesa.

- Como vocês são cruéis. – Lumiere desdenhou. – Deveriam ver o lado positivo das coisas, a convidada está abrindo mão da chance de ir embora porque ficou preocupada com o Príncipe. Será que não enxergam uma coisa tão óbvia? Ela está gostando dele!

- Ora essa. – Horloge discordou.

- Sim, talvez não seja um amor, mas ao menos um sentimento de amizade. Coisa que nenhuma das outras prisioneiras havia sentido pelo Patrão. – Fifi adicionou com convicção.

- Realmente não entendo porque essa dificuldade em aceitar Bela sentindo algo pelo Altíssimo. – Garderobe irritou-se. – Porque tem de haver interesse material? Porque ela não pode simplesmente estar pensando no bem dele? Ela é uma moça de bom coração.

- Poupem meus ouvidos. – Horloge encerrou. – Voltarei pro quarto imediatamente.

- E eu vou preparar o almoço, tenho certeza que Bela ficará conosco. – Samovar retornava.

[...]

Bela umedecia o pano e passava suavemente nas feridas do Príncipe. Enquanto examinava seu corpo, observava sua face contorcida, de vez em quando a Fera pressionava os olhos fechados e erguia as sobrancelhas, o que deixava Bela preocupada.

- O que está acontecendo com ele? – Zip reparou também. – Será que está tendo pesadelo?

- Eu não sei Zip. – Bela o cobriu melhor. – Espero que fique bem logo.

Bela levantou-se da cadeira e aproximou-se da rosa encantada. Observava a flor girando lentamente, e ponderava seu mistério. Retirou a cúpula para enxerga-la melhor.

- Não pode mexer, Bela. – Zip chamou sua atenção timidamente. – O Príncipe briga...

- Algumas pétalas caíram e secaram... O que acontecerá quando caírem todas?

- Nós morreremos. – Zip ingenuamente revelou o segredo.

Bela sentiu um aperto a angustiar, olhou a Fera dormindo e em seguida encarou o olhar triste de Zip. Ela não teria força emocional para ir embora e deixá-los para trás, não naquele momento.

- E sobre hoje? Aquela coisa misteriosa que vi...? – Bela sentou na poltrona novamente. – Você nunca viu nada de estranho aqui?

- Não. – Zip puxava suas lembranças. – A feiticeira nunca mais apareceu e nossos parentes se esqueceram da gente.

- Eu sabia que vocês não foram sempre assim. – Bela olhou mais uma vez a Fera dormindo. – Qual... é o nome do Príncipe?

- Um momento!

Horloge entrou no quarto antes de Zip responder, não permitiria que ela arrancasse informações do menino. Quando a viu sentada na poltrona ao lado de Adam repugnou-se pela ousadia. Considerava Bela uma camponesa muito esperta, que inclusive estava disposta a subir de posição, tornaria-se uma Princesa para sair da pobreza mesmo que custasse um romance com um “animal”. Horloge ficava com os nervos à flor da pele, era o responsável por cuidar do jovem Adam e assistir aquele “golpe” sem poder fazer nada além o tirava do sério.

- Mon Prince ainda não acordou? – Lumiere entrou no quarto também.

- Ainda não. – Zip e Bela responderam em uníssono.

- Hora de almoçar. – Madame Samovar chegava em cima de uma mesinha de rodinhas trazendo os pratos de Bela. – Estou optando pela informalidade pois sei que não pretende ir à sala de jantar.

- E nem precisa. – Fifi foi gentil. – É melhor ficar aqui no quarto e fazer companhia pro Lorde.

- Muito obrigada. – Bela pegava o guardanapo e sorriu.

Chapeau indignou-se por ver alguns dos criados tratando-a como a escolhida. Se todos empenhassem-se em apostar na Bela, não surgiria a oportunidade de outra donzela chegar até o Príncipe. – Você não iria embora?

- E-Eu decidi ficar. – Bela abaixou o olhar. – Não seria certo ir agora.

- Na verdade era o momento perfeito. – Chapeau replicou.

Lumiere queimou brevemente o pé de Chapeau com a vela. – Non se esqueçam que Bela jurou para o Amo que ficaria, caso o pai fosse liberto da prisão. – Lumiere olhou para Bela. – E palavra de honra é para ser cumprida, non?

Bela sorriu para o candelabro.

- Sem dúvida! – Garderobe acrescentou. – Como também, se o Mestre acordar e não vê-la aqui, é capaz de ir busca-la em Nouvelle. E vocês sabem muito bem o destino que teremos se alguém descobrir sobre nós.

- Ah eu lembro muito bem da premonição. – Fifi entrou na conversa. – “Nunca saiam do castelo, do contrário colocarão a população em perigo e nesse dia irão mata-los”. – Fifi ditou as palavras da Feiticeira caso alguém soubesse o segredo.

Bela prestou atenção naquele presságio. – Não erguerei meu pé do lugar, prometo. Ouso pedir que não comentem a ele sobre a minha tola ideia.

- Certamente ninguém falará nada ao Príncipe. – Lumiere encarou Horloge.

Aquele quarto estava sob uma disputa de ideologias diferentes. Os criados encaravam-se rivalizando quem ditaria a ordem no castelo. Muito embora discordassem uns dos outros, não havia ódio e raiva entre os servos. Todos eram uma família e no fundo só queriam o bem do Jovem Adam.

- Agora, vamos todos fazer silêncio para o Príncipe descansar. – Garderobe convidava a alguns saírem do quarto.

- Como decidiu que permanecerá aqui, sinta-se à vontade para explicar suas razões para Phillipe. – Horloge provocou.

- Certamente o cavalo ficará decepcionado por não leva-la de volta a seu pai. – Cadenza retirou-se do quarto junto aos amigos.

Bela parou de mastigar naquele mesmo instante, pensando em Maurice.

- Tudo vai dar certo no devido tempo, chérie. – Lumiere apaziguou. – Certamente voltará a ver seu pai o mais rápido que imaginar.

- Phillipe matar-me-á. – Bela deixou o prato em cima da mesinha e levantou.

- Termine de comer, menina. – Samovar pediu a vendo ir até a porta.

- Perdi a fome. – Bela saiu apressada.

- Oh Merde! – Lumiere irritou-se. – Aqueles patetas insistem em separá-los.

- Não sei porque a cisma com a pobre camponesa. – Fifi lamentou.

- Trabalho aqui há muitos anos e entendo que Horloge, Chapeau e Cadenza querem o melhor pro Mestre. – Garderobe ponderou. – Obviamente uma Princesa é o ideal de esposa para o Príncipe, o Rei Henrique já deixou isso bem claro.

- Pois é, como esquecer aquela ameaça de morte que recebi do Rei? – Fifi lembrou-se.

- Mas nesse caso é diferente. Se chegar uma Princesa nesse castelo acolhêrei-la com minha alma, porém o que temos hoje é uma plebeia, que escolha temos?

- Nenhuma. – Samovar disse. – Ou melhor, temos a opção de lutar por nossas vidas.

- Assim como não podemos nos esquecer do mais importante. – Lumiere olhou Adam contorcendo o rosto enquanto dormia. – Não basta qualquer mulher, deve ser uma moça especial, de boa índole e caráter. Uma que realmente sirva pro futuro Rei de Nouvelle.

[...]

Bela foi ao estábulo do castelo angustiada, Phillipe terminou de beber água e aproximou-se para que ela montasse-o.

- Phillipe. – Bela tocou seus cabelos brancos. – Nós não vamos. – Phillipe começou a relinchar. – Eu sei meu amigo, mas não posso ir com você agora. Pude pensar melhor e tudo piorará muito se tentar fugir.

O cavalo girava no mesmo lugar, visivelmente alterado.

- Papa prometeu que buscaria-me, temos que ser pacientes. Em algum momento conseguirei minha liberdade de outra maneira. – Bela tocava no cavalo para que acalmasse-se. – Não vou ficar presa para sempre, confie em mim.

Phillipe afastou-se zangado para o outro lado do estábulo. Bela percebeu que por hora era melhor deixa-lo. Voltou a Ala Oeste onde estavam Samovar, Garderobe, Fifi e Lumiere fazendo companhia para o Príncipe. No mesmo instante que viram-na, perceberam seu abatimento, parecia que Bela iria chorar, apesar de não tê-lo feito. Bela sentou-se ao lado do Príncipe e permaneceu olhando-o. Nenhum dos presentes sabia o que dizer a ela, não queriam feri-la com perguntas.

- Estava pensando em chamar os homens novamente. – Lumiere iniciou tentando mudar de assunto. – Mas não sei se pudemos carregar o Mestre até a banheira.

- Para fazer o que? – Bela fungou.

- Ora, para banhá-lo. – Lumiere riu.

- Mas ele está ferido e inconsciente. Não parece uma boa ideia. – Bela olhou a Fera.

- Ele diz isso porque o Príncipe gosta de banhar todo dia. – Fifi explicou. – Mas enquanto não acordar, ninguém aqui conseguirá fazê-lo.

- Acha que pode banhá-lo, mademoiselle? – Lumiere perguntou.

- Oh! – Bela corou com a audácia. – Claro que não, meu amigo.

- Está doido, Lumiere? – Samovar espirrou chá quente no candelabro.

- Ai ai, pardon! – Lumiere feriu-se com a quentura. Desejava a união dos dois, mas admitiu que Bela banhar o Príncipe foi demais, uma ideia fora de cogitação.

- Falando em banho, vamos para a Ala Leste, preparei um vestido novo e deixei em cima da sua cama. – Garderobe disse.

- Gostaria de pedir... – Bela iniciou com timidez. – Um divã ou algo do tipo.... Quero dormir aqui, mas só há a cama do Amo, então.

- A cama do Lorde tem bastante espaço. – Lumiere sussurrou e Garderobe pisou em seu pé para que Bela não ouvisse a brincadeira.

- Posso trazer um divã com certeza. – Fifi sorriu. – É bom que fique aqui com ele, caso acorde, não é?

- A imagem daquele manto branco não saiu da minha cabeça. – Bela preocupou-se. – Realmente não encontraram nada?

- Nem um vestígio, menina. – Samovar informou.

- É uma pena, seria importante para nossa segurança e... – Bela arfou. – Horloge pensa que menti.

- Não dê atenção a eles, só estão preocupados demais. – Garderobe assentiu.

Durante aquela tarde inteira, os servos a fizeram companhia. Ficaram felizes por conseguir animá-la e faze-la esquecer a triste conversa com Phillipe.

[...]

A noite chegou e todos foram deitar-se. Bela permaneceu no quarto e reclinada no divã ela observava a Fera dormindo. Queria saber o que passava-se na mente dele. Bela deitou a cabeça no travesseiro fofo e navegava em lembranças, seu pai estava com ela o tempo inteiro. Mas um reconforto desconhecido dizia que seu pai estava em segurança, ter a certeza de que o Padre Anthony o auxiliaria no que precisasse deixava-a mais tranquila. Quanto a Fera, novamente a Fera, não ousaria partir e abandoná-lo, nem tão pouco largar os demais amigos do castelo.

Bela recordava-se muito bem das tardes entediantes em Nouvelle. Ajudava seu pai no trabalho artesanal toda manhã e sempre que caminhava pela cidade estava sob os olhares tortos dos moradores. Era incrível como seu habito de leitura surtia como ofensa para aquelas pessoas. Em alguns dias conseguia visitar a pequenina Anne escondida de seus pais, onde ensinava-a a ler. Seis horas do domingo era horário de ir à missa e desfrutar da companhia do amigo Padre. Nos dias da semana plantava e passeava com Phillipe, a cada dia tendo que inventar uma nova desculpa para não jantar com Gaston.

A imagem era nítida na memória da jovem, os poucos livros emprestados do Padre e as ofensas de louca que recebia das Bimbettes faziam com que Bela sentisse-se entediada. Durante maçantes períodos tudo o que a francesa queria era um lugar mágico para visitar, algo novo para aprender e deslumbrar-se. Sendo assim, seria tolice fugir de um castelo onde poderia estar a maior aventura de sua vida. Por mais que brigou certas vezes com o Príncipe, Bela não corria risco de morte, e embora estivesse presa, absurdamente aquele castelo estava melhor que morar em Nouvelle. Se estivesse Maurice ao seu lado, nada faltaria. E foram essas considerações que fizeram com que Bela desistisse de ir embora.

[...]

Mais um dia passou-se. Bela cuidava das feridas do Príncipe que estavam começando a melhorar. Os criados, um a um, visitavam o Mestre. Samovar e Zip serviam a comida para a jovem no quarto. Cadenza, Garderobe e Chapeau eventualmente surgiam para aquecer o ambiente com um pouco de música. Fifi e Lumiere eram quem permaneciam mais tempo no quarto, distraindo Bela com conversas. Horloge era o único que adentrava o quarto somente quando Bela saía para banhar-se.

- Excelência, Excelência... – Horloge tentava acordar Adam.

- Não adianta mon ami. – Lumiere aproximou-se. – Já tentei até gritar no ouvido do Lorde.... Parece que ele realmente está enfeitiçado.

- Ele não está. – Horloge respondeu resoluto.

- Como pode ter tanta certeza? Até Cadenza e Chapeau acreditam em Bela agora...

- Porque se ele realmente estiver sob outra maldição, não saberemos como salvá-lo. – Horloge entristeceu-se.

- Mon Dieu... – Lumiere consolou o amigo. – Bela pensa que ele acordará dentro de dois dias.

- Ora, como ela pode saber?

- Ela diz que é por causa dos ferimentos que estão curando cada vez mais.

- Ah, lógico! Sempre considerei isso. – Horloge julgou óbvio. – Ele está dormindo tanto para fechar as cicatrizes. Nunca acreditei que a feiticeira esteve aqui novamente.

- Horloge... – Lumiere repreendeu-o.

- É muito curioso que a feiticeira tenha aparecido justo para Bela e nunca mais tenha dado o “ar da graça”, não é? – Horloge ironizou.

- Lá vem você de novo. Que coisa! – Lumiere riu. – Qual sua implicância com Bela? Só porque é pobre?

- Não, não é porque ela é uma camponesa. Pelo amor de Deus, Lumiere, eu também não sou o Rei Henrique! – Horloge defendeu-se. – Eu dei muita força quando o Mestre convidou-a para um jantar, eu realmente tive esperanças com a chegada de uma mulher nesse castelo. – Horloge arfou. – Mas assim como o Senhor, eu desisti dela. Definitivamente não serve para ele. Deixou isso bem claro desde que chegou, mas agora ela amansou pois apegou-se ao castelo e a vida que tem aqui.

- Concordo com você, estavam longe de apaixonarem-se à primeira vista, mas podemos mudar isso. – Lumiere tentava encorajá-lo. – Veja bem, o único momento que realmente tiveram juntos foi quando nós cantamos para eles no jantar. Eles só precisam de mais oportunidades como essa!

- Tantas donzelas já se passaram por aqui. Sinto-me temeroso em criar esperança depois de desapontar-me várias vezes...

- Tudo mudará daqui pra frente. Bela já não o vê mais como antes, ela compreende os motivos e comportamento dele, e está disposta a permanecer aqui por ele. – Lumiere dizia convicto. – A mesma mudança acontecerá no Lorde quando souber o quão Bela está empenhando-se em cuidá-lo com tanto afeto.

Pararam de conversar quando avistaram Bela entrando no quarto. Apesar de Horloge não enxergar nada demais, Lumiere podia perceber algo de diferente na maneira da jovem observar o Príncipe dormindo.

- Como ele está? – Bela sentou-se na poltrona.

- Aparentemente melhorando, apenas transpira de vez em quando. – Horloge limpava o suor da testa com um paninho.

- Mais uma noite que se vai, espero que amanhã ele acorde. – Lumiere acendia mais velas pelo quarto.

- Hora de dormir. – Horloge retirava-se.

- Durmam bem. – Bela ajeitava os travesseiros do Príncipe.

- Já vou deitar também. – Lumiere observou Bela ainda sentada na poltrona. – Não quer descansar agora?

- Já já. – Bela sorriu e Lumiere a reverenciou.

Bela esperou Lumiere sair e aguardou alguns segundos. Foi até o corredor certificando que não havia ninguém perto e fechou as portas do quarto. Bela observou que o Príncipe continuava dormindo e finalmente teria uma oportunidade de sanar sua curiosidade. Bela caminhava pelo quarto examinando cada detalhe. Parando em frente aos quadros rasgados na parede, a jovem encarava o olhar do menino de olhos azuis na pintura, ele estava ao lado de uma mulher e um homem de semblante ruim.

Abriu o guarda roupa da Fera e encontrou muitos trajes pendurados. No compartimento lateral havia algumas peças dobradas, Bela pegou uma aleatoriamente. Não pôde deixar de comparar o tamanho das roupas da Fera com o comprimento daquele casaco, era visivelmente menor. Bela abriu as portas do móvel lateral e deparou-se com uma sapateira. Mais à frente havia uma penteadeira com um espelho enorme. Sob a mesa estavam dispostos perucas, perfumes, maquiagens e muitas joias.

Deixou tudo no mesmo lugar onde encontrou. Virou-se para a Fera que dormia e pousava o olhar sobre ele. Não havia dúvidas, a Fera era um homem. Era difícil para a jovem imaginar como aquele Príncipe havia conseguido aquela forma de animal, o que poderia ter feito para chegar naquele estado. Embora não tivesse explicações, Bela não podia contestar aquele fato, até porque estava convivendo com objetos falantes, que certamente eram pessoas também. Zip havia deixado escapar mais cedo que eles tinham familiares. Samovar e Garderobe já tinham comentado sobre o péssimo pai do Mestre. E mesmo ninguém confessando a existência de uma feiticeira, Bela pôde reparar o semblante de todos quando havia dito que viu alguém de branco passando pelo corredor.

Precisava saber mais, abria todas as gavetas dos móveis que havia no quarto a procura de um retrato do rosto do Príncipe, mas todos que encontrou estavam danificados pelas garras da Fera. Abrindo um armário em especial, Bela encontrou três coroas, um cetro, mantos reais e um espelho manual. Bela pegou o espelho mágico e percebeu seu brilho, havia algo de diferente nele, embora nada tenha acontecido em seguida. Depois de tanta investigação, não havia mais o que procurar.

Sentou-se finalmente na poltrona ao lado da cama e olhava a Fera dormindo enquanto tremia os olhos. Bela colocou a mão na testa dele, verificando se a febre tinha passado. Foi naquele momento que percebeu que não havia aberto o criado mudo lateral. Abrindo a gaveta encontrou um pingente e um livro. O colar era pequenino, mas era possível enxergar gravado o rosto de uma jovem com um leque na mão. Bela perguntava-se quem seria aquela moça tão bonita e guardou novamente na gaveta. Quanto ao livro, Bela felicitou por ter em mãos sua obra favorita de Shakespeare.

Deitou em seu divã com o livro e começou a ler, mesmo com a fraca iluminação. Regozijou-se, nunca havia ficado tanto tempo privada de sua adorada leitura. Leu até de madrugada, e quando percebeu, tinha adormecido.

[...]

Horloge e Lumiere subiram a Ala Oeste de manhã cedo e estranharam encontrar o quarto do Príncipe de portas fechadas.

- Uh la la! – Lumiere riu malicioso. – Será que eles...?

- Poupe-me dos seus delírios! – Horloge pegou o molho de chaves e abriu a porta.

Encontraram Bela e Adam dormindo, cada um na sua cama, evidentemente. Lumiere apagou as velas do quarto, afastou as cortinas e abriu as janelas. A claridade fez Bela despertar lentamente.

- Está na hora de acordar. – Horloge aproximou-se.

- Bonjour. – Bela sorriu coçando os olhos.

- Parece cansada, chérie. – Lumiere observou.

- Passei a noite lendo, ainda estou na metade. – Bela mostrou o livro.

- Oh. – Lumiere ficou surpreso. – Lembra Horloge? É o livro que a Princesa deu pro Amo.

Bela o encarou.

- Era o favorito dela. – Horloge reconheceu. – Vamos apressar Samovar com o café.

Bela olhou o livro e pensava a respeito da tal Princesa. Levantou-se e abriria novamente a gaveta do criado mudo para ver melhor o rosto dela no pingente, mas Garderobe surgiu na porta, a impedindo de mexer nas coisas do Príncipe.

- Bonjour! – Garderobe gritou cantando.

- Bonjour. – Bela sorriu disfarçando.

- Venha para a Ala Leste, já preparei seu banho.

Bela não queria deixar o quarto naquele momento, mas seguiu com Garderobe. Banhou-se, trocou de vestido e alimentou-se na cozinha junto dos criados. Todos conversavam e riam, mas Bela não prestava atenção, estava ansiosa para voltar pro quarto e terminar o livro.

- Aí passou um passarinho de asas roxas na janela, eu juro que vi. – Zip dizia. – Não foi, Bela?

- Hm? – Bela despertou com os olhares dos criados. – Desculpa, eu não ouvi.

Samovar sorriu satisfeita. – Suba para a Ala Oeste querida, tomaremos de conta do serviço aqui, pode ir.

- Está bem. Você vem Zip? – Bela perguntou levantando-se animada.

- Depois que eu tomar banho de espuma. – Zip pulou na pia cheia de louça.

- Certamente, com licença. – Bela retirou-se.

Os criados entreolharam-se.

- Vai me dizer que ainda não percebeu nada, Horloge? – Lumiere o provocou. – Pois então mon ami, você está ficando um velho cego.

- Não me interessa os sentimentos dela. – Horloge explicou. – Não tem importância alguma se o Amo não apaixonar-se também.

Cadenza ponderou. – Isso leva certo tempo.

- O mistério do Príncipe prende a atenção dela. – Fifi sorriu. – Agora cabe a ele conquistar algo mais.

Chapeau murmurou. – Adam cortejando uma pobre? Quero só ver...

Bela subiu as escadas saltando os degraus ligeiramente, entrou no quarto e puxou a poltrona ao lado da cama dele. Pegando o livro, começou a ler, mas dessa vez, ela fazia-o em voz alta. Bela estava entretida lendo, que não percebeu que as feridas de Adam haviam sido curadas. O jovem abriu os olhos lentamente, estava parcialmente zonzo. Porém satisfeito, no final de tantas lembranças, conseguiu recordar o nome da mãe e do pai.

- O amor pode dar forma e dignidade. – A voz de Bela chamou a atenção dele. – O amor não enxerga com os olhos, e sim com a mente. E é por isso que o Cupido Alado –

- É representado cego. – Adam terminou a frase.

Bela sorriu surpresa e Adam estranhou aquela alegria toda por vê-lo. – Você está acordado...

- Evidentemente estou. – Adam espreguiçou-se. – Sinto-me revigorado.

- É bom saber, dormiu por três dias. – Bela examinava o corpo dele sem machucados.

- Oh. – Adam franziu o cenho.

- É surpreendente, não é? Todos ficamos preocupadíssimos.

- Em verdade é mais surpreendente testemunhar sua habilidade com a leitura. – Adam olhou seu livro no colo dela. – Não deveria saber ler, dado que não passa de uma camponesa sem classe.

Bela apenas retornava o olhar a ele. Adam percebeu que algo diferente havia nela. Ela não respondeu como ele achou que ela faria, dessa vez seu olhar era sereno e delicado. O Príncipe sentiu a necessidade de desculpar-se.

- Fui infeliz na minha colocação, eu suponho.

- De maneira nenhuma Senhor, só disse a verdade. – Bela meneou a cabeça. – Em Nouvelle as escolas são restritas aos meninos.... Apenas sei ler porque meu pai ensinou-me.

- Estou vendo que é de seu aprecio.

- Muito, mas não tive a felicidade de possuir nenhum livro. – Bela suspirou. – Eu pegava emprestado do Padre.

- Hum.

Adam não disse mais nada, mas Bela queria continuar, a conversa com ele a fartava.

- Também surpreendi-me, você conhece Shakespeare.

- Certamente, tive a melhor educação que possa imaginar. – Adam tentava, mas não lembrava do rosto do professor Jaques.

- É meu livro favorito. – Bela alisou a capa.

- Ora, que coisa mais clichê...

- Não é não, Romeu e Julieta é incrível. – Bela sorriu em defesa.

- A família do mocinho é rival da família da mocinha, assim eles têm um amor proibido e impossível. Eles sofrem e anseiam ficarem juntos. No final, como não suportam a ideia de viver sem a pessoa amada, se matam e blá blá blá. – Adam revirou os olhos em forma de deboche e Bela deu risada.

- Porque não tenta ser mais romântico?

- Hunf, garota, vê se cresce. – Adam cruzou os braços.

Bela negou com a cabeça e pronunciou. – Você nunca será um Príncipe Encantado.

- Dramática. – Adam emburrou-se. – Tem tanta história melhor para ler e você pairando nessa coisa melosa.

- O que por exemplo? – Bela enfrentou-o.

- Meu livro favorito é Rei Arthur e os Cavaleiros da távola redonda.

- Sim, sendo que uma das tramas principais é o amor impossível de Guinever e Lancelot. – Bela sorriu erguendo as sobrancelhas, calando-o.

- .... ! Vá chamar meus servos, estou falecendo de tanta fome! – Adam gritou mudando de assunto.

Bela sorriu mais uma vez, era um alivio aquele chato estar acordado novamente. Tinha a sensação que seus dias melhorariam muito dali por diante. Segurou com firmeza o livro, pensando que em alguma tarde insistiria para ler Romeu e Julieta com ele, pois tinha a certeza que o Príncipe deveria gostar, afinal estava na gaveta dele. Aquela história havia ganhado um sentido especial, poderia oficializar o início da amizade com o carcereiro.

- RAAAAAAAAAAWH! – A Fera rugiu assustando-a. – O que está esperando?

- Não precisa gritar, já estou indo. – Bela levantou-se rapidamente. – Mas não seria melhor banhar-se antes de comer? Posso mandar preparar a banheira.

- É, claro.

- Enquanto banha vou pedir para arrumarem a sala para recebe-lo, e durante sua saída recomendarei trocarem seus lençóis e lavá-los.

- Está bem. – Fera aprovou a prestatividade. – Muito obrigado.

Adam calou-se imediatamente, acabara de dizer “obrigado” a uma camponesa e isso causou-lhe estranheza.

- Vá logo.

Ele a enxotou com as mãos e Bela saiu do quarto também surpresa.

[...]


Notas Finais


Gostaram?
Eu espero que sim. <3
Um grande beijo e até mais ver!


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