História Bellevue - Capítulo 22


Escrita por: ~, ~DoceVersos e ~harleyskwad

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Suspense
Visualizações 37
Palavras 2.464
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oii amores, tudo bem? Titia Helena aqui u.u, sei que demoramos mas aqui mais um capítulo quentinho. Ele tá curtinho só que da pra vocês lerem ^^ o próximo titia tenta deixar maior.
Leiam as notas finais.

Capítulo 22 - Presságio


‘’Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores’’

Mateus 7:15

 

 

Dois meses mais tarde

 

-Samantha! Hey Samantha – Uma velhinha caminhava apressada o suficiente pelo pátio velho de Bellevue, Samantha olha para trás assustada e logo reconhece. Era Rosenberg, parecia assustada.

Logo passaram em frente a uma estatua com garras afiadas.

-Pois não senhoria. Em que posso ajudar?

Samantha estava tentando ser a pessoa mais feliz possível. Esbanjou um sorriso mostrando seus belos dentes brancos. Samantha já entendera tudo, Rosenberg queria conversar em um lugar reservado com ela, então apenas acenou com a cabeça em um gesto positivo.

Agora estavam em uma cafeteria. Perto do centro da cidade, os portões abriam-se para Samantha, pois era filha do antigo dono do lugar.

-Veja bem Samantha... – Rosenberg segurava sua xícara de café com as mãos tremulo – Eu não quero lhe assustar, e sinto muito pelos acontecimentos trágicos em Bellevue, mas existe algo além de tudo isto que eu tenho certeza de que você precisaria saber.

-O quê?

-A sua filha... Eu sei quem é sua filha.

-Desculpe-me Rosenberg, mas se queria falar algo sobre o passado, eu preferia nem ter saído de Bellevue.

Samantha já estava levantando-se da cadeira, quando Rosenberg segura seu punho esquerdo.

-Acalme-se, você precisa esperar e ouvir tudo o que tenho para lhe dizer.

-É claro que não! Se a senhor não percebe senhorita Rosenberg, minha filha morreu há anos! Acha que eu não a procurei? Mesmo sabendo que estava presa em um manicômio, perdendo o pouco de dias que eu tinha eu ansiava em ver seu rostinho delicado – Ela respira fundo – Eu esperei por tanto tempo em ter visto ela, então eu precisei fugir do hospital para encontrar com minha família egoísta!Meu pai vivia da melhor maneira possível junto com a minha irmã, não acha que eram casais? Ela sempre conseguia tudo o que queria, e a única coisa que eu mais quis nesta vida era ter minha filha em meus braços. Eu a procurei em cada canto! Contratei pessoas para procurem, mas nenhuma delas sabia me dizer onde minha filha estava.  – Respira fundo – Na verdade todos os detetives que procurei sumiram... E eu nunca encontrei respostas sobre o paradeiro de minha pequena. Eu perdi tanto tempo longe... Então acabei perdendo as minhas esperanças, minha filha não está mais viva Rosenberg. Minha filha morreu.

-Escute Samantha eu...

-Eu tinha uma filha! E deixei minha garotinha escorregar direto para aquele lugar escuro e sem volta, você tem idéia do que é ver seu primeiro filho indo embora de seus braços e você não poder fazer absolutamente nada para impedir que o levem? É claro que não. A senhora é igual ao meu pai, não se importa com nenhum dos jovens ali naquele lugar.

Rosenberg não estava acreditando que Samantha havia dito tudo aquilo para ela. Mas ela apenas balançou a cabeça, e deu um sorriso de canto de boca – ela entendia o desespero de Samantha, sabia que tudo aquilo que ela estava passando era por conta do passado que teve. Das dores que sentiu ao ver sua filha sendo levada para algum lugar, ao ver que foi separada da pequena criança e acabou indo direto para um hospital de loucos.

-Eu entendo a sua dor... – Ela diz com os olhos lacrimejantes.

-Como? Nunca teve filhos.

-É engraçado como as pessoas afirmam algo que nem sabem se é verdade.

-Engraçado?

-O melhor termo seria irônico.

-Sua filha não está morta Samantha... – Rosenberg diz sentindo o sabor do café e o aroma que aquela bebia tinham – Ela está mais perto de você do que imagina.

-O que quer dizer com isto?

-Quem pensa que são os donos de Bellevue agora?

-Começamos falando sobre minha filha!

-E vamos terminar falando dela – Rosenberg era calma – Mas antes disto, preciso lhe dizer sobre o perigo que corre...

-O que quer saber?

-Conte-me tudo sobre o pai de sua filha Samantha. Por que não está mais com ele?

-Não há respostas para esta sua pergunta.

-Sempre existe uma resposta para uma pergunta, mesmo ela sendo outra pergunta.

-David e eu terminamos nosso casamento, assim que descobriu meus problemas mentais estávamos em uma faze de divórcio. E eu fui incapaz de corrigir aquele grande erro, talvez se estivéssemos juntos minha filha não teria sido levada de mim. Ele teria me ajudado com a criança. Creio que não foi por causa de uma amante, ou por conta de ele viver em um escritório trabalhando igual um condenado.

-Cômico. Mas ainda não me disse os motivos dele não ter vindo atrás de você, ou de sua filha.

-Ele morreu.

-Você tem certeza?

-Sim...

-Sim?

-Quero dizer não. Sim. Ai a mim não sei.

-Quem te disse tudo isto Samantha?

-Dtr. Naara...

-Sério? Não sabia que Naara era sua médica.

-Por incrível que pareça, ela foi sim. Acompanhou-me durante alguns procedimentos de risco, me ajudou com medicamentos.

-Hum...

-É isto – Samantha para de falar – Os medicamentos! Foram os medicamentos.

-Exatamente.

-Eles eram os responsáveis por...

-Suas crises – Rosenberg diz – Samantha existem coisas acontecendo em Bellevue.

-Você sabe de tudo...

-A metade de algumas coisas.

-Então por que não me diz logo?

-Porque eu não seria capaz de conseguir todas as respostas. Existem salas naquele colégio que é proibido acesso até mesmo dos funcionários.

-Como assim?

-Isto mesmo, a única que pode entrar em todas as salas é Hudson, eu vejo Naara andando um pouco em algumas, mas nunca vejo por onde ela sai.

-Meu Deus...

-Samantha você precisa nos ajudar, todas aquelas pessoas precisam de sua ajuda. Existe algo acontecendo em Bellevue, alguma ameaça maior, ameaça que não podemos ver e nem tocar. É uma força estranha.

-Um fantasma?

-Não Samantha, fantasmas não existem, e você sabe muito bem disto. São aqueles malditos medicamentos que estão aplicando nos alunos.

O sol então se esconde atrás das nuvens e o céu fica nublado. Um vento frio balança os cabelos cor palha de Samantha.

-Parece que vai chover.

-Sim. – Samantha concorda – Mas como vou conseguir as resposta para estas coisas?

-Samantha, você precisa ir até a sala de arquivos.

-Me desculpe Rosenberg, mas já existem anos que não vou a Bellevue, não sei onde ficam os arquivos dos alunos, e funcionários.

-Eu sei onde fica – Ela sussurra – Mas pode ser perigoso.

-Então me diga onde fica.

-Fica na segunda torra.

Samantha continua séria.

-E por que uma torre é perigosa?

-E onde o perigo fica!

-E como consigo ir lá?

-Você precisa encontrar a chave, uma única chave que abre todas as portas até gavetas de arquivos.

-E onde encontro esta chave?

-Maya sabe.

-Maya? Aquela garota gótica?

-Ela conhece todo aquele colégio, ela sabe muito bem onde a chave está.

-Espere, e minha filha? Vai me dizer onde ela está?

-Você vai encontrar tudo no meio dos arquivos Samantha, precisa se apreçar para isto. Agora, eu vou indo, tenho algumas coisas para resolver em Bellevue e você sabe que Hudson não iria engolir minha falta, não estou com muita vontade para dizer onde eu estava.

 

                       ***

O sol estava tão tímido, o ventinho frio batia em sua face. E as gramas estavam encostando-se a seu rosto – grama verdinha – era impressionante como tudo ao redor de Bellevue era tão quieto... Tão assustador. Depois de uma tentativa de fuga mal sucedida Matthew decidiu que seria melhor usar um mapa, por este motivo deixava um guardadinho no bolso de sua jaqueta. Se fosse embora daquele lugar, a primeira coisa que iria fazer era tentar encontrar um emprego, mas quem iria arrumar um emprego a um moleque de dezesseis anos? Como iria se sustentar e pagar as contas? Talvez se ele fosse um pouco mais velho as coisas poderiam dar certo. Estava com muita fome, mas queria esperar Rosenberg chegar, precisava conversar – ele sempre fora muito apegado com ela.

Olhando mais um pouco ao seu redor, Matthew viu o zelador do colégio sentado em um banco de concreto. Com seu cigarro entre os dedos, soltando fumaça.

-Com licença – Diz indo em direção do velho.

-O que é?

-É verdade que este lugar é assombrado?

-Você é o que? Um investigador? Garoto escute aqui! Fantasmas não existem, só dizem isto para deixarem você com medo – Ele da uma risadinha – E parece que ta fazendo um ótimo efeito.

-Ah... Desculpe-me senhor, foi só uma curiosidade.

-E isto foi minha resposta garoto tolo.

                         ***

Charlie estava incrédulo, acordou assustado sem entender o que estava acontecendo. Quando olhou ao redor tudo o que conseguiu ver foi uma fumaça cobrindo todo o recinto, parecia tudo tão diferente. Olhou para o lado de sua cama e não encontrou Bianca.

Abriu a porta do quarto com violência e quase caí da escada, andou um pouco mais e tudo o que encontrou foi à escuridão. Bellevue a metade do tempo era completamente escuro, a conta de luz deveria ser um absurdo se é que alguém teria coragem de fazer a leitura ali. Encontrou algo no meio do corredor que chamou sua atenção, era uma caixinha de música.
Se abaixou até o chão e pegou, era um belo objeto de madeira avermelhada estava um pouco empoeirado mas nada que um paninho úmido não resolva. Deu meia volta em direção de seu quarto, aquilo seria para Bianca, ela com toda certeza iria adorar.

 

                            ***

Bianca estava deitada em um dos sofás da sala de estudo do colégio, aquele lugar geralmente é bastante tranqüilo, ela sempre gostou de ficar ali. Mas logo acorda assustada com uma brisa fria entrando, sentiu mãos percorrer em seu corpo, então rapidamente tratou de olhar para trás, mas não havia ninguém ali, somente ela. A janela estava aberta ‘’Como alguém abriu ela?’’ E a porta encostada.

-Charlie?

Perguntou caminhando lentamente e encarando o corredor, não ouviu resposta de ninguém. Estava tudo escuro, tentou ligar a luz, mas ela não acendia. Procurou seu celular, mas não encontrou. O silencio era profundo, percorria todo o corretor e passava por todas as portas agora fechadas.

-Hudson? – Perguntou agora parando perto da escada que dava acesso aos outros andares.

Havia uma fraca iluminação no andar de baixo, o andar da sala principal, mas com toda certeza era apenas os abajures iluminando os lugares que devia ser iluminado. Desceu as escadas lentamente seu coração palpitava forte em seu peito, enquanto ela prestava atenção em tudo. Usa pantufas, logo foi vendo a mobilha ir se formando, não havia ninguém ali. Sentiu seu coração bater mais forte ainda quando ouviu um tipo de rugido.

Foi caminhando em direção da sala, um dos vidros estavam tão embaçados que dava para desenhar.

 Bianca estica o pescoço, a vidas do lado de fora era ruim, não havia nada lá. Ninguém mesmo. De repente uma sombra começou a se formar no gramado de Bellevue , Bianca deu passos para trás assustada.

Continuava tudo escuro, Bianca suou fria, sentiu medo de ir um pouco mais para frente e ver algo que não devia. Encostou as costas na parede da sala e sentiu as lágrimas escorrerem de seus olhos ‘’Não pode ta acontecendo outra vez, não, não mesmo’’.

                        ***

As chamas estavam altas demais, e dançavam com o ritmo leve do vento – era noite de lua cheia, o ritual estava sendo feito. Ao redor estavam sacerdotes com suas vestes longas, em uma mão direita um terço preto na mão esquerda uma vela branca.

No outro lado havia um círculo composto por mulheres nuas dançando e pulando. As mulheres gritavam e pulavam dando risadas, seus corpos estavam sujos de sangue.

Havia uma mulher e um bebê recém-nascido, a moça gritava assustada chorando. Enquanto algumas bruxas gargalhavam da situação.

A mulher possuía cabelos curtos na altura dos ombros, lisa cor castanho mel. Sua face era pintada com sardas escuras, sua pele era mora escura. Seu bebê havia nascido há poucas horas, a criança chorava sem parar, estava enrolada em um cobertor velho aquilo só fazia ficar mais agitada.  

Logo o fogo iria consumir tudo, inclusive a criança. Os dois não agüentariam por muito tempo, pois o local já estava quente. Muito quente. Vinham em sua frente vários símbolos, os segredos obscuros de sua família... Aquele dom que até mesmo seu receptor considerava maldito.

Wesley era um garoto especial, ele tinha dons que poucos conheciam... Podia prever acontecimentos trágicos e neste momento ele estava vendo mais avisos. Palavras chegaram sussurrantes em seus ouvidos.

-Mais uma vez...

-Diga-me o que queres pequeno Wesley.

-Proteção.

-Hum... E como pretende pagar isto meu caro?

-Com a vida de cinco pessoas.

-Quer algo que ainda não tem?

-Eu perdi meu namorado... E sinto que meus dias estão chegando ao fim, conheço meus dons e desejo vingança.

-Assim será.

                  ***

Paige sente uma forte dor na cabeça e sente um cheiro de carne podre. Olhando ao redor percebeu que estava em um quartinho velho, um lugar sujo. Estava deitada em uma maca enferrujada de hospital, ‘’Onde estou?’’ As paredes eram cobertas de sangue seco, no teto uma corda estava presa. Parecia bastante com o quarto de Kat, mas não era possível. Ele não poderia estar tão feio assim. Fez força para tentar manter-se de pé, mas estava muito mole. Quando olhou para seus braços, viu que estavam cobertos de sangue. Não só os braços, mas as pernas também. Usava um pijama branco que estava coberto com o tom vermelho escuro. Lágrimas quentes rolam de seus olhos.

No quarto não havia portas e nem janelas, era tudo fechado. A garota sentiu seu pulmão doer, o ar estava acabando. Não agüentaria por muito tempo sentia-se fraca, inútil e suja. A única coisa que clareava o quarto era uma lâmpada fluorescente, Paige chorava porque sabia que iria morrer ali, ninguém iria encontrar ela ali.

Teve uma leve impressão de que alguém estava lhe observando. Olhou para o lado e viu uma garota com um vestido rosado, seus pés descalços pisavam o chão, eram pálidos como uma pena – parecia um fantasma- seus cabelos era curto azulado. Alguns piercing ficavam em seu rosto. Ela virou o rosto lentamente em encontro com o olhar de Paige, inclinou um pouco para frente, seus olhos eram vermelhos como sangue. Então ela deu um sorriso doentio para Paige, seu coração acelerou outra vez.

-Você é a próxima.

Suas palavras foram como um soco no estômago de Paige.

-Vá embora! – Ela diz e se enforcar na corda.

Paige estava viva.

 

                           ***

-Hey Paige... Se acalma – A voz sensível de Judith, Lavínia estava com Lilith observando Paige com olhos curiosos.

-Onde eu estou?

-Está em seu quarto Paige – Lilith corta o clima pesado.

Judith ajuda a jovem a levantar-se da cama velha. Ela olha para as três meninas que estavam no quarto, e surpreende Judith com um forte abraço.

-O que aconteceu? – Lavínia estava curiosa.

-Eu tive um pesadelo... Mais ele foi tão real.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Bom como vocês sabem Bellevue está na reta final, então titia Duda deu uma ideia de montarmos outra fanfic interativa, ^^ ela vai ser bem diferente das que vocês já viram, vamos fazer de tudo pra não ser o mesmo clichê.
Uma leitora também deu a ideia de fazermos uma interativa de acampamento, uma coisa bem terror. Vamos fazer a fanfic e depois deixaremos o link dela aqui pra quem quiser fazer ficha.
Beijos meus amores :*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...