História Belo bandido - Capítulo 12


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Personagens Personagens Originais
Tags Belo Bandido, Belo Bandido Webnovela, Bete, Cláudia Odete, Novela, Novela Belo Bandido, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Está sendo maravilhoso escrever Belo Bandido e posso dizer que Cláudia Odete é a minha melhor vilã. Gosto bastante da mocinha Bete, mas a vilã sempre acaba se destacando mais. Espero que estejam gostando da novela.

Capítulo 12 - Entre filha e esposa


Cena 01 – Fazenda Ribeiro – Cozinha - Tarde.

 

Os olhos de Cláudia Odete mantêm fixos em Maria Francisca. Bete está ao lado da empregada e encara a filha de seu falecido marido.

- Você não precisa responder! - Disse Bete.

- Como não? Eu sou a filha, a filha legítima e tudo que diz respeito ao meu pai, são da minha conta também! - Respondeu Cláudia.

- Você não tem direito de saber da vida pessoal do seu pai. Você como filha, deve respeitar! - Disse Bete.

- Respeitar? Como irei respeitar a vontade de um velho lunático? - Questionou Cláudia.

- Não fale assim do seu pai! - Exigiu Maria Francisca.

- Agora, resolveu falar! Então, as duas dividiam o mesmo homem? - Perguntou Cláudia com deboche.

Maria Francisca levanta a mão e Bete impede.

- Não vale a pena! - Disse Bete a Francisca.

- Vai me bater Francisca? - Perguntou Cláudia.

- Ela bem que merecia mesmo, dona Lorena nunca bateu nessa menina, talvez uma boa palmada quando ela era criança poderia servir de alguma coisa hoje! - Disse Francisca.

- Eu cansei do papo de vocês, aliás, eu ainda tenho um velório para participar! - Disse Cláudia saindo aos risos.

- Eu pensei que ela fosse respeitar o momento, o pai dela faleceu! - Comentou Bete.

- E eu que defendi essa menina. Eu disse coisas horríveis para você, dona Bete... Perdoe-me! - Pediu Francisca se ajoelhando próxima a barriga de Bete.

- Não faça isso, não precisa disso, estamos bem e quero ser sua amiga daqui para frente! - Disse Bete. Maria Francisca chorou e abraçou a recém-viúva.

 

Cena 02 – Fazenda Ribeiro – Sala.

 

Cláudia Odete aparece na sala onde está o caixão de seu pai. Lucrécia deixa o marido e se aproxima da prima. Há muitas pessoas perto do caixão aos prantos.

- Onde você estava? - Questionou Lucrécia.

- Você sabia que a empregadinha estava apaixonada pelo papai? - Perguntou Cláudia.

- O que está dizendo? - Questionou Lucrécia.

- A Maria Francisca, aquela velha, ouvi a Bete perguntando se ela o amava. Eu tenho que aguentar muita coisa nessa vida e essa última foi o cúmulo dos cúmulos. - Disse Cláudia.

- E você acha que seu pai deixou algum documento? - Perguntou Lucrécia.

- O escritório. - Respondeu Cláudia saindo da multidão na sala.

 

Cena 03 – Fazenda Ribeiro – Escritório.

 

Cláudia Odete entra no escritório do pai e Lucrécia segue sua prima. A primeira-dama certifica que a porta está tranca enquanto sua prima vasculha as gavetas do lugar.

- Eu não sei se ele teve tempo para fazer um testamento, mas com aquela mulher por perto, com certeza vou encontrar alguma coisa! - Disse Cláudia.

- Com certeza ela obrigou o tio a fazer algum documento deixando tudo para ela! - Disse Lucrécia.

- Mas sou a filha legítima, ele não pode me deixar sem nada... O filho que a vaca está esperando nem é dele! - Disse Cláudia.

- Como tem tanta certeza que não é dele? - Questionou Lucrécia.

- Qualquer teste de DNA pode comprovar! Eu moverei céus e terras para colocar essa pilantra para bem longe dessa fazenda! - Disse Cláudia encontrando um envelope na última gaveta.

- Será? - Questionou Lucrécia curiosa.

- Não acredito. O papai fez mesmo um testamento! - Disse Cláudia surpresa.

 

Cena 04 – Fazenda Ribeiro – Sala.

 

 

Bete apareceu na sala e recebeu cumprimentos em solidariedade a sua perda. Matias se aproximou dela e Luísa também.

- Está na hora! - Disse Matias.

- E onde está a filha do José? - Perguntou Bete.

- Eu a vi no escritório com a Lucrécia. Temos que prosseguir com o enterro, está quase anoitecendo!- Disse Luísa.

- Tudo bem. Eu acompanho vocês, mas antes vou chamar a Cláudia. - Disse Bete.

- A filha dele não chegou perto do pai em momento algum, o que está acontecendo? - Questionou Matias.

- Isto não nos interessa Matias! Melhor cuidarmos de nossas vidas, pois já temos muitos problemas! - Respondeu Luísa.

 

 

Cena 05 – Fazenda Ribeiro – Escritório.

 

Bete entra no escritório e flagra Cláudia segurando um papel na companhia de Lucrécia.

- O caixão do seu pai está sendo levado para o túmulo! - Disse Bete.

- Quem se importa? - Questionou Cláudia. - Tudo que está aqui é o que me interessa!

- O que está dizendo? - Perguntou Bete.

Lucrécia pegou o papel das mãos de Cláudia.

- É o testamento que o tio José deixou! - Disse Lucrécia.

- Testamento? - Questionou Bete.

- Cláudia, você não terminou de ler. - Disse Lucrécia.

Cláudia toma o papel da prima.

- O que? Como assim? Eu que tinha que ser a única beneficiada, sou a filha legítima! - Disse Cláudia.

- Enfim, não ficarei aqui discutindo isso, o seu pai não merecia uma filha como você. Está acontecendo o velório e se você realmente não se importa, é melhor ir embora mesmo, eu vou vê-lo pela última vez. - Disse Bete saindo.

- Eu vou ligar para o meu advogado e vou resolver isso em questão de tempo! - Disse Cláudia.

 

 

Cena 06 – Fazenda Ribeiro – Túmulo.

 

O caixão de José é colocado no túmulo. No rosto de Bete, lágrimas escorrem. Luísa segura à mão de Francisca para confortá-la. O sol está sumindo entre as montanhas. Matias tira o chapéu e há tristeza em seus olhos.

- Eram as suas prediletas! - Disse Bete jogando alguns girassóis sob o caixão.

José Fernando sorri para Bete enquanto dirige.

- Você é tão bela quanto aqueles girassóis, eu não posso negar, sempre fui fascinado por elas! - Disse ele.

- E você tem na sua fazenda? - Perguntou Bete.

- Há delas, mas fica um pouco distante da casa, mas a caminhada até lá é esplêndida, a vista é maravilhosa! - Disse José.

- Eu quero vê-las! - Disse Bete.

- Um dia levo você lá! - Prometeu ele.

 

 

Cena 07 – Casa de Cláudia – Noite.

 

Cláudia entra em sua casa e depois entra Guilherme. Ela deixa o envelope em cima do centro da sala e pega o telefone.

- Eu não consegui ver quem era a esposa do seu pai, ele era muito querido, havia muita gente! - Disse Guilherme.

- É uma ordinária... Desculpa querido! Eu te fiz ficar muito tempo naquele carro? - Perguntou Cláudia dando um selinho.

- Não, eu dei uma fugidinha, caminhei até o vale dos girassóis. - Disse Guilherme.

- Então, estava recordando nossa juventude? - Perguntou Cláudia largando o telefone.

- Você fala como se fosse há muito tempo, passou quanto tempo, nove anos? - Questionou Guilherme.

- Não faz tanto tempo assim, mas o tempo que você me deixou aqui sozinha, é o suficiente! Bem, amanhã resolvo meus problemas porque agora quero que você tire a roupa! - Disse Cláudia.

- O que? - Perguntou Guilherme.

- É melhor você ser rápido! - Disse Cláudia abrindo o botão da camisa dele.

 

 

Cena 08 – Prefeitura – Dia.

 

Carolina chega à prefeitura e é recebida pela secretária Simone.

- Posso saber o porquê de procurar tanto o prefeito? - Perguntou Simone.

- E desde quando lhe devo satisfação? Olhe aqui, eu não quero ter que dizer coisas que eu não queira. - Respondeu Carolina.

- O Jorge ainda não chegou! - Disse Simone.

Jorge no mesmo momento abriu a porta de sua sala e viu a médica.

- Prefeito Jorge, precisamos muito conversar e também tenho ótimas dicas para quando for contratar um bom funcionário! - Disse Carolina.

Carolina entra na sala de Jorge e Simone sorri.

- Essa aí um dia cai do cavalo e vai ser uma queda feia! - Disse a secretária.

 

 

Cena 09 – Prefeitura – Sala de Jorge.

 

Carolina fecha a porta da sala e beija Jorge. Ele se afasta e verifica se a porta está trancada.

- Carolina não pode mais me encontrar por aqui! - Disse Jorge.

- Desse jeito que fala comigo, parece que estou fazendo alguma coisa errada, eu não gosto de ser a outra. - Disse Carolina.

- Você é a mulher que eu amo! - Disse Jorge.

- E você ainda está casado! - Respondeu a médica.

- Tudo no seu tempo, minha querida. Eu sinto que ainda é cedo para tomar uma decisão como essa, temos que esperar mais um pouco! - Disse Jorge.

- Tudo bem, eu quero que saiba que esse tempo que você precisa, eu me manterei bem distante, bem do jeito que você quer! - Disse Carolina abrindo a porta.

- Meu amor... Não quero vê-la distante, entendeu tudo errado! - Disse Jorge.

- Eu não quero ser mais a outra, não quero! - Disse Carolina saindo.

 

 

Cena 10 - Fazenda Ribeiro – Sala.

 

Cláudia chega de malas na Fazenda e Bete se surpreende.

- O que significa isso? - Perguntou Bete.

Maria Francisca surge da cozinha e também se surpreende. Cláudia sorri ao ver Matias chegando com mais malas.

- O meu pai era dono de tudo isso aqui, eu sou a filha dele, a filha legítima e tenho todo o direito de ocupar o meu espaço nessa casa! - Disse Cláudia.

- Como é que é? - Questionou Bete.

- É isso mesmo que você ouviu, vai me expulsar? - Questionou Cláudia.

 

Continua...

 

 

 



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