História Belo Desastre - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Namjin, Vhope
Exibições 31
Palavras 2.993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Canalha. (Parte 1)


Rostos familiares preenchiam os assentos da nossa mesa predileta do almoço. Eu me sentei entre Taehyung e Jin. Os outros lugares foram ocupados por Hoseok e seus companheiros da Sigma Tau. Era difícil ouvir alguma coisa com o barulho que fazia no refeitório, e o ar-condicionado parecia ter pifado de novo. O ar estava denso com o cheiro de comida frita e peles suadas, mas, de alguma forma, todo mundo parecia mais elétrico que de costume.

 

— Oi, Namjoon — disse Hoseok, cumprimentando o cara sentado à minha frente. A pele clara e os olhos cor de chocolate contrastavam com o boné branco do time de futebol americano da Eastern enterrado na testa.

— Senti sua falta depois do jogo no sábado, Hobi. Bebi uma cerveja ou seis por você — disse ele, com um sorriso amplo e branco.

—Valeu. Levei o Tae para jantar — ele respondeu, inclinando-se para beijar o topo dos loiros cabelos de Taehyung.

— Você está sentado na minha cadeira, Namjoon.

 

Namjoon se virou, viu Jungkook parado atrás dele, depois olhou surpreso para mim.

 

— Ah, ele  é um  dos seus garotos, Kook? 

— Definitivamente não —eu disse, balançando negativamente a cabeça. Ele olhou para Jungkook, que o encarava, esperando. Namjoon deu de ombros e então levou a bandeja até a ponta da mesa.

 

Jungkook sorriu para mim enquanto se ajeitava na cadeira. 

 

— E aí, Beija-Flor? 

— O que é isso? — perguntei, sem conseguir desviar o olhar dabandeja dele. Aquela comida misteriosa parecia um pedaço de cera.

 

Jungkook deu risada e bebeu um pouco de água.

 

— A moça do refeitório me dá medo. Não vou criticar as habilidades culinárias dela.

 

Não deixei de notar o olhar inquisitivo dos que estavam sentados à mesa. O comportamento de Jungkook estimulava a curiosidade deles, e contive um sorriso por ser o único garoto que eles já tinham visto Jungkook insistir em ter sentado  perto dele.

 

— Ai... a prova de biologia é depois do almoço — resmungou Taehyung. 

— Você estudou? — perguntei.

— Ah, não. Passei a noite jurando para o meu namorado que você não vai dormir com o Jungkook.

 

Os jogadores de futebol americano sentados na ponta da nossa mesa interromperam suas risadas idiotas para nos ouvir com mais atenção, fazendo com que os outros alunos percebessem. Olhei furioso  para Taehyung, mas ele  estava distraído, cutucando Hoseok com o ombro.

 

— Meu Deus, Hobi. Você está mal, hein? — Jungkook exclamou, jogando um pacotinho de ketchup no primo. Hoseok não respondeu, sorri, agradecido  por Jungkook ter conseguido desviar a atenção.

 

Taehyung esfregou as costas dele.

 

— Ele vai ficar bem. Só vai levar um tempinho para ele acreditar que o Jiminie consegue resistir ao seu poder de sedução.

— Eu não tentei seduzir o Jimin — Jungkook torceu o nariz, parecendo ofendido. — Ele é meu amigo.

 

Olhei para o Hoseok. 

 

— Eu disse que você não tinha nada com que se preocupar.

 

Por fim Hoseok me encarou e, ao ver minha expressão sincera, os olhos dele ganharam um pouquinho de brilho.

 

— E você, estudou? — Jungkook me perguntou.

 

Franzi a testa.

 

— Não importa quanto eu estude. Biologia simplesmente não entra na minha cabeça.

 

Jungkook se levantou.

 

— Vem comigo.

— O quê?

— Vamos pegar o seu caderno. Vou te ajudar a estudar.

— Jungkook... 

— Levante a bunda daí, Flor. Você vai gabaritar essa prova.

 

Puxei de leve uma das mechas loiras de Taehyug quando passei por ele. 

 

— Vejo você na aula, Tae.

 

Ele sorriu.

 

— Vou guardar um lugar pra você. Vou precisar de toda ajuda possível.

 

Jungkook foi comigo até o meu quarto e peguei o livro de biologia, enquanto ele abria meu caderno. Ele me fazia perguntas sobre a matéria e depois esclarecia os pontos que eu não tinha entendido. Do jeito que ele explicava, os conceitos partiam do confuso para o óbvio.

 

— ... e as células somáticas usam a mitose para se reproduzir Aí é que entram as fases, que formam um nome esquisito: Prometa Anatelo.

 

Dei risada.

 

— Prometa Anatelo?

— Prófase, metáfase, anáfase e telófase.

— Prometa Anatelo — repeti, assentindo.

 

Ele bateu no alto da minha cabeça com os papéis.

 

— Você entendeu. Você conhece esse livro de biologia de trás pra frente e de frente pra trás.

 

Soltei um suspiro.

 

— Bom... vamos ver.

 

— Vou andando com você até a classe e vou ficar lhe fazendo perguntas pelo caminho.

 

Tranquei a porta do quarto depois que saímos.

 

— Você não vai ficar bravo se eu for um fracasso total nessa prova, vai?

— Você não vai fracassar, Beija-Flor. Mas precisamos começar mais cedo da próxima vez — ele disse, mantendo o mesmo ritmo de caminhada que eu até o prédio de ciências.

 

— Como você vai ser meu tutor, fazer os trabalhos de faculdade, estudar e treinar para as lutas?

 

Jungkook deu uma risadinha abafada.

 

— Eu não treino para as lutas. O Yoongi me liga, me diz onde vai ser e eu vou.

 

Balancei a cabeça, incrédulo, enquanto ele segurava o papel à sua frente para me fazer a primeira pergunta. Quase terminamos um segundo módulo do livro quando chegamos à sala de aula.

 

— Manda ver! — ele sorriu e me entregou as anotações, apoiado no batente da porta.

— Ei, Kook.

 

Eu me virei e vi um cara alto, meio magricela, sorrir para Jungkook a caminho da classe.

 

— Parker — Travis cumprimentou-o com um aceno de cabeça.

 

Os olhos de Parker se iluminaram um pouquinho quando ele olhou para mim, sorrindo.

 

— Oi, Jimin.

— Oi — falei, surpreso  por ele saber meu nome. Eu já o tinha visto na sala de aula, mas não tínhamos sido apresentados em momento algum.

 

Parker foi se sentar, fazendo piadas com quem estava ao lado.

 

— Quem é esse? — eu quis saber.

 

Jungkook deu de ombros, mas a pele em volta de seus olhos parecia mais tensa do que antes.

 

— Parker Hayes. É um dos meus companheiros da Sig Tau.

— Você faz parte de uma fraternidade? — perguntei, em tom de dúvida.

— Sigma Tau, a mesma que o Hoseok. Achei que você soubesse — disse ele, olhando para Parker atrás de mim.

— Bom... você não parece o tipo de cara que... participa de  fraternidades — comentei, olhando para as tatuagens nos antebraços dele.

 

Jungkook voltou à atenção para mim e abriu um sorriso.

 

— Meu pai se formou aqui, e meus irmãos todos foram da Sig Tau. É um lance de família.

— E eles esperavam que você entrasse para a fraternidade? — perguntei, cético.

— Na verdade, não. Eles só são bem-intencionados — Jungkook  respondeu, dando um peteleco nos meus papéis. — É melhor você entrar na sala.

— Obrigado  pela ajuda — eu disse, cutucando-o com o cotovelo.

 

Taehyung passou pela gente e fui atrás dele até o nosso lugar.

 

— Como foi? — ele  perguntou.

 

Dei de ombros.

 

— Ele é um bom tutor.

— Só um tutor?

— Ele é um bom amigo também.

 

Ele  parecia decepcionado, e dei uma risadinha com a expressão de derrota em seu rosto. O sonho de Taehyung sempre fora que namorássemos amigos, e primos que dividem o apartamento, para ele, era como achar o pote de ouro no fim do arco-íris. Ele  queria que dividíssemos um quarto quando decidimos vir para a Eastern, mas fui contra a ideia, na esperança de ter um pouco de liberdade, de poder abrir um pouco as asas. Assim que ele  parou de fazer bico, se concentrou em achar um amigo de Hoseok para me apresentar O interesse saudável de Jungkook em mim tinha ido além das expectativas dela.

Fiz a prova com a maior facilidade e me sentei nos degraus do prédio da faculdade, esperando por Taehyung. Quando ele desabou ao meu lado, derrotado, esperei que ele falasse.

 

— Que prova foi aquela! — ele  gritou.

— Você devia estudar com a gente. O Jungkook sabe explicar a matéria muito bem.

 

Taehyung soltou um resmungo e deitou a cabeça no meu ombro.

 

— Você não me ajudou em nada! Não podia ter feito um sinal com a cabeça ou algo do gênero?

 

Eu o abracei e fui caminhando com ele  até o nosso dormitório.

Na semana seguinte, Jungkook me ajudou com o trabalho de história e foi meu tutor em biologia. Fomos juntos olhar o quadro de notas ao lado da sala do professor Dong-Sun. Meu nome aparecia em terceiro lugar.

 

— A terceira nota mais alta da classe! Que legal, Flor! — ele disse, me abraçando.

 

Os olhos de Jungkook estavam brilhando de animação e orgulho, e uma sensação embaraçosa me fez recuar um passo.

 

— Valeu, Jungkook. Eu não teria conseguido sem você — falei, dando um puxão na camiseta dele.

 

Ele me jogou por cima do ombro, abrindo caminho em meio à multidão atrás de nós.

 

— Abram caminho, pessoal! Abram caminho para o cérebro gigantesco deste pobre homem! Ele é um gênio!

 

Dei risada ao ver as expressões divertidas e curiosas dos meus colegas de classe.

Conforme os dias foram se passando, tivemos que lidar com os persistentes rumores sobre um relacionamento. A reputação de Jungkook ajudou a calar as fofocas. Ele nunca fora conhecido por ficar com uma pessoa mais do que uma noite, então, quanto mais éramos vistos juntos, mais as pessoas entendiam que nosso relacionamento era platônico. Mesmo com as constantes perguntas sobre nosso envolvimento, Jungkook continuou recebendo a usual atenção dos outros alunos.

Ele continuou a se sentar ao meu lado nas aulas de história e a comer comigo na hora do almoço. Não demorei muito para perceber que estivera errado em relação a ele, me sentindo até propenso a defendê-lo daqueles que não o conheciam como eu.

No refeitório, Jungkook colocou uma lata de suco de laranja na minha frente.

 

— Você não precisava fazer isso. Eu ia pegar uma — falei, tirando a jaqueta.

— Bom, agora você não precisa mais — disse ele, fazendo aparecer os famosos dentes de coelho.

 

Namjoon soltou uma risada de deboche.

 

— Ele transformou você em um empregadinho pessoal, Jungkook? Qual vai ser a próxima, abanar o  menino  com uma folha de palmeira, vestindo uma sunga?

Jungkook olhou para ele com ódio assassino, e me apressei a defendê-lo.

 

— Você não tem o suficiente nem para preencher uma sunga, Namjoon. Cala a droga da sua boca!

— Pega leve, Jimin! Eu estava brincando — Namjoon respondeu, erguendo as mãos em sinal de paz.

— Só... não fale assim dele — retruquei, franzindo a testa.

 

A expressão do Jungkook era um misto de surpresa e gratidão.

 

— Agora eu vi de tudo na vida. Um garoto acabou de me defender — disse ele, se levantando. Antes de sair carregando a bandeja, ele lançou mais um olhar furioso para Namjoon, depois se juntou a um pequeno grupo de fumantes do lado de fora do prédio.

 

Tentei não ficar olhando para Jungkook enquanto ele ria e conversava.

Todas as garotas do grupo competiam de forma sutil pelo espaço ao lado dele, e Taehyung me cutucou quando percebeu que minha atenção estava em outro lugar.

 

— O que você está olhando, Jiminie?

— Nada. Não estou olhando nada.

 

Taehyung  pôs o queixo na mão e balançou a cabeça.

 

— Elas são tão óbvias. Olhe aquela ruiva. Ela já passou as mãos no cabelo tantas vezes quantas já piscou. Fico me perguntando se o Jungkook não se cansa disso.

 

Hoseok assentiu.

 

— Mas ele se cansa sim. Todo mundo acha que ele é um babaca, mas se soubessem a paciência que ele tem para lidar com cada uma dessas garotas que pensam que podem domá-lo... Ele não consegue ir pra nenhum lugar sem ter vários  no pé. Acreditem em mim, ele é muito mais educado do que eu seria no lugar dele.

— Ah, como se você não fosse adorar essa bajulação! — Taehyung exclamou, beijando o rosto de Hobi. 

 

Jungkook estava terminando de fumar do lado de fora do refeitório quando passei por ele.

 

— Espere aí, Flor vou com você até a sala.

— Não precisa,Jungkook. Eu sei chegar lá sozinho.

 

Ele se distraiu com uma garota de longos cabelos negros e saia curta que passava e sorriu para ele. Ele a seguiu com os olhos e fez um aceno de cabeça na direção dela, jogando o cigarro no chão.

 

— Depois a gente se fala, Flor.

— Tá — falei, revirando os olhos enquanto ele corria para alcançar a garota.

 

O lugar de Jungkook continuou vazio durante a aula, e fiquei irritado com ele por faltar à aula por causa de uma garota que ele nem conhecia. O professor Chaney nos dispensou mais cedo, e atravessei o gramado correndo, pois tinha que me encontrar com Jin as três para lhe entregar as anotações de avaliação musical de Sherri Cassidy. Olhei para o relógio e acelerei o passo.

 

—Jimin!

 

Parker se apressou pelo gramado para caminhar ao meu lado.

 

— Acho que não fomos oficialmente apresentados — ele me disse, estendendo a mão. — Parker Hayes.

 

Cumprimentei-o e sorri.

 

— Park Jimin. 

— Eu estava atrás de você quando você viu sua nota na prova de biologia. Parabéns — ele sorriu, enfiando as mãos nos bolsos.

— Obrigada. O Jungkook me ajudou. Se ele não tivesse feito isso, com certeza meu nome estaria no fim da lista.

— Ah, vocês dois são...

— Amigos.

 

Parker assentiu e sorriu.

 

— Ele te falou sobre uma festa que vai ter na casa nesse fim de semana?

— Geralmente conversamos sobre biologia e comida.

 

Ele riu.

 

— Isso é a cara do Jungkook.

 

Na porta do Morgan Hall, Parker ficou analisando o meu rosto com seus grandes olhos verdes.

 

— Você devia ir à festa. Vai ser divertido.

— Vou falar com o Taehyung. Acho que não temos nenhum plano para o fim de semana.

— Vocês só saem em dupla?

— Fizemos um pacto nesse verão. Nada de ir a festas sozinhos.

— Decisão inteligente — ele assentiu em aprovação.

— Ele  conheceu o Hoseok durante a orientação, então acabamos não saindo muito juntos. Essa vai ser a primeira vez que vou precisar chamar o Taehyung pra sair, e tenho certeza que ele  vai ficar feliz em ir.

 

Eu me contorci por dentro. Não só estava tagarelando como deixei claro que não costumava ser convidado para festas.

 

— Ótimo. Vejo você lá então — ele disse, abrindo um sorriso perfeito de modelo da Banana Republic, com o maxilar quadrado e a pele naturalmente bronzeada. Depois se virou para cruzar o campus.

 

Fiquei olhando enquanto ele ia embora; Parker era alto, de barba feita, vestia uma camisa risca de giz bem passada e calça jeans. Os cabelos loiro-escuros e ondulados balançavam enquanto ele caminhava.

Mordi o lábio, lisonjeado  com o convite.

 

— Ah, ele sim é mais a sua cara — disse Jin no meu ouvido.

— Ele é uma gracinha, né? — perguntei, sem conseguir parar de sorrir.

— Ô, se é! Uma gracinha bem naquela posição básica de papai e mamãe, isso sim!

— Jin! — gritei, dando um tapa no ombro dele.

— Você pegou as anotações da Sherri?

— Peguei — respondi, tirando-as da mochila.

 

Ele acendeu um cigarro, segurou-o entre os lábios e franziu os olhos para ver os papéis.

 

— Impressionante! — exclamou, dando uma olhada nas páginas.

Depois as dobrou, enfiou no bolso e deu mais uma tragada no cigarro. — Que bom que as caldeiras do Morgan não estão funcionando. Você vai precisar mesmo de um banho frio depois do olhar provocante daquele pedaço de mau caminho.

— O dormitório está sem água quente? — reclamei.

É o que estão dizendo — falou Jin, deslizando a mochila por sobre o ombro. — Estou indo pra aula de álgebra. Diz pro Tae que falei pra ele  não esquecer de mim nesse fim de semana.

— Tá bom — resmunguei, olhando desanimado  para as paredes de tijolo antigas do nosso dormitório.

 

Subi até o quarto pisando duro, empurrei a porta e entrei, deixando a mochila cair no chão.

 

— Não temos água quente — Jaebum murmurou da escrivaninha.

— Já me falaram.

 

Meu celular vibrou e o abri em um toque — era uma mensagem de texto do Tae amaldiçoando as caldeiras. Alguns instantes depois, alguém batia à porta.

Taehyung entrou e se jogou na minha cama, de braços cruzados.

 

— Dá pra acreditar nessa merda? Pagamos uma fortuna e não podemos nem tomar um banho quente?

 

Jaebum soltou um suspiro.

— Pare de choramingar. Por que você não vai ficar com o seu namorado? Não é o que você tem feito mesmo?

 

Taehyung voltou o olhar rapidamente na direção do meu colega de quarto.

 

— Boa idéia, Jaebum. O fato de você ser um puto vem a calhar às vezes.

 

Jaebum continuou olhando para o monitor do computador, sem se abalar com o ataque.

Taehyung pegou o celular e digitou uma mensagem de texto com velocidade e precisão incríveis. O celular vibrou e ele sorriu para mim.

 

— Nós vamos ficar no apartamento do Hobi e do Jungkook até consertarem as caldeiras.

— O quê? Eu não vou! — gritei.

— Ah, vai sim! Não tem por que você ficar preso  aqui, congelando no chuveiro, quando o Jungkook e o Hoseok têm dois banheiros no apê deles.

— Mas eu não fui convidado.

— Eu estou convidando você. O Hoseok já falou que tudo bem. Você pode dormir no sofá... se o Jungkook não for usar.

— E se ele for?

 

Taehyung deu de ombros.

 

— Aí você pode dormir na cama dele.

— De jeito nenhum!

 

Ele revirou os olhos.

 

— Não seja infantil, Jimin. Vocês são amigos, certo? Se ele não tentou nada até agora, acho que não vai tentar.

 

As palavras dele me fizeram calar a boca na hora. Jungkook tinha ficado perto de mim de uma forma ou de outra todas as noites durante semanas.

Estive tão ocupado me certificando de que todo mundo soubesse que éramos apenas amigos que não me ocorreu que ele realmente estava interessado somente em nossa amizade. Eu não sabia ao certo o motivo, mas me senti insultado.

Jaebum nos olhou com descrença.

 

— Jeon Jungkook não tentou levar você pra cama?

— Nós somos amigos! — falei em tom defensivo.

— Eu sei, mas ele nem tentou? Ele já transou com todo mundo...

— Menos com a gente — disse Taehyung, olhando para ele. — E com você.

 

Jaebum deu de ombros.

 

— Bom, nunca nem o conheci, só ouvi falar dele.

— Exatamente — retruquei. — Você nem conhece o Jungkook.

 

Jaebum voltou a olhar para o monitor, ignorando nossa presença. Soltei um suspiro.

 

— Tudo bem, Tae. Preciso arrumar uma mala.

—Coloque coisas para alguns dias. Vai saber quanto tempo vão levar para consertar as caldeiras — ele disse, completamente animado.

 

O medo tomou conta de mim, como se eu estivesse prestes a entrar sorrateiramente em território inimigo.


Notas Finais


Sim, esse capítulo vai ser dividido em duas partes, tudo porque eu fiz uma nova versão da Bíblia em apenas um capítulo. Ficou enorme.
Mas, tipo assim, vocês preferem capítulos grandes, ou preferem que eu reduza o tamanho deles?

E eu não revisei também, então, me perdoem por qualquer erro! :v sz

E ESCREVER PELO CELULAR É MUITO RUIM, PAI AMADO.


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