História Belo Desastre (Adaptação Chris e Ana) - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias 50 Tons de Cinza
Personagens Anastasia Steele, Christian Grey
Tags Adaptação, Anastasia Steele, Christian Grey
Visualizações 104
Palavras 2.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Capítulo 13


Brady era pelo menos uma cabeça mais alto que Christian, e engoli em seco quando os vi em pé, prontos para o combate. Brady era enorme, tinha duas vezes o tamanho de Christian e era só músculos. Eu não conseguia ver a expressão no rosto de Christian, mas era óbvio que Brady estava ali para derramar sangue.

Taylor aproximou os lábios de minha orelha e disse:

— Acho que você vai querer tampar os ouvidos, menina.

Coloquei as mãos em concha, uma em cada ouvido, e ele sinalizou o começo da luta com o megafone. Em vez de atacar, Christian deu uns passos para trás. Brady desferiu um golpe, do qual ele se esquivou indo para a direita. O adversário atacou de novo, e Christian abaixou a cabeça, desviando para o outro lado.

— Que merda é essa?! Isso não é uma luta de boxe, Christian! — Taylor gritou.

Christian deu um soco no nariz de Brady. O barulho no porão era ensurdecedor. Christian acertou um gancho de esquerda no maxilar do adversário, e levei as mãos à boca quando este tentou acertar mais alguns socos, mas todos atingiram o ar Brady caiu de encontro a seu séquito quando Christian lhe deu uma cotovelada no rosto. Achei que a luta estava quase terminando, porém Brady voltou a lançar golpes, mas parecia que ele não conseguia mais manter o ritmo. Ambos estavam cobertos de suor, e tive um sobressalto quando Brady errou mais um soco, batendo forte a mão em uma pilastra de cimento. Quando ele se curvou segurando o punho cerrado, Christian partiu para o ataque final.

Ele foi implacável, acertando primeiro o rosto de Brady com o joelho, depois golpeando-o com os punhos cerrados repetidas vezes, até o adversário cambalear e cair. O barulho foi às alturas quando Taylor saiu do meu lado para jogar o quadrado vermelho sobre o rosto ensanguentado de Brady.

Christian sumiu entre os fãs, e pressionei as costas na parede, tateando o caminho até chegar à entrada por onde tínhamos vindo. Chegar onde estava a lanterna foi um alívio imenso. Eu estava aflita, com medo de ser nocauteada e pisoteada.

Meus olhos focaram a entrada, e fiquei esperando que a multidão dispersasse. Depois de vários minutos sem sinal de Christian, eu me preparei para refazer os passos até a janela. Com o número de pessoas que tentavam sair ao mesmo tempo, não era muito seguro ficar andando por ali.

Assim que pisei na escuridão, ouvi o som de pegadas esmagando o concreto solto no chão. Christian estava em pânico procurando por mim.

— Beija-Flor!

— Estou aqui! — gritei, correndo para os braços dele.

Christian baixou o olhar e franziu a testa.

— Você me matou de susto! Quase tive que começar outra luta só pra vir te pegar... Eu finalmente chego aqui e você não estava!

— Que bom que você voltou. Eu não estava lá muito ansiosa para achar a saída no escuro. — Sem mais nenhum traço de preocupação no rosto, Christian abriu um sorriso.

— Acho que você perdeu a aposta.

Taylor entrou pisando duro, olhou para mim e depois encarou Christian.

— Precisamos conversar. — Christian deu uma piscadinha para mim.

— Não saia daí. Eu já volto.

E sumiram no escuro. Taylor ergueu a voz algumas vezes, mas não consegui entender o que ele estava dizendo. Christian voltou, enfiando uma bolada de dinheiro no bolso, e me deu um meio sorriso.

— Você vai precisar de mais roupas.

— Você realmente vai me fazer ficar no seu apartamento durante um mês?

— Você teria me feito ficar sem sexo por um mês? — Eu ri, sabendo que teria feito isso.

— É melhor darmos uma parada no Morgan. — Ele abriu um sorriso de alegria.

— Isso vai ser interessante.

Taylor passou pela gente e bateu com as notas do meu lucro na palma da minha mão, depois se juntou à turba, que se dissipava.

Christian ergueu a sobrancelha.

— Você apostou dinheiro? — Sorri e dei de ombros.

— Achei que devia ter a experiência completa.

Ele me levou até a janela e se arrastou por ela, então se virou para me ajudar a subir e sair no ar refrescante da noite. Os grilos cantavam nas sombras, parando apenas o suficiente para passarmos. A grama preta que cobria a beirada da calçada oscilava com a brisa suave, me fazendo lembrar o som do oceano quando não se está perto o bastante para ouvir o barulho das ondas se quebrando. Não estava muito quente nem muito frio; era a noite perfeita.

— E aí? Por que diabos você quer que eu fique no seu apartamento? — perguntei.

Christian deu de ombros, enfiando as mãos nos bolsos.

— Não sei. Tudo fica melhor quando você está por perto.

Os arrepios que senti por causa do que ele falou logo se foram quando avistei as manchas vermelhas que cobriam sua camiseta.

— Credo! Você está coberto de sangue.

Christian olhou para baixo com indiferença e então abriu a porta, fazendo um gesto para eu entrar. Passei rapidamente por Hanna, que estudava na cama, cercada por livros.

— As caldeiras foram consertadas hoje de manhã.— ela disse.

— Fiquei sabendo. — falei, esvaziando meu armário.

— Oi — Christian a cumprimentou.

Ela torceu o nariz enquanto o analisava, suado e ensanguentado.

— Christian, essa é a minha colega de quarto, Hanna Lin. Hanna, esse é Christian Grey.

— Prazer. — ela respondeu, ajeitando os óculos, depois olhou para minhas malas. — Você está se mudando daqui?

— Não. Perdi uma aposta. — Christian caiu na gargalhada, segurando as malas.

— Está pronta?

—Estou. Como vou levar tudo isso para o seu apartamento? Estamos de moto.

Christian sorriu e pegou o celular. Foi levando minha bagagem para a rua e, minutos depois, o Charger vintage preto do Elliot estacionou.

A janela do lado do passageiro foi descendo e Kate enfiou a cabeça para fora.

— Oi, minha linda!

— Oi. As caldeiras estão funcionando de novo no Morgan. Mesmo assim você vai ficar no apartamento do Elli? — Ela deu uma piscadinha.

— É, pensei em ficar lá essa noite. Ouvi dizer que você perdeu uma aposta.

Antes que eu pudesse falar alguma coisa, Christian fechou o porta-malas e Elli acelerou, com Kate soltando gritinhos enquanto caía de volta dentro do carro.

Fomos andando até a Harley do Christian, que esperou que eu me ajeitasse no banco. Quando coloquei os braços em volta dele, ele apoiou sua mão na minha.

— Fiquei feliz porque você estava lá hoje à noite, Flor. Nunca me diverti tanto numa luta em toda a minha vida! — Apoiei o queixo no ombro dele e sorri.

— É porque você estava tentando ganhar a nossa aposta. — Ele se virou para me olhar de frente.

— Pode crer, estava mesmo!

Não havia expressão alguma de diversão em seus olhos. Ele estava sério e queria que eu visse isso.

De repente, ergui as sobrancelhas.

— Era por isso que você estava com aquele tremendo mal humor hoje? Porque sabia que tinham consertado as caldeiras e que eu iria embora hoje à noite?

Christian não respondeu, apenas sorriu enquanto dava partida na moto. A viagem até o apartamento foi lenta, de um jeito que não lhe era característico. A cada sinal vermelho, ele cobria minhas mãos com as dele ou colocava a mão no meu joelho. Os limites estavam ficando tênues de novo, e eu me perguntava como passaríamos um mês juntos sem arruinar tudo. As pontas soltas da nossa amizade estavam se enrolando de um jeito que eu nunca tinha imaginado.

Quando chegamos ao estacionamento do prédio, o Charger do Elliot estava parado no local de costume.

Desci da moto e parei na frente dos degraus.

— Odeio quando os dois já estão em casa faz um tempinho. Sinto como se a gente fosse interrompê-los.

— Pode se acostumar. Este lugar vai ser seu durante as próximas quatro semanas. — Christian sorriu e se virou de costas para mim. — Sobe aí.

— O quê? — sorri.

— Vamos, vou carregar você até lá em cima.

Dei uma risadinha e pulei nas costas dele, entrelaçando os dedos em seu peito enquanto ele subia as escadas correndo. Kate abriu a poria antes de chegarmos lá em cima e sorriu

— Olhe só pra vocês dois. Se eu não soubesse...

— Para com isso, Kate. — disse Elliot do sofá.

Kate sorriu como se tivesse falado demais e abriu mais a porta para que pudéssemos passar. Christian tombou na cadeira reclinável. Soltei um gritinho agudo quando ele se apoiou em cima de mim.

— Você está tão alegre hoje, Chris. Que foi? — Kate quis saber. Eu me inclinei para frente para ver o rosto dele. Nunca o tinha visto tão contente antes.

— Acabei de ganhar uma bolada de dinheiro, Kate. O dobro do que achei que tiraria nessa luta. Por que eu não estaria feliz? — Kate abriu um largo sorriso.

— Não, é alguma outra coisa. — falou, olhando para a mão de Christian enquanto ele dava uns tapinhas na minha perna.

Ela estava certa: ele parecia diferente. Havia uma aura de paz em volta dele, quase como se uma profunda satisfação tivesse tomado conta de sua alma.

— Kate .— Elliot chamou atenção.

— Tudo bem, vou falar de outra coisa. O Jack não te convidou para ir à festa da Sig Tau nesse fim de semana, Anastásia?

O sorriso de Christian desapareceu e ele se virou para mim, esperando a resposta.

— Hum... convidou. Mas não vamos todos nós?

— Eu vou. — disse Elliot, distraído com a televisão.

— O que quer dizer que eu também vou. — falou Kate, olhando para Christian com ar de expectativa. Ele me encarou por um instante, depois me cutucou de leve na perna com o cotovelo.

— Ele vem te buscar ou algo assim?

— Não, ele só me falou da festa. — Kate abriu um sorriso quase zombeteiro.

— Mas ele disse que ia te encontrar lá. Ele é uma gracinha.

Christian olhou irritado para Kate, depois voltou a olhar para mim.

— Você vai?

— Falei pra ele que iria. — dei de ombros. — Você vai?

— Vou. — disse ele sem hesitar.

Foi então que a atenção de Elliot se voltou para Christian.

— Você disse na semana passada que não ia a essa festa.

— Mudei de ideia, Elli. Qual é o problema?

— Nada não. — ele resmungou, indo para o quarto.

Kate franziu a testa para Christian.

— Você sabe qual é o problema. — disse ela. — Por que você não para de deixá-lo maluco e resolve isso logo?

Ela foi se juntar a Elliot no quarto, e as vozes dos dois foram reduzidas a murmúrios atrás da porta fechada.

— Bom, fico feliz que todo mundo, menos eu, saiba qual é o problema. — falei.

Christian se levantou.

— Vou tomar uma ducha.

— Tem alguma coisa acontecendo com eles? — eu quis saber

— Não, ele só é paranoico.

— É por causa de nós dois. — adivinhei.

Os olhos de Christian ganharam um brilho e ele assentiu.

— Que foi? — perguntei, olhando para ele com ar de suspeita.

— Você está certa. É por causa de nós dois. Não vá dormir, tá? Quero conversar com você sobre uma coisa.

Ele deu uns passos para trás e então sumiu atrás da porta do banheiro. Eu torcia o cabelo em volta do dedo, refletindo sobre a forma como ele tinha enfatizado as palavras “nós dois”, além da expressão em seu rosto quando disse isso. Eu me perguntava se já haviam existido limites algum dia, e se eu era a única que ainda considerava minha relação com Christian só de amizade.

Elliot saiu do quarto como um raio, e Kate foi correndo atrás dele.

— Elli, não! — ela suplicou.

Ele olhou para trás, para a porta do banheiro, e depois para mim. A voz dele estava baixa, mas com raiva.

— Você me prometeu, Anastásia. Quando te falei para ter paciência e saber perdoar, não quis dizer que era para vocês dois se envolverem! Achei que vocês fossem apenas amigos!

— Mas nós somos! — falei, abalada com o ataque surpresa.

— Não são, não! — ele exclamou, furioso.

Kate pôs a mão no ombro dele.

— Baby, eu disse que vai ficar tudo bem. — Ele se soltou dela.

— Por que você está forçando a situação, Kate? Eu já falei pra você o que vai acontecer! — Ela segurou o rosto dele nas mãos.

— E eu falei que não vai ser assim! Você não confia em mim?

Elliot suspirou, olhou para ela, para mim, depois entrou no quarto pisando duro.

Kate tombou na cadeira reclinável ao meu lado e bufou.

— Eu não consigo enfiar na cabeça dele que não importa se você e o Christian vão dar certo juntos ou não, isso não vai afetar a gente. Mas ele já se deu mal muitas vezes e não acredita em mim.

— Do que você está falando, Kate? Eu e o Christian não estamos juntos. Somos apenas amigos. Você ouviu o que ele disse... que não tem interesse em mim desse jeito.

— Você ouviu isso?

— Bom, ouvi.

— E acreditou? — Dei de ombros.

— Não importa. Nunca vai rolar nada entre a gente. Ele me disse que não me vê desse jeito. Além disso, ele morre de medo de se comprometer, seria impossível arrumar uma amiga além de você com quem ele não tenha dormido, e também não consigo lidar com as mudanças de humor dele. Não acredito que o Elli acha que vai acontecer alguma coisa.

— É que ele não só conhece o Christian... como conversou com o Christian, Anastásia.

— O que você quer dizer?

—Kate — Elliot chamou lá do quarto.

Kate soltou um suspiro.

— Você é minha melhor amiga. Acho que te conheço melhor do que você mesma às vezes. Quando vejo vocês dois juntos, a única diferença entre o relacionamento de vocês e o meu com o Elli é que você e o Christian não estão transando. Fora isso, não tem diferença nenhuma.

— Tem uma diferença enorme, colossal, Kate. O Elli traz uma garota diferente pra casa toda noite? Você vai a uma festa amanhã para se encontrar com um cara que tem grande potencial para ser seu namorado? Você sabe que não posso me envolver com o Christian, Kate. Não sei nem por que estamos discutindo esse assunto.

A expressão no rosto dela era de decepção.

— Não estou imaginando coisas, Anastásia. Você passou quase todos os segundos com ele no último mês. Admita, você sente algo por ele.

— Deixa quieto, Kate. — disse Christian, apertando com força a toalha enrolada em volta da cintura.

Tanto Kate quanto eu demos um pulo ao ouvir a voz de Christian. Quando nossos olhares se encontraram, pude ver que toda aquela sua felicidade tinha ido embora. Ele atravessou o corredor sem falar mais nem uma palavra, e Kate olhou para mim com tristeza.

— Acho que você está cometendo um erro. — ela sussurrou. — Você não precisa ir àquela festa para conhecer um cara. Tem um que é louco por você bem aqui. — ela disse e me deixou sozinha.



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