História Belo Truque - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Exibições 595
Palavras 5.737
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui estou em novamente. Dessa vez não demorei tanto, certo?

Em fim, está aqui outro capítulo para vocês.

Espero que gostem. Kisses e boa leitura!

Capítulo 11 - Capítulo 11 - Brilhante Truque.


Fanfic / Fanfiction Belo Truque - Capítulo 11 - Capítulo 11 - Brilhante Truque.

Capítulo 11 - Brilhante Truque.

"~"~"

Não é um segredo.

Não mesmo, a vida só é misteriosa para aqueles que não observam atentamente. As respostas sempre esteve com você, e comigo também, mas desta vez, sou em quem está confuso. Eu precisava entender essa jogada.

O que acontece quando um mágico não reconhece mais suas cartas? Aquele parecia um baralho novo para mim, eu não sabia como conduzi-lo. Seria eu, a pessoa que estava sendo enganada desta vez?

Havia algo que eu olhei, mas acabei por deixar passar. Desta vez eu não tinha cartas escondidas, e mesmo se tivesse, não tenho certeza se iria continuar a fazer.

Olhando este pequeno truque de perto, era o suficiente para notar que no final, ele não era tão bom assim.


"~"~"

"- As baleias Azuis pode chegar até trinta metros de comprimento e pensando até cento e oitenta toneladas, a baleia azul é o maior animais da Terra, mas dificilmente pode ser observada..." - Eu ouvia o reporte dizer pela tela da televisão enquanto comia meu pacote de Batata Ruffles e bebia uma coca cola bem gelada.

Eram apenas sete horas da manhã de Sábado, e eu me encontrava largada no chão da sala de Sasuke, comendo besteira enquanto assistia um documentário sobre animais marinhos. Me sentia entediada em pleno sábado.

Suspirei logo após de morder minha batata, meus olhos foram para o vão da cortina escura de Sasuke na janela. Era possível ver claramente o clima ao lado de fora do vidro, já que as luzes da casa estavam todas apagadas.

O dia havia amanhecido triste e um tanto preto e branco. Havia bastante nuvens no céu e estas eram nuvens nervosas que estavam avisando uma possível chuva forte. E eu nunca gostei de chuva forte.

Logo me levantei do chão, indo em direção ao banheiro. Acho que havia tomado refrigerante demais e nas pontinhas dos pés, eu corri pelo corredor.

Antes de entrar no banheiro, dei uma pequena espiada no homem dormindo no quarto. As vezes eu sentia inveja de Sasuke por consegui pegar no sono com tanta facilidade.

Apertei a descarga, lavei as mãos e abri a porta lentamente para evitar fazer qualquer barulho exagerado, mas foi só abrir a porta que eu dei de cara com o bonitão totalmente nu, com os cabelos negros bagunçados e um semblante irritado em seu rosto.

Ele cruzou os braços enquanto tampava a passagem da porta do banheiro para o corredor, isso ao mesmo tempo que me encarava. Ele realmente parecia irritado.

Eu também não pude deixar de notar seu membro duro e totalmente exposto.

- Oi, Sasuke! - Exclamei soltando um sorriso falso.

- Oi, Sakura. - Ele respondeu, senti uma pontada de ironia em sua pequena frase.

Ele deu alguns passos para frente e, sem tirar os olhos de mim, fechou a porta.

- Sabe... - Ele começou. - Alguns caras ficam irritado quando acordam e percebem que sua namorada não está na cama junto dele.

- Eu estava com fome, você não pode me culpar por sentir fome. - Respondi dando de ombro.

- É isso que você tem a dizer em sua defesa? - pronunciou-se ele.

Olhei rápido para os lados e depois novamente para o rosto dele. - Acho que sim.  

E antes que eu pudesse responder mais alguma coisa, senti meu corpo ser erguido pelos braços forte de Sasuke. Ainda me segurando, ele entrou no box, o fechou e ligou o chuveiro.

A água quente caiu sobre meu corpo e, em menos de segundos, tudo em mim encontrava-se encharcado. Fiz careta.

- Você vai pedir clemência? - Senti uma de seus braços enlaçarem minha cintura, ele me puxou, fazendo-me chocar contra seu corpo. Senti seu membro duro encostar pouco a baixo de minha barriga.

- Eu já te disse antes, bonitão, eu nunca peço. - Respondi, lhe provocando. Seu rosto estava agora muito próximo do meu.

- Que bom. Porque mesmo se pedisse, eu não iria te deixar sair agora. - Senti seus lábios finalmente tocar nos meus. Sasuke segurou meu rosto com sua outra mão e aprofundou o nosso beijo.

Ele me beijava com calma, mas havia uma grande porcentagem de luxúria também. Senti sua mão que antes segurava meu rosto com delicadeza, descer para meu pescoço e logo depois para um dos seios, onde ele deu um leve aperto.

Enquanto minhas mãos ainda permaneciam firmes em sua nuca, puxando seus frios negros. As mãos grande e quentes de Sasuke passeavam do seio para minha cintura, onde ele segurou forte e me puxou para mais perto dele.

Separamos as nossas bocas para tomarmos fôlego, mas isso não duro muito, pois Sasuke grudou novamente seus lábios nos meus. Desta vez, com urgência.

Suas mãos foram com pressa até minha camiseta larga de dormir, ele a tirou de meu corpo com certo desespero. Sasuke me empurrou contra a parede, prendendo meu corpo ali. Senti sua boca chupar um de meus seios.

 Minhas mãos desceram com pressa até seu membro erguido, tocando na cabecinha com gentileza e logo desci as mãos sentindo toda a extensão de seu pênis, fazendo movimentos para cima e baixo com rapidez.

Ouvi Sasuke soltar um pequeno gemido rouco, da qual foi abafado por nossos beijos.

Seus lábios desgrudaram dos meus outra vez. Seu rosto foi para a curvatura de meu pescoço molhado pela água do chuveiro, ele me deu vários chupões ali. Como resultado, seu nome saiu de minha boca como gemido.

Novamente senti suas mãos em minha cintura, desta vez, Sasuke segurou o cós do short de dormi e o puxou para baixo, junto com minha calcinha.

Suas pernas entre abriram as minhas e sua mão foi com pressa e delicadeza até minha intimidade. Seus dedos faziam movimentos circulatórios em meu ponto mais sensível, fazendo meu corpo estremecer e fazendo minha boca deixar escapar pequenos gemidos.

Apoiando minhas costas na parede gelada, Sasuke me ergueu no ar com suas mãos em minhas coxas. Segurei em seus ombros quando senti a cabeça de seu membro tocar na entrada de minha intimidade

Ele segurou firme em minhas coxas quando meu penetrou me fazendo gemer alto enquanto enterrava meu rosto em seu pescoço.

- Deus! Você é tão maravilhosa. - Ele solto entre gemidos roucos e baixos. - Você não sabe o quando me deixa maluco.

As estocadas de Sasuke em mim começaram a ficar mais fortes, eu sentia seus testículos se chocando várias vezes contra minhas nádegas. Um ato que me fez cravar as unhas em seus ombros.

Eu sabia que iria ficar ferido o local em que minhas unhas raspavam.

Sasuke saiu de mim e me colocou no chão. - Eu preciso que você vire de costas. - Senti um tom de desespero em sua voz e sempre pensar duas vezes, eu lhe obedeci. Eu estava loucamente desejando tê-lo dentro de mim outra vez e o mais rápido possível.

Seu pênis duro bateu contra minhas nádegas, senti uma das mãos de Sasuke segurar minha coxa direita e ergue-la levemente. Logo, ele estava dentro de mim mais uma vez estocando com pressa e força.

Seus dedos entrelaçaram meu meus fios rosados, senti minha cabeça sendo puxada para trás, seus lábios em meus pescoço me deixando mais chupões ali.

Não conseguia conter meus gemidos, os mesmos ficaram mais alto quando senti em meu corpo todo perder o controle, minhas mãos apoiadas contra a parede, me impedindo de arranjar um lugar ou coisa para que eu pudesse aperta.

Com meus fios de cabelo ainda sendo puxados por Sasuke, revirei os olhos quando meu ventre começava a contorcer.

- Sasuke... Eu... - Não consegui terminar a frase, eu mal estava conseguindo formular alguma palavra que não fosse o nome dele.

- Deixa vir. - Ele sussurro, enquanto soltava meus cabelos e apoiava sua mão em cima da minha. Ele entrelaçou nossos dedos, apertei sua mãos com força quando um espasmo atingiu meu corpo, minhas pernas ficaram bambas, eu iria cair, mas Sasuke segurou. - Porra, Sakura! Isso, me lubrifica todo. - Ele praticamente rosnou.

Sasuke ainda estocou algumas vezes, antes que eu sentisse seu membro ficar ainda mais duro, os músculos dele travaram, sua mão segurava com força a minha, então senti uma rajada quente em mim.

Quando Sasuke se retirou de mim, senti seu sêmen escorrer pelas minhas pernas.

Ainda respirava ofegando quando Sasuke me virou de frente para ele e me abraçou. - Esse é um ótimo jeito de começar o dia.

Soltei um riso baixo. - Concordo. - Disse apenas.

Depois que Sasuke meu banho e eu, nele, saímos do chuveiro e fomos preparar algo para comer. Ele havia dito que tínhamos muitos o que fazer, já que depois do trabalho iríamos a uma festa de um de seus primos.

Confesso que havia esquecido sobre essa festa.


"~"~"

Eu nunca pensei em como deveria me vestir para sair, seja lá qual fosse o lugar. Na verdade, nunca quis chamar a atenção de ninguém ou se quer desejei impressionar algum cara.

Eu sempre trocava salto alto por tênis all star, vestidos por calças e blusas. Cores neutras, nada que chamasse muita atenção. No entanto, eu iria conhecer a família Uchiha e, seja lá o tipo de pessoa que eles fossem, eu queria ficar apresentável para eles.

Era estranho, porque eu nunca havia sentido isso antes.

Passei algumas horas na frente do guarda roupa, tentando escolher uma roupa que fosse, como se diz... Adequadra para uma festa em família, mas eu também não queria que Sasuke notasse que eu estava tentando causar uma boa primeira impressão.

Então, enquanto eu pensava em uma boa combinação de roupa, eu percebi uma coisa: Eu não sabia nada sobre festas de família.

O que comiam? Como sorriam? Como se cumprimentavam? Seus costumes e seus assuntos, como são? Nada. Concluí em seguida que uma boa combinação de roupa era o menos dos meus problemas.

Eu pensei em fingir uma boa dor de barriga, mas notei que isso não iria colar com Uchiha Sasuke. A essa altura, ele já me conhecia o suficiente para notar a diferença entre uma mentira e verdade dita por mim.

Me senti irritada com isso.

Agora, parada em frente ao portão da casa do tio de Sasuke, analisando a aparência da mesma, -muito bonita por sinal- percebi que era tarde demais para tentar voltar atrás.

Afinal, estar no meio de pessoas estranhas não era tão ruim assim, certo?

Senti uma das mãos de Sasuke segurar a minha, me fazendo voltar para a realidade. - Está pronta? - Perguntou

- Só se você estiver, Bonitão! - Ele riu com esse argumento meu. Sasuke segurava um embrulho de presente em sua mão livre.

Ao entrarmos, comecei a observar detalhadamente tudo que estava em meu campo de visão. A casa além de ser linda do lado de fora, era linda também na parte de dentro.

tudo bem decorado, bem cuidado. A mobília parecia ser aqueles móveis antigos, feito a mão e que, claro, custava uma grana preta. Mentalmente pude terminar minha pequena análise e concluí que esse tal tio de Sasuke poderia ser chamado: Homem de classe média alta. Alguém que, antes eu visse na rua, com toda a certeza não perderia tempo eu roubar.

Não havia muita gente, era uma quantia considerável boa para uma festa de aniversário. Na verdade, eu diria que todos presentes na casa eram chegados um do outro. Eu deveria ser a única estranha ali.

- Sasukezinho! - Uma mulher o abraçou forte. O tal chamado abraço de Urso. - Meu bebê, sinto muito a sua falta. Que bom que você veio. - A mulher a nossa frente abraçava e beijava várias vezes o coitado do Uchiha. Tinha certeza que aquele era um ato típico de uma mãe.

Observei Sasuke cumprimentar a mulher muito envergonhado. Ele me puxou para mais perto deles. - Mãe, essa aqui é a Sakura. Sakura, essa é minha mãe, Mikoto - Ele disse por fim.

A mulher não aparentava ter mais de trinta e sete anos. Seus cabelos e olhos eram tão escuros como o de Sasuke, mas ela sorria como o Itachi.

- É um prazer, Senhora... - Eu estendi a mão, tentei conter gírias e palavrões, mas me assustei quando senti braços finos em volta de mim.

- Saky! É um grande prazer conhecê-la. Itachi me falou muito sobre você. - Ela praticamente gritou meu nome enquanto espremia minhas bochechas com as palmas de suas mãos. - Você é realmente linda.

- Obrigado. - Disse com certa dificuldade, já que ela amassava minha cara. Palavras que pareceram sair de alguém com a língua presa ou uma pessoa tão bêbada que não conseguia dizer qualquer coisa certa.

- Mãe, soltei ela.

- Desculpe-me, mas você parece uma boneca de porcelana.

- Tudo bem. - Soltei um sorriso grande e possivelmente, falso.

- Cadê o Obito? - Sasuke foi logo ao assunto. Direto como sempre esse homem.

- Ele está nos fundos, ajudado Itachi a acender a churrasqueira. - Sua mãe lhe respondeu.

- Ótimo! - Após dizer isso, Sasuke praticamente me arrastou por toda a casa até chegarmos na área dos fundo.

Havia algumas mesas e cadeiras de madeira, havia também uma cobertura onde estava a churrasqueira feita de tijolinho. Esta cobertura cobria metade da área dos fundo, protegendo as mesas e cadeiras li.

O lugar que não estava coberto era como um pequeno jardim, tinha rosas vermelhas e girassóis. Era uma casa realmente grande e maravilhosa, suponho que poderia ser uma casa bastante desejada por pessoas que não tinham nada na vida.

Vi Sasuke entregar o presente para um rapaz que parecia ter quase a mesma idade de Sasuke. Assim como sua mãe havia dito, o tal Óbito estava junto de Itachi, e ambos tentavam acender a churrasqueira.

Sasuke saiu me arrastando e me apresentando para todo mundo. Nem sei quantas vezes havia dito "É um prazer" ou qualquer coisa parecida, mas todos foram legais.

Conheci Izumi e Naori que eram primas de Sasuke. Izuna que era irmão mais velho de Izumi, e achei ele um tanto parecido com Sasuke. Conheci Tajima Uchiha que era pai de Naori. Madara que era pai de Óbito e mais alguns que eu havia esquecido.

A verdade é que eu não fazia ideia de que a família de Sasuke era tão grande.

Não sabia quando exatamente tinha acontecido, mas me vi simpatizando com Naori. Parei por um momento e notei que a mesma havia me perguntado qual a marca da tinta de cabelo que eu usava, já que ela também pintava o cabelo com cores diferentes. Seu cabelo atualmente estava roxo. E antes mesmo que eu percebesse, já estávamos em uma mesa conversando como se fôssemos grandes amigas.

Não demorou muito para Izumi chegar com um pratão de pedreiro e sentar na mesma mesa que nós. Descobri que Naori tinha vinte e três anos, enquanto Izumi tinha dezessete.

Em meio aquela conversa aleatória, Izumi me perguntou se eu queria ter dezessete anos novamente. "Não que você seja velha" alegou ela.

... E se eu respondi alguma coisa quanto a isso? Eu ri alto e respondi que com toda a certeza não.

Alguns minutos depois Itachi me trouxa algumas doses de caipirinha. Lembro de não ter bebido todas, porque minha mente ainda queria passar uma imagem de boa moça. O que era patético, porque uma boa moça eu sabia que jamais poderia ser novamente.

Depois de alguns drinks e conversas alheias com as duas Uchihas, senti vontade de ir ao banheiro. Não, que fosse mentira, pois eu precisava mesmo ir, mas foi uma boa desculpas para sair do tumulto de pessoas. Eu me sentia sufocada.

Agora, olhando meu reflexo no espelho a única coisa que se passava em minha mente era encontrar o motivo que me levava a fazer aquilo.

Estar em uma casa onde eu sabia que encontraria familiares de Sasuke, mas não por serem parentes dele. E sim, por serem parentes. Era estranho estar em um círculo grande de família e ser aceita com facilidade.

Eu ainda não entendia o motivo que me levava a fazer isso. Eu realmente não sabia o significado disso, mas sabia que não encontraria a resposta se ficasse trancada no banheiro de uma casa desconhecida.

Quando saí do pequeno cômodo, andei pelo corredor e me deparei com a cozinha, muito chique e moderna. Toda a casa era, na verdade.

Vi a geladeira aberta, caminhei para mais perto e me assustei quando a mãe de Sasuke se levantou do chão em frente a mesma. Ao que parecia, ela estava tirando algumas sobremesas da geladeira e colocando em cima do balcão no centro da cozinha.

Tentei dar meia volta sem fazer qualquer barulho, mas a mulher aparentemente mostrava ter uma ótimo audição, pois me chamou antes que eu pudesse chegar ao corredor.

Virei para ela com cara de quem não quer nada. - Desculpe, eu achei que estava indo para os fundos, o corredor é meio confuso. - Disse preste a dar meia volta e sumir do cômodo.

- Saky, você pode me ajudar? - Ela disse colocando outra travessa de sobremesa em cima do balcão. Contei cinco sobremesas diferentes até agora. - Eu queria levá-las para fora, você pode me ajudar?

Ajudar? Porque ela pediria ajuda para alguém como eu?

- É claro... - Respondi após pensar por alguns segundos. Eu fui em direção ao balcão e peguei duas travessas, uma em cada mão.  - Então, você... A senhora quer colocá-las onde?

- Sem formalidades, por favor. Você pode me chamar só de Mikoto. - Ela sorriu, pegando uma travessa.

- Tudo bem... Mikoto, onde você quer que eu as coloque?

- Ao lado da churrasqueira há uma mesa branca, pode colocá-las lá, por favor.

Deixei que ela fosse primeiro. Seguimos em direção a área dos fundos, passei pela mesa de Naori e Izumi, por Sasuke, Itachi e Óbito e não pude deixar de notar o olhar de Sasuke sobre mim, até chegarmos em frente a mesa branca.

Acomodei as travessa ali com certo cuidado para não deixar cair.

- Oi! Precisa de ajuda? - Sasuke disse ao meu lado. Como foi que ele havia chegado tão rápido?

- Não, tudo bem. - Respondi, alinhando as travessas, para que não ficassem tortas.

- Você já está perseguindo a rosadinha, irmãozinho Tolo? - Itachi apareceu ao lado de Sasuke, ele segurava um potinho e uma colher. - Santo Deus! Como eu amo mousse. - Ele acrescentou.

- Vocês já estão brigando? - Mikoto falava rindo. - Bom, vou pegar a Saky emprestada um pouquinho, Sasuke. Está bem? Sim, está bem.

Eu poderia rir com o fato dela ter feito a pergunta e ela mesmo ter respondido sem ter dado qualquer chance para Sasuke. E para mim também, porque antes que eu pudesse dizer algo, já estava de volta a cozinha com a mãe de Sasuke.

Eu sabia exatamente o que ela queria: Ser uma boa mãe e interagir com a nova namorada de seu filho mais novo. Eu não culpava ela por isso.

Mesmo assim, decidi entrar em seu jogo.

Coloquei os braços em cima do balcão no centro da cozinha, observando cada movimento que ela fazia.

- Sabe... - Começou ela. - Quando Itachi me falou sobre você, eu não acreditei. Sasuke não é o tipo homem que se relaciona fácil com as pessoas, não desse jeito.

- Eu entendo. - Respondi. Vi ela colocar uma travessa de vidro com salada em cima da mesa.

- Estou feliz em te conhecer. - Ela disse jogando algum tempero na salada. - Eu espero que não me veja como uma sogra ruim e quero que sejamos próximas uma da outra. - Vi ela jogar outros temperos se logo em seguida mexer junto da salada.

Exatamente o que eu esperava: Ser uma boa mãe. E como eu concluí antes sobre esse assunto: Eu não culpava ela por isso.

- A senhora que manda. - Respondi, vi ela sorri abertamente.

- Só Mikoto, lembra?

- Sim, desculpe... - Mordi os lábios. - Então, quer ajuda para alguma coisa?

- Experimente minha salada. - Me entregou um garfo com uns pedaços de alface. - Diga-me o que acha, sim?

Eu fiz o que ela pediu, era realmente um tempero delicioso, tinha que admitir. Mikoto pareceu explodir de alegria quando eu disse o quanto ela tinha talento para cozinhar.

- Então, Saky, o que você faz? Digo, com o que trabalha?

Eu já esperava essa pergunta, de algum modo. Então, não me senti encurralada ao ouvi-la. - Propaganda. - Respondi calma.

- Que tipo de propaganda?

- De todo o tipo que a senhora imagina. - Eu disse. - Eu faço as pessoas olharem atentamente o meu trabalho, até verem algo novo. - Acrescentei.

Coitada! Não tinha ideia de que eu era uma ladra.

- Isso é maravilhoso! - Ouvi ela dizer.

- A senhora não tem ideia do quanto. - Disse por fim.

Nós ficamos mais alguns minutos na cozinha, sem perceber eu havia ajudado ela a arrumar toda a bagunça que havia ali. Agradeci por não ser muita e depois, voltamos para fora.

Sasuke me fez sentar ao lado dele enquanto o mesmo me obrigava a comer coisas saudáveis, alegando que tudo o que eu havia tomado desde que chegamos ali era apenas algumas doses de caipirinha.

Não tive argumentos quanto a isso.

Estávamos no começo de Agosto, Primavera. E por ser primavera fazia tempo que não chovia, mas eu só havia parado para pensar nisso quando gotas grossas de chuvas caíram do céu.

Ouvi Madara soltar algo do tipo "Nada melhor do que ter uma área coberta", ouvi também Itachi rir alto e concordar com isso.

Fiquei quieta em minha cadeira apenas ouvindo as histórias hilárias de seus filhos. Algumas engraçadas, outras perigosas, mas todos contavam com um grande senso de humor.

Não sei por quanto tempo isso durou, pois acabei me perdendo ao lado não coberto da área dos fundos da casa. O vento de chuva era gelado e, enquanto eu via as gotas caírem no chão, me lembrei de como eu odiava essa época do ano.

... Afinal, meus pais haviam morrido em uma noite chuvosa de sábado. Assim como esta.

- Sakura, tudo bem? - Sasuke perguntou baixinho para que somente eu escutasse, isso enquanto tocava minha mão por baixo da mesa.

- Sim, eu só estava olhando a chuva. - Respondi.

- Irmãozinho tolo, sabe quando Naruto irá chegar? Já era para ele estar aqui. - Itachi disse, pareceu bastante pensativo com as últimas palavras.

Como eu estava ao lado de Sasuke, vi quando ele olhou no visor de seu celular, da qual marcava nove e trinta e cinco da noite. Olhei novamente para a chuva.

Não estava tão tarde, mas mesmo assim, nada de bom vinha com uma chuva dessas.

Sasuke decidiu esperar mais alguns minutos antes de ligar para Naruto, mas alguns minutos depois Sasuke recebeu um telefonema, o homem ficou mais branco do que já era, e olhando a cara de espanto que ele não conseguia esconder, eu soube que alguma coisa havia acontecido ao loiro escandaloso e sorridente.

- Mas ele está bem?... - Ouvi Sasuke perguntando. Ele falou alto, fez todos pararem suas conversas alheias e olharem para Sasuke com o rosto espantado.

Vi quando Sasuke suspirou aliviado.

- Eu vou estar aí em poucos minutos. - Ele disse antes de desligar.

- O que houve? - Itachi perguntou.

- Parece que o Naruto bateu o carro. - Disse rápido, colocando sua jaqueta.

- Santo Deus... - Alguém disse, não me preocupei em saber quem foi, apenas tratei de me levantar para sair com Sasuke.

- Sakura, você quer ficar?

Que droga ele estava perguntando, Afinal?

- Não. - Eu não ia deixar ele sozinho. Principalmente em uma chuva dessas.

Eu já havia dito: Coisas ruins acontecem com uma chuva violenta como essa.

Com poucas palavras, ele entendeu o que eu quis dizer, pois segurou na minha mão enquanto caminhávamos para seu carro. Lembro-me de ouvir alguém disse "nos mande notícias assim que chegarem" ou algo do tipo.

Eu soube pela respiração de Sasuke ao falar no telefone enquanto ainda estávamos na casa de seu tio que, Naruto estava bem.

A verdade, o que mais me preocupava agora, era estarmos saindo na chuva. Algo que eu jurei a muito tempo, nunca mais fazer.

Não que eu tivesse medo ou algo parecido. Mesmo assim, ainda era um sábado com uma noite chuvosa, pensar sobre esta coincidência fazia meu estômago doer. E no fim, eu me peguei fazendo uma coisa que não fazia a mais de dez anos: Eu rezei mentalmente.

Minha mente estava meio turbulenta por conta da quantidade aceitável de álcool que eu havia bebido, mas sei que só consegui respirar direito quando Sasuke parou o carro no estacionamento do hospital em que Naruto havia sido levado.

Sasuke falou com a recepcionista e ela logo nos liberou para ir ao quarto de Naruto.

Acontece que Naruto sofrerá o acidente uma hora antes de sermos avisados. Pelo o que havia entendido foi que um carro na contra mão se chocou contra o carro de Naruto.

Hinata também estava no carro, eles estavam indo para a festa de Óbito, mas não tinham tomado qualquer álcool, já o outro cara, o dono do carro desgovernado, estava louco de tanta droga.

No final, foi apenas um susto, mesmo Naruto tendo quebrado um pulso e dado mal jeito em uma das pernas, enquanto Hinata havia tido pequenos arranhões.

Não demorou muito para os pais de Naruto chegar. Minato e Kushina eram os nomes deles. Estavam desesperados pelo filho, e com razão, mas se acalmaram ao verem com seus próprios olhos que ele estava bem.

Depois que toda a poeira abaixou, Sasuke ligou para seu tio Madara e os avisou sobre o estado de Naruto.  

Ouvi Sasuke dizendo para que eles não se preocupassem, pois havia sido apenas um susto e que ele já passava bem, apenas tirando o fato do pulso quebrado.

Nós decidimos que era hora de ir para casa. Pois, não havia o que fazer no hospital, Naruto precisava descansar e nós também. Foi o que médico nos disse.

Eu me senti aliviada duas vezes, primeiro: Naruto estava vivo e Hinata também. Segundo: Não estava mais chovendo.

Chegamos ao apartamento de Sasuke antes da meia noite, e mesmo se fosse depois dessa tal hora, não havia mais clima para festa. Eu lembro de tomar banho e me deitar na cama, Sasuke fez o mesmo e pegou no sono com facilidade. Eu fiquei vendo-o dormir outra vez, por sinal.

Eu já estava acostumada a ficar praticamente a noite toda acordada. Eu não conseguia mais controlar isso sobre mim.

Lembro-me de olhar pela última vez no relógio antes de pegar realmente no sono, este marcava quatro e doze da manhã.

 

"~"~"

No dia seguinte, quando chegamos ao departamento era mais que notável que todos sabiam sobre o incidente com Naruto e a justificativa de sua ausência também.

Naruto, Konan e Neji foram chamado para sala de Kakashi, onde ficaram ali por quase duas horas. Me pediram para ficar ao lado de fora e colocaram Chouji como meu vigia.

Ele foi legal e me deixou comer batatas.

Sasuke parecia irritado quando saiu da sala de Kakashi. E de uma hora para outra, tivemos que ir para algum tipo de tribunal ou sei lá o que.

Por um momento eu pensei que ele iria me devolver para a penitenciária, mas antes de entrar na sala do tribunal e me deixar de fora outra vez, Sasuke segurou na minha mão e disse que eu não precisava me preocupar.

Decidi confiar nele.

... E lá se foram mais duas horas sentada e sendo vigiadas por seguranças do local.

Eles pareciam resolver algo sério, tão sério que precisavam da aprovação do Juiz. Quando Sasuke e Kakashi saíram da sala que eu não fui permitida entrar, já eram quase duas horas da tarde, mas de algum modo o rosto de Sasuke parecia mais calmo.

Seja lá o que eles havia discutido dentro daquela sala, ele havia conseguido.

No carro, voltando para o departamento, perguntei ao Sasuke o que estava havendo, o Uchiha apenas soltou uma risada calma e no final, não me contou nada.

Agora, tudo que eu estava fazendo era ensinando Konan a jogar vinte e um. Sasuke havia pedido para ela me fazer "companhia" enquanto ele resolvia alguns assuntos importante.

Eu estava irritada, porque de uma hora para outra, ele resolveu não me contar nada, mas eu tinha de admitir que estar com a Konan não era ruim. Ela era gente fina.

- Ai! Qual é cara, meu cabelo! - Alguém falou alto no fim do corredor. Era uma voz feminina e irritante, tão irritante que chegava ser parecida com a voz de Ino.

Não escudi minha reação perpléxa quando a porta da sala do pequeno refeitório que estávamos foi aberta e de trás dela passou uma loira muito faladeira e reclamona.

Que raios estava fazendo aqui, afinal?

Sem perceber, eu havia soltado as cartas de baralho e já me encontrava de pé, e claro, com a minha cara pasma. - Porca?...

Não era como se eu não estivesse feliz em vê-la. Eu só não estava entendendo mais nada.

- É assim que você me recebe? - Ela retrucou. - Dois meses e algumas semanas em uma cela com uma garota nojenta que só arrotava e soltava pum. - Ela acrescentou. Eu ri alto

Ela ainda estava algemada quando eu lhe abracei, senti as mãos dela meio desajeitada em mim. - Chega de viadagem. - Ela sussurrou. - Estamos no meio dos tiras. - disse por fim

Eu reparei na roupa laranja de Ino, ela inda estava com roupa de detenta. Ela ainda cheirava como uma prisioneira. Assim, como Sasuke havia dito sobre mim quando estive no apartamento dele pela primeira vez.

Novamente a porta foi aberta. Sasuke saiu de trás dela e quando eu estava preste a perguntar o porquê de tudo aquilo, vi uma cabeleira ruiva passar pela porta também.

Sasori também estava algemado, mas não deixou de soltar um grande sorriso ao me ver. - Vida de detetive caiu bem para você, irmãzinha. - Ele soltou enquanto passava aos mãos algemadas por cima da minha cabeça e me abraçava de um modo estranho, mas carinhoso.

Ao me separar de meu irmão, olhei para Sasuke esperando uma resposta.

- Eu só achei que ter mais dois profissionais ajudando a polícia seria essencial, já que Naruto encontra-se indisponível no momento. - Ele disse sério, mas piscou para mim quando notou que ninguém olhava.

Não pude deixar de notar que Sasori também usava uma roupa de presidiário.

Minha atenção foi voltada para Kakashi que acabará de entrar no pequeno cômodo.

- Vocês dois, sentados. - Ordenou ele, se referindo a meu irmão e Sasori. Ainda algemados, ambos obedeceram. - Vou citar as regras: Primeiro, vocês estão junto da polícia agora, então tudo que fizerem irá ter uma supervisão de algum membro do pelotão. Segundo: Vamos colocar tornozeleiras em ambos os dois, se tentarem fugir do perímetro da mesma ou tentarem desativá-las, voltaram para a cela e ficaram lá por muito, muito tempo.

- Ui! Que medo. - Ouvi Ino zombar baixinho.

Kakashi lhe encarou, mas não deu muita bola. - Terceiro: O trabalho de vocês é infiltração, são bons em enganar, então vão usar isso contra nosso inimigo. E por último: Tudo que contarem serão devolvidos logo após a operação.

Eram praticamente a mesma coisa que Sasuke havia me dito, só que de um modo mais... Digamos assim, mais carinhoso.

- Se vocês cooperarem como a Sakura, serão recompensados com suas possíveis liberdade, o que é melhor do que nada. - Kakashi tomou fôlego. - Outra coisa, não posso permitir que fiquem sozinhos, então, Yamanaka, você ficará sobre a supervisão da policial Konan e você, Senhor Haruno. - Kakashi apontou para meu irmão. - Será vigiado por mim.

- Nossa! Estou tão animado. - Sasori soltou.

- Já sei de onde veio todo seu sarcasmo, Sakura. - Konan sussurrou. Eu ri baixo.

Olhei para Ino. - Ouviu, Porca? Tem que ser igual a mim. - Apontei o indicador para ela. Recebi um tapa mão em retribuição, ela fez careta em seguida.

- Uchiha Sasuke irá conectar as tornozeleiras em cada um. - Kakashi disse antes de sair.

Sasuke nos fez reviramos todos o plano para emboscar os homens de Danzo, na verdade, foi mais fácil decidir o estilo e a posição de jogo com Ino e Sasori do que com Naruto e Konan. Eu não precisava explicar nada para eles.

Nós só tínhamos mais um dia até o famoso evento Akatsuki, precisávamos estar pronto, então não tive tempo de fazer corpo mole e falar coisas banais com Ino e meu irmão.

No final do dia, Konan levou Ino para a casa dela e Sasori foi com Kakashi. Coitado, estava rezando pela alma de Kakashi. O homem não sabia o demônio em pessoa que meu irmão era.

E eu? Cheguei em casa, tomei um banho e fiquei pensando sobre tudo o que aconteceu. Depois, fui ajudar Sasuke a revisar mais algumas coisas sobre nosso plano.

Agora eu estava na frente do computador de Sasuke, enquanto o mesmo falava com Naruto ao telefone. O loiro parecia se recuperar bem, mas ainda tinha que ficar de repouso.

Soube que Hinata não saía de seu pé. As brutas também amam, no final de tudo.  

Sasuke também falou com sua mãe ao telefone. Ele me disse que Mikoto havia mandado uma boa noite para mim, e eu, meio sem jeito respondo "Diz para ela que boa noite também".

Assim que deitamos, eu vi Sasuke adormecer profundamente. E enquanto eu estava sem sono, me peguei pensando em toda a família e Sasuke.

Acabei por descobrir o porquê de eu ter me sentido tão sufocada. A verdade era que eu não sabia mais como era ter pais ou qualquer outro tipo de parente que não fosse meu irmão.

Eu não estava acostumada com tudo aquilo, como todas aquelas pessoas na mesma casa, e por isso me senti sufocava.

Mas eu também descobri uma coisa: Se eu não tivesse acordada pensando sobre isso, eu jamais iria reparar o quanto havia olhado deste ponto.

Era uma visão nova para mim, não era ruim. E eu concluí então que, família, não era algo ruim para se ter.

Eu precisei olhar mais de duas vezes para notar isso.


"~"~"

 


Notas Finais


Então, o que acharam?

Contem-me, please!


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