História Beloved Beast - Capítulo 20


Escrita por: ~ e ~ClaytonSantos

Postado
Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Chouji Akimichi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Konan, Kurama (Kyuubi), Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shizune, Suigetsu Hozuki, Temari, Tsunade Senju
Tags Sasunaru
Visualizações 652
Palavras 2.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Flagra


Fanfic / Fanfiction Beloved Beast - Capítulo 20 - Flagra

Eu estava caminhando na direção do nosso quarto quando ouvi vozes vindas de um aposento, eu teria passado direto se não tivesse reconhecido a voz de Sasuke.

– Eu sei disso, Sakura, mas mesmo assim tenho medo de como ele irá reagir… - ele disse.

Entrei no aposento furioso querendo mostrar que os havia pego no flagra, era óbvio de que falavam de mim.

– Sobre o que eu irei reagir, hein? - falei sentindo o sangue subindo de novo.

Foi quando percebi que ele estava sem a máscara, antes que eu pudesse ver seu rosto ele tratou de cobri-lo com as mãos.

– Naruto! Saia daqui! - gritou comigo usando sua voz de comando.

Fraquejei com a potência da sua ordem, não esperava aquela reação, me senti duplamente traído, mas não recuei, fui pra cima dele.

– Você é um mentiroso! Disse que não tinha nada com ela! A sua amante vagabunda! - bati nele e ele não se defendeu, mantendo o rosto coberto com as mãos enquanto eu o socava.

Foi quando Sakura veio pra cima de mim e eu fiquei completamente cego pelo ódio.

– Tire suas mãos de mim! Você não tem vergonha na cara? Eu sou o companheiro dele! Foi comigo que ele se casou e não com você sua morta! Devia voltar para o túmulo! - berrei com todas as minhas forças.

– Está entendendo tudo errado, Naruto! - ela tentou segurar minhas mãos e eu lhe acertei um chute, era difícil lutar contra ela, pois era mesmo boa com lutas.

De repente senti alguém me pegando pela cintura e afastando-me dela e Rock Lee se aproximou.

– Sakura, está tudo bem? - perguntou preocupado enquanto eu estava sendo levado para longe dali.

Arranhei as mãos do meu captor e só quando me soltou foi que percebi que se tratava de Sasori e fiquei muito sem graça por tê-lo machucado.

– Naruto, por favor se acalme! - ele disse me olhando nos olhos.

– Não tem como eu ficar calmo! Quero matar aquela mulher que quer roubar o meu marido! Ela pode convencer vocês com essa pose de Lady rica, mas a mim não convence! - falei.

– Está bem, eu acredito em você. A fama de Sakura nunca foi muito boa mesmo na Côrte. - disse Sasori.

Aquilo me pegou de surpresa, eu esperava que ele me dissesse que eu estava errado e que deveria me acalmar, mas saber que ele acreditava em mim e concordava foi uma espécie de alívio.

– Verdade? Então você também não gosta dela? - perguntei.

– Não, quer dizer, nunca tive nada contra ela porque nunca me deu motivos pra odiá-la. Pra mim sempre foi indiferente. - explicou. - Mas não acho que valha a pena ficar tão nervoso e partir para a agressão física, vai acabar perdendo a razão, as pessoas daqui não consideram isso civilizado, principalmente  uma briga entre ômega. 

– Pois de onde eu venho esses assuntos se resolve assim, no braço! - falei cruzando os braços.

– Olha, que tal bebermos alguma coisa e conversarmos mais sobre isso? Você poderia me explicar melhor o que realmente aconteceu e talvez eu possa ajudar. - ele disse.

Assenti e fui caminhando com ele na direção de um lugar onde serviam as bebidas no Castelo.

– Aqui temos a melhor vodka que existe. - falou.

– Eu duvido, não existe nada mais forte do que a vodka de Konoha. - garanti.

– Então quer dizer que o Lorde é forte para a bebida? Isso é algo que precisamos testar. - falou com um sorriso safado.

Eu não sabia se deveria abusar do álcool pelo fato de estar gestante, mas já vi vários ômegas do Vilarejo bebendo durante a gravidez e decididamente precisava de alguma coisa forte depois do que havia acabado de acontecer.

Assenti e ele mandou que enchessem meu copo, virei de uma vez e como já esperava, não era nem de longe tão boa quanto a vodka de Konoha.

– Como disse, fraca, mas o gosto não é ruim. - falei

– Quem diria! Nunca pensei que encontraria um ômega que ganhasse de mim no quesito bebida! - falou estendendo o copo. - E então? Quer me contar agora o que aconteceu?

Respirei fundo e comecei a contar tudo sobre Sakura, do relacionamento que ela havia tido com Sasuke, da minha tristeza por ele não me deixar ver seu rosto, de como eu me senti traído por ele deixar que ela o visse e eu não, de como foi horrível saber que falavam de mim e do meu medo de me tornar um companheiro traído e sem amor.

De tudo uma das coisas que mais doía era a idéia que se Sasuke nunca tivesse pensado que aquela mulher morreu, talvez ele nunca teria se casado comigo. Acabei contando até sobre Inuzuka Kiba.

– Mas que tipo de homem procuraria outra pessoa tendo você? Naruto! Isso não passa pela minha mente. Só um idiota faria uma coisa dessas. - ele disse sério de repente, com uma revolta no olhar.

– Ah Sasori, você é tão adorável! - falei tomando suas palavras como um elogio.

De repente ele segurou minha mão.

– Estou falando sério, Naruto. Nenhuma pessoa nunca despertou tanto meu interesse quanto você. Sinto isso desde a primeira vez que o vi. Já ouviu falar em amor a primeira vista? - declarou de repente.

Fiquei boquiaberto, não esperava essa reação.

– Sasori, está havendo algum engano. - disse sem saber direito o que deveria falar em uma situação dessas.

– Engano nenhum. Naruto, você não precisa ser o esposo traído como muitos ômegas na Côrte. Sei que gosta daquele seu marido, por incrível que pareça mesmo ele sendo daquele jeito, mas se ele te magoar podemos ir embora juntos. - propôs.

– Embora juntos? Mas o que você está dizendo? - perguntei.

– Meus pais vivem dizendo que já estou na idade de me casar, que deveria arranjar um companheiro e largar essa vida de bebidas e festas. A verdade é que nenhuma pessoa me interessou o suficiente para que eu desejasse largar essa vida e sossegar. Não sou como muitos que se casam para manter as aparências e continuam levando a mesma vida de antes. Sempre pensei que no dia que me casasse, seria com uma pessoa de quem eu realmente gostasse. Por quem eu me apaixonasse, como nos livros e não consigo imaginar essa pessoa como sendo nenhuma outra que não você. - ele disse.

Levantei da mesa sentindo uma leve tontura por causa da bebida, fazia tempo desde a última vez que saboreei uma vodka, por isso logo fiquei alto.

– Sasori, isso não faz sentido. Quer dizer, mesmo que eu fosse essa pessoa, não poderia me casar com você porque já sou marcado pelo Duque. - expliquei mostrando a marca no pescoço.

– Isso não importa pra mim, iríamos pra bem longe e ninguém precisaria saber. Estou farto mesmo da Côrte. - falou.

Imaginei que talvez ele estivesse bêbado, era a única explicação.

Antes que eu pudesse responder vi Sasuke se aproximando furioso.

– Uzumaki! Vamos para o quarto agora mesmo! - falou.

– Não, eu não vou a lugar nenhum com você! - falei em voz alta, ainda estava furioso com ele.

– Mas o que é isso? Está bêbado! - constatou.

– Posso ter bebido, mas estou sóbrio o suficiente pra dizer que não quero que você encoste em mim nunca mais! Nunca vou te perdoar por falar de mim pelas minhas costas com aquela vadia! - falei chocando a todos os que estavam no local.

Furioso ele me pegou pelo braço, então Sasori se meteu segurando o braço dele.

– Não! Ele não vai a lugar nenhum se não quiser. - falou e ameaçou desferir um golpe contra Sasuke.

Nessa hora, habilmente ele desviou e segurou Sasori pelo colarinho. Fiquei assustado, afinal Sasori não tinha como se defender e por ter treinado com o Duque, sabia o quanto ele podia ser letal.

– Não! Solte-o! Está bem, eu vou com você. - falei.

Satisfeito, soltou Sasori e fui caminhando com ele em silêncio pelos corredores.

Quando chegamos no quarto foi que tive noção do perigo que seria estar com Sasuke tão bravo daquele jeito.

– Nunca mais fale de Sakura daquela maneira. - disse de forma fria sem um pingo sequer de cavalheirismo e sentimento que sempre demonstrou comigo.

– Ah não? Vai defender ela agora? Como se ela fosse a mulher decente injustiçada nessa história! - não me deixei intimidar.

– Não diga o que você não sabe! Cale-se! Você não sabe de nada e não tem nenhum direito de falar daquele jeito dela! Demonstrou mais decência do que você que na primeira oportunidade que tem corre para os braços do Lord  Akasuna. - falou.

– Ao menos ele jamais me trairia com uma Lady vagabunda morta! - gritei, eu estava vendo a hora de Sasuke partir para a agressão, todos os pêlos de meu corpo se arrepiaram e senti medo dele tamanha era sua presença, frieza e ódio no olhar.

Por sorte escutamos alguém batendo na porta do quarto e escutei Gaara chamando meu nome preocupado.

– Naruto! Por favor abra essa porta! - ele gritou.

Sasuke respirou fundo e abriu a porta.

– Príncipe Sabaku, perdão, estamos resolvendo um problema de companheiros. - explicou.

– Percebi isso, mas não é uma boa hora, milorde. Preciso de meu amigo neste momento comigo. - ele disse, me aproximei de Gaara.

O Duque podia desafiar Sasori, mas jamais iria contra a autoridade do Príncipe, afinal como todos os nobres, devia lealdade a ele que depois que se casasse seria o novo Rei.

Fui me afastando dali sendo amparado pelo meu amigo e me senti agradecido por ele ter me salvado, pois só depois que estávamos longe foi que me lembrei do bebê, foi a primeira vez que me preocupei com ele. Não ligava se Sasuke me agredisse fisicamente se fosse só eu, se isso acontecesse eu me convenceria de que ele era um monstro e talvez aceitasse a proposta de Sasori e fugiria pra bem longe dali.

Seria melhor ser mal visto pra sempre como um esposo que abandona o marido pra ficar com outro do que ver Sasuke me traindo com Sakura e engolir tudo aquilo calado, sofrendo. Isso sim me mataria aos poucos.

O problema era pensar que meu filho ou filha sofreria junto comigo se o Duque ficasse violento. Talvez eu poderia até mesmo perder o meu bebê.

Era incrível como até poucas horas atrás eu sequer cogitava a possibilidade de ser pai e detestaria a idéia caso alguém me sugerisse, mas agora já me preocupava com a possibilidade de perder a criança.

Quando chegamos nos aposentos de Gaara, foi que ele finalmente falou comigo.

– Naruto, o que foi aquilo? É verdade que você ofendeu Sakura? E que o Duque quase agrediu o Sasori? - perguntou.

– Sim, é verdade. Vai brigar comigo e me expulsar da Côrte por isso? - perguntei, afinal havia o fato de que Gaara gostava de Sakura e ela era parente dele.

– Não. Eu tenho certeza de que isso não passou de algum mal entendido e jamais colocaria um amigo para fora nesse estado. Tenho certeza de que está sensível por causa da gravidez e vocês poderão resolver isso amanhã, depois que você descansar. - falou.

Pensei em dizer que ele estava errado, mas estava cansado demais até mesmo pra isso. Não queria repetir toda a história que havia contado a Sasori, então me limitei a assentir com a cabeça e deitei na enorme cama de Gaara para fazer o que ele me recomendou, eu realmente precisava de um descanso.

Durante dois dias, evitei Sasuke de todas as maneiras possíveis, não passeava muito pelo castelo e Gaara parecia feliz com minha presença em seus aposentos. Também não vi Sasori e toda vez que via Sasuke em algum lugar do Castelo, eu o evitava agindo como se ele não estivesse ali.

Claro que ainda estava magoado e não sabia como ficaria minha vida dali pra frente, principalmente com um bebê. Estava quase convencido de que meu casamento estava arruinado e só não deixei a Côrte porque me sentia fraco demais pra isso.

Não pensei realmente sério na proposta de Sasori, não estava apaixonado por ele e duvidava que ele fosse alguém responsável. Sua fama era de um jovem nobre que vivia para festas e bebidas.

Além do mais, certamente ele iria desistir se soubesse que eu teria um filho. Comecei a planejar mentalmente uma fuga onde meu bebê e eu viveríamos sozinhos em algum vilarejo distante dali. Eu poderia dizer para as pessoas que era um viúvo, usar um nome falso e quem sabe trabalhar como lavadeiro ou como criado em algum lugar?

Não tinha medo de trabalho duro e não poderia voltar pra casa.

Meus pais se sentiriam envergonhados demais e o Duque me forçaria a voltar ou talvez quisesse ficar com meu filho para que ele fosse criado por aquela mulher odiosa quando tomasse meu lugar.

Certa manhã eu estava fazendo meus planos de fuga em silêncio, pensando em como faria para pegar minhas jóias em meus aposentos sem que o Duque percebesse, já que precisaria de dinheiro para minha fuga, quando de repente Temari entrou no quarto desesperada com lágrimas nos olhos.

– Gaara, Naruto! Aconteceu uma tragédia com Kankuro e Konan! - falou.

– Que tragédia? O que houve? - Gaara perguntou assustado.

– Encontraram os dois mortos no ateliê de Konan, foram assassinados! - Temari disse.

Gaara deixou o bordado que estava fazendo para meu bebê cair no chão e ficou com a pele mais branca do que um papel.

Saímos do quarto e ouvimos o alvoroço de todos aqueles nobres em pânico com a sensação de que ninguém estava seguro, pois ninguém havia descoberto o assassino.

Os guardas disseram que era provável que fosse alguém que trabalhava com Kankuro ou Konan, mas estavam averiguando.

Foi em meio ao alvoroço que senti alguém segurando meu braço e ao me virar, encontrei os olhos de Sasuke.

– Naruto, preciso falar com você. - falou de maneira séria, mas não mais ameaçadora como no dia em que brigamos.

Eu não poderia evitá-lo por toda a vida, por mais que fosse a minha vontade, assenti com a cabeça e segui com ele para fora do Castelo, nos jardins onde estava mais vazio.


Notas Finais


Nos vemos novamente sábado que vem 😁😁


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