História Beloved MinHo (2Min) - Capítulo 10


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Categorias Lee Taemin, SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Minho Choi, Taemin Lee
Tags 2min, Choi Minho, Drama, Lee Taemin, Lemon, Romance, Shinee, Yaoi
Exibições 60
Palavras 1.385
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Fique


Fanfic / Fanfiction Beloved MinHo (2Min) - Capítulo 10 - Fique

Então levantou o olhar. Tinha os olhos irritados por conta do choro, o rosto úmido de lágrimas e aparentava ter emagrecido mais de cinco quilos desde a ultima vez em que o vi. Sem saber como reagir, - e isso era nítido em minha face surpresa -, eu passei a manga da blusa no canto inferior de seus olhos e mantive-lhe um contato visual. 

—  Vai ficar tudo bem... Ele... Não gost....

Eu tentava falar algo acolhedor, até que sufocadamente, ele envolveu seus braços em minha cintura, inclinou-se, apoiando sua cabeça em meu ombro e, silenciosamente, começou a chorar. Abracei-o, sem muito saber o que fazer ou o que falar. Levei minha mão gelada até a parte de trás de sua cabeça, acariciei-o os fios de cabelo, enquanto fitava a parte superior de uma união entre duas paredes mofadas. Senti que ele apertou-me contra seu corpo, o que me fez franzir o cenho e fechar os olhos, enquanto ouvia-lo, em um chiado, chorar. 

— Não chore... Por favor... — eu pedi em uma súplica e ele assentiu-a, tirou seus braços de minha volta, erguendo o rosto e secando-o com as mangas de seu casaco antes que eu o pudesse vê-lo novamente. Fungou e então suspirou profundamente, pouco-a-pouco tirou as mãos do rosto e olhou-me. Esboçou um sorriso forçado e sem-graça no rosto, mas aparentemente, no momento, era o seu melhor sorriso e disse-me finalmente, em um fiapo de voz:

— Desculpe por isso. 

Afastei discretamente meu corpo do seu e toquei-lhe o rosto novamente. Observei sua face avermelhada e como ele fechou os olhos com o meu toque. Observei-o por alguns instantes, antes de afastar-me e fechar a porta atrás dele. Sem graça pelo o que acabara de ocorrer e sua reação, eu disse indo para a cozinha:

— Quer beber algo...? Hm... Chá, achocolatado... Água... Tem vinho se quiser... — disse abrindo os armários brancos e empoeirados, tentando ter o tom de voz o mais normal possível, - embora não sabia se estava funcionando. 

Não recebi sua resposta de imediato, então acabei pegando um copo de água e virei-me para ir em sua direção entrega-lo ao mesmo. MinHo observava-me, encostado na parede, com as mãos no bolso e a face um tanto abatida. Respirei fundo, estendi o copo e ele assim pegou-o, sem deixar de olhar-me, o que me fez abaixar a cabeça sem graça. 

— Desculpe... — disse ele assim que percebeu que havia deixado-me constrangido e tirou um pequeno gole, suficiente para somente molhar os lábios. Fungou novamente. — Então... — ele tentava puxar assunto, mesmo ainda estando nítido que não estava bem. — ...Aqui parece-me confortável. Tem quantos cômodos?

— Quatro. — eu disse sentando-me à mesa e olhando-o com a cabeça erguida. — Cozinha, banheiro, quarto e sala. Mas eu durmo no sofá. 

MinHo sentou-se à mesa, em minha frente e segurou o copo com ambas as mãos. A cadeira rangiu por velhice.

— O aluguel é caro...? 

— Não. — menti, porque o aluguel era um tanto a mais do que eu podia pagar, mas, aparentemente, ele acreditou.

— E sua família, onde está? — sua voz era rouca.

— Em Seoul. Estou aqui por conta própria. — eu encostei na parede que ali havia e passei o polegar em meus lábios secos, verificando se sangravam ou não.  

Fizemos silêncio, sem olharmos um ao outro por um bom período. O que me fez levantar-me e tentar preparar algo para ele comer. 

— Já tomou café da manhã? — questionei-o abaixando-me para abrir os armários. 

— Sim. — respondeu somente. — Não se preocupe com a minha estadia, eu vou embora em breve. — parei ao ouvir suas ultimas palavras. Por que ele tinha que ser assim sempre tão breve? Virei-me, levantando-me e olhei-o. 

— Por que...? — as palavras escaparam de meus lábios sem que eu as permitisse. 

— Tenho compromissos. — ele sussurrou e eu voltei à ideia de somente ser mais em sua lista de amigos. Afirmei com a cabeça discretamente.

— Como quiser... Mas... E a neve...?

— Não é problema. 

Ele estava rígido, economizando o máximo possível de vogais e consoantes. Ainda tinha as maçãs do rosto rosadas e o cílios úmidos. Começava a achar que chama-lo para distraí-lo não tinha sido uma boa ideia. Voltei a sentar-me em sua frente, onde o mesmo questionou-me com:

— TaeMin... O que você faria se amasse alguém, mas essa pessoa estivesse prestes a morrer? — seu amigo veio-me à tona.  Então, ele o amava? Cautelosamente, procurei por palavras que não fossem feri-lo mais ainda. 

— Eu daria o máximo possível de amor e atenção à ela. — eu sussurrei. — Aproveitaria cada segundo, até fazê-la enjoar de mim. — Por quê?, eu queria dizer no final daquela frase, mas não tive coragem o suficiente para pronunciar. MinHo afirmou com a cabeça e enfim olhou-me e sem hesitar:

— E se ela viesse a falecer? 

— Eu tentaria ser forte. — falei normalmente. — Ele não iria gostar de vê-lo chorando... — eu finalmente consegui pronunciar as palavras que havia primeiro tentado e falhado, referindo-me ao seu amigo falecido e sua reação quanto à sua morte. 

Ele fez um estalo com a boca. 

— Não tive coragem de visita-lo e vê-lo em seus últimos dias. Sinto-me um covarde. — admitiu com a voz abafada e tive o pressentimento de que ele voltaria a chorar.

Eu franzi o cenho. 

— Não sinta-se assim... — eu pedi. — Ele está em um lugar melhor agora. — Ah, sim, e o prêmio de melhor consolação vai para... 

MinHo riu baixinho. 

— Você está certo. —  sua pele voltava devagar a ter seu tom natural. — Obrigado...

— Por...?

— Simplesmente, obrigado. — eu fiquei feliz em ouvir sua baixa risada espontânea e por ver que ele estava "melhor". Levantou-se então, ajeitou seu casaco. —  Preciso ir... —  ele caminhava em direção à porta e desesperadamente, pego de surpresa pela sua reação, levantei-me e apertei o passo para acompanha-lo.

—  Ir? Mais já? Como assim...? —  eu parecia estupidamente confuso, como se não entendesse o que estava acontecendo. Ele deu um profundo suspiro. — Por favor, fique...

—  Disse-lhe que ia ficar por pouco tempo. Brevemente. TaeMin, eu tenho compromissos... —  sua voz era como uma súplica, mas sem a linguagem corporal de uma. Eu então parei e abri a porta para o mesmo.

Eu, naquele momento, havia aprendido uma coisa ao seu respeito: ele sempre estava ocupado demais para tudo e todas as vezes que o veria seriam uma mais breve que a outra. 

—  Foi bom te ver. —  disse em um tom tristonho, mas não de propósito. Esperei que ele passasse pela mesma e dissesse o mesmo, mas ele não fez. Somente ficou olhando-me, um tanto pensativo, e falou como se tivesse acabado de tomar uma decisão:

—  Vou ficar, somente mais um pouco, contando que eu não incomode-o. Meu compromisso pode esperar um pouco... —  eu não questionei nada, somente afirmei com a cabeça, com medo de que ele resolvesse novamente ir e um sorriso formou-se em meu rosto, assim como no seu. Agradeci-o por ficar e fechei a porta. — Posso usar seu banheiro, rapidamente? —  perguntou e eu disse-lhe que sim. Eu não ouvi o barulho da descarga ou da água escorrendo da torneira da pia, ele saiu em menos de um minuto e voltou, tirando o casado e colocou-o sobre o braço do sofá.

Sentou-se e deu-lhe então leves palmadinhas na coxa direita, insinuando que gostaria que eu repousasse minha cabeça ali e, é claro, que assim o fiz. Deitei minha cabeça em seu colo e fechei os meus olhos quando ele começou a mexer em meus fios de cabelo. — TaeMin...? — ele sussurrou depois de um breve tempo.

— Hm...? — eu sussurrei abrindo os olhos e encontrando os seus, onde via claramente meu reflexo e sabia que eram muito mais do que isso. 

— Eu gosto da sua companhia. — ele murmurou e, de alguma maneira, parecia feliz por falar-me isso. Eu, em reação sorri e  disse-lhe tímido:

— Eu também gosto da sua. — fiz uma pausa: — Você tinha um compromisso muito importante...?  — eu sentia como se tivesse arrependido-me em partes de tê-lo pedido para ficar, como se estivesse atrapalhando-o em algo importante, mas ele disse:

— Não. Não era importante. —  sussurrava —  Não se preocupe. — sorriu. — Você mora sozinho, não é mesmo...?

Eu afirmei com a cabeça e ele pareceu pensativo antes de hesitar em falar-me:

— Quer companhia hoje? — parecia  que ele não havia, em momento nenhum, citado o seu compromisso para mim. Mas, eu simplesmente não consegui dizer-lhe "Vá para casa e descanse, e dê uma desculpa ao seu compromisso", disse-lhe, com um sorriso de orelha-a-orelha que adoraria.



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