História Beloved MinHo (2Min) - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Lee Taemin, SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Minho Choi, Taemin Lee
Tags 2min, Choi Minho, Drama, Lee Taemin, Lemon, Romance, Shinee, Yaoi
Exibições 59
Palavras 2.019
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que todos tenham entendido a parte depois do ✖❤✖ no capítulo anterior e, para os que não compreenderam: É MinHo quem conta aquela parte, pois TaeMin dormiu. Achei que vocês fossem ficar curiosos em saber sobre o mesmo, então decidi escrevê-lo. ^^

Capítulo 12 - Não agora


Fanfic / Fanfiction Beloved MinHo (2Min) - Capítulo 12 - Não agora

 Bom dia. Ainda há um pouco de ramen, então trate de alimentar-se corretamente. 

Não esqueça-se de agasalhar-se bem.

Logo em baixo da ultima frase, havia algo rabiscado de azul, no qual não pude compreender. Aparentemente, ele havia esforçado-se em fazer com que eu não entendesse o havia escrito e, mesmo curioso, preferi não intrigar-me com aquilo. 

Havia sido frustante acordar e saber que MinHo havia partido porque eu dormira e ainda não pude despedir-me educadamente dele e agradece-lo por passar o dia comigo. Seu casaco estava agora sobre minha cadeira da cozinha, eu o observava questionando-me se ele havia esquecido-o comigo ou deixara de propósito. Alarmei-me rapidamente ao lembrar que havia esquecido-me de entregar-lhe suas coisas, mas não cheguei a ficar chateado por isso, pois afinal, eu havia recebido um bilhete dele, onde mostrava-se preocupado comigo. 

É claro que eu, de jeito nenhum, podia construir esperanças em cima daquele bilhete e das minhas sensações indefinidas, mas eu comecei a sentir a casa vazia, como se eu sempre tivesse tido a sua companhia e agora ele não estava mais comigo. 

Mesmo estando alguns graus abaixo de zero, eu tinha que ir trabalhar e tirar neve da calçada daquele comércio falido. Talvez, se eu comparecesse mais cedo, o meu chefe me desse um prêmio e eu ganharia mais do que uma passagem de ônibus. Portanto, tentei agasalhar-me e, mesmo querendo usar a máscara e o casaco de MinHo, guardei-os, pois sabia que teria que devolve-los e sai no meio da geada, tendo neve dentro dos bolsos da calça. 

—   Limpe essa parte e quando terminar jogue a neve na frente da loja verde, da puta da Kim "nariz empinado" Sook, logo ali. —  ele apontou, mas eu só via branco e nada a mais. Tinha a voz forte, como se a tal Kim Sook fosse sua concorrente. Assenti e ele então entrou no comércio. Levei a mão ao rosto e acabei espirrando. "Loja verde", eu pensei tentando encontra-la, mas, realmente, só havia branco e um pouco de marfim.

Eu odiava tê-lo como alguém que precisava para sustenta-me, mas o dinheiro realmente faltava-me e, mesmo se eu pudesse torrar o dinheiro recebido por mim de Jinki, não teria coragem, pois eu nunca sabia quando iria precisar. Senti falta dos dias calorosos onde sentava-me debaixo do sol quente para desenhar. Mesmo estando enjoado de segurar um lápis e riscar um papel, era muito mais prazeroso sentir suas mãos doerem por estar segurando um lápis do que uma pá. 

Poucos passavam por ali, o que deixava-me sozinho para pensar. Não demorou muito para que eu começasse a espirar, recebendo friagem no rosto, depois que a neve tornou-se mais forte. Comecei a questionar-me se eu era obrigado a ficar ali, mas, mesmo tendo um ou outro pensamento baseado em "Eu não sou obrigado a fazer isso", acabei ficando até que boa parte da calçada estivesse à mostra, mas não joguei nada na frente da loja da senhora Kim. Somente fiz um montinho de neve perto de onde havia limpado e sai correndo quando roubei o dinheiro das mãos de veludo do meu, agora, antigo chefe. 

Era um bom dinheiro roubado e, aparentemente, ele não sentiria falta do mesmo. Eu fungava e sentia coriza no nariz, mas não havia parado ainda de contar dinheiro e sorrir pelo sucesso do meu ato de vandalismo e auto-demissão. Havia tido sorte por ninguém ter seguido-me tão longe e, com certeza, não sairia mais de casa por medo de ser pego. 

O domingo então chegara e, eu tinha que ajudar Jung com suas flores, - dessa vez não a poda-las, mas sim a ajuda-la a não deixar com que elas morressem no frio árduo. -, mas depois daquele episódio, eu havia pego um ótimo resfriado, no qual meu corpo reclamava por conta do peso que erguia com a pá, causado pela neve, e minha pele estava realmente prejudicada. Eu não queria sair de casa e assim o fiz, fiquei o dia todo alimentando-me de besteiras e verificando de cinco em cinco minutos se MinHo estava online  no chat para que pudéssemos conversar. Nada dele, como sempre.

— Lee...? — ouvi chamar-me e, devagar, abri os meus olhos, vendo inicialmente um vulto à minha frente. Estava escuro, eu mal conseguia distinguir, até que, aos poucos, percebi a silhueta de MinHo e a sua mão quente em minha testa e depois a parte de trás da mesma em meu pescoço. — ...Como se sente...? — ele tinha a voz em um sussurro, o que me fez franzir o enho e sonolento olha-lo. 

— Como entrou aqui...? — eu disse confuso tentando sentar-me no sofá, mas ele não deixou. Segurou meu pulso e pediu-me para deitar. 

— Você nunca tranca a porta. — falou e logo levantou-se. — Tem um termômetro? — perguntou indo para a cozinha e eu cobri-me por conta do frio e encostei a cabeça na almofada. — ...Jung pediu para que eu viesse aqui... — começou. — ...Estranhou o fato de você não ter dado as caras há algum tempo... Desde quando está assim...?

Do que diabos ele estava falando? 

— Assim como...? Eu só estou meio resfriado. — disse fechando os olhos por conta do sono e respirei fundo. — Eu só... — bocejei. — Não fui ajuda-la a... ajuda-la com as plant... flores. — corrigi. Logo o vi se aproximar de mim e pedir para que eu abrisse a boca para colocar o termômetro. 

— O que eu havia te pedido? — ele tinha um tom sério. — Não pedi para que se agasalhasse por conta do frio? Por que saiu de casa? — Eu franzi o cenho, tentei falar algo, mas o negócio em minha boca e ele não deixaram. —  Você é teimoso demais! — resmungou. — Sabe quantos graus está fazendo agora? Seus lábios estão totalmente ferrados... — o termômetro apitou e ele pegou-o Respirou fundo antes de levantar-se e ir sumir da minha vista, indo para o outro cômodo. — ...Tome o remédio. — ele voltou com um comprimido e um copo de água. 

Sentei-me, e fiz como ele pediu. Logo deitei-me, cobrindo-me e, sem que ele visse, eu sorri. "Ele está preocupado comigo... Isso não é maravilhoso...?

— Tire o lençol de cima do corpo. — o ouvi dizer e ergui uma das sobrancelhas. MinHo aproximou-se de mim e então puxou-o, sem dó, de cima de mim. 

— MinHo! Estou com frio! — resmunguei mostrando que não havia gostado daquilo. — Devolve! 

Ele afastou-se com o lençol na mão enquanto falava:

— Levante, vai tomar uma ducha.

O que havia de errado com ele? Por que estava tão rígido comigo de uma hora para outra? Eu sentei-me novamente, passei a mão no cabelo e com o cenho franzido de desaprovação cruzei os braços tremendo sutilmente e disse:

— Não. Está frio! Você está querendo matar-me congelado? Se quiser, avise primeiro! — eu estava ficando frustado com ele, deixando-o de estar grato em vê-lo. Logo o maior voltou à minha visão e segurou no meu braço com força, fazendo-me levantar e puxou-me para o banheiro. Em momento nenhum havíamos tido qualquer tipo de contato visual. Eu resmunguei, tentei empurra-lo, mas ele era mais forte, ou simplesmente estava são. Fechou a porta quando passamos e com a mão livre ligou o chuveiro no morno, - o que equivalia à água fria, já que não daria conta de esquentar-me de maneira alguma, - e simplesmente puxou-me para debaixo do mesmo. 

— MinHo! Choi! Choi MinHo! — eu gritei tentando fazer com que afastasse-se de mim, mas eu não tinha forças para isso. A água fria molhava-me, fazendo com que eu tremesse mais ainda de frio e sentisse o corpo doer querendo que de lá eu saísse. Mal conseguia manter os olhos abertos, debatia-me, xingando-o com palavras que nunca imaginei dirigir à ele, mas, mesmo que soubesse que ele também estava molhando-se ali, queria que ele simplesmente saber o que estava acontecendo. Não seria daquele jeito que ele abaixaria a minha temperatura corporal, seria daquele jeito que ele mataria-me de hipotermia.

Logo ele parou, soltando-me e eu consegui empurra-lo, fazendo com que ele batesse as costas na parede à minha frente e logo, escorregando, desliguei o chuveiro e olhei-o furioso. Ele estava com o olhar baixo, para o chão, como se olhasse para a água, perdido. Estava pronto para xinga-lo e perguntar se ele tinha algum tipo de doença mental, quando, novamente, peguei-o começando a chorar. Com o coração à mil e com a cabeça começando a doer, eu passei a mão no cabelo e acabei, de uma hora para a outra, desistindo da ideia de expulsa-lo de minha casa. Passei a mão no rosto, tentando cessar a quantidade de água e, mesmo tremendo, aproximei-me do mesmo.

—  O que há de errado com você? —  eu perguntei frustado comigo mesmo por ser tolo o suficiente para não conseguir zangar-me com o ocorrido. MinHo não respondeu-me, ergueu o olhar e fungou, passando as mãos debaixo dos olhos, cujo começavam a ficar irritados, e pegou em minha mão, levando-a perto de seus lábios e beijou-a. 

—  Você precisa colocar uma roupa seca, ou vai piorar... —  ele sussurrou com a voz falha e eu não tive reação à mistura de sensações e cenas que ali aconteciam. Segurou-a, entrelaçando os nossos dedos com firmeza e puxou-me para fora do banheiro, molhando o chão da casa. Entramos no quarto, onde o mesmo soltou-me, fazendo com que uma leve alegria sumisse de meu peito e abriu a cômoda onde haviam minhas roupas e tirou de lá um moletom, camiseta e uma de minhas roupas íntimas. Virou-se para mim e chorando em silêncio, segurou na barra de minha blusa de manga comprida e puxou-a para cima, para que assim ajudasse-me a tira-la.

Senti-me tímido, com um frio ainda maior na barriga, quando sua mão tocou o meu corpo e soube que agora ele via-me sem a blusa. Tive vontade de cobrir o corpo, mas estava sem saber o que fazer à aquele ponto. Procurou então por uma toalha, secou-me o cabelo e fungou novamente, tirando o excesso de água de meus ombros e eu então coloquei a camiseta quando ele pediu. O colchão estava molhado, ensopado, na verdade e eu continuava a olhar para o chão, com a cabeça doendo. MinHo então abaixou-se à minha altura, em minha frente e fez-me, com o dedo indicador olhar para os seus olhos e, hesitando disse-me:

—  Desculpe... —  sua voz falhou. —  ...Eu não estou em um bom dia... —  complementou e uma lágrima escorreu do lado direito do seu rosto. Eu ergui a mão para contê-la, e sussurrei: 

—  O que há de errado com você...? —  minha voz saíra como se eu segurasse o choro, embora estivesse mal demais para conseguir chorar. —  ...Por que some...? Por que aparece do nada...? Por que está chorando...? —  eu suplicava por uma resposta, mas não a recebi. Ele esboçou um sorriso amarelo e tocou o meu rosto com a mão. Estávamos agora em um contato visual perdido, como se nenhum de nós dois soubesse realmente o que estava realmente acontecendo. 

Foi então que ele sutilmente aproximou-se de mim, trazendo o seu rosto para perto do meu. O meu coração disparou, congelei ao saber o que talvez aconteceria. Seus dedos tocaram alguns de meus fios de cabelo e ele apoiou-se com a mão na beira do colchão, com os olhos fechados, talvez esperando que eu tivesse a mesma reação que o mesmo. 
E ele estava certo, eu não pude não deixar-me levar e fechei os meus olhos, sentindo sua respiração quente perto o suficiente para fazer-me nunca querer ver a claridade novamente. Seus lábios encostaram superficialmente nos meus, arrepiei-me os pelos do corpo instantaneamente. Logo toquei-os. Senti o sabor doce, que tornou-se forte e presente ali. Tentava acompanhar o seu beijo, estava faminto, como se agora não saciasse minha vontade, mas sim criasse mais ainda. MinHo aproximou-se de mim mais ainda, fazendo-me deitar as costas na parte seca do colchão e notei então que eu tinha o seu corpo sobre o meu, mas não o seu peso. Minha mão tinha o trabalho de manter o seu rosto perto do meu, em sua nuca, enquanto a mente trabalhava confusa pedindo-me uma explicação urgentemente.

 —   Você saberá. —   ele sussurrou em um pequeníssimo intervalo onde procurei encher os meus pulmões de ar o mais rápido possível. —   Mas, não será agora. 



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