História Beloved MinHo (2Min) - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lee Taemin, SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Minho Choi, Taemin Lee
Tags 2min, Choi Minho, Drama, Lee Taemin, Lemon, Romance, Shinee, Yaoi
Exibições 66
Palavras 1.138
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Café


Fanfic / Fanfiction Beloved MinHo (2Min) - Capítulo 4 - Café

Os dias seguintes de trabalho foram árduos. Não era fácil ficar debaixo do sol assistindo a sua mão criar bolhas e calos e tendo que encontrar às pressas uma nova posição para segurar o lápis. Admito à todos que se não fosse por Jung, eu não teria conseguido pagar o aluguel naquele mês. Com trabalhos na rua e algumas encomendas, consegui juntar uma boa quantia e pagar um terço do que devia à ela. Não vou dizer-lhe que irá lucrar se vender a sua arte, mas conto-lhe que havia dias em que eu ia para casa de mãos atando e dias em que o bolso pesava de trocados. Não era fácil vender algo biodegradável com um risco.

Senti-me com sorte naquele dia quando levantei cedo para banhar-me em água fria, - uma vez que haviam cortado minha água gelada -. Eu havia comprado materiais novos para desenho no dia anterior: um kit, - nada profissional, claro, eu não teria como bancar aquilo. Digamos que eu era alguém auto-intitulado amador profissional. -, e uma boina, já que eu estava começando a ter algumas manchas de sol na pele. Quando visitei a floricultura, vi que a senhora havia enquadrado o meu desenho de seu neto e perguntou-me se eu poderia agora fazer um retrato de seu falecido marido, mas dessa vez, ela me daria alguns trocados além de uma flor.

O céu estava azul, o sol brilhava fazendo com que as flores abrissem-se seguindo-o e pedaços suaves de algodão doce estavam presentes no mesmo, distantes um dos outros. Havia um grande trânsito de pessoas e animais domésticos naquela manhã, admito que raramente isso acontecia, mas não posso dizer que não estava gostando disso, porque aquele era um típico começo de dia perfeito para mim. 

Eu já havia feito mais de seis encomendas em três horas de trabalho. Minha coluna pouco reclamava, já acostumada à curva que assumia e eu já não tinha espasmos como antigamente. Entre uma encomenda e outra eu tinha que levantar-me e ir lavar as mãos cheias de carvão - muita das vezes, meu rosto também estava - que acabava acidentalmente sujando de preto o branco, fazendo-me ter de apagar as manchas com a borracha, gastando cada vez mais a frágil folha de papel. 

Os traços da garota à minha frente eram em excesso delicados. Sem deixar de não comentar que ela não parava quieta, fazendo-me ter de pegar uma das flores que a senhora Jung vendia e dar-lhe para tentar faze-la acalmar-se. Era a quarta vez em que via o lado direito da minha mão sujar-se, consequentemente causando um leve preto esfumado nas partes em que não deviam haver cor. Pessoas paravam para olhar, eu já acostumado com os comentários e os olhares de passagem, continuava o trabalho. Então, destaquei a folha e mostrei para a mulher que a garotinha acompanhava, ela sorriu, aprovou, pagou-me e mais uma vez, alguém além de mim estava grato. Acenei para a menininha que acabara de ser minha modelo em despedida, e assim ela fez o mesmo com um sorriso banguela nos lábios.

Sentou-se à cadeira à minha frente um homem. Eu sabia que era uma pessoa do sexo masculino pelos ombros largos, mesmo vendo-o de reflexo, enquanto passava um pano úmido nas mãos. Meus lápis estavam todos guardados, principalmente os mais usados que chegavam a ser toquinhos, então, de modo educado disse-lhe que eu iria dar uma pausa de 20 minutos para almoçar na venda que havia alguns metros de onde estávamos, mas ele insistiu que eu fizesse somente o esboço, algo rápido, de no máximo 6 minutos. 

Foi então que eu ergui o olhar, encontrando então o seu. Ele era bonito, os traços bem marcados, embora não seguisse o padrão, ele tinha uma beleza íntima, principalmente no modo em que as suas maçãs do rosto se encheram quando ele esboçou um sorriso simpático. "Por favor", ele insistiu e eu, não podendo negar que dinheiro faltava-me, afirmei com a cabeça quando ele complementou dizendo que pagaria-me um punhado à mais por aquele favor e quem sabe, um café à tarde.

Peguei o bloco, escolhi uma folha mais branca possível e tinha em mão um lápis para mão livre, 4H, o mais macio que eu tinha no momento e então comecei com  o rascunho. Ele pouco se distraia, assim como todos, era difícil para ele ficar 100% quieto e eu entreolhava-o espiando o que eu fazia e seguindo minha mão com o olhar. Como prometido, fora algo rápido, gastei menos tempo que o planejado. Quando enfim mostrei-lhe, ele sorriu, como todos faziam, elogiou-me e então entregou-me o dinheiro. Eu não ia aceitar o preço à mais, uma vez que achava que o que acabara de fazer não era digno de ser vendido, mas ele saiu antes que eu pudesse dizer-lhe algo.

Sumiu em meio à multidão. 

Foi então que eu corri. Corri em meio à multidão, esparrando em ombros desconhecidos, indo pela sorte para descobrir qual direção ele seguiu. Forcei a minha mente à recordar-se de suas vestes, procurava tons escuros, pois recordava-me de ter usado carvão para pintar o começo de sua roupa superior. Parei. Olhei para todos os lados, sentia-me como um policial atrás do fugitivo, ou o artista atrás de sua arte. Estava ofegante, mal aguentava-me em pé. E se eu tivesse tomado a direção errada? 

— Procurando algum  lugar para almoçar? — ouvi alguém dizer à mim e logo virei-me. Era o homem cujo eu procurara e feliz por estar com sorte naquele dia, eu sorri e apontei para o meu desenho em suas mãos, enrolado como um cone. 

— Eu estava atrás disso. — disse apontando com o dedo e passando a outra mão no cabelo procurando cessar a onda de calor que sentia naquele momento. Ele olhou-me e logo olhou para o que segurava, esboçou um sorriso no rosto e disse-me:

— Eu paguei por isso, certo? Estou feliz com ele, por que o quer de de volta? — ele tinha um tom educado e calmo nos lábios. Notei então que usava um blazer preto, (bem que eu havia suspeitado que era uma roupa escura), cujo arrumou-o com a mão vaga. — Com todo o respeito, você parecia estar fugindo de alguém... — ele riu do próprio comentário, assim como eu.

— Sinto que posso fazer melhor, — murmurei. —, sem falar no fato de que você pagou-me à mais pelo serviço e... — eu me reverenciei. — muito obrigado por isso. Mas, por favor... se puder deixar que eu faça a quantia valer a pena... 

Ele escutou-me, olhou para trás, aparentemente procurando por algo e então seu olhar voltou a encontrar o meu. 

— Quer um café? — questionou-me. — Vamos, te pago algo para comer, ou se preferir, te faço companhia, se não for incômodo da minha parte. Deixo você esboçar algo enquanto isso... Mas, só deixo você esboçar se me deixar pagar pelo menos o café.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...