História Best Mistake - Capítulo 81


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, Red Velvet
Tags Bts, Drama Jimery, Jimin, Jungana, Namjin, Romance, Seulgi, Vhope, Yoonbia Got7
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Palavras 6.099
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Versão do Jimin: 23/08

Capítulo 81 - Best Mistake


Fanfic / Fanfiction Best Mistake - Capítulo 81 - Best Mistake

Dizem que quando estamos pensando muito sobre a morte é que estamos a beira dela ou pensando em fazer ela virar parte do dia a dia. Mas, eu penso que não seja exatamente isso. Talvez a morte que o povo “diz”, seja aquela morte interna, sabe? Aquela de quando deixamos tudo em nós acabar. Deixamos o amor morrer, o coração petrificar e a alma virar cinzas. Talvez seja esse tipo de morte que muitos falam. E quando ela chega é meio difícil fazer com que ela suma.

Na realidade, sinto que estou me perdendo.

Faz uma semana, exatamente uma semana. Aturando os mesmos dias, ouvindo as mesmas coisas e não importa o que eu faça ou diga. Meu dia começa, e termina do mesmo jeito: Com Jimin acariciando minha cabeça, aquecendo meu corpo e adormecendo minha alma. Meu dia poderia ser o mais estressante mas ve-lo com aquele sorriso cada vez mais fraco estava se tornando a única coisa que me mantém a salvo de tudo.

Ainda me pergunto toda manhã, quando abro os olhos e quando ouço meu alarme tocar sete e meia da manhã:

— O que está acontecendo?

Era confuso. Me sentia um tipo de personagem de algum filme ou jogo bizarro.

— O que está fazendo aí?— Ouço Eunji me chamar, de toalha, me encarando enquanto ainda estava na cama, encarando o absoluto vazio daquele quarto.— Vá tomar banho, Yoongi irá nos buscar.

Tentei de todas as formas. Já passei duas noites acordada, apenas analisando e tentando fazer as coisas diferentes, até fiz uma programação para meus dias não serem os mesmo sempre, para vê se algo muda, mesmo que uma frase.

Por exemplo, de diferente dos outros dias, eu não acordei Eunji. Deixei que ela gritasse o quanto quisesse e fingi está dormindo, forcei meu corpo, mesmo que ele quisesse levantar e fazer algo, permaneci na cama o tempo todo e o resultado foi: O humor dela mudou. Quando não tento acorda-la do pesadelo, Eunji fica irritada com tudo e quando não atendo a ligação do Jimin, ele simplesmente não me liga mais.

Às coisas só pareciam piorar.

Levanto-me, coçando a cabeça e resolvo não tomar banho naquela manhã. Escovei os dentes, vesti um roupa e enquanto Eunji ainda colocava o sutiã.

— Não vai esperar o Yoongi?— Ela pergunta e eu apenas respondo com um “Não”, dizendo ainda que queria ir sozinha. É claro que ela tentou me impedir, dizendo que seria melhor irmos de carro mas eu consegui me livrar.

Pego minha bolsa e celular, abro a porta e saio correndo pelo corredor. Meu coração acelerado me fez perder a respiração por alguns segundos e enquanto o suor escorria em minha testa, empurro a porta principal de uma vez, vendo o carro do Yoongi logo na esquina, me esperando.

Ele buzina e até sai do carro, mas sorrindo eu apenas cubro o rosto e finjo que não o conheço, correndo para o lado oposto.

Não era meu objetivo ser grosseira ou coisa do tipo, mas eu já vi essa cena. Contando mentalmente, abro um sorriso ao ouvir a buzina do carro dele novamente e então, como eu já esperava, olho para trás e o vejo correr atrás de mim mas eu simplesmente continuo andando.

— Espera!— Ele gritava.— Mery, me espera.

Apresso meus passos, voltando a correr.

Eu conheço bem o Yoongi, ele é tão sedentário quanto eu às vezes.

Quando percebo que estou me aproximando da cafeteria, diminuo a velocidade e após esperar em uma fila de cinco minutos, faço o meu pedido e espero um tempo. Preciso de um café amargo bem quente, digo a mim mesma e então vejo Taehyung atravessar a porta da cafeteria.

Me surpreendo com aquilo. Geralmente eu o encontrava sempre na universidade, mas não aqui, não nesse momento.

Algo estava mudando, talvez.

— O que faz aqui?— Pergunto, surpresa.

Ele dá de ombros, se aproximando.

— Preciso me manter acordado, e você? Achei que estaria com os outros.— Ele abre um sorriso amarelo, um pouco sem graça.— Alias, você parece ótima. A viagem te fez bem. Sentiu minha falta?

Engulo o seco.

Aquilo fazia parte do repertório dele. Sempre que eu o via, ele fazia a mesma pergunta sobre a viagem, sempre abrindo o mesmo sorriso amarelo. Aquilo me fez revirar os olhos.

— Você está bem?— Ele pergunta e logo depois ouço a mulher chamar por mim.

Deixando Taehyung sozinho, vou pegar meu café para a viagem e quando me aproximo da saída, sinto alguém pegar em meu ombro, me impedido de sair.

— Hey, me espera. Faltam quase meia hora para a sua aula, podemos ir juntos.— Ele fala, sorrindo e então se afasta, não esperando eu responder. Taetae comprar um energético e então abre a porta, me dando passagem para passar e logo depois me acompanhando até o campos.

— Você não me respondeu...— Ele murmurou, dando um gole em sua bebida e logo depois reclamando por está muito gelada.— Você está bem?

— Acho que sim. Essas semanas estão sendo muito confusas...— Admito, bebendo meu café forte.

— Semanas? Você chegou ontem de viagem.— Ele diz, fazendo uma careta.— Achei que a viagem tivesse sido ótima. Jimin ganhou?

— Ganhou...— Respiro fundo.— Você já sentiu que os teus dias estão sendo o mesmo? Como se Deus estivesse esquecido de tirar o replay, como se todos os teus dias fossem os mesmos, sempre?

Aquilo não fez sentido na cabeça dele. Não fazia sentido na cabeça de ninguém, na verdade.

— Não, na verdade.— Ele solta uma risada, forçada.— Me conta da viagem. Como foi?

Novamente, como todos os outros, ele fugiu do assunto. Eu já esperava.

Por que ninguém queria falar daquilo comigo?

Eu poderia enlouquecer e eles continuariam perguntando da viagem.

— Taehyung, por favor, não quero falar da viagem.— Digo, respirando fundo.— Eu sinto que vou enlouquecer.

— Calma. Me conta o que está acontecendo.— Ele pede, mas no fundo, tudo o que ele irá me falar é que tudo terminará bem, como todos os outros. Como Jimin, como Eunji, como Yoongi e até mesmo com Jihyo e Beatriz.

— Meus dias começam e terminam iguais. Eu acordo pela manhã com o meu relógio apitando às sete e meia, ouço Eunji gritar por causa do pesadelo e no fim acabo parando em frente ao quarto do Jimin, vendo ele me esperar como todo fim de tarde em uma cama.— Suspiro.— O que pode está acontecendo?

Ele solta uma risadinha e me dá tapinhas nas costas.

— Você ficará bem.

Eu não me irritei, na verdade já esperava.

— Taehyung, o que acontece se eu não for me encontrar com o Jimin?— O encaro.— O que acontece caso eu mude de rota?

— Você irá acabar parando em um caminho diferente.— Ele sorriu.— É isso o que acontece quando se toma um caminho diferente, novo.

— Mas e se eu me perder no caminho, e se eu não achar o caminho de volta?— Engulo o seco.

— Você tem seus amigos, Mery. Vamos ajudar você a encontrar o caminho de volta.— Ele me puxa para perto, me abraçando e sorrindo.— Não é assim que sempre funciona conosco? Prometemos nos ajudar.

Aquilo fez meu coração se acalmar e então, no momento em que ele segura minha mão e sorrir para mim. Senti um aquecimento no peito, sentindo algo bom, algo que me fez se sentir segura.

Parecia novo.

— Isso é uma promessa?— Minha pergunta fez ele abrir ainda mais o sorriso, me fazendo reagir da mesma forma.— Taehyung, você é mesmo real?

— Em carne e osso, meu amor. — Ele rir.— Por quê?

Dou de ombros.— Nada! Eu me sinto melhor agora, obrigada!!

Ele dá um gole em sua bebida e em seguida, sem jeito, me oferece um pouco e eu recuso, afirmando que estava satisfeita apenas com o meu café.

— Você acha que Jimin irá aparecer? Eu não vejo os outros a um tempo, na verdade, eu me senti muito feliz por você ter sido a primeira a me ver depois de uma semana longe.— Ele solta um longo suspiro, erguendo a cabeça.— Estou louco para reencontrar os outros.

— Você não...— Em seguida percebo que, para ele, ainda estávamos um dia depois após termos voltado de viagem.— Entendo… Acho que Jimin não vem.

— O que? Mas ele me mandou uma...— O interrompo.

— Ele não vem. Eles estarão cansados e… Enfim, apenas confie em mim. Mas aposto que Jungkook e Yoongi virão.— Digo e então entramos nas portas da faculdade, tombando em alguns universitários.

— Você acha? Sinto falta do Jungkook e do Namjoon.— Ele suspira.— Aliás, como vai Hyeri?

Eu não a vejo a um tempo, na verdade. Ela simplesmente sumiu, aliás, eu nem sequer procurei me informar sobre ela.

— Eu não sei, na verdade. Deve está “descansando” como os outros.— Digo mas ele não entendeu minhas aspas.

Continuamos nosso caminho até o corredor B, em direção ao refeitório aonde V esperava encontrar o resto das pessoas. Taehyung passa por mim e empurrando a porta, meus olhos param em nossa mesa e para minha surpresa, quase todo mundo estava presente, Hyeri.

Para minha surpresa, é claro. Mas ela não me encarou ou sorriu quando me viu se aproximar. Diferente dos outros e sentada quase que na ponta da mesa sozinha, percebi que ela lia um pequeno livro com uma capa bem curiosa.

Acho que essa é a primeira vez que a vejo depois de tudo e ela parecia está bem, exceto por sua barriga que estava estranha, não sabia dizer exatamente como estava, mas parecia um pouco mais estufada ou até mesmo inchada.

— O que aconteceu com ela?— Perguntou Taehyung, me referindo a Hyeri no fim da mesa, quieta enquanto lia um livro.

— Quem se importa?— Responde Beatriz, revirando os olhos assim que Hyeri olha em nossa direção.— Como você está?

Engulo o seco, virando a cara e percebendo que Yoongi me encarava com raiva nos olhos e então abro um sorriso, fazendo corações de todos os tipo para ele.

— Estou bem...— Respondo Beatriz enquanto meus olhos encaram seu namorado. Ele parecia realmente irritado.— O que foi Yoongi?

E então ele vira a cara, revirando os olhos de uma forma infantil e terrivelmente fofa.

— Yoongi-ssi… Oppa...— Nem minhas cenas de birra foram o suficiente para ele olhar em minha direção pois ele estava mesmo irritado.

— Achei que Jimin estaria com vocês...— Fala Jungkook enquanto Ana faz carinho em seus fios castanhos e sedosos.— Aonde ele está?

Suspiro e abaixo a cabeça, brincando com o meu dedo no anel. Sempre que tocam no nome do Jimin, sinto uma tristeza percorrer dos meus pés a cabeça.

— Deve está morto de cansaço, provavelmente chegará mais tarde.— Responde Namjoon, recebendo frutas vermelhas vindo de Jin até sua boca.— Você é o meu bebê.

— Cala a boca e come.— Responde Jin, revirando os olhos.— Taetae, por onde andava?

— Como assim?— Vejo ele juntar às sobrancelhas, confuso.— Eu estive em Seul o tempo todo.

— Mas você sumiu...— Murmura Ana, confusa.

— Eu não sumi, eu estive aqui o tempo todo.— Sua expressão declarava que claramente ele se sentia confuso, mas eu já estava acostumada.— Do que estão falando?

Respiro fundo e então ouço o sino tocar mas Yoongi estava lá na frente, caminhando em direção a saída. Impulsivamente, pego minha bolsa e corro em sua direção, esbarrando em algumas pessoas e empurrando outras. Eu desejava saber o motivo da sua raiva, da sua irritação mas acabei o perdendo de vista por alguns minutos até encontra-lo em meio a tantas pessoas. Correndo e quase sem fôlego, o abraço por trás com força e então sinto ele parar de andar. Seu cheiro era ótimo mas sua roupa parecia está um pouco úmida.

— O que te preocupa oppa?— Sussurro e então sinto ele se virar e então erguer minha cabeça para encara-lo.— Desculpa por te ignorar hoje cedo, eu precisa só...— Me calo no momento em que sinto seus lábios se aproximaram dos meus, parando poucos centímetros, ele desvia e então se aproxima da minha orelha.

— Eu te amo, Mery...— Ele sussurrou, arrepiando todos os meus fios, toda a minha alma ou o resto dela.— Eu amo tudo em você e se você me deixar, juro que minha vida acaba. Por favor, permaneça forte, venha até mim e te ajudaremos a encontrar o caminho de volta, eu ajudarei...— Engulo o seco, toda arrepiada e com lágrimas nos olhos. Não entendia o motivo das lágrimas mas eu me sentia totalmente perdida e triste por causa daquilo.— Por favor, volte para mim.

E então ele se afasta.

— Oppa, o que foi isso?— Minha voz falha por alguns segundos enquanto as lágrimas molhavam minha bochechas e maçãs do rosto.— Do que você está falando, Yoongi?

Parado, me encarando, ele não demonstra nenhum sentimento. Nenhum mesmo mas às lágrimas continuam molhando o meu rosto e a minha blusa enquanto ele apenas me analisa.

— Yoongi.— Grito, sentindo o ar abafado e o tempo parar por um segundos, como se tudo estivesse lento e apenas nós dois estivéssemos ali. Uma raiva corre em mim e brava, o empurro para trás com força.— O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

Ele dá dois passos até mim, ainda em silêncio, e devagar se aproxima novamente mas seus lábios não parecia está em direção a minha orelha. Seus lábios estavam tão perto dos meus, sua respiração manteve a minha ofegante e então, no momento em que ele inclina a cabeça para frente sinto braços me puxarem para trás e Yoongi é jogado no chão.

Assustada, não consigo demonstrar nenhuma reação além de apenas encarar Yoongi no chão. Com o rosto vermelho e a mão na bochecha, ele engole o seco e desviou o olhar de mim, abaixando a cabeça.

— Fique longe dela, Yoongi.— Era a voz do Jimin, eu senti ele me puxar e me afastar do meu melhor amigo, meu brother.— Não me faça acabar com você.

Me puxando pelo antebraço sinto Jimin me puxar para a sala de limpeza que por sorte estava vazia, mas eu ainda me sentia em pânico, mesmo querendo demonstrar qualquer sentimento, eu não conseguia. Minha respiração estava ofegante e minhas mãos suavam, mas às palavras do Yoongi não saiam da minha cabeça.

— Mery, amor...— A voz do Jimin estava abafada em minha mente e então o vejo estalar os dedos em minha frente enquanto seus olhos escuros me observavam.— O que foi aquilo? Me diz que ele tentou te beijar e você...— O interrompo, fazendo o mesmo calar a boca no momento em que me estiquei e puxando-o pelo pescoço, eu o beijei.

Abrindo um sorriso enquanto meus lábios faziam seus pelos se arrepiarem, Jimin me puxa para mais perto e me pega no colo, invadindo minha boca com sua língua quente.

O bom de ser beijada por quem você gosta e ama é que nos momentos de aperto, nos momentos em que você sente o ar ir embora e o mundo parar, um beijo ou um abraço daquela pessoa esquenta tua alma e te faz sorrir enquanto as lágrimas molham a gola da tua camisa. É uma sensação boa, confortante e que te faz esquecer o mundo a sua volta.

— O que te perturba?— Ele encosta sua testa na minha enquanto segura meu rosto com suas mãos.— Me diz o que te incomoda.

— Eu acho que estou enlouquecendo...— Sussurro enquanto Jimin enxugava minhas lágrimas.— Você acha que eu estou…

— Não. Sem dúvidas, não.— Ele responde, rápido e estão suspira.— O que vai fazer hoje a noite?— O encaro, curiosa.— Encontre-me no telhado essa noite, tudo bem? Vamos beber e conversar. Você está precisando disso…

Respiro fundo.— Me abrace.

Sem dizer mais nada, ele apenas me puxa para mais perto e me abraça. Beijando minha cabeça, fecho os olhos e suspiro mas nosso momento de carinho rapidamente desaparece no momento em que alguém abre a porta.

Rapidamente viro a cara e então, empurrando Jimin para o lado Han me abraça forte.

— Você está viva...— Grita Han enquanto Jimin apenas nos observa no canto.— Eu passei as férias todas te mandando mensagem e você nem sequer me respondeu. Como foi a viagem?

Engulo o seco e então desvio o olhar, sorrindo para Han.

— Ocorreu tudo bem...— Respondo, sem graça.

— Porra Han, deixa os dois sozinhos. Não percebe que eles estavam conversando?— Grita Jihyo, puxando Han pelo orelha até o corredor.— Aliás, bem vinda de volta, comprou algum presente pra mim?

— Senti saudade de vocês também...— Fala Jimin, puxando Han para o seu lado.— Aliás, nunca mais abrace minha namorada dessa forma.

— O que?— Han engole o seco ao ver Jimin fazer cara feia.

— Estou brincando...— Jimin abre um sorriso e bagunça o cabelo do Han, fazendo o mesmo suavizar e relaxar.— Aliás, como foi suas férias.

— Achei que fosse me bater...— Ele bufa, sorrindo, totalmente sem graça.

— Eu deixei os presentes no dormitório, talvez amanhã eu traga.— Respondo Jihyo, sorrindo de uma forma tão simpática.

— Você comprou um presente pra mim?— Os olhos do Han brilham e nervosa, com vergonha por não ter comprado nada para ninguém. Jimin chegou a rir de mim enquanto apertava o pescoço de Han.

— Claro, oppa.— Respondo e o abraço forte, mas Jimin nos separa imediatamente.

— Vocês voltaram?— Pergunta Han, arregalando os olhos.

— É claro idiota, não viu o anel no dedo dos dois?— Retruca Jihyo, revirando os olhos e logo depois dando um tapa na cabeça de Han que apenas resmungou.— Na verdade, parece anel de noivado…

— Estamos namorado.— Digo.— Voltamos…

Abro um sorriso mas ele logo some quando vejo Hyeri passar por nós e calada, subir às escadas. Vejo que ela me encarou mas logo voltou a olhar para frente e seguir seu caminho como se não nos conhecesse.

Por que eu sentia que deveria falar com ela?

— Na verdade estamos noivos, só que ela ainda não sabe.— Jimin dá uma piscadela para os outros e eu apenas reviro os olhos, bufando.— Bom, Mery precisa ir para a aula… Vamos?— Ele me puxa, abraçando meu corpo e então acena para Han e Jihyo, me arrastando até às escadas.

— Você não sair espalhando por aí que estamos noivos, não é?— Murmuro enquanto ele me acompanha até minha sala.

— Está com vergonha de mim? Que tipo de namorada você é?

Ele estava de bom humor.

— Não é vergonha. Só quero que fiquem comentando sobre isso...— Suspiro.— Você sabe que eu odeio quando ficam falando da minha vida…

— Até que não seria má ideia, não é? Você já imaginou se casar comigo?

Beijo sua bochecha.— É claro.

— Sério? Eu já sonhei com isso.— Ele sorriu.— Eu sonhei que você estava dormindo e eu estava muito nervoso, ai eu te acordei no meio da madrugada e te pedi em casamento mas você preferiu dormir e um tempo depois a gente cansou.

Eu ri muito.— Eu voltei a dormir?

Ele assentiu e riu também.

— Eu acordei e ri muito disso, mas no fim, acabamos casados.

Respiro fundo.— Talvez a gente se case algum dia, não agora, mas talvez um dia.

Parecíamos realmente ansiosos e esperançosos com aquilo, admirando seu sorriso, nos beijamos uma última vez e Jimin se despediu de mim quando chegamos a minha sala. Entro e sentada em uma cadeira, esperando tudo começar, permaneço quieta.

Eu ainda não conseguia tirar Yoongi da cabeça, mesmo Jimin ainda me fazendo sorrir feito boba, Yoongi ainda me perturbava.

A aula ainda não havia começado e mesmo que começasse, eu permanecia em transe, vivendo e revivendo a cena do corredor quando Yoongi chegou tão perto de mim de tal forma e sussurrou em meu ouvido de um jeito tão triste. Aquilo era assustador para mim, era novo. Nunca, desde que tudo começou isso nunca aconteceu, Yoongi nunca olhou para mim daquela forma. Não era paixão, não era amor, era tristeza, uma tristeza que foi capaz de arrepiar minha alma.

Depois de quase uma hora e quinze minutos, sou obrigada a trocar de sala. Seguindo caminho enquanto outros universitários comentam sobre a aula anterior e tiram sarro de algo, eu continuo andando de cabeça baixa mas assim que me encontro em frente a aula, percebo que apenas eu continuava ali.

Sozinha. A única garota confusa em meio a um corredor vazio.

Engulo o seco, olhando para os lados e para a sala que estava totalmente vazia. Não entendi o que estava acontecendo mas não esperei ali para ver o que poderia acontecer.

Jogo minha bolsa no chão e correndo até às escadas, chego ao terceiro andar, ouvindo apenas o som dos meus sapatos se chocando contra o piso liso. Acelerado, meu coração disparava contra o meu peito de uma forma nunca vista, eu conseguia ouvir meu coração batendo a toda velocidade mas não parei de correr.

Nem por um segundo sequer.

Chego ao primeiro andar. Estava tudo vazio e todas às salas, do quarto ao primeiro andar estava vazio, completamente deserto mas aquilo não parecia me assustar. Ouço um barulho vindo do corredor que dava em direção ao refeitório e até lá eu corro, com esperança de encontrar alguém ou algo e assim que puxo às portas de uma vez, ofegante, percebo que basicamente todo mundo estava ali, no refeitório e então olho para trás, totalmente confusa e vejo os universitario se movimentando no corredor como se nada tivesse acontecido.

Pisco algumas vezes, sentindo meu corpo mole, eu estava ficando tonta mas antes que eu caísse, sinto Taehyung segurar meu ombro e sorrir para mim.

— Você está bem?— Ele pergunta com sua mão ainda em meu ombro.— Vamos, eles estão nos esperando.

Assinto e então ele me abraça, caminhando ao meu lado até a nossa mesa no meio do refeitório. Nós aproximamos dos outros e então percebo Hyeri ali, mas ela estava quieta demais, apenas lia seu livro e de vez enquanto, observava os outros conversando.

— O que ela tem?— Ouço Taehyung perguntar e fazer uma careta enquanto se sentava entre Hoseok e eu.

— Quem se importa?— Fazendo uma careta e usando um tom grosseiro, percebo que Hyeri olhava em nossa direção e então Beatriz, vira a cara, me encarando.— Como você está?

— Bem, eu acho.— Respondo e logo em seguida, vejo Yoongi em minha frente, me observando mas diferente.— Oppa...— Engulo o seco, mas dessa vez ele não esperou eu terminar de falar e muito menos o sinto tocar, ele apenas levantou-se e sem falar mais nada, saiu.— Yoongi…

Respiro fundo e decidida e fazer o que for para descobrir o que aconteceria, pego minha bolsa e saio correndo em direção a saída, mas antes de sair, volto a olhar para trás, vendo meus amigos conversando e interagindo como se nada de anormal tivesse acontecido e no fim da mesa, estava Hyeri sorrindo em minha direção. Ela acena para mim, apenas me observando de longe e mesmo estranhando, faço o mesmo. Eu aceno para ela e de repente, todos estão olhando para mim sem expressão alguma em seus rostos, eles apenas me observavam.

Eunji, Hoseok, Taehyung-oppa, Namjoon, Jin, Beatriz, Jungkook e Ana, todos os meus amigos me observavam mas aquilo não me transmitia medo, eu apenas me sentia confusa e curiosa.

Viro-me, desviando a visão e encarando aquela porta enorme e então eu a empurro, indo parar em frente a universidade. Estava escuro mas em meu celular dizia que ainda eram doze e meia da tarde. Viro-me e tento abrir às portas mas elas estavam trancada e às ruas do campus estavam totalmente vazias.

Desço as escadas e pego meu celular, tentando ligar para Jimin. O celular dele chamou mas ele não atendeu e então eu mandei uma mensagem, na esperança que ele me respondesse.

Começo a andar, respirando fundo e encarando tudo ao redor. Parecia ser um pouco mais de nove da noite e eu conseguia ver que alguns quartos dos alojamentos estavam ligados mas não senti a necessidade de chamar por ninguém. Eu só precisava andar, algo em mim apenas dizia que eu só precisava andar um pouco mais e então eu encontraria o que procurava mas nada aparecia. Nem mesmo uma luz, mas eu não desisti.

Respiro fundo e continuo meu caminho, passando da parte dos alojamentos e indo em direção a saída da faculdade, encontro uma loja de conveniência. Ela estava totalmente iluminada, estava um pouco longe mas eu conseguia ver seu brilho de longe, assim como eu também conseguia ver alguém ali. Um rapaz.

O rapaz estava de costas e tinha cabelos escuros ou castanhos, estava com às mãos nos bolsos mas em momento algum percebeu minha presença. Grito, pedindo ajuda por algo que eu não sabia o que mas a pessoa nem sequer ouviu.

— Ei...— Chamo e então percebo que a pessoa começou a andar, pegou algo no chão e em seguida, arremessou contra a porta de vidro da loja de conveniência.

O rapaz, que eu ainda não sabia dizer quem era, caminho até a porta e a abriu. Não soube dizer o que ele fez em seguida pois estava um pouco longe, mas conseguia ouvir um piano. Alguém tocava piano, lindamente e aquilo realmente chamou minha atenção. Sem medo algum, dou alguns passos e então percebo que pararam de tocar piano e então, por mais estranho que tenha sido, ouvi assobio.

Era o Jungkook, aquele assobio sem dúvidas era do Jungkook mas eu não consegui ve-lo por perto. Olho ao redor enquanto o assobio dele me manteve em estado de alarme e então percebo que o rapaz havia acabado de sair da loja. Me pergunto se ele ouviu o assobio também.

— Moço, me ajuda...— Grito e para minha surpresa, ele começou a andar em minha direção, acelerando os passos cada vez mais ao ponto de correr. Ele não parecia ter me escutado, na verdade e mesmo que estivesse escuro demais, consegui ver que os sapatos dele estavam melados de lama e sua roupa estava molhada, bem encharcada. Não me dando tempo de para-lo ou tentar chamar sua atenção, ele passou reto.

No momento em que ele passou, percebi, eu sabia de quem era aquele perfume.

— Yoongi...— Minha voz falhou no momento em que percebi que era ele.

Tento alcançá-lo enquanto o assobio continuava chamando minha atenção. Era o Jungkook, eu tinha a plena certeza mas mesmo assim, eu não conseguia enxergá-lo. Ele não estava por perto, estava?

Mesmo assim Yoongi continuo correndo em uma única direção e eu apenas segui o rastro de lama que ele havia deixado pelo caminho. No fim de tudo, ofegante, acabo chegando a uma rua que não reconhecia muito bem, não parecia ser parte da faculdade, estava mais para uma rodovia.

Parecendo estar mais perdido que eu, ele volta a andar e então o vejo parar no meio da rua e gritar, berrar tão alto que tive que tampar os ouvidos. Os assobios do Jungkook param no mesmo instante e então eu olho ao redor, mas quando volto minha atenção para Yoongi vejo um carro se aproximar a toda velocidade enquanto a buzina incomodava minha audição.

O carro não chegou a atropelar Yoongi mas ao vê-lo passar por mim ouço algo que me parecia bem familiar, um grito feminino e uma luz branca passar rapidamente por mim.

Eu soube exatamente no momento que ela passou de que eu deveria seguir aquele carro mas antes que fizesse isso, Yoongi passou correndo por mim novamente. Cheguei a tocar sem ombro mas ele continuo correndo, correndo e correndo, totalmente sem rumo.

— Min Yoongi.— Grito por seu nome e então caio de joelhos no chão, sentindo lágrimas caírem.

Eu estava começando a me convencer de que eu estava mesmo enlouquecendo. Não consigo mais conter as lágrimas. Elas vêm todas de uma vez, e,antes que perceba, estou soluçando e encharcando meu rosto como se fosse uma criança pequena, tão perdida e confusa.

Eu só queria entender o que estava acontecendo.

Fecho os olhos com força, com toda força que conseguia e respiro fundo, desejando que algo acontecesse, e aconteceu. Gotas inesperadas de chuva começaram a cair e não pararam, sentia meus cabelos e a minha roupa toda molhada mas não tive coragem de abrir os olhos, eu permaneci ali, no chão.

Quando finalmente resolvi reagir e abrir os olhos, percebo que estava em frente a fraternidade do Jimin. É sempre assim, no fim, eu acabo aqui.

Respiro fundo e olho para os lados. Ainda estava escuro e ninguém por perto, mas algo me chamou a atenção. Um carro havia batido contra uma árvore enorme e estava em chamas, mas ninguém estava lá dentro, ele estava vazio e o cheiro de pneu queimado e gasolina me fizeram prender a respiração.

Caminho em direção às portas da fraternidade e subo as escadas, chegando até o quarto do Jimin, mas ele não estava em lugar nenhum, absolutamente ele não estava ali.

Pego meu celular e digito seu número, esperançosa mas ele nem sequer atende, porém, minutos depois, recebo uma mensagem vindo do seu número, pedindo que eu fosse até o telhado que ele estaria lá.

Sem esperar um segundo a mais, subo as escadas correndo e abro a porta toda animada, mas ele não estava lá.

— Jimin-ah...— Eu o chamo, procurando por todo canto.— Jimin-oppa… Chimchim...

Eu estava só novamente, sozinha e toda encharcada. Aquilo era frustrante, intrigante e fazia minha irritação aumentar.

O que estava acontecendo? Às coisas só parecia piorar cada vez mais.

Respiro fundo e então caminho até a beira do telhado, tendo uma visão boa de tudo ao meu redor enquanto a chuva só aumentava.

— AAAAAAA, EU NÃO AGUENTO MAIS.— Grito, afim de extravasar toda a minha raiva.— O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO?

Às lágrimas em meu rosto se misturaram com as gotas da chuva.

— Alguém me ajuda...— Sussurro, chorando.— Por favor…

Fecho os olhos e então, dou um passo à frente. Jogando-me de propósito no nada, eu sabia que não morreria mas poderia tentar. Eu me sentia totalmente cheia e vazia por dentro, algo estava errado e me sufocava.

Eis o que me lembro: lembro-me de ter estado na kombi, com o corpo sonolento por causa das pílulas. Lembro-me da Eunji e Hyeri brigando por causa da música. Lembro-me das oito pílulas em minha mão, do grito agudo da Eunji, tão assustada e a luz brilhante que fez meus olhos se fecharem e eu apagar. E depois disso? Nada.

Tudo o que sei é que todos os dias, como se fosse o único, eu acordava em minha cama, suada e com o meu alarme me dizendo que era hora de acordar — Sempre 7 e meia — e então Eunji. Sempre a mesma coisa.

Talvez essa seja a primeira vez que eu consiga realmente acreditar de que sim, eu posso está morta e tudo isso pode ser um sonho, um sonho bizarro.

Eu estava apavorada.

— Está com o cinto?— Ouço a voz do Jimin, como se ele estivesse ao meu lado e então abro os olhos. O som do motor do carro e a música tocando no volume baixo me fizeram abrir os olhos e então perceber que de alguma forma, eu estava ali e Jimin estava dirigindo.

Eu estava na kombi, Jimin estava na kombi mas os outros não estavam ali. Muito pelo contrário, não havia ninguém atrás de nós.

— O que?— Pergunto, assustada. Com as sobrancelhas erguidas, o analiso. Ele parecia bem real na verdade mas dirigia devagar.

— Você colocou bem o cinto?— Ele volta a perguntar enquanto olhava para a frente, parecia bem concentrado. Olho para o cinto de segurança e verifico se ele estava bem colocado, mas para minha surpresa, ele não estava. — Arrume seu cinto de segurança.

Assinto e verifico se ele está bem colocado.

— Jimin, o que está acontecendo? Você é real?— Pergunto, sentindo minhas mãos tremerem. Eu estava ofegante.

— O que? Como assim?— Ele pergunta, olhando para mim em seguida.— Do que está falando?

— O que está acontecendo?— Pergunto, seria.— Algo muito errado está acontecendo.

— É claro que algo errado aconteceu...— Ele fala.

— Como assim?— Junto às sobrancelhas.

— Porque demorou tanto para perceber? Esteve o tempo todo em sua frente, você só precisava aceitar.— Ele não olhava para mim.— Dizem que, não importa qual seja a verdade, as pessoas veem o que querem ver. Você viu o que você quis, Mery, nada além disso.

— Eu estou morta?— Engulo o seco em seguida, temendo pela resposta.— O que aconteceu comigo?

— Você ama seus amigos?— Ele pergunta.

Naquela fração de segundo ele se lança à estrada, mas olha para trás espantado, seus olhos brilhando com gratidão e então observo algo curioso a frente.

Dez pessoas, todas elas paradas. O carro se aproxima delas devagar e Jimin aumenta o farol do carro. Sete rapazes e três garotas. O mundo gira, vira de cabeça para baixo e para os lados, e uma névoa de escuridão devorando as bordas da estrada, mas continuamos indo para a frente enquanto a chuva caia.

— Quem são…?— Pergunto, ainda tentando identificar ás 10 pessoas.

— Jungkook, Ana, Min Yoongi, Hoseok, Taehyung, Beatriz, Namjoon, Ana, Jin e Eunji.— Ele solta um suspiro.— Seus amigos, Mery. Sua família.

— Família...— Sussurro.

O motor está mais alto agora,um grunhido firme e então por causa dos faróis, vejo que meus amigos, minha família, nos encarava. Parados em meio a estrada, molhados, vejo Eunji, Beatriz, Namjoon e Ana sorrirem para nós, o resto, apenas nos dá às costas e começa a andar. Sinto como se não pudesse acompanhá-los, mas eles continuam indo e tudo se choca contra mim, até que não aguento mais. Aqueles que ali ficaram, sorrindo, voltaram a andar também mas Jungkook, não, ele parou de andar e então Jimin para o carro em sua frente.

— O que...— Paro de falar no momento em que percebo que Jungkook estava olhando em minha direção, com uma expressão soave, ele apenas analisava meus olhos como nunca antes.— Kook…

Sinto meus olhos se encherem d'água novamente mas lágrimas não caem.

— O que devo fazer Jimin?— Respiro fundo. Jungkook continua ali, me encarando.— Devo aceitar que esse é o meu destino?

— Não sou eu que decide isso.— Ele sorrir e então toca meu ombro.— Você quer aceitar?

Abaixo a cabeça, aquilo era um não mas eu não tinha coragem de dizer.

— Você morreu também?— Minha voz é baixa mas ele conseguiu ouvir.— Os outros morreram também?

— Só existe uma forma de saber...— Ele responde.

— Me beije.— Peço e assim ele fez.

Segurando meu rosto com as mãos, ele se aproxima de mim, ocupando o espaço que nos separava e me toma em seus braços, beijando meus lábios e me tocando com suas mãos quentinhas. Fecho os olhos, respirando fundo e me entrego enquanto sentia sua língua quente em minha boca, me fazendo suspirar enquanto as lágrimas dele molhavam nossos rostos, mas eu não me importava, era tão bom, o tipo de coisa que jamais me faria enjoar.

Eu poderia beijá-lo todos os dias da minha vida, só para sentir isso. Esse sentimento.

Concentro-me naquele beijo, tentando gravar seus lábios e o gosto daquela sensação em mim, em minha mão, esqueço totalmente os outros, às coisas ao meu redor e naquela fração de segundos, meu mundo se torna o beijo do Jimin até eu senti que ele não está mais ali, como se ele tivesse desaparecido por completo mas aquilo não me deixou triste. Eu senti ele se afastar mas em momento algum tentei mante-lo por perto.

Por que eu não fiz isso? Eu estava aceitando?

Abro os olhos devagar, sentindo meu corpo se perder no nada e uma dor terrível percorre em todo o meu ser. Um grito silencioso do meu corpo quebrado e então vejo que não estava mais na kombi, a luz daquele quarto branco me fez piscar várias vezes e mesmo que doesse, eu não conseguia gritar ou mexer os meus músculos, mas a dor continuava ali, me corroendo por dentro.

Tento virar o rosto mas meus olhos só conseguem olhar para o teto branco com aquela lâmpada que ardia meus olhos e me fazia piscar várias vezes. Tento relaxar mas até respirar fundo estava doendo naquele momento, mas tentei me manter firme e forte, pelo menos até sentir alguém apertar minha mão e meus olhos se encherem d'água. Eu sabia de quem era aquele toque, poderia reconhecer de longe.

— Mery?— Era a voz do Jimin, eu tinha a absoluta certeza daquilo, era ele mesmo.— Mery, meu Deus…

Ele tentou largar minha mão mas no mesmo segundo, juntando todas as formas que me restavam, eu a apertei de leve e ele parou.

— J-Jimin...— Minha garganta estava doendo, seca, eu precisava beber algo.— Fica.

Eu não conseguia olhar diretamente para ele, no momento em que virei meu rosto em sua direção, percebo o quanto minha visão estava danificada. Eu não conseguia enxergar direito por causa da claridade mas consegui perceber que ele chorou, ou chorava.

— Eu preciso chamar os médicos...— Ele fala, mas eu aperto sua mão novamente.

— Jimin. Fica. Por favor.

 


Notas Finais


Oiii
eu queria me desculpar de verdade com todos vocês. Poucos sabem mas eu estive enfrentando alguns problemas pessoais e escolares. Semana passada teve o literarte e foi uma confusão pq meu grupo se apresentou para uma autora de poesia mt famosa no brasil q inclusive é sempre citada em vestibular e eu estava mt nervosa. Mas tudo acabou bem
Eu n sei se vcs sabem mas eu meio q tenho depressão, eu estou me tornando bastante obsessiva com o meu peso e eu não estava com vontade de esfregar, eu tentei, as vezes me forçava a escrever e mesmo assim não gostava. Eu estava e ainda estou sem criatividade e animo. Eu estava bem ruim mas melhorei
Eu queria me perdoar de vdd com vcs, vc me perdoam.

Gente, eu sei que mts vão odiar esse final mas é isso. Eu tinha outra ideia para o final mas resolvi deixar esse mesmo, então desculpe se não te agradou e antes que fique brava cmg. ESSE NÃO É O ULTIMO, ULTIMO. Eu ainda vou posta a versão do Jimin, vai demora um pouco, mesmo que ja esteja na metade, eu quero q fique mt bom pq e vai ser a visão do Jimin de toda a fanfic em apenas UM CAPITULO. Ou seja, será grandinho mas deixa claro algumas coisas q vcs tem duvida.

POREM
Esse é o fim na visão da Mery, tudo bem.
De verdade, eu quero agradecer vocês por tudo isso, por me fazerem sorrir com os comentários e por se preocuparem comg quando eu demoro para postar. Eu quero agradecer as amizades que eu ganhei por causa de Best Mistake e por se preocuparem com os personagens e chorarem cmg por causa deles. Obrigada por me desejarem coisas boas e por serem as pessoas que vcs são hoje. Eu sei que mts sobrem com diversos problemas mas gente, abracem seus amigos como se fossem suas famílias.
Amem suas famílias. Amem seus amigos e acima de tudo, se amem.
Vocês sabem que sempre estarei aqui para ajuda-los e qualquer coisa, me procurem que eu sempre estarei aqui.

EU AMO VOCÊS, POR FAVOR NÃO ME FIQUE BRAVAS CMG POR CAUSA DO FINAL MERDA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
TCHAU


Versão do Jimin: 23/08 ( pode ser q eu poste antes disso pq eu ja estou na metade dele mas enfim... PROMETO QUE ENTREGAREI ATÉ ESSE DIA)

Dia 25 e meu aniversario de 18 :)


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