História Bestial - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Visualizações 48
Palavras 1.512
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá Olá!
Essa é minha primeira fanfic sobre Miraculous Ladybug, de longe eu estou nervosa por não ter experiencia, mas essa historia estava martelando de mais na minha cabeça para ignorar.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Anoiteceu


A chuva castigava as construções com seus baques molhados, os postes esforçavam-se para se manter de pé proporcionando luz diante a força da natureza, as casas fechadas pareciam tremer com as batidas dos ventos e a cidade se lavava. Marinette assistia este espetáculo num vão entre dois prédios, a tempestade era audível, quase como uma orquestra especial apenas para ela. Quem dera se pude-se degustar melhor de tudo isso, ao invés apertava a coronha de seu revolver entre as palmas das mãos quase como se abraçasse a arma, enquanto esperava o sinal de Adrien, os dois estavam na mira deste contrabandista alemão a quase um mês, apesar de toda sua fama, as emboscadas planejadas deste caso constantemente falhavam, o que deixava a garota ainda mais ansiosa. Questionava-se internamente o que o parceiro fazia para que demora-se tanto, não conseguia vê-lo, tanto pela distancia quanto pela chuva que embaçava tudo a frete. Tinha de confiar nele, confiar que ele veria o criminoso, deixar que ele fosse seus olhos por milésimo de segundos para que ela atira-se no lugar certo e no momento certo. Respirou fundo, pensara todo este tempo que a maior responsabilidade estaria em suas costas, mas enganara-se, estão dividindo o peso juntos. 

De repente um barulho. Seria este o dito sinal? Não saberia dizer já que ele deixou-a antes de exemplificar como seria. Torceu o lábio desgostosa, se fosse ele ou não alguém esta por perto. Sacou a arma e apontou para frente, precisava confiar em Adrien e agora em si mesma, inclinou um pouco, mirando no que esperava ser a perna de seu alvo, e disparou, um tiro certeiro cortando a escuridão em busca de um lugar para alojar-se, o revolver saltou em sua mão, mas nada que a fizesse derruba-lo, estava acostumada com o peso. Como previsto, um granido de dor do suposto baleado, outro caso que corria como o planejado, Marinette abriu um sorriso satisfeita, recolheu para dentro do sobretudo sua companheira inerrável ainda fumegante, outro adjetivo a qual a jovem já tinha costume. Caminhou até o criminoso, este estava debruçado no chão segurando sua perna ferida, outro acerto memorável, ao vê-la, seus olhos foram de dor para ódio.

-Detetive Cheng! Deveria saber que ao vir a Páris este seria meu destino! -Confessou o homem. 

-Então com certeza este não foi seu melhor roteiro de férias. -Rebateu a garota enquanto puxava os braços ensanguentados do rapaz para por as algemas.

O criminoso estava prestes a cuspir uma ofensa quando carros policiais dobraram a esquina em alta velocidade derrapando propositalmente na rua escorregadia antes de frearem perigosamente próximo ao contrabandista. Suas luzes pintavam as construções próximas de vermelho e azul, um claro aviso de que a força maior estava ali. As sirenes se misturavam com o barulho da chuva dando uma nova aquisição a orquestra e os faróis clareavam o beco que outrora era apenas breu. De dentro de um dos automóveis saiu Adrien, este carregava um sorriso largo que parelhava com o de Marinette, ignorou a chuva e encharcou seu sobretudo marrom escuro até a morena que assistira a acrobacia policial de braços cruzados. 

--E então? O que temos aqui? -Perguntou se posicionando ao lado da garota.

-O contrabandista alemão. -Respondeu-o 

-Não não -Anuiu o garoto balançando a cabeça. -Já vejo a dor de cabeça que a embaixada terá.

Policiais deixaram os carros aos montes, poderia pensar que é um exagero para apenas um homem que além de já estar preso tem um bala pousada na coxa. Mas toda esta gente na verdade tinha seus olhos curiosos voltados para Marinette e Adrien, pois estavam testemunhando ao vivo a finalização de mais um caso da dupla.

-Levem-no para Mr. Damocles! Não escutem uma palavra dele a menos que eu tenha feito ele falar! -Ordenou a morena.

Os homens a obedeceram de imediato, recolheram o criminoso do chão e o puseram numa das viaturas. Em seguida os detetives entraram no carro a qual Agrest havia saído, sua deixa foi debaixo de aplausos em agradecimento da população daquele bairro. Uma formalidade que eles já tinham costume. Dentro do veiculo os dois se vangloriavam afim de creditar apenas um pela captura do contrabandista, Marinette insista em elogiar a precisão de Adrien e o quanto sua visão é boa mesmo no escuro chuvoso daquela noite, enquanto o rapaz engodava a moça sobre sua habilidade com armas e calma sobre pressão. Mas nesta disputa interna Cheng botava muito mais que reconhecimento a mostra, nutria uma paixão pelo amigo e te-lo como aliado na agencia era de longe mais que uma combinação potente na mão do governo francês, era um meio de aproxima-los e quem sabe conseguir um dia cultivar um relacionamento vindouro.

Estacionaram em sua vaga privilegiada na delegacia, a chuva se transformara numa garoa que não mais açoitava os prédios. Marinette desprendeu o cinto de segurança e deixou o carro, Adrien a acompanhou, os dois mantinham a conversa alegre enquanto caminhavam para mais uma investigação, não era algo preocupante quando se são os detetives mais bem qualificados de toda Páris. Mas Adrien não adentrou ao local de trabalho junto com a moça, este parou a porta.

-Eu esqueci uma papelada em casa sobre este caso! Você poderia adiantar as coisa sem mim? -Questionou-a, ele parecia ter certa pressa para deixar  o loca.

-Sem problemas. -Respondeu sua parceira, um pouco relutante, talvez fosse coisa de detetive duvidar de tudo.

Adrien assentiu sorridente e correu de volta para a viatura, deu algumas voltas derrapando no pátio do estacionamento afim de provocar humor, em seguida saiu cortando as ruas da cidade. Marinette entrou na delegacia apenas depois de perder o carro de vista.

As luzes quentes deitaram-se sobre ela tornando impossível que passasse despercebida. Largou seu sobretudo molhado sobre uma cadeira por perto, sua roupa gotejava água, mas no momento não podia se preocupar com isso, foi recebida por Alya, amiga de longa data, que lhe entregou um breve relatório sobre este caso, junto com a ficha do criminosos estrangeiro e o que a mídia já sabia sobre o incidente. 

-Parabéns, foi o decimo sétimo caso apenas este mês! Vocês estão num ótimo período, e os críticos parecem tão otimistas quanto nós da agencia. -Comemorou a ruiva.

Não era novidade para Marinette esta onda de informação logo de cara, Alya trabalhava na área de tecnologia e mídia, era normal que estivesse sempre  informada, nada nunca lhe surpreendia ou passava despercebido e tudo era sempre repassado. 

Dada as informações iniciais, era missão da detetive interrogar o contrabandista. Já conseguira muito apenas estudando os passos dele,  mas para quem e com qual finalidade a mercadoria seria usada apenas ele saberia responder. Girou a maçaneta da sala para dar de cara com o homem esticado folgadamente na cadeira do outro lado da mesa, já vira cenas como aquela diversas vezes, bandidos que faziam de tudo para não transparecer o quanto temem uma cela apertada de prisão, aquilo não a surpreendia do mesmo modo que uma noticia não surpreende Alya. Fechou a porta atrás de si, esta na hora do segundo round do trabalho.

 

[...]

Marinette deixou a sala limpando os dedos manchados de sangue, precisou abusar um pouco mas felizmente retirou boas informações do contrabandista, que agora já estava acomodado em uma das selas da prisão. Respirou cansada, mais um dia bem sucedido na agencia. Pena Adrien não ter voltado para acompanha-la no interrogatório, esperava pelo menos encontra-lo em sua mesa essa hora. 

O saguão da delegacia estava vazio, não era nenhuma novidade em circunstancia do horário. Sentou-se em uma das cadeiras de espera do local, deixou que seu peso se espalhasse pelo comodo de plastico numa pose confortável, havia um televisor posicionado em uma parede, este parecia prender a atenção de todos os desocupados no momento, inclusive a da detetive. Nele estava sendo transmitido um jornal local especialmente daquele momento da noite, os jornalistas pareciam tão fadigados quanto ela, na verdade todos pareciam, Alya tinha os olhos voltados para tela do computador, Nathaniel bebericava um café ao lado de Rose e Juleka que também assistiam ao jornal, os demais estavam fora do campo de visão de Marinette ou se encontravam em suas salas cobertos por trabalho. Talvez não ouve-se um jeito melhor para terminar a noite, não que esteja se queixando, pelo contrario, preferia mil vezes horas a fio apenas assistindo televisão com seus colegas a que se meter numa linha de tiro com meia duzia de policiais contra uma gangue. 

A detetive já se encontrava descansada para poder voltar para casa, pelo visto poderiam se virar com o contrabandista por esta noite, arrumava seus pertences numa bolsa quando um anuncio urgente surgiu no televisor roubando sua atenção mais uma vez.

"Urgente! Ser desconhecido planta o caos na Basílica de Sacré Coeur! Moradores das proximidades estão aterrorizados e lançam suas versões sobre o que pode vir a ser tal aberração! As autoridades ainda não estão no local" 

 O semblante de todos mudou abruptamente, Marinette lançou um olhar para Alya, que compreendendo jogou a chave de uma das viaturas para ela. Pelo visto a noite não terminaria como planejado

 


Notas Finais


Como viram essa não sera uma fanfic que condiz tanto com o contexto do Historia como com a idade dos personagens e e.t.c, espero que tenham gostado


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