História Between - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais, Suga
Tags Between, Long Imagine, Treesome, Yoonmin
Visualizações 15
Palavras 1.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Por que aquela mulher não atualiza a fic, meu lord? Vou ameaçar por DM daqui à pouco u-u

Capítulo 17 - Não me faça ir.


Com as pontas dos meus dedos deslizando sobre suas costas, eu sentia os vínculos entre cada vertebra de sua coluna, enquanto me perguntava o porquê de mesmo parecendo intacta ela não funcionava como antes do acidente. Minha mente vagava por entre as lembranças dos espetáculos, daqueles ensaios que duravam horas, das reclamações de exaustão quando ele chegava em casa no fim do dia, mas que duravam só alguns minutos e terminavam com; “Não posso reclamar, é o que eu amo fazer, não é?”. Eu odiava tudo tanto quanto ele, mas não poderia deixá-lo dar às costas ao seu sonho, e a vida que ele ainda poderia ter. 


— Minnie? — Chamei por ele, enquanto me colocava de pé. — Jimin? 


— Hum… — Ele respondeu, enquanto eu dava a volta na cama. 


— Acorda, precisa tomar os remédios. — Contei, pegando os medicamentos no interior da primeira gaveta de seu criado mudo. 


— Não, não quero. — Suspirei ao ouvir sua resposta, enquanto encarava os comprimidos em minha mão. 


— Jimin, por favor. — Naquele momento ele já parecia tentar voltar à dormir. — Você precisa querer também… 


— Eu tô tomando essas coisas há quase dois meses, e elas não fazem nada além de me deixar ainda mais anestesiado. — Ele contou, enquanto se recostava contra a cabeceira da cama. Após ter se sentado com certa dificuldade. — Sem eles ao menos eu sinto alguma coisa. 


— Por que não quer fazer a fisio? O médico disse que isso iria ajudar, iria fortalecer as suas…


— É uma perda de tempo. — Ele soou rude mais uma vez. — Vou passar anos tentando, e nunca vou conseguir voltar a ser quem eu era antes. 


— Não diz isso. — Eu pedi, vendo uma lágrima despencar até sobre um dos comprimidos que ainda estava em minha mão. 


— É a verdade. — Não era. — Nunca mais eu vou poder subir em um palco, não vou poder dançar com você, não vou poder brincar com os nossos filhos… — Ele falava com a mesma revolta, que sua voz possuía quando soube sobre sua paraplegia. — A minha vida pra sempre vai ser; “Não vou poder”, ou “Eu não consigo”, porque as minhas pernas não vão mais funcionar… — Vê-lo chorar foi mais do que eu poderia suportar. — Eu sinto muito por não ser mais perfeito pra você, e-eu sinto muito por ter me tornado um nada… 


— Jimin? — Ele parecia ouvir apenas a própria voz, enquanto continuava se lamentando por todas aquelas coisas. — Amor? — Largando os remédios sobre o criado mudo, eu engatinhei até me sentar em seu colo e ficar de frente para ele.


— Eu sinto muito…


— Me ouve, por favor. — Eu segurei seu rosto entre minhas mãos, e o forcei a olhar para mim. — Você não pode desistir, não pode se entregar depois de ter lutado tanto pra chegar aqui… 


— Desistir não foi uma escolha minha, eu jamais teria saído de casa naquela noite se soubesse que iria acabar assim. — Ele rebateu, quando afastou minhas mãos de seu rosto. — Alguém decidiu que eu deveria desistir, quando me colocou no caminho daquele bêbado… eu nem deveria ter saído com vida de lá. 


— Preferia estar morto? — Ele desviou o olhar como se não tivesse coragem de confirmar. — E-Eu não… — Eu tentava assimilar, enquanto voltava a me por de pé. — Não aguento mais isso...


— Você não aguenta… — Ele repetiu, com aquele tom irônico. 


— Eu não aguento, Jimin! — Era a primeira vez que eu erguia minha voz, depois da noite em que rompi com Yoongi. — Não faz ideia do que eu tô tendo de suportar, pra ter que ouvir você me dizer que preferia estar morto… 


— A vida é minha...


— Foda-se! Você não tem o direito de desejar algo assim, depois de ter me prometido que sempre estaria comigo. — Eu não podia evitar a raiva, ele estava sendo egoísta só por cogitar aquilo. — Nem mesmo o Yoongi depois de tudo o que fez, tem o direito de quebrar essa promessa… — Conclui, levando ambas as mãos até a cabeça. 


— Depois de tudo? — Ainda com o nível de estresse alto, eu me sentei contra o armário. Mantendo as mãos contra as laterais da cabeça. — O que ele fez?


— Ele me traiu com aquela produtora, Lindsay. — Contei, enquanto mais uma vez revivia aquela mágoa. — Ele nem iria me contar, sabia? Eu que juntei todas as peças… E mesmo agora, quando a gente mais precisa dele, ele tá com essa vadia… — Ao fechar os olhos eu senti as lágrimas correrem. — Você não sabe como dói, não sabe como é horrível ver ele todos os dias saindo pra ir encontrar ela, e ainda sim não conseguir deixar de amar ele… 


— E-Eu não fazia ideia. 


— Eu não quis contar, não queria que vocês brigassem, ou qualquer coisa do tipo. 


— E então achou que guardar isso pra você seria o melhor? — Eu ouvi sua pergunta, enquanto também ouvia os ruídos feitos por sua cadeira. 


— Eu sempre pensei como nós, e pra nós esse era o melhor. — Dei de ombros, ao notar que somente eu ainda parecia insistir pelos três. — Talvez pensar assim seja o meu erro, eu não sei… 


— Como assim? 


— Eu sempre achei que o amor que tínhamos era suficiente, que iríamos sobreviver à tudo e no fim teríamos um final feliz, mas não é assim, é? — Parecíamos um trem prestes a descarrilar dos trilhos. — Eu sei que não posso entender a sua dor, sei que tudo o que eu disser vai soar falso porque nunca passei por algo assim, mas a única coisa que eu quero é ajudar você, Minnie. Por favor, não me faz querer ir embora… 


— Faço você querer ir? — Ao reabrir meus olhos, me dei conta do quão próximos estávamos. Suas mãos ainda segurando os suportes das rodas, o mantinham há alguns centímetros distante, enquanto ele parecia esperar por uma resposta minha. 


— Só quando diz que não é mais perfeito pra mim. — Ele sorriu fraco, mas ainda era um sorriso. — Ou quando prefere me afastar à permitir que eu o ajude… 


— Eu me sinto muito mal com isso. — Ele disse sinalizando para a cadeira de rodas. — E às vezes eu realmente penso no porquê de ainda estar aqui, mas eu nunca desejei ter morrido naquele acidente. 


— Mas você disse agora à pouco… 


— Eu estava nervoso. — Ele parecia lamentar pelo o que tinha dito. — A verdade é que desde o momento em que eu vi os faróis daquela caminhonete, tudo o que eu desejei poder evitar foi o seu sofrimento. — De algum modo eu senti que estávamos voltando aos trilhos, os quais me pareceram quase sumir. — Mesmo que você não diga, eu sei que isso é horrível, sei que te machuca… E eu não consigo lidar com isso, não com você sofrendo por minha causa. 


— Não sofro por sua causa. — Era a verdade. — Sofro por saber que você tá sofrendo, por assistir você ficar cada vez mais deprimido, por não ter evitado aquele acidente… 


— Não poderia ter evitado. 


— Assim como você também não pode evitar que eu me sinta mal, quando algo de ruim te acontece. — Expliquei, enquanto me levantava. — Eu amo você, e quando a gente ama alguém assim é normal tomar as dores dessa pessoa para nós mesmos.



Notas Finais


Se fosse novela mexicana o Jimin iria ser tomado pela fúria e sairia andando pra ir dar na cara do Yoongi, mas isso aqui não é a ursupadora, né non? kkkkkk


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