História Between Lie And Love - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Chris Evans, Lily James
Personagens Chris Evans, Lily James, Personagens Originais
Tags Chrisevans, Comedia, Família, Lily James, Romance, Sexo
Visualizações 41
Palavras 1.524
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura! ♥♥

Capítulo 8 - VIII. The regret & true


KATE FULLER


     NOS PRIMEIROS dois minutos depois de recuperar a consciência, me questiono onde estou e quem é o cara deitado ao meu lado. A sensação de desespero misturada com a vontade de vomitar me faz escorregar da cama vagarosamente. E então eu grito quando bato no chão frio e sinto que estou completamente nua.

     O cara deitado na cama levanta na velocidade da luz e grita também, assustado e sem entender absolutamente nada, então me encara sonolento e perdido por prováveis cinco segundos. São os segundos mais torturantes e vergonhosos dos meus últimos dias, superando até mesmo quando vi Charlie nu no corredor dos nossos apartamentos.

     _ Hum... Eu... Nós dois dormimos juntos? _ Sou direta, tão envergonhada que seria um alívio sair correndo para longe.

     _ Com certeza, e preciso dizer que você foi sensacional _ Ele me sorri um sorriso satisfeito, levantando-se da cama. Não parece nada arrependido. Eu arregalo os olhos ao ver que não tem nada para cobrir suas partes íntimas, e discretamente baixo a cabeça.

     Minha vergonha é tão angustiante que, enquanto o cara com quem dormi e nem sequer sei o nome entra no banheiro do meu antigo quarto, me enrolo num lençol da cama e saio correndo do quarto como se estivesse fugindo pela minha vida. Só paro na cozinha, e tenho a terrível surpresa de encontrar Charlie, para variar, vestindo somente calça moletom.

     Ele preparou o seu café e está sentado à mesa digitando em seu celular, mas desvia sua atenção completamente para mim quando entro aos tropeços na cozinha.

     _ Eu fiz uma grande besteira! _ Eu digo, desabando numa das cadeiras da ilha.

     Ele me encara pelo que parece ser uma eternidade, em silêncio e sério, e então começa a rir para valer, do jeito que te deixa com o rosto vermelho e curvado.

     _ QUAL O SEU PROBLEMA? _ Grito, completamente irritada. Não é possível que ele seja idiota e cretino o suficiente para rir da minha desgraça. Que pode ser séria, considerando o fato de que não lembro de absolutamente nada e que poderia, por exemplo, não ter usado camisinha.

     O pensamento me deixa inquieta.

     _ Você é hilária Kate! _ Exclama, apertando a barriga e ainda rindo.

     _ E você é um idiota! _ Exclamo,  irritada com a sua falta de sensibilidade para com minha situação. _ Deveria parar de rir e me dizer o que diabos aconteceu noite passada.

      Me sinto uma estúpida por exigir algo assim para ele. Não é como se Charlie fosse exatamente responsável pelas minhas merdas. Mas eu esperava um tipo de consideração da parte dele para me ajudar a lembrar. Esperava esse tipo de coisa dele porque o mesmo havia se mostrado ser diferente de como era antes de nos "conhecermos" melhor.

     Entretanto, quando Charlie abriu a boca, eu descobri que ele é mesmo um idiota, e que a ideia de trazê-lo para conhecer minha família foi a pior que já pude ter.

     _ Você ficou bêbada e dormiu com um cara estranho, que provavelmente pode te passar uma DST, mas caso tenha mantido a sua mania de controlar tudo, saia tudo bem no final _ Ele me encara com um sorriso zombeteiro, quase maldoso.

     Fico desolada ali por alguns segundos, encarando Charlie e me perguntando o que exatamente tinha acontecido para ele, de uma hora para outra, me tratar com hostilidade e aspereza como está fazendo. Eu não tenho nenhuma teoria para sua ignorância, e toda a situação me deixa ainda mais frustrada.

     _ Tenho absoluta certeza que não passei nenhuma DST para Kate _ A terceira voz na cozinha me faz pular na cadeira e olhar para, trás com os olhos arregalados.

     O cara está no umbral da porta, agora completamente vestido. Os braços cruzados sobre o peito e a expressão séria, quase irritada, indicam que ele escutou a minha breve conversa, ou parte dela, com Charlie, e isso me deixa ainda mais envergonhada. Se é que seja possível.

     Eu encaro bem o desconhecido antes de qualquer coisa. Ele é muito bonito, com olhos castanhos e cabelos escuros levemente ondulados.

     _ Hey, você... quer café da manhã? _ Pergunto, mesmo que queira me enterrar em algum buraco e nunca mais ver ninguém. Eu sou uma adulta, minha consciência me diz, e não tenho nada que ficar envergonhada por ter dormido com um cara que nunca vi na vida antes e cujo nome nem me lembro.

     Ele parece pensar um pouco á respeito.

     _ Nah, mas obrigado. Acho que minha hora de ir chegou. Você poderia me levar até a porta? _ Pergunta, tão simpático que me faz afundar na cadeira por não poder chamá-lo pelo nome.

     _ Oh, claro.

     Levanto da cadeira apertando o lençol sobre meu busto temendo que caísse, e passo pelo cara desejando que o chão pudesse se abrir e me engolir. Por que diabos não vestiu uma roupa, Kate?!

     _ Desculpe se escutou alguma coisa estúpida vinda do meu irmão, mas é que Charlie é retardado _ Eu me desculpo quando chegamos á porta.

     _ Não me importo. Mas uma coisa me incomoda... Você está agindo como se dormir comigo tivesse sido algo proibido_ Ele me encara diretamente nos olhos, e isso me deixa contra a parede.

     Suspiro, tentando organizar os pensamentos.

     _ É que... oh, isso é tão vergonhoso _ Lamento em voz baixa _ Tudo bem. O problema é que não dormia com um homem á muito tempo e também não bebia á muito tempo, por isso perdi o controle. Deus! Eu nem sequer lembro seu nome, e isso é terrível porque você parece ser um cara legal _ Eu termino com um dramático "Oh God", e escondo meu rosto entre minhas mãos.

     Há um silêncio angustiante durante dois segundos, então eu sinto suas mãos segurarem as minhas para tirá-las do meu rosto. Quando eu o encaro, fico aliviada por ver que ele não está exatamente chateado.

     _ Kate, você não precisa se sentir assim. Veja, não estou com raiva ou algo assim porque não lembra o meu nome. _ Ele abre um enorme sorriso, e eu mal posso acreditar que não consiga lembrar de seu nome. Ele é lindo e simpático, e isso é um fato comprovado. _ Á propósito, me chamo Ben.

     Solto uma risada, sentindo o peso de emoções ruins deixar meu corpo.

     _ Obrigada Ben _ Digo, me aproximando mais para abraçá-lo, mas Ben é mais rápido, colocando suas mãos de cada lado do meu rosto e aproximando nossos rostos. Fico surpresa quando ele me beija, mas não me afasto ou o empurro.

     _ Quem deveria agradecer sou eu, afinal de contas você me deu uma noite maravilhosa ontem _ Brinca, rindo. Coro como uma idiota e lhe soco no ombro.

     _ Ei, eu provavelmente deveria pegar o seu número. _ Diz, e eu me afasto para trás de suas mãos, na dúvida de onde isso poderia dar caso Bem pegue meu número, mas antes de completar meu pensamento, suas mãos me puxam novamente para perto _ Sem estresse Kate, não é como se eu estivesse te chamando para um encontro romântico.

     Eu encaro seus olhos castanhos mais uma vez antes de abrir um sorriso. Ben é visivelmente um cara divertido, e que com certeza não quer um compromisso, e algo no fundo do meu âmago me diz que isso pode ser bom.

     _ Tudo bem _ Solto. Ben me entrega seu telefone para que eu salve meu número de contato. _ Prontinho. Você já pode ir embora.

     Eu rio duramente quando ele faz uma careta de dor fingida, a mão no peito.

     _ Tudo bem, tudo bem. _ Ele diz depois de uma checada rápido em seu relógio de pulso _ Ok, nós ficamos por aqui. Foi bom dormir com você.

     Eu coro novamente e rio. Me estico para deixar o beijo em sua bochecha e então abro a porta para Ben. Ele acena para mim, me dizendo que eu ficaria melhor sem o lençol, então faz o caminho de concreto traçado no meio da grama verde do jardim e abre o portão da rua. Aceno para ele e então fecho a porta, sentindo o alivio preencher meu corpo.

     _ Isso me deu ânsia de vômito_ A voz de Charlie destila todo o seu descontentamento, e tudo o que faço é lhe lançar um olhar de irritação e subir as escadas para o andar de cima.

     O fato dele ter sido grosseiro alguns minutos atrás me faz não querer trocar nenhum tipo de palavra com ele.

     No banho, me martirizo e repreendo novamente por ter sido tão estúpida e trazido Charlie para o casamento da minha irmãzinha. Obviamente, os dias de convivência em Nova York não foram suficientes para me mostrar os outros - irritantes - lados de Charlie.

     Quando eu desço para tomar café da manhã, mais ou menos ás nove horas, vestida em jeans skinny, sapatilhas e suéter, Charlie não está mais na cozinha, e fico aliviada, mesmo que, durante a semana seguinte toda eu fosse obrigada a estar ao seu lado fingindo que o amo muito e que somos inseparáveis.

     Inferno, seria uma longa semana ao lado dele.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Comentem e favoritem lindas! ♥♥

XOXO, Jess.


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