História Between love and desire (between Jinki and Onew) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, KiBum "Key" Kim, Minho Choi, Taemin Lee
Tags Minho, Onew, Onho, Shinee
Exibições 171
Palavras 13.218
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


História escrita para o fanfic fest, então o plot não é meu.

Eu não sei bem o que falar sobre essa fic, eu estava orgulhosa dela, mas depois de alguns comentários, duvidei se era realmente boa, se eu deveria continuar a escrever... enfim, apesar de tudo, eu espero que vocês gostem.

Boa leitura.
~kissus

Capítulo 1 - Capítulo Único


Jinki entrou na cafeteria, o sino balançando com o movimento da porta, e suspirando com o cheiro bom que tinha lá dentro, se maravilhando como o cheiro de café podia se sobressair por cima do cheiro de produtos de limpeza. Minutos depois Taemin entrou ofegante, o cabelo bagunçado por causa do vento e flocos de neve pintando o cabelo preto.

“Hyung,” ele choramingou enquanto Jinki desenrolava o cachecol e tirava o casaco, um bico nos lábios. “Eu pedi para você me esperar.”

“Está frio lá fora.” ele disse dando de ombros.

Taemin bufou, pronto para responder Jinki quando Siwon apareceu atrás do balcão, uma expressão zangada no rosto, calando Taemin no mesmo instante.

“Vocês estão atrasados, muito.”

Jinki deu de ombros novamente, passando para a parte detrás do balcão, casaco e cachecol pendurados no braço esquerdo enquanto a outra mão deslizava pelo cabelo que estava ficando longo demais para o gosto dele. “Neve e trem não funcionam muito bem juntos.”

Siwon franziu a testa e Taemin deslizou para trás do balcão, disfarçadamente entrando na cozinha. “Só faça o seu trabalho.” ele disse com um rosnado, entrando na cozinha também.

Rindo, Jinki guardou as coisas dele e colocou o avental, amarrando na cintura e ficando pronto para o trabalho. Apesar da enxaqueca que começava na parte lateral da cabeça dele, Jinki colocou um sorriso no rosto e começou a limpar o balcão. Ele definitivamente tinha bebido demais na noite passada.

A manhã estava sendo agitada como sempre era, a fila ficando longa a cada minuto que passava e os cookies especiais de Heechul acabando incrivelmente rápido. Os olhos de Jinki deslizaram para o relógio que tinha atrás da máquina de café e ele sorriu quando percebeu que estava na hora.

Segundos depois o sininho da porta tocou e Jinki olhou por cima do ombro da cliente que ele estava entregando o copo fumegante de café e lá estava ele, o bonitinho advogado que ia todos os dias, no mesmo horário sem falta.

“Bom dia Jonghyun-ssi, o que vai ser hoje?” Jinri perguntou com um sorriso brilhante.

“Bom dia minha linda, um mocha com chantilly extra, por favor, e para o meu amigo um latte.”

Jinki piscou, isso era novidade, Jonghyun sempre estava sozinho. Olhando para trás Jinki espiou para o outro homem, mas não conseguiu ver muita coisa, já que o tal amigo estava atrás de Jonghyun e olhando para o lado. Mas Jinki podia dizer pelo perfil, que o homem era bonito, uma mandíbula perfeita e um nariz reto.

“É pra já,” Jinri disse alegremente e se virou para Jinki que ainda estava encarando o amigo de Jonghyun. “Um mocha com chantilly extra e um latte para viajem.”

Sem perder tempo Jinki começou a fazer os pedidos, dando extra atenção no pedido de Jonghyun, afinal ele gostava de agradar, e colocando nos copos. Quando ele se virou Jonghyun e o amigo dele já estavam ali esperando e Jinki sorriu brilhantemente, sem forçar muito, ele estava feliz em ver o cliente favorito dele.

Jinki riu, cliente favorito huh?! Ele podia dizer que Jonghyun era o favorito dele em ambos os empregos, mas que Kibum não ouvisse isso.

“Bom dia Jinki-ssi.” Jonghyun disse sorridente.

Ele sorriu, mas o sorriso deslizou um pouco quando Jinki finalmente conseguiu olhar para o rosto do amigo de Jonghyun, o homem era tão lindo que Jinki congelou ali.

“Hey, você está bem?” Jonghyun perguntou divertido, balançando a mão na frente de Jinki que piscou, desviando o olhar do outro homem.

“Yeah, eu estou bem,” ele disse sorrindo e entregando o copo para Jonghyun. “Um mocha com extra chantilly para você e,” ele disse olhando para o outro homem que sorriu para Jinki, fazendo o coração dele bater rápido dentro do peito. “Um latte para você.”

Jonghyun sorriu, dando um gole no café e grunhindo satisfeito. “Isso é bom.”

“Obrigado, Jinki-ssi.” o homem disse ainda sorrindo, os olhos grandes brilhando.

“Esse aqui é Choi Minho, meu sócio.” Jonghyun disse dando um tapinha nas costas de Minho.

“Oh, então ele também é um advogado?” Jinki perguntou medindo Minho com os olhos, que usava um terno caro, marcando nos lugares certos.

“Eu sou.” Minho disse com um sorriso de lado, olhando para Jinki do mesmo jeito que estava sendo olhado.

“Dois macchiatos grandes!” Jinri gritou sem nem mesmo olhar para Jinki, e naquele momento ele percebeu que estava encarando descaradamente Minho que continuava a sorrir para ele.

“Já está saindo.” Jinki respondeu se virando para a máquina e pegando as xícaras.

O dia passou como sempre, movimentando na parte da manhã e mais calmo durante a tarde, e logo Jinki estava pronto para ir embora, para o segundo emprego dele.

Não era que Jinki realmente precisava de dois empregos, ele recebia o suficiente na cafeteria para se sustentar e ele realmente amava ser barista mas Jinki acabou se apegando ao outro emprego, afinal tinha sido o primeiro emprego dele, onde ele começou a ganhar seu próprio dinheiro para poder ter o que comer. Jinki era um stripper, e agora ele não conseguia mais parar.

Assim como ele, a maioria ali tinha outros empregos, empregos ‘normais’, mas é claro que tinha aqueles que só viviam disso e um deles era o chefe de Jinki, Kim Kibum, mais conhecido como Key, o todo poderoso.

Kibum era um dos melhores strippers que Jinki já tinha conhecido, sabia muito bem como se mover no palco e era sexy sem ser muito vulgar, conseguia fazer um homem choramingar só com o olhar. Na verdade Kibum era famoso naquele meio e Jinki tentava o seu melhor para aprender o máximo possível e melhorar sempre.

O dia estava frio e Jinki estremeceu andando pelas ruas cheias de neve até o clube, o sinal de neon com o nome ‘The Almighty’ em letras grandes e douradas, ainda apagado. Quando ele abriu a porta, o cheiro do lugar onde ele aprendeu a amar, o invadiu.

“Você está atrasado.” Woohyun disse detrás do balcão do bar, alinhando as garrafas.

“É, é, é.... neve,” ele disse batendo a neve fora do casaco. “Está uma bagunça lá fora e as garotas na fila mal me deixaram passar. Elas estão sedentas hoje.”

“Da próxima vez sai mais cedo de casa, como todos os que já estão aqui.”

“Da próxima vez manda um carro para me buscar, benzinho, e eu chego na hora.”

Woohyun bufou e Jinki piscou para ele, correndo pelo salão e entrando no camarim que já estava uma bagunça, homens pelados e se besuntando de óleo, fumaça de maconha por todo o espaço e Jinki tossiu um pouco.

“Hey, olha só quem chegou, nossa estrela da noite.” Dongwoo disse puxando Jinki para dentro, oferecendo o cigarro que foi recusado por Jinki.

“Saia,” ele disse empurrando a cara de Dongwoo para longe. “Eu estou atrasado e preciso me arrumar e mais, eu não sou a estrela, Kibum é.”

Dongwoo riu, tragando o cigarro. “Tanto faz cara.” ele disse rindo.

Jinki balançou a cabeça e começou a tirar as roupas, pendurando na arara na frente dele e pegando uma das roupas que ele iria usar naquela noite. Como era quinta feira, a noite não era tão movimentada e era por isso que nas quintas era mais barato e por alguma razão naquela noite o clube estava lotado. Jinki podia ouvir o barulho das mulheres conversando animadas, ansiosas para a noite.

Ele podia ouvir Kibum falando no microfone, provocando as mulheres, fazendo elas gritarem quando Myungsoo começava a tocar a música da primeira apresentação. Naquela noite eles seriam marinheiros.

Taemin apareceu ao lado de Jinki, um sorriso nos lábios. “Você está pronto hyung?”

“Aparentemente eu nasci pronto,” Jinki disse com uma piscada, tragando uma última vez no cigarro, um normal com nicotina e não maconha, e soltando a fumaça rapidamente. “Vamos lá garoto.” ele disse empurrando Taemin para o palco quando a música mudou, ficando mais erótica e pesada, o ritmo escorrendo pelos poros de Jinki, deixando ele mais pronto do que nunca.

Depois que tudo estava acabado todos eles estavam sentados no bar, bebendo e conversando alegremente. Algumas mulheres estavam por ali, tentando chamar atenção de algum deles, mas infelizmente para elas, todos ali eram gays e era por isso que a noite de sábado era tão esperada pelos strippers, era a noite dos homens.

Sábado era o único dia dedicado aos homens, já que as mulheres era o público maior nesse tipo de clube, dispostas a pagarem a quantia que fosse para ter um homem dançando na frente dela, esfregando contra ela e mostrando o que fariam com elas se eles estivessem em uma cama. Então todo sábado era esperado com anseio por todos ali.

Jinki nem mesmo lembrava de ter ido para casa, de como ele voltou para casa, só se lembrava de tirar os sapatos na entrada e cair no sofá, enrolado na manta que estava por ali.

Os dias passaram como sempre eram, cheios na parte da manhã e à tarde na cafeteria e noites ocupadas no clube. Mas agora Jinki tinha mais um motivo para levantar todos os dias de manhã e ir para a cafeteria e esse motivo se chamava Choi Minho, o alto e charmoso amigo de Jonghyun.

 

--

 

“Sério, você não disfarça nem um pouco que está interessado nele. Você só falta babar em cima do balcão.” Jonghyun disse com uma careta.

Minho revirou os olhos, desistindo de ler o contrato que ele estava tentando desde quando Jonghyun entrou no escritório. “Você pode me culpar? Você já olhou para ele, eu quero dizer, realmente olhou para ele? Ele tem aquele sorriso brilhante que ilumina tudo ao redor dele e olhos pequenos e provocantes. E os lábios? Deus, tudo o que eu mais queria era ter aqueles lábios em volta do meu pau.”

Jonghyun engasgou com a própria saliva, os olhos arregalados. “Wow, wow cara. Calma aí. Você parece um adolescente e está indo longe na imaginação.”

“Você pode me culpar?”

“Bem... é, você está certo, é difícil não imaginar. Você reparou nas pernas dele? É meio difícil porque ele sempre está atrás do balcão mas eu pude ver e posso te dizer que são maravilhosas. Torneadas e carnudas, da vontade de afundar os dentes ali.”

“Quando você viu as pernas dele?”

“Um dia aí, nada demais.” Jonghyun disse dando de ombros, fazendo Minho estreitar os olhos desconfiado.

“Jonghyun...”

“De qualquer maneira, eu acho que tenho a solução para o seu problema, quero dizer, uma solução temporária.”

“Que solução?”

O homem mais velho tirou um panfleto de dentro do bolso da calça, entregando para Minho que olhou curioso para o papel na mão dele. “Eu estou levando você lá amanhã, você vai gostar.”

“Um clube de stripper?” ele perguntou com as sobrancelhas levantadas. “Sério?”

“Sim, sério. Sábado é a noite dos homens e quem sabe você não sai de lá com alguém? Você definitivamente precisa transar.”

Minho olho para o panfleto de novo e por que não? Não é como se ele tivesse alguma coisa a perder e definitivamente ele precisava sair um pouco, tirar a cabeça do trabalho, e se ele conseguisse pegar alguém por lá seria lucro. Não faria mal a ninguém e Minho realmente precisava foder alguém.

“Sábado então.”

Jonghyun sorriu. “Está marcado. Amanhã nos encontramos lá ás onze horas.” ele disse se levantando e saindo, finalmente deixando Minho trabalhar.

No sábado à noite Minho encontrou Jonghyun na entrada do clube The Almighty na hora marcada e os dois entraram pela entrada lateral enquanto a fila de homens só aumentava do outro lado. Era impressionante a quantidade de homens que iam a um clube de strip. Minho não fazia ideia.

“Por que estamos entrando pela entrada lateral?” Minho perguntou sentando na mesa indicada por um garçom usando nada mais do que uma calça e punhos de camisa.

Jonghyun deu de ombros. “O dono é meu amigo.”

“Amigo, huh?!”

O homem mais velho riu e piscou para Minho que riu e balançou a cabeça.

Logo começou a encher, homens sentados em mesas que estavam espalhadas pelo lugar, rodeando o palco. Aparentemente Minho e Jonghyun estava sentados em uma mesa vip, de frente para o palco com vista privilegiada.

As luzes diminuíram e os homens começaram a gritar excitados e Minho olhou para o palco, cinco homens entraram usando roupas de policial, dançando ao ritmo da música, fazendo movimentos pélvicos e abrindo as camisa. Um deles tirou a calça mostrando uma tanga preta e um homem da plateia gemeu, fazendo Minho rir um pouco.

Depois que todos os cinco homens saíram do palco, começou as apresentações solos, cada um encarnando um personagem e chamando homens aleatórios para o palco, dançando com eles, praticamente fodendo eles ali mesmo.

As cortinas abriram e um homem inteiro pintado de dourado apareceu em cima de um pedestal parado como uma escultura. Minho podia dizer que ele tinham uma bunda maravilhosa e coxas torneadas mas não tinha muito músculos e ele gostou disso. Minho não era muito chegado a homens muito masculinos, ele preferia homens com pele macia e corpo definido o suficiente, nada demais.

“Esse é meu amigo, Key,” Jonghyun disse se inclinando. “Meu.”

Minho riu, olhando mais uma vez para o palco, vendo o homem dançar, balançando a bunda. “Eu posso ver.”

Em um momento todas as luzes se apagaram e os homens começaram a gritar mais forte, assobiando como lobos no cio, e começaram a gritar ‘Onew’ várias vezes.

“Quem é esse tal de Onew?” Minho perguntou para Jonghyun que sorriu.

“Você vai ver.”

Fumaça saiu detrás do palco e um homem usando capa de chuva e segurando um guarda-chuva apareceu, o chapéu cobria parcialmente o rosto dele e isso fez Minho ficar curioso. Ele começou a dançar ao som da música, girando o guarda-chuva que logo foi esquecido em um canto, lentamente a capa de chuva foi removida, mostrando um peito liso, torneado por alguns músculos mas não tão torneados, fazendo Minho salivar. O corpo daquele homem era perfeito.

De repente o olhar do Minho se encontrou com o do homem dançando no palco e ele se encontrou hipnotizado por aqueles olhos esfumaçados por delineador, que brilhavam maliciosamente, um sorriso brincando nos lábios. Minho sugou uma respiração.

Onew desceu do palco e um homem que estava sentado atrás de Minho gemeu, e antes que ele pudesse fazer qualquer outra coisa, Minho tinha um homem sentado no colo dele, torcendo o quadril sensualmente, as mãos apoiadas nos ombros dele e o rosto tão perto que se não tivesse escuro, Minho poderia contar os cílios dele.

“Hey sexy.” ele sussurrou no ouvido de Minho, torcendo o quadril e fazendo ele ofegar.

Antes que Minho pudesse realmente aproveitar o que estava acontecendo, Onew se levantou e subiu no palco novamente, tirando a calça e revelando uma boxer branca apertada, delineando o contorno do membro dele e a bunda redonda. As coxas eram torneadas e Minho lambeu os lábios inconscientemente com a visão.

Notas foram jogadas em cima do palco enquanto Onew dançava e Minho ficou vidrado nos movimentos fluidos que o homem fazia no palco. Onew tinha sido o único homem que tinha chamado a atenção dele naquela noite e Minho faria de tudo para ter um momento a sós com ele.

Depois que o show tinha acabado, algumas pessoas ainda ficaram por ali, conversando e bebendo no bar. Jonghyun e Minho também tinham ficado porque o homem mais velho queria conversar com o ‘amigo’ dele e não era como se Minho estivesse com pressa para ir embora, ele ainda não tinha encontrado Onew.

Jonghyun sorriu brilhantemente para o homem parado na frente dele, que com certeza deveria ser Key e Minho abafou a risada, o homem mais velho praticamente balançava o rabo como um cachorro feliz para o homem parado ali.

“Eu vou tomar um ar.” Minho disse se levantando. Mas na verdade ele estava procurando por Onew, tentando disfarçadamente achar o stripper.

“Aí está você.”

Minho se virou e sorriu, lá estava o stripper que ele estava procurando, usando roupas casuais mas ainda sim sensuais, calça justa colada ao corpo e uma camiseta regata com uma grande gola em v. Minho se perguntou se o homem não estava com frio.

“Exatamente quem eu estava procurando.” Minho disse se aproximando de Onew que sorriu languidamente para ele, as costas pressionadas contra a parede atrás dele.

Ele não perdeu tempo em chegar mais perto, deslizando a mão no braço de Onew que fechou os olhos por um segundo, mordendo o lábio carnudo. Minho encarou os lábios do outro homem, querendo mais do que tudo sentir o gosto dele.

“Você gostou do show?” Onew perguntou abrindo os olhos que brilhavam maliciosamente.

“Ah sim, eu adorei, você é realmente bom nisso.”

“É mesmo? Eu podia te mostrar outras coisas que eu sei fazer, exclusivamente para você.” ele sussurrou, se inclinando mais perto de Minho, a mão apoiada no peito dele.

Minho praticamente choramingou e puxou Onew para perto, batendo os lábios juntos. O outro homem se moldou contra ele, nada mais do que derretendo contra Minho que beijou Onew ansiosamente, quase desesperado para consumir o outro homem, o sabor dele fazendo a cabeça de Minho girar.

Os dois se afastaram quando o celular de Onew começou a tocar estridentemente e Minho correu a mão pelo cabelo, tentando arrumar as mechas que tinham sido bagunçadas pelos dedos do outro homem.

Onew franziu a testa e desligou o celular, um suspiro saindo dos lábios. “Eu preciso ir, aparentemente minha mãe bêbada está fazendo um escândalo na rua.” ele disse com ambas as mãos nos braços de Minho, querendo mais do que tudo afundar nos braços dele novamente.

“Okay...” Minho disse um pouco desapontado, aquele beijo só tinham acendido o desejo dentro dele ainda mais, o sangue correndo nas veias como fogo líquido.

“Você... pede para o Key o meu número e me liga, okay? Eu realmente preciso ir.”

Minho assentiu e antes que Onew saísse, se inclinou e beijou ele mais uma vez, um beijo que tinha promessas, promessas essas que Minho estava disposto a cobrar.

 

--

 

Taemin espiou por cima do ombro de Jinki. “Ele ainda não ligou?”

Jinki pulou com o susto, o coração batendo rápido dentro do peito, e derrubando o garfo que estava segurando. “Yah!”

“Desculpa.” ele disse rindo e se sentando na cadeira de frente para Jinki que bufou e se abaixou, pegando o garfo.

Eles tinham aproveitado que a cafeteria estava vazia para se sentar e comer alguma coisa, era impossível resistir à tentação de não comer nada quando tudo lá era tão delicioso. Heechul era um chef incrível.

“Não, ainda não.” Jinki disse suspirando e dando um gole na coca.

“Você tem certeza que Kibum deu o seu número pra ele?”

“Bem, ele disse que deu.”

O homem mais novo deu um tapinha na mão de Jinki. “Talvez esse cara só esteja ocupado.”

Jinki assentiu. “Talvez. Você sabe o Kim Jonghyun, aquele que vem aqui todas as manhã?”

“Você diz o brinquedo do Kibum?” ele disse rindo.

“Esse mesmo. Então, ele começou a vim com o amigo dele, Choi Minho.”

“Ah, eu ouvi as meninas falando sobre ele, o advogado charmoso que tem olhos lindos.”

“Yeah, sábado Jonghyun foi até o clube e levou Minho com ele.”

Taemin franziu a testa e inclinou a cabeça para o lado. “Você quer dizer que esse cara que vem aqui todos os dias é o mesmo que te beijou no clube?”

Ele assentiu, um arrepiou correu pela pele dele quando lembrou do beijo, aquilo tinha sido muito bom. “Mas parece que ele não me reconheceu.”

“Bem, eu realmente não posso culpa-lo, afinal você fica bem diferente quando está maquiado e com o cabelo arrumado e como você usa óculos, é ainda mais difícil. Você não tem medo dele te reconhecer?”

“Bom, se ele me reconhecer, o que é que eu posso fazer? Provavelmente ele vai parar de vim aqui.” ele disse dando de ombros.

“E você está bem com isso?”

“Não é como se eu quisesse namorar com ele ou algo assim, Taemin-ah.”

O homem mais novo balançou a cabeça. “Todo mundo quer isso, todo mundo quer um companheiro e você não é diferente. Você até pode bancar o indiferente, mas eu sei que sente falta de ter alguém do seu lado.”

“Strippers não tem companheiros, ninguém quer namorar alguém que tira a roupa por troca de dinheiro.”

“Então por que você se aproximou dele lá no clube?”

“Simples, sexo.”

“Você é um stripper, não um prostituto, não aja como tal, por favor.” Taemin disse com um tom de desaprovação na voz. “Se você gosta dele, chame ele pra sair como Jinki e não Onew. Vai ser pior se você continuar com esse joguinho e ele descobrir quem realmente é você.”

“Nada demais vai acontecer.” Jinki disse teimosamente e Taemin suspirou, desistindo de colocar algum juízo na cabeça do amigo.

Dois dias tinham se passado e nem Jonghyun e nem Minho tinham aparecido na cafeteria, Jinki começou a se perguntar se Minho tinha descoberto sobre o outro emprego dele, de que era Jinki ali dançando no palco e depois beijando o outro homem.

Minho também não tinha ligado e nem mandado mensagem, deixando Jinki ainda mais nervoso do que estava.

Naquela manhã Jinki estava mal humorado e quase não sorria para os clientes, mas como um sol brilhando depois de uma tempestade, Jinki sorriu quando viu os dois homens entrando na cafeteria, a mão tremendo enquanto tentava preparar um café para um cliente. Minho e Jonghyun estavam ali.

Ele nem mesmo escutou Jinri falando com eles e fazendo os pedidos, Jinki estava nervoso e ansioso por alguma razão. A sorte era que os dois sempre pediam as mesmas bebidas e Jinki fez no automático, tanto quanto ansioso para olhar para Minho quanto com medo de olhar para o outro homem.

Assim que Jinki se virou e encontrou os olhos de Minho, ele sentiu um fogo subir pelo corpo e imediatamente a lembrança do beijo que eles trocaram inundaram a mente dele, o rosto corando.

Minho sorriu e pegou o copo da mão de Jinki que sorriu de volta sem se conter e Jonghyun teve que limpar a garganta para chamar a atenção, quebrando o olhar dos dois.

“Nós precisamos ir,” Jonghyun disse pegando o copo da mão de Jinki e cutucando Minho com o cotovelo. “Temos uma pilha de trabalho.”

Isso pareceu tirar Minho do transe, que piscou e olhou para Jonghyun que estava ali olhando para eles com as sobrancelhas levantadas. “Oh sim, você tem razão. Obrigado pelo café, Jinki-ssi.”

Jinki assentiu e assistiu os dois saírem da cafeteria, totalmente sem reação. Ele simplesmente tinha agido feito um bobo apaixonado e isso era a coisa mais ridícula que ele tinha feito.

Assim que ele se virou para Jinri, para ver se tinha mais algum pedido, ele deu de cara com Taemin que tinha os olhos estreitos. “O quê?”

“Eu vi isso.” Taemin disse com um sorrisinho.

“Eu não sei do que você está falando.”

“Você estava bem óbvio e até mesmo a Jinri percebeu.” Taemin disse apontando para a garota que piscou e desviou o olhar, fingindo não saber do que os dois estavam falando.

“Oh deus.” ele murmurou se sentindo desmotivado. Jinki estava apaixonado por Minho, algo que ele tentou desesperadamente não ficar.

Ali Jinki decidiu uma coisa, ele iria dormir com Minho, ter um gosto do que ele tanto queria e depois iria se afastar. Ele não podia se dar ao luxo de se apaixonar, ele simplesmente não podia.

No sábado à noite, enquanto Jinki terminava de preparar para sair, o celular dele apitou indicando uma nova mensagem. Franzindo a testa ele olhou para o número desconhecido, mas mesmo assim abriu a mensagem e assim que os olhos dele correram pelas palavras, um enorme sorriso aflorou no rosto dele. Minho estava indo no clube aquela noite.

As cortinas se abriram e Jinki olhou para o microfone que estava no meio do palco, esperando por ele. O pedestal prateado brilhava com a luz que estava direcionada para ele, deixando Jinki momentaneamente cego enquanto ele andava até o pedestal.

Todos estavam em silêncio mas quando a música começou a tocar, todos foram ao delírio e Jinki sorriu, segurando no microfone e começando a cantar.

Essa era uma das apresentações favoritas de Jinki, porque ele podia cantar usando sua própria voz, fingindo por algum tempo que ele era um ídolo e estava se apresentando para os fãs dele e não ganhando dinheiro para tirar a roupa.

E o melhor de tudo era que Jinki sabia que Minho estava ali olhando para ele e isso fazia ele se sentir ainda mais desejado que já sentia. Talvez porque a pessoa que estava olhando para ele era por quem Jinki estava apaixonado.

Jinki franziu a testa com o pensamento, quase se perdendo em uma linha da música e ignorando o pensamento, começou a deslizar as mãos pelo pedestal e pelo corpo dele sensualmente ao ritmo do rock que ele cantava.

Ele puxou uma das luvas com os dentes, os dedos descendo pelo torso e deslizando pela calça de couro apertada, puxando um pouco e soltando, fazendo o tecido voltar e um arrepio correr pelo corpo. Um sorriso perigoso nos lábios enquanto jogava a luva para a plateia que gritou.

Apesar de tudo, Jinki gostava da atenção que recebia quando estava no palco, gostava de se sentir desejado, gostava de ser o centro das atenções por alguns minutos e realmente gostava do dinheiro que recebia por isso.

O suor escorria pelo rosto de Jinki que puxou o zíper do colete que ele estava usando, revelando o torso e o jogando no chão, ficando somente com a calça e as botas. Alguém gemeu na plateia e Jinki sorriu durante a música, girando o quadril e deslizando as mãos pelo pedestal, subindo e descendo as mãos e mordendo o lábio quando podia.

No solo de guitarra, Jinki foi até a ponta do palco, olhando para os homens que estavam ali na primeira fila e os olhos dele se demoraram um certo par de olhos castanhos que brilhavam com as luzes do palco e Jinki sorriu para ele, piscando logo em seguida. Ele voltou para o microfone e continuou a cantar, puxando o zíper da calça para baixo e revelando a boxer vermelha que ele usava. Às vezes não era preciso tirar todas as peças de roupa para fazer um bom show de strip, as vezes ficar com algum artigo de roupa fazia o truque.

Jinki voltou para o camarim com o coração batendo rápido dentro do peito, ele não via a hora do show acabar, ele realmente precisava ter Minho naquela noite, ele realmente precisava sentir Minho naquela noite, porque seria a primeira e última.

Ele tirou a maquiagem rapidamente, ainda sem camisa e a calça parcialmente fechada. Jinki estava com pressa e queria sair do camarim o mais rápido possível, com medo de que Minho fosse desaparecer. Ele precisava limpar o rosto e refazer a maquiagem para que Minho não o reconhecesse, mesmo que ele estivesse sem o óculos. Jinki não podia arriscar.

Jinki estava tão concentrado em terminar de tirar a maquiagem que nem notou alguém parado atrás dele, e deu um pulo quando a pessoa tocou no ombro dele. Olhando com os olhos arregalados pelo espelho, ele encontrou o olhar divertido de Woohyun que tinha uma sobrancelha levantada, totalmente alheio a zona que estava no camarim e o cheiro de maconha por todo o lugar.

“Kibum pediu para você ir até o escritório dele.”

“Agora?” Jinki praticamente gemeu, ele estava com pressa e nem um pouco afim de ficar ouvindo sobre os problemas de Kibum.

Woohyun assentiu, olhando brevemente para Taemin e Junmyeon que riam histericamente, os dois ainda de cuecas e espalhados no sofá. “Ele quer falar com você e não me pergunte o que é, porque eu não sei.”

Suspirando derrotado, Jinki correu os dedos pelo cabelo e fechou a calça. “Eu já estou indo, só vou terminar de me trocar.” ele murmurou.

Devidamente vestido e maquiado, Jinki bateu na porta e entrou no escritório de Kibum, congelando no lugar quando viu Minho parado ali, incrivelmente sexy em calça jeans rasgada nos joelhos e uma camisa preta, o casaco dobrado sobre o braço. O sorriso sensual nos lábios de Minho, fez Jinki tremer de antecipação.

Kibum apareceu no campo de visão de Jinki com um copo de whisky na mão, e sorriu quando viu o olhar predador de Jinki. “Aí está você. Eu encontrei esse cara lá fora dizendo que estava esperando por você.”

“Ele é quem pediu o meu número para você semana passada.” Jinki disse.

“Oh, é mesmo?” Kibum disse rindo e olhando para Minho que assentiu. “Então ele é um novo cliente?”

Do jeito que Kibum falou a palavra cliente, significava outra coisa e Kibum sabia muito bem que Jinki não era desse tipo de pessoa, ele só ficava com quem realmente o interessava e Minho tinha um ponto extra acima de só interesse.

“Sou um fã.” Minho corrigiu, piscando para Jinki que sorriu um pouco envergonhado.

“Ah é mesmo? Então...”

“Então nós precisamos ir, certo Minho-ssi?” Jinki disse puxando a mão de Minho em direção a porta.

Jinki precisava parar Kibum antes que ele falasse alguma coisa que o comprometesse ou fizesse Jinki passar vergonha. A mente de Kibum era uma caixinha de surpresas e Jinki não estava disposto a ficar lá para ver o que sairia daquela conversa e do porquê ele ter levado Minho para lá.

Os dois andaram em silêncio até saírem do clube e Jinki sentia o calor do corpo de Minho perto do dele.

“O seu chefe é.... intenso.” Minho disse olhando para trás, fitando o clube e fazendo Jinki rir.

“Com certeza ele é.”

“Eu posso ver porque Jonghyun tem um interesse por ele. Os dois são meio parecidos.”

Aquela conversa não estava indo a lugar nenhum mas mesmo assim Jinki sorriu, assentindo. A relação de Kibum e Jonghyun era estranha e nem mesmo eles sabiam classificar, mas Jinki admirava Kibum por ser sempre tão seguro de si e não se importar com o que os outros pensavam dele, se permitindo apaixonar por um cara e ser totalmente aberto quanto a isso.

“Então, está afim de beber alguma coisa?” Minho perguntou chegando mais perto de Jinki que teve que olhar para cima para encontrar os olhos do outro homem.

“Hm, eu prefiro que você me leve para a sua casa.” ele disse deslizando um dedo no peito de Minho e parando no meio, sentindo o coração pulsar rápido. “Ou você tem alguma ideia melhor?”

Minho lambeu o lábio superior, fazendo Jinki descer os olhos para os lábios dele, sabendo muito bem o quão bom eram aqueles lábios contra os de Jinki. “Meu carro está por aquele lado.” ele sussurrou, olhando intensamente para Jinki.

Os dois ficaram alguns segundos parados no lugar, se encarando como se quisesse ver quem desviaria o olhar primeiro, mas Minho jogou sujo, deslizando uma mão no braço de Jinki que estremeceu e fechou os olhos, perdendo.

Com um sorriso de satisfação nos lábios, Minho puxou Jinki pelo braço para onde o carro dele estava, andando rapidamente. Jinki podia ver que Minho estava tão ansioso quanto ele para que a noite deles realmente começasse.

Tudo estava planejado na cabeça de Jinki, ele iria fazer Minho ir à loucura, mostrar o quão bom ele era na cama e depois iria embora, simplesmente assim. Uma noite só e pronto. Se Minho voltasse ao clube, Jinki ignoraria ele e com certeza o outro homem iria entender. Jinki tinha certeza de que Minho era inteligente o suficiente para entender como funcionava.

Os lábios deles se encontraram antes mesmo da porta ser fechada, muito ansiosos para perder tempo. Jinki nem mesmo teve tempo de olhar ao redor, foi simplesmente tropeçado pelo caminho, sendo guiado pelas mãos de Minho até que eles esbarraram contra uma parede. Jinki riu sem ar, puxando o ar para os pulmões enquanto Minho atacava o pescoço dele com beijos molhados.

“Cama.” Minho murmurou contra o pescoço dele, puxando Jinki para fora da parede e atacando os lábios dele novamente.

Jinki gemeu quando Minho apalpou o membro dele por cima da calça, asperamente empurrando e ele não conseguiu se controlar, empurrando contra a mão e deixando o outro homem fazer o que queria com ele.

“E-espere,” Jinki disse entre os gemidos, o cérebro tentando raciocinar enquanto a mão de Minho deslizava sobre o membro dele. “Eu tenho uma surpresa para você.”

Minho levantou o olhar e Jinki sugou uma respiração com a luxuria que viu estampada ali. “Uma surpresa?”

“Sim, está na minha bolsa,” ele disse vasculhando a bolsa que ainda estava pendurada no ombro dele e sorriu assim que encontrou o que estava procurando. “Agora você pode me levar para a cama.”

“O que você está aprontando?” ele perguntou tentando olhar o que estava na mão de Jinki que riu, escondendo a mão atrás do corpo.

“Me leve para a sua cama e eu vou te mostrar.” ele sussurrou colando o corpo ainda mais contra o de Minho, que sorriu.

Ele guinchou quando Minho o pegou nos braços, carregando Jinki para o quarto que ficava no final do corredor e ele não perdeu tempo, desabotoando a camisa de Minho pelo caminho e deslizando a mão no peito esculpido do outro homem.

Jinki foi jogado em cima da cama sem cerimônias, o colchão vibrando com o baque e ele olhou para Minho parado na frente dele, a camisa aberta mostrando o torso sexy e o cabelo bagunçado por causa dos dedos de Jinki.

“Agora você vai me mostrar o que você tem na mão?” ele murmurou se arrastando pra cima da cama, tentando prender Jinki debaixo dele.

Rindo, Jinki se afastou e sentou, fazendo Minho se sentar ao lado dele. “Yeah, feche os olhos.”

Minho levantou uma sobrancelha mas fez o que Jinki tinha pedido, fechando os olhos. Jinki aproveitou para olhar para o outro homem, o quão lindo e sexy Minho era e como ele queria poder olhar para aquele homem todos os dias. Balançando a cabeça, Jinki pegou a venda de seda que estava na mão dele e amarrou em volta da cabeça de Minho, tapando os olhos dele.

“Você está me vendando?” ele perguntou tocando a venda com as pontas dos dedos, um sorriso malicioso nos lábios.

“Para deixar as coisas mais interessantes,” Jinki sussurrou contra o ouvido de Minho que levantou as mãos, segurando nos braços dele. “Agora fiquei quietinho aí.”

Jinki pegou o celular e colocou uma música sensual, uma que ele costumava usar para treinar quando começou, uma que trazia muitas lembranças boas e Jinki queria guardar aquela noite dentro dessa gaveta, a gaveta de lembranças boas.

Se aproximando de Minho, Jinki viu que o outro homem respirava desigual e sorriu. “Você já recebeu uma lap dance?” ele perguntou tirando a própria roupa, ficando somente de boxer.”

Minho balançou a cabeça negativamente. “Não.” ele disse lambendo os lábios.

“Então você vai gostar disso.” Jinki disse se sentando no colo de Minho lentamente e torcendo o quadril, ganhando um suspiro alto.

Assim Jinki começou a dançar no colo de Minho, torcendo o quadril enquanto as mãos deslizavam por qualquer pele que ele pudesse encontrar. As unhas arranhando de leve a pele dos ombros, pescoço e couro cabeludo, fazendo Minho gemer e afundar os dedos na pele da cintura de Jinki.

Furtivamente Minho começou a deslizar os dedos no elástico da boxer de Jinki, empurrando o material para baixo e Jinki mordeu o lábio. Ele estava tão excitado e sentir o membro duro de Minho contra a bunda dele, estava quase que ficando impossível para ele resistir por mais tempo.

“Me deixe ver você,” Minho disse ofegante, as mãos deslizando pelas costas de Jinki e o trazendo mais perto. “Eu quero ver você, quero ver as expressões que você faz quando eu te toco.”

Jinki gemeu e beijou Minho com fome, esfregando a bunda contra o membro do outro homem que gemeu contra a boca dele, puxando Jinki ainda mais perto e deitando na cama. Minho rolou eles de lado e tirou a venda, bebendo Jinki com os olhos.

“Agora é a minha vez.”

Antes que Jinki pudesse perguntar do que Minho estava falando, o outro homem enrolou a venda nos pulsos dele que olhou para Minho, que sorria maliciosamente.

Ele estava com os pulsos presos na cabeceira da cama, os dedos segurando na madeira, ajoelhado no colchão, enquanto Minho estava parado atrás dele, olhando para a bunda redonda e arrebitada de Jinki. Isso era um pouco constrangedor, estar assim tão exposto, mas não é como se isso não tivesse deixado ele ainda mais com tesão para o que estava por vir.

“Você realmente tem um ótimo corpo, eu particularmente gosto da sua bunda.” Minho disse deslizando os dedos de leve nas costas de Jinki, seguindo o contorno da coluna dele até a bunda e provocando arrepios por toda a pele.

Olhando por cima do ombro, Jinki sorriu. “Agora tire a sua roupa e me deixe ver o quão bom você é.”

Minho riu e tirou a calça. “Você vai ver o quão bom eu sou.”

Isso era o que Jinki mais queria.

As mãos de Minho deslizaram pelas costas de Jinki e logo os mamilos dele estavam sendo abusados, dedos longos que beliscavam cada vez mais forte enquanto uma língua quente deslizava pelas costas e dentes marcavam a pele. Jinki não conseguia ficar quieto, gemendo e arfando cada vez mais alto.

Minho deslizou as mãos por todas as costas de Jinki e afastou as bochechas, grunhindo com a visão e Jinki mordeu o lábio, antecipação e necessidade crescendo dentro dele a cada segundo que passava, a cada escovada dos dedos de Minho contra a pele dele.

Jinki gritou assim que sentiu a língua de Minho entre as bochechas dele, lambendo um rastro que parecia pegar fogo contra a pele de Jinki, dedos longos enrolados no membro dele acariciando lentamente, fazendo Jinki jogar a cabeça para trás e gemer sem se conter, se empurrando contra a língua do outro homem.

“Você está pronto?” Minho disse depois de dar uma mordida na bunda de Jinki, que gritou apertando os olhos fechados com força. Dor e prazer correndo nas veias.

“Sim... por favor, me tenha.” ele disse trêmulo, ofegando enquanto os dedos de Minho abusavam do buraco dele.

Os dedos se afastaram e Jinki olhou por cima do ombro, vendo Minho andar pelo quarto e desaparecer dentro do banheiro. Ele tomou o tempo para respirar e tentar se acalmar, as coisas estavam acontecendo tão rápido, o prazer dominando ele com tanta força que Jinki achava que não conseguiria segurar por muito tempo e ele definitivamente queria que a noite durasse.

Minutos depois, Minho surgiu do banheiro com o lubrificante e um pacote de camisinhas nas mãos e Jinki sorriu, balançando provocante a bunda no ar, chamando a atenção do outro homem que praticamente pulou na cama, as mãos outra vez abusando da pele de Jinki.

Ele não conseguiu se segurar quando dois dedos entraram, e ofegou, praticamente choramingando com a sensação e se empurrando contra os dedos. Minho gemeu atrás dele e inseriu o terceiro dedo, preparando Jinki.

“E-eu estou pronto.” ele gemeu, implorando. Jinki não aguentava mais.

“Você não quer gozar só com os meus dedos?” Minho grunhiu, empurrando os dedos mais fundos.

Jinki arqueou as costas, um gemido longo caindo dos lábios. “Oh merda.”

Minho riu atrás dele, empurrando os dedos de novo naquele ponto e fazendo Jinki gemer ainda mais, os dedos que seguravam na cabeceira da cama ficando brancos, os olhos rolando de tanto prazer.

“Me diga, me diga que você quer me sentir dentro de você, me diga que você está louco para ser preenchido por meu pau grande.”

Deus, Minho era melhor do que Jinki tinha imaginado e ele ainda nem mesmo tinha sentido o outro homem dentro dele. Só os dedos de Minho estavam deixando ele louco.

“E-eu quero... eu quero sentir você.”

Mas foi tarde demais, quando os dedos de Minho bateram dentro dele novamente, Jinki arqueou as costas e gritou, gozando. Antes que ele pudesse se recuperar, ele sentiu Minho deslizar para dentro dele lentamente, o preenchendo até a borda. Os dedos de Jinki se enrolaram de prazer e a pele se arrepiou, ofegando alto.

“Você é tão apertado,” Minho disse entre dentes. “Tão bom.”

Ele não conseguia nem mesmo falar e a única coisa que Jinki conseguiu fazer, foi gemer, querendo mais do que tudo que Minho se movesse logo.

Os movimentos começaram lentos, deslizando para fora e depois para dentro, fazendo Jinki ofegar a cada vez que era preenchido. Mas logo Minho começou a perder a paciência, rosnando enquanto estocava mais rápido, as mãos segurando a bunda de Jinki firmemente, abrindo e fechando as bochechas a cada vez que empurrava para dentro.

Jinki tinha perdido o controle do próprio corpo, tinha perdido o controle da própria voz, e gemia descaradamente, se empurrando contra Minho, querendo mais, querendo tudo.

Minho estava perdendo o controle também, Jinki podia sentir, o outro homem estocava cada vez mais rápido, mais duro. Segurava a cintura de Jinki com força, afundando os dedos na pele macia, puxando Jinki contra ele a cada estocada e acertando aquele ponto novamente.

“P-por favor... eu... me toque.” Jinki choramingou, não aguentando mais. Ele desesperadamente precisava gozar de novo.

“Não, eu quero ver você gozar de novo sem que eu te toque além daqui.” ele disse deslizando o dedo onde eles estavam conectados, fazendo Jinki gritar.

“M-Minho...” ele gritou quando Minho bateu mais duro e merda, Jinki estava quase lá.

O gemido que escapou dos lábios de Minho, incendiou as veias de Jinki e ele começou a gozar novamente, chorando com o intenso prazer que estava sentindo, gemendo ainda mais quando sentiu Minho gozar dentro da camisinha, o membro pulsando dentro dele enquanto o outro homem estocava, prolongando o orgasmo de ambos.

Jinki choramingou, tentando soltar os braços da cabeceira quando o corpo de Minho caiu por cima do dele, moldando os corpos juntos, ainda enterrado lá dentro. Um beijo foi plantado no ombro de Jinki, seguido por outros, beijos leves com um leve toque de língua aqui e ali enquanto as mãos deslizavam pelos lados do corpo dele.

“A que horas você tem que ir embora?” ele murmurou contra a pele de Jinki, que estremeceu com o tom baixo da voz dele.

“Eu... eu não tenho hora, posso ficar aqui por quanto tempo você me quiser. Mas por favor, solte as minhas mãos.” ele disse manhoso, puxando os braços novamente.

Minho grunhiu como resposta, finalmente puxando para fora e rolando para o lado. Jinki suspirou aliviado quando abaixou os braços, desabando contra os lençóis bagunçados da cama de Minho, que rolou sobre ele, nada mais do que prendendo Jinki contra o colchão.

“Você precisa de um tempo para se recompor?” ele sussurrou contra o ouvido de Jinki, com um sorriso travesso nos lábios.

Ele riu, empinando a bunda e se esfregando contra Minho sensualmente, ganhando um gemido rouco em resposta. “Isso responde à sua pergunta?”

“Oh yeah.” Minho praticamente rosnou, mordendo o ombro de Jinki e marcando a pele.

 

Jinki acordou com um estalo, olhando ao redor, ele percebeu que o dia estava começando a amanhecer e ele ainda estava nos braços de Minho, onde ele não deveria estar. Jinki tinha planejado ir embora assim que eles acabassem, mas acabou perdendo a noção do tempo e acabou adormecendo contra o calor que era o corpo do outro homem.

Com certa dificuldade, Jinki saiu do braços de Minho e se levantou, gemendo baixinho quando a dor subiu pelas costas dele. Rapidamente Jinki pegou as roupas que estavam espalhadas pelo chão do quarto, as vestindo de qualquer jeito, com pressa, com medo que Minho acordasse.

A bolsa de Jinki estava caída ao lado da cama, as coisas espalhadas pelo chão e ele empurrou as coisas para dentro com dedos trêmulos quando ouviu Minho se mover na cama.

Com um último olhar para Minho, Jinki não resistiu e se inclinou, pressionando os lábios contra os do outro homem, respirando fundo e mordiscando o lábios inferior dele. Agora Jinki estava pronto para ir.

 

--

 

Minho esticou os braços, bocejando e rolando para o lado na cama. A luz entrava pela janela e o barulho da máquina de café vinha da cozinha, indicando que estava na hora dele levantar. Olhando para o teto, Minho sorriu lembrando da noite anterior e como tinha sido bom.

Ele não era bobo em pensar que Onew ainda estaria ali nos braços dele na manhã seguinte e Minho ainda podia sentir o gosto do beijo que o outro homem deixou antes de sair. E mais, Minho tinha o telefone dele e sabia onde ele trabalhava, a coisa mais fácil do mundo era encontrar Onew e definitivamente eles iriam se encontrar novamente.

Na segunda feira de manhã, Jonghyun arrastou Minho para a cafeteria de sempre, os dois muito sonolentos para conversar, apesar de que o homem mais velho estava louco para saber como tinha sido à noite dele com Onew. Minho tinha prometido contar depois do café.

Os dois pararam na fila para pegar o café e Minho se permitiu olhar para Jinki que estava de costas, preparando o pedido do cliente. Jinki era realmente um homem bonito, ombros largos e uma cintura fina. Com certeza as mãos de Minho caberiam ali sem problemas.

Jinki se virou, entregando o pedido e sorrindo. Minho franziu a testa, encarando os lábios carnudos do barista, aqueles lábios pareciam familiares, pareciam bastante com alguém que Minho tinha beijado, pareciam com os lábios do...

“Hey, Minho-ah,” Jonghyun disse balançando a mão na frente do rosto de Minho que piscou. “Seu café.”

Minho olhou para o copo de café na mão de Jonghyun e depois para Jinki, que já estava de costas novamente. “Oh, obrigado.” ele disse pegando o copo.

“No que você estava pensando tão profundamente?” Jonghyun perguntou, cutucando Minho enquanto eles saíam da cafeteria.

“Nada.”

“Ah, já sei. Você estava lembrando da noite que teve com o stripper.”

Ele engasgou com o café, olhando ao redor. “Você pode falar mais baixo?”

“O quê? Você tem vergonha de ter dormido com um stripper?” Jonghyun perguntou com uma sobrancelha levantada, julgando Minho com o olhar.

“É claro que não. Mas isso não quer dizer que você pode espalhar isso por aí, minha vida íntima não diz respeito a ninguém.”

Jonghyun deu de ombros, entrando no prédio de advocacia onde eles tinham um escritório. “Tanto faz, agora me diga como foi.”

“Foi bom, muito bom.”

“E?”

“E o que? Eu não vou te contar mais nada, isso já é o suficiente.” Minho disse abrindo a porta do próprio escritório. “Mas, eu definitivamente quero mais.”

O homem mais velho arregalou os olhos e antes que ele pudesse falar alguma coisa, Minho bateu a porta fechada, rindo da cara de choque de Jonghyun.

No meio da semana, Minho resolveu ligar para Onew, só para conversar, nada demais. Mas o outro homem não atendeu e ele achou que Onew devesse estar ocupado fazendo sabe se lá o que ele fazia quando não estava no clube.

Os lábios de Jinki não saíam da cabeça de Minho, a cada manhã ele se pegava encarando aqueles lábios, tentando lembrar, tentando pegar aquela memória que estava escondida dentro da cabeça dele, mas ao mesmo tempo tão perto.

Mas também tinha algo estranho, Jinki quase não olhava nos olhos de Minho mais, quase não sorria muito e isso estava incomodando ele ainda mais. Minho sempre teve uma queda pelo barista e depois que ele tinha passado a noite com Onew, ele ficava dividido entre querer foder o stripper novamente ou investir em Jinki.

Será que ele tinha feito algo para Jinki agir estranho assim? Talvez ele devesse perguntar isso e ver o que estava errado.

Minho colocou o celular em cima da mesa e suspirou, mastigando a comida que estava na boca.

“De quem você está esperando uma ligação? Algo importante?” Jonghyun perguntou do outro lado da mesa, cutucando Minho com o pé.

“Onew, ele está me evitando.”

Jonghyun levantou as sobrancelhas. “Eu pensei que você tinha dito que a noite tinha sido boa.”

“E foi, eu não sei o que aconteceu.”

“Talvez ele seja daquelas pessoas de uma noite só.”

Ele suspirou novamente. “Você pode estar certo, mas, você podia falar com o seu amigo, o Key, e perguntar sobre o Onew.”

“Não, esqueça, eu não vou me meter mais nisso. Eu já fiz demais.”

“Do que você está falando? O que você fez?”

O homem mais velho desviou o olhar. “Eu não fiz nada, o que eu quis dizer foi que eu te levei lá no clube, o resto é com você.”

Minho estreitou os olhos e Jonghyun sorriu.

“Eu pensei que você estava interessado no Jinki, o que aconteceu com isso?” Jonghyun perguntou, mudando de assunto.

“Hm, ele anda agindo estranho ultimamente, quase não fala comigo ou olha nos meus olhos. Vai me dizer que você não percebeu isso?”

“Eu vi, mas se você quer ele, por que não faz alguma coisa a respeito disso? Chama ele pra sair ou algo assim.”

“Eu não vou chamar pra sair uma pessoa que mal olha pra mim.”

“Você tem medo de receber um não?” Jonghyun disse rindo. “Você é um covarde ou algo assim?”

Minho bufou. “Cala a boca, eu não sou um covarde.”

“Tanto faz, mas se eu fosse você, tentava me aproximar de Jinki e não de Onew.” Jonghyun disse se levantando e jogando as embalagens de comida no lixo.

Nesse ponto, Jonghyun tinha razão. Minho não estava só procurando por sexo, mas por alguém que queria ficar ao lado dele e com Onew, ele não iria conseguir isso, namorar um stripper? Não ia rolar.

Então Minho resolveu que tentaria falar com Jinki depois do expediente, e usando o charme dele, perguntou para uma das garçonetes a horas que o barista ia embora e assim, ele tinha um plano.

Minho tinha voltado para casa no horário do almoço, tinha esquecido um documento importante. Ele estava tão preocupado com essa história do Jinki, que a cabeça dele estava uma bagunça, igual ao quarto dele.

Gemendo, Minho procurou pelo envelope pardo que deveria estar na mesinha de cabeceira dele mas tinha tantos papeis ali, que ele acabou derrubando um monte de coisa no chão, pelo menos ele achou o envelope. Minho se abaixou pegando as coisas e as colocando em cima da cama, mais tarde ele organizaria aquilo, mas algo chamou a atenção dele.

“O que é isso?” ele perguntou pra si mesmo, pegando o cartão na mão e percebendo que era um cartão de identidade, um que não era dele.

Os olhos de Minho se arregalaram quando realização bateu nele, aquele cartão só podia ser de Onew, agora ele tinha uma desculpa, certo? Virando o cartão, Minho engasgou quando leu o nome que estava escrito ali.

“Não, isso não pode ser,” ele disse trêmulo, sentando na cama e estado de choque. “Jinki é o stripper?”

 

--

 

Depois de uma semana ignorando as ligações de Minho, e tentando não ficar olhando para ele todas as manhãs quando o outro homem iam lá comprar café, Jinki estava começando a se sentir pior do que estava. Ele tinha pensado que seria fácil isso, que seria simples ignorar o que tinha acontecido, mas Jinki não pensou que estar apaixonado por Minho, iria dificultar tanto as coisas.

Taemin tinha avisado que não seria fácil e teimosamente, Jinki tentou acreditar que tinha tudo sob controle.

“Eu estou indo, Siwon-ssi.”

Siwon se virou, limpando as mãos no avental. “Okay, não esqueça que amanhã é seu dia de folga.”

Jinki bufou. “Até parece que eu ia esquecer isso. Vejo você na segunda.”

O homem mais velho assentiu, acenando para Jinki e se virando para a máquina de café novamente, onde ele estava repondo os grãos de café.

O vento estava cortante naquele dia, e Jinki se encolheu dentro do casaco quando abriu a porta da cafeteria, se apressando para fora.

“Jinki-ssi?”

Ele se virou e arregalou os olhos quando viu Minho parado ali do lado de fora da cafeteria, casualmente encostado na parede, as mãos nos bolsos. “M-Minho-ssi, o que você está fazendo aqui?”

“Te esperando,” ele disse saindo da posição em que estava e indo em direção a Jinki. “Eu tenho algo que pertence a você.”

“Você tem?” ele perguntou com a testa franzida. Jinki não conseguia pensar o que isso seria.

Minho puxou a mão do bolso, um cartão de identidade nos dedos. “Acho que isso pertence a você.”

O coração de Jinki pulou uma batida e as mãos tremeram dentro do bolso. “C-como você tem isso?”

“Eu achei debaixo da minha cama.”

Jinki pegou o cartão da mão de Minho, querendo que a mão dele não estivesse tremendo tanto quanto estava. “Eu...”

“Então esse tempo todo era você.” ele disse com uma expressão acusatória, praticamente cuspindo as palavras.

Ele se encolheu, empurrando o cartão para dentro do bolso e olhando para os lados, Jinki só queria sair dali e nunca mais olhar para Minho. “E-eu sinto muito, eu não queria...”

“Me enganar? Fingir que era outra pessoa? Eu estava pensando em te chamar para sair e descubro que você é um stripper, que você... que você é o Onew!”

Jinki se encolheu ainda mais. “Eu nunca te enganei, eu só... eu só não te disse o meu verdadeiro nome, não é como se eu tivesse obrigação de te dizer.”

Minho riu e correu a mão pelo rosto. “Você está certo, quem sou eu para exigir alguma coisa de você. Você me usou por uma noite e só isso.”

“Não é como se você também não tivesse feito a mesma coisa.”

“É, você tem razão,” Minho disse assentindo. “Eu é que fui estúpido o suficiente em pensar que podia ser diferente.”

Ele estremeceu, tentando colocar os pensamentos no lugar, tentando não mostrar os verdadeiros sentimentos dele. “Olha...”

“Está tudo bem,” ele disse balançando a mão. “Esquece isso.”

“Minho-ssi...”

O outro homem balançou a cabeça e se virou, indo embora, se afastando de Jinki e ele sabia que seria para sempre.

Ele tinha duas opções, ou deixava Minho ir embora ou tentava corrigir toda aquela bagunça naquele momento. Jinki sabia muito bem que se ele deixasse o outro homem ir embora, aquilo seria o fim e mesmo que ele tenha dito que não queria nada, que não queria Minho, era mentira, uma mentira que ninguém acreditava, nem ele mesmo.

“Espera,” ele disse andando atrás de Minho que ficou tenso e parou de andar. “Não vá.”

“Por quê?” Minho perguntou ainda de costas. “Eu não tenho mais nada pra falar.”

“Mas eu tenho, por favor, vamos a algum lugar onde podemos conversar.”

Minho se virou, a mandíbula apertada e um olhar mordaz, fazendo Jinki morder o lábio com medo de ser recusado, mas o outro homem assentiu, sem dizer uma palavras e para Jinki já era o suficiente.

No final, os dois acabaram em um restaurante japonês, sentados em uma sala particular em um silêncio totalmente desconfortável. Jinki não sabia como começar e Minho não estava ajudando em nada, parecendo ignorar a presença de Jinki.

“Hm, eu sinto muito.”

O outro homem olhou para Jinki, surpreso com as palavras. “Sente muito sobre o que, exatamente?”

“Por não ter contado quem eu era antes, eu... as pessoas não aceitam um stripper, não aceitam que um stripper é uma pessoa normal, que trabalha em uma cafeteria e não é uma puta. Eu realmente queria me aproximar de você, mas como eu faria isso sem te contar que eu era um stripper? Eu não podia simplesmente esconder isso e eu não queria.”

“Você acha que eu sou uma pessoa desse tipo? Que eu não saberia...”

“Você fez isso, você estava com raiva porque queria me chamar para sair e descobriu que eu era o Onew.”

Minho ficou em silêncio, olhando para Jinki que o encarou. Ele estava certo sobre isso, o outro homem tinha ficado com raiva por ter descoberto que ele era um stripper, independente se ele tinha mentido ou não.

“Eu estava chocado,” Minho finalmente falou, encarando as próprias mãos em cima da mesa. “Eu nunca iria imaginar que vocês eram a mesma pessoa, apesar de que os seus lábios serem inconfundíveis.”

Jinki tocou os próprios lábios em um gesto inconsciente. Isso queria dizer que de certa forma, Minho tinha reconhecido ele, mesmo que só um pouco.

“Era por isso que você ficava me olhando daquele jeito?” Jinki perguntou com os dedos ainda nos lábios.

“De uma certa forma sim, eu não conseguia encaixar a memória, mas eu sabia que tinha algo familiar em você e, eu realmente estava interessado em você.”

“Você estava, não está mais?”

“É complicado agora.”

“Porque eu sou um stripper, um com quem você dormiu.”

“Não, porque você mentiu pra mim.”

“Eu não menti, eu só não te disse o meu verdadeiro nome.”

Minho bufou. “É a mesma coisa.”

“Na verdade não, eu nunca disse que era outra pessoa, eu nunca disse que eu não era o barista da cafeteria. Em nenhum momento você perguntou o meu nome, e você sabia que Onew não era o meu nome verdadeiro.”

Era verdade, Jinki nunca tinha mentido, ele só tinha medo da reação de Minho. Talvez tenha disso errado, talvez se ele tivesse falado para o outro homem desde o início, as coisas teriam sido diferentes e mais fáceis, mas o medo de ser rejeitado, e isso já tinha acontecido antes, por Minho era demais para ele suportar. Jinki não iria aguentar ser rejeitado pela pessoa que ele estava apaixonado, por ser um stripper.

“Droga, você... você está certo. Eu estou com raiva por você ter mentido, mas eu nunca perguntei nada, eu não falei nada.”

“Vê. Eu posso ter sido errado em te esconder, mas eu não menti.” ele disse com o coração batendo rápido dentro do peito. Minho estava cedendo e Jinki não imaginou que ele conseguiria isso, não assim tão fácil.

“É, você não mentiu,” ele disse cansado de repente, correndo a mão pelo rosto. “Me desculpe, Jinki-ssi.”

Agora sim eles estavam progredindo.

Jinki sorriu, colocando os cotovelos em cima da mesa e se inclinando sobre eles. “Agora você pode me convidar para sair.”

“O quê?” ele perguntou com os olhos arregalados. “Por que eu faria isso?”

“Você disse que queria me chamar para sair e pelas mensagens e ligações durante essa semana, eu posso ver que você quer mais.”

O rosto de Minho ficou vermelho em instantes e Jinki riu baixinho. “Depois de tudo o que aconteceu, eu... eu não sei mais o que pensar sobre tudo isso.”

“Eu posso te ajudar com isso.” ele disse se levantando de onde estava sentado e sentando ao lado de Minho, que olhava para ele um pouco assustado.

“Jinki-ssi...”

Jinki se inclinou para mais perto e Minho piscou mas não se moveu, na verdade encarou os lábios de Jinki que sabia como seduzir o outro homem. Depois da noite que eles passaram juntos, ele sabia muito bem.

“Só me beije,” ele sussurrou. “Eu sei que você me quer e eu estou bem aqui, todo pra você.”

Minho se inclinou sem um segundo pensamento e pressionou os lábios contra os de Jinki que fechou os olhos, se inclinando mais, pressionando os lábios mais forte.

O beijo não foi nada mais do que isso, um pressionar de lábios, como se eles tivessem se beijando pela primeira vez, e de uma certa forma estavam. Ali era Minho e Jinki, o advogado charmoso e o barista da cafeteria, não Onew o stripper.

“Eu acho que podemos dizer que já estamos em um encontro, huh?!” ele disse contra os lábios de Jinki que riu.

“Yeah, acho que podemos.”

 

Naquela noite, Jinki foi embora sozinho, apesar de querer muito passar a noite com Minho, não parecia ser a hora certa para aquilo, não depois de tudo o que tinha acontecido. Talvez levar as coisas mais devagar seria a solução para os dois, começar de novo, de uma forma diferente. Apagar tudo o que tinha acontecido antes e partir daquele ponto.

Depois da conversa, ele tiveram um agradável jantar, conversado cobre coisas banais e se conhecendo um pouco. Como em um verdadeiro primeiro encontro. Mas parecia que Minho não estava conseguindo conter as mãos para si mesmo e tocava Jinki quando podia, leves toques com as pontas dos dedos por cima da mesa, toques sutis que diziam muitas coisas.

O celular dele vibrou em cima da cama e Jinki correu para fora do banheiro, pegando o aparelho e sorrindo como um adolescente apaixonado quando viu o que estava escrito ali. Minho tinha mandado uma mensagem dizendo que tinha adorado a noite deles e esperava que dessa vez fosse respondido. Já que antes, Jinki estava ignorando ele.

Rapidamente Jinki digitou a resposta, dizendo que esperava pelo segundo encontro e que ele estava de folga no domingo, Minho podia ir lá, ele sabia cozinhar.

Minho não respondeu logo depois e Jinki se perguntou se ele estava sendo rápido demais, talvez ele devesse ser ainda mais devagar do que tinha imaginado. Mas depois de algum tempo o outro homem respondeu, dizendo que sentia muito por demorar, estava ocupado e que adoraria. Minho levaria um vinho.

Por um momento, Jinki desejou que não precisasse ir trabalhar na noite seguinte, assim ele teria mais tempo para ficar com Minho, mas era o trabalho dele e ele não podia faltar.

Mais tarde naquela noite, Jinki estava no clube, dançando para os homens que estavam ali e ganhando dinheiro, como se nada tivesse acontecido. Esquecendo de Minho e dos problemas dele lá fora e se concentrando no que ele estava fazendo, como ele sempre fazia.

 

--

 

Minho ainda estava um pouco confuso com tudo o que tinha acontecido. Uma parte dele estava feliz por ter encontrado Onew novamente e ter descoberto que ele e Jinki eram a mesma pessoa, mas por outro lado, ele ainda se sentia enganado e por mais que ele tivesse dito que não, Minho tinha ficado incomodado por Jinki ser um stripper.

O que ele tinha pensado era simples, já que Onew estava ignorando ele, e Minho não era santo, ele queria sexo, ele iria investir em Jinki que parecia ser uma pessoa legal, alguém com quem ele pudesse quem sabe ter um relacionamento. Já tinha um tempo que Minho não se permitia amar, usando a desculpa de estar muito ocupado.

Mas agora tudo estava uma bagunça, Onew era a pessoa mais sexy que Minho já tinha conhecido, era lindo e perfeito na cama, e também era Jinki, o barista adorável que corava as vezes e que tinha um sorriso lindo. Os dois eram a mesma pessoa, sexy e adorável em uma pessoa só.

Então por quê Minho estava confuso? Era bem simples na verdade.

Jinki abriu a porta e sorriu, nada mais do que puxando Minho para dentro do apartamento. “Nós não temos muito tempo, eu preciso ir trabalhar daqui a quatro horas.”

Minho ficou tenso, ali estava o motivo. Jinki fazia strip, tirava a roupa e se esfregava contra homens e mulheres, praticamente nu, em troca de dinheiro. Ele realmente queria namorar alguém que fazia isso?

“Minho-ah?”

Ele piscou, olhando para Jinki que ainda tinha os dedos enrolados no pulso dele. “Yeah?”

“Você está bem? Tem alguma coisa errada?”

“Você tem que trabalhar hoje?”

Entendimento brilhou nos olhos de Jinki, e ele se afastou de Minho que olhou para o próprio pulso, sentindo falta do calor da mão do outro homem ali. “Sim, é o meu trabalho, você sabe disso.”

“Eu sei.”

Os dois ficaram parados no meio da sala de Jinki, desconfortáveis. Minho tinha acabado com o clima leve que eles tinham estabelecido na noite passada e agora ele não sabia mais o que fazer.

“Me desculpe, eu... você quem cozinhou?” ele disse mudando de assunto de repente, tentando consertar o que ele tinha feito.

“Eu... sim, eu não sou o melhor cozinheiro mas eu tento.” Jinki disse sorrindo e Minho suspirou aliviado.

“Eu sou horrível cozinhando, a única coisa que tem na minha cozinha são telefones de restaurantes.”

Jinki riu, saindo do lugar que estava e levando Minho para a cozinha, que olhou ao redor do apartamento, era um lugar pequeno mas confortável, um bom lugar para se morar, sem sombra de dúvidas.

“Bem, eu posso cozinhar para você, se eu passar no teste.” Jinki disse apontando para a mesa.

O pensamento de Jinki na casa dele, na cozinha dele, cozinhando para ele enquanto Minho fica ali sentado no banco do balcão, assistindo o outro homem, fez Minho se sentir quente por dentro.

“Eu gostaria disso.”

“Sério?” Jinki perguntou, olhando para ele com os olhos brilhantes.

“Bem, primeiro eu tenho que experimentar e ver se é bom mesmo,” Minho disse dando de ombros e se sentando no lugar que Jinki tinha indicado. “Então eu posso te falar com certeza.”

Jinki riu, se sentando de frente para ele. “Vamos comer então.”

Minho tentou ignorar o pensamento de que Jinki era um stripper e que iria trabalhar naquela mesma noite, porque querendo ou não, Minho não podia ser hipócrita desse jeito. Ele mesmo estava lá naquele clube de stripper para ver Jinki dançando e depois tinha dormido com o outro homem, na casa dele, na cama dele. Se Minho quisesse mesmo ter Jinki, ele teria que ignorar tudo isso, teria que passar por cima do orgulho e aceitar que estava namorando um stripper.

“Então, eu passei no teste?” Jinki perguntou, sentado ao lado de Minho no chão em frente a lareira, uma taça de vinho nas mãos.

Ele riu. “Você cozinha bem, eu gostei. Obrigado pelo jantar.”

O outro homem assentiu. “Você parece que está se despedindo, está indo embora?”

“Não, a não ser que você queria. Eu só estava agradecendo.”

“Eu não quero, você... você podia ficar aqui.”

“O que você quer dizer?”

Jinki se virou para Minho e colocou a taça no chão. “Você podia ficar aqui e me esperar. Eu sei que eu tenho que ir, mas eu não queria que a nossa noite terminasse, não assim.”

“Eu não acho que seja uma boa ideia.”

“Por quê?” Jinki perguntou, olhando por debaixo da franja com olhos de cachorrinho.

“Se eu ficar aqui, eu vou ficar pensando em coisas que eu não devia, minha mente vai parar em lugares que é melhor evitar. Eu não quero fazer isso e estragar o que estamos começando aqui.”

“Okay, eu entendo o que você quer dizer. Eu acho que estou com medo.”

Minho se aproximou mais de Jinki, correndo os dedos de leve no rosto dele, que fechou os olhos. “Medo do quê?” ele sussurrou.

“De que você vai embora e nunca mais vai voltar, que eu vou perder você por ser um stripper,” ele disse com os olhos ainda fechados. “Eu não quero te perder.”

“Você não vai. Me desculpe por ser tão cabeça dura a respeito disso, eu realmente quero que isso dê certo, então eu vou fazer o meu máximo. Eu quero você, Jinki ou Onew, eu quero você, a mistura dos dois, tudo.”

Jinki abriu os olhos e Minho viu uma emoção tão forte brilhando ali, brilhando com tanta intensidade que Minho sugou a respiração. “A mistura de nós dois?”

“Tudo.” ele disse com convicção, se inclinando e beijando Jinki que passou os braços pelos ombros dele, o trazendo ainda mais perto e aprofundando o beijo.

 

Minho foi embora depois de dar carona para Jinki, o deixando na porta do clube e reafirmando que estava tudo bem. Ver o outro homem tão vulnerável e com medo, fez o coração dele doer. Estava claro que Jinki já tinha sofrido por ser um stripper, por não ser aceito do jeito que era pela pessoa que ele amava e Minho entendia, ambas as partes.

Ainda era muito difícil para Minho aceitar o que Jinki fazia durante as noites, era difícil imaginar que um dia desses, Jinki iria encontrar outra pessoa e iria abandonar Minho sem um segundo pensamento, afinal, o outro homem tinha dezenas de homens e mulheres aos pés dele. Mas Minho tinha que acreditar em Jinki, acreditar que tudo daria certo e se pra isso ele tivesse que engolir o máximo possível do ciúmes dele, ele faria isso.

Ele tinha prometido para Jinki que não iria fugir.

No primeiro encontro deles, Jinki tinha contado como tinha se tornado um stripper. Jinki estava cansado de não ter dinheiro para comer, afinal a mãe dele gastava tudo o que eles tinham e até o que não tinham com bebidas e drogas. Era um milagre que ela ainda estivesse viva. E Jinki começou a procurar por empregos, mas era tão difícil achar um lugar que pagasse o suficiente para ele se sustentar sozinho, então ele até mesmo cogitou a ideia de vender drogas ou se prostituir.

Mas foi então que Jinki conheceu Kibum, que não era o dono do clube ainda, só um dos strippers, e acabou aceitando o convite para ver de perto como funcionava. A vergonha era maior do que tudo, mas era dinheiro fácil, dinheiro instantâneo, o que Jinki precisava. Então depois de observar por algumas noites, treinar bastante, ele tinha se tornado um dos stripper daquele clube.

É claro que Jinki não achava que seria stripper para sempre e depois de um tempo guardando dinheiro, ele foi capaz de pagar um curso de barista e conseguido um emprego decente. Agora ele era stripper porque gostava daquilo, gostava de se divertir no palco, gostava da atenção que recebia e sentia que aquilo era parte dele. Era difícil abandonar tudo aquilo.

Minho só precisava de um tempo para assimilar tudo aquilo, para conseguir colocar tudo aquilo no lugar. Ele sabia que Jinki merecia ser amado, ele sabia que podia ser essa pessoa e ele via nos olhos do outro homem, que Jinki realmente gostava dele. Minho iria se esforçar para não ser tão teimoso e se permitir amar a pessoa que Jinki era, como ele mesmo tinha dito para o outro homem.

 

Jonghyun olhou para Minho e piscou. “Eu realmente não imaginei que vocês iriam tão longe.”

“Como assim?”

“Bom, eu te conheço, sei que você é teimoso e um tanto quanto antiquado, então não imaginei que você fosse aceitar Jinki assim tão fácil.”

Minho estreitou os olhos. “Você... você já sabia?”

“É claro que eu sabia, fui eu quem te levou lá, não foi?”

Ele fez um barulho de descontentamento no fundo da garganta e Jonghyun riu, dando um tapinha nas costas dele. “Você devia ter me contado desde o início.”

“Não cabe a mim dizer essas coisa. Jinki era quem tinha que decidir isso.” Jonghyun disse dando de ombros.

“Mas ele não fez, se eu não tivesse encontrado o cartão de identidade dele caído debaixo da minha cama, eu nunca iria saber.”

“Você claramente estava interessado em Jinki, então seria uma questão de tempo.”

“Eu não sei como seria, mas agora também já foi. Eu estou disposto a dar uma chance para isso e ver no que vai dar.”

Jonghyun sorriu. “Isso é ótimo, porque sua vida amorosa é uma vergonha.”

“Cala a boca, hyung.”

O homem mais velho riu ainda mais e Minho bufou. “Então, sábado vamos ver o seu namorado dançar?”

“Eu não sei se ainda estou pronto pra isso.”

“Ah, qual é, você já viu duas vezes e até mesmo dormiu com ele. Nada vai ser diferente, na verdade vai ser melhor. Agora você vai ser o sexy do seu namorado dançando no palco e depois vai poder levar ele pra casa.” ele disse balançando as sobrancelhas.

Bom, por esse lado, era uma coisa boa.

“Cara, você é um pervertido,” Jonghyun disse, rindo da expressão de Minho. “Mas eu posso entender.”

“Hey!”

“Eu estava falando do Kibum, bastardo ciumento.”

Minho riu e balançou a cabeça, pegando os papeis que Jonghyun tinha assinado. “Eu preciso revisar esses documentos e depois vou entregar para a secretária.”

Jonghyun assentiu e se levantou. “Acho que preciso de um café.”

“Não, você não precisa.”

“Ah, vamos lá, eu sei que você quer ver Jinki e eu tenho certeza que ele está esperando você aparecer. Essa semana a gente não teve tempo de ir até lá.”

Na verdade, Minho queria ver Jinki, eles tinham conversado por mensagens durante a semana e ele odiava mais do que tudo ficar ocupado do jeito que eles estavam, ele não tinha tempo para nada, nem mesmo ir comprar um café.

“Okay, você venceu.”

 

--

 

“Você pode tirar cinco minutos para descansar,” Siwon disse, tomando o lugar de Jinri no caixa. “Donghae pode cuidar da máquina de café.”

Jinki assentiu e tirou o avental, nada mais do que se apressando e se sentado em uma das mesa desocupadas da cafeteria, um prato de torta salgada e um copo de suco na frente dele.

Ele sabia que Minho estava ocupado e não podia ir até a cafeteria, mas mesmo assim tinha um sentimento estranho dentro dele. O medo de que Minho estivesse inventando tudo isso, que o outro homem só não queria ir mais até lá, ainda crescia dentro dele. Jinki já tinha sofrido bastante por ser enganado assim, acreditar que a pessoa amava ele acima de tudo, que aceitava que Jinki era um stripper e depois sumia sem deixar rastro, ignorando como se ele tivesse algum tipo de doença contagiosa.

Minho era muito reservado e não deixava as emoções dele a mostra, escondendo o que estava pensando e escolhendo muito bem as palavras antes de falar. Isso assustava Jinki, porque mesmo que o outro homem dizia que aceitava ele e não iria embora, Jinki ainda tinha medo.

O sino da porta balançou e Jinki olhou a tempo de ver Jonghyun entrando, seguido por Minho segundos depois. O coração dele bateu rápido e Jinki sentiu o rosto esquentar quando Minho olhou para ele.

Jonghyun foi até o balcão, provavelmente fazer o pedido e Minho foi em direção a Jinki, que estava ali com os olhos grudados no outro homem, como se tivesse enfeitiçado e não pudesse se mover.

“Descansando um pouco?”

Jinki piscou e olhou para cima, sorrindo de volta para Minho. “Yeah, almoçando.”

Minho assentiu e olhou para Jonghyun que já tinha dois copos de café nas mãos, esperando por ele. “Eu tenho que ir, falo com você depois.”

“Okay.” Jinki disse tentando não sorrir tão estupidamente na frente de Minho.

O outro homem riu e se afastou, mas não antes de correr os dedos pelo braço de Jinki. Não foi nada demais, só um toque, mas era o suficiente para aquietar o coração dele por mais alguns dias. Algo para assegurar que Minho ainda estava ali.

 

Jinki quase se perdeu na coreografia quando avistou Minho sentado na plateia, ao lado de Jonghyun. Ele nunca tinha imaginado que veria o outro homem lá de novo, não tão cedo pelo menos e isso fez ele se sentir estranho e feliz ao mesmo tempo.

Quando Jinki finalmente conseguiu sair de dentro do camarim, porque Dongwoo não parava de falar e ele simplesmente queria empurrar o outro homem longe e ir até Minho, Jonghyun e Kibum estava cochichando um para o outro, rindo feito duas adolescentes. Jinki podia ouvir a voz melódica de Kibum, dizendo coisa que ele preferia não ouvir, muito obrigado.

Minho estava sentado em um dos bancos, afastado dos dois, parecendo levemente irritado e Jinki foi até ele, inclinando levemente o corpo sobre o outro homem que ficou tenso e depois relaxou quando viu que era Jinki ali.

“Me esperando?” Jinki disse contra o ouvido dele.

O outro homem sorriu e colocou o copo em cima do balcão. “Esperando pelo meu namorado, Lee Jinki, você o conhece?”

Jinki riu. “Eu estou bem aqui.” ele disse se inclinando e bicando os lábios de Minho.

“Ótimo, então vamos, aqueles dois estão fazendo o meu estômago se revirar.” ele disse se levantando e segurando o pulso de Jinki, nada mais do que arrastando ele para fora do clube.

“Aonde estamos indo?” Jinki perguntou seguindo Minho pela calçada, em direção ao carro dele.

“Para a sua casa.”

Ele franziu a testa. “Minha casa?”

“Eu estou levando você pata Jeju, acho que você iria querer fazer uma mala.”

Jinki parou de andar, fazendo Minho se virar para trás com uma sobrancelha levantada, em sinal de curiosidade. “Como é que é? Jeju? A essa hora da noite?”

Minho deu de ombros, mais uma vez enrolando os dedos no pulso de Jinki e voltando a andar. “Eu conheço alguém.”

“Oh okay...”

 

Jinki olhava pela janela do helicóptero com olhos arregalados. Apesar de ser noite e estar tudo escuro, a beleza da água brilhando com o luar era impressionante e de tirar o fôlego. Minho estava sentado ao lado dele, dedos enrolados juntos e um sorriso presunçoso nos lábios. Jinki daria crédito para ele por isso, realmente foi uma ótima surpresa.

A pousada em que eles iriam ficar era pequena e aconchegante, não tinha nada demais e era perfeito assim. Jinki estava apaixonado pelo lugar e pelo homem que o tinha surpreendido imensamente.

“Por que você quis vir aqui?”

Minho olhou para ele, terminando de mastigar. “Eu queria passar um tempo com você, sozinho. Então eu pedi para Kibum te dar uma folga, assim eu podia ter você só pra mim.”

O rosto de Jinki esquentou, mas ele não desviou o olhar, simplesmente sorriu. Caramba, ele estava feliz. “E o que você panejou para fazer aqui nesse lugar maravilhoso?”

O olhar de Minho mudou, de carinhoso ficou predador e Jinki estremeceu, as lembranças da noite que eles passaram juntas ainda fresca na memória dele.

“Consumir você.”

Oh deus.

“E o que você está esperando?” Jinki perguntou, colocando os hashis em cima da mesa. “Eu estou bem aqui.”

Jinki estava pronto para ser consumido, emocionalmente e fisicamente, por Minho.

 

“Hey, hyung.”

Jinki se aconchegou mais contra o corpo de Minho, tentando não dormir. “Hmm?”

“Obrigado.”

“Pelo o quê?” ele murmurou, os dedos enrolados debaixo do queixo.

“Por ter paciência comigo, e por me permitir ter você.”

Ele ficou em silêncio por um tempo e Minho começou a correr os dedos pelo cabelo dele, fazendo Jinki abrir os olhos. “Você é tão imperfeito quanto eu, e mesmo assim estamos aqui, porque nos completamos. Você tem seus princípios e eu tenho os meus medos, mas resolvemos passar por cima de tudo isso e nos deixar amar, isso é o suficiente. Você não precisa me agradecer por nada porque ainda temos um longo caminho pela frente.”

“Mas se estivermos juntos, vai ser mais fácil.”

“Sim.” ele disse sorrindo e levantando a cabeça, olhando para Minho que olhava para ele com amor. “Vamos fazer isso juntos.”

Minho assentiu, puxando Jinki e pressionando os lábios juntos, em um beijo terno. “Agora você pode dormir.” ele sussurrou contra os lábios de Jinki que riu e se aconchegou novamente contra Minho.

Era isso, juntos eles podiam enfrentar tudo e isso fazia o coração de Jinki enchia de felicidade, o medo ficando cada vez menor dentro dele, quase desaparecendo por completo. Finalmente ele era amado por quem amava ele do jeito que ele era.

Jinki e Onew eram dois lados de uma mesma moeda e Minho amava os dois lados igualmente. O sexy Onew e o doce Jinki. Ele não achou que um dia seria assim tão feliz e eles só estavam começando.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...