História Between Love and Hate - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias American Horror Story
Personagens Adelaide "Addie" Langdon, Constance Langdon, Madison Montgomery, Tate Langdon, Violet Harmon
Tags Violate
Exibições 60
Palavras 2.157
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Secrets of this world 2


Fanfic / Fanfiction Between Love and Hate - Capítulo 15 - Secrets of this world 2

Eu estou com medo, pois todas as vezes que fecho meus olhos consigo senti-lo, é como se minhas feridas me alarmassem, me implorassem para não dormir.

Meus pais decidiram me manter em cativeiro, já que não posso mais sair sozinha, nem mesmo pro colégio, apesar de ter passado por coisas horríveis eles não me privaram da escola, e aqui estou eu, sendo mais observada que o normal, sendo alvo de cochichos novamente, sendo obrigada a aturar comentários como: “Coitada” “Tenho pena dela” Se eu pudesse escolher algo, eu queria ser invisível e não ter me tornado tão exposta dessa maneira.

        -Eu estaria sendo retardado se perguntasse se você está bem, não estaria? - seu tom era baixo, cuidadoso. Eu queria dizer que sim. Eu queria concordar. Mas eu não podia. Eu não estou. – Por que sei que não está.

Balanço a cabeça.

        -Já seria um bom começo, os fazer pararem de ficar me olhando- minha voz sai rouca e mais fraca do que eu queria.

        -Queria poder arrancar essa dor de você.

Eu limpei minha garganta e balancei a cabeça.

        -Eu aposto que sim. Eu também queria que ela sumisse.

Sua mandíbula estava entreaberta e ele olhou em toda a extensão do refeitório.

        -Será que dá pra vocês deixarem de serem idiotas, por pelo o menos um minuto?- gritou e eu me sentir vacilar com a palavra horrível. – Não tem nada pra verem aqui. - ele fechou a boca bruscamente, balançando a cabeça uma vez e fechando os olhos.

Engulo em seco, mas meus olhos estão irrompendo em lagrimas.

        -K-Kyle não. Por favor.

        -Pooorra... Violet- ele diz, sem abrir os olhos. – Eu não consigo nem imaginar... Aquele desgraçado, encostando o dedo em você.

Balanço a cabeça. Na tentativa de afastar esse pensamento, mais parece que milhares de vozes rondam a minha cabeça.

        -Acho que essa não era à hora certa pra termos essa conversa- me levanto abandonando o refeitório e indo em direção ao ginásio.

Eu lambo meu lábio e experimento sangue pela segunda vez. Sento sobre a arquibancada e fico observando o nada, nesse momento, eu queria estar morta, mais sinto que antes disso, preciso acabar com a Madison, a fazer pagar por cada lagrima que me fizera derrubar.

        -Estou feliz por ver você. - sorrio ao ouvi-lá, nunca imaginei que me sentiria bem, por não ouvir, “Você está bem?”

        -Eu seria incapaz de dizer ao contrario- afirmo me jogando em uma abraço reconfortante, acho que Addie é mais linda do que aparenta e mais inteligente do que muitos acham. Ela é especial, isso, já basta, pra afirmar com toda a convicção do mundo, que beleza é apenas uma palavra bonita.

Sinto meu abraço ser retribuído com fervor, então me desabo, em lagrimas, nunca fui boa em chorar na frente das pessoas, mais esse é o único jeito em que eu estou encontrando forças pra extravasar minha angustia.

        -Nunca deixe o brilho de seu olhar morrer... - sussurra ela, se afastando e acariciando uma mecha do meu cabelo da raiz a as pontas- Vire-se olhos brilhantes.

Addie leva seus dedos ate meus olhos enxugando minhas lagrimas e sorrindo para mim.

        -Você é bem mais do que um mero recipiente de lagrimas, Violet... Você é garota bonita.

Sorrio, pela primeira vez, dês de... de semanas. 

Ela levanta uma sobrancelha e olha pra alguém atrás de mim. Antes de me virar ouço aplausos.

        -Talvez, a garota bonita, não seja tão bela assim, Adelaide.

        -Deixe-a em paz, Madison.

        -Wow! A aberração está protegendo a amiguinha. Será que você não enxerga... – diz passando por mim e parando de frente pra ela. – Além de feia é cega? Violet, não gosta de você... Ela é incapaz de amar, ela é incapaz de nutrir qualquer sentimento bom por alguém.

De repente, eu estava além da raiva. Com raiva de Justin por me torturar por semanas. Com raiva dos meus pais e com raiva de mim mesma por ser tão idiota e imponente. Furiosa com o babaca do Kyle e do Tate. E fervendo com a vadia loira virada de costa pra mim, dizendo coisas horríveis a única pessoa com quem eu me importo de verdade.

Antes mesmo deu poder reagir, ou eu não queria reagir? por que no fundo eu sentia que era quase verdade. Adelaide saiu chorando, minhas pernas pareciam pesadas demais pra correr atrás dela.

        -Não vai atrás dela? Ou sabe que estou falando a verdade?- ela aponta pra garota passando pela porta do ginásio, mas seus olhos nunca deixam os meus. – A antiga Violet, teria feito pior sabia?

Engulo em seco, olhando pra dentro de seus olhos claros. Eu não conseguia negar, por que eu sinto que ela esta falando a verdade.

        -Se não acredita em mim, procure por, Cordelia Goode... - paro de ouvir, assim que ouço o nome, meus olhos se fecham pesadamente, quando uma imagem de uma mulher loira de olhos claros me vem à cabeça. Abro-os assustada, não podia ser? O que eu sou na verdade? – Ela terá as respostas, de todas as suas perguntas.

        -Por que está fazendo isso?- digo recuando.

Ela franzi a testa e rir como se eu fosse uma piada.

        -Por que somos iguais.

Aperto meu maxilar, tentando não me irritar de novo.

        -No final nos estamos atrás das mesmas coisas. No fundo, você e eu somos uma única pessoa, Violet.

Eu não posso nem sequer considerar isso.

        -Cala a boca!- digo fechando os olhos e levando as palmas da mão contra a cabeça.

        -Nunca se perguntou, por que nunca se deu bem em lugar nenhum... Ou como Kyle está vivo hoje?- abro os olhos e a vejo com as sobrancelhas franzidas. –Você o ressuscitou... Foi você quem matou Justin, naquela noite. Foi você quem roubou o Tate de mim... e agora você está aqui, fazendo as mesmas coisas que fez no passado.

Uma risada sôo do fundo da minha garganta. Sinto uma dor forte na minha cabeça, quando a olho e vejo no fundo de seus olhos, uma imagem minha, perfurada, pendurada encima de algo pontiagudo.

A dor parece tão real quanto deveria. Quando sinto sangue manchar a minha camisa, levo a mão ao local e vejo a sangue pela palma das minhas mãos.

Isso não pode ser verdade. Agacho, tocando sua perna e tendo uma visão.

Estávamos-nos dentro de um hospital, vestidas de preto, quando entro num quarto e lá está ele, encubado, me sento sobre seu membro e começo a cavalgar, não entendo o porquê deu estar fazendo isso. Mais sangue lhe escorrem o nariz e os olhos, ate seu coração parar de bater.

Levanto-me satisfeita, dando as costas ao lado dela e saindo dali.

Largo-a e a imagem desaparece.

Olho para minha mão e balanço a cabeça mais uma vez.

        -Não pode ser- sussurro pra mim mesma- Isso não pode tá acontecendo.

Levanto com a mão na barriga e saiu correndo em direção ao estacionamento, sinto meus olhos ficarem pesados, pisco uma, duas vezes. Quando me vejo parada ao lado de Madison, capotando aquela mesma van que parara de frente pra minha casa, para buscar Kyle. E logo em seguida a incendiando.

Abro os olhos apoiando em um dos carros, me jogando ao chão, sentindo as coisas saírem do normal. Ou do que era possível ser normal.

Sinto mãos encostarem-se aos meus ombros, quando uma vestingi me atingi, me dando a minha visão, no necrotério encarando o corpo esquartejado de Kyle. Afasto-me bruscamente.

        -Não toque em mim!- grito me encostando-se a uma das rodas traseiras do jipe atrás de mim. Quando Kyle tenta uma nova aproximação. Arrasto-me com os pés, pegando impulso para me levantar. – Não encoste em mim.

        -Violet... – tenta mais, continuo recuando.

Corro em direção à rua, saindo do colégio e correndo o mais rápido que consigo até chegar em casa, entro com brutalidade em casa, ignorando Vivien na sala. Subo pro meu quarto. E me afundo sobre a cama. Fecho os olhos e me concentro.

 

De certo modo é aterrorizante, ver as pessoas caídas por todos os corredores, como animais abatidos, todos agonizando, dando os seus últimos suspiros.

       Meu cérebro está num processo de paralisação corporal, os gritos e clemência de misericórdia, soam como o juízo final, para mim.

É como se eu pudesse sentir o cheiro da morte se aproximando, a náuseas subindo e caindo sobre o meu estômago e o maldito medo me tomar por completo.

       Nos segundos iniciais que se seguiam, eu já não ouvia mais nada, talvez por que eu esteja totalmente desorientada, para compreender o porquê de isso tudo estar acontecendo.

No momento eu estou abrindo a porta da biblioteca e no seguinte, eu estou frente a frente com ele, totalmente sem fôlego e imóvel.

       -Você acredita em Deus?- a voz é arrastada, mas familiar.

Meu primeiro pensamento foi: Eu te acharia atraente, há três horas atrás. Mas essa objeção se perdeu em favor do terror.

       -Tanto quanto acredito que você não me fará o mesmo que fez com os outros. – minha voz tremeu mais eu tentei parecer mais convicta possível.

Sua mão livre estava de volta na espingarda, e eu sei que ele podia mirar em minha cabeça e acabar logo com isso, mais não o fazia, a não ser ficar me encarando diretamente em meus olhos.

       -Você não me conhece- engulo em seco, dando uma breve pausa e fechando os olhos em seguida- Eu... Nunca fiz nada contra você.

Ele cravou o dedo no gatilho. E eu ouvi o som inconfundível do disparo, que passou de raspão acertando um garoto desorientado que mancava de uma perna do 3° ano que pelo visto acabara de ser morto.

       Ele riu e sua risada ecoa milhões de vezes ao meu ouvido, eu já não sabia mais o que fazer, quando passei de racionalmente implorando para chorando descontroladamente.

       -Não, não, não, não!- com a visão embaçada e com a respiração falha eu não consigo respirar e nem gritar ao mesmo tempo. – Por favor, não, por favor, não.

Odeio o som fraco da minha voz impotente.

Enxugo as lagrimas com o dorso da mão, voltando a ter a nitidez do cara sádico parado a minha frente. Ele tira os olhos de mim, e eu fecho os olhos, talvez isso diminua meu sofrimento, quando ele se cansar da minha cara patética de uma pirralha descontrolada.

Ouço passos passarem por mim, apertando ainda mais meus olhos para que eles não se abram involuntariamente.

       -Abra os olhos- sussurra ele- Você não está morta... Violet.

Meus olhos se abrem instantaneamente e eu me viro para vê-lo pela ultima vez.

Pisco uma, duas, três vezes, e o vejo andando entre cadáveres espalhados por todos os lados. Passo as mãos pelos cabelos e me desabo sobre o chão ensangüentado.

Eu sempre chamei pela morte, mais quando ela passou diante dos meus olhos, eu tive medo, não de morrer, mais de deixar de existir ainda mais. Eu não sabia quem era aquele cara, mais ao mesmo tempo ele me parecia familiar. Eu não sei o nome dele, e não posso me lembrar de tê-lo visto antes, muito menos conhecê- lo. Eu teria me lembrado daqueles olhos excepcionalmente negros. Eu não tenho idéia de quem ele é... E ele me chamou pelo nome.

Ouço as sirenes, vindo de todos os lados, eu não sei o que fazer.

Levanto-me com o corpo cheio de sangue e nem dando importância pra isso, ando lentamente desviando de todos os alunos mortos e abrindo a porta da entrada principal do colégio, sendo mirada por milhares de policiais e filmada por diversos repórteres.

       “A única sobrevivente ao atentado ao colégio Westfield High”

O rumor na rua parece zumbido de moscas. Fotógrafos se agrupam em massa atrás de barreiras patrulhadas pela polícia, suas câmeras de focinhos longos aprumadas, o hálito elevando-se como vapor. Ocasionalmente irrompem surtos de cliques erráticos, conforme os espectadores preenchem o tempo de espera batendo instantâneos da tenda de lona branca no meio da rua, da entrada do alto edifício de tijolos.

As emissoras de televisão já transmitiam a notícia havia horas. Populares se agrupam em cada extremidade da rua, mantidos ao largo por outros policiais; alguns vinham, propositalmente, para olhar, outros pararam a caminho de casa. Muitos erguem celulares para tirar fotos antes de seguir adiante. Um jovem, sem saber qual a situação em questão, fotografou cada um dos edifícios próximos ao colégio, embora a do meio estivesse tomada por uma fila de arbustos bem podados, três globos folhosos elegantes, que mal abriam espaço para um ser humano.

 

Abro os olhos, como se eu tivesse me afogando, recupero uma quantidade imensa de ar. Coloco a mão no peito, eu estou começando a entender as coisas. Eu conheço o Tate, dês de sempre... Agora como isso é possível? Não faço idéia.

Eu nunca estive morta, ou se estive foi na minha vida passada, como se o ciclo da maldição estivesse fazendo voltas, diversas vezes, a nossa história estará sempre girando no mesmo eixo.

Estamos destinados a isso, como estamos destinados há morrer um dia.


Notas Finais


Nossaaaaa!
Meu Deus... Hahahahahaha... Agora e ai, quais são as suas teorias?


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