História Between Love and Zombies - Capítulo 69


Escrita por: ~

Visualizações 175
Palavras 1.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hii Bae's! Bem? ♥
Espero que sim!
Trouxe um capítulo novo para vocês e pequeno novamente, e desculpem por isso e pela falta de alguns eixos nele, prometo que serão recompensadas no próximo capítulo já que estou bem animada com ele e o mesmo já tem 2.000 palavras.
Muito obrigada aos favoritos e aos comentários!♥
Sweet Reading! ♥
✘P.S: Gostaria que vocês lessem as notas finais, tem fanfic nova no pedaço eu adoraria que vocês dessem um pulinho lá ^^

Capítulo 69 - Take my Hand


Fanfic / Fanfiction Between Love and Zombies - Capítulo 69 - Take my Hand

As gotas de suor escorrem pelo meu rosto conforme arrasto meus pés cansados pelo asfalto, o sol acima de nossas cabeças parece ter como missão fritar nossos miolos.

Estou em alerta. O som da mata e dos insetos é o único som presente por ali enquanto me desloco da estrada para a floresta e vice e versa.

Meus braços doloridos protestam o peso do corpo de Ariana. A mesma continua desacordada, com sua cabeça encostada em meu peito conforme seu braço solavanca junto aos meus movimentos.

Suspiro de cansaço, estou caminhando a horas seguidas por um caminho completamente diferente. Estou nos aprofundando cada vez mais na mata, não me lembro qual o caminho para retornar. De qualquer forma, pareço estar caminhando em círculos, perdendo-me cada vez mais em minha insanidade e entrando em uma decadência de emoções válidas.

Meus passos diminuem quando um orifício na meio da estrada me chama a atenção. Aperto meu olho vendo que o mesmo está reluzente, água.

Eu me aproximo cauteloso, olho ao meu redor com minha respiração ofegante. A pequena poça de água reluz, ela está limpa.

Sem me importar com as circunstâncias, ajoelhei me no asfalto quente deitando Ariana o meu lado. Mergulhei minhas mãos em concha na pequena poça e as enchi com uma quantidade considerável de água. Levei aos meus lábios e ingeri toda a água pegando mais um pouco em seguida até que eu estivesse satisfeito. Com minhas mãos úmidas, as resvalei por meus braços, — traçados com pequenas linhas vermelhas da roupa de Ariana — nuca e colo a fim de me refrescar.

Me peguei observando Ariana, ela não estaria com sede? De qualquer forma, ela não pode beber se não estiver acordada.

Puxei a mochila de minhas costas e revirei a mesma. Além das roupas de Ariana, estavam suas armas e uma garrafa. Alcancei a mesma e a deixei submersa sobre a poça de água até que ela estivesse completamente cheia. Tampei a garrafa, a levando de volta para dentro da mochila.

Ofegante, assisti meu reflexo na pequena poça de água que revelava a mim minha própria imagem refletida. Não pude deixar de notar as diferenças que cresceram comigo.

Meus cabelos ficam cada vez mais compridos, minha expressão carrancuda e fechada. O orifício em meu rosto me deixa mais desprezível aparentemente. Resvalo meus olhos até Ariana, ela nunca me desprezou depois que eu aguardei suas emoções serem expostas.

Torno a olhar para a poça de água. Minha mente carregada de lembranças se projetam naquela pequena poça e eu assisto calado a pequena história que se desenrola.

O tempo em que eu conheci uma garota diferente. Éramos tão diferentes e jovens e nós governamos o mundo. Ela apagou minhas emoções castas, me entregou novas e as transformou em algo intenso e profundo.

Nós dois conquistamos o mundo caótico que se tornou nosso lar, o destino que uniu nossas pontas descascadas.

Meus olhos lacrimejaram quando em minha mente seu pequeno rosto inchado e os olhos maltratados pelo desespero corriam por seus arredores. A aflição fluia em suas veias enquanto ela tentava manter-se em pé, mas sua estruturas balançavam.

Levei meu punho em direção a água vendo as gotas espirrarem em meu rosto. Ela estava perdida, se sentindo culpada precisando de alguém para acolhê-la. Eu poderia ter evitado tudo, ter a salvado das mãos de Negan.

Mas nós não escrevemos nosso destino, ele simplesmente nos atira na pequena linha e nos obriga a caminhar conforme tudo vai entrando no caminho.

Voltei a realidade ao ouvir um baque no asfalto, olhei para Ariana. Seu corpo estava dando espasmos, lentos e quase seguidos.

— Ariana?

Corri em sua direção e coloquei sua cabeça em meus joelhos. Seu braço direito estava se debatendo, parecia estar empurrando ou tentando se salvar de alguém.

Não... — Sua voz soprou, baixa e solene. Sua pele maltratada se colidindo com os asfalto quente conforme ela arquejava.

— Ariana!? — Clamei por ela preocupado envolvendo seu rosto com minhas mãos.

Não o machuque. — Sussurrou, sua voz foi se embargando aos poucos. — Faça o que quiser comigo, mas não o machuque.

Conforme eu tentava processar as palavras, os membros de Ariana foram enrijecendo-se aos poucos e tomando sua antiga posição. Suas sobrancelhas franzidas e a expressão dolorida e sofredora vai se acalmando.

Sua cabeça vai pendendo para o lado conforme ela retorna a entrar em seu sono profundo. A expressão se suavizando me desespera. Ela deveria ter abrido os olhos.

Com a lembrança em mente, estico meus dedos e envolvo o pulso de Ariana como Evan havia feito, uma leve pulsação dá sinal de vida e meu peito se acalma.

Espalmo minhas mãos em suas bochechas mais rosadas que o normal, toco sua testa que queima devido a temperatura alta que o sol concede durante nossa jornada.

Arrasto seu corpo até a poça de água e molho seu rosto e algumas partes expostas de seu corpo, pode amenizar o calor e deixá-la um pouco mais confortável, mas ela precisa sair do sol.

Tornando a pegá-la no colo, atravesso a estrada e me esgueiro até a mata. As folhagens das árvores projetam uma sombra calma e tranquila, assim não pegamos tanto sol, mas a floresta é o lugar mais prático para se perder.

Em outras palavras, para andar em círculos como um cachorro atrás do próprio rabo.

Um árduo fardo de cansaço pesa em minhas costas, cada membro meu protesta exigindo um pouco de descanso. Algumas horas de sono.

Durante o restante do dia, minha única tarefa foi caminhar e caminhar. Esbarramos com alguns zumbis e eu os eliminei com minha adaga.

A noite estava próxima o que me preocupava. Além de o frio chegar junto a ela, é mais difícil enxergar os zumbis meio ao escuro dentro da floresta.

Com mais alguns passos e três doses de cansaço, meu olhar adaptado à apenas cinquenta por cento captou uma traseira de um carro. Não contive meu sorriso e me esgueirei rápido até o mesmo.

Com Ariana deitada sob o capô, limpei os livros com a manga da camisa e observei por dentro. Com um baque alto e grunhidos, um morto se revelou.

Abri a porta e o puxei com brutalidade para fora afundando minha faca em seu olho esquerdo. Larguei seu corpo no chão e olhei em volta, a floresta adaptada a escuridão com sua feição tétrica e mórbida.

Uma arfada me escapa quando ocorpo de Ariana retorna para meus braços sôfregos, a lufada densa que sai da minha boca indica a queda de temperatura. Praguejo um palavrão devido a bipolaridade da temperatura.

Fecho a porta do carro após ter deitado calmamente o corpo de Ariana no banco de trás. Me sento no banco do passageiro esticando minhas pernas para o banco do motorista, deito um pouco meu banco e encosto a cabeça no mesmo, observando o peito de Ariana descer e subir com sua respiração leve.

Estávamos sozinhos em um carro, igual um dos gloriosos dias que tivemos quando ainda estávamos na prisão. Sorri de lado, eu gostaria que ela estivesse acordada para conversarmos e trocarmos nossas lembranças, o tempo em que não tínhamos preocupações e eu ficava horas pensando em uma maneira para conseguir falar com ela.

Eu me pergunto o que vai acontecer quando ela despertar. Vai estar feliz em me ver? Vai estar quebrada por ter ficado a mercê de Negan? Vai ser a mesma de antes?

Algo me diz que não.

Com meus olhos fixos em seu braço suspenso a frente de seu corpo, eu estico meus dedos e toco os seus não obtendo respostas.

— Ariana, você pode me ouvir? — O silêncio prevalece dentro daquele cubículo. — Me dê um sinal.

Permaneço estático, observo cada milímetro seu esperando algum sinal, um movimento, um espasmo… Qualquer coisa, apenas se mexa.

Envolvo sua pequena mão gelada e a aperto com força. Fantasio sua mão apertando a minha de volta, retribuindo todo o calor e o amor que transmitimos um ao outro, mas nada acontece. Abaixo minha cabeça e fecho meu olho frustrado.

— Segura minha mão. — Suspiro. — Vamos lá, amor. Segure minha mão, resista!

Alguns minutos é o bastante para que eu desista de ter algum sinal. Com minha cabeça encostada no banco e minha mão atada a sua, vou sentindo o cansaço possuir meu corpo me cegando aos poucos. Eu me entrego ao sono, mas não sucumbo o desejo de largar sua mão.

————✴———•❄•———✴————

O baque surdo de um corpo é o suficiente para me despertar. Esfrego meu olho no mesmo instante ao ver um zumbi se contrair contra a janela do carro ao meu lado. O sol desponta no começo da rua, tudo está claro. Eu viro meu corpo para trás a fim de olhar Ariana.

Eu pulo do banco ao conceber que Ariana desapareceu. Olho ao redor e para perto do zumbi que bate do lado de fora, nada. Meu coração se aperta.

Puxo minha faca e abro a porta do carro. Mato o zumbi no mesmo instante e giro sobre meus calcanhares em todos os ângulos possíveis. O desespero começa a consumir minhas veias.

— Ariana! — Clamo por ela, não obtenho respostas. — Ariana!!! — Grito mais alto.

Minhas pernas vacilam e meus joelhos se chocam contra o chão. Cubro meu rosto tentando impedir que o desespero me consuma por completo.

Um soluço rasga minha garganta.

Ariana era como areia em minhas mãos, e eu simplesmente a deixei escapar por entre meus dedos.

Continua...


Notas Finais


Para minhas leitoras antigas, gostaria de avisar que estou de volta com Forbidden Game.
Para as demais leitoras, as convido totalmente para lerem e comentarem.
Obrigado de coraçãoヽ(*≧ω≦)ノ
Devil's Hand (Forbidden Game): https://spiritfanfics.com/historia/devils-hand-3358156 #FuckKisses
✘✘✘


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