História Between Love and Zombies - Capítulo 73


Escrita por: ~

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Palavras 3.844
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hii Bae's! Bem?♥
Espero que sim!
Mais um capítulo para vocês, confesso estar com medo de demorar o próximo pela falta de ideias mas espero recuperar isso rápido!
Muito obrigada a todos os favoritos e comentários, e vamos lá!
Sweet Reading! ♥
✘ SHIVA EU TE VENERO

Capítulo 73 - The Kingdom


Fanfic / Fanfiction Between Love and Zombies - Capítulo 73 - The Kingdom

— De jeito nenhum! Esse não era o acordo. — Pragueja Gregory, reviro meus olhos impaciente, mas que cuzão. — Seus pessoal jurou que acabaria com os Salvadores, mas falharam. Qualquer acordo que tenhamos feito, acabou. Anulado. — Diz pausadamente. — Não somos parceiros comerciais, nem amigos e nunca nos encontramos.

— Vou estourar a cara dele. — Resmungo.

— Eu te ajudo. — Alexia responde.

— Fiquem quietas as duas. — Carl praguejou baixinho, lhe lancei uma cotovelada em protesto.

— Não nos conhecemos. — Rick se manifesta.

— Não devo nada a você. Você é que me deve por abrigar refugiados com grande risco pessoal.

— Não preciso da merda do abrigo dele. — Torno a praguejar e Carl me encara.

— Precisa sim. — Carl responde aos murmúrios. — Mas não vamos discutir isso agora.

— Foi corajoso ficando aqui enquanto Maggie e Sasha salvaram esse lugar. — Jesus o interrompe, arqueio as sobrancelhas. — Sua coragem foi inspirada. — O tom sarcástico pesava em sua voz.

— Hey, você não trabalha para mim? Não somos amigos? — Gregory se ofende.

— Gregory, já começamos isso. — Rick diz se aproximando.

— Você começou! — Retruca. 

— Nós começamos, e venceremos. — Diz Rick.

— Eles são assassinos! — Retruca em tom bem alto.

— É assim que quer viver? — Pergunta Rick. — Sob o domínio deles, matando o seu pessoal?

— Às vezes, não podemos escolher como vivemos. Às vezes tem que agradecer as bênçãos que tem.

— Esse cara está pedindo para apanhar. — Alexia pragueja.

— Quantas pessoas nós podemos ceder? — Maggie inicia dando passos à frente. — Quantas pessoas aqui podem lutar?

— Nós? — Gregory ri debochado. — Não sei a quantidade de pessoas que temos, Margaret. — Faço uma careta de raiva. — E isso importa? Digo… O que irão fazer? Começar um pelotão de produtores? Porque é o que temos. Eles cultivam, não vão querer lutar.

— Está errado. — Tara o interrompe. — Quando as pessoas podem fazer o certo, geralmente fazem. Bem…

— Deixe-me interromper antes que comece a cantar, tudo bem?. — Gregory abre a boca. Vejo Carl apertar seus dedos em tornos de seus braços cruzados. — E, a propósito, quem treinaria essas buchas de canhão?

— Eu. — Diz Sasha 

— Me dê uma semana. — Rosita diz por cima.

— Foi uma pergunta retórica, certo? Não quero saber, não quero mais ouvir sobre isso nunca mais.

— Estaríamos melhores sem os Salvadores, sim ou não? — Rick pergunta, já impaciente.

— Sim, claro, tudo bem.

— Então. — Michonne toma seu posto. — O que fará para resolver o problema? 

— Não disse que tínhamos um problema, vocês disseram. O que acontece fora da minha jurisdição, está fora dela.

— Que merda, cara. — Daryl resmunga. — Você está conosco ou não está. Está sentado aí falando como um tagarela. — Altera o tom de voz.

— Roubou as palavras da minha boca, Daryl. — Digo em tom alto e claro. — Acredito que estamos tentando fazer acordo com um surdo inútil. — Gregory se levanta.

— Acho que deixei minha posição bem clara. — Gregory brinca com as mangas de seu traje. — Agradeço a todos por não estarem aqui no dia de hoje, e por não termos tido essa reunião ou serem vistos na saída. Em outras palavras, saíam pelos fundos.

Impaciente, eu empurro Rick a minha frente e espalmo minhas mãos na mesa, ficando cara a cara com ele.

— Eu espero, que quando você tenha Lucille apontada para essa noz que você chama de cabeça e ela esteja prestes a se alimentar de seus miolos, lembre-se que nós estivemos aqui e que você recusou o acordo. Quando sua merda suprir suas mãos, você vai se lembrar, que nós vencemos a guerra e você vai estar tão morto quanto eles.

Me afasto rapidamente de todos e saio da sala, escancarando as duas portas e indo para o outro cômodo. Os passos atrás de mim ressoam e todos começam a sair.

— Tremendo idiota. — Resmunga Rosta.

— Quero quebrar os dentes dele. — Sasha pragueja.

— Bem, não precisamos dele mesmo. — Daryl chacoalha os ombros como uma criança.

— Sim, isso mesmo. — Concorda Rick. — Temos a Maggie, Sasha e Jesus aqui.

— E… A Enid. — Completa Maggie. — Hey… — Ela diz ao entrar.

— Qual o problema? — Maggie pergunta.

— Nada, só… Venham aqui fora. — Pede. Alexia e eu nos entreolhamos.

Todos começam a sair, do lado de fora, algumas pessoas de Hilltop cercam a entrada da casa. 

— O que está acontecendo. — Maggie pergunta.

— Olá. — Uma moça negra dá passos à frente. — Se não se lembram, sou a Bertie. Eu devo minha vida à vocês, por duas vezes, muito de nós devemos. Enid disse que querem que o Gregory nos deixe lutar contra os Salvadores. É verdade?

— Sim. — Maggie confirma.

— Acredita que podemos vencer? Que nós podemos mesmo derrotá-los? Nós?

— Acredito. — Assente Maggie. 

— Enid disse que podem nos mostrar como. Estou pronta.

— Eu também. — Um homem concorda e vários outros.

Rick assente para Michonne. À sua direita, vejo Carl sorrir para Enid que corresponde o sorriso e dá de ombros. Comprimi meus lábios. Tornamos a caminhar, dessa vez, para perto dos portões.

— É um começo, conseguiremos mais. — Diz Michonne.

— Não será o bastante. — Diz Sasha.

— Não, não será. — Rosita concorda.

— Se encontrarmos o material certo, talvez não precisemos de muitos. Vamos explodi-los, incendiar. — Diz Rick.

— Disse que não há soldados com eles. Que há trabalhadores lá, pessoas que não tiveram escolha. — Diz Tara.

— Precisamos vencer. — Rick responde.

— Precisamos de mais gente. Outro grupo. — Memórias retornam para mim. — Negan tem postos avançados, a geografia e a distância estão contra nós. Temos que voltar, se procurarem pelo Daryl, Ariana ou Carl, temos que estar lá.

— Não precisam voltar. — Diz Jesus, olhamos para ele. — Ainda não. — Ele mostra um rádio, um walkie talkie. — É um dos deles, de longo alcance. Podemos ouví-los, rastreá-los.

— Se não iremos voltar, o que faremos? — Pergunta Michonne.

— Espera. — Eu disse, tomando a atenção de todos. — Enquanto eu era prisioneira deles, eu estava com uma venda nos olhos, mas me lembro de algo. — Todos parecem ter ficado interessados. — Eles falavam de um grupo, um grupo que dava muitos suprimentos para eles, que eles nunca decepcionavam.

— Você se lembra de algum nome? — Pergunta Rick.

— Eu ouvi um nome, mas não me lembro qual. — Coço minha têmpora. — Algo como, Gabriel, Izmael…

— Ezekiel. — Diz Jesus.

— Esse nome, isso que eu ouvi. — Concordo. Todos olham para ele.

— É hora de apresentá-los ao Ezekiel. Rei Ezekiel.

— Rei? — Pergunta Rick.

Jesus explica sobre o motivo de ser chamado de Rei Ezekiel, e que eles são uma comunidade denominado Reino. Após algumas trocas de informações, Rick viu que um acordo com eles poderiam ser ótimos como aliados.

Rick deu algumas ordens para que nós nos preparássemos para irmos até lá. Completamente convicta de que tenho argumentos plausíveis para tê-lo como aliado, voltei para a casa a fim de recolher alguns materiais necessários para nossa ida. 

Carl me segue, e como nossas coisas estavam no mesmo quarto, cada um ficou de um lado recolhendo nossas coisas. Quando terminei, ajustei meus revolveres — mesmo que vazios — em meu cinto e coloquei a mochila em meus ombros. Me aproximo de Carl para podermos ir.

— Você fica aqui. — Franzo o cenho.

— Nem a pal. — Resmungo, Carl se vira para mim com sua expressão rancorosa.

— É uma ordem. — Reviro meus olhos.

— Você não é o meu pai para me dar ordens.

— Sou seu namorado. — Torno a revirar meus olhos.

— Sabe qual o conceito de namoro, Carl? É algo que duas pessoas dividem uma com a outra, não tem nada haver com ordens ou obediência. Em algumas línguas, isso se chama possessão! — Praguejo.

— Eu te tirei de lá. — Ele pragueja de volta.

— Sim. — Suspiro. — E agora, Spencer e Olivia estão mortos. Quantas vidas vão precisar ser tiradas para você perceber que eu sou um perigo? — Coloco o indicador em seu peito sentindo meus olhos arderem. — Não é você que irá carregar esse fardo das mortes, não é você. — Fecho meus olhos. — Diga-me, Carl. Quantas vidas valem a minha? Duas? Três? — Torno a olhar para ele. — Eu não deveria ter saído de lá, muitos de vocês vão morrer apenas para que Negan me encontre. — Suspiro e sinto meus ombros relaxarem. — Fico muito feliz que tenha me salvado, Carl. Fico muito satisfeita em não estar sendo ameaçada o tempo todo, ou estar sendo submissa e poder estar com a minha família novamente. Mas não há como negar. A melhor forma de acabar com isso, seria voltando para lá.

Nós ficamos em silêncio por sinuosos segundos, Carl não esboça nenhuma expressão, seu nome é clamado por Rick e ele dá passos em direção a porta, mas não sai antes de sussurrar em meu ouvido:

Se voltar para aquele lugar, considere-se minha inimiga.

Carl puxou a mochila para si e deixa o quarto sem olhar para trás. Cerro meus punhos, ele não pode esperar que eu fique sentada esperando que ele salve o mundo.

Deixo o cômodo e vou atrás deles. Todos estão preparados para partir e nos dividimos em dois carros, fiquei no posto ao de Carl para evitar discussões.

Durante todo o percurso, eu me mantive calada conforme os outros conversavam, minha mente parecia mais interessante no momento do que qualquer outra coisa. Alguns minutos depois, o carro parou.

— Chama-se “O Reino”? — Questionou Rick após estacionar o automóvel e todos nós descermos.

— Sim. — Jesus assente. — Não fui eu que nomeei.

— Quanto falta? — Rick olha ao redor.

— Bem, tecnicamente estamos aqui. Digo, sempre estamos aqui, mas aqui estamos. No Reino. — Arqueio as sobrancelhas e olho ao meu redor.

— Está vendo alguma coisa? — Sussurra Alexia ao pé do meu ouvido.

— Nada.

— Bom, na fronteira dele. — Jesus completa. 

— Hey. — Daryl sai do carro. — O que estamos esperando?

— Por eles.

Jesus aponta em direção a dois homens montados em cavalos, seus corpos estão revestidos por armaduras. Eles cavalgam até nós e eu dou leves passos para trás.

— Quem se atreve a invadir a terra soberana do… — Franzo o cenho diante daquelas palavras estúpidas. — Oh, merda. — Pragueja. — É você, Jesus? — Ele assente. — Quem são essas pessoas, Paul?

— Olá Richard, é bom te ver. — Jesus toma seu partido. 

— Bom ver você também. — Diz. — Quem são seus amigos?

— Esse é Rick Grimes, ele é líder de uma comunidade que pensa como nós, e esses são alguns do pessoal dele.

Alexia abre um pequeno sorriso e acena em direção a eles, reviro meus olhos e prossigo sem esboçar expressão alguma.

— Talvez, a simpatia nos ajude. — Ela resmunga de lado.

— Nada vai me fazer colocar um sorriso falso na cara. — Respondo.

— Gostaríamos de requisitar uma audiência com Rei Ezekiel.

O homem desce do cavalo, está com uma arma em punhos e se aproxima o suficiente. Passando seus olhos por mim, ele o direciona para o automóvel a nossa esquerda.

— Saiam do carro. — Ordena. — Você disse que eles pensam de modo semelhante, semelhante como? — Torna a falar com Jesus.

— Nós vivemos, fazemos trocas e combatemos os mortos-vivos. Às vezes combatemos outras pessoas.

Richard parece ter entendido o recado.

— Fiquem em fila. — Dis.

— Isso é perda de tempo, vamos embora. — Resmunga Daryl.

— Sou obrigada a fazer isso? — Praguejo estupidamente. — Não sou boa com ordens.

— Talvez você tenha razão. — Richard diz a Daryl que deu meia volta. — O Rei é um homem ocupado. — E é um mundo perigoso, não costumamos permitir a entrada de estranhos.

— Queremos tornar o mundo menos perigoso e estamos aqui para mostrar ao seu Rei o quanto falamos sério sobre isso. — Diz Michonne. 

— O carro fica aqui fora. — Diz após uma breve ponderação. — Precisam entregar suas armas.

— Só temos duas. — Diz Rick.

Rick assente para Carl e os dois entregam as duas armas. Vejo o olhar de Alexia sobre mim, minhas armas no cinto, ninguém havia visto. Carl parece ter se lembrado delas pois se vira para mim.

— Suas armas, Ariana. — Ele pede estendendo as mãos.

— Não vou entregar nada. — Digo como uma criança malcriada, Rick se vira. — Estão descarregadas, são inúteis.

— Vou ter que te lembrar do que eu fiz quando recusou-se a cooperar, Ariana? — O tom ameaçador de Carl atiça a curiosidade de todos a nosso redor. 

Sinto meu rosto arder em ódio conforme ele me encara sem demonstrar emoção. Puxando meus revolveres dos coldres, trombo em seu ombro e entrego rispidamente a Richard.

— Certo, me sigam. — Pede.

Ele torna a montar em seu cavalo e a cavalgar, devagar o bastante para que pudéssemos seguí-lo. O grupo começou a deslocar-se, e eu, sem muito o que fazer, apenas cruzei meus braços e me juntei a eles.

O percurso era longo, todos se encontravam incrivelmente quietos, apenas caminhando sem compromisso algum além da conversa com o tal Ezekiel. Adentramos em uma pequena área coberta por árvores e folhagens o que me deixou aflita.

Um pequeno movimeto em um arbusto foi o bastante para que eu paralisasse e ficasse fitando curiosamente o local. O som dos passos foram se afastando indicando que ninguém havia parado como.

Franzo meu cenho a fim de me aproximar do local, dou um pequeno passo sorrateiro para frente e sinto um calor abraçar meu antebraço.

— Aonde vai? — Ouço a voz de Carl perto do meu ouvido.

— Eu ouvi alguma coisa. — Digo, ainda olhando para as folhas.

— Não há nada ali, vamos embora Ariana.

Carl me puxa e eu hesito, mas cedo logo em seguida tornando a caminhar ao seu lado. Todos estão um pouco distantes, mas ainda sim, no nosso alcance de visão.

— Me desculpe. — Se manifesta. — Talvez eu tenha…

— Não precisa se desculpar. — O corto.

— Eu gostaria de saber o que tanto te incomoda. — Carl diz. — Você quase me disse antes de sermos interrompidos pelos Salvadores. — Suspiro baixo. — Você poderia me contar?

— Não sei se estou pronta. — Respondo.

— Sei que está. Você disse que eu ia ser… O que? — O encaro.

— Quando eu ainda era prisioneira, ouvi uma conversa em um dos corredores. Negan planejava submeter Rick as suas vontades de qualquer maneira, então, você ia ser levado. — Carl franze o cenho. — Eu não entendi muita coisa, mas isso foi o bastante para me aterrorizar. — Explico, Carl me abraça de lado.

— Não se preocupe, vamos ficar longe deles e eles não irão nos encontrar. Nada irá acontecer comigo ou com você novamente. — Lhe lanço um sorriso triste, apertamos nossos passos até alcançarmos os outros.

O Reino com toda a certeza tirou qualquer oxigênio que habitava meus pulmões. Várias pessoas rondavam o local, algumas correndo em grupos, outras cuidando das vegetações salpicadas pelo pátio principal em que nos estabelecemos. Grandes estruturas nos cercam, há flores e plantações por qualquer lugar que olhasse. Aquele lugar impressionava a qualquer um, era tão cheio de vida e com bastante ar puro. Ao olhar para Carl, percebi que o mesmo estava admirado também, projetei um sorriso de lado.

— Eles têm pessoas. — Diz Michonne com um sorriso.

— Mas eles sabem lutar? — Pergunta Rosita.

— Eles sabem. — Esclarece Jesus.

— Talvez. — Diz Daryl.

— Morgan? — Tara se manifesta subitamente e nós nos viramos.

Morgan está aqui, ele cumprimenta e abraça Tara e mais algumas pessoas do grupo. Rick apenas o encara.

— Como vocês se conhecem. — Richard pergunta.

— Ele está conosco desde o começo. 

— O Rei está pronto para recebê-los.

Todos começamos a nos deslocar. Entramos em uma espécie de sala de teatro. Várias cadeiras deitadas preenchiam o local e ela era bem amplo. Fiquei na ponta dos pés e pude ver sob o palco, um homem sentado em uma cadeira com um bastão em mãos.

— Jesus! — Ouço sua voz ecoar. — Agrada-me te ver, velho amigo.

Continuo dando passos e praguejo um palavrão ao tropeçar em Carl que para de andar subitamente. Ele me encara assustado e surpreso e eu franzo o cenho, olhando para frente.

Meu coração dá pulos ao ver um tigre rondando a cadeira de Ezekiel preso a uma corrente. Ouço-o rugir e eu me agarro aos ombros de Carl por ímpeto.

— Diga-me, que notícia traz para o bom Rei Ezekiel. Trouxe-me novos aliados. — Pergunta o homem, como fica tranquilo perto de um tigre daquele tamanho? 

— De fato, eles são, vossa majestade. — Jesus responde. — Este é…

Jesus se cala ao ver que não saímos da entrada e estamos todos amontoados um perto do outro, surpresos. Ele parece se envergonhar.

— Me desculpem, eu esqueci de mencionar o…

— Sim, o tigre. — Diz Rick.

Como se respondesse, o tigre rugiu roucamente, sentando-se ao lado de Ezekiel. Sorri completamente satisfeita, não havia arma melhor do que um tigre que possa ser controlado para nossa guerra.

— Este é o Rick Grimes, o líder de Alexandria. — Começamos a andar para perto, eu ainda estava segurando o braço de Carl sem perceber. — E esses são alguns do pessoal dele.

— Dou-lhe boas-vindas ao Reino, bons viajantes. — Ezekiel diz, entusiasmado. — O que os traz à nossa terra? Por que requisitou uma audiência com o Rei?

— Ezekiel… — Diz Rick. — Rei Ezekiel. — Se corrige. — Alexandria, Hilltop, O Reino. Essas três comunidades têm algo em comum, todos nós servimos aos Salvadores.

Me desloco mas para baixo, para perto de Jesus e me estabeleço entre duas fileiras, tendo uma boa visão de Ezekiel e seu tigre. 

— Alexandria já os combateu uma vez e nós vencemos. — Rick continua. — Pensamos que os tínhamos exterminado mas não sabíamos o que sabemos agora. Só acabamos com um posto avançado. Foi nos dito que tem um acordo com eles, que os conhece. Então você sabe que eles governam através da violência e do medo. — Ezekiel olhou ameaçadoramente para Jesus que tenho se explicar.

— Sua majestade, eu só contei a eles…

— Nosso acordo com os Salvadores não é de conhecimento público por bons motivos. — Diz. — Nós te confiamos esse segredo, quando nos disse dos problemas de Hilltop, mas não esperávamos que você…

— Podemos nos ajudar. — Esclarece.

— Não interrompa o Rei. — Diz um homem à direita de Ezekiel, provavelmente chamado Jerry pelo que ouvi.

— Nós confiamos em você, por que quebrou nossa confiança?

— Porque quero que ouça os planos de Rick.

— E quais são seus planos, Rick Grimes de Alexandria?

— Viemos pedir ao Reino, pedir a você, para se juntar a nós e lutar contra os Salvadores. Lutar pela liberdade de todos nós.

— O que você está pedindo, é algo muito sério.

— Vários do nosso pessoal, boas pessoas, foram mortas pelos Salvadores, brutalmente. — Diz Michonne.

— Quem? — Morgan pergunta. Minhas unhas arranham o estofado do banco à minha frente.

Rosita diz os nomes e eu sinto meu coração se apertar. Ainda dói. Eu ainda me afogo no remorso que corre em minhas veias.

— Eugene foi levado, pegaram Daryl e Ariana, eles escaparam. A cada segundo que estão aqui, são um alvo.

— Negan assassinou Glenn e Abraham, os espancou até a morte.

— Esmagou as suas cabeças. — Eu os corrijo em um tom duro, eles tem que saber como foram mortos.

— Aterrizou Hilltop, jogou zumbis lá dentro apenas para mostrar suas posições. — Sasha se manifesta.

— Achávamos que poderíamos viver com um acordo, muitos achavam, mas isto está mudando. — Jesus torna a falar. —Então, vamos mudar o mundo, vossa majestade.

— Quero ser honesto sobre o que estamos pedindo. — Rick torna a dizer. — O meu pessoal é forte, mas não há muito de nós. Não temos armas, não o suficiente pelo menos. Temos poucas armas, ponto final.

— Nós temos pessoas. — Diz Richard. — E armas. Se atacarmos primeiro, juntos, podemos derrotá-los. — Ele se vira para Ezekiel. — Vossa Majestade, não vamos esperar que as coisas piorem para algo que podemos lidar. Vamos acertar as coisas. A hora é agora.

Ezekiel parece ponderar, mordo meus lábios encabulada esperando logo uma decisão. Ele se vira para Morgan.

— Morgan, o que acha? 

— Eu? — Ezekiel murmura algo para ele falar. — Pessoas irão morrer, muitas pessoas e não só os Salvadores. Se podemos achar outro, precisamos encontrá-lo. Talvez, seja só sobre Negan…

— Não há outro jeito! — Praguejo alto.

— Vamos capturá-lo, prendê-lo. Talvez… — Morgan se cala.

— Está ficando tarde. — Ezekiel se levanta. — Rick Grimes de Alexandria, você deu ao rei muita coisa para refletir.

— Quando eu era criança, minha mãe me contava uma história. — Rick deu passos à frente. — Havia uma estrada para um Reino, e havia uma pedra no caminho. As pessoas a ignoravam, mas os cavalos quebravam as pernas e morriam, rodas de carroça se soltavam. Pessoas perdiam as mercadorias a serem vendidas, foi isso que aconteceu com uma garotinha. — Sustento o olhar que Carl me lança a minha direita. — O barril de cerveja que a família produziu caiu e se quebrou, a terra absorveu tudo e a cerveja se foi. Era a última chance da família dela, eles estavam com fome, não tinham dinheiro. Ela se sentou e começou a chorar, mas ela se perguntou por que aquilo ainda estava lá, para machucar outra pessoa. Ela cavou a terra em volta da pedra com as mãos até sangrarem, usou toda a força que tinha para puxá-la. Levou horas e então, quando ia cobrir de terra, ela viu algo dentro, era um saco de ouro. 

— Certo. — Jerry interrompeu.

— O Rei colocou a pedra na estrada porque sabia que a pessoa que escavasse, que tivesse feito alguma coisa, merecia uma recompensa. Merecia ter a vida mudada, para sempre.

— Convido vocês para cearem e ficar até amanhã. — Rei Ezekiel se manifesta. 

— Precisamos voltar para casa. — Diz Rick.

— Emitirei meu decreto pela manhã. — Responde, o mesmo se levanta e bate com o cajado no chão abaixo de seus pés.

————✴———•❄•———✴————

Ezekiel deu a sua sentença. Não haveria acordo.

Com todos os protestos recebidos por mim, ele não mudou de ideia, continuou com sua opinião. Ezekiel nos liberou para voltarmos, e mesmo não aceitando o acordo, ofereceu abrigo a mim, Daryl e a Carl, alegando que os Salvadores não tinha acesso a parte de dentro da comunidade.

Contragosto, fui incentivada a ficar no Reino por Alexia e algumas pessoas do grupo, Daryl também aceitou e Carl resolveu ficar comigo.

Rick beijou a testa do filho e o abraçou brevemente, fez a mesma coisa comigo e despediu-se de Daryl antes de partir. Uma mulher baixa nos disponibilizou um quarto na qual Carl e eu dividiríamos.

Carl alertou que iria dar uma volta pelas extremidades do Reino conforme a noite caia. A mesma mulher me apresentou um dos banheiros do prédio e sugeriu que eu tomasse um banho. Não hesitei, não estava em condições de negar algo que pudesse me relaxar.

Após terminar, saí no corredor e fechei a porta atrás de mim. O corredor estava escuro e as portas dos quartos fechadas indicando que todos já estavam em suas respectivas camas e provavelmente dormindo.

Fechei a porta de meu quarto ao entrar na mesma. Eu apenas trajava uma camiseta que mal tampava minhas roupas íntimas, me desloquei até a cama e puxei os lençóis para minhas pernas nuas a fim de aquecê-las.

Um leve rilhar denunciou a entrada de Carl empurrando a porta. As pequenas cintilâncias alaranjadas dos postes que entravam pelas janelas iluminavam seu rosto baixo. Continuei na mesma posição o observando, apertando a barra do lençol em meus dedos.

Carl retirou seu chapéu com cautela e pousou-o à uma mesinha pequena ao lado da porta. Ele permanecia estático, sem esboçar nenhuma expressão, enquanto eu prosseguia sentada o encarando.

Estávamos a sós, apenas nós dois, apenas nossos sentimentos recíprocos ansiosos para serem manifestados de todas as formas.

Carl talvez pudesse sentir minha necessidade, pois alguns centímetros longe de seu corpo, eu pude sentir seu cerne se aquecer vagarosamente.

Sem hesitar ou dizer algo, Carl esticou seus dedos e atou-os a maçaneta da porta, a fechando de imediato.

Continua...


Notas Finais


VAI FICAR SUBTENDIDO O QUE ROLOU NESSE QUARTO
ADORO
AKSKSKSKKSKAKSKAKSKA #FuckKisses
✘✘✘


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