História Between the Flowers - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Descobertas, Família, Romance, Yaoi
Exibições 244
Palavras 2.330
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiiii!
Eu acabei me inspirando em escrever essa fanfic, espero que gotem!
Boa leitura!

Capítulo 1 - Refúgio de Ánemos


Fanfic / Fanfiction Between the Flowers - Capítulo 1 - Refúgio de Ánemos

A ilha de Ánemos é o meu lar, uma ilha linda e calma no arquipélago egeu, um pouco próxima de Santorini, o que dizer de Ánemos?

Basicamente é uma típica cidadezinha de arquitetura grega, com as clássicas casas em tons azuis e brancos, sem qualquer meio de transporte a não ser andar, pois a ilha inteira é composta por ruas estreitas, escadarias, não há uma única ladeira, os únicos lugares realmente espaçosos que seriam as praças, o que são bem poucas, mas sempre há um lugar espaçoso e calmo para se sentar e ler um bom livro em um dia de sol.

A ilha não é nem muito grande e nem muito pequena, é um pouco menor que Santorine, umas das coisas pelas quais ela se destaca seria pelos habitantes e sua “veneração” por plantas, ou melhor as pessoas aqui adoram plantas, sempre que você estivar caminhando por umas das ruas não importa qual seja, vai sempre ver um canteiro de flores no batente das janelas, ou vasos na porta de alguma casa, ou até mesmo nas escadarias. Ánemos significa vento em grego, a ilha tem esse nome pelo simples fato de que no verão, nos fins de tarde, sempre sopra uma brisa suave e refrescante. Aqui, como todos os habitantes dizem, o sol nasce ouro e se põe bronze, não é preciso entender a metáfora, é apenas para imaginar como é a ilha, casas brancas como a neve com detalhes em puro azul marinho, flores por todos os cantos, pessoas gentis e hospitaleiras.

Aqui não há indústria alguma, todos aqui ou vivem a base da pesca, ou de fazendas minúsculas, ou de turismo, no meu caso eu vivo de flores, ou melhor eu e minha avó vivemos delas, meus pais eram donos de uma floricultura, minha mãe morreu de doença, quando eu tinha apenas 5 anos, e meu pai se juntou a ela 5 anos depois, ele morreu de tristeza, pelos menos foi o que me disseram, minha avó cuidou de mim, até mesmo agora, eu com 17 anos já aprendi muito sobre como se administrar um negócio, tudo graças a minha avó, desde então eu passei a cuidar da loja, minha vó continua a querer cuidar de mim, eu disse para ela deixar aquilo comigo e finalmente descansar um pouco, mas ela se recusa e quer me ajudar, e de fato eu tenho de admitir que preciso de ajuda, a minha loja é a única floricultura existente em toda a ilha, ou seja, uma vez ou outra recebemos muitos clientes, claro que eu e minha avó não nos contentamos apenas fazer buques, arranjos, cultivar plantas, sementes, vasos, enfim, há dois ano que começamos a produzir artesanalmente derivados de flores, como velas, perfumes, guirlandas, pot-pourri (Uma jarro ou pote com uma mistura pétalas de flores e especiarias secas, usado para perfumar o ar), sabonetes, enfim coisas vindas de flores, claro que para muitos eu dizer o que vendo ou deixo de vender é irrelevante, mas acredite que vai ter uma importância no futuro. Além de minha querida avó, eu tenho a ajuda de minha amiga Iris Brennan, uma jovem irlandesa de cabelos ruivos e olhos cor de esmeralda, assim como eu ela perdeu os pais quando era jovem, e veio morar com os tios dela, eles são meus vizinhos e são donos de uma pousada. Moramos em uma parte da cidade cujo foi chamada de “Villa”, isso pode ser uma coisa italiana, mas sim é quase como uma vila, na parte oeste da ilha, subindo algumas escadarias, você vai dar de cara com um arco simples e branco, mas com uma placa de ferro em cima do mesmo dizendo “Bem-Vindo a Villa das Margaridas”

Sim das margaridas, a proprietária desta “villa” é italiana, e até onde eu sei a margarida é uma das flores nacionais da Itália, a mulher se chama Teodora, mas eu e Iris, a apelidamos de dona Alfazema, devido ao perfume com o aroma da flor que ela sempre gosta de usar.

Antes de falar mais sobre a ilha talvez seja melhor falar sobre mim primeiro, me chamo Alexandre Galatas, ou Alex, tenho 17 anos, sou alto, corpo saudável ou melhor não sou nem muito magro e muito menos muito gordo, tenho cabelos castanhos e bagunçados, e olhos azuis como o mar egeu.

Depois desta curta apresentação vamos voltar a falar da ilha, ela para nós é chamada de refúgio, pois está longe da crise que ocorre por toda Grécia, todos aqui têm emprego e casa.

A princípio a cidade pode parecer uma idealização romântica de puro romantismo, mas pelo contrário, ela não é perfeita, as pessoas aqui têm alguns problemas financeiros que não chegam a ser grave, mas tem. Um dos maiores defeitos que a cidade possui é ser muito monótona.

Sim, monótona, raramente alguma coisa de interessante acontece aqui, são sempre os mesmos festivais, feriados, a população daqui é de pelo menos, não me lembro ao certo se eram 2000 ou 1500, mas mesmo com essa diferença, com parada a outras ilhas da Grécia, essa daqui tem uma população pequena, e não há muito o que fazer por aqui, claro que temos laptops, celulares, mas se divertir no sentido de... Acontecer coisas interessantes, eu e Iris sempre saímos para os mesmos lugares, sempre vemos as mesma pessoas naqueles lugares, metade do não aqui é divertida e a outra é extremamente chata, na primavera e no verão ainda podemos descer para a praia, ou nadar em um clube local, e outras atividades refrescantes, mas no outono e inverno, tudo é muito chato, afinal aqui no inverno neva, e como eu disse não há muitas coisas interessantes a não ser os festivais que o prefeito organiza, resumindo o inverno aqui é meio entediante, pois não há muito o que fazer, fora que aqui a temporada de turismo ocorre entre a primavera e o verão, ou seja, aqui no inverno não há quase nenhum turista para o qual eu e Iris costumamos puxar conversa durante a primavera e o verão.

Enfim acho que já deu para dar uma imagem da onde eu vivo desde que nasci, uma cidade grega, recheada de flores, com um clima agradável durante a primavera e o verão, mas uma cidade monótona, mas vamos ao que realmente interessa, a história.

Não faz sentido eu começar a contar por hoje e agora, então é melhor eu contar do que aconteceu há dois atrás, antes dele chegar, antes daquela família vir a morar na “Villa”.

:

-Alex! -Iris exclamou.

-O que?

-Já é a terceira vez que se distrai hoje -Disse ela -Termina logo o buque para a moça!

Eu voltei a mim, me retirei de meus pensamentos, e notei uma jovem adulta com o namorado à espera do buque de tulipas que eu estava arrumando, eu pedi desculpas, terminei o buque e entreguei, após guardar dinheiro na caixa registradora, fui ajudar Iris a arrumar a vitrine da loja.

-O que há com você hoje? -Ela perguntou -Não é tão distraído assim...

-Só estava pensando em uma conversa que tive com minha avó ontem-Eu disse em resposta.

-Por falar nisso onde está ela? -Iris perguntou -Ela sempre gosta de vir aqui e nos ajudar a cuidar da loja.

-Ela está no centro, na clínica médica.

-Aconteceu algo? -Iris perguntou.

-Não, é apenas um check-up -Eu respondi pegando uma guirlanda de girassóis que fiz e pendurando na vitrine- Provavelmente não vai demorar muito chegar.

-Está -Iris disse dando de ombros -Voltando ao assunto, o que sua avó conversou contigo?

Eu suspirei e comecei a contar.

*Flashback on*

Eu estava com a minha avó no jardim da minha casa, nós estávamos colhendo algumas flores para fazer alguns pot-pourri, enquanto eu colhia narcisos minha avó puxou um assunto.

-Está gostando de alguém Alex? -Ela perguntou.

-Não -Eu respondi objetivamente.

-Mesmo? -Ela perguntou -Quero dizer, já está na idade de gostar de alguém, não pode ficar a vida inteira sem se apaixonar.

-O que quer dizer? -Eu perguntei.

-Quero dizer que você foge do amor, como as gaivotas fogem da tempestade.

-Eu... só não gosto de alguém -Eu disse sem jeito.

-Vamos querido -Disse ela -Pode dizer para a vovó.

-Dizer o que?

-Que você é homossexual, vai ver é por isso que diz para mim que não gosta de alguém, talvez porque tem medo da minha reação, pode dizer se você gosta de algum garoto, eu posso ser da velha guarda, mas vou procurar aceitar sua sexualidade.

-Deuses vovó, eu já disse que não gosto de alguém -Eu disse -Seja garoto ou garota, simples.

-Amar é saudável querido, precisa para de fugir do amor como sempre foge.

-Olha... -Eu disse tentando procurar as palavras certas -Só vamos colher essas flores e fazer logo o pot-pourri.

Minha avó assentiu triste e voltamos a colher flores.

*Flashback off*

-Realmente o pot-pourri ficou lindo! -Iris exclamou pegando um dos potes e colocando na vitrine.

-Você não escutou? -Eu perguntei.

-O que? -Ela perguntou -Ah sim, a questão de você fugir do amor, mas explica direito, que história é essa de fugir do amor, o que é impossível.

-Não é fugir e sim medo -Eu disse.

-Por que medo? -Ela perguntou.

-Simples -Eu respondi -Até onde pude ver, nossos colegas da escola sofrem com ele, você mesma já sofreu com ele, eu não quero sentir esse sofrimento.

-Só isso?

-Tem outra coisa, meu pai morreu disso -Eu disse.

-Todos nós sabemos que ele adoeceu por saudades de sua... mãe -Ela disse sem jeito -Mas isso não é motivo para fugir, amor é amor, você cai sofre, depois se levanta e continua até encontrar o amor verdadeiro, eu não vou permitir que você vire assexuado, sem nem mesmo ter experimentado um garoto ou uma garota, até onde eu sei você é indeciso, você acha tanto as garotas quanto os garotos bonitos, mas nunca se apaixona por nenhum deles.

-Eu sei, mas...

Nesse momento, alguém entrou na loja e um cheiro de lavanda empesteou o ar, era senhora Teodora ou como todos chamam (Especialmente eu e Iris) dona Alfazema entrou na floricultura acompanhada de sua filha de 20 anos Claudia.

-Já ficaram sabendo? -Ela perguntou.

-O que? -Eu e Iris perguntamos em coro.

-Uma família vai se mudar para cá, e eles compraram aquela casa da minha villa que estava à venda.

-Aquela que fica perto aquela capelinha pequena com um altar para santa Sofia? -Iris perguntou.

-Não -Claudia respondeu -Aquela que fica perto dessa, quero dizer a que tem vista para os moinhos da fazenda da família Angelis.

-Agora entendo -Iris disse -O que eles são? Quero dizer, por que viriam aqui? Não ser que tenha interessa no turismo daqui.

-Fiquei sabendo que são artistas -Claudia respondeu -O casal e o filho deles, ouvi dizer o que garoto tem a mesma idade que vocês e está na mesma série, eu vi alguns quadros no site deles, são lindos, talvez estejam vindo morar aqui para pintar a paisagem da ilha, e para ter mais sucesso nos negócios.

-Por falar em série -Disse Teodora, ou melhor dona Alfazema -Ouvi dizer que vão para o último ano do ensino médio.

-Nem me fale -Disse Iris -Eu não quero pensar nas voltas as aulas, nossas férias de verão começaram só há dois dias.

-Sinto muito -Disse dona Alfazema- Mas enfim, a temporada de turistas será em breve, fico curiosa para ver os preparativos de seus tios com relação a pousada.

-O sonho deles é construir um resort aqui -Iris disse -Mas é questão de tempo.

-E espaço -Disse dona Alfazema -Talvez se eles comprassem a outra casa vila, poderiam transforma-la em outra pousada, ou em um restaurante.

Iris abanou a cabeça.

-Eles não têm interesse em construir restaurante, esta ilha já está cheia de restaurantes -Iris disse por fim.

-De qualquer forma -Disse Claudia -Precisamos ir mamãe, a titia deve estar nos esperando.

Elas se despediram de nós e saíram da loja.

A tarde as passou, minha avó chegou bem no fim. Eu tive de ouvir as duas falando no meu ouvido sobre me apaixonar.

Por fim anoiteceu, nós fechamos a loja, jantamos, e Iris passeamos um pouco pela cidade iluminada. Iris ficou mais um tempo me enchendo com o mesmo assunto. Fim quando voltamos a “villa”, ela foi para a pousada, e eu fui para minha casa, só para constar ela não fica no mesmo lugar que a floricultura, minha loja fica na praça central da “villa” perto da entrada da mesma, seguindo em frente por, passando um corredor com casas de um lado, e uma varanda com vista para o mar, ao passar por aquele corredor, eu chego em minha casa no final da rua, minha casa é pequena, mas tem espaço para duas pessoas morarem muito bem, eu atravessei meu jardim da frente e entrei, minha casa é composta apenas pelo mais básico, um quarto, uma banheiro, uma cozinha, uma sala de estar e uma lavanderia minúscula. Eu amo essa casa, simples do jeito que é, fora que ela possui o que eu chamo de “tesouro”. Na sala de estar há uma porta francesa composta por vitrais, esta porta leva para o jardim, o jardim de trás é a maior parte da casa, nele há vários canteiros com diversos tipos de flores, possui uma estufa bem pequena, e claro uma casinha pequena que eu e minha avó chamamos de laboratório, pois é lá que fazemos todas as velas, pot-pourri, enfim lá que fazemos artigos artesanais.

Eu entrei, tomei um banho, e fui me deitar cedo, precisava refleti sobre o que elas disseram.

Não sei ao certo, nunca achei ninguém que me chamasse a atenção e nem quero, estou bem do jeito que estou, minha vida é perfeita, claro que sinto um pequeno vazio, mas é tão pequeno que posso ignorar muito bem.

Para todos é impossível fugir do amor, menos para mim, eu sempre consegui e fugir, o amor nunca me pegou e nem me pegaria, ou pelo menos era o que eu pensava.


Notas Finais


O que acharam?
Por favor me deem sua opinião.
E até o próximo capítulo!


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