História Between the Flowers - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Descobertas, Família, Romance, Yaoi
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Palavras 2.575
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiiiii gente!
To de volta, então vamos ao que interessa.

Capítulo 22 - Brincando de ONU


Passaram-se dois meses após o fim do verão, já iniciávamos o nosso segundo bimestre no último ano do ensino médio, confesso que só tiramos notas azuis por causa Ayla e Viola, ambas são inteligentes, embora nenhuma delas queira seguir uma carreira que envolva contas ou física, apesar que Iris até leva jeito para física, ela mesma vive querendo testa a lei da gravidade com Lívia, a parte ruim é que Lívia não sobreviveria se fosse arremessada de um penhasco.

Nosso segundo bimestre já começou com um projeto feito por nossa querida professora de história e Geografia.

-Alunos, eu pretendo fazer um trabalho especial, como muitos de vocês precisam de nota, eu conversei com os outros professores e tanto eu, quanto eles, decidimos propor um trabalho divertido e interessante, se tudo der certo, todos receberão um ponto a mais na média.

Ayla e Viola vieram com notas boas em todas, e quando eu digo boas, digo altas, elas não precisariam se preocupar.

-Vocês irão encenar a uma negociação da ONU –Disse entusiasmada e dando pulinhos.

Todos nós não entendemos direito.

-Cada um de vocês escolherão um país a representar, o propósito é assinar um tratado de paz mundial, todos os alunos devem propor uma condição para o tratado e os outros devem encontrar meios para resolver isso e.... bem....

Naquele momento o sinal para a próxima aula tocou.

-Discutiremos isso uma outra hora, mas já podem ir escolhendo o país que cada um de vocês vai representar.

Era só o que faltava, assinar um tratado de paz mundial, essa é a escola de Ánemos, sempre arrumando meios para melhorar o empenho dos alunos, e também nos fornecer algum entretenimento nesta ilha, que não envolva mexer na internet.

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A aula passou mais rápido do que o esperado, vai ver porque nas duas últimas só ficamos falando deste trabalho da ONU e os critérios para o trabalho.

Eu posso me preocupar com este trabalho depois.

Desde que as aulas voltaram, Camila passou a me ensinar como organizar eventos, no caso, casamentos, ela não poupava de me contar cada detalhe sobre um casamento perfeito, mas eu mal conseguia prestar atenção, pois sempre que ela falava casamento, eu me via com Louis, eu e ele, casados...

-Alex, está prestando atenção? –Pergunta Camila me chacoalhando.

-Oh sim, estou –Respondo repentinamente pois eu tinha acabado de ser tirado de meus devaneios.

-Não está dando certo –Ela colocou as duas mãos na testa- Já é a segunda vez que você perde a concentração e.... Alex, pare de mandar beijos para Louis!

Louis estava do outro lado da mesa de jantar bordando alguma coisa que eu não conseguia ver direito.

-E Louis- Prosseguiu ela- Pare de provocar Alex, isso é importante para ele.

-Eu? –Perguntou e começou a rir logo em seguida- Ele é que fica me encarando o tempo todo, apenas retribuo os carinhos.

Camila ia abrir a boca para falar algo, mas então, ouve-se uma batida na porta, Louis foi atender e da sala de jantar eu podia ouvir as vozes de meus amigos.

-Acho melhor continuarmos outro dia Cami...

-Também acho Alex –Ela se levanta junto comigo da mesa e nos abraçamos- E longe do Louis para você não se distrair.

Eu assenti e com isso ela saiu da casa.

Louis já se encontrava na sala com nossos amigos, eles estavam prontos para discutir sore o trabalho da ONU, talvez mais tarde, afinal, um pouco de conversa não faz mal a ninguém, eu olhei para Iris e notei que na mão esquerda da mesma, havia cinco fios de barbante amarrados em cada um de seus dedos e cada um com uma cor diferente.

-Iris, para que são esses barbantes? –Perguntei.

-Oh, isso? –Ela estenda e mão para ter uma visão melhor- Decidi tentar fazer isso para não me esquecer, por exemplo, o azul é para eu não me esquecer de que tenho que comprar os mantimentos da pousada, o verde é para eu organizar a lista de reservas da pousada, o vermelho é para jantar na casa de Ana, o amarelo para as lições da escola, o roxo para o aniversário de minha tia, bem simples e prático.

-O primeiro era para o que mesmo? –Matt pergunta, ele não devia estar prestando muito a atenção nesse assunto.

Iris abriu a boca, mas não saiu nada.

-Droga, esqueci! –Exclamou.

-Mas você não tinha acabado de dizer –Viola pergunta coçando a cabeça- A quanto tempo você estava com esses fios, eu não me lembro de ter visto enquanto andava com você.

-Pois é, vai ver é porque eu os amarrei assim que entrei aqui, fazer o que.

-Já sabem que países vão representar na encenação da ONU? –Louis pergunta.

-É evidente –Ayla fala como se não precisasse ser dito o óbvio- Vou representar a Turquia, meus país de origem.

-Assim como yo voy, representar a Espanha –Amanda diz e coloca uma de suas mãos no peito em símbolo de patriotismo.

Até que faz sentido, eu Grécia, Amanda Espanha, Iris Irlanda, Matt Inglaterra, Ayla Turquia, Viola Itália e Anastácia Rússia.

Assim como outros alunos podem provavelmente ir com seus países de Origem, como Yoko e Japão ou uma garota de nossa sala chamada Moura, representando Portugal, são tantos países diferentes em nossa sala pensando melhor agora, somos de origens diferentes, mas ainda assim, estamos todos reunido em uma única sala de aula.

-Tenho sérias dúvidas de que vamos conseguir a paz mundial, há tantas intrigas na nossa sala de aula –Ana comenta e boceja.

-Por que não? –Matt pergunta- Lucas não esá mais aqui, todos os rapazes da Dedaleira seguemo André agora, e pelo que dizem, eles se tornaram suportáveis.

-Nunca vou me esquecer de quando me espancaram! –Louis exclama e bate as duas mãos com força na mesa de centro- Eles são uns idiotas!

-Se conseguirmos a paz mundial –Ayla toma a palavra- Todos receberemos nota e com isso não precisaremos nos preocupar o resto do ano com notas baixas.

Todos concordamos com Ayla, mas como aturar pessoas que chegam a ser insuportáveis.

-Ayla está certa –Minha avó entra na sala de estar- Vai ver a escola também está fazendo isso porque ela não quer ver uma sala de ala dividida na formatura.

-Pode até ser vovó, mas nem todos nós temos paciência.

Todos olhamos para Iris, Amanda e Viola.

-Vão tomar no cu, eu não sou temperada! –Iris exclama- Eu sou muito calma, como uma pétala de sakura no lago da serenidade!

Rimos com tal afirmação e isso só a deixou mais brava, mas logo depois se acalmou.

-Bem que seus primos podiam estar aqui para representar a Dinamarca –Ana comenta sorrindo- Aliás... pensando bem agora, você serviria tanto para representar a Grécia quanto a Islândia, seus olhos são tão azuis.

-Mas você tem uma descendência islandesa, não tem? –Iris pergunta.

Eu balanço a cabeça dizendo que sim, essa descendência é por parte de mãe, eu poderia passar uma tarde inteira explicando tal descendência, mas a essa altura, já anoitecia.

-O que acham de jantar aqui? –Pergunto para todos.

-Não posso –Disse Iris- Por incrível que pareça, estamos com alguns hóspedes na pousada e eu preciso ajudar meus tios a preparar o jantar, geralmente nessa época do ano, nossos funcionários viajam para trabalhar em outros lugares, como por exemplo, na França.

-Por falar em França, como estão seu pais Louis –Ana com todo sua curiosidade e gentileza, pergunta a Louis.

-Eles nãos estão mais em Paris, está muito perigoso por lá, toda minha família se mudou para Marselha, mas eles não sabem se querem ficar por lá ou se querem ir para um lugar menos populoso.

-Sei bem como é –Ayla deixa escapar isso e logo em seguida solta um longo suspiro- Istambul não é mais a mesma coisa, lá está com muitos problemas.

-Acho melhor eu ir ajudar meus tios na pousada.

-E eu vou ir com Iris, não que meus avós precisem de ajuda com os vitrais, mas é mais porque eu quero ajudar Iris.

Matt e Amanda também precisavam ir, com isso, restava Viola e Ayla.

Eu preparei uma sopa de ervilha bem simples, sem qualquer adição de carne de porco, pois eu sei muito bem que a religião de Ayla não permite.

Jantamos e conversamos com os nós cinco (contando com minha avó), conversamos sobre nossos problemas e ambições, nossos sonhos e visão de cada um para um mundo melhor do que o que vivemos.

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Eu e Louis já estávamos deitados na cama, um olhando para o outro, o cobertor era o que continha o símbolo LGBT.

-Sabe, eu estou gostando de viver aqui –Ele diz- Todos são tão gentis e amigáveis, Ánemos é uma ilha pequena, porém, única.

-Sabe Louis, depois de nossa conversa com Viola e Ayla, eu acho que consigo entender porque a escola quer fazer essa encenação da ONU, vai ver o mundo precisa mesmo de paz, não que isso seja possível, mas este trabalho que a escola deu vai ser basicamente a idealização de um mundo melhor.

Louis riu.

-Sei que vai Alex –Em e abraçou logo em seguida.

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Se passaram duas semanas, hoje é o dia de nosso trabalho, eu vesti minha roupa de Zorba, era uma das formas de reconhecer meu país, Ayla usava um vestido turco de cor ciana, o vestido cobria tudo menos o rosto, Iris usava seu vestido celta, Yoko um quimono branco com galhos e flores de sakuras bordados, Ana usava um casaco de pelo branco e uma espécie de gorro da mesma cor chamado ushanka, muito usado em seu país para sobreviver nos rígidos invernos.

Amanda usava o vestido de Flamenco que Louis aperfeiçoou, Viola usava apenas uma camiseta com a bandeira de seu país, não sei ao certo como ela deveria ter vindo, bem... o país dela possui uma capital da moda (Milão), mas enfim... sem nos esquecermos de Matt que usava uma daquelas roupas vitorianas, ele usou aquela roupa uma vez apenas, em uma releitura de Orgulho e Preconceito há dois anos atrás, na primavera.

Ah é, Louis... ele estava lindo usando a calça preta e a camiseta listrada em preto e branco, sem esquecer da clássica boina.

-Noruega, Jamaica, Groelândia, Suíça, Moçambique, Nova Zelândia, Alemanha... –Louis contava todos os “países” Que iriam encenar- Aquele eu não sei qual é....

 -País de Gales –Respondeu Iris- Será que vamos passar neste trabalho?

-Claro que vamos! –Viola exclamou-As “Maiores” potencias são pessoas legais, André é a Alemanha e por aí segue, só precisamos saber quem é o último “Grande país”.

Nesse exato momento Lívia entra de modo brusco na sala de aula, usando uma calça rasgada e uma regata com decote e a camiseta respondia nossas perguntas, ela tinha estampa dos EUA.

-Puta merda! –Iris sussurra- Ferrou o trabalho, Lívia é os EUA.

-Adivinha só quem é o país mais consumista e egocêntrico do mundo? –Lívia pergunta bem alto- Eu!

Egocêntrico não seria a palavra certa.... Apenas um pouco arrogante e que se acha a melhor do mundo... ah... agora entendi porque esse país combina tanto com ela, não posso julgar tanto, assim, teve luta para ele ser o que é, embora um pouco de humildade não seria ruim.

-Muito bem-Disse a professora- Vamos para o auditório fazer logo essa encenação.

Entramos lá, estava tudo organizado, parecia mesmo uma sede minúscula da ONU em Ánemos.

-Já podem começar com as exigências de paz –Diz um dos professores que iria avaliar esse trabalho.

-Eu nem sei quais são minhas exigências –Ayla diz- Talvez... caixas de manjar turco?

-Isso não era o que você iria oferecer como paz? –Viola pergunta a Ayla.

-Ah é mesmo, sim isso era, então vou mudar as exi...

-As exigências deveriam vir primeiro da maior potência do mundo! –Lívia exclama.

-Sinto muito, mas a China não está aqui para fazer as exigências –Iris diz dando de ombros.

-Estou falando de moi –Lívia diz.

-Je ne savais pas que la langue officielle des États-Unis était français –Louis diz isso, pelo que eu pude traduzir significa “Eu não sabia que a língua oficial dos EUA era francês”

Como eu sei francês? O Louis me ensina algumas coisas, assim como também geme algumas coisas quando fazemos sexo.

-Eu não falo italiano! –Lívia exclama para Louis.

-Come?! –Viola grita- Professora os EUA acabam de ser ofensivo, confundir francês com italiano, si tratta di un sacco di ignoranza (Se trata de muita ignorância).

Os professores apenas observavam tudo.

-Por favor, vamos terminar logo com isso e assinar a paz –Ana diz e suspira logo depois.

A Irlanda apenas ria de tudo junto da Noruega e Jamaica.

-Cala boca sua idiota! –Lívia diz a Ana.

-Ei! –Iris exclama- Não fale assim da Mãe Rússia.

-Eu concordo com Ana...

-Rússia –Ana corrige Matt.

-Eu Acho que devemos logo assinar esse tratado de paz.

-Vai tomar chá garoto –Lívia responde.

-Professora! –Amanda exclama- A vadi... os EUA está sendo agressivo demais.

-Fica quieta Espanha! –Matt diz- Não piore as coisas.

-Posso dar minha opinião? –André pergunta.

-Fica na sua garoto –Lívia diz.

Eu e Louis apenas estávamos sentados lado a lado trocando carinhos e beijos, enquanto eles estavam quase se quebrando.

-Onde está a França para ajudar? –Ana pergunta.

Todos olharam para nós.

Eu continuei beijando o pescoço de Louis.

-Me desculpa- Louis diz me empurrando- Eu estava em uma reunião com a Grécia.

-Podemos ver muito ver –Diz Yoko.

-Levem mais a sério esse trabalho! –Viola diz- A nota na nossa sala está em jogo, vamos parar com essas brigas idiotas.

-Só se a Rússia e a Irlanda pararem de serem lésbicas –Lívia diz.

-Para mim já chega! –Ana grita e pula em cima de Lívia distribuindo vários tapas na cara dela- Até mesmo interpretando um país independente de qual seja você consegue ser insuportável!

E quando eu e Louis nos demos contas, todos estavam brigando entre sim, enquanto alguns tentavam apartar a briga de Ana e Lívia, como Matt e Amanda que mais ajudava Ana a bater do que separar, ou Iris que começou a puxa o cabelo de duas amigas de Lívia.

Eu e Louis no olhamos em meio a tudo aquilo, realmente era como uma guerra mundial.

Eu não sabia se ria ou ficava preocupado, então Louis decidiu que era melhor sairmos antes que sobresse para nós.

Saímos da escola de fininho e voltamos para casa.

No dia seguinte ficamos sabendo que o trabalho acabou sendo cancelado.

Os pais de Lívia estavam reclamando na escola, a diretora fez pouco caso deles, afinal ela sabia que Ana era uma garota muito calma e que para ela ter batido em Lívia do jeito que ela bateu, devia ser porque Lívia a provocou, ela sempre provoca e Ana sempre atura, mas esse fato não impediu que Ana fosse suspensa por três dias, ela nem se importava, iria ficar no ateliê de vitrais dos avós sem precisar ir para a escola.

Quanto a Iris, bem ela levou uma suspensão mais longa por ter arrancado um tufo enorme de cabelo, de duas garotas.

Quanto ao resto, todos os que brigaram ou incentivaram todas aquelas brigas levaram advertência, a diretora não sabia se dava parabéns para mim e Louis ou se brigava conosco por termos saído da escola fora do horário e sem autorização.

Eu realmente não conseguia entender, como um trabalho desses podia dar tão errado?

Mas enfim, eu não estava nem mais ligando para o trabalho, eu só queria me formar logo na escola para me ver livre.


Notas Finais


O que acharam?
Espero que tenham gostado do capítulo e que ele não tenha sido muito ofensivo.
Mas enfim, até breve!
Vou tentar não sumir mais.


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